“Pastor 171” que aplicou golpe de R$ 10 milhões fez pregação no Réveillon

Enquanto as vítimas endividadas que acusam o “pastor 171” Wallace Ovídio da Silva, 33 anos, de lucrar R$ 10 milhões com golpe da pirâmide financeira não puderam comemorar o Réveillon, o empresário aproveitou a virada do ano ao lado de amigos e familiares, em Cachoeira de Macacu (RJ).

Em vídeo que o Metrópoles teve acesso, Wallace aparece orando e louvando ao lado da esposa, Débora Gomes. Segundo uma das vítimas do golpe, que prefere não se identificar, o homem se diz pastor e, inclusive, usa a religião para captar investidores para a empresa que está no nome dele, a Group Perfomance.

O dono da empresa de investimentos localizada no estado do Rio de Janeiro é suspeito de aplicar golpes financeiros desde julho de 2021, com a promessa de que os clientes teriam rentabilidade mensal fixa. Porém, as vítimas denunciam nunca terem recebido lucros das aplicações.

Segundo representação que será enviada ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a Group Perfomance age na forma de associação criminosa, com colaboradores de confiança. Os funcionários captam recursos e iludem os investidores com altos rendimentos fixos.

No texto, uma das vítimas aponta que o golpe financeiro se trata de estelionato, crime contra a economia popular e lavagem de capital. Na representação ao MPRJ, outras cinco pessoas são citadas como colaboradoras do golpe, entre elas a esposa de Wallace, Débora.

Fonte: Metrópoles

Roberto Carlos pressiona Anvisa para liberar navio que teve surto de covid

Ele quer que Anvisa libere navio que teve surto de covid para seu cruzeiro de muitas emoções

Roberto Carlos (80) vai fazer uma reunião com o grupo MSC Cruzeiros, responsável pelo navio MSC Preziosa, no qual programou realizar em março o projeto Emoções 2022, diz o F5. Ele quer que o cruzeiro aconteça mesmo com o surto de coronavírus.

O que quer Roberto Carlos?

Embarcação atracou no porto do Rio de Janeiro no domingo (2) com 28 pessoas contaminadas pela covid.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), eram 26 passageiros e dois tripulantes.

Assessoria do cantor afirma que a direção do projeto Emoções 2022 vai seguir “o que o Roberto faz e fez durante toda a pandemia: seguir as orientações das autoridades sanitárias”.

“Nesse exato momento, estamos aguardando a MSC marcar uma reunião para o grupo conversar”, diz.

Expectativa é que o cruzeiro possa ocorrer normalmente, uma vez que ainda faltam mais de dois meses para que o navio precise estar em condições de abrigar o cruzeiro do rei.

A Anvisa autorizou novos embarques por enquanto, mas ressaltou que “não há garantia futura de novos embarques, que dependem de futuras investigações”.

Emoções 2022, se tudo se confirmar, deve ocorrer entre 11 e 15 de março. Os pacotes custam a partir de R$ 4.176 por pessoa, sendo que há lista de espera para todas as categorias de acomodação. O projeto Emoções traz um show de Roberto Carlos, que ocorre dentro da embarcação.

Fonte: DCM

Salário mínimo sem aumento real traz efeitos negativos para economia, aponta Dieese

Real,dinheiro, moeda

Em São Paulo, valor atual do salário mínimo consegue comprar pouco mais de uma cesta básica e meia

A partir do último dia 1º, foi instituído o novo salário mínimo nacional, de R$ 1.212. O valor, que representa uma alta de R$ 112 em relação aos R$ 1.100 vigentes ao longo de 2021, não apresenta um aumento real, sendo apenas corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

De acordo com informações do Dieese, o salário mínimo serve de referência para 56 milhões de pessoas no Brasil, das quais 24 milhões são beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O salário mínimo regional serve de referência, sobretudo, para os trabalhadores do setor privado que pertencem a categorias não contempladas em acordos coletivos ou convenções, como domésticos.

O diretor adjunto do Dieese José Silvestre lembra que a política de valorização do salário mínimo foi interrompida no governo de Michel Temer (MDB) e segue sem avanços na gestão Bolsonaro (PL). “Entre 2003 e 2016, houve um ganho real efetivo do salário mínimo. É lamentável o fim dessa política, pois tinha efeitos positivos na economia do país”, afirmou a Glauco Faria, no Jornal Brasil Atual.

“Existe um incremento em termos de renda na economia que chega a R$ 81 bilhões. Além disso, há outros R$ 44 bilhões que chegam aos cofres públicos, por meio de arrecadação tributária, por conta desse aumento do salário mínimo. Portanto, a política de valorização é um instrumento importante para a economia”, acrescentou o especialista.

O Dieese também aponta que o custo de cesta básica deve chegar a R$ 700 em São Paulo no mês de janeiro, portanto, o piso nacional conseguiria comprar apenas 1,73 cesta básica na capital paulista. “Houve o aumento da inflação no ano passado e nas camadas mais pobres essa elevação foi mais sentida”, lamentou Silvestre.

Fonte: Rede Brasil Atual

Internações de crianças com covid-19 batem recorde nos EUA

Média de hospitalizações de jovens de 0 a 17 anos foi de 378 na última semana; faixa etária é a menos vacinada até agora

À medida que avariante ômicron se espalha, os Estados Unidos registraram o maior número de internações de crianças com covid-19 desde o início da pandemia.

A média de sete dias de hospitalizações na faixa etária dos 0 aos 17 anos foi de 378 na semana encerrada em 28 de dezembro, um aumento de 66,1% em relação à semana anterior. Trata-se do recorde desde o começo da pandemia, superando o pico anterior, durante a variante delta, em setembro. A única outra faixa etária que teve pico nas hospitalizações foi a dos 18 aos 29 anos.

De acordo com a Academia Americana de Pediatria, quase 199.000 crianças contraíram covid-19 na semana encerrada em 23 de dezembro, 50% a mais que no começo do mês.

No entanto, as taxas de doenças graves permanecem mais baixas em termos absolutos, em comparação com grupos de idade mais avançada. Entre os mais de 820 mil mortos por covid-19 desde o começo da pandemia nos EUA, 803 eram pacientes de 0 a 18 anos.

Maior disseminação

Pesquisa feita em Hong Kong, com base em testes de laboratório de amostras de tecido, mostraram que a ômicron se replica até 70 vezes mais rápido nos brônquios, as vias aéreas que levam aos pulmões, em comparação com a variante delta, o que pode ajudar a explicar sua extrema disseminação.

“Com base no que sabemos hoje, a ômicron não está causando infecções mais graves, mas infectando muito mais crianças. E, portanto, estamos vendo mais crianças hospitalizadas com covid-19”, disse à AFP Jim Versalovic, patologista e imunologista do Hospital da Criança do Texas, o maior hospital infantil dos EUA.

Sua relativa suavidade pode ser explicada pelo mesmo estudo de Hong Kong, que mostrou que a ômicron se replica 10 vezes mais lentamente nos pulmões do que a delta.

“Mas mesmo que você tenha uma pequena porcentagem de crianças com doenças graves, uma pequena porcentagem de um grande número é um grande número”, disse à AFP Henry Bernstein, pediatra do sistema hospitalar Northwell Health, em Nova York.

Menor vacinação em crianças

Quanto ao motivo pelo qual a taxa de casos e, portanto, de hospitalizações estão aumentando mais rapidamente em grupos de idades mais jovens em comparação com os mais velhos, há vários fatores em potencial.

Um deles é que a taxa de vacinação é mais baixa entre crianças de 5 a 11 anos, que foram o último grupo a se tornar elegível para a imunização, em novembro. De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, apenas 15% desse grupo está totalmente vacinado, em comparação com 84% das pessoas com 12 anos ou mais.

Versalovic destaca que, em seu hospital, os adolescentes hospitalizados são “quase exclusivamente não vacinados”.

A questão da vacinação de crianças pequenas foi reforçada por um novo relatório do CDC divulgado na quinta-feira, que descobriu que efeitos colaterais sérios são extremamente raros em crianças de 5 a 11 anos.

O conselheiro médico-chefe do presidente Joe Biden, Anthony Fauci, chama a atenção para outro dado importante. Esta semana, ele disse a repórteres que “muitas crianças são hospitalizadas com covid-19, e não por causa da covid-19”. Em outras palavras, isso significa que, como os hospitais fazem rotineiramente testes de coronavírus nos pacientes admitidos, acabam descobrindo infecções coincidentes. Ou seja, o motivo que levou a criança ao hospital não foi o coronavírus, mas acabou se descobrindo uma infecção por ele.

Fonte: Opera Mundi

Estudo aponta piora da saúde mental das crianças com uso excessivo de tela

“Não estávamos à espera da associação generalizada entre o aumento do tempo de tela e sintomas de ansiedade, depressão, desatenção e hiperatividade”, diz uma das autoras

Um estudo canadense encontrou uma associação entre níveis excessivos de uso de tela com a piora dos sintomas de saúde mental em crianças durante a pandemia. Publicada pela JAMA (Journal of the American Medical Association) Network, a pesquisa defende que as intervenções dos formuladores de políticas públicas são “urgentemente necessárias” para promover a utilização “saudável” de determinados dispositivos.

“Também é importante garantir que as crianças tenham acesso a recursos adicionais de saúde mental e apoio social e fornecer aos professores e terapeutas treinamento sobre o uso problemático da mídia para ajudar as crianças a se recuperarem do isolamento e do estresse da pandemia”, pontua o estudo. “Embora pais e cuidadores individuais possam adotar estratégias de redução de danos para promover o uso saudável da tela em crianças, dada a situação única e desafiadora da pandemia de covid-19, acreditamos que as intervenções dependerão fortemente de mudanças políticas sistêmicas.”

“Pensávamos que o tempo gasto em videochamadas estaria associado a menos sintomas negativos de saúde mental, mas percebemos que as videochamadas não conferem qualquer tipo de proteção”, diz uma das pesquisadoras, Catherine Birken, ao site Público. “Não estávamos à espera da associação generalizada entre o aumento do tempo de tela e sintomas de ansiedade, depressão, desatenção e hiperatividade.”

Como foi feito o estudo

O estudo analisou um total de 2.026 crianças, com 6.648 observações realizadas entre maio de 2020 e abril de 2021. Aproximadamente 52,5% (785) das crianças já eram acompanhadas devido a problemas de saúde mental e quase 16% tinham perturbações do espectro do autismo. Os pais foram convidados a preencher questionários, em momentos distintos, sobre os comportamentos e sintomas de saúde mental de seus filhos, bem como seu tempo gasto sendo de exposição à TV e mídia digital, videogames, aprendizagem eletrônica e bate-papo por vídeo.

Entre as crianças mais jovens, que tinham em média 5,9 anos, o maior tempo de TV ou mídia digital foi associado a mais problemas de conduta, além de hiperatividade e desatenção. Em crianças mais velhas e jovens, que tinham em média 11,3 anos, o uso excessivo de tela resultou em maior depressão, ansiedade e desatenção. Mais tempo de videogame também foi associado ao aumento da depressão, irritabilidade, desatenção e hiperatividade.

Segundo a pesquisa, níveis mais elevados de tempo de aprendizagem eletrônica também foram associados a maior depressão e ansiedade.

Limite de duas horas

Além do elevado uso da tela e do isolamento social durante a pandemia, os autores dizem que o agravamento da saúde mental pode estar relacionado a mudanças no sono, falta de exercícios físicos e de outras atividades sociais. Bullying online, notícias estressantes e anúncios prejudiciais também podem estar contribuindo para o problema.

Os pesquisadores lembram que a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Pediátrica Canadense recomendam não mais do que uma a duas horas de uso de tela por dia para crianças.

Fonte: Rede Brasil Atual

Sergio Moro confessa atuação contra o PT e se complica com doleiro e Alvaro Dias

Em entrevista, ex-juiz federal Sergio Moro tenta minimizar relações perigosas de seu aliado político e confesssa agir politicamente contra o PT

O ex-juiz federal Sergio Moro tentou defender seu aliado político, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), da denúncia de ter recebido dinheiro do doleiro Alberto Youssef em suas campanhas. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Youssef pagou parte das campanhas eleitorais do ex-tucano. Em 1998, duas de suas empresas pagaram R$ 21 mil, equivalente a R$ 88 mil em valores atualizados, à campanha a senador de Dias. Os dados, obtidos na prestação de contas que Dias entregou naquele ano à Justiça Eleitoral no Paraná, referem-se viagens aéreas em jatinhos cedidos por Youssef ao então candidato tucano.

Em entrevista à Rádio Capital FM de Cuiabá (MT), hoje (29) pela manhã, o presidenciável disse que na época não conhecia Alvaro Dias, do mesmo modo que ninguém sabia quem era Youssef. “Eu nem conhecia o senador (Alvaro Dias). Ninguém sabia quem era Alberto Youssef na época. Ele começou a ser processado em 2003, no caso Banestado. Depois foi condenado, preso na Lava Jato. Eu decretei a prisão do Alberto Youssef duas vezes: em 2003 e depois em 2014. (…) Qual criminoso de colarinho branco fica quatro anos preso no Brasil? Ninguém protegeu ninguém ali (na Lava Jato)”. É grande a desconfiança de que Moro já tinha essas informações durante os trabalhos da Lava Jato e que teria blindado Alvaro Dias, que já era seu aliado político, e hoje são colegas de partido.

O doleiro foi um dos primeiros delatores da Lava Jato, em 2014, com acordo homologado por Moro. Em 2004, o juiz também homologou o acordo de delação de Youssef por sua colaboração com as investigações do escândalo do Banestado, que envolveu remessas ilegais de divisas para o exterior.

Moro ataca PT

Em outros trechos da entrevista, Moro atacou os governos do PT, dizendo que a “Petrobras foi saqueada para enriquecer políticos corruptos e bancar projetos de poder”. E que “como não podem apagar os fatos, mentem”. “Eu prendi criminosos, desmantelei departamentos de propinas e recuperei o dinheiro roubado. As pessoas sabem a verdade”.

Em outros, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Como todo brasileiro que clama por Justiça, também estou indignado com a anulação de condenações por corrupção. O cara confessa que roubou e aí vem lá o Tribunal e diz: não podia ter sido julgado pela Justiça A. Ora, com todo respeito, isso é errado!”.

E acabou praticamente confessando que a Lava Jato foi usada para combater o PT de forma efetiva e eficaz. Em seguida, voltou atrás, alegando que a operação apenas teria descoberto “esquemas de corrupção” e mostrado “o que o PT verdadeiramente é”. Para juristas, porém, Moro confessou a atuação política contra o partido. Por meio de seu perfil no Twitter, Wadih Damous escreveu que o ex-juiz “quer criminalizar o partido e suas lideranças”.

“É um desqualificado que admite agora que instrumentalizou o Judiciário e parte do Ministério Público. Incrível como o leigo não tem noção da gravidade desta declaração”, disse à CartaCapital o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Para ele, o ex-juiz “foi o maior eleitor do atual presidente ao prender Lula, que estava na frente nas pesquisas, e ganhou de contrapartida o Ministério da Justiça”.

Ex-juiz e suspeitas de corrupção

A Justiça pela qual Moro tanto clama aparentemente é diferente daquela que tem pautado sua trajetória de vida, inclusive no Judiciário, quando passou por cima da lei para perseguir, julgar e condenar o ex-presidente Lula em diversos processos, tirando-o da disputa eleitoral em 2018. Favorecido pelo então juiz, Bolsonaro foi eleito e Moro nomeado ministro da Justiça.

Disputas internas envolvendo interesses da família Bolsonaro, porém, levaram à exoneração, em abril de 2020. Em novembro, ele entrou como sócio-diretor na consultoria Alvarez & Marsal, dos Estados Unidos, especializada na recuperação financeira de empresas. Entre os clientes, a construtora Odebrecht. Em abril foi rebaixado a consultor e o contrato, que deveria terminar no final de 2022, foi encerrado um ano antes, quando o ex-juiz decidiu entrar na política. Em junho passado, foi declarado suspeito nos julgamentos e condenações do ex-presidente Lula.

A permanência de Moro por quase um ano na equipe da Alvarez & Marsal está imersa suscita desconfianças e indícios de conflitos de interesses e corrupção. A empresa lucrou com a quebra de grandes construtoras brasileiras e depois bancou Moro nos Estados Unidos. Tanto que o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou à consultoria que informe os valores que foram pagos ao ex-juiz e ex-ministro.

Em despacho nesta segunda-feira (27), ministro Bruno Dantas, do TCU, que acatou pedido do Ministério Público Federal, determinou também o levantamento, pelo Judiciário, de todos os processos de recuperação judicial em que a Alvarez & Marsal atuou no período da Lava Jato. Em despacho anterior, Dantas havia escrito que atos de Moro “naturalmente” levaram à quebra da Odebrecht.

A ação do TCU e os assuntos que envolvem Moro como um todo têm tido grande repercussão nas redes sociais. Hoje pela manhã, o ex-juiz chegou ao topo com a hastag #Ladrão.

Fonte: CUT Brasil

Em pronunciamento de fim de ano, presidente termina o ano como começou: mentindo

Em pronunciamento em cadeia, Jair Bolsonaro destilou mentiras sobre seu governo, e defendeu sua política de morte

Em pronunciamento em cadeia nacional na noite deste 31 de dezembro, o presidente Jair Bolsonaro exibiu sua especialidade. Destilou mentiras sobre resultados de seu governo, desprezou a ciência e defendeu sua política de morte. Ignorou o drama das vítimas da crise econômica desgovernada. E também o drama das pessoas que têm parentes e amigos entre os 619 mil mortos e 22 milhões de adoecidos em decorrência do desprezo de Bolsonaro e seu governo pela vida humana. Nenhuma palavra de apreço ou solidariedade.

O pronunciamento de Bolsonaro mencionou “retomada” de obras de infraestrutura e celebrou a transposição das águas do Rio São Francisco. Citou a criação de “3 milhões de empregos” num país de 45 milhões de desempregados, desalentados, subocupados e informais. Além disso, o ocupante do cargo de presidente da República falou em distribuição de “bilhões” para estados e municípios enfrentarem a pandemia. Ao mesmo tempo, criticou os mesmos estados e municípios que adotaram medidas de isolamento social.

No pronunciamento de Bolsonaro, o auxílio emergencial aprovado a duras penas com esforços do Congresso foi obra do governo federal. Falando claramente aos seus seguidores, em fase de decrescimento, também lembrou da política de facilitação de acesso a armas.

Fora de “contexto”

Bolsonaro gravou seu pronunciamento há quase uma semana, antes de trocar o paletó do estúdio pelas roupas de banho e de farra nas praias do Sudeste e do Sul. Por isso, o presidente da República só pode lamentar “70 cidades” da Bahia afetadas pelas chuvas, enquanto na realidade 153 municípios fecham ao ano em estado de emergência. Nenhuma palavra às famílias dos 25 mortos, mais de 500 feridos e mais de 180 mil desalojados e desabrigados.

Ao final de pouco menos de seis minutos para comentar um ano tão difícil, talvez Bolsonaro não fizesse questão de saber que entre entre seu dia de parque de diversões e hoje, outras 72 choraram a perda de um ente querido para a covid-19 e outras 10 mil adoeceram.

Ao anunciar a gravação de seu pronunciamento defasado, Bolsonaro sugeriu que o “pessoal da esquerda” fizesse um panelaço para “comemorar três anos sem corrupção”. Desse modo, tentou se antecipar aos protestos, que realmente ocorreram em todo o país. Mas para pedir “Fora Bolsonaro”, e seu desprezo pela verdade e pela vida.

Três anos “sem corrupção”

“Sou incorruptível e imbroxável”, disse Bolsonaro em julho, quando explodiu escândalo de corrupção envolvendo seu governo no caso da compra de vacinas da Covaxin. Apesar disso, o escândalo transitou não só por seu ministério como por seu gabinete, como revelou a CPI da Covid no Senado. No início deste mês, Bolsonaro mudou o discurso sobre a existência de corrupção em seu governo. “Não vou dizer que meu governo não tem corrupção, porque a gente não sabe”, disse, depois de questionado por um apoiador no cercadinho.

Assim, depois de prevaricar diante de propostas da fabricante Pfizer, o Planalto esteve diretamente envolvido na tentativa de aquisição superfaturada de 20 milhões de doses do imunizante indiano. Caso a CPI não tivesse impedido, o governo teria comprado as vacinas com 1.000% de superfaturamento. O esquema envolveu o seio do governo e nomes como o do líder de Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros; o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello; o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, também militar, Élcio Franco; entre outros nomes ligados a Bolsonaro.

O caso de corrupção correu enquanto Bolsonaro tocava um “gabinete paralelo” que atuava no lugar do Ministério da Saúde em relação à pandemia. Operadoras de Saúde, como a Prevent Senior, acusada de fraudar atestados de óbito para esconder a covid-19 e tentar impor o uso de cloroquina, e de ter feito experiências com medicamentos sem autorização dos pacientes, participavam do conluio.

Caso Jair Renan

Até o filho mais novo de Bolsonaro, Jair Renan, protagonizou parte da CPI da Covid. O filho 04 caiu na investigação após centenas de mensagens suas serem descobertas com Marconny Albernaz de Faria, lobista da Precisa Medicamentos.

Jair Renan, com 22 anos, abriu uma empresa milionária de eventos com ajuda do lobista. O negócio suspeito teve inauguração pomposa em camarote no Estádio Mané Garrinha, em Brasília, no auge da pandemia. Albernaz deu um dos depoimentos mais controversos da CPI, recheado de mentiras. Além de atuar em favor de Jair Renan, o lobista foi intermediário em contratos fraudulentos em valores que superam 1 bilhão de reais.

Interferência na PF e “rachadinhas”

Bolsonaro responde ao inquérito que investiga a participação do chefe do Executivo sobre interferência na Polícia Federal para proteger seus filhos e aliados. E, no fim das contas, a si mesmo, apesar de seus filhos serem os principais acusados de operar esquemas de contratar funcionários fantasmas em seus gabinetes. O escândalo que ficou conhecido como das “rachadinhas” está longe de ser esclarecido. Segundo as denúncias, ocorreu de maneira acintosa no gabinetes de Flávio Bolosnaro, o 01, quando era deputado estadual no Rio. E também de Carlos Bolsonaro, o 02, desde que virou vereador carioca no início do anos 2000.

Mas, pelas apurações, o buraco pode ser mais embaixo, ou mais em cima. Em entrevista ao programa Cai na Roda, no canal do GGN no YouTube, a jornalista Juliana dal Piva, do UOL, afirma: “Na medida em que eu fui avançando nessa investigação, começaram a surgir fontes que me falavam em off ‘vocês estão focados no Queiroz, ele é uma peça importante da história, mas está longe de ser o grande operador’ (…) Estou contanto no podcast [do UOL] o quanto que ele [Jair] coloca os filhos na política e como essa intenção de colocar os filhos na política tinha a ver com realmente criar um esquema de gabinetes. Ele é o grande organizador”, diz. Para resumir, o esquema é o seguinte: os gabinetes contratam funcionários fantasmas, este ficam com uma parte do salário e repassam outra parte para o esquema no gabinete.

Boiada

O presidente chegou a assumir que “protegeria sua família”. Inclusive, essa foi uma das mais escandalosas confissões reveladas de uma uma reunião ministerial de abril de 2020. Aquela em que o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles dizia que o governo deveria aproveitar as atenções voltadas para a pandemia para “passar a boiada” da destruição ambiental e do desmonte do Estado.

Ao longo de seu governo, delegados e funcionários da Polícia Federal foram depostos de seus cargos ao investigação a família Bolsonaro e apoiadores do Planalto. Mas tem muita apuração pela frente ainda, tanto no Ministério Público do Rio de Janeiro quanto no Supremo Tribunal Federal.

Micheque Bolsonaro

A primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu um total de R$ 72 mil reais entre 2011 e 2016 de Fabrício Queiroz, assessor de Flávio. Foram 27 cheques depositados no período. Desde que as denúncias foram divulgadas, em agosto de 2020, a pergunta “Por que Queiroz depositou R$ 89 mil na conta de Michelle?” já foi repetida mais de 1 milhão de vezes nas redes sociais. Mas segue sem resposta, e sem menções em qualquer pronunciamento de Bolsonaro.

Fake News

Bolsonaro foi eleito em 2018 sustentado por um exército ilegal de divulgadores de notícias falsas. A Justiça, neste ano, chegou a condenar propagadores de fake news e financiadores de atos antidemocráticos, como Roberto Jefferson, Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, e Allan dos Santos. Este último, está foragido da Justiça e blindado por Bolsonaro em fuga para os EUA.

As investigações apontam para alguns empresários que estariam financiando o grupo criminoso, entre eles está o dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang. Tem também o dono da Smart Fit, Edgard Gomes Corona. E ainda o ex-gestor do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers Otavio Fakhoury, financiador do site Crítica Nacional.

A chapa Bolsonaro-Mourão acabou não sendo cassada por uso ilegal de dinheiro empresarial para financiar o disparo de fake news nas eleições de 2018. Mas há indícios de que a prática seguiu em operação durante o governo, inclusive na propagação de tratamentos ineficazes contra a covid-19. É o chamado “gabinete do ódio“, também nunca explicado em nenhum pronunciamento do Bolsonaro.

Farra de militares

Levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que o Ministério da Defesa usou 535 mil reais destinados ao combate ao coronavírus para comprar itens como filé mignon e picanha para a alta cúpula do Exército. Destaque também para bebidas alcoólicas, bacalhau, salmão e camarão.

“Ressalte-se que, dos recursos destinados ao combate à pandemia Covid-19 utilizados indevidamente para aquisição de itens não essenciais (aproximadamente R$ 557 mil), 96% foram despendidos pelo Ministério da Defesa”, afirma a auditoria do TCU. Esse porcentual representa os R$ 535 mil.

Mas não é só isso, como se pode conferir nesta extensa reportagem do Brasil de Fato: “A mamata veste farda? Veja 10 casos de suspeitas de corrupção e crimes de militares desde 2019”.

Fonte: Rede Brasil Atual

PM de SP enquadra tropa, controla uso de redes e proíbe exibir armas e farda

Comando Geral da Polícia Militar (PM) de São Paulo determinou na quarta (29) que policiais militares estão proibidos de publicar em suas redes sociais ou compartilhar em aplicativos de mensagens imagens de instalações físicas, armamentos, fardas, viaturas ou equipamentos, diz reportagem da Folha de S.Paulo.

Os policiais não poderão divulgar a corporação, operações ou investigações.

Trata-se da primeira resolução que trata especificamente de mídias sociais.

Essas informações foram publicadas no Diário Oficial do Estado.

Essa diretriz proíbe, assim, as postagens sobre a corporação que não passem pelo crivo dos canais de comunicação oficial da instituição.

Isso significa que policiais militares estão proibidos de compartilhar imagens, vídeos ou áudios de ações policiais, insígnias, brasões, cargos ou qualquer elemento relacionado direta ou indiretamente à corporação.

Qualquer publicação que faça alusão aos fardamentos, armamentos ou equipamentos de proteção individual também está proibida.

A decisão vem após casos de policiais civis e militares que utilizam a imagem da corporação para crescer nas redes sociais, alguns deles com objetivo de pavimentar o caminho para campanhas políticas para as eleições.

Embora não seja PM, um caso notório foi o do delegado Da Cunha, afastado do cargo após uma série de polêmicas que envolviam a sua atuação na internet, como a transmissão de operações policiais em redes sociais.

Fonte: DCM

Proerd não reduziu uso de drogas por crianças e adolescentes, aponta pesquisa

Proerd não reduziu uso de drogas por crianças e adolescentes em escolas públicas de SP, aponta pesquisa

Estudo da Universidade Federal de São Paulo avaliou programa de prevenção a uso de drogas comandado pela PM em 30 escolas da rede estadual da capital com mais de 4 mil alunos dos 5º e 7º anos do ensino fundamental.

A implementação do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) não se mostrou eficaz em 30 escolas públicas estaduais da cidade de São Paulo, ou seja, não preveniu o uso de drogas em crianças e adolescentes. Pesquisa realizada pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) com 4.030 alunos do 5º e 7º anos do ensino fundamental analisou a efetividade do programa de origem norte-americana que é aplicado no Brasil pelas Polícias Militares desde 1992.

Com financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), os pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Unifesp sortearam escolas que não receberam o programa nos últimos três anos e as separaram em dois grupos: o “intervenção”, que recebeu 10 aulas de instrutores do Proerd, e o “controle”, que não recebeu as aulas. Dois questionários foram aplicados em 2019 para os dois grupos, um antes da intervenção e outro nove meses depois. Também foram feitas entrevistas com 19 policiais militares que atuaram como instrutores do Proerd no estudo. Foram avaliados tanto o uso de drogas quanto prática e vitimização de bullying, cujos pontos são abordados no currículo do programa que foi reformulado em 2014 no Brasil, a partir de uma reestruturação feita pelo Dare, da polícia de Los Angeles, em 2008, criando o Keepin’it real, traduzido para o português como Caindo na Real.

Tanto o grupo que recebeu as aulas quanto o que não recebeu, das duas classes, não tiveram resultado estaticamente significativo sobre uso recente ou iniciação ao uso de drogas nem sobre vitimização ou prática de bullying. A droga mais prevalente entre os estudantes é o álcool. No primeiro questionário, 17,31% do grupo “controle” do 5º ano iniciou o uso de álcool; após nove meses, 16,31%. Já no grupo “intervenção”, 18% iniciaram o uso de álcool, enquanto 16,27% usou álcool após as aulas do programa. No 7º ano, 34,93% dos alunos responderam ter iniciado o uso de álcool no primeiro questionário do grupo “controle”; nove meses depois o uso aumentou para 37,7%. No grupo “intervenção”, passou de 35,74% para 39,51% após as aulas.

Além disso, na parcela de adolescentes que disseram praticar binge drinking (consumo de cinco ou mais doses de álcool em uma ocasião) tinham três vezes mais chance de manter esse consumo ao final do estudo. 40 alunos do grupo “intervenção” reportaram essa prática, sendo que 24 mantiveram o consumo. No grupo “controle”, dos 35 que informaram a prática, 12 a continuaram.

A pesquisa também identificou que participar do Proerd aumentou em 93% a chance de um estudante de 7º ano reportar que tinha a intenção de utilizar cigarro no futuro e em 62% mais chances de reportar que não irá recusar ou não sabe se irá recusar maconha se ofertada por um amigo da família do que um estudante do grupo que não recebeu as aulas.

Em entrevista à Ponte, uma das autoras do estudo, a pesquisadora Juliana Yurgel Valente, explicou sobre os problemas relatados pelos policiais e as hipóteses para a não efetividade do programa em São Paulo. A pesquisa também está sendo desdobrada para analisar o conteúdo das apostilas utilizadas nas escolas.

Leia a matéria completa e a pesquisa: https://ponte.org/proerd-nao-reduziu-uso-de-drogas-por-criancas-e-adolescentes-em-escolas-publicas-de-sp-aponta-pesquisa/

Fonte: A Ponte

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