Fernando Haddad pode vencer no primeiro turno para Governo de SP

No primeiro cenário apresentado, Haddad (PT) está com 26,04% da preferência eleitoral, seguido por Márcio França (PSB, 13,20%) e Tarcísio de Freitas (Republicanos, 9,66%)

Fernando Haddad (PT) é o preferido do eleitor paulista para as eleições ao Governo de São Paulo de 2022 no cenário mais provável, que conta ainda com Márcio França (PSB), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Rodrigo Garcia (PSDB). Os números são da nova pesquisa Govnet/Opinião Pesquisa, encomendada pelo Grupo Gazeta de S. Paulo (responsável pelos jornais Gazeta de S. Paulo e Diário do Litoral) e divulgada nesta quinta-feira (28) para as eleições ao Palácio dos Bandeirantes.

Haddad vence os adversários em todas as opções em que aparece na pesquisa estimulada, quando são apresentados os nomes aos eleitores. 

Cenário principal 

No primeiro cenário apresentado, ele está com 26,04% da preferência eleitoral, seguido por Márcio França (PSB, 13,20%), Tarcísio de Freitas (Republicanos, 9,66%), Rodrigo Garcia (PSDB, 3,06%), Renata Abreu (Podemos, 2,32%), Felício Ramuth (PSD, 1,59%), Vinicius Poit (Novo, 1,10%), Elvis Cezar (PSDB, 0,86%) e Abraham Weintraub (0,49%). Já 41,69% dizem que estão indecisos. 

Segundo cenário

Em um cenário sem Márcio França, Haddad seguiria na ponta com 35,45% da preferência. Na sequência viria Tarcísio de Freitas (10,39%), Rodrigo Garcia (3,67%), Renata Abreu (2,44%), Felício Ramuth (1,71%), Vinicius Poit (1,71%), Abraham Weintraub (0,98%) e Elvis Cezar (0,98%). Os indecisos somam 42,67%. 

A pesquisa Govnet/Opinião Pesquisa foi realizada através de entrevistas pessoais domiciliares e abordagem telefônica com 800 eleitores. O período de realização da coleta de dados foi entre 20 e 25 de abril de 2022. A margem de erro para o total da amostra é de 3,5%, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. 

Fonte: Gazeta SP

Pastor é condenado por homofobia em Alagoas

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) anunciou, nesta quarta-feira (27/4), a condenação do pastor José Olímpio pelo crime de homofobia praticado contra o ator e humorista Paulo Gustavo. Em abril de 2021, o líder religioso afirmou estar “orando pela morte do ator”, que lutava contra complicações da Covid-19 e morreu, aos 42 anos, em 4 de maio do mesmo ano.

“O pastor José Olímpio prestará serviço à comunidade pelo tempo da pena, durante seis horas semanais e pagará 30 salários-mínimos, que serão revertidos para grupo ou organização não governamental de Alagoas com atuação em favor da comunidade LBGTQIA+”, explicou o comunicado oficial.

À época, o pastor José Olímpio apagou a postagem, pediu desculpas e entregou o cargo. Ele foi denunciado por praticar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional — racismo.

“No caso em apreço, diante das evidências existentes nos autos, da foto escolhida para a postagem e do reconhecimento nacional do qual gozava o ator, inclusive por seu engajamento na pauta da comunidade LGBQTIA+, o tom discriminatório é cristalino, motivo pelo qual resta demonstrada que a conduta preconceituosa foi feita em virtude da orientação sexual do senhor Paulo Gustavo”, diz o magistrado, em trecho da decisão.

Fonte: Metropoles

Servidores públicos municipais protestam por reposição salarial

Os servidores públicos do município de Maceió realizam mais uma paralisação geral em protesto pela reposição salarial e por valorização profissional, na manhã desse de hoje, 28/04.

O protesto organizado pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Municipais de Maceió começou na na Praça Deodoro e depois se dirigiu a Secretaria Municipal de Finanças, onde os manifestantes denunciaram o descaso do prefeito JHC (PSB).

Para o presidente do Sindspref, Sidney Lopes, os servidores deram uma demonstraram de unidade e força: “para fazer o prefeito atender nossa pauta é preciso de união dos servidores, chega de tanta desvalorização profissional”, desabafou.

Além de não concordarem com as condicionantes da proposta de reajuste, apresentada pelo prefeito JHC, discutida na última Assembleia Geral, os trabalhadores cobram o fim da privatização da saúde, dos contratos precários, e melhorias na rede publica municipal de educação, com a contratação imediata de auxiliares nas séries iniciais e uma resposta sobre escolas que estão com suas instalações precárias ou sem prédio.

Trabalhadores rurais são ameaçados no Agreste de Alagoas pelo Grupo da Pedreira Monteiro

Famílias que vivem há cerca de 20 anos no acampamento Mandacaru, no município de Traipu, estão sob ameaça do Grupo Pedreira Monteiro

As famílias do acampamento Mandacaru, no município de Traipu, no Agreste de Alagoas, mais uma vez estão sob ameaça do Grupo Pedreira Monteiro que quer expulsar os trabalhadores e trabalhadoras da terra em que vivem há cerca de 20 anos.

Desde a última segunda-feira (25) as famílias se depararam com a presença de homens que se dizem supostos arrendatários das terras, que além de tentarem retirar a bandeira do MST, hasteada no local, deram o recado de que “as famílias sairiam dali de um jeito ou de outro”.

Não satisfeitos, no dia de ontem (26) voltaram ao acampamento com mais homens em dois carros e com uma viatura da Polícia Militar. Na ocasião, esteve presente Pedro Monteiro, que se diz gerente da Pedreira e da fazenda do Grupo Monteiro e que estava ali para garantir a desocupação do imóvel. O mesmo portava um documento expedido em 2019, pela Justiça Estadual, dizendo ser uma ordem judicial e que as famílias tinham 15 dias para saírem dali.

 O documento não tem mais validade jurídica e ainda foi utilizado de forma indevida pelo referido gerente que estava querendo fazer o papel do oficial de justiça, desconsiderando, inclusive, a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de que até final de junho de 2022 nenhuma família será despejada em áreas urbanas ou rurais.

Entre o grupo de homens que acompanhava Pedro Monteiro alguns nem desceram dos carros, numa demonstração de que estavam ali para mapear a área e pessoas, dentre eles o ex-vice prefeito da cidade de Girau do Ponciano, Severino Correia Cavalcante, conhecido como Severino do Chapéu na região, que já esteve outras vezes no Acampamento, ameaçando passar com trator e com bala por cima das pessoas que continuassem na área.

Segundo as famílias acampadas, além de quererem a desocupação em até quinze dias, o grupo deixou o recado de que vão chegar tratores e máquinas, além de tentarem saber quem eram pessoas no acampamento, procurando nomes, numa explícita tentativa de buscar identificar e marcar lideranças da área, forma clássica de ameaça e intimidação às famílias Sem Terras.

Esta conduta do Grupo Monteiro representa a forma como historicamente se atua no campo, com jagunços, intimidando e ameaçando os trabalhadores e trabalhadoras. Há poucos quilômetros do Acampamento Mandacaru, na mesma região, foi assassinado em 2003 Luciano Alves, conhecido como Grilo.

Mandacaru Resiste!

O acampamento, que existe desde o ano de 2003, reúne famílias de agricultoras e agricultores que vivem da roça, em especial da produção de feijão, milho, palma e criação de pequenos animais. A área ainda conta com uma escola de jovens e adultos que atende os acampados e acampadas.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) já tentou desapropriar a área para fins de Reforma Agrária, mas em decorrência de dívidas do Grupo não foi possível. Dentre os credores está o Banco do Nordeste, que inclusive era terceiro interessado no processo, tendo interesses em receber as terras como pagamento da dívida.

No início de 2020, mesmo após várias tentativas de negociação com o Poder Público, as famílias foram despejadas da área e, após o início da pandemia, retornaram para a terra no mês de abril na tentativa de manter a sobrevivência e o trabalho na terra.

O MST está acionando os órgãos competentes para acompanhar o caso e garantir a defesa da vida dos homens, mulheres, jovens e crianças que vivem no acampamento.

Fonte: MST

CUT e centrais realizarão ato do 1º de Maio na Pajuçara

O 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, será realizado em Maceió, nesse domingo, na praia de Pajuçara. A concentração ocorrerá a partir das 9 horas em frente ao antigo clube do CRB e depois o movimento sairá em caminhada até o Sete Coqueiros. Está previsto, além das tradicionais intervenções das entidades, a participação de artistas da terra que irão também animar a manifestação.

Para as centrais sindicais, o 1º de maio deve ser o momento de cobrar uma política de aumento real dos salários, de combate ao aumento dos preços dos alimentos, de geração de emprego e de luta pela revogação das reformas trabalhista e previdenciária. 

Conta de luz vai subir 19,86% em Alagoas a partir de maio

A conta de luz vai ficar 19,86% mais cara em Alagoas a partir da próxima terça-feira (3). Isso é fruto da política de privatização e do descaso do governo Bolsonaro para com o povo brasileiro. Pois o aumento sem qualquer controle da tarifa de energia por parte do governo, vai fazer aumentar a inflação e provocar redução na renda da família trabalhadora.

O aumento médio de 20% ocorre em praticamente todos os estados da Federação. Segundo analistas, o impacto disso nos salários e nas atividades econômicas, principalmente na indústria e no comércio será pesado, o que provocará redução de renda e emprego.

O aumento foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), nesta terça-feira (26), e com isso Equatorial, que atende cerca de 1,2 milhão de unidades consumidoras em Alagoas já pode cobrar o reajuste a partir de maio.

Com renda em queda, brasileiros esvaziam suas cadernetas de poupança

A aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros está batendo recorde de retiradas em 2022. Até 14 de abril, os brasileiros sacaram R$ 46,29 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou ontem (25) o Banco Central (BC).

Por causa da greve dos servidores do BC, a divulgação do relatório estava paralisada. Com a suspensão do movimento na semana passada, a apresentação de estatísticas está sendo gradualmente retomada.

Apenas em março, os brasileiros sacaram R$ 15,36 bilhões a mais do que depositaram na poupança. A retirada líquida é a maior registrada para o mês, desde o início da série histórica, em 1995. Nos 14 primeiros dias de abril, os saques superaram os depósitos em R$ 5,92 bilhões.

Tradicionalmente, os primeiros meses do ano são marcados pelo forte volume de saques na poupança. O pagamento de impostos e despesas como material escolar e parcelamentos das compras de Natal impactam as contas dos brasileiros no início de cada ano.

Em 2020, a poupança registrou captação líquida (depósitos menos saques) recorde de R$ 166,31 bilhões. Contribuiu para o resultado a instabilidade no mercado de títulos públicos no início da pandemia de covid-19 e o pagamento do auxílio emergencial, que foi depositado em contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal.

No ano passado, a poupança tinha registrado retirada líquida de R$ 35,5 bilhões. A aplicação foi pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros. A retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – só não foi maior que a registrada em 2015 (R$ 53,57 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões). Naqueles anos, a forte crise econômica levou os brasileiros a sacarem recursos da aplicação.

Rendimento

Até recentemente, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). Desde dezembro do ano passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 11,75% ao ano.

O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação, provocando a fuga de alguns investidores. Nos 12 meses terminados em março, a aplicação rendeu 4,34%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), que mede a inflação oficial, atingiu 11,3%.

Fonte: Agência Brasil

Briga por templos da Universal em Angola causa conflitos com a polícia

A disputa entre duas alas da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola tem provocado confrontos entre fiéis e a polícia local.

A igreja liderada pelo bispo brasileiro Edir Macedo passa por uma tormenta no país africano há dois anos e meio.

Fiéis pró-Macedo, que rivalizam com lideranças religiosas locais, se mantiveram em vigília durante 24 horas por mais de uma semana em protesto contra a decisão do Estado angolano de manter os templos fechados devido a brigas e processos contra a Universal na Justiça.

Os fiéis, entre eles mulheres idosas, passaram a noite em frente aos templos. Religiosos foram detidos e quatro pessoas ficaram feridas na madrugada da quarta-feira (20/04), quando a Polícia Nacional Angolana tentou retirar fiéis favoráveis a Macedo que ocupavam a catedral do Maculusso, em Luanda.

Cerca de 100 templos da Universal em Angola foram interditados por autoridades do país devido à batalha judicial travada entre os dois grupos que reivindicam o controle da instituição.

A polícia angolana informou que fiéis, “em desobediência às autoridades”, teriam retirado ilegalmente os selos de vedação de acesso aos templos do Maculusso e do bairro do Alvalade. Também teriam sido abertos ilegalmente templos nas localidades de Benfica e Talatona.

“Os pastores têm partilhado áudios nas redes sociais, motivando os fiéis a deslocarem-se nesses templos para praticarem a violência com objetivo de retornar os cultos”, disse o diretor de Comunicação Institucional da Polícia Nacional em Luanda, Nestor Goubel.

A polícia disse que religiosos reabriram os templos sem qualquer mandado que legitimasse a retomada dos imóveis apreendidos. A ala brasileira teria decidido retomar as igrejas por conta própria e, por isso, a polícia foi chamada. Aí houve o confronto.

Nas redes sociais, religiosos ligados à Reforma – grupo de bispos e pastores angolanos reconhecido pelo governo como responsável hoje pela Universal local -, denunciaram que um pastor ligado à ala brasileira teria convocados os fiéis, orientando-os a levarem gasolina e pneus para queimarem em frente aos templos. O racha na Universal de Angola começou no final de 2019 com o surgimento de grupo que se opôs abertamente à direção brasileira

De acordo com o porta-voz da polícia, medidas “severas” poderão ser tomadas contra os seguidores que insistirem em ter acesso aos templos religiosos, sem a prévia autorização legal das autoridades.

Na disputa em Angola, estão os fiéis apoiadores da “Reforma” – que têm o reconhecimento do Instituto Nacional do Diálogo Religioso (Inar), órgão do Ministério da Cultura angolano -, e do outro o “movimento dos 7000”, que segue a liderança de Edir Macedo e continua se considerando a legítima direção da igreja no país.

Disputa pela posse

O racha na Universal de Angola começou no final de 2019 com o surgimento da Reforma, grupo liderado por cerca de 300 bispos e pastores angolanos, que se opôs abertamente à direção brasileira e divulgou um manifesto acusando a instituição por crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, racismo e imposição de vasectomia a pastores.

Em junho de 2020, os bispos e pastores angolanos tomaram o comando da igreja, após uma assembleia-geral que destituiu os antigos dirigentes alinhados ao bispo Macedo.

De lá para cá, a disputa se acirrou. Em maio do ano passado, a TV Record África teve suas atividades suspensas em Angola. Mais de 50 pastores e obreiros da Universal foram mandados de volta ao Brasil.

A nova confusão se deu após o juiz Tutri Antônio, da 4ª. Seção de Crimes Comuns do Tribunal de Luanda, determinar, no dia 31 de março, que os templos, o patrimônio e as contas bancárias bloqueadas da Igreja Universal deveriam ser devolvidos à sua legítima direção.

Como o juiz não especificou qual seria essa legítima direção, e há uma disputa ferrenha entre duas alas, a direção brasileira da Universal passou a considerar que teria de volta os seus templos. Em uma nota, a Universal no Brasil afirmou que o tribunal determinou a “devolução dos templos e bens à Universal do país”.

O juiz Tutri Antônio determinou a devolução dos templos ao fim do julgamento que condenou o bispo brasileiro Honorilton Gonçalves, ex-todo poderoso da TV Record no Brasil e depois líder espiritual da Universal em Angola, a três anos de prisão por imposição de vasectomia a pastores. Sua pena foi suspensa por dois anos. Outros três réus ligados à igreja foram inocentados.

Sobre a disputa pelos templos, o magistrado afirmou que a discussão deveria ocorrer numa outra instância judicial, pois cabia a ele apenas a análise de supostos crimes apontados no processo.

“É uma questão que deve ser resolvida em outro tribunal. As pessoas que estão a disputar o controle da igreja têm advogados e sabem onde devem se dirigir para poder determinar com quem vai ficar a gestão e quem vai receber de volta os bens que o tribunal mandou restituir”, disse o juiz. “Essa parte já não me compete, já não compete aos meus colegas. Por esta razão, não nos pronunciamos”.

Para a ala angolana da Universal, não há dúvidas de que a instituição no país é comandada pelo bispo angolano Valente Bezerra Luís, pois a assembleia-geral que o elegeu, em 2020, teria sido reconhecida pelo Instituto Nacional de Diálogo Religioso.

Porém, uma publicação de alterações no estatuto da igreja no Diário da República (o Diário Oficial angolano), em outubro de 2021, encaminhada pela ala brasileira, reacendeu a discussão e gerou confusão. O governo angolano alega não ter recebido esse pedido de alteração.

O diretor-geral adjunto do Inar, Ambrósio Micolo, disse que hoje já não existem alas na Igreja Universal, mas sim uma direção reconhecida e não teria sido ela a reabrir os templos ilegalmente. “Existe uma direção legitimada pelo governo angolano e que vai receber os templos a serem entregues pelo Inar. O Inar apenas aguarda a notificação do tribunal”, informou. “Os fiéis devem manter a calma, que será reposta a legalidade”.

Em um vídeo nas redes sociais, o bispo Alberto Segunda, o líder da igreja de acordo com a ala brasileira, disse que seus seguidores estão sendo “injustiçados e perseguidos”.

Em nota divulgada na sexta-feira (22/04), o bispo Segunda afirma ainda que a igreja não tem qualquer relação com incitação de atos de violência, seja “direta ou indiretamente”.

A nota prossegue afirmando que há uma “perseguição feroz por um grupo de indivíduos que buscam a qualquer custo atingir seus objetivos escusos”, mas que “nunca iremos compactuar com qualquer ato de resistência violenta”.

A BBC News Brasil entrou em contato com a IURD no Brasil para mais esclarecimentos, mas não recebeu resposta até o momento da publicação desta reportagem.

Segunda já prevê a possibilidade de um resultado desfavorável à ala brasileira. O bispo afirmou que, caso o Estado angolano decida “tirar” o patrimônio da igreja de Edir Macedo, “nós começaremos novamente do zero”. O bispo pediu que, nesse caso, o governo ao menos não retire a marca IURD (Igreja Universal do Reino de Deus).

Um outro porta-voz do grupo pró-Macedo, Olívio Alberto, disse que os “dissidentes da Igreja Universal” teriam tido o apoio da Polícia Nacional Angolana. Para ele, policiais estariam ocupando as igrejas para depois “entregarem aos supostos pastores protegidos pelas autoridades angolanas”. O Inar, na avaliação de Olívio Alberto, também estaria apoiando os bispos e pastores da Reforma.

Os religiosos que se opõem a Edir Macedo, em contrapartida, apoiaram a ação policial na catedral do Maculusso. O bispo Valente Bezerra Luís, apontado pelo Inar como o atual presidente da igreja, a operação policial garantiu a legalidade.

“Tenho de parabenizar o trabalho da polícia. Nossos irmãos invadiram os templos que estavam selados e fizeram os cultos. Foram advertidos que não eram os legítimos representantes e ignoraram o apelo da polícia por três vezes. Em áudios, pastores incentivaram a violência É muito triste”, afirmou Luís.

Fonte: BBC Brasil

Bolsonaro é reprovado por 61% dos brasileiros, diz pesquisa

O presidente Jair Bolsonaro (PL) é reprovado por 61% dos brasileiros, de acordo com pesquisa FSB divulgada nesta segunda-feira 25. Por outro lado, 35% aprovam o desempenho da atual gestão.

O levantamento também mostrou que 51% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo. Segundo a pesquisa, 30% avaliam como ótimo ou bom o desempenho do Executivo nacional.

A pesquisa, que foi contratada pelo banco BTG Pactual, entrevistou 2.000 eleitores entre os dias 22 e 24 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento apontou ainda que 61% dos eleitores classificam o desempenho do governo como péssimo, ruim e regular mais negativo.

A FSB perguntou quem é o principal responsável pela atual situação econômica do País: 42% responderam que é o atual governo. Na sequência, aparecem a pandemia de Covid-19, com 25%, os governos passados, com 21%, e a situação econômica internacional, com 25%, os governos passados, com 21%, e a situação econômica internacional, com 8%. Os outros 5% não souberam ou não responderam.

Fonte: Carta Capital

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS