Bolsonaro quer pagar apoio político de Collor com perdão de sua dívida de 14 milhões ao BNDES

Desesperado pelos péssimos resultados nas pesquisas eleitorais que indicam vitória de Lula já no primeiro turno, Bolsonaro revolver abrir os cofres públicos. Além do orçamento secreto que movimenta a compra escancarada de deputados e senadores do Centrão e da PEC eleitoral que cria até auxílio para caminhoneiros, agora é a vez de perdoar as dívidas dos aliados políticos.

Segundo o portal Uol o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) sinalizou ter chegado a um acordo com a OAM (Organização Arnon de Mello) para votar a favor do plano de recuperação judicial das empresas de comunicação da família Collor de Mello em Alagoas. O grupo negocia um total de R$ 64 milhões em dívidas, das quais o banco público é o maior credor.

Após quase três meses de negociação, um aditivo foi incluído ao plano pela empresa devedora na última segunda-feira (4). O Uol teve acesso ao novo plano, em que a OAM altera a proposta inicial, prevendo um perdão de 70% do débito original com o BNDES. Só com o banco as dívidas totalizam R$ 14,4 milhões, em valores de 2019.

Redação com Uol

Forró pé de serra anima lançamento do Comitê Popular de Luta do litoral norte

Neste domingo, 10 de julho, ocorreu no estacionamento da Aline, na Garça Torta, um ato de lançamento do Comitê Popular de Luta do litoral norte. O evento foi marcado pela presença de moradores da Garça Torta, Riacho Doce, Ipioca e adjacência. Com a animação de um grupo de forró pé de serra e barracas de comidas e bebidas, os moradores e convidados se confraternizaram e discutiram propostas de ação política.

No ato, fizeram uso da palavra o professor Luizinho, o vereador Valmir Dias e o deputado Paulão, além de dirigente do PT Jane Alves e da coordenação do Comitê Pablo Fernandes, Aguinilton Almeida e Suzana Marcolino. A grave situação política que o Brasil atravessa e a necessidade de derrotar a política genocida de Bolsonaro foram os principais pontos abordados.

O Comitê Popular de Luta deve realizar ações junto a comunidade esclarecimento e de mobilização em defesa das reivindicações dos moradores. 

Em novo atentado Bolsonarista, homem invade festa e assassina aniversariante no Paraná

Bolsonarista assassina líder do PT em Foz do Iguaçu durante festa de aniversário. Marcelo Arruda era tesoureiro do PT na cidade. Crime político aconteceu depois do policial bolsonarista gritar “é Bolsonaro, seus filhos da puta”. Veja o vídeo da festa antes do assassinato e a foto do assassino num post de apoio a Bolsonaro.

O primeiro assassinato político do bolsonarismo na campanha eleitoral 2022 aconteceu nesta madrugada em Foz do Iguaçu (PR). O guarda municipal Marcelo Arruda morreu na madrugada deste domingo (10) em sua festa de 50 anos de idade após levar três tiros disparados pelo bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho, da Polícia Penal Federal (PPH).

Marcelo havia sido candidato a vice-prefeito da cidade pelo PT em 2020, era diretor do Sindicato de Servidores Públicos do município e tesoureiro do PT em Foz. A festa acontecia na Associação Esportiva Saúde Física Itaipu (Aresfi), toda ela com temas vinculados ao PT e à candidatura Lula, com cantos e vivas ao ex-presidente. Veja abaixo o vídeo da festa antes do assassinato. 

O assassino interrompeu a festa cerca de 20 minutos antes do assassinato. Ele parou seu carro do lado de fora da Aresfi, onde acontecia a comemoração, aos gritos de “é Bolsonaro, seus filhos da puta”. Ele estava com sua esposa e filha no carro. Quando Marcelo Arruda saiu da festa para ver o que acontecia, o assassino apontou o revólver, enquanto a mulher gritava, “para com isso, vamos embora”. Ele deixou o local em seguida, prometendo voltar aos gritos: “Eu vou voltar e matar todos vocês, seus desgraçados”

Ato contínuo, Marcelo foi até seu carro e pegou seu revólver funcional, afirmando a uma pessoa da festa, “vai que esse maluco volta mesmo, eu não vou ficar desprevenido”. A festa prosseguiu por mais 20 minutos até que o bolsonarista assassino voltou e invadiu o local de arma em punho. Marcelo identificou-se como guarda municipal, mostrando seu distintivo e já com sua arma nas mãos, mas de nada adiantou. Guaranho disparou duas vezes com sua pistola uma Taurus 24/7  calibre40https://d-11430981153143769167.ampproject.net/2206101637000/frame.html

O primeiro tiro foi na perna de Marcelo Arruda, que caiu. Como numa execução, o policial penal federal aproximou-se e deu outro tiro. O líder do PT recebeu o tiro nas costas, conseguiu virar-se e deu cinco tiros no bolsonarista. Segundo um amigo de Marcelo, “com sua reação, ele conseguiu evitar uma chacina, foi um herói”.

O líder do PT morreu pouco depois e o assassino estava na manhã deste domingo numa UTI da cidade -atualização: segundo o portal H2Foz, o assassino também acabou morrendo na manhã deste domingo.

Marcelo Arruda deixa esposa e quatro filhos, sendo uma menina de seis anos e um bebê de apenas 1 mês.

Fonte: Revista Fórum

Protesto contra a BRK em Satuba

Os manifestantes atearam fogo em pneus e pedaços de madeira, interditando os dois sentidos da BR-316.

Revoltados com a falta de abastecimento de água, que já dura mais de 20 dias, os moradores de Satuba realizaram no dia 09/07, um protesto contra a BRK. A BRK é uma empresa privada que comprou diversas empresas públicas responsáveis pelo abastecimento de água e saneamento em Alagoas, como a Casal e sistemas locais de distribuição de água. Acontece, que o preço cobrado pela tarifa de água subiu, funcionários mais antigos foram demitidos e a qualidade do serviço caiu.

E em Satuba, o povo cansou. A revolta provocou paralisação e congestionamento do trânsito na região. A Polícia Militar enviou uma equipe do Gerenciamento de Crises para negociar com os manifestantes a liberação da via.

A piora do serviços tem provocado revolta de moradores em vários bairros de Maceió, Marechal Deodoro, Satuba e outras cidades atendidas pela BRK. E como sempre, a empresa responde que vai resolver e para minimizar a situação termina enviando caminhões-pipa para aliviar a situação. Ou seja, privatizar aumenta a tarifa e piora os serviços.

Fome se espalha pelo país

Neste ano, 58,7% da população do país convive com insegurança alimentar em algum grau. São 125,2 milhões de brasileiros que ou não têm o que comer ou estão em risco de passar fome no próximo período. O país regrediu para um patamar tão ruim quanto o da década de 1990. É o que diz o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar (8/7/22).

Tal insegurança subiu 7,2% desde 2020 (e 60% desde 2018).

Há hoje 33,1 milhões de brasileiros, 15,5% da população, em condições de insegurança alimentar grave: aqueles que já não têm o que comer. Em 2013 tal contingente havia caído ao menor patamar: 4,2%. Com o desmonte das políticas públicas desde o golpe de 2016, mais de 25 milhões foram empurrados à fome, sendo 14 milhões apenas no último ano e meio.

Somente quatro em cada dez famílias têm acesso pleno à alimentação (“segurança alimentar”). As demais seis dividem-se numa escala que vai das que estão preocupadas com a eminente possibilidade de muito em breve não ter mais o que comer, passando pelos que não têm comida garantida todos os dias, até os que já passam fome.

Desemprego, informalidade e arrocho salarial
Os dados do IBGE ajudam a explicar tal quadro desesperador: de 2014 até 2019, cerca de quatro milhões de postos de trabalho formais (com carteira) haviam sido destruídos e substituídos por informais. No pico da pandemia, a situação piorou muito. A (medíocre) recuperação desde então permitiu apenas retomar o patamar de 2019.

Enquanto isso, há no momento 33,2 milhões de trabalhadores “subutilizados”. São todos sub ou desempregados que (na última semana) ou procuraram emprego e não acharam (14,8 mi), ou não puderam (por desalento ou outro motivo) procurar (11,4 mi), ou que querem emprego integral mas trabalham apenas meio período (sete milhões). Tais “subutilizados” – que também cresceram muito no auge da pandemia, recuando mais recentemente – mantêm-se no nível da média de 2017-2019. E são hoje quase 12 milhões a mais do que em 2014.

Tal quadro de desemprego, junto com a dificuldade em recuperação salarial e com a disparada da inflação, acumulada em quase 30% apenas durante o governo Bolsonaro, faz derreter a renda das famílias trabalhadoras – sobretudo as mais pobres. Os 5% da população com menor renda, por exemplo, tiveram queda de 34% no rendimento médio de 2020 para 2021.

Destruição de programas alimentares
O tenebroso retorno da fome é causado pela política criminosa de Bolsonaro, não apenas seus tetos de gasto e suas contrarreformas (trabalhista e previdenciária), que aumentaram o desemprego e a precarização. Mas também sua destruição dos programas de alimentação, abastecimento e auxílio à agricultura familiar (voltada à produção de comida ao povo) e de preços administrados.

O governo está desmantelando a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que regulava a distribuição de alimentos. Em 2019, Bolsonaro fechou 27 armazéns da Conab fazendo com que, por exemplo, o estoque de arroz caísse de mais de um milhão de toneladas em 2015 para apenas 22 (!) em 2020.

Agora ele abandonou o Programa de Aquisição de Alimentos (criado por Lula em 2003 e renomeado agora como “Alimenta Brasil”). Seu orçamento, que chegou a ter quase R$ 1 bi em 2012 não deve chegar a R$ 100 mil. O programa repassava verbas à Conab, estados e municípios para adquirir alimentos de pequenos agricultores e distribuí-los gratuitamente a creches escolas, Cadastro Único etc. O número de unidades recebedoras caiu de 17 mil em 2012 para 2,5 mil em 2020. E os fornecedores caíram de 129 a 31 mil.

Alberto Handfas

Fonte: O Trabalho

Puxada pelos alimentos, inflação de junho sobe e acumula alta de 11,89% em 12 meses

Em junho, as maiores altas foram registradas nos preços do  leite longa vida, que subiu 10,72% no mês e o feijão-carioca (9,74%). Confira o que mais subiu este ano e a alta acumulada em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,67% em junho, influenciada principalmente pelo aumento de 0,80% no grupo Alimentação e bebidas, que tem grande peso no índice geral (21,26%), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

Com esse resultado, a alta  acumulada do IPCA no ano subiu para  5,49% e a dos últimos doze meses (de junho do ano passado a junho deste ano) para 11,89%. O país chega a dez meses com inflação acima de dois dígitos. Em setembro do ano passado, o índice atingiu 10,26%.

Em algumas capitais, a alta acumulada em 12 meses é ainda maior. Em Aracaju chega a 14,24% e em Salvador a 13,41%.

Maiores altas e baixas de junho

Em junho, as maiores altas em todo o país foram registradas nos preços do  leite longa vida, que subiu 10,72% no mês e o feijão-carioca (9,74%).

Já as baixas do mês atingiram alguns dos produtos que regisatraram recordes de alta de quase 200% nos últimos doze meses. Este é o caso da cenoura, que caiu -23,36% em junho e que já haviam caído em maio (-24,07%), mas chegou a registrar mais de 195% de aumento em 12 meses.

Outros itens cujos preços cairam foram depois de registrar recordes de alta foram a cebola (-7,06%), a batata-inglesa (-3,47%) e o tomate (-2,70%). 

O que mais subiu nos últimos doze meses

Leite longa vida: 37,61%

Feijão-carioca (rajado): 29,61%

Frango em pedaços: 22,14%

Queijo: 19,18%

Pão francês: 16,61%

Biscoito: 16,10%

Refeição: 7,55%

Lanche: 5,66%

De acordo com o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, o resultado de junho ”foi influenciado pelo aumento nos preços dos alimentos para consumo fora do domicílio (1,26%), com destaque para a refeição (0,95%) e o lanche (2,21%)”.

Ele explicou que, nos últimos meses, esses itens não acompanharam a alta de alimentos nos domicílios, como a cenoura e o tomate, e ficaram estáveis. “Assim como outros serviços que tiveram a demanda reprimida na pandemia, há também uma retomada na busca pela refeição fora de casa. Isso é refletido nos preços”, disse.

O pesquisador também destaca outro fator que influenciou o resultado do índice em junho: o aumento no plano de saúde (2,99%).

Em maio, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou o reajuste de até 15,50% nos planos individuais, com vigência a partir de maio.

Aumentos nos grupos pesquisados

A maior variação foi do grupo Vestuário, com alta de 1,67%, seguido por Alimentação e bebidas (0,80%), Saúde e cuidados pessoais (1,24%) e Transportes (0,57%).

O grupo Habitação, que havia registrado queda de 1,70% em maio, subiu 0,41% em junho. O grupo Educação registraram alta de 0,09% e Artigos de residência (0,55%).

Fonte: CUT

Menores de 12 anos ‘pagaram com vida’ por atraso nas vacinas, diz epidemiologista

Governo Bolsonaro fez de tudo para atrasar a vacinação de crianças e adolescentes. Pesquisa da Fiocruz aponta queda de 40% nos óbitos entre adolescentes imunizados. Sem vacinas a tempo, mortes entre crianças de cinco a 11 anos aumentaram 74%, entre a segunda e a terceira onda.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta sexta-feira (8) dados preliminares de uma pesquisa apontando que, durante o auge da terceira onda da pandemia, no início deste ano, houve redução de 40% no óbitos por covid-19 em adolescentes entre 12 e 17 anos que tomaram duas doses das vacinas. Por outro lado, nas crianças entre cinco e 11 anos, que sofreram com atraso na vacinação, houve aumento de 74% na mortalidade pela doença, na comparação com o pior período da pandemia no país no ano passado.

Entre os menores de cinco anos, que ainda não contam com vacinas disponíveis, os números são piores. Na faixa entre dois e quatro anos, as mortes aumentaram 82%. Entre bebês de zero a um ano de idade, os óbitos avançaram 54%.

“Os menores de 12 anos pagaram com a própria vida pela letargia e negacionismo do governo. O mesmo segue acontecendo com os menores de cinco anos que até hoje estão sem vacinas contra a covid-19”, afirmou à RBA o epidemiologista da Fiocruz Amazônia Jesem Orellana, que participou do estudo. Somente a partir de 6 de janeiro deste ano, o Ministério da Saúde incluiu as crianças de cinco a 11 anos no esquema de vacinação.

“Falácia negacionista”

O levantamento analisou dois períodos específicos. Primeiramente, quando o país enfrentou o pico da variante gama, em meio à segunda onda, entre os dias 14 de março a 3 de abril de 2021. E depois, durante o período mais crítico da onda ômicron, entre 23 de janeiro e 12 de fevereiro de 2022. Também participaram do estudo pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

“De forma geral, os adolescentes entre 12 e 17 anos estavam protegidos pela vacina. Em que pese a absurda fala do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no segundo semestre de 2021, criticando o que chamou de ‘campanha antecipada’ dos estados, sob a falaciosa argumentação de que à época existiriam ‘eventos adversos a serem investigados’”, analisou o especialista. “O tempo mostrou que não passava de falácia negacionista“.

BA.4 e BA.5 avançam

Ontem a Rede Genômica da Fiocruz informou que as linhagens BA.4 e BA.5 da ômicron seguem se disseminando pelo país. Ambas já representam 25% dos casos sequenciados durante a segunda quinzena de junho. Em maio, elas respondiam por cerca de 8% dos casos. Ao mesmo tempo, a subvariante BA.2 vem perdendo poder de contágio. Desse modo, a situação é semelhante ao que ocorre na América do Norte e na Europa.

Nesse cenário, os pesquisadores esperam uma maior indicência de reinfecções. Esse fenômeno vem ocorrendo porque a BA.4 e a BA.5 têm maior capacidade de burlar a proteção das vacinas. Além disso, também são capazes de contornar a imunidade adquirida por infecções anteriores causadas por outras subvariantes.

Assim, entre 16 e 30 de junho, a Fiocruz identificou geneticamente 81 casos de reinfecção por covid-19. Destes, 68 estão associados às linhagens da variante ômicron. Entre os casos, já há pessoas que contraíram covid-19 a partir de vírus de duas linhagens diferentes da ômicron.

Os números de reinfecções, no entanto, são provavelmente muito maiores. Isso porque a Fiocruz realizou o sequenciamento de 1.745 genomas nesse período. Nesse sentido, trata-se de um número ínfimo, se comparado com a média diária de mais 57 mil casos registrados oficialmente nesse momento.

Fonte: Rede Brasil Atual

Bolsonarista que jogou bomba é preso e pode pegar 6 anos de prisão

André Stefano Dimitriu Alves de Brito, de 55 anos, foi preso em flagrante por agentes da Polícia Militar depois de jogar uma bomba em evento de Lula no Rio de Janeiro.

O homem acusado de arremessar uma garrafa de plástico com um líquido explosivo com fezes contra a multidão no ato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite desta quinta-feira (7), na Cinelândia, no Centro do Rio, foi identificado pela Polícia Civil como André Stefano Dimitriu Alves de Brito, de 55 anos, e indiciado pelo crime de explosão.

O homem foi preso em flagrante por PMs do 5⁰ BPM (Praça da Harmonia), que estavam fazendo a segurança do local. De acordo com a Polícia Civil, o homem não quis prestar depoimento. O crime pelo qual foi autuado, previsto artigo 251, caput, do Código Penal, prevê de três a seis anos de prisão além de multa.

Testemunhas afirmaram que André teria jogado uma garrafa PET de dois litros com um líquido explosivo, que seriam fezes, e um pavio. Ele teria arremessado o objeto, já aceso, por cima da divisória metálica existente, em direção às pessoas presentes no evento. Após a explosão, o homem foi visto correndo em direção aos policiais militares e o seguiram para contar o ocorrido.

A Polícia Civil informou que o suspeito disse, informalmente, não possuir inclinação política ou ideológica e que teria realizado tal ato como forma de protesto. A perícia do local foi realizada e imagens de câmeras de segurança já foram requisitadas.

Segundo a Polícia Militar, André Stefano teria atirado um artefato explosivo, típico de festas juninas, no meio da multidão. O objeto foi jogado por cima de um tapume que cercava o perímetro do ato.

Três testemunhas acompanharam a PM até a delegacia para a apresentação da ocorrência. O homem foi encaminhado para a 5ª DP (Mem de Sá). O celular de André foi apreendido.

No momento do ataque, o ex-presidente Lula ainda não havia chegado ao local. De acordo com a assessoria de imprensa do presidenciável, fogos de artifício foram jogados de fora para a área do ato, causando barulho. “Não tinham fezes, fizeram barulho, mas ninguém se feriu nem houve tumulto”, informou a assessoria de Lula.

Fonte: O Dia

Igreja do apóstolo Valdemiro é condenada 15 vezes em 30 dias por dívidas

Bolsonarista e vendedor de feijão para curar covid-19 durante a pandemia, Valdemiro Santiago ver seu patrimônio e prestígio religioso derreter

Ex-bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, o apóstolo Valdemiro Santiago fundou a Igreja Mundial do Poder de Deus em Sorocaba no ano de 1998. No site institucional, detalha que são mais de seis mil templos divididos entre Brasil e outros países. No entanto, não é só de trabalhos de evangelização que se resume a carreira do fundador do império da fé. Há também uma série de problemas com a Justiça.

Recentemente, o religioso teve 15 condenações em menos de 30 dias. Todas elas em primeira instância pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo e relacionadas a dívidas com proprietários de imóveis alugados pela instituição, no período de 23 de maio a 21 de junho. A apuração mostra que os débitos ultrapassam a cifra de R$ 2,5 milhões. Os imóveis foram alugados para serem utilizados como templos, casa de pastores e estacionamento para os cultos.

Em um dos casos, em Mogi Guaçu, no interior paulista, a igreja se instalou em 2014 e, desde 2019, não paga nenhum valor. O comerciante tentou cobrança extrajudicial, o que não adiantou. O juiz Roginer Garcia Carniel condenou a igreja a pagar R$ 381 mil, valor que será acrescido de juros e correção monetária.

Em outro caso, um funileiro cobra R$ 20 mil de aluguéis também não quitados na cidade de São Bernardo. Nova condenação, desta vez assinada pelo juiz Rodrigo Campos. A igreja ainda pode recorrer das decisões.

Nas defesas anexadas aos processos, a igreja afirma ser uma instituição sem fins lucrativos e que é “público e notório” as dificuldades financeiras, “principalmente pelo longo período de pandemia”. É dito que “todas as igrejas do Brasil foram compelidas a fechar as portas”. De acordo com o texto, a falta de atividades religiosas, diminuiu a arrecadação.

Pandemia, dívidas e condenações

Os últimos anos têm sido marcados por escândalos, perdas de processos e penhoras de bem. Em agosto de 2021, Valdemiro foi acusado de ter recebido uma “cifra milionária” da própria igreja. O juiz Mário Roberto Negreiros Velloso afirmou que o líder religioso embolsou mais de R$ 1,2 milhão no último ano. “Há fortes indícios de que a igreja esteja transferindo seu patrimônio a Valdemiro”, frisou o magistrado.

Entre as situações enfrentadas, agora mais recentes, em abril deste ano, o juiz Luiz Fernando Guerra decidiu colocar para leilão o templo da igreja localizado no bairro Santo Amaro, na zona Sul de São Paulo. O motivo? Dívida de R$ 409,8 mil.

O edifício, avaliado em mais de R$ 33 milhões, tem 46,8 mil metros quadrados e capacidade para receber cerca de 20 mil pessoas. Inaugurado em 2014, possui setor administrativo, piscina, estacionamento para 813 carros e 162 motos, tudo dividido em cinco pavimentos.

Em documento enviado à Justiça, a igreja não contesta a dívida com a Guima-Conseco, mas tentou anular o leilão argumentando que o imóvel vale muito mais do que o valor homologado pelo juiz. “A não suspensão do leilão poderá acarretar em grande prejuízo patrimonial para a Igreja Mundial”, diz trecho.

Condenado por dano moral a ex-governador

Em outubro do ano passado, o pastor foi condenado a pagar R$ 35 mil ao governador da Bahia, Rui Costa, por danos morais. Ele alegou que o fundador da Mundial teria dito que ele fez “pacto com o capeta”. A citação foi feita porque o gestor proibiu o funcionamento dos templos durante a pandemia da covid-19.

A juíza da 1ª Vara Cível, Indira Fábia dos Santos Meireles, assinou a decisão. Já quando chegou o mês de dezembro de 2021, uma nova situação, a penhora de R$ 100 mil de bens pessoais do fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. A quantia foi para pagar o aluguel de um templo em Sertãozinho, cidade localizada a mais de 335 quilômetros de São Paulo.

Há cerca de dois meses, a Justiça paulista determinou a penhora de 25% do faturamento da instituição religiosa mantida pelo apóstolo. Para a magistrada Ana Cláudia Guimarães e Souza, em um dos processos, o locatário cobra uma dívida que gira em torno de R$ 117 mil em aluguéis da igreja. Ela, inclusive, autorizou que a medida judicial fosse feita durante o culto, após o recolhimento do dízimo.

Em petição enviada à Justiça, a defesa não nega o pagamento do saldo e pondera que a queda da arrecadação, por conta da pandemia da covid-19, deixou a instituição sem recursos. Após a decisão, a Mundial disse que a crise pode se agravar, caso seus bens sejam penhorados e “inviabilizar a sua atividade filantrópica”, além de afetar a sua “sobrevivência”.

O curioso caso dos feijões

Era início da pandemia, meados de maio de 2020, quando o líder da Igreja Mundial de Deus foi acusado de estelionato. A ação foi impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional da República da 5ª Região no Recife (PE). A investigação iniciou após um vídeo ser divulgado na internet com Valdemiro anunciando sementes de feijão com “poderes de curar a covid-19”. No entanto, dois anos depois o caso foi arquivado, a pedido do Ministério Público de São Paulo.

Inicialmente, os promotores federais afirmavam que ele o pastor usava da fé das pessoas para enganá-las. No conteúdo compartilhado, o MPF conta que ele não falava em dinheiro, usava a palavra-código “propósito”, desta maneira, as vítimas não fariam pagamentos, mas “propósitos”.

Embora deixando subentendido, o relato é de que os fiéis precisariam pagar valores predeterminados para obter feijões mágicos. O MPF ressalta que “não basta ter fé nem ser seguidor do líder religioso, pois não há a possibilidade de fiéis sem condições econômicas receberem o produto”.

O arquivamento em definitivo da acusação envolvendo o líder religioso ocorreu porque, de acordo com o órgão, o evangélico foi vítima de uma “fraude”. A perícia criminalística feita nos vídeos com a entrevista (que gerou a denúncia) comprovou que houve “edição fraudulenta”.

O conteúdo original não chegou a ser publicado. Para os profissionais que fizeram a análise, houve uma edição feita com o objetivo de distorcer o que Valdemiro disse de fato, e que sua citação ao “feijão mágico” não passou de uma figura de linguagem.

Fonte: Uol

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