Lançamento do Lula: “reconquistar a democracia e a soberania”

“Temos um sonho, somos movidos a esperança. E não há força maior que a esperança de um povo que sabe que pode voltar a ser feliz”, disse Lula, no ato ‘Vamos Juntos pelo Brasil’, neste sábado (7)

Uma festa de dimensões históricas, como as manifestações das Diretas Já e a campanha de 1989, o lançamento do movimento “Vamos Juntos pelo Brasil”, neste sábado (7), inaugurou o caminho de reconstrução e do restabelecimento da democracia no país. Realizado em São Paulo, o ato contou com discursos do ex-presidente Lula e do ex-governador Geraldo Alckmin, além da presença de lideranças do PT, PSB, PCdoB, Solidariedade, PSOL, PV e Rede, centrais sindicais, movimentos sociais, artistas e outras lideranças. No evento, Lula enfatizou a importância da recuperação da cidadania e da dignidade do povo brasileiro, roubadas por um governo golpista e socialmente insensível.

A principal virtude que um bom governante precisa ter é a capacidade de viver em sintonia com as aspirações e os sentimentos das pessoas, especialmente das que mais precisam”, falou Lula, no início de seu discurso (leia aqui a íntegra).

Lula lembrou do árduo caminho que percorreu até chegar a Presidência em 2003 e de seu compromisso em acabar com a fome, uma chaga que havia sido vencida nos governos do PT e hoje voltou a humilhar o povo humilde do país.

“Em 2003, quando tomei posse como presidente da República, eu disse que se, ao final do meu mandato, todos os brasileiros tivessem pelo menos a possibilidade de tomar café da manhã, almoçar e jantar, eu teria cumprido a missão da minha vida”, lembrou Lula. “Travamos contra a fome a maior de todas as batalhas, e vencemos. Mas hoje sei que preciso cumprir novamente a mesma missão”.

“Tudo o que fizemos e o povo brasileiro conquistou está sendo destruído pelo atual governo”, lamentou. “O Brasil voltou ao Mapa da Fome da ONU, de onde havíamos saído em 2014, pela primeira vez na história. É terrível, mas não vamos desistir, nem eu nem o nosso povo. Quem tem uma causa jamais pode desistir da luta”, prometeu Lula. 

Resgate da soberania

Lula ressaltou que é preciso restaurar ao Brasil e ao povo brasileiro a soberania, hoje esfacelada pelo bolsonarismo. Para o ex-presidente, a soberania se manifesta em muitas dimensões da vida nacional e do Estado brasileiro. “Defender a soberania não se resume à importantíssima missão de resguardar nossas fronteiras terrestres e marítimas e nosso espaço aéreo”, salientou Lula.

“É também defender nossas riquezas minerais, nossas florestas, nossos rios, nossos mares, nossa biodiversidade”, enumerou. “É defender o direito à alimentação de qualidade, o bom emprego, o salário justo, os direitos trabalhistas, o acesso à saúde e à educação. Defender nossa soberania é também recuperar a política altiva e ativa que elevou o Brasil à condição de protagonista no cenário internacional”, apontou Lula.

Petrobras e desmonte

Lula destacou ainda que não haverá resgate da soberania sem a defesa do patrimônio do povo brasileiro, como a Petrobras e a Eletrobras. “Nós precisamos fazer com que a Petrobras volte a ser uma grande empresa nacional, uma das maiores do mundo”, defendeu. “Colocá-la de novo a serviço do povo brasileiro e não dos grandes acionistas estrangeiros. Fazer outra vez do Pré-Sal o nosso passaporte para o futuro, financiando a saúde, a educação e a ciência”.

“Defender a nossa soberania é defender também a Eletrobrás daqueles que querem o Brasil eternamente submisso”, argumentou Lula. “A Eletrobrás é a maior empresa de geração de energia da América Latina, responsável por quase 40% da energia consumida no Brasil. Foi construída ao longo de décadas, com o suor e a inteligência de gerações de brasileiros. Mas o atual governo faz de tudo para entregá-la a toque de caixa e a preço de banana”, denunciou. 

Lula denunciou a estratégia de destruição do Estado nacional por meio do esgotamento do investimento público em todas as áreas, sobretudo em infraestrutura. “O atual governo não cuida da infraestrutura que este país precisa”, disse.  “Paralisaram obras importante que estavam em andamento. Tentam se apropriar de outras que receberam praticamente concluídas”, afirmou, citando a Transposição do São Francisco.

Vida digna e combate à fome

Lula destacou ainda a importância dos bancos públicos na geração de empregos dignos ao povo brasileiro, com a oferta de crédito barato, o financiamento de obras de saneamento e construção de moradia e o apoio ao pequeno agricultor, como feito nos governos do PT. 

A dignidade do povo passa fundamentalmente pela educação, frisou. “Porque um país que não produz conhecimento, que persegue seus professores e pesquisadores, que corta bolsas de pesquisa e reduz os investimentos em ciência e tecnologia está condenado ao atraso”, alertou Lula. “Nos nossos governos, nós mais que triplicamos os recursos direcionados para o CNPq, a Capes e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Eles saltaram de R$ 4 bilhões e 500 milhões em 2002, para R$ 13 bilhões e 970 milhões em 2015”.

Lula apontou ainda que não haverá soberania “enquanto 116 milhões de brasileiros sofrerem algum tipo de insegurança alimentar”, enquanto 19 milhões de homens, mulheres e crianças forem dormir todas as noites com fome, sem saber se terão um pedaço de pão para comer no dia seguinte”.

“Não haverá soberania enquanto dezenas de milhões de trabalhadores continuarem submetidos ao desemprego, à precarização e ao desalento. Nós fomos capazes de gerar mais de 20 milhões de empregos com carteira assinada e todos os direitos garantidos”, observou. “Enquanto eles destruíram direitos trabalhistas e geraram mais desemprego”.

Papel do SUS

Lula destacou o papel fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS) no  atendimento aos brasileiros. Infelizmente, lembrou o ex-presidente, a saúde foi abandonada por Bolsonaro. “Hoje faltam investimentos, profissionais de saúde e medicamentos. Sobram doenças e mortes que poderiam ser evitadas”, opinou.

“Não fossem o SUS e os corajosos trabalhadores e trabalhadoras da saúde, a irresponsabilidade do atual governo nessa pandemia teria custado ainda mais vidas”, relatou.   

Lula destacou as políticas dos governos do PT para a saúde: “Criamos o Samu, o Farmácia Popular, as UPAs 24 horas. Fizemos o Mais Médicos, e levamos profissionais da saúde às periferias das grandes cidades e às regiões mais remotas do Brasil. Nós praticamente dobramos o orçamento da saúde, que passou de R$ 64 bilhões e 800 milhões em 2003 para R$ 120 bilhões e 400 milhões em 2015”.

Alckmin na aliança para o futuro

No evento, o petista conclamou os brasileiros a retomarem o caminho de volta para o futuro, um caminho de crescimento, progresso e cidadania. “É para conduzir o Brasil de volta para o futuro, nos trilhos da soberania, do desenvolvimento, da justiça e da inclusão social, da democracia e do respeito ao meio ambiente, que precisamos voltar a governar este país”, definiu.

Ele citou Paulo Freire para festejar a aliança com Geraldo Alckmin em torno de um projeto de reconstrução nacional. “Dizia o nosso querido Paulo Freire: “É preciso unir os divergentes, para melhor enfrentar os antagônicos”. Sim, queremos unir os democratas de todas as origens e matizes, das mais variadas trajetórias políticas, de todas as classes sociais e de todos os credos religiosos”, pediu Lula. “Este é o sentido da união de forças progressistas e democráticas formada pelo PT, PC do B, PV, PSB, PSOL, Rede e Solidariedade”, celebrou.

“Tenho o orgulho de contar com o companheiro Geraldo Alckmin nessa nova jornada. Alckmin foi governador enquanto eu era presidente. Somos de partidos diferentes, fomos adversários, mas também trabalhamos juntos e mantivemos o diálogo institucional e o respeito pela democracia”, elogiou. “Tive em Alckmin um adversário leal. E estou feliz por tê-lo agora na condição de aliado, um companheiro cuja lealdade sei que jamais faltará – nem a mim nem ao Brasil”.

“Nós queremos governar para trazer de volta o modelo de crescimento econômico com inclusão social que fez o Brasil progredir de modo acelerado e tirou 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza”, conclamou Lula. “Nós temos um sonho. Somos movidos a esperança. E não há força maior que a esperança de um povo que sabe que pode voltar a ser feliz”, disse.

“Mais do que um ato político, essa é uma conclamação. Aos homens e mulheres de todas as gerações, todas as classes, todas as religiões, todas as raças, todas as regiões do país. Para reconquistar a democracia e recuperar a soberania”, concluiu. 

Alckmin: “A solução virá com Lula

Diagnosticado com Covid-19, o ex-governador Geraldo Alckmin fez um discurso de casa, exibido ao vivo, por telão. Ele reforçou a necessidade de uma ampla aliança para o país derrotar ameaças contra a democracia e restabelecer o desenvolvimento com justiça social.

“Há momentos, em que antes de uma aliança, determinar a sua missão é a própria missão que determina a sua aliança”, discursou Alckmin.  “É o que vemos acontecer aqui hoje entre PT, PSB, Solidariedade, Rede, PV, PCdoB, PSOL, valorosíssimas  lideranças políticas das mais diversas convicções ideológicas, que aqui comparecem, patriótica e corajosamente, independente da presença institucional de seus próprios partidos, para dar ainda mais força e representatividade à nossa união, no cumprimento da nossa missão”. 

Segundo o ex-governador, o futuro do Brasil está em jogo. “Quando a ignorância se une à mentira como estratégia política para demonizar eleições livres e aviltar a democracia, nós não devemos vacilar. O caminho é com Lula. Quando brasileiros são relegados à própria sorte, em meio às mazelas de uma pandemia letal, não devemos aceitar, vamos reponder com Lula. Quando as injustiças sociais, graças à omissão do governo, e a pobreza, a miséria e a fome assumem dimensões vergonhosas e intoleráveis, não podemos hesitar. A solução virá com Lula”.

Com Lula, insistiu Alckmin, o Brasil mudará os termos do debate político em torno dos temas mais relevantes da vida nacional. “Vamos provar que não há incompatibilidade entre a prosperidade individual e uma sociedade solidária. Vamos provar que a eficiência econômica e a justiça social não são coisas opostas”, concluiu. 

Fonte: PT

Equatorial leva luz para invasores de terras indígenas

No coração da terra indígena Cachoeira Seca, entre os municípios de Altamira, Placas e Uruará, no Pará, postes de madeira sustentam os fios que transportam a energia para abastecer as casas de grileiros, garimpeiros e desmatadores. Dentro da área demarcada, não indígenas usam a eletricidade fornecida, de forma ilegal, pela concessionária Equatorial Energia, uma das maiores companhias do setor.

A Equatorial, empresa privada que atua em seis Estados do País, sabe dessas ligações clandestinas, os chamados “gatos”. A empresa já foi multada em mais de R$ 3,3 milhões por instalações irregulares na terra indígena Cachoeira Seca.

A reportagem do Estadão teve acesso a três autos de infração emitidos pelo Ibama contra a Equatorial, nos dias 3 e 7 de fevereiro. A multa mais pesada, de R$ 2,5 milhões, explicita o motivo: “Instalar serviço de transmissão de energia elétrica na terra indígena Cachoeira Seca, sem licença do órgão ambiental competente”.

A partir dos dados das multas, a reportagem mapeou o local onde os agentes ambientais encontraram as instalações elétricas irregulares. O ponto fica no meio da terra indígena, em uma área cercada por dezenas de estradas ilegais, todas abertas a partir da BR-230, a rodovia Transamazônica.

Demarcação

Na Cachoeira Seca, terra de 733 mil hectares ocupada tradicionalmente pelo povo Arara e homologada em abril de 2016, após 30 anos de espera para ter seu reconhecimento, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registra, todos os anos, as maiores taxas de devastação de todas as terras indígenas nacionais.

Não se trata de um caso isolado. A proliferação de instalações elétricas da Equatorial – antiga Celpa – em terras indígenas do Pará é denunciada pela Rede Xingu+, formada por organizações indígenas, ribeirinhas e da sociedade civil.

Rodrigo Oliveira, pesquisador do Instituto Socioambiental (ISA) que acompanha o assunto, critica a lentidão da concessionária. “A Cachoeira Seca é uma das terras indígenas mais invadidas e desmatadas do País, com um processo de desintrusão que vem se arrastando por anos. É muito grave a postura da Equatorial.”

Fonte: Uol

Sem reajuste, professores de Arapiraca fazem protesto em frente da prefeitura

Professores da rede pública municipal de Arapiraca realizaram, nesta quinta-feira, 05, um protesto na frente do Centro Administrativo da Prefeitura de Arapiraca, pedindo recomposição salarial da educação. Esta é segunda manifestação realizada pelos servidores nesta semana.

Segundo lideranças sindicais não houve avanço nas negociações junto a Prefeitura de Arapiraca, para a reposição salarial dos profissionais que aguardam reajuste há dois anos. “A gente acompanha os repasses do Fundeb, que é o recurso que paga a folha salarial da educação, e sabe que este dinheiro dá tranquilamente para realizar o reajuste salarial do piso da Educação, no valor de 33,24%”, explicou o líder sindical, diretor do Sinteal, Célio Sampaio.

O valor do reajuste, segundo o Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinteal), é devido ao fato que em 2021 não houve nenhum tipo de reajusta no piso salarial da Educação. “Esse reajuste é válido por dois anos, 2021 e 2022. Tentamos negociação com a gestão, mas não avançamos. Infelizmente a proposta que eles têm é muito inferior aos 33%, que é direito de todos da Educação”, pontuou.

Fonte: Já É Notícia

Mamata militar: presidente do STM recebe diárias mesmo sem agenda

O presidente do STM , general Luis Carlos Gomes Mattos, mantém intensa agenda de viagens bancadas com diárias, o que incluiu fins de semana sem compromissos oficiais no Rio de Janeiro e cinco dias na Colombia para uma palestra e participação em um evento.

Além disso, Mattos não torna pública sua agenda, diferente de outros presidentes de tribunais superiores, como STF, STJ , TSE e TST. As viagens de Mattos foram acompanhadas quase sempre por assessores, que também recebem diárias.

De acordo com os relatórios de transparência do Tribunal, os gastos das viagens do presidente do STM e de assessores que o acompanham somaram R$ 235 mil em um ano.

Em nota, o STM afirmou ser “natural” o deslocamento do presidente pelo país, em razão das visitas de inspeção às auditorias e da representação do tribunal. No entanto, não deu explicações para as viagens que incluíram fins de semana, para a extensão de viagens, para a presença de assessores, para os valores totais gastos com diárias, passagens e para a ausência de publicidade da agenda diária do presidente.

Dessas viagens, três incluíram fins de semana no Rio sem agenda oficial por parte do general. Para o RJ e SP, o ministro recebeu 5,5 diárias, incluídos o sábado e o domingo, no valor de R$ 3.700. Em outra viagem ao estado, o general visitou a cúpula da PM no Rio, em uma quarta-feira. Mais uma vez, houve pagamentos de diárias até domingo, no valor de R$ 3.000, segundo os dados públicos do STM.

No mês passado, em uma sessão plenária no dia 19, o presidente do STM ironizou a divulgação de áudios que apontam a prática de tortura durante a ditadura militar instaurada com o golpe de 1964.

Fonte: DCM

Justiça de MG ataca Educação e estipula multa milionária por greve de professores

Para o Sind-UTE/MG, valor da multa – de R$ 3,2 milhões por greve que durou 32 dias – é uma ofensiva para silenciar a luta por direitos e atacar organização sindical. Entidade afirma que vai recorrer da decisão

Em Minas Gerais, o ataque do governo de Romeu Zema (Novo) aos servidores públicos, em particular aos professores e professoras, ganhou proporções extremas após o Tribunal de Justiça acolher o pedido do governo e aplicar uma multa de R$ 3,2 milhões ao Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do estado, o Sind-UTE/MG, pelos 32 dias da greve histórica da categoria pelo pagamento do reajuste de 33,24% do piso salarial 2022.

A publicação da decisão, nesta sexta-feira (6) pegou de surpresa a não só a direção do sindicato como toda a categoria que recebeu a notícia como um ataque severo à liberdade de luta por direitos garantidos por lei, afirmou a presidenta do sindicato, Denise Romano.

Além de não pagar o piso, dar calote, ainda quer retirar os recursos da categoria. É um governo inimigo do servidor público, da educação, das professoras- Denise Romano


Segundo a dirigente, a decisão da Justiça “é uma afronta, um abuso, é uma tentativa de silenciar a educação”.

“Quando se ataca os recursos de uma entidade de professores – que já tem salários baixos – a verdade é que se quer asfixiar a luta, neutralizar a ação da entidade”, acrescentou a presidenta do Sind-UTE/MG.

Mais ainda, ela prossegue, é um atentado ao direito de organização sindical. “O governo tem uma necessidade enorme de se reafirmar nos destruindo, descaracterizando e criminalizando a nossa luta”.

A dirigente ressalta que diante do “absurdo que é a decisão da Justiça e o valor da multa”, o sindicato fará o “possível e impossível” para manter a entidade em funcionamento. “Lutando e disputando pelo reajuste do piso e todas as outras pautas, todas as lutas que o sindicato faz”, ela diz.

Justiça

Quando a greve teve início, no dia 9 de março, o sindicato já enfrentava ataques do governo que, antecipadamente judicializou a luta dos professores e professoras, ou seja, a greve já começou com uma decisão da Justiça pela sua suspensão. No entanto, a categoria foi para a briga. “Não aceitamos a decisão e mantivemos a greve”, diz Denise.

Dias depois, a greve foi suspensa. Os trabalhadores retornaram ao trabalho em 18 de abril. Ainda assim, Zema insistiu no ataque. Ele pediu à Justiça que, pelo descumprimento da ordem judicial, o valor da multa estipulada no início do movimento fosse aumentando.

“Se a greve foi suspensa, o processo perdeu seu objeto. Não há por que aplicar a multa. Mas ele [Zema] não aceitou e insistiu pela aplicação da multa pelo período de greve. Não é outra coisa a não ser querer silenciar a representação do SindUTE que é um dos maiores sindicatos da América Latina”, reforça a dirigente explicando que o sindicato tem em sua base, cerca de 400 mil trabalhadores, entre ativos e aposentados.

E, por ser uma entidade de grande representação, Denise considera que o ataque de Zema, que é de um partido conservador, de direita – o Novo – tem que ser encarado como um atentado a toda a organização sindical, não só do Brasil, mas do mundo, já que outros países também têm partidos e políticos que seguem a mesma ideologia de ataque aos direitos dos trabalhadores.

Paralisação nesta sexta-feira

Para a categoria, a luta continua e a Educação não vai abrir mão do cumprimento da Lei. Nesta sexta-feria (6), os professores e professoras paralisaram mais uma vez as atividades e realizaram desde as primeiras horas manhã um protesto na Cidade Administrativa em Belo Horizonte.

Fonte: CUT

Dono de ouro apreendido pela PF tem relação com o governo Bolsonaro

apreensão de uma carga de 78 quilos de ouro pela Polícia Federal em Sorocaba (SP) na quarta-feira (4) pode trazer complicações para o governo de Jair Bolsonaro.

A carga, avaliada em cerca de R$ 23 milhões, pertenceria ao empresário Dirceu Frederico Sobrinho, dono da empresa de ouro FD Gold, que é filiado ao PSDB e concorreu como suplente de senador pelo Pará em 2018. Segundo a revista Veja, nos últimos tempos, foi recebido por quatro membros do primeiro escalão de Bolsonaro para tratar dos interesses dos garimpeiros.

“Ele esteve reunido com o vice-presidente Hamilton Mourão. O então ministro da Casa Civil Onix Lorenzoni, o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, também já estiveram em reuniões com o empresário, que tem farto histórico de suspeitas de comércio ilegal de ouro – no ano passado, o Ministério Público Federal pediu a suspensão da empresa de Sobrinho, acusada de despejar no mercado mais de uma tonelada de ouro extraído de garimpos ilegais da Amazônia”, diz a reportagem. 

Fonte: Brasil 247

Lula tem 13 pontos de vantagem sobre Bolsonaro, segundo pesquisa Ipespe

Nova pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta-feira, 6, mostra o ex-presidente Lula liderando com 44% dos votos. 13 pontos atrás, vem Jair Bolsonaro (31%), seguido por Ciro Gomes (8%), João Doria (3%) e André Janones (2%). 

Simone Tebet e Felipe D’Avila aparecem empatados com 1%. Nenhum/não iria votar/branco/nulo somam 8%. 2% não souberam ou não responderam. 

No segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista venceria com 54%, contra 34% do atual chefe de governo. 

A pesquisa foi realizada no período de 2 a 4 de maio de 2022 com 1.000 entrevistados via telefone. A margem de erro máximo estimada é de 3.2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,5%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03473/2022. 

Fonte: Brasil 247

Fetag realiza Feira de Agricultura Familiar

Nos dias 06 e 07/05 (sexta e sábado) acontece a 22ª edição da Feira da Agricultura Familiar da Fetag/AL. Além dos produtos tradicionais presentes na feira trazidos da roça direto para o consumidor de Jatiúca e bairros vizinhos, a feira também proporciona aos clientes comidas típicas da região, bolachas e biscoitos caseiros e o tradicional pastel com caldo de cana.

A feira proporciona aos moradores do bairro de Jatiúca e adjacências a compra de alimentos saudáveis vindos direto da roça para as mãos do consumidor. Produtos trazidos pelos agricultores e agricultoras familiares como a banana, o alface, o inhame, a graviola, o coco, a macaxeira, a batata doce e a laranja são oferecidos à população.

Para assessorar e acompanhar de perto os agricultores e agricultoras familiares que produzem e trazem seus alimentos para a comercialização na feira, a Fetag/AL vem realizando visitas técnicas nas propriedades rurais, para conhecer de melhor a realidade e dificuldades enfrentadas pelos nossos agricultores familiares. No mês de maio a Fetag/AL continuará visitando e acompanhando de perto a produção dos agricultores familiares, garantindo a qualidade e autenticidade dos produtos trazidos para a Feira da Agricultura Familiar.

Na 22ª edição da Feira da Agricultura Familiar, os agricultores da Zona da Mata de Alagoas estarão presentes com seus produtos fresquinhos da roça, que aposta na venda direta dos produtos que são plantados e colhidos pelos agricultores familiares em suas propriedades e comercializados diretamente com o consumidor da capital.

FETAG/AL EM DEFESA DA AGRICULTURA FAMILIAR DE ALAGOAS!

SERVIÇO:

– O quê? Feira da Agricultura Familiar (22ª Edição)

– Onde? Sede Social da Fetag/AL – R. Prof. Dilermando Reis, 330, Jatiúca – Maceió (por trás do Hotel Escuna, na Av. João Davino)

– Quando? Dias 06 e 07/05/22 (sexta e sábado)

– Horários de funcionamento:

• Dia 06/05 (sexta) – de 06:00 às 22:00

• Dia 07/05 (sábado) – de 06:00 às 14:00

Fonte: Ascom Fetag/AL

Mulher é estuprada por policial em sala para vítimas de estupro

Caso ocorrido no MS mostra a barbárie do sistema prisional brasileiro e desnuda a cultura de violência contra as mulheres numa sociedade em que elas não podem confiar nem nas autoridades

O sistema prisional brasileiro é um dos piores do mundo e isso não é novidade para ninguém. O país também é um dos que mais registra crimes contra as mulheres. Um caso ocorrido há três semanas numa cadeia pública da cidade de Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, conseguiu reunir essas duas barbaridades numa só cena.

Uma mulher de 28 anos, que estava presa na área feminina de uma delegacia que serve como centro provisório de detenção no município de 58 mil habitantes, foi estuprada por um policial civil que trabalhava no local e era responsável pelo monitoramento dos custodiados. O crime, dantesco e absurdo, foi denunciado por outros presos que são abrigados na ala masculina do DP.

Entre 4 e 11 de abril, segundo a vítima, um investigador do DP sede de Sidrolândia teria ido até o setor onde ela se encontrava presa e a teria levado para uma repartição chamada de “Sala Lilás”, destinada a mulheres vítimas de estupro e que precisam ficar protegidas de seus agressores e serem acolhidas. De acordo com a detenta, com a desculpa de que seu advogado estava no local para visitá-la, o agente a conduzia para a área protegida e a estuprava.

Como a jovem chorava muito durante a noite, os outros presos, conversando com ela do outro lado da parede, escutaram os relatos aterrorizantes dos abusos sexuais. Eles, então, passaram a questionar o policial sobre o fato, que só dizia ser uma mentira contada por parte da mulher. Ao notar que seria denunciado, ou até mesmo vítima de uma vingança por parte dos custodiados, que estavam revoltados com o crime, o investigador teria dado celulares como forma de comprar o silêncio dos homens detidos.

Eles até aceitaram a oferta, mas alguns dias depois resolveram denunciar os estupros e decidiram exigir a presença do delegado titular de Sidrolândia para formalizar as acusações contra seu subordinado. O fato foi levado ao conhecimento do juiz corregedor dos presídios daquela região sul-mato-grossense, que decidiu encaminhar as denúncias ao Ministério Público.

Nesta quarta-feira (4), a Justiça do Mato Grosso do Sul decidiu pelo indiciamento do investigador. A juíza Silvia Eliane Tedardi da Silva, da Vara Criminal de Sidrolândia, determinou que ele responda por estupro e siga preso no 3°DP de Campo Grande, onde está há alguns dias.

O magistrado responsável pela ação à qual responde a jovem estuprada, em face das circunstâncias e também em razão da menor gravidade do crime cometido por ela (que não foi revelado), determinou que ela fosse solta para responder ao processo em liberdade.

Fonte: Revista Forúm

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