Governo Bolsonaro fecha 391 agências do Banco do Brasil e prejudica a população

Com o objetivo de reduzir o tamanho para depois privatizar o Banco do Brasil, o governo Bolsonaro fecha 391 agências, mais do o previsto pelo plano anunciado em janeiro, que era o fechamento de 112 agências. O maior prejudicado será a população que precisa dos serviços do banco, em particular nas cidades do interior.

O Banco do Brasil reduziu sua rede própria para 11.768 pontos de atendimento, uma redução de 10,8% em relação a 2020 e o número de funcionários também diminuiu no período, para 85.518 trabalhadores -uma redução de 7,5%.

Por outro lado, o lucro do BB foi de quase 10 bilhões no primeiro semestre, resultado obtido com redução de 7 mil postos de trabalho, gerando sobrecarrega de trabalho e adoecimento de funcionários, o que comprova a crueldade da política econômica de Paulo Guedes e Bolsonaro.

Deputado bolsonarista terá que indenizar todas as pessoas citadas em “dossiê antifascista”

Não há demérito qualquer em ser reconhecido como antifascista, motivo, aliás, de orgulho para muitos que assim são lembrados. Todavia, ser assim classificado em uma lista divulgada entre grupos de ideologia diversa e, por vezes, radical e violenta, nos tempos atuais, caracteriza difícil exposição e gera dever de indenizar.

Com esse entendimento, o juiz Márcio Teixeira Laranjo, da 21ª Vara Cível de São Paulo, condenou o deputado estadual Douglas Garcia (PTB) a indenizar todas as pessoas incluídas em um “dossiê antifascista” produzido e divulgado nas redes sociais por iniciativa do parlamentar.

Conforme a sentença, Garcia terá que indenizar pelos danos materiais e morais causados a todo e qualquer terceiro que teve seu nome arrolado no dossiê e se viu, por razão de tal fato, lesado. A apuração dos danos se dará por meio de feitos individuais liquidatórios.

A decisão se deu em ação civil pública em que o Ministério Público contestou a inclusão no dossiê de dados e informações privadas de aproximadamente mil pessoas. O deputado, por sua vez, afirmou não haver violação à honra dos envolvidos, uma vez que os dados seriam públicos.

No entanto, para o juiz, é “inegável” que Garcia contribuiu com a colheita e divulgação de dados de terceiros, “pois literalmente requereu, de seus seguidores, a remessa de dados de ‘antifascistas’ e o compartilhamento da publicação correlata, buscando nada menos que a máxima publicidade da campanha intentada”.

Para o magistrado, não convence o argumento do parlamentar de que os dados expostos são públicos e, por isso, não merecem proteção. Isso porque o dossiê contém, muitas vezes, endereços e telefones de terceiros, informações que, segundo Laranjo, são sensíveis e protegidas pelo direito fundamental à privacidade.

“Mesmo a exposição de dados públicos assume proporção lacerante a seus titulares, quando se dá justamente perante grupos de convicção contrária, em época tal qual a presente, sulcada por grande polarização política e radicalismo. Ainda, o fato de que a divulgação de dados privados, pelo seu titular, em rede social ou afim, não implica em tácita autorização para seu uso, por terceiros quaisquer, quão mais com o fito persecutório aqui desenhado”, completou.

Laranjo também criticou o envio do dossiê à polícia, “como se criminosos fossem todos aqueles lá enumerados”, simplesmente por terem ideologia diferente a de Garcia e seus apoiadores, “uma conduta sectária e manifestamente autoritária, que não aceita divergências típicas de uma democracia”.

“Evidente, pois, a repercussão deletéria, a mácula subjetiva, impingida àqueles cujos dados foram arrolados no dossiê e postumamente divulgados, consubstanciada pela manifesta violação a seu direito de privacidade, honra e mesmo a suas liberdades políticas e de opinião, sendo inescapável o correlato dever de indenizar”, concluiu o juiz ao decidir pela condenação de Garcia.

Por fim, o magistrado também afirmou que a imunidade parlamentar não isenta Garcia de indenizar pelos danos causados aos incluídos no dossiê, uma vez que o documento não tem relação alguma com as atividades de um deputado estadual. 

Dano coletivo e retratação
O juiz negou pedido do MP de indenização por dano moral coletivo, no valor de R$ 200 mil. Laranjo citou entendimento do STF de que não há lesão imaterial coletiva quando se trata de violação a direitos individuais homogêneos, como é o caso dos autos.

Ele também negou pedido para que o deputado se retratasse publicamente ou apagasse as postagens em que incitou seus seguidores a coletar dados de “antifascistas”, por se tratar de textos genéricos e que não se referem diretamente a nenhum dos incluídos no documento.

“As publicações que deram azo à controvérsia, ainda que permeadas por teor eventualmente contundente, sobremaneira ideológico e mal sopesado, não despontam, por si, como suficientemente lacerantes, vez que não vinculadas, no específico, a qualquer dos terceiros arrolados no dossiê. Inexistindo dano pela palavra, por certo descabido saneamento qualquer por igual via”, explicou.

Fonte: Conjur

O objetivo da CIA no encontro com o governo Bolsonaro

Pablo Gomes – Jornalista e cineasta

William Burns, diretor da CIA (Agência de Inteligência Americana) esteve no Brasil em julho, numa reunião com membros do governo brasileiro, incluindo General Ramos (Casa Civil) e Augusto Heleno, ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional ( GSI). O diretor da CIA também se encontrou com Walter Braga Neto (Ministro da Defesa) e com o presidente Jair Bolsonaro.

A visita inusitada do diretor da CIA gerou uma série de dúvidas e especulações a respeito dos assuntos abordados nas reuniões, que ficou ainda mais nítido com o fato do governo brasileiro também não revelar o que foi discutido com o representante americano.

Enquanto setores da imprensa afirmavam que a presença da CIA no país poderia ser uma possível ponte para o governo Bolsonaro dar um golpe, Jair Bolsonaro deixou escapar parte do conteúdo da conversa com a agência de inteligência, que já foi e é responsável por orquestrar golpes políticos em diversos países do mundo, incluindo o golpe militar no Brasil em 1964.

Para um grupo de apoiadores, Bolsonaro falou que “o interesse do Brasil por [parte de] alguns poucos países é enorme. Alguns países dependem de nós, do que produzimos aqui. E esses países pensam 50, 100 anos à frente. E nós, aqui, infelizmente, quando muito, pensamos poucas semanas ou poucos dias depois”.

Bolsonaro também acrescentou “Não vou dizer que isso foi tratado com ele [Burns], mas a gente analisa na América do Sul como estão as coisas. A Venezuela a gente não aguenta falar mais, mas olha a Argentina. Para onde está indo o Chile? O que aconteceu na Bolívia? Voltou a turma do Evo Morales. E mais ainda: a presidente que estava lá no mandato tampão [Jeanine Añez] está presa, acusada de atos antidemocráticos. Estão sentindo alguma semelhança com o Brasil?”

Antes de ir ao Brasil, William Burns esteve na Colômbia. De acordo com o embaixador colombiano em Washington, Francisco Santos, a ida de Burns para o país “é resultado de três encontros prévios com a CIA para entender ‘o que está acontecendo no país’.

Reagindo ao encontro da CIA com representantes dos governos colombiano e brasileiro, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, acusou o governo americano de estar fazendo uma “tour” na América do Sul num “plano contra a Venezuela”. Maduro acrescentou “Eles estão articulando um plano para prejudicar a Venezuela”, disse o presidente em um pronunciamento pela televisão.

A presença da CIA na América do Sul faz parte da pressão de Washington aos países da região para isolar cada vez mais a influência da China. Tal estratégia consiste em sabotar qualquer influência de Pequin ou de Moscou na política e economia de países aliados dos EUA, como é o caso da Colômbia e o Brasil. Um exemplo recente é a guerra tecnológica. A vinda ao Brasil de Jake Sullivan – assessor de segurança de Biden – tem como objetivo vetar a participação da chinesa Huwaei no leilão do 5G.

Não era preciso Bolsonaro deixar escapar o conteúdo da reunião da CIA no Brasil para saber que a visita da CIA à América Latina também estava ligada aos interesses de Washington pela Venezuela. Durante o governo Trump, Washington aproveitou a crise política e a instabilidade econômica no país para tentar dar um golpe e colocar no lugar de Maduro, Juan Guaidó – um representante da direita venezuelana que chegou a ser reconhecido por vários chefes de Estado na Europa como presidente legítimo. Com o fracasso do golpe na Venezuela durante o regime Trump, Washington pretende agora usar o governo Biden para novas investidas. Para isso, conta com o apoio do Brasil e Colômbia, que além de estarem na fronteira da Venezuela, tem florestas e montanhas que podem ser usadas como bases americanas no caso de um conflito armado.

O interesse de Washington também não se limita à Venezuela. Por toda a América Latina, crises políticas e econômicas estão se desencadeando a todo momento e preocupando Washington. Os recentes protestos no Chile, Colômbia, Bolívia, Brasil, Argentina e Peru, tem levado multidões às ruas contra projetos de privatização, desmatamento e violência policial. Os protestos contra políticas neoliberais são de interesses da burguesia tanto latino americana quanto de Washington.

O fracasso do golpe da extrema direita na Bolívia, as eleições de Alberto Fernandéz na Argentina e de Pedro Castillo no Peru, e a votação de uma nova constituinte no Chile, tem acendido o sinal vermelho em Washington e na administração Biden. Na verdade, não é que Biden tema Maduro, Fernandéz ou Castillo. O que Washington mais teme é que haja uma sucessão de manifestações legítimas da classe trabalhadora, que saiam do controle dos governos e se espalhe como uma onda por toda América Latina. Mesmo nos governos não aliados de Washington, como é o caso da Bolívia e Venezuela, políticas de concessões e conciliação com a burguesia local e internacional tem gerado crises econômicas e políticas que estão levando multidões para as ruas. Washington teme que essa onda de manifestações saiam do controle a qualquer momento.

No Brasil, que tem mais de 500 mil mortos pelo COVID e mais de 14 milhões de desempregados, Bolsonaro ameaça sem nenhum pudor, dar um golpe se não for reeleito nas eleições de 2022. Embora muitos analistas políticos minimizem a aventura de um golpe de estado por Jair Bolsonaro, não é preciso ir longe para ver as recentes tentativas ou sucessões de golpes pelo mundo, na grande maioria, orquestradas pela CIA e a apoiada por Washington. As tentativas de golpe na Venezuela e Bolívia e o golpe neonazista na Ucrânia (neste último caso, apoiado pelo então vice-presidente dos EUA Joe Biden na administração Barack Obama) são exemplos recentes de que um golpe de estado no Brasil não seria algo a ser descartado. A tentativa fracassada de golpe por Donald Trump e a invasão do capitólio em janeiro é prova de que não somente golpes acontecem, mas que mesmo dentro dos EUA eles tem a cumplicidade de ambos partidos norte americanos. Até o momento, Donald Trump ainda não foi processado, julgado e condenado pela tentativa de golpe em janeiro de 2021 e o Partido Democrata tem feito de tudo para evitar que tal processo vá em frente. Da mesma forma, Biden e sua administração não moveriam um dedo para barrar qualquer investida de Jair Bolsonaro e dos militares brasileiros em um golpe no Brasil, sobretudo no atual cenário geopolítico em que Washington revive uma guerra fria com a China e a Rússia.

A crise do capitalismo global não apenas está levando a classe trabalhadora para as ruas da Europa, África, Ásia e América do Norte. A América Latina também verá uma nova onda de protestos e manifestações que intensificará ainda mais as investidas golpistas de Washington e de sua criminosa agência de inteligência contra países na região. Com a desastrosa luta contra a COVID-19 por parte dos governos no mundo inteiro e com o aumento da miséria e da violência nas cidades da América Latina, somente a classe trabalhadora organizada num projeto socialista e internacionalista poderá barrar os futuros ataques de Washington aos países latino americanos e às tentativas de golpes que continuarão acontecendo com a ajuda da famigerada Agência de Inteligência Americana.

Lançamento do documentário “A Braskem passou por aqui: a catástrofe de Maceió”

O documentário “A Braskem passou por aqui: a catástrofe de Maceió” terá lançamento hoje na capital alagoana. O filme, dirigido por Carlos Pronzato, conta as histórias de famílias que foram expulsas de suas casas por causa dos danos causados pela extração de sal-gema pela mineradora Braskem.

Enquanto a capital tem que lidar com bairros fantasmas, a Braskem encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 7,4 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 2,5 bilhões registrado um ano antes.

Por causa da pandemia, a capacidade do local será limitada a 107 pessoas por sessão e a entrada acontecerá por ordem de chegada. #ForaBraskem

Lula vence Bolsonaro no primeiro turno e em todas as simulações de segundo, diz pesquisa Quaest

Lula tem 30% das intenções de voto

Pesquisa Quaest Consultoria apontou o ex-presidente Lula com 46% dos votos na simulação de primeiro turno. Jair Bolsonaro apareceu na segunda posição, com 29%. O petista também vence em todas as simulações de segundo turno. Contra Bolsonaro, alcança mais de 20 pontos percentuais de diferença

Pesquisa Quaest Consultoria, divulgada nesta quarta-feira (4), apontou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança isolada, com 46% dos votos na simulação de primeiro turno. Jair Bolsonaro apareceu na segunda posição, com 29%, seguido pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 12%.

Em um segundo cenário, com Sérgio Moro, José Luiz Datena (PSL) e João Doria (PSDB), o petista varia dentro da margem de erro, ficando com 44%. Com Eduardo Leite (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) na disputa, Lula atinge 45%.

O ex-presidente vence em todas as simulações de segundo turno. Contra Bolsonaro, o petista alcança 54% contra 33%. Contra Ciro, vence por 53% a 23%, e Mandetta, por 58% a 14%.

De acordo com a pesquisa, Lula é o único entre os pré-candidatos em que o potencial de voto é maior que a taxa de rejeição. Ao todo, 58% dizem que podem votar nele, contra 41% que dizem que não.

O levantamento foi feito com 1.500 entrevistados, de 29 de julho a 1 de agosto em 95 cidades das 27 unidades da federação. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. 

Fonte: Brasil 247

Projeto de passe livre do vereador Dr. Valmir é aprovado na CCJ

Foi publicado hoje, 04, o parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Maceió, aprovando o Projeto de Lei que institui o Passe Livre Estudantil, apresentado pelo vereador Dr. Valmir (PT). Agora o PL será apreciado pela Comissão de Educação, Cultura, Turismo e Esporte e depois submetido ao plenário da Câmara.

O projeto garante aos estudantes de todos os níveis de ensino, de instituições públicas ou privadas, o acesso gratuito ao transporte coletivo público e reconhece o direito ao transporte como um direito social. Fórum em Defesa do Transporte Público,

O PL do Dr. Valmir foi comemorado pelo Fórum em Defesa do Transporte Público, que agrupa diversas entidades. Para Willames Nunes, coordenador da Juventude Revolução, “o projeto do passe livre garantirá o direito de estudar, pois os pais de muitos estudantes já não tem como pagar o transporte de seus filhos, pois perderam o emprego e renda”.

Leonardo Dias foi o único vereador que deu parecer contra os estudantes

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Maceió, aprovou o Projeto de Passe Livre Estudantil apresentado pelo vereador Dr. Valmir (PT). O único integrante da CCJ que deu parecer contra os estudantes foi o vereador bolsonarista Leonardo Dias.

Para os integrantes do Fórum em Defesa do Transporte Público, “o voto do vereador não causou estranheza, já que ele tem se notabilizado por defender pautas contrárias aos interesses dos movimentos sociais”.

O projeto garante aos estudantes de todos os níveis de ensino, de instituições públicas ou privadas, o acesso gratuito ao transporte coletivo público e reconhece o direito ao transporte como um direito social.

Cuba e o ultrajante bloqueio estadunidense

André Cabral – Historiador e professor

Discutir Cuba é contextualizar o período da guerra fria marcada pela disputa ideológica e geopolítica entre os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Soviética de 1945 a 1990.
Sobre essa geopolítica, numa ilha no mar do Caribe, surge um movimento guerrilheiro que derrubou o governo ditatorial de Fulgêncio Batista, sobre a liderança de Fidel Castro, com o apoio de revolucionários como Ernesto “Che” Guevara, Camilo Cienfuegos e do seu irmão Raul e muitos voluntários.
Logo após consolidada as vitórias Militares sobre a ditadura de Fulgêncio, em 16 abril de 1961, Fidel Castro anuncia ao mundo que Cuba passava a ser um país socialista. Em seguida houve a reação dos EUA, a ilha foi invadida pelo sul, mais precisamente na Baía dos Porcos, por exilados cubanos que haviam sido treinados pela (CIA), o regime cubano resistiu a essa ofensiva.
Outro evento entre Cuba e os Estados Unidos foi a Crise do Mísseis em outubro de 1962, provocando um incidente diplomático entre Estados Unidos e União Soviética, por causa da instalação de mísseis soviéticos em Cuba. O evento foi considerado o momento mais tenso da Guerra Fria, cause provando uma guerra nuclear. Para atenuar a crise diplomática em 26 de outubro, os soviéticos ofereceram outra solução: se comprometeram na época a retirar os mísseis, caso os Estados Unidos não invadissem Cuba.
Ainda nesse contexto da América Latina, a política Estadunidense foi desenvolvida por uma série de mecanismos de combate ao “expansionismo comunista”. apoiaram à instalação de governos ditatoriais em diferentes locais da América Latina. Golpe militar no Brasil em 1964, e de disseminação de ditaduras militares pela região, chegando à Bolívia (1964), à Argentina (1966, e depois 1976), ao Chile e ao Uruguai (1973), entre outros. Como características comuns esses regimes impuseram uma militarização do Estado, com as Forças Armadas assumindo o papel de dirigente político e agente da repressão.
Cuba não se submeteu a política estadunidense e resiste ao
embargo econômico imposto em 7 de fevereiro de 1962 (meio século). O embargo cubano é aplicado principalmente por meio de seis estatutos: a Lei de Comércio com o Inimigo de 1917, a Lei de Assistência Externa de 1961, o Regulamento de Controle de Ativos Cubanos de 1963, a Lei de Democracia Cubana de 1992, a Lei Helms-Burton de 1996 e a Lei de Reforma das Sanções Comerciais e de Melhoria das Exportações de 2000.
A política do bloqueio econômico foi condenada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, que caracterizou como uma medida “extraterritorial” que viola “a igualdade soberana dos Estados, a não intervenção em seus assuntos internos, e a liberdade de comércio e navegação como primordial para a condução dos assuntos internacionais”.
Com o fim URSS, Cuba deixou de receber ajuda econômica, e a saída encontrada foi o turismo. Para desestabilizar Cuba, os EUA passaram a financiar grupos terroristas nos anos 1990 (exilados em Miami) contra o governo cubano e para espantar os turistas. Tais grupos usavam de métodos como explosão de bombas em hotéis e pontos turísticos. Para enfrentar tal ameaça, o governo cubano infiltrou nos grupos anticastristas agentes especiais para avisar o país em caso de novos ataques (a famosa Rede Vespa).
Apesar da constante ofensiva estadunidense, Cuba tem uma das melhores expectativa de vida da América e o melhor sistema de saúde pública, além de um projeto que fornece atendimento médico pelo mundo. A Brigada Médica Cubana, proporciona esperança e inspiração em todo o mundo e seu trabalho é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O Império não descansa um único dia em seu propósito de liquidar a audácia dos cubanos em se contrapor a sua política, utilizando como método um ultrajante bloqueio econômico, para asfixiar as conquistas da Revolução Cubana.

General Braga Netto desviou dinheiro do SUS para Covid, segundo o TCU

TCU descobre que Braga Netto desviou dinheiro do SUS para Covid e usou em gastos militares, até com uniformes

 O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que os ministérios da Defesa e da Economia ofereçam explicações sobre gastos de militares com dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) que deveria ser usado para o combate à pandemia. Dos recursos extraordinários desembolsados em 2020 pela União para o combate à Covid-19, a Defesa, chefiada pelo general Braga Netto, ficou com R$ 435,5 milhões. Do dinheiro que deveria ter ido ao SUS, a pasta gastou R$ 58 mil com material odontológico, R$ 5,99 milhões com energia elétrica, água e esgoto, gás e serviços domésticos. 

Também há despesas com R$ 6,2 milhões na manutenção e a conservação de bens imóveis, R$ 1 milhão com uniformes, R$ 225,9 mil com material de cama, mesa e banho, e com R$ 25,5 mil em material de coudelaria ou de uso zootécnico. As estatísticas foram publicadas nesta quarta-feira (4) em reportagem do jornal O Estado de S.Paulo

Outros R$ 100 milhões foram para despesas médico-hospitalares com materiais e serviços em hospitais militares, “sem que se tenha prova de que foram gastos em benefício da população em geral, ao invés de apenas atender aos hospitais militares, os quais se recusaram a ceder leitos para tratamento de pacientes civis com covid-19”.

No despacho, o ministro do TCU Bruno Dantas deu 15 dias para que o Ministério da Defesa e o da Economia, de Paulo Guedes, apresentem explicações. Eles deverão esclarecer as orientações às unidades orçamentárias para a execução dos créditos da Saúde.

Os indícios de mau uso da verba vieram à tona em estudo da procuradora Élida Graziane, do Ministério Público de Contas de São Paulo, enviado à CPI da Covid. No relatório, a procuradora destacou ser necessário que a “CPI da Pandemia, o MPF (Ministério Público Federal), o TCU (Tribunal de Contas da União) e o CNS (Conselho Nacional de Saúde) apurem, mais detidamente, a motivação e a finalidade de várias despesas oriundas de recursos do Fundo Nacional de Saúde realizadas por diversos órgãos militares”.

Fonte: Brasil 247

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS