Morre o cantor e compositor Paulo Diniz, aos 82 anos

O artista morreu por volta das 7h, em sua residência, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife

Morreu na manhã desta quarta-feira (22) o cantor e compositor pernambucano Paulo Diniz, aos 82 anos, conhecido pelo sucesso “Pingos de Amor“, música gravada por vários intérpretes, a exemplo de Paula Toller, do Kid Abelha.

Além de “Pingos de Amor”, Diniz também é dono dos sucessos “Quero Voltar Pra Bahia”, “Canoeiro”, “Vou-me Embora” e “Um Chope Para Distrair”. Ele teve suas músicas gravadas por nomes como Clara Nunes, Emílio Santiago e Simone. 

Desenvolveu um estilo próprio, sem se deixar influenciar por nenhuma onda em especial, apesar de aproximar nos estúdios com a turma do soul nacional.

Deixa uma coleção de canções excelentes que marcaram a história da música brasileira.

O epistemicídio da população LGBTQIA+ dentro das Universidades

Natércia Lopes – Matemática, Doutora em Ciências da Educação e Professora da UNEAL e Semed/Maceió

A universidade é um espaço de diálogo, de amadurecimento, de construção do conhecimento. Um espaço que deve garantir o acesso, permanência e bem estar da comunidade que a compõe. Contudo, percebemos que a Universidade ainda não está preparada para lidar com a diversidade. Temos estudantes que são expulsas/os de repúblicas por causa de sua orientação sexual, pessoas que desistem da universidade porque não conseguem ser aceitas pela comunidade acadêmica, projetos de pesquisa sobre sexualidade que não conseguem orientação, além da resistência em se falar sobre temas que abordem a sexualidade dentro dos espaços acadêmicos.

Por que isso acontece? Qual a dificuldade que as pessoas têm em aceitar o outro do jeito que ela/e é? A sociedade tenta englobar todas/os dentro de um binário, em que as pessoas que nascem com pênis são automaticamente homens, e que nascem com vagina são automaticamente mulheres, quando na realidade temos uma grande diversidade de gênero.

Podemos conceituar as identidades de gênero mais comuns em cisgênero (quando a pessoa se identifica com o sexo biológico que nasceu) e transgênero (quando não se identifica). Com relação à orientação sexual, podemos citar a homossexual (atração pelo mesmo gênero), heterossexual (atração pelo outro gênero), bissexual ou pansexual (atração por dois ou mais gêneros), ou assexual (pouca ou nenhuma atração sexual). Essas são algumas das ligações afetivas que envolve a sexualidade humana. Algo simples de se entender, mas que sofre constante tentativa de controle moral por quem está na Academia.

A destruição dos conhecimentos – saberes e culturas – da população LGBTQIA+ dentro das instituições de ensino refletem também uma legislação que vem excluindo a pauta sobre identidade de gênero e sexualidade dos debates. Esses retrocessos aos avanços conquistados sobre a pluralidade sexual é fruto de uma sociedade cisheteronormativa e que entende que a heterossexualidade é compulsória, ou seja, ela deve ser seguida por todas/os.

A violência que se pratica dentro dos espaços de ensino com a comunidade LGBTQIAP+ a empurra para “guetos”, dificultando a sua socialização no meio acadêmico, pois seus corpos são incômodos nas universidades, considerados anormais, e carregam o peso do preconceito.

Ao mesmo tempo, há um todo contraditório em que se organizam as relações dentro das universidades. Apesar de ser lócus de práticas de LGBTfobia, deliberadamente, a universidade é também um espaço de libertação para muitas pessoas que querem transicionar seus corpos, assumirem sua orientação sexual ou identidade de gênero.

A Teoria das Representações Sociais que eu trabalho há 11 anos, busca as bases de Emile Durkheim para explicar como se constroem as ideias da/o sujeita/o sobre o mundo e como ela/e faz para se comunicar. O paradigma de Moscovici vai em direção à explicação das mudanças e inovações sociais, ele afirmava que a representação social é mutável, é dinâmica, é um fenômeno, e não um conceito como afirmava Durkheim. Uma outra diferença era que Durkheim acreditava que os fatos sociais independem das pessoas, e são coercitivos, ou seja, a sociedade obriga o indivíduo a se adaptar às normas já criadas. Moscovici acreditava que a sociedade forma o indivíduo, assim como é formada por ele, a sociedade e o indivíduo estão em mesma posição. A convergência entre os dois teóricos reside no fato de que as pessoas tendem a agir segundo a pressão normativa, e isso talvez explique um preconceito introjetado nas pessoas sobre a sexualidade humana.

Contudo, Moscovici defende que uma representação pode ser mudada quando se compreende seu processo de construção e onde ela está ancorada. Deste modo, as universidades precisam assumir, normativamente, o papel de defensoras dos direitos humanos e diversidade, e para isso, todo corpo docente, discente, técnica/o-administrativa/o deve se envolver, além da comunidade externa. A universidade precisa encarar que é um problema curricular a ausência de conteúdos sobre sexualidade nas ementas das disciplinas obrigatórias do curso, e que não só no mês do Orgulho LGBTQIAP+ essa pauta deve ser evidenciada na academia, mas deve estar presente nos projetos pedagógicos dos cursos e essas/es estudantes devem ser acolhidas/os.

Corrupção: ex-ministro da Educação e pastor ligado a Bolsonaro são presos pela PF

Teria sido pedida propina até em ouro pela liberação de verbas públicas. Esquema envolveria também venda de Bíblias. Pastores alvos são ligados a Bolsonaro
ex-ministro da Milton Ribeiro e o pastor Gilmar Santos foram presos pela Polícia Federal em operação realizada na manhã desta quarta-feira, 22. Eles são investigados por suspeita de tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

São cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços do ex-ministro, de Santos e também do pastor Arilton Moura. Os pastores seriam intermediários na liberação de verbas no MEC, mesmo sem exercerem qualquer cargo no governo, conforme revelou o jornal O Estado de S.Paulo. Gilmar Santos é presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros de Assembleias de Deus no Brasil Cristo para Todos. Arilton é secretário da mesma entidade.

Em áudio, Ribeiro afirmou que priorizava pedidos intermediados pelos pastores, e afirma que a orientação para isso partiu do presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-ministro deixou o cargo em março, em meio às denúncias, apesar de Bolsonaro dizer que não viu “nada de mais” em áudio. Antes do pedido de demissão, Bolsonaro chegou ainda a enfatizar a confiança no ex-auxiliar agora preso: “Boto minha cara no fogo”. Após a demissão, a primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que Milton Ribeiro é honesto. “Estou orando pela vida dele. Eu confio muito nele”, disse na época.

Pela liberação de verbas, os prefeitos denunciam haver pedidos de propina até em ouro, conforme revela áudio. As suspeitas de favorecimento envolvem até a compra de Bíblias, algumas das quais com foto do ministro.

Os pastores organizavam viagens do então ministro com dirigentes do FNDE e articulavam encontros de prefeitos na casa de Ribeiro. Tinham ainda acesso ao próprio presidente Bolsonaro. Constam 45 vezes em que eles entraram no Palácio do Planalto e 127 agendas que cumpriram no MEC e no FNDE.
Fonte: O Povo

Moradores protestam contra falta d’água na Chã de Bebedouro

“A BRK é a responsável” segundo os Moradores do bairro Chã de Bebedouro, que bloquearam, no final da tarde desta terça-feira, 21, os dois sentidos da Avenida Jorge Montenegro de Barros, a principal via que liga o bairro ao Mutange, Fernão Velho e outros bairros da região da parte alta de Maceió. 

Segundo apuração do repórter Júlio César Oliveira, da Rádio Pajuçara FM, os moradores protestam contra o desabastecimento de água na região. O trânsito já começava a ficar lento por volta das 17h e ainda não havia equipes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Maceió (SMTT) e da Polícia Militar no local. 

Redação com TNH1

Governo Bolsonaro reajusta em até 64% valor das bandeiras tarifárias para o ciclo 2022-2023

Maior alta será na bandeira vermelha patamar 1 (63,7%). Amarela vai subir 59,5%, e vermelha patamar 2, 3,2%. Bandeira verde seguirá sem cobrança.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (21) o reajuste nos valores das bandeiras tarifárias (cobrança extra aplicada às contas de luz quando aumenta o custo de produção de energia no país).

Pela proposta aprovada pela agência, a maior alta será no valor da bandeira vermelha patamar 1 (alta de 63,7%). A bandeira amarela vai subir 59,5%, e a vermelha patamar 2 aumentará 3,2%. A bandeira verde seguirá sem cobrança.

Os novos valores entram em vigor em 1º de julho e serão válidos até meados de 2023. São os seguintes:

Bandeira verde: continua sem cobrança adicional;

Bandeira amarela: de R$ 1,874 para R$ 2,989 a cada 100 kWh consumidos (+ 59,5%);

Bandeira vermelha patamar 1: de R$ 3,971 para R$ 6,500 a cada 100 kWh consumidos (+ 63,7%);

Bandeira vermelha patamar 2: de R$ 9,492 para R$ 9,795 a cada 100 kWh consumidos (+3,2%).

Os valores aprovados ficaram acima dos postos em consulta pública. A alteração foi necessária, segundo a Aneel, para inclusão de alguns parâmetros no cálculo dos valores.

A revisão dos valores das bandeiras acontece anualmente, normalmente na metade do ano.

Bandeira verde em vigor

Desde 16 de abril, está em vigor no país a bandeira verde, ou seja, não há cobrança extra aplicada à conta de luz. A Aneel informou que a tendência é que a conta de luz dos consumidores fique com a bandeira verde até o fim do ano, devido à recuperação dos reservatórios das hidrelétricas.

Porém, a cobrança pode voltar a partir de 2023, a depender do custo para produção de energia. A Aneel divulga mensalmente qual a bandeira tarifária em vigor no país.

Sugestões
Durante a consulta pública sobre o tema, parte dos agentes do setor sugeriu criar um novo patamar de bandeira. Porém, a área técnica da Aneel não acatou a sugestão, por entender que o caso precisa ser analisado com parcimônia.

Parte dos agentes também defendeu uma revisão da metodologia de cálculo das bandeiras tarifárias, de modo a refletir melhor os custos do setor. A sugestão não foi acatada para o ciclo 2022-2023, mas os diretores reconheceram que melhorias no cálculo podem ser feitas em futuros ciclos.

Fonte: G1

Juíza que impediu aborto legal de menina grávida após estupro será investigada

A vítima, de 11 anos, está sendo mantida pela justiça de Santa Catarina em um abrigo há mais de um mês para evitar que faça o procedimento

Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) divulgou uma nota, nesta segunda-feira (20), na qual anuncia que a Corregedoria-Geral do órgão instaurou um pedido de análise da conduta da juíza Joana Ribeiro Zimmer.

A magistrada fez uma menina de 11 anos, vítima de estupro, desistir de fazer um aborto legal. A vítima está sendo mantida pela justiça de Santa Catarina em um abrigo há mais de um mês para evitar que faça o procedimento, que é permitido nesses casos.

A mãe levou a menina para um hospital para realizar o aborto, mas a equipe médica se negou pois, segundo eles, o aborto só é permitido até 20 semanas de gravidez. A menina estava com 22 semanas e dois dias.

Código Penal, no entanto, permite o aborto em caso de violência sexual, sem impor qualquer limitação de semanas da gravidez e sem exigir autorização judicial.https://d-34420323613747581814.ampproject.net/2206071918001/frame.html

A Corregedoria-Geral da Justiça, órgão deste Tribunal, já instaurou pedido de providências na esfera administrativa para a devida apuração dos fatos”, diz trecho da nota do TJ-SC.

O tribunal destacou, ainda, que “o processo referido está gravado por segredo de justiça, pois envolve menor de idade, circunstância que impede sua discussão em público”.

A promotora Mirela Dutra Alberton, do Ministério Público de Santa Catarina, ajuizou uma ação cautelar pedindo o acolhimento institucional da menina, onde deveria “permanecer até verificar-se que não se encontra mais em situação de risco [de violência sexual] e possa retornar para a família natural”.

Joana concedeu medida protetiva em que compara a proteção da saúde da menina à do feto

Situação que deve ser avaliada como forma não só de protegê-la, mas de proteger o bebê em gestação, se houver viabilidade de vida extrauterina”, escreve a juíza. “Os riscos são inerentes à uma gestação nesta idade e não há, até o momento, risco de morte materna”, destaca Joana, repetindo a avaliação de um laudo médico do hospital emitido em 5 de maio.

A juíza afirmou, em audiência, que o aborto após esse prazo “seria uma autorização para homicídio” e perguntou se a garota poderia “esperar um pouquinho” antes de abortar.

Fonte: Revista Fórum

Cesta básica ultrapassa valor do salário mínimo em São Paulo

Em maio, a alta dos alimentos que compõe a cesta foi de 1,36% e fez com que ela superasse o valor do mínimo de R$ 1.212

O salário não dá nem para comprar uma cesta básica em São Paulo, aponta pesquisa mensal Núcleo de Inteligência e Pesquisas do Procon-SP em convênio com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De abril para maio, o preço da cesta básico teve alta de 1,36%, saindo de R$ 1.209,71 para R$ 1.226,10, enquanto o salário mínimo de R$ 1.212 se tornou mais uma vez obsoleto pela inflação. De maio do ano passado para maio de 2022, o aumento desse conjunto de produtos foi de 18%, acima dos 11,7% da inflação oficial (IPCA) para o período. Na época, a cesta custava R$ 1.038,45.

Segundo o levantamento, de abril para maio deste ano, os produtos de higiene pessoal tiveram a maior alta, de 1,83%, seguindo pelos alimentos, que subiram em média 1,70% no período. Entre os produtos pesquisas, 27 de 39 apresentaram alta, nove tiveram queda de preço e três permaneceram estáveis.

Fonte: Valor Investe

Bolsonaro usa o ministro da Justiça para ameaçar o TSE

Em ofício, Anderson Torres disse a Edson Fachin que a Polícia Federal poderá ter mecanismo próprio de auditoria das urnas eletrônicas

A impossibilidade de que Jair Bolsonaro, rejeitado por praticamente 60% dos brasileiros, vença as eleições presidenciais de 2022 tem levado o governo federal a escalar o tom das ameaças ao Tribunal Superior Eleitoral. Agora, quem ataca diretamente as eleições de 2022 é o ministro da Justiça, Anderson Torres, segundo informa a colunista Bela Megale, do Globo.

“O Ministério da Justiça enviou um ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira passada, para informar que participará, por intermédio da Polícia Federal, de todas as etapas de fiscalização e auditoria das urnas eletrônicas e de ‘sistemas e programas computacionais eleitorais’. A pasta menciona, inclusive, a possibilidade de desenvolver ‘programas próprios’ para verificação dos equipamentos. A comunicação, de tom incisivo, é inédita e causou estranheza entre alguns membros do tribunal, já que PF é parceira histórica do TSE e já particiona de todas as etapas do processo eleitoral, como testes de segurança de urnas e softwares e demais mecanismos envolvendo o pleito. O documento obtido pela coluna é assinado pelo ministro da Justiça, Anderson Torres, e endereçado ao presidente da corte, Edson Fachin”, escreve a jornalista.

“Informo ainda que a necessidade de participação da PF na fiscalização e auditoria relativas ao emprego da urna eletrônica (sistema eletrônico de votação), inclusive com a possibilidade de desenvolvimento de programas próprios de verificação (art. 15 da Resolução no 23.673/2021), visa resguardar o estado democrático de direito, que exige integridade e autenticidade dos sistemas eleitorais, consagrando, assim, uma eleição escorreita”, escreveu Torres, no ofício de 17 de junho. 

De acordo com as pesquisas eleitorais, a disputa pode ser decidida já em primeiro turno, com vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em primeiro turno. É isso que leva bolsonaristas a agitar cada vez mais a bandeira do golpe de estado, usando as urnas como bode expiatório para a derrota inescapável.

Fonte: Brasil 247

Governo Bolsonaro: Amazônia registra maior devastação em 15 anos

A fire burns along the road to Jacunda National Forest, near the city of Porto Velho in the Vila Nova Samuel region which is part of Brazil's Amazon, Monday, Aug. 26, 2019. The Group of Seven nations on Monday pledged tens of millions of dollars to help Amazon countries fight raging wildfires, even as Brazilian President Jair Bolsonaro accused rich countries of treating the region like a “colony.” (AP Photo/Eraldo Peres)

Nos cinco primeiros meses de 2022, a Amazônia perdeu o equivalente a 2 mil campos de futebol por dia de mata nativa – , foram 3.360 quilômetros quadrados, em comparação a 3.088 do ano anterior. Trata-se da maior devastação da série histórica calculada pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). A entidade utiliza dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), que monitora a Amazônia Legal desde 2008.

O desmatamento nos primeiros meses do ano foi maior do que o registrado em 2021, que já havia representado um salto em relação a 2020. Naquele ano, também segundo o levantamento do Imazon, o indicador foi de 1.740. Ou seja, em dois anos, com a aceleração promovida pelo governo Bolsonaro, o salto da devastação foi de quase 100%. Para efeito de comparação, durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, o recorde foi de 474 quilômetros quadrados em 2016, ano do golpe.

De acordo com o Imazon, o cenário é alarmante, visto que os próximos meses tendem a registrar índices ainda piores. “Maio foi apenas o primeiro mês do período de seca na região, quando as ocorrências de desmatamento costumam se intensificar. Ainda temos mais todo o chamado ‘verão amazônico’ pela frente, que encerra entre setembro e outubro. Além disso, 2022 é um ano eleitoral, outro contexto que está relacionado com o aumento da devastação, pois as fiscalizações tendem a diminuir”, explica o coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon, Carlos Souza Jr.

Escalada no desmatamento na Amazônia. Fonte: Imazon

Justiça por Bruno e Dom

Dos nove estados que compõem a chamada Amazônia Legal, o que mais vem sendo atacado pela devastação promovida pelo atual governo é o Amazonas. “O monitoramento do Imazon detectou 553 quilômetros quadrados de floresta destruídos em solo amazonense, 38% do registrado em toda a região. Isso representou um aumento de 109% em relação ao desmatamento identificado no Amazonas em maio do ano passado (264 km²)”, informa a entidade.

O estado foi justamente palco do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillipsdefensores da floresta.

“O Imazon se soma a todas as pessoas e instituições que manifestam solidariedade às famílias de Dom e Bruno neste momento de extrema tristeza e indignação. Eles foram grandes companheiros na defesa da Amazônia e dos direitos humanos, que serão sempre lembrados com respeito e admiração. Por isso, o Imazon também se une ao movimento que exige justiça por Dom e Bruno. Esse crime precisa ser investigado com empenho e imparcialidade para que todas as pessoas envolvidas sejam identificadas e devidamente punidas. A impunidade não pode prevalecer na Amazônia” afirma.

Fonte: Rede Brasil Atual

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