Milhares vão às ruas dos EUA contra ameaças de Trump na America Latina

Movimentos denunciam mobilizações naval e terrestre ‘flagrantemente ilegais’ dos EUA

Milhares de cidadãos norte-americanos foram às ruas neste sábado (06/12) sob o lema “vamos impedir a guerra antes que ela comece” para rejeitar os planos de agressão imperialista militar de Donald Trump contra a Venezuela.

A mobilização, liderada por uma ampla coalizão de organizações progressistas, denuncia que o governo republicano ”estaria repetindo a criminosa estratégia do passado” ao justificar uma possível intervenção com acusações infundadas sobre tráfico de drogas.

Entre os primeiros grupos a apoiar o protesto estão a Coalizão ANSWER, o Fórum Popular, a Aliança Negra pela Paz, o CODEPINK, o Movimento da Juventude Palestina, o Partido pelo Socialismo e Libertação, os Socialistas Democráticos da América e os Dissidentes. Em um comunicado, os organizadores lembraram que, há 22 anos, os Estados Unidos declararam guerra ao Iraque com base em mentiras e alertaram que a Casa Branca busca replicar essa estratégia contra a Venezuela, com implicações regionais que afetariam todo o Caribe e a América do Sul.

“Trump está contornando inconstitucionalmente uma declaração de guerra do Congresso ou mesmo uma autorização para o uso da força, enquanto o Secretário para Crimes de Guerra, Pete Hegseth, emite ordens flagrantes de ‘matem todos’ e justifica ataques ilegais de ‘tiro duplo’ contra sobreviventes isolados. O mundo inteiro considera tudo isso flagrantemente ilegal e exige paz”, diz a carta.

Segundo os organizadores, cerca de 15.000 soldados norte-americanos foram mobilizados para cercar a Venezuela, além de um grande poderio naval, a um custo superior a um bilhão de dólares. Em resposta a esse posicionamento, a Coalização ANSWER convocou uma mobilização nacional.

“Mas ainda não é tarde para agir! Precisamos impedir essa guerra antes que ela comece. Vamos nos reunir em todo o país neste sábado, 6 de dezembro, para enviar uma mensagem a Trump e ao Congresso: ‘Não à guerra contra a Venezuela!‘”, declararam.

O artigo publicado pelo site norte-americano ANSWER destaca que 70% da população dos EUA se opõe a uma intervenção militar contra a Venezuela. “As pessoas estão percebendo os pretextos absurdos e distorcidos que o governo Trump está oferecendo sobre o narcotráfico, para o qual não apresentou nenhuma prova“, afirma o artigo.

Solidariedade internacional

Enquanto isso, em Havana, Cuba também terá um protesto anti-imperialista neste sábado (06), em frente ao Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), em apoio à Venezuela e contra o destacamento militar dos EUA no Caribe.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, descreveu a situação como “uma ameaça muito séria ao direito internacional e uma escalada da agressão militar e da guerra psicológica contra o povo e o governo venezuelanos, com consequências incalculáveis ​​e imprevisíveis para a paz, a segurança e a estabilidade na América Latina e no Caribe”.

Segundo o site venezuelano teleSUR, ao longo deste sábado, até o momento, atos de repúdio à ameaça de guerra imperialista dos Estados Unidos estão ocorrendo no Chile, México, Porto Rico, República Dominicana, Espanha, Colômbia e País Basco.

Fonte: Ópera Mundi

Decreto durante governo Bolsonaro serviu para armar os bandidos

Arsenal dos bandidos ficou mais forte e mais novo após decretos pró-armas de Bolsonaro

A flexibilização promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no acesso a armas no Brasil alterou o perfil do armamento apreendido pelas polícias no Sudeste e impulsionou a modernização do arsenal dos criminosos, aponta estudo realizado pelo Instituto Sou da Paz.

Intitulado “Arsenal do Crime: Análise do perfil das armas de fogo apreendidas no Sudeste”, o levantamento investigou 255,9 mil apreensões realizadas pelas polícias estaduais e pela Polícia Federal de 2018 a 2023. Os dados foram obtidos por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação).

A quantidade de armas apreendidas sofre queda contínua desde a aprovação do Estatuto do Desarmamento, diz o estudo. Houve reversão em 2023, quando a região registrou 37.994 ocorrências do gênero ante 36.370 do ano anterior.

O ex-presidente está hoje preso na Superintendência da PF em Brasília, condenado no processo da trama golpista.

A flexibilização do acesso a armas no Brasil foi promessa de campanha de Bolsonaro, que historicamente fez críticas ao Estatuto do Desarmamento e alegava que a medida permitia que as famílias se defendessem.

A mudança mais expressiva envolve pistolas 9 mm, cuja compra foi facilitada em norma editada por Bolsonaro em maio de 2019.

Entre todas as apreensões de pistolas na região Sudeste, modelos 9 mm respondiam por 28,5% das ocorrências em 2018, um ano antes da flexibilização, percentual que saltou a 50,5% em 2023. Seu uso até então era restrito às polícias e às Forças Armadas. O presidente Lula (PT) revogou as normas do antecessor ao assumir o Planalto. Na ocasião, o petista chamou as medidas de “criminosos decretos de ampliação do acesso a armas e munições, que tanta insegurança e tanto mal causaram às famílias brasileiras”.

O crescimento redesenha as características do arsenal clandestino, diz a pesquisa. Apreensões de revólveres caíram de 42,2%, em 2018, para 37,6%, em 2023, à medida que as de pistolas foram de 25,1% para 35,9% no mesmo período.

Em São Paulo o padrão se repete. Ocorrências do gênero envolvendo pistolas saíram de 25,6% para 33,4% no primeiro e no último ano, respectivamente, enquanto a apreensão de revólveres caiu de 47,4% para 43,5%.

A participação das armas 9 mm no total de pistolas apreendidas no estado, enquanto isso, escalou de 8,4% para 37,2% no período analisado. Foram 273 apreensões no primeiro ano da série e 1.305 no último.

O levantamento aponta também que as armas apreendidas estão mais novas. Em 2018 houve 170 apreensões de modelos fabricados até dois anos antes da respectiva ocorrência, número que em 2023 chegou a 843 somente em território paulista.

Para o instituto, o aumento “traz um indicativo forte de que armas recém-adquiridas no mercado legal estão migrando rapidamente para o universo criminal”.

Fuzis também entram nessa conta: foram 4.444 apreensões no Sudeste, 910 das quais em São Paulo. O estado vem registrando aumento: os fuzis abrangiam 0,9% das apreensões em 2018 e em 2023 corresponderam a 1,5%.

O número de armas artesanais no geral caiu durante período analisado.

O estudo diz que elas representam parte expressiva dos aparatos com maior poder de fogo, a exemplo do que ocorria em Santa Bárbara d’Oeste — onde uma fábrica clandestina foi fechada pela PF em operação que levou 11 pessoas a serem denunciadas neste ano. Investigações apontam que facções se utilizam desse tipo de fábrica para se armar.

Um dos decretos de Bolsonaro permitiu que CACs (Caçadores, Atiradores Desportivos e Colecionadores) comprassem por ano até 5.000 munições para armas de uso liberado e mil para as de uso restrito, como fuzis ou carabinas, por exemplo. O texto também foi revogado.

“Eram quantidades absurdas, fora de qualquer razoabilidade, o que possibilitou esquemas de ‘laranjas’”, afirma o consultor sênior do Sou da Paz, Bruno Langeani, coordenador da pesquisa sobre o Sudeste.

No ano passado, relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) mostrou que 2.579 pessoas mortas estavam registradas como CACs. Na ocasião, de acordo com o relatório do órgão, 9.387 pessoas com mandados de prisão estavam com o registro ativo para possuir armas. Outros 19.479 tinham processos de execução penal em aberto.

Para Langeani, o levantamento “é um raio-x do mercado criminal” e revela também que as armas ilegais estão mais presentes nas casas dos brasileiros e são usadas tanto por organizações como por cidadãos comuns, em crimes patrimoniais.

Em São Paulo, 31,8% das armas foram apreendidas em ambiente residencial, embora ocorrências em vias públicas sejam as mais frequentes.

O levantamento diz também que “a malha rodoviária é um ponto relevante de apreensões, sugerindo que uma parcela significativa estava em trânsito, inclusive para o Rio de Janeiro ou estados do Nordeste”.

A capital paulista lidera as dez cidades paulistas com mais apreensões em números absolutos, com 14.842 armas capturadas de 2018 a 2023, mas não entra no ranking se considerados índices proporcionais, à frente do qual está Guaratinguetá.

Com 121 mil habitantes e 380 armas apreendidas no período, o município registrou 312,2 armas capturadas a cada cem mil habitantes, maior índice do estado, segundo a pesquisa.

A PM concentra 72% das 68.204 apreensões em São Paulo, percentual bastante superior aos 14,9% que registra a Polícia Civil, diferença que mostra fragilidades na política de segurança, diz Langeani.
“O estado não tem nenhuma delegacia especializada para combater tráfico de armas nem um trabalho de fiscalização específico contra grupos vulneráveis.”

Bolsonaro defendeu armamento da população

Quando assinou os primeiros decretos flexibilizando as regras para armas, logo ao assumir o governo, Bolsonaro afirmou que a medida devolvia à população a vontade de decidir. “Por muito tempo, coube ao Estado determinar quem tinha ou não direito de defender a si mesmo, à sua família e à sua propriedade”, declarou na ocasião.

Mais tarde, afirmou que armar a população poderia evitar golpes de Estado. “Nossa vida tem valor, mas tem algo com muito mais valoroso do que a nossa vida, que é a nossa liberdade. Além das Forças Armadas, defendo o armamento individual para o nosso povo, para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de forma absoluta”, disse.

Na campanha de 2022, por sua vez, reafirmou as declarações e disse que armas garantem segurança às famílias e à soberania nacional. O instrumento, declarou, é “a garantia de que a nossa democracia será preservada”.

Fonte: ICL

Mulheres de diferentes movimentos protestam contra a violência em Maceió

Movimentos populares, feministas, artistas, parlamentares e autoridades marcaram presença nos atos pela vida das mulheres em diversas capitais neste domingo (07/12).

Com faixas e cartazes denunciando a violência de gênero, o movimento convocado nas ruas cobrou o fim da cultura machista e agilidade do sistema de justiça nos casos que tiveram ampla repercussão nos últimos dias.

Em Maceió, o movimento lotou a praia de Sete Coqueiros, na Pajuçara e depois saiu em caminhada. Durante o ato, mulheres interromperam parte do trânsito da Avenida Doutor Antônio Gouveia enquanto entoavam palavras de ordem contra o machismo, o racismo e o feminicídio.

Participaram dezenas de entidades e movimentos sociais. Para Lenilda Lima, representante da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas, “a violência contra a mulher se combate todo dia, mas, hoje é um dia de mobilização e luta contra o feminícidio, o machismo e todo tipo de violência.”

O ORIGINAL

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 07 de Dezembro/ 2025

Nessa semana, mais especificamente no dia 03 de Dezembro foi comemorado o Dia Nacional de Combate a Pirataria, sabemos que a pirataria faz parte do nosso Brasil ja faz muito tempo e combate-lo é uma tarefa gigantesca pelos órgãos fiscalizadores. Brinquedos, combustíveis, bebidas, cigarros, roupas, uma infinidade de produtos e o mais perigoso é a falsificação de opiniões e informações, principalmente nas redes.

Recentemente a Jornalista Mirian Leitão descreveu os números do atual Governo, dados que divergem dos números piratas produzidos por profissionais pagos por grandes conglomerados da desinformação, uma espécie de previsões(opiniões) sobre a inflação, PIB, dólar, bolsa de valores, emprego, etc…
Todos os “dados” apontados pelos “especialistas” foram pirateados, falsificados com antecedência com o intuito de causar pânico nos brasileirinhos que adoram uma perna de pau e um taoa olho. Nesse caso, a Jornalista Mirian apontou que o navio pirata naufragou diante dos dados originais apresentados pelo Governo. Ela percebeu que a verdade está a bombordo.

Outra pirataria que tomou conta das redes nos últimos dias foi a greve dos caminhoneiros. A tal paralisação tinha como pano de fundo a anistia dos golpistas do 08 de Janeiro e contava com infinitos posts de alerta sobre estocagem de comida e combustível, pirataria barata que teve sua bandeira arrancada do mastro por caminhoneiros originais. Nessa greve até o som da buzina era falso! Flopoue os ratos tiveram que abandonar o navio.

Tudo é falsificado, mas uma candidatura foi a primeira vez que eu vi. O Senador Flávio Bolsonaro lançou-se como presidenciavel em 2026 contra o Lula. Flávio (bonito nome) é o mesmo que “falsificava” os chocolates, comprava mansões com falsos serviços advocatícios, o mesmo que era investigado por pagamentos falsos em seu Gabinete na Alerj, Flavio é mestre em copiar tudo que seu pai ja fez, menos usar o auxílio moradia pra “comer” gente, até agora pelo menos. Nem a Bolsa de Valores aguentou o anúncio do presidenciavel, pois no mesmo dia o navio da Faria Lima enfrentou um mar revolto que fez as ações despencarem e o dolar subir, isso aconteceu e é pura verdade!
A candidatura nem partiu e ja encalhou!

Pra finalizar; no meio dessa pirataria toda o Presidente Lula navega, o original, o inimitável, o infalsificavel, o incopiavel, que enfrentará nas próximas eleições diversos Capitães Ganchos, piratas sedentos por poder e por tesouros, mesmo que para isso eles precisem naufragar a vida de milhões de brasuquinhas!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 261

Governo quer ganho mínimo para entregadores de app; empresas resistem

O governo criou um grupo de trabalho para tentar agilizar a regularização dos entregadores por aplicativo e tenta garantir um ganho mínimo para os trabalhadores, mas diz que as empresas apresentam resistência à medida.

O que aconteceu

. A proposta faz parte de uma das três principais frentes do grupo, criado na última quinta (4). Além do ganho mínimo, o governo quer acelerar a implementação de uma garantia de proteção social, semelhante à previdenciária, e aumentar as ferramentas de transparência no algoritmo dos aplicativos, tanto para o cliente como para os trabalhadores.

. A ideia principal —e mais incerta— é ter uma espécie de piso por entrega. Atualmente, o valor repassado por aplicativos como iFood e 99Food varia de acordo com a distância e o horário e não há uma quantia mínima. De olho nas eleições de 2026, o governo Lula (PT) tenta mudar isso.

. “Hoje, [os entregadores] trabalham demais e ganham pouco”, afirmou o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência. “Qualquer aplicativo de delivery ganha pelos restaurantes, que deixam o seu cardápio digital lá, ganha com a entrega e precisa remunerar decentemente esses trabalhadores, que muitas vezes levam comida para nossa casa, com fome, porque o salário não é suficiente para que comam nos restaurantes que eles transportam.”

. A iniciativa se dá em paralelo ao projeto de regularização das categorias que tramita na Câmara dos Deputados. O grupo, com prazo de até 60 dias, será interministerial (com participação de Indústria e Comércio, Secretaria-Geral e Trabalho), com representantes da classe de entregadores, com membros do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e com o presidente e o relator da comissão especial que debate o tema.

. O relatório deve ser apresentado pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) na semana que vem. Boulos diz que já conversou com o parlamentar e que a inclusão dele no grupo fará com que propostas geradas pelo grupo de trabalho sejam incorporadas ao projeto em forma de emendas.

. O grupo deverá durar no máximo 60 dias. “Vamos fazer reuniões com prazo de brevidade para tentar encerrar esse grupo com alguns consensos consolidados, já entre o fim de janeiro e o início de fevereiro —o tempo da retomada do trabalho legislativo, onde o projeto será discutido no plenário da Câmara e depois tende a ir ao Senado”, disse o ministro.

. O ganho mínimo, ele admite, está longe do consenso. O pedido dos trabalhadores, representados pela Anep (Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativos), é uma base de R$ 10, mas nem os parlamentares dizem concordar que isso seja adotado nacionalmente, por causa das diferenças entre as cidades.

. Segundo o governo, as empresas também já se posicionaram contra. “Colocaram os seus limites”, disse Boulos, sobre reuniões feitas nesta semana com ele e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. “Elas não aceitam o piso remuneratório.”

. Este seria um dos motivos para que as companhias não participem do grupo. “O governo já dialogou com elas amplamente. Nós vamos chamar as empresas em reuniões oficiais para dialogar, mas o nosso receio era que, se as envolvesse no grupo de trabalho, elas buscassem ter uma trava [nos debates], e nós temos pouco tempo para poder viabilizar. Esses trabalhadores querem urgência”, afirmou o ministro.

. Os dois outros pontos (proteção social e transparência no algoritmo) estão mais consensuais e já devem ser abraçados no relatório de Coutinho. “Você precisa ter um mínimo de transparência. Há relatos dos próprios entregadores de que, se param para almoçar e deixam o aplicativo desligado, ficam duas, três horas sem receber uma chamada, como punição algorítmica. Como é que isso pode ser admissível em qualquer sociedade de direito?”

. O UOL procurou as principais empresas do setor, mas não teve resposta até a última alteração deste texto. Caso haja manifestação, será atualizado.

Fonte: Uol

Família de pescador colombiano denuncia EUA à CIDH por morte em ataque militar

Parentes acusam governo Trump de execução extrajudicial no Caribe; Colômbia cobra explicações por violação de soberania.

A família do pescador colombiano Alejandro Carranza, morto em 15 de setembro durante um ataque militar dos Estados Unidos no mar do Caribe, apresentou nesta terça-feira (2) uma denúncia formal contra o governo norte-americano à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O caso acusa Washington de execução extrajudicial e violação de direitos fundamentais, em operação autorizada pelo então presidente Donald Trump.

A ação judicial ocorre após uma série de ataques realizados desde setembro, nos quais os EUA afirmam combater o narcotráfico. Segundo organizações de direitos humanos citadas na denúncia, aproximadamente 83 pessoas foram mortas em bombardeios a embarcações no Caribe e no Pacífico, sem identificação prévia dos alvos.

A petição responsabiliza diretamente o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, por ordenar os ataques que atingiram a embarcação de Carranza.

“O secretário Hegseth admitiu que deu tais ordens, apesar de não saber a identidade daqueles que estavam sendo alvo desses bombardeios e assassinatos extrajudiciais”, afirma o documento enviado à CIDH.

A esposa de Carranza e seus quatro filhos denunciam que o pescador não teve qualquer chance de defesa ou investigação prévia, configurando violação grave de direitos humanos.

Governo colombiano cobra explicações

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, classificou o ataque como “assassinato em águas territoriais colombianas”, rejeitando a versão dos EUA de que a embarcação estaria ligada ao tráfico de drogas.

Segundo Petro, o barco estava à deriva, exibindo sinal de socorro devido a falha no motor:

“As autoridades do governo dos EUA cometeram um assassinato e violaram nossa soberania. O pescador Alejandro Carranza não tinha laços com o tráfico de drogas.”

Família rejeita versão de envolvimento com drogas

Parentes descrevem Carranza como um trabalhador do mar, sem antecedentes criminais.
Sua sobrinha, Pérez, declarou à BBC que ele “era um homem amável, alegre e dedicado à pesca”.
A esposa reafirmou à AFP:

“Ele não tinha laços com o tráfico de drogas. Por que tiraram a vida dele assim? Os pescadores têm o direito de viver.”

A família, que vive no vilarejo pesqueiro de Gaira, afirma que Carranza sustentava mais de 20 parentes e que a morte teve impacto devastador sobre a comunidade.

CIDH avaliará caso de possível execução extrajudicial

A denúncia pede que a Comissão investigue o ataque, responsabilize autoridades norte-americanas e recomende medidas reparatórias. O caso também reacende o debate sobre a legalidade das operações militares dos EUA em águas internacionais sob justificativa de combate ao narcotráfico.

Fonte: Fronteira Livre

Aprovação de Lula cresce e chega a 49%, diz Datafolha

Presidente mantém popularidade estável, segundo novo levantamento

Nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (5), aponta que a aprovação ao trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva  subiu para 49%, ante 48% no levantamento anterior. A desaprovação segue em 48%, dentro da margem de erro, indicando estabilidade na avaliação pessoal do presidente.

Gestão mantém quadro estável

Na avaliação do governo, 32% classificam a gestão como ótima ou boa, 30% a consideram regular e 37% a avaliam como ruim ou péssima — índices praticamente idênticos aos registrados em setembro. Os números confirmam a estabilidade apontada pelo Datafolha, mas também mostram que a queda observada no início do ano foi superada, com o governo mantendo um patamar mais confortável.

A pesquisa revela ainda que Lula continua apresentando desempenho acima da média entre idosos, pessoas com menor escolaridade, nordestinos e católicos. Entre trabalhadores que ganham entre dois e cinco salários mínimos, houve leve avanço — associado, segundo o instituto, a medidas recentes como a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.

Mesmo sem grandes oscilações no cenário político recente, Lula mantém aprovação pessoal numericamente superior à reprovação e encerra o período com uma base sólida de apoio em setores importantes do eleitorado.

Fonte: Revista Fórum

Gaza celebra casamento coletivo em meio aos horrores do genocídio

Cerimônia coletiva reuniu 54 casais e foi financiada por uma organização de ajuda humanitária, que também doou dinheiro e suprimentos para que eles pudessem começar suas vidas juntos.

Em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza54 casais participaram de um casamento coletivo, financiado pela organização de ajuda humanitária Al Fares Al Shahim, nesta terça-feira (2).

Centenas de palestinos se reuniram para assistir à cerimônia, em meio à devastação causada pela guerra, que já completa mais de dois anos.

“É uma sensação indescritível. Minha alegria é imensa. Porque, apesar de tudo que aconteceu, vamos começar uma nova vida. Queremos ser felizes e, se Deus quiser, será o fim da guerra”, afirmou um dos noivos, Hikmat Lawwa, de 27 anos.

A iniciativa, apoiada pelos Emirados Árabes Unidos, também deu aos casais dinheiro e suprimentos para começarem suas vidas novas juntos.

Muitos dos noivos eram jovens casais que tiveram que deixar suas casas e se deslocar pelo território. Muitos também perderam pais e outros parentes no conflito.

“Minha alegria não é completa. Minha família não está aqui. Eu queria muito que estivessem. É difícil alguém ser feliz depois de tanta tristeza. Se Deus quiser, nossa vida futura será linda”, emocionou-se Eman Hassan Lawwa, noiva de Hikmat.

Fonte: G1

México anuncia redução da jornada de trabalho e aumento do salário mínimo

O salário mínimo subirá 13%, chegando a 315,04 pesos diários (91,34 reais), equivalentes a 9.582,47 pesos mensais (2.785 reais)

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, anunciou, nesta quarta-feira 3, um aumento de 13% do salário mínimo em 2026, além da redução gradual da jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais até 2030.

Sheinbaum descartou qualquer impacto do reajuste salarial sobre a inflação, que se mantém dentro da meta do Banxico (banco central) de 3% +/- um ponto percentual.

O secretário do Trabalho, Marath Bolaños, garantiu que a redução da jornada trará benefícios para a segunda maior economia da América Latina, que encolheu 0,3% em termos anuais no terceiro trimestre, em meio às ameaças tarifárias do presidente americano, Donald Trump.

O salário mínimo subirá 13%, chegando a 315,04 pesos diários (91,34 reais), equivalentes a 9.582,47 pesos mensais (2.785 reais). Na fronteira norte, o reajuste será menor, mas o mínimo será fixado em 440,87 pesos diários (127 reais).

A jornada será reduzida em duas horas por ano a partir de 2027, após a aprovação das reformas legais pelo Congresso de maioria governista em 2026.

Os acordos foram alcançados “em consenso” entre representantes dos trabalhadores e do patronato, desta… Os acordos foram alcançados “em consenso” entre representantes dos trabalhadores e do patronato, destacou Sheinbaum.

Essas mudanças nas leis trabalhistas se somam a outras recentes, como a que dobrou o período mínimo legal de férias remuneradas de seis para 12 dias e a que concedeu direitos e benefícios a trabalhadores de plataformas digitais.

O México é um dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com mais horas trabalhadas por funcionário no ano, com 2.207, segundo seus dados mais recentes, de 2023.

Fonte: Carta Capital

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