Professores de Maceió aceitam proposta de 10% e encerram greve

Após 36 dias de greve, nesta quarta-feira (17) os/as trabalhadores/as conquistaram uma vitória histórica. A assembleia referendou a nova proposta da gestão municipal de Maceió, que apresentou uma proposta de 10% de reajuste para todos os trabalhadores/as da educação.

Logo no início da assembleia, a presidente Consuelo Correia apresentou a nova proposta de reajuste salarial encaminhada pela SEMED: 10% de reajuste, sendo 6% em agosto e mais 4% em dezembro. A assembleia referendou o que já havia sido autorizada a negociar na última terça-feira (16).

Além do reajuste, a proposta da gestão também garantiu a complementação do piso para professores de ensino médio, a correção do salário base de todas/os que recebem abaixo do salário mínimo, aumento do valor da hora aula e a instalação de uma mesa permanente de negociação para encaminhar os demais itens da pauta de reivindicações.

As trabalhadoras e os trabalhadores que compareceram à assembleia fizeram algumas falas exaltando o sentimento de vitória e união da categoria diante de uma greve histórica. A presidenta Consuelo Correia exaltou a conquista do movimento, mas lembrou que ainda há muito o que fazer mesmo com o final da greve.

“Essa foi uma greve histórica, que ficará marcada para os trabalhadores da educação de Maceió. Saímos da greve com a consciência da nossa força quando estamos unidos. Conquistamos os 10% com muita luta, mas vamos seguir atentos para avançar em outras pautas fundamentais para a categoria. Vencemos uma batalha, mas seguiremos lutando”, disse a presidenta Consuelo Correia.

O Sinteal seguirá na luta pelos trabalhadores e pelas trabalhadoras da educação de Maceió, mantendo o diálogo junto com toda a categoria. Agradecemos todos e todas os/as guerreiros/as da educação nessa luta coletiva, a participação de mães e pais , da diretoras e diretores de escola, e a alegre participação dos estudantes.

Fonte: Sinteal

Relatório da PF acusa Bolsonaro de crime na gestão da pandemia de Covid-19

Em relatório encaminhado para o Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal afirma que o presidente estimulou espectadores a não adotar norma sanitária estipulada pelo próprio governo. Pelo Código Penal, incitação ao crime pode dar até seis meses de prisão.

Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente Jair Bolsonaro cometeu incitação ao crime ao associar a vacina contra a Covid-19 ao risco de desenvolver Aids.

A relação que o presidente fez não corresponde à verdade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outras autoridades de saúde já esclareceram que as vacinas não trazem doenças. Pelo contrário, evitam contaminação.

Bolsonaro fez a associação falaciosa entre vacina da Covid e risco de desenvolver Aids em uma live nas redes sociais no dia 22 de outubro do ano passado.

No relatório enviado ao STF, a PF escreveu que a conduta de Bolsonaro levou os espectadores da live a descumprir normas sanitárias estabelecidas pelo próprio governo. Nesse caso, tomar a vacina.

A delegada Lorena Lima Nascimento, responsável pelo caso, pediu autorização do STF para indiciar Bolsonaro e o ajudante de ordens tenente Mauro Cid , que ajudou o presidente produzir o material divulgado na live.

No Código Penal, incitação ao crime é conduta ilegal que pode dar prisão de três a seis meses.

Bolsonaro citou na live supostos relatórios oficiais do Reino Unido. Para a PF, o presidente “disseminou, de forma livre, voluntária e consciente, informações que não correspondiam ao texto original de sua fonte, provocando potencialmente alarma de perigo inexistente aos espectadores”.

A PF pede ainda que seja autorizada a tomada de depoimento de Bolsonaro.

O passo a passo das fake news

No relatório, os investigadores detalharam o esquema de propagação de informações falsas.

Segundo a PF, o procedimento seguido por Bolsonaro é semelhante ao modelo de distribuição de fake news pelo mundo.

Esse sistema, diz a PF, envolveria as seguintes etapas:

  • Divulgação do conteúdo falso em grande volume e por vários canais da internet, criando uma sensação de grande quantidade de fontes;
  • Distribuição do material de forma rápida, contínua e repetitiva, focada na formação de uma primeira impressão duradoura no receptor, a qual gera familiaridade com a informação e, consequentemente, sua aceitação ;
  • Usar argumento sem compromisso com a verdade e sem consistência do discurso ao longo do tempo.
  • Se uma falsidade ou deturpação for exposta ou não for bem recebida, os propagandistas irão descartá-la e passar para uma nova explicação (embora não necessariamente mais plausível).

Conexão com outro inquérito

A Polícia Federal afirma que pode haver conexão entre o inquérito da falsa associação entre vacina da Covid e risco de pegar Aids com outro que investiga Bolsonaro: o inquérito que apura se o presidente vazou informações sigilosas com o objetivo de distorcer informações e desacreditar as urnas eletrônicas.

Para a PF, a conexão entre os dois casos está no fato de que os procedimentos de Bolsonaro são semelhantes em ambas situações.

“Observa-se que a maneira de agir debatida no INQ 4888 [da vacina] encontra bastante similitude com a ocorrida no INQ 4878 [do vazamento de informações sigilosas], exigindo-se para a validação do discurso (falso ou com fragmentos da verdade) que seja realizada por um influenciador em posição de autoridade perante sua ‘audiência’”, escreveu a delegada.

Os investigadores citam que essa prática só repercute nas mídias sociais e, consequentemente, no mundo físico se referendadas por um ator responsável por originar as ideias ou irradiá-las junto a seus seguidores.

Declaração do presidente

Na transmissão de outubro de 2022, Bolsonaro disse que relatórios oficiais do Reino Unido teriam sugerido que pessoas totalmente vacinadas contra a Covid estariam desenvolvendo Aids (doença causada pelo HIV) “muito mais rápido que o previsto”. A afirmação é falsa, e não há qualquer relatório oficial que faça essa associação.

Na semana seguinte, o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, reafirmou que as vacinas usadas no Brasil são seguras, e que nenhuma delas aumenta a “propensão de ter outras doenças”.

“Nenhuma das vacinas está relacionada à geração de outras doenças. Nenhuma delas está relacionada ao aumento da propensão de ter outras doenças, doenças infectocontagiosas por exemplo. Vamos manter a tradição do nosso povo brasileiro de buscar e aderir ao PNI [Prrograma Nacional de Imunizações]”, afirmou Barra Torres.

Fonte: G1

Assédio sexual: Dez mulheres denunciam juiz do TRT

Marcos Scalercio, juiz substituto do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, é acusado de agarrar mulheres à força dentro do gabinete, além de assediar alunas do cursinho Damásio, onde dá aulas.

Ao menos 10 mulheres denunciaram o juiz do trabalho de São Paulo Marcos Scalercio, que dá aulas no cursinho Damásio de preparação para concursos públicos, por assédio sexual na plataforma da ONG Me Too Brasil, organização sem fins lucrativos que oferece assistência jurídica gratuita a vítimas de violência sexual.

Scalercio é juiz substituto do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região e professor de direito material e processual do trabalho no Damásio Educacional.

Segundo informações do Portal G1, que teve acesso às denúncias, as denunciantes são uma funcionária do TRT, uma advogada, uma estagiária de direito, seis alunas do cursinho Damásio à época, e uma professora de direito. Todas elas pediram anonimato nas denúncias.

Além de relatos, a ONG recebeu das mulheres prints de conversas em aplicativos que comprovariam os assédios, que teriam começado em 2014, mas só começaram a ser discutidas entre as vítimas em 2020. 

Pelado se masturbando

As denúncias mostram uma série de atos de assédio sexual do magistrado relatados pelas vítimas. Além de tentar beijar as mulheres à força em seu gabinete, Scalercio trocava mensagens pedindo fotos das vítimas de calcinha e compartilhando vídeo em que aparece pelado, se masturbando.

As denúncias foram remetidas ao Projeto Justiceiras e a Ouvidoria das Mulheres do Ministério Público, em Brasília. A Ouvidoria acionou depois as autoridades responsáveis para que as denúncias fossem investigadas.

Por meio de advogado, Scalércio informou que não vai se pronunciar no momento. 

Fonte: Revista Fórum

Enquanto o povo está no aperto, salário de ministros do STF passa de R$ 39,6 mil para R$ 46,3 mil

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou na manhã do dia 10/08, em sessão administrativa virtual, maioria de sete ministros para aprovar um reajuste salarial de 18% para os magistrados e servidores da Justiça, incluindo os próprios salários, que servem de teto para toda a administração pública.

Salvo algum pedido de vista (mais tempo de análise), incomum nesse tipo de votação, a proposta tende a ser aprovada no final da sessão administrativa virtual, em que os ministros votam de modo remoto, às 15h.

Se confirmado o percentual, o salário de um ministro do Supremo passaria de R$ 39,6 mil para R$ 46,3 mil. A medida foi aprovada no STF junto com todo o orçamento do Judiciário para 2023, no valor total de R$ 851 milhões.

A quantia é 10,9% maior do que os R$ 767 milhões aprovados no ano passado. O aumento no orçamento do ano que vem é equivalente à inflação de 2021, conforme limite imposto pelo teto constitucional de gastos. A previsão é que esse espaço maior absorva a recomposição salarial.

Pela proposta aprovada, o reajuste tanto de servidores como de magistrados deverá ser feito em quatro parcelas sucessivas e não cumulativas, que deverão ser efetivadas em abril e agosto de 2023 e em janeiro e julho de 2024.

Pelo orçamento em votação, o gasto do Judiciário com o pagamento de pessoal deve ficar em R$ 485,2 milhões. Tradicionalmente, devido à natureza do trabalho jurisdicional, a rubrica costuma ser sempre a de maior impacto.

Uma vez aprovado o orçamento do Judiciário pelo STF, incluindo a proposta de reajuste salarial de 18%, um projeto de lei deve ser encaminhado ao Congresso Nacional, a quem cabe dar a última palavra, em sessão conjunta de Câmara dos Deputados e do Senado, sobre temas orçamentários. É possível que os parlamentares alterem a proposta apresentada.

Reivindicações

O aumento salarial de 18% ficou abaixo do proposto por associações de magistrados e sindicatos de servidores. Para as entidades de classe, o percentual é insuficiente para cobrir as perdas inflacionárias acumuladas desde 2018, quando foi aprovado o reajuste anterior, que foi implementado a partir de janeiro de 2019.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), por exemplo, reivindicava uma recomposição nos salários dos juízes de cerca de 40%, o que se aproxima mais das perdas inflacionárias históricas acumuladas pela categoria, de acordo com a entidade.

Fonte: Brasil 247

Lula lidera em Alagoas com 56% e Bolsonaro tem 31%

Números são da pesquisa Ibrape, divulgada nesta quarta-feira

Pesquisa Ibrape contratada pelo Cada Minuto e divulgada nesta quarta-feira (17) mostra que o ex-presidente Lula (PT) é o amplo favorito dos alagoanos para vencer a eleição presidencial deste ano.

O petista tem 56% das intenções, contra 31% de Jair Bolsonaro (PL).

grafico

Lula lidera com folga

Segundo a pesquisa, enquanto Lula 56%, a soma de todos os seus adversários é de 33%, com isso, Lula segue a tendência nacional de vencer no primeiro turno.

Redação com Brasil 247

Pesquisa Genial/Quaest confirma: Lula vence no primeiro turno

Lula tem 45% das intenções de votos e todos os outros juntos 42%

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral com 12 pontos porcentuais de vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo a rodada mais recente da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 17. Segundo o levantamento, o petista tem 45% das intenções de voto, ante 33% do chefe do Executivo.

Ciro Gomes (PDT) aparece novamente em terceiro lugar, com 6% da preferência. Simone Tebet (MDB) tem 3%. Vera Lúcia (PSTU), Felipe D’Ávila (Novo), Eymael (DC), Sofia Manzano (PCB), Soraya Thronicke (União) e Leonardo Péricles (UP) não pontuaram. 6% dos ouvidos afirmaram que não irão votar e outros 6% não sabem ou não responderam.

Ambos os líderes das pesquisas oscilaram um ponto para cima em relação à rodada de duas semanas atrás, ambos dentro da margem de erro. O petista oscilou de 44% para 45%, enquanto o presidente oscilou dos 32% para 33%. Num possível segundo turno entre os líderes da pesquisa, Lula manteve os 51% da pesquisa anterior e Bolsonaro oscilou um ponto para cima e tem 38%.

A pesquisa quis saber sobre possíveis impactos eleitorais por parte do Auxílio Brasil e da redução do preço dos combustíveis nas intenções de voto. Lula cresceu cinco pontos porcentuais e agora tem 57% dos votos entre quem recebe o Auxílio Brasil; Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo e agora tem 27%.

Apenas 24% dos entrevistados disseram que as chances em votar em Bolsonaro crescem com o aumento do Auxílio Brasil; 31% dos ouvidos dizem o mesmo sobre a redução do ICMS. 62% dizem que as medidas econômicas do governo são para ajudar a reeleição do atual presidente e 33% acreditam que são medidas destinadas a ajudar as pessoas.

A vantagem do presidente em relação ao petista entre os evangélicos segue em crescimento. Há duas semanas, Bolsonaro tinha 48% da preferência desse público e Lula, 29%. Na atual pesquisa, a vantagem é de 52% ante 28%.

Bolsonaro oscilou 14 pontos para cima em relação a duas semanas atrás no Sul do País e agora lidera as pesquisas na região. O chefe do Executivo subiu dos 32% para os 46% em agosto. Lula, por sua vez, perdeu sete pontos e caiu dos 41% para os 34%. É a única região em que o atual presidente tem vantagem sobre o petista. A maior vantagem é no Nordeste (61% ante 21%).

De acordo com o levantamento, Bolsonaro oscilou dois pontos para cima entre as mulheres e agora tem 30% do voto do eleitorado. A campanha do presidente investe em ações para o público para reduzir a desvantagem em relação a Lula. Neste levantamento, o ex-presidente permaneceu com os mesmos 46% em comparação com a pesquisa anterior.

De acordo com o levantamento, o petista vence em todas as faixas etárias e entre os sexos masculino e feminino. Bolsonaro vence entre quem tem ensino superior (41% a 33%) e está tecnicamente empatado entre quem ganha mais de 5 salários mínimos (38% a 34%).

Entre os entrevistados, 65% afirmaram que sua opção de voto é definitiva, enquanto 33% disseram que ainda podem mudar de ideia.

A pesquisa Genial/Quaest consultou dois mil eleitores presencialmente entre os dias 11 e 14 de agosto. A margem de erro prevista é de dois pontos, para mais ou para menos. O registro do levantamento na Justiça Eleitoral é BR-01167/2022.

Fonte: Estadão

Política de Bolsonaro facilita armas ao crime organizado

Com as atuais regras, está cada vez mais fácil membros de quadrilhas e organizações criminosas comprarem armas. Investigação da Polícia Federal mostra que um membro do PCC (Primeiro Comando da Capital) com mais de 16 processos na Justiça – incluindo homicídio qualificado e tráfico de drogas – obteve o certificado de registro de CAC (caçador, atirador e colecionador) e conseguiu comprar legalmente duas carabinas, um fuzil, duas pistolas, uma espingarda e um revólver. O valor total do arsenal comprado pelo criminoso está avaliado em mais de R$ 60 mil.

O armamento foi apreendido pela PF em Uberlândia no dia 14 de julho durante ação que faz parte da Operação Ludíbrio, que investiga tráfico de armas e cigarros. Para obter o documento que dá acesso à compra de armamentos, foi apresentada somente a certidão negativa de antecedentes criminais na 2ª instância, emitida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O Exército, que concede o certificado, não exigiu certidão negativa da Justiça de primeira instância, onde constam os 16 processos do criminoso!

Fonte: O Trabalho

Governo Bolsonaro deixa faltar vacina para crianças de 3 e 4 anos

Rio, Brasília, 11 municípios do Rio Grande do Norte e Itapira (SP) suspenderam a aplicação da primeira dose nesse público por falta de doses da vacina para Covid-19

Um mês após o Ministério da Saúde autorizar a aplicação de CoronaVac em crianças a partir de 3 anos, a pasta ainda não fechou contrato para comprar as vacinas contra a Covid-19 para o público infantil. E, sem imunizantes, ao menos Rio, Brasília, 11 municípios do Rio Grande do Norte e Itapira (SP) suspenderam a aplicação da primeira dose nesse público, indica levantamento do GLOBO. Já na Bahia, só 194 dos 417 municípios — menos da metade — registram aplicação do imunizante na faixa etária. Estados reclamam de falta de doses.

Nesse cenário, a vacinação do grupo ainda não engrenou, passado um mês. Números do LocalizaSUS, do Ministério da Saúde, mostram que 261.611 crianças de 3 e 4 anos receberam a primeira dose até a última sexta-feira no Brasil, das quais 3.168 completaram a vacinação com a segunda dose. O número de crianças que iniciaram a imunização representa apenas 4,67% da população estimada.

A falta de doses está espalhada. Os estados Espírito Santo e Pernambuco remanejaram doses de CoronaVac entre os municípios para imunizar a faixa etária e não interromper a aplicação. Ceará, por sua vez, disse que distribuiu apenas 10% dos imunizantes necessários para o grupo. Já o Maranhão informou que está com estoque insuficiente e pediu 400 mil doses à pasta. Das 27 unidades federativas consultadas pela reportagem, só Pará e Roraima responderam que dispõem de vacinas suficientes para atender a demanda.

Ao GLOBO, o Ministério da Saúde informou em nota que ainda “está em tratativas para aquisição do imunizante com maior celeridade, de acordo com a disponibilidade de entrega das doses pelos fornecedores”, sem informar detalhes. E, mesmo sem ter efetivado a compra, a pasta prevê receber os imunizantes a partir de setembro, mas não divulgou sequer a quantidade de doses a serem adquiridas.

A Saúde liberou a vacinação deste grupo em 15 de julho. No dia 25, o titular da pasta, Marcelo Queiroga, anunciou que o ministério iria adquirir as doses necessárias por meio do consórcio global Covax Facility, gerenciado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A pasta, assim, preteriu o Instituto Butantan, que fabrica os imunizantes no Brasil e já se preparou para atender a esta faixa etária.

  • – O ministério deu uma resposta evasiva sobre o Covax Facility, mas sabemos que o consórcio não tem vacinas para oferecer na quantidade necessária para as crianças brasileiras. Nós temos o Butantan, mas o ministério não se mexe — afirma o vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e sanitarista da Fiocruz Brasília, Claudio Maierovitch.

Fabricante da CoronaVac no Brasil, o Instituto Butantan informou que poderia entregar vacinas à pasta para as crianças a partir do próximo mês. Ainda não há, porém, pedidos ou negociações em andamento.O Butantan importou o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), insumo essencial para produzir o imunizante, a fim de atender toda a faixa etária: como há cerca de 5,6 milhões de crianças de 3 e 4 anos no Brasil, seriam necessárias cerca de 11 milhões de doses, pois o ciclo contempla duas aplicações no intervalo de 28 dias.

“O Butantan dialoga constantemente com o Ministério da Saúde e aguarda posicionamento oficial da pasta sobre as ofertas da vacina CoronaVac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI)”, diz em nota.

Dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), mostram que 4.415 crianças foram internadas por Covid-19 no Brasil, das quais 136 morreram de 26 de fevereiro de 2020 — data do primeiro caso registrado no país — a 31 de julho deste ano. As estatísticas, que são as mais recentes disponíveis, foram extraídas pela Rede Análise Covid-19.

Inação do governo

No estudo “Government Inaction on COVID-19 Vaccines contributes to the Persistence of Childism in Brazil”, publicado na The Lancet, pesquisadores brasileiros criticam que a inação do governo federal no vacinação contra a Covid-19 tem afetado especialmente as crianças.

— O país está patinando na ampliação da vacinação em crianças. Não há realização, de fato, de campanhas de vacinação que mobilizam a sociedade. É algo inadmissível — diz a epidemiologista da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Alexandra Boing, uma das autoras do trabalho.

Maierovitch, da Abrasco, vê o governo ainda resistente à vacinação infantil, que foi explicitada quando o presidente Jair Bolsonaro defendeu divulgar os nomes dos diretores da Anvisa que permitiram a imunização do grupo:

— O que mudou é a aparência: acho que o governo achou arriscado fazer declarações tão enfáticas quanto naquela época no período eleitoral, pois isso poderia roubar votos.

Fonte: O Globo

Motoristas de aplicativos protestam na avenida Fernandes Lima

Ocorreu hoje de manhã, 16/08, um protesto de motoristas de aplicativos na avenida Fernandes Lima, no trecho próximo ao Cepa. O protesto é contra a violência e assassinatos de motoristas.

Os manifestantes fecharam a avenida provocando um enorme engarramento.

O protesto foi uma resposta ao assassinato de Amanda Pereira dos Santos, 27 anos, que foi morta depois de aceitar uma corrida de Rio Largo para Marechal Deodoro.

Segundo um motorista da Uber, que não quis se identificar, a “categoria está com medo de trabalhar, pois não sente segura”.

Os trabalhadores solicitam às empresas e à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) medidas efetivas que garantam as condições de trabalho com segurança.

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