Justiça ordena fim de “regalias” a Bolsonaro na prisão

União recebeu um prazo de 48 horas, determinado pela Justiça Federal de Minas Gerais, para suspender a disponibilização de servidores, carros oficiais, motoristas e assessores ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período de sua prisão.

A ordem judicial foi proferida na última segunda-feira (10), e atende a um pedido formulado pelo vereador Pedro Rousseff (PT), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff.

Sobrinho de Dilma foi quem solicitou a decisão que cessa benefícios a Jair Bolsonaro

Como citamos anteriormente, a decisão atendeu a um pedido do vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT), sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff, que na ação alegou que os gastos com a equipe do ex-presidente ultrapassaram R$ 521 mil apenas no primeiro semestre de 2024.

Segundo Rousseff, os “dispêndios totais já ultrapassariam R$ 4 milhões” desde 2023. Dados oficiais da Presidência da República, citados na decisão, apontam que Bolsonaro custou R$ 994.592,11 ao órgão entre janeiro e novembro deste ano, com destaque para gratificações a servidores (R$ 657.368,21) e passagens aéreas (R$ 243.284,03).

O magistrado acatou o argumento do autor de que o benefício, que inclui oito servidores, seis para segurança e apoio pessoal e dois carros oficiais com motoristas, “perde a sua razão de ser” no contexto da prisão.

Em sua fundamentação, o juiz federal substituto Pedro Pereira Pimenta, da 8ª Vara Federal Civil, explicou que a estrutura é concebida “para um contexto de circulação em liberdade no espaço público, não para a realidade de custódia em regime fechado”, alegando que o próprio sistema prisional já garante a segurança do ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão.

Fonte: MSN

SÉRGIO MORO PODE ESPERAR, QUE A TUA HORA VAI CHEGAR

Paulo Memória – Jornalista e cineastra

A Lava Jato vai sendo, finalmente, desvendada e desmontada em definitivo, mesmo que tardiamente, para que seja desnudada e revelada perante toda a sociedade brasileira, o que de fato representou esta malfadada operação comandada pelo então juiz Sérgio Moro. Estamos falando de um projeto mafioso que intimidou o poder constituído em todos os âmbitos institucionais brasileiros: do legislativo aos grandes veículos de comunicação, das forças armadas ao Supremo Tribunal Federal. Tempos áureos do lavajatismo, nos quais um insignificante juiz de primeira instância casava e batizava no cenário político nacional, em parceria com um ministério público corrupto e colaborativo na desconstrução da democracia em nosso país.

Ninguém ousava desafiar o medíocre juiz, que praticamente criou uma república paralela, que chamo no meu documentário sobre a prisão ilegal de Lula, intitulado Uma Ideia Não se Prende (disponível no Youtube), de “República de Curitiba”. Fui fazer este documentário na capital Paranaense em maio de 2018, no qual já denunciava todas as arbitrariedades e práticas criminosas cometidas contra a constituição Federal, por uma verdadeira quadrilha que operava a partir da 13a Vara Federal daquela cidade, em conluio com os promotores e procuradores da “força tarefa” do MP curitibano, então sob a liderança do cúmplice de crimes de Moro na Lava Jato, promotor Deltan Dallagnol, de triste memória.

Na verdade, desde quando Sérgio Moro, também conhecido como o “Marreco de Maringá”, começou a ascender no cenário político nacional, lá pelos idos de 2013, sempre fiz postagens nas minhas redes sociais (Facebook naquela época), denunciando suas grotescas falcatruas judiciais e apontando aquilo que logo percebi de cara: sua evidente tendência de extrema direita e uma óbvia deficiência intelectual. Suas colocações rasas e despachos chinfrins me chamaram muita atenção, já naquele período em que começou a gestação do lavajatismo em nível nacional.

Toda a “narrativa” criada naqueles momentos iniciais da fraudulenta operação Lava Jato, já indicavam que algo muito errado e estranho estava ocorrendo, tanto pela leniência do próprio poder judiciário em relação aos desmando que já eram cometidos por Moro, como pela forma entusiasta e a excessiva atenção que os grandes órgãos de imprensa dispensavam àquele limitadíssimo juiz, alçando-o, aos poucos, a condição de paladino da moralidade perante a opinião pública. Com o passar do tempo e o desenrolar da operação liderada por Moro, foi ficando óbvio que a Lava Jato se tratava de uma iniciativa de desestabilização do nosso Estado Democrático de Direito, conquistado a duras penas, numa grande luta que durou mais de 21 anos, para derrubar o regime totalitário que havia se instalado no poder a partir do Golpe Militar de 64.

Há uma década que venho repetindo uma frase, como uma espécie de mantra, na qual sempre afirmei que: “ô Sérgio Moro, pode esperar, a tua hora vai chegar”. Ao que tudo indica, a Polícia Federal começa a abrir a caixa de pandora guardada por Moro nas mofadas gavetas da 13a Vara de Curitiba, desbaratando a a “metodologia” fascista e truculenta como agia este incompetente e semialfabetizado, hoje senador da república, que incrivelmente conseguiu passar em um concurso para juiz, sem noções básicas vernaculares da língua portuguesa.

Os métodos “moristas” consistiam em ameaças aos empresários presos de que, se não incriminassem o réu Luís Inácio Lula da Silva nas delações premiadas, não teriam a flexibilização das penas transformadas em prisões domiciliares. Outro expediente muito utilizado pelo Juíz Moro eram as ações combinadas com ministério público nas operações midiáticas para desmoralizar e prender o líder petista. Além dessas estratégias delituosas, agora tomamos conhecimento também das chantagens feitas contra os desembargadores do TRF-4, para manterem a condenação de Lula nesta instância, em razão de vídeos que chegaram as mãos do chefe da Lava Jato, de uma festa que ficou pejorativamente conhecida como a “Festa da Cueca”, onde aqueles nobres “juristas” do TRF-4 foram gravados e pegos, literalmente, com as cuecas nas mãos, em uma picante solenidade com garotas de programa. Vídeo este negado por Moro e que a Polícia Federal, cumprindo mandado autorizado pelo STF, encontrou recentemente na sala que pertencia ao desonesto juiz.

Relatórios do CNJ – Conselho Nacional de Justiça, apontam ainda para uma série de irregularidades nesta operação que quebrou centenas de empresas brasileiras, com o objetivo de desviar R$ 2.5 bilhões, para uma tal fundação Lava Jato, que seria gerida por integrantes da própria força tarefa de Curitiba, cujos maiores beneficiados seriam, precisamente, Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e a juíza substituta de Moro (que renunciou a magistratura para assumir o ministério da justiça do desgoverno Bolsonaro), Gabriela Hardt, que pelo tom que as investigações estão tomando, terá sérios problemas daqui para frente. Falta pouco, muito pouco, para que o meu mantra se confirme: “Ô Sérgio Moro, pode esperar, que a tua hora vai chegar”. A Papuda deverá ser mesmo o futuro para o “juiz ladrão”, como o definiu o Deputado Glauber Braga, acusação esta nunca contestada pelo chefe da ocrim Lava Jato.

Israel destina US$ 843 milhões para expandir assentamentos ilegais na Cisjordânia

O ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, destinou 2,7 bilhões de shekels (cerca de US$ 843 milhões) para os próximos cinco anos para expandir a atividade de assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada, no que a mídia local descreveu como uma forma de “anexação de fato”.

O jornal Yedioth Ahronoth noticiou na segunda-feira que os fundos, destinados à construção de novos assentamentos, abertura de vias de acesso, reforço da segurança e regularização do cadastro fundiário, representam uma alocação sem precedentes.

Um componente central do plano inclui a realocação de três bases do exército israelense para áreas do norte da Cisjordânia, o que o jornal classificou como um passo importante.

“Bilhões de shekels serão destinados a remodelar os assentamentos”, afirmou o jornal, observando que o orçamento cobre a transferência de bases militares, o desenvolvimento de infraestrutura para dezenas de novos assentamentos, vias de acesso e a expansão dos sistemas de defesa.

A publicação afirmou que o pacote quinquenal visa “todos os elementos que fortalecem a governança israelense” na Cisjordânia e, na prática, constitui uma anexação.

De acordo com o plano, Israel estabelecerá “núcleos de absorção” – áreas com 20 casas móveis cada – permitindo que colonos ilegais se instalem e formem novos núcleos de assentamentos.

O governo também transferirá 300 milhões de shekels (US$ 93,4 milhões) para todos os novos assentamentos, incluindo 160 milhões de shekels (US$ 49,8 milhões) em subsídios para estabelecimento e 140 milhões de shekels (US$ 43,6 milhões) para organização e atividades operacionais.

Os assentamentos existentes receberão 434 milhões de shekels (US$ 135 milhões) para melhorias na infraestrutura, e outros 300 milhões de shekels (US$ 93,4 milhões) serão destinados aos conselhos regionais e locais de colonos.

Anexação de fato

Uma das medidas mais significativas do plano, segundo o jornal, é a alocação de 225 milhões de shekels (US$ 70 milhões) para a criação de uma unidade de registro de terras.

As compras na Cisjordânia eram registradas na Administração Civil Israelense, e não no registro oficial de terras de Israel. De acordo com o novo plano, todos os registros de terras serão mapeados e transferidos para um registro específico da Cisjordânia.

A nova unidade empregará 41 funcionários e tem como objetivo formalizar cerca de 60.000 dunams até 2030.

O plano também destina 140 milhões de shekels (US$ 43,6 milhões) para a abertura de estradas de acesso, principalmente para atender às necessidades do exército israelense, e 150 milhões de shekels (US$ 46,6 milhões) ao longo de três anos para a modernização de ônibus escolares blindados na Cisjordânia.

O jornal Yedioth Ahronoth informou que o Ministro da Defesa, Israel Katz, deverá alocar fundos adicionais para a segurança dos assentamentos, incluindo “cercas inteligentes, instalações para equipamentos, câmeras e outros sistemas”.

O plano “remodela a abordagem de Israel na Cisjordânia, criando uma realidade que um futuro governo terá dificuldades para reverter”, afirmou o Yedioth Ahronoth.

Smotrich declarou na segunda-feira, na rede social americana X, que “Judeia e Samaria (Cisjordânia) são o cinturão de segurança de Israel”.

O ministro extremista afirmou ter orgulho de liderar uma “revolução que anula a ideia de dividir a terra e estabelecer um Estado terrorista, fortalecendo a segurança de Israel”.

Smotrich prometeu repetidamente bloquear a criação de um Estado palestino e já defendeu que Israel anexe cerca de 82% da Cisjordânia.

O grupo israelense anti-assentamentos Paz Agora estima que cerca de 500 mil colonos ilegais vivam em assentamentos na Cisjordânia e outros 250 mil em assentamentos em Jerusalém Oriental.

Em uma decisão histórica em julho do ano passado, a Corte Internacional de Justiça declarou ilegal a ocupação israelense do território palestino e exigiu a evacuação de todos os assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

Fonte: Monitor do Oriente

Câmara aprova projeto que reduz penas dos condenados pelo 8 de janeiro

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê a redução de penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado, como o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta foi aprovada em plenário por 291 votos a 148 e será enviada ao Senado.

O texto aprovado na madrugada desta quarta-feira (10) é um substitutivo do relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), ao Projeto de Lei 2162/23, do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e outros.

O substitutivo determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O texto original previa anistia a todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e dos acusados dos quatro grupos relacionados à tentativa de golpe de Estado julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mas esse artigo foi retirado do projeto.

Grupo principal

Se virar lei, a nova forma de soma de penas deve beneficiar todos os condenados da tentativa de golpe de Estado, como aqueles do grupo principal:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;

Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;

Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; e

Alexandre Ramagem, deputado federal.

Esse grupo foi condenado a penas que variam de 16 a 24 anos em regime fechado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em caráter definitivo, em 25 de novembro deste ano. Outras penas de detenção devem ser cumpridas depois daquelas de reclusão.

Como a lei pode retroagir para beneficiar o réu, a nova regra implicaria revisão do total para esses dois crimes, prevalecendo a pena maior (4 a 12 anos) por tentativa de golpe de Estado. Agravantes e atenuantes ainda serão aplicáveis sobre o cálculo.

Parlamentares da oposição preveem, para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que o total da redução pode levar ao cumprimento de 2 anos e 4 meses em regime fechado em vez dos 7 anos e 8 meses pelo cálculo atual da vara de execução penal.

A conta final, no entanto, cabe ao Supremo definir e pode depender de ser validado o uso de trabalho e estudo em regime domiciliar para diminuição dos dias de prisão.

Progressão

A diferença também é influenciada pela mudança nas regras de progressão de regime fechado para semiaberto feita pelo relator.

Atualmente, exceto para condenados por crimes hediondos, o réu primário obtém progressão de pena se cumprir 16% dela em regime fechado, mas o crime não pode ter sido cometido com violência à pessoa ou grave ameaça.

Como os crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático são tipificados com a característica de “violência ou grave ameaça”, Paulinho da Força muda o texto da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84) para fazer valer os 16% de regime fechado para crimes com ou sem violência ou grave ameaça.

Sem a mudança, a progressão ocorreria apenas com o cumprimento de 25% da pena pelo réu primário. Para os reincidentes, o índice de cumprimento no regime fechado passa de 30% para 20%.

Esses 25% valerão apenas para o réu primário condenado por crimes contra a vida (título I do Código Penal) e contra o patrimônio (título II do Código Penal) praticados com violência ou grave ameaça.

Já a reincidência, na mesma situação de crimes contra a vida ou o patrimônio, continua implicando cumprimento de 30% da pena para a progressão.

Outros crimes

A referência, no Código Penal, a crimes praticados com “grave ameaça” envolve vários não pertencentes aos títulos I e II, como o de afastamento de licitante (reclusão de 3 a 5 anos), constante do título XI.

No título VI estão tipificados crimes contra a liberdade sexual para os quais há agravantes relacionados a essa grave ameaça, como favorecimento da prostituição (reclusão de 4 a 10 anos) e rufianismo (reclusão de 2 a 8 anos), cujas progressões seriam também afetadas pela redação proposta, já que a referência à violência contra a pessoa ou grave ameaça, para efeitos de progressão de regime, é substituída pela referência apenas aos títulos I (crimes contra a vida, como homicídio) e II (crimes contra o patrimônio, como roubo).

Assim, esses crimes citados contarão com menor tempo para progressão de regime, pois não são enquadrados como hediondos, com exigência maior para alcançar o semiaberto, nem constam dos títulos I ou II do Código Penal.

Prisão domiciliar

O relator propõe ainda que a realização de estudo ou trabalho para reduzir a pena, como permitido atualmente no regime fechado, possa valer no caso da prisão em regime domiciliar.

Sobre esse tema, principalmente o Superior Tribunal de Justiça (STJ) produziu jurisprudência permitindo essa prática, contanto que comprovada e que possa ser fiscalizada.

Multidão

Para os crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e de tentativa de golpe de Estado, quando praticados em contexto de multidão, como o caso dos participantes dos atos de 8 de janeiro de 2023 nas sedes dos três Poderes, em Brasília, o texto reduz a pena de um terço a dois terços, desde que o agente não tenha financiado o ato ou exercido papel de liderança.

Destaques rejeitados

O plenário rejeitou todos os destaques apresentados pelo PSB e pelas federações PSOL-Rede e PT-PCdoB-PV na tentativa de mudar trechos do texto.

Confira os destaques votados e rejeitados

Destaque do PSB pretendia excluir todas as mudanças no sistema de progressão de penas

Destaque da Federação PSOL-Rede pretendia manter o cumprimento mínimo de 25% da pena de reclusão pelo réu primário condenado por qualquer crime com o exercício de violência ou grave ameaça, como os relacionados à tentativa de golpe de Estado

Destaque da Federação PT-PCdoB-PV tinha o mesmo objetivo, com outra exclusão semelhante de parte do texto

Destaque da Federação PT-PCdoB-PV pretendia excluir a possibilidade de diminuição de pena com estudo ou trabalho realizado em prisão domiciliar

Destaque da Federação PT-PCdoB-PV pretendia retirar trecho que determina o uso apenas da maior pena dos crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição do Estado Democrático de Direito;

Destaque da Federação PT-PCdoB-PV pretendia excluir trecho que prevê redução de um terço a dois terços da pena por esses crimes se praticados no contexto de multidão, como os atos de 8 de janeiro de 2023.

Fonte: Agência Brasil

Motta censura imprensa e manda polícia atacar Glauber Braga

Deputado Glauber Braga é retirado da Câmara durante protesto contra sua cassação, enquanto a imprensa é censurada e o sinal da TV Câmara é cortado.

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força, da cadeira do presidente da Câmara, durante um protesto do parlamentar contra a cassação agendada para esta quarta-feira. A imprensa foi expulsa do Plenário e o sinal da TV Câmara, retirado do ar. Braga ocupou a Mesa Diretora na tarde desta terça e se recusou a deixar o espaço. Após Glauber Braga dizer que não sairia da cadeira, os policiais legislativos da Câmara começaram a esvaziar o Plenário. O corte na transmissão da emissora pública ocorreu às 17h34, mesmo horário em que a imprensa começou a ser retirada do plenário e impedida de acompanhar a movimentação.

Questionada sobre a censura à imprensa, a assessoria de Hugo Motta disse que a retirada foi realizada em razão de um protocolo e não por ordem do presidente da Câmara. A assessoria não informou que protocolo foi acionado e como os procedimentos para situações como esta foram definidos.

Sequestro

— Eu quero me solidarizar com a imprensa também que foi agredida e que teve o seu trabalho cerceado. Eu estou aqui há bastante tempo, há algum tempo pelo menos. Até hoje não tinha ouvido falar de cortarem o sinal da TV Câmara para que as pessoas não acompanhassem o que estava acontecendo dentro do plenário. A única coisa que eu pedi ao presidente da Câmara, Hugo Motta, foi que ele tivesse 1% do tratamento para comigo que teve com aqueles que sequestraram a mesa diretora da Câmara por 48 horas por dois dias em associação com um deputado que está nos Estados Unidos conspirando contra o nosso país — afirmou Braga aos jornalistas, já fora do Plenário.

Nesta terça, Hugo Motta anunciou que os deputados devem analisar uma possível cassação de mandato de Glauber, acusado de agressão a um manifestante na Câmara.

Fonte: Correio do Brasil

Estado sionista de Israel quer tornar a Cisjordânia inabitável para anexá-la

Mohammad Mustafa, o primeiro-ministro da Palestina, em entrevista para o Financial Times, acusou o governo de apartheid de Israel de tentar tornar insustentável a vida de palestinos nos territórios ocupados na Cisjordânia com o objetivo de expulsá-los.

O primeiro-ministro palestino, disse que o governo de Benjamin Netanyahu tem como “objetivo final fazer as pessoas saírem e facilitar a continuidade do programa de anexação gradual, dia após dia”.

“Há um reconhecimento crescente de que o objetivo do governo israelense é tornar as coisas inviváveis”, disse Mustafa. “Mesmo que você não os coloque nos ônibus e os leve até a ponte na fronteira com a Jordânia, eles achavam que as pessoas se voluntariariam para sair porque as coisas estão muito difíceis.”

Desde o começo do genocídio na Faixa de Gaza, depois do ataque de 7 de outubro de 2023, o governo de Israel aumentou a pressão contra os palestinos que vivem na Cisjordânia através do aumento da violência por parte de colonos israelenses extremistas, que sob a proteção das autoridades israelenses, realizam ataques contra a população palestina que vivem nos territórios ocupados.

Os eventos na Cisjordânia mostram que a retaliação genocida israelense usou o ataque de 7 de outubro pela Resistência Palestina como pretexto para a aniquilação da população de Gaza. E, para agravarr o quadro, aproveitou a atenção que o genocídio levava o mundo a observar o dia a dia do massacre em Gaza para atacar com violência crescente os paletinos na Cisjordânia, em uma unidade macabra de governo, polícia, exército e assaltantes de terra, os ditos colonos judeus para usurpar bens, terras, incendiar casas e carros, destruir currais e atacar palestinos que colhiam azentonas.

A expansão dos assentamento ilegais de colonos, ocupa território a cada dia com a intenção de dividir a Cisjordânia e tornando inviável uma Paletina livre da ocpação e de estabelecer um território continuado do seu Estado.

A imposição de restrições e barreiras contra a população nativa daquela terra, com o objetivo de restringir ao máximo o fluxo de movimento de palestinos na região.

O aumento do investimento para a criação de mais assentamentos já é o maior em anos e é considerado ilegal pelas leis internacionais. Um membro do governo de Israel, Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Netanyahu, é um colono de Israel de extrema direita que já expressou várias vezes pela total anexação da Cisjordânia.

“As coisas estão tão ruins, eles estão brincando com material explosivo, algo pode dar muito, muito errado a qualquer momento”, disse Mustafa.

Israel está também fazendo pressão financeira contra a Cisjordânia retendo US$ 3,6 bilhões em receita alfandegária devida à Autoridade Palestina, deixando o governo palestino a pagar somente 60% dos salários do serviço público. Com dívidas em atraso, mais de US$ 14,9 bilhões, incluindo US$ 1,7 bilhão com o setor privado, eles estão gastando mais de um terço de sua receita com dívidas.

Fonte: Hora do Povo

Sergio Moro é escanteado pelo PP do Paraná para eleição de 2026

Deliberação sobre Moro foi unânime e o presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que não irá interferir

O diretório estadual do PP (Progressistas) no Paraná decidiu nesta segunda-feira (8) que não irá homologar a candidatura do senador Sergio Moro (União Brasil) para o governo do Paraná em 2026.

A deliberação foi unânime e o presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que não irá interferir. A posição no Paraná gera um impasse com o partido de Moro, o União Brasil. No plano nacional, PP e União Brasil já foram ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedir a aprovação de uma federação, a União Progressista.

“Havia uma expectativa que pudéssemos nos entender com o União Brasil aqui no Paraná, mas isso não ocorreu ao longo destes sete meses, desde que a federação foi anunciada. Ele [Moro] teve oportunidade de conversar com todos e não conseguiu adesão aqui nas fileiras do Progressistas. É o resultado de meses de diálogo. Mas infelizmente o diálogo não prosperou”, disse o deputado federal Ricardo Barros (PP) em entrevista.

No Paraná, o PP integra a base de apoio ao governador Ratinho Junior, do PSD, que deve lançar um nome próprio para o governo estadual no ano que vem.

“Para encaminhar o registro de chapa, é preciso a assinatura do presidente Ciro Nogueira e do presidente Antonio Rueda, e, no momento, a nossa federação não tem consenso para registrar uma chapa majoritária”, disse Barros.

Para a disputa na proporcional, o PP paranaense quer ao menos reeleger a atual bancada, formada por 5 deputados federais e 7 deputados estaduais.

O deputado ainda sugeriu que Moro deve procurar outra legenda, caso mantenha os planos de candidatura ao Palácio Iguaçu.

“Eu penso que o senador Sergio Moro será candidato de qualquer forma. Ele está no meio do mandato como senador. Vai concorrer de qualquer maneira e vai procurar um partido que lhe garanta a legenda.

Aqui na federação, ele não terá condição de registrar sua candidatura por conta da decisão do diretório estadual do Paraná, que será apoiada pelo senador Ciro, como ele afirmou”, continuou Barros.

Candidatura de Sergio Moro

Questionado se a decisão do Paraná traz risco à federação, Ciro Nogueira afirmou que “espero que não”. “Minha relação com o presidente Rueda é a melhor possível. É uma situação que vamos ter que enfrentar com muito diálogo. Colocando os interesses nacionais acima de qualquer coisa”, disse ele.

Ele repetiu que vai respeitar a decisão local do partido. “Senador Moro é um grande nome, está liderando as pesquisas, mas jamais ficarei contra a decisão do diretório do Paraná”, disse Nogueira. “Eu costumo dizer que o Ricardo comanda o partido comigo a nível nacional, imagina no Paraná”, continuou Ciro.

Fonte: ICL

Tarcísio de Freitas declara aberta perseguição ao magistério em São Paulo

Diretores de escolas em SP poderão vetar professores por “perfil”

O governo de São Paulo mudou as regras de atribuição de aulas da rede estadual e passou a permitir que diretores de escolas vetem professores com base em avaliação de “perfil”. A medida entra em vigor a partir de 2026 e vale para docentes classificados nos níveis “amarelo” ou “vermelho”, considerados abaixo do ideal na avaliação de desempenho.

Em vídeo enviado a diretores, o secretário estadual da Educação, Renato Feder, explicou que os professores nessas faixas poderão ser indicados para transferência. Já os docentes classificados como “verdes” permanecerão nas escolas onde atuam e não poderão ser realocados.

PUBLICIDADE

De acordo com o novo procedimento, as Unidades Regionais de Ensino (UREs) realizarão entrevistas com os professores indicados para mudança. Após a entrevista, os profissionais receberão uma pontuação. Os diretores terão acesso ao sistema para assistir às entrevistas, consultar as notas e decidir se aceitam ou não o professor em sua unidade.

Caso o diretor indique que não deseja determinado professor em sua escola, o docente ficará impedido de escolher aquela unidade no processo de atribuição de aulas. Antes da mudança, a escolha das escolas era feita prioritariamente pelos professores, com base em critérios como tempo de serviço, formação acadêmica e número de faltas.

https://youtube.com/watch?v=5Fq5juAl4OM%3Ffeature%3Doembed

A medida foi criticada pelo Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), que afirmou que a mudança “aumenta o poder discricionário dos diretores” e submete os docentes a critérios considerados “altamente subjetivos”. A entidade informou que avalia medidas judiciais contra a nova regra.

Em nota, a Secretaria da Educação afirmou que a iniciativa busca “aperfeiçoar o processo de alocação de docentes” e ampliar a participação dos diretores na escolha dos profissionais. A pasta declarou ainda que, caso o professor não tenha o perfil validado pela direção, a URE fará a redistribuição do profissional para outras unidades com vagas disponíveis.

fonte: DCM

Dino vê “quadro generalizado de ilegalidades” em emendas PIX e manda PF investigar

Ministro do STF envia à PF relatório da CGU que aponta falhas de transparência e rastreabilidade nas emendas PIX

As falhas de transparência e rastreabilidade nas chamadas emendas PIX continuam a preocupar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que voltou a alertar para a gravidade do problema. Em nova decisão, ele destacou que os entraves persistem mesmo após determinações anteriores da Corte para fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização. Segundo o G1, Dino enviou à Polícia Federal um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que detalha irregularidades constatadas na aplicação das transferências especiais destinadas a municípios brasileiros.

Relatório da CGU indica falhas em todos os municípios auditados

A auditoria da CGU analisou os 20 municípios que mais receberam recursos de transferências especiais em 2024, representando 25,8% dos R$ 72 milhões liberados em 481 planos de trabalho. Foram avaliados municípios de 13 estados, incluindo Bahia, Tocantins, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Amazonas e Santa Catarina.

De acordo com o órgão, nenhum dos entes analisados cumpriu integralmente os requisitos legais. A CGU registrou ausência de rastreabilidade, baixa transparência ativa e deficiências na divulgação das despesas.

“Nenhum dos 20 entes beneficiados com recursos de transferências especiais alcançou nível adequado de transparência ativa, mostrando graus distintos de acessibilidade, clareza, detalhamento e completude”, destaca um trecho do relatório. A Controladoria acrescentou ainda que a situação exige “melhorias e ajustes importantes principalmente no que diz respeito à rastreabilidade de recursos oriundos de emendas parlamentares e ao detalhamento de sua aplicação.

Dino vê quadro “generalizado de ilegalidades”

Ao encaminhar o material à Polícia Federal, Dino determinou que sejam analisados possíveis indícios de crimes, com abertura de novos inquéritos ou inclusão das informações em procedimentos já em andamento. Para ele, o relatório revela um cenário de descompasso com as exigências legais que regem a execução das emendas. Em sua decisão, o ministro afirmou que o levantamento “mostra que há falhas generalizadas no cumprimento dos planos de trabalho, no atendimento às condicionantes legais e na observância dos princípios da transparência e da rastreabilidade”. 

Dino ressaltou ainda que “tais auditorias por amostragem parecem indicar a permanência de um quadro generalizado de ilegalidades, com grave afronta às decisões do STF em tema tão relevante quanto o uso de dezenas de bilhões de reais do Orçamento da União”. Com o avanço da análise, caberá à Polícia Federal determinar a pertinência de investigações adicionais e verificar a existência de eventuais responsabilidades penais.

Fonte: Brasil 247

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS