Ex-ministro de Bolsonaro, Anderson Torres chega a Brasília e é preso no aeroporto

O ex-secretário de Segurança do Distrito Federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres, foi preso na manhã de hoje no aeroporto de Brasília. Torres estava de férias em Orlando, nos Estados Unidos, e seu voo chegou ao Brasil por volta das 7h20. A prisão havia sido decretada por Alexandre de Moraes, do STF, na terça (10).

Segundo passageiros, o ex-ministro saiu do avião escoltado por policiais federais antes dos demais viajantes. A Polícia Federal confirmou que Torres recebeu voz de prisão no hangar da corporação. Em seguida, foi levado do aeroporto para o 4º batalhão da Polícia Militar do DF, onde permanece provisoriamente.

Por determinação de Moraes, a audiência de custódia será realizada online —e vai definir onde Torres ficará preso. A defesa do ex-ministro, representada por Rodrigo Roca, chegou ao batalhão pouco depois das 12h30.

Às 9h33, a PF divulgou nota oficial. “Ele, que é policial federal, foi preso ao desembarcar no Aeroporto de Brasília e encaminhado para a custódia, onde permanecerá à disposição da Justiça”, diz o texto. “As investigações seguem em sigilo.”

Fonte: Uol

Servidores Públicos fazem manifestação contra a extinção da Funasa em Alagoas

Os servidores da Funasa reivindicam a revogação da MP 1156, que extingue a pasta e transfere atividades para outros órgãos do governo federal

Os servidores públicos da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) realizaram nesta sexta-feira, 13/01, às 9 horas, uma manifestação na Fundação. A manifestação fez parte da Campanha Nacional contra a EXTINÇÃO da FUNASA e a favor de sua REESTRUTURAÇÃO/FORTALECIMENTO. A extinção da Funasa foi publicada na segunda-feira, dia 02 de janeiro. Por meio da Medida Provisória- MP 1.156/2023 e faz parte das primeiras mudanças na estrutura do governo que estão sendo feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, empossado dia primeiro de janeiro deste ano. As atividades da fundação serão transferidas para outros órgãos de governo.

Dezenas de servidores e lideranças indígenas participaram do ato público em Maceió. A Funasa realiza papel importante no atendimento das populações interioranas. Para o presidente da Asmisal (Associação dos Servidores do Ministério da Saúde), Samuel Monteiro a Funasa “precisa de mais investimentos e reestruturação para melhorar o atendimento da população”.

A Funasa é uma fundação pública vinculada ao Ministério da Saúde e tem o seu trabalho voltado para a promoção e proteção da saúde, implementando ações especialmente na área de saneamento para prevenção e controle de doenças. Sua sede fica em Brasília e cada estado tem uma superintendência.

PF encontra na casa de Anderson Torres minuta de projeto de Bolsonaro para mudar o resultado da eleição

Polícia Federal encontra na residência de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, uma minuta de decreto para o então presidente Jair Bolsonaro instaurar estado de defesa na sede do TSE. O objetivo, segundo o texto, era reverter o resultado da eleição, em que Lula saiu vencedor

Polícia Federal encontrou na residência de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, uma proposta de decreto para o então presidente Jair Bolsonaro (PL) instaurar estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As informações foram publicadas primeiro pela Folha de S.Paulo.

O objetivo, segundo o texto, era reverter o resultado da eleição, em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu vencedor. Tal medida seria inconstitucional. O documento foi encontrado no armário do ex-ministro durante busca e apreensão realizada na última terça-feira (10).

O material dá indicação de ter sido feito após a realização das eleições e teria objetivo de apurar abuso de poder, suspeição e medidas ilegais adotadas pela presidência antes, durante e depois do processo.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta semana a prisão de Torres.

Torres reassumiu o comando da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal no dia 2 de janeiro e viajou de férias para os EUA cinco dias depois. Ele não estava no Brasil no domingo (8), quando bolsonaristas atacaram os prédios do STF, Congresso e Palácio do Planalto. O retorno ao país estava previsto para o fim do mês.

Fonte: Pragmatismo Político

Motociatas de Bolsonaro foram “abastecidas” com dinheiro público

Dados do cartão corporativo do Palácio do Planalto demonstram que as “motociatas” realizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para demonstrar a própria popularidade eram “abastecidas” com dinheiro público. Seja em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul ou Roraima, gastos atípicos em restaurantes, padarias e lanchonetes coincidem com essas agendas de mobilização, que Bolsonaro e seus seguidores diziam ser “espontâneas”. Pelas redes sociais, parlamentares que fizeram oposição ao governo anterior manifestaram indignação com os gastos e várias coincidências surgidas no mapeamento dos gastos.

As informações sobre os gastos de Bolsonaro foram obtidas pela agência Fiquem Sabendo, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). As informações divulgadas nesta quinta-feira (12) indicam que o ex-presidente torrou R$ 27,6 milhões, nos últimos quatro anos.

Em 15 abril de 2022, por exemplo, integrantes do governo gastaram R$ 62,2 mil na lanchonete Tony & Thais, na zona sul de São Paulo. Foram seis pagamentos no valor de R$ 9.000, e um outro de R$ 5.206. Às vésperas da Pascoa, naquela sexta-feira santa, o então presidente reuniu seus seguidores para a “motociata” Acelera para Cristo, entre a cidade de São Paulo e o município de Americana, a 130 quilômetros da capital. A lanchonete parece ser a preferida do staff presidencial, em São Paulo, já que os gastos no local somam R$ 626,3 mil, entre 2019 e 2022.

Naquele mesmo dia, Bolsonaro ainda pagou R$ 8,5 mil no hotel Blue Tree Premium, na Faria Lima. E mais R$ 4,1 mil no hotel Monreale Plus Midtown, em Campinas. Além disso, as motos da comitiva abasteceram 23 vezes no Auto Posto Moraes e Moraes, em Americana, somando R$ 1.187,26 em gastos com combustíveis.

Fonte: Rede Brasil Atual

Rombo contábil de R$ 20 bilhões coloca em xeque futuro das Lojas Americanas

Presidente da gigante do varejo brasileiro renunciou dias após detectar problemas em divulgações financeiras

O economista Sergio Rial renunciou nesta quarta-feira (11) ao cargo de presidente da empresa Americanas SA, dona das Lojas Americanas e do site Americanas.com. A decisão surpreendeu o mercado pois ocorreu dez dias após sua posse. Chamou ainda mais atenção pela sua justificativa: Rial decidiu deixar a companhia depois de identificar “inconsistências em lançamentos contábeis” de R$ 20 bilhões no balanço da varejista.

O valor é gigante. É mais que a metade dos R$ 32 bilhões que a empresa arrecadou com suas vendas durante todo 2021 – último dado disponível. É também quase o dobro do valor estimado da companhia: R$ 11 bilhões.

Por isso, a divulgação desse “erro de contabilidade” reduziu em até 80% o valor das ações da empresa negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, no início da tarde desta quinta-feira (12). Mais do que isso: o fato colocou em xeque a capacidade de as Americanas permanecerem funcionando como hoje.

A empresa, fundada em 1929, tem mais de 1.700 lojas físicas no país, segundo seu site. Todo o grupo conta com cerca de 18 mil funcionários.

“É muito difícil saber o que vai acontecer neste momento”, diz Andrew Storfer, diretor do Núcleo de Economia da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). “Mas o que se sabe é que o valor é muito relevante.”

Qual é o erro?

Até onde se sabe, a Americanas teria deixado de lançar em seu balanço dívidas contraídas para pagamento antecipado de seus fornecedores.

Segundo o Brasil de Fato apurou com um contador de uma grande empresa de varejo, companhias desse segmento contraem uma espécie de empréstimo para pagar quem fornece produtos a elas. A Americanas, contudo, não estaria divulgando dados sobre isso.

Os empréstimos funcionam assim: uma empresa varejista compra, por exemplo, R$ 1 milhão em produtos de um fornecedor para revender. Geralmente, os pagamentos são feitos 90 dias após a entrega dos produtos pelo fornecedor. Na negociação, porém, pode ser acertado que o pagamento seja feito no ato da entrega em troca de um desconto.

As empresas de varejo nem sempre têm dinheiro em caixa para pagar seus fornecedores à vista. Para acertar suas contas, então, elas negociam que um banco pague esse fornecedor em seu nome. Depois, a varejista paga o banco, assumindo também um gasto com juros.

A Americanas não estaria informando em seu balanço que, para pagar fornecedores antecipadamente, estaria contraindo empréstimos.

Sem essa informação, a tendência é que a empresa tenha um valor maior e, por consequência, ações mais valorizadas. Isso porque uma empresa com menos dívidas vale mais que uma empresa com mais dívidas.

Ninguém viu?

Storfer, da Anefac, disse que casos como esses são raríssimos com empresas que têm ações vendidas na Bolsa de Valores, como a Americanas. Isso porque essas companhias passam por auditorias periódicas e precisam seguir regras de governança.

A Americanas, inclusive, está listada no chamado Novo Mercado na Bolsa. Para isso, adotou de forma voluntária uma governança ainda mais transparente.

Storfer, entretanto, não descarta nenhuma hipótese para explicar o rombo dos R$ 20 bilhões. Segundo ele, é possível inclusive que uma fraude contábil para valorizar a empresa artificialmente tenha sido realizada – embora essa hipótese deja remota, disse ele.

Fonte: Brasil de Fato

Dezenas de pessoas já morreram em protesto no Peru contra o governo de Dina Boluarte

As manifestações se espalham em diversas regiões do país

Os protestos contra a presidente designada do Peru, Dina Boluarte, continuaram nesta quinta-feira (12) em várias regiões do país para exigir sua renúncia e justiça devido aos massacres registrados como consequência da repressão, informa a Telesur.

A Defensoria do Peru informou que mais uma pessoa morreu na região de Puno, ferida em 9 de janeiro durante a repressão das forças de segurança contra os manifestantes na cidade de Juliaca, somando um total de 19 naquela cidade , 18 civis e um policial.

“Lembramos que o Estado peruano tem o dever de garantir o direito à vida e à integridade física das pessoas e, especialmente, proteger meninas, meninos e adolescentes em todas as circunstâncias”, afirmou a entidade em sua conta na rede social Twitter.

Em Lima houve uma mobilização contra o governo de Boluarte, pelo fechamento do Congresso, uma Assembleia Constituinte e exigindo justiça. 

Em Abancay, departamento de Apurímac, centenas de pessoas marcharam pacificamente pelas principais ruas da cidade para exigir a renúncia de Boluarte. 

Além disso, em Cusco manifestantes se reuniram na Plaza Mayor para prestar homenagem e se despedir da vítima denunciada no dia anterior, o líder indígena Remo Candia Guevara, e confirmaram que continuarão com os protestos.

Em Tacna também realizaram uma manifestação pacífica para exigir a renúncia imediata de Boluarte e novas eleições gerais, repudiando os massacres ocorridos desde o início dos protestos em dezembro passado.

Fonte: Brasil 247

Escândalo das marmitas: Bolsonaro comeu 5,4 mil marmitas num dia em restaurante de Boa Vista?

O fim dos sigilos 100 anos do governo Bolsonaro pelo presidente Lula vai mostrando o que tudo mundo já saiba: Bolsonaro é um corrupto costumaz. Em apenas 1 dia ele gastou o equivalente a 5,4 mil quentinhas num restaurante. Ele comeu tudo isso, ou foi desvio de dinheiro público? Com a palavra o Ministério Público Federal.

Veja a matéria publicada pelo site Brasil 247:

Jair Bolsonaro gastou R$ 109 mil no cartão corporativo em  um único dia, em um restaurante de Boa Vista (RR) chamado Sabor da Casa. Segundo dados divulgados via Lei de Acesso à Informação (LAI), o cartão corporativo de Bolsonaro foi usado para pagar ao Sabor de Casa R$ 28.500 no dia 28 de setembro de 2021; mais R$ 14.250 no dia seguinte, 29 de setembro de 2021; e incríveis R$ 109.266 em 26 de outubro do mesmo ano.

O estabelecimento fornece prato e marmitas promocionais de R$ 13 a R$ 30 e realiza também os serviços de entregas dos pedidos. Com essa média de preço, os R$ 109 mil reais gasto pelo ex-presidente equivalem ao valor de 5,4 mil marmitas.

Os dados foram divulgados pelo governo já chefiado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último dia 6, e o portal Fiquem Sabendo recebeu nesta quinta-feira (12) o link para acesso aos números, após pedido via LAI.

Redação com Brasil 247

Manifestantes vão às ruas em todo o país pela democracia e contra o terrorismo

Com gritos de “sem anistia”, milhares de manifestantes protestaram pela democracia na noite desta segunda-feira, dia 09 de janeiro. Eles defenderam a soberania da vontade popular expressa nas urnas com lisura. Rechaçaram a violência e o terrorismo bolsonaristas e reivindicaram punição para os financiadores do terror e daqueles que atiçam, como é o caso de Bolsonaro

Manifestantes foram às ruas nesta segunda-feira (9) para defender a democracia, ameaçada por atos de terrorismo promovidos por bolsonaristas em Brasília ontem (8). Em mobilizações nas principais avenidas e praças brasileiras, estudantes, trabalhadores, políticos e ativistas defenderam a soberania da vontade popular expressa com lisura nas urnas. Rechaçaram a violência e o terrorismo bolsonaristas e reivindicaram que – sem anistia – todos as pessoas envolvidas nos atos golpistas sejam processadas e punidas. Inclusive aquelas que investem recursos financeiros e equipamento, como têm feito muitos empresários.

Além destes, as manifestações pediram o devido enquadramento daqueles que, historicamente, têm promovido a narrativa política da intervenção militar no país, da derrubada de governos democraticamente eleitos, e da retomada de regimes autoritários. É o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado na disputa à reeleição.

Após quatro anos trabalhando pela reinstalação da ditadura no país, Bolsonaro se calou ao perder a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se recolheu. Enquanto isso, seus seguidores se mantiveram acampados diante de quarteis do Exército em diversos pontos do país pedindo golpe militar contra o presidente Lula, eleito legitimamente. Bolsonaro fez raras aparições, e nelas passou mensagens dúbias, alimentando ainda mais a imaginação de seus fanáticos seguidores, entre os quais estão policiais e militares, de que haveria um golpe de estado no país.

Os atos de hoje foram convocados pelas frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, Fórum das Centrais Sindicais, Coalizão Negra por Direitos e Convergência Negra. Os movimentos propõem novo ato político, agora em Brasília, na próxima quarta-feira (11). Para esta manifestação serão convocadas lideranças, autoridades e segmentos da sociedade comprometidos com a defesa do Estado democrático de direito.

Fonte: Rede Brasil Atual

Ato público repudia golpismo terrorista e defende a democracia em Maceió

Os movimentos sociais realizaram manifestações a favor da democracia e contra o golpismo bolsonarista em várias cidades do Brasil nesta segunda-feira (9). Em Maceió, a mobilização teve sua concentração na Praça do Centenário, na Avenida Fernandes Lima e percorreu as ruas até a sede do Judiciário de Alagoas, no Centro. Os atos são em resposta às invasões da sede dos Três Poderes por terroristas bolsonaristas no último domingo (8).

O ato em Maceió foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento Sem Terra (MST) e outras organizações populares. A presidente da CUT/AL, Rilda Alves, reafirmou seu apoio aos resultados legítimos das eleições e defendeu que haja punição aos envolvidos nas manifestações antidemocráticas.

“Não dava para não vir às ruas hoje e dizer que somos a favor e apoiamos incondicionalmente a democracia. Dia 30 de outubro finalizaram as eleições com resultado democrático das urnas, onde o presidente Lula foi eleito, quer goste ou não, tem que respeitar o resultado. O ato que aconteceu em Brasília é inadmissível, estamos aqui para reafirmar nosso apoio ao resultado das urnas e cobrar justiça, que esses terroristas sejam punidos.”

Com cerca de 2 mil participantes, o ato público em Maceió, agrupou dezenas de entidades e movimentos, além de personalidades, políticos e artistas, que de formam unanime repudiaram as ações golpistas e reforçaram a defesa da democracia.

Redação com Tribuna Hoje

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