TUDO JÓIA?

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Uma nova saudação tomou conta do país nesses últimos dias.
No nosso imenso Brasil Varonil, cumprimentar um amigo, uma galera, os brothers, as minas, pode ser feito agora com um singelo; ” tudo jóia?”. Cuidado! Tem gente que não vai gostar!

O caso do contrabando das jóias realizado por Jair, com j de jóia, tá se transformando no maior caso de bandidagem palaciana. Bolsonaro, com b de brincos, tentou por diversas vezes reaver um estojo com diversas jóias ” presenteadas” pelo Sheik das arábias.
Propina?

Dia após dia, as versões do Excrementissimo vão mundando, ao ponto de bater o recorde do ex atleta bolsominion, Daniel Alves. No entanto, tantas versões são facilmente desmentidas pelas “fitas” gravadas na unidade da Receita Federal em São Paulo.
As tentativas para recuperar a muamba milionária tiveram o quilate de ofícios com o Brasão do Palácio do Planalto à tal famosa bijuteria, carteirada de milicos, tudo em vão, não colou e nem vai colar, sem o trocadilho com o colar de diamantes.

Essa semana foi comemorado o Dia internacional da Mulher, uma jóia que merece todo o nosso apoio e respeito. Aqui foi lembrado, tá certo que no Brasil, ainda temos o hábito de dar presentinhos às mulheres, o que não retrata de verdade o verdadeiro sentido da data, mas ainda assim é aceitável, mas o que é inconcebível é ver e ouvir um parlamentar garimpar as minas do mais puro chorume do preconceito num dia tão importante.
Nikolas, com K de idiota, usou a Tribuna na Câmara dos Deputados com uma peruca, destilando a mais pura alquimia de ódio à pessoas transgêneros. Nikolas foi eleito por Minas, no entanto, suas garimpagens se resumem à apenas toneladas de lixo e entulho sem nenhum valor comercial.
Por que ele faz isso?
Simples, isso traz votos no Brasil, mesmo que diversos mineiros sejam assassinados a cada ano no país.

Sobre as jóias, as redes sociais estão brilhando mais que qualquer diamante e o ex juizeco Moro Malandro e seu comparsa Dalagnhol, os dois apoiadores do Jair, estão sendo emparedados, sobre uma notinha no site Gazeta do Povo, dada pelo ex procurador relativizando o contrabando das jóias.
Não visitem esse site! Quase vomitei a picanha que havia acabado de comprar mais barato no mercadinho.
Na época em que investigaram o tal crucifixo do Lula, tiveram apenas como base das oitivas, uma fake na internet. No caso dos diamantes tem filmagem, tem áudio, tem documentos, tem telefonema, tem de tudo.
Para Lula não tinham provas, apenas convicção para condena- lo .Para o Excrementissimo tem provas, então o que falta Deltan?
Chegou a hora de chamar o Inspetor Clouseau, com c de cadeia!
Né?

Maceió, 12 de Março de 2023

Mudou para pior: especialistas apontam aumento de desigualdades com ‘Novo’ Ensino Médio

Falta de professores, diminuição de matérias e deficiência no ensino se agravam, afirmam educadores e entidades em defesa da educação pública

Aprovado em 2017 sob o governo golpista de Michel Temer, e implementado no ano passado, último ano do mandato de Jair Bolsonaro, o chamado “Novo” Ensino Médio coleciona críticas por parte de estudantes e especialistas e entidades de educação. De acordo com a comunidade escolar, a reforma educacional piorou as condições de escolarização e aumentou a desigualdade na escola pública.

No “Novo” Ensino Médio, as disciplinas estão agrupadas em Linguagem, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas e Sociais. No entanto, somente Matemática e Português são obrigatórios nos três anos do ciclo. Também passaram a valer os chamados “itinerários formativos”, que são roteiros de atividades e conteúdos pré-definidos pela escola que os estudantes, teoricamente, podem escolher. 

O objetivo seria aprofundar o aluno em um determinada área de conhecimento, para ele se qualificar profissionalmente e desenvolver o empreendedorismo, de acordo com suas vocações e afinidades. Porém, a experiência está sendo ruim, como apontam educadores em reportagem do Seu Jornal, da TVT

“O ensino médio está um caos, professores e gestores públicos nas escolas perdidos, a comunidade escolar toda perdida. É importante a gente lembrar que essa reforma não foi amplamente debatida. Ela foi uma medida autoritária, imposta via medida provisória e transformada em lei”, contesta a integrante da Campanha Nacional pelo Direito à Educação Tânia Dornellas ao repórter Jô Myiagui. De acordo com a especialista, as desigualdades educacionais pioraram com o novo ensino médio nas escolas públicas.

Formação e qualificação

Houve falta de professores qualificados, falta de formação para os professores, precarização do trabalho dos educadores, diminuição das matérias tradicionais, deficiência no ensino dos itinerários formativos, aumento da privatização do ensino público por meio da educação a distância (EaD), infraestrutura inadequada das escolas, entre outros problemas. 

“Mudou para pior”, garante o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo. “A base nacional comum curricular está capitaneada pelo setor privado, o terceiro setor, a Fundação Lemann que trazem imposições ao currículo da escola, retirando disciplinas que faz a formação humana e cidadã dos nossos estudantes, colocando intinerários que não têm relação direta com a formação dos profissionais e que, de fato, não ajuda os estudantes a terem uma visão crítica do mundo em que nós vivemos”, afirma.

Consulta pública no MEC

Os educadores concordam que a educação não era atrativa para os adolescentes e precisava ser modificada. Mas como não houve ampla discussão para uma reforma do ensino médio, eles defendem que a proposta seja revista e até mesmo revogada.

Na última quinta-feira (9), o Ministério da Educação (MEC) instituiu consulta pública para avaliar e reestruturar o Novo Ensino Médio. De acordo com o governo federal, haverá audiências públicas, oficinas de trabalho, seminários e pesquisas nacionais.

Fonte: Rede Brasil Atual

“Escândalo das joias destrói a carreira de Bolsonaro, que é um ladrão”, diz Luís Costa Pinto

Jornalista afirmou que, além de sofrer uma ‘condenação moral’ no caso das joias, ex-presidente também cometeu crime de peculato ao receber os bens vindos da Arábia Saudita

O jornalista Luís Costa Pinto, diretor da sucursal Brasília do Brasil 247, afirmou que o escândalo das joias da Arábia Saudita envolvendo o governo Bolsonaro (PL) tem potencial para “destruir a carreira política” do ex-chefe do Executivo, que, segundo o jornalista, era um “ladrão”.

“Esse escândalo das joias está pronto e acabado para destruir a carreira política de Jair Bolsonaro. Agora há uma condenação pecuniária, no aspecto da Receita Federal, e uma condenação absolutamente moral, porque se mostrou a imoralidade deste personagem, que se revelou – além de ter sido um presidente antidemocrático, que acanalhou os métodos da República – um ladrão”, opinou Costa Pinto durante participação na TV 247,

O jornalista também afirmou que Bolsonaro cometeu o crime de peculato ao receber as joias. O ex-ocupante do Planalto é investigado por possivelmente ter recebido as joias como propina por vender a refinaria de Landulpho Alves ao fundo Mubadala pela metade do preço – o que representou uma economia da ordem de R$ 10 bilhões.

“Ele pactuou a negociação de um bem público com uma ditadura autocrática árabe e recebeu presentes que, somados, são avaliados em R$ 30 milhões. Por entrega direta de patrimônio público. E o Bolsonaro cometeu peculato, porque na primeira manifestação dele de defesa foi “eu não pedi nada”, mas o crime de peculato não é só para o funcionário público que pede vantagem em razão de seu cargo, é para quem assiste ao cometimento de algum crime e tem alguma vantagem financeira com o cometimento desse crime, e foi o que aconteceu”, concluiu.

Fonte: Brasil 247

Pastor condenado por tráfico de drogas é preso dentro de igreja em Teresina

Pastor evangélico foi preso preso durante culto na zona leste de Teresina

A Polícia Civil do Piauí efetuou na noite desta quinta-feira (09), a prisão do pastor evangélico Jonas Lemos do Prado Oliveira Finetti, de 36 anos, dentro de uma igreja localizada no bairro Santa Bárbara, na zona Leste de Teresina. A ação policial, realizada pela Gerência de Polícia Especializada, ocorreu durante o culto.

A prisão é decorrente de condenação por tráfico de drogas da Comarca de Mogi das Cruzes, em São Paulo, cumprida hoje em Teresina. O líder religioso foi preso durante o processo criminal e após ser solto veio morar no Piauí. 

“Jonas Finetti é natural do Paraná, residia em São Paulo, em Mogi das Cruzes, onde foi condenado por tráfico de drogas. E desde então, veio morar no Piauí, em Teresina, onde estava sendo pastor evangélico no bairro Santa Bárbara e agora noite foi preso por uma equipe do GPE e conduzido para a Central de Flagrantes, afim de amanhã ser apesentado na audiência de custódia”, disse o delegado Tales Gomes. Jonas será encaminhado ao sistema prisional do Piauí para aguardar recambiamento para São Paulo.

Fonte: Fala Piauí

Cícero Amélio é acusado de desviar mais de R$ 900 mil do Tribuna de Contas

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da 17ª Promotoria de Justiça da Capital, ajuizou ação civil pública em desfavor do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL) Cícero Amélio da Silva e do Instituto Universitário Atlântico Ltda, representado por João Lopes Fazenda Barreiros e Fabrícia Roberta Vieira, visando a decretação da nulidade absoluta do contrato de nº 014/2013 e ressarcimento de R$ 914.358,37 ao erário estadual. Tal valor, conforme projeto apresentado pelos demandados, seria para pagamento de um curso de capacitação, em nível de mestrado, favorecendo os servidores do TCE/AL, porém, a referida empresa não teria os requisitos legais.

Em sua ação, o promotor de Justiça Coaracy Fonseca enfatizou os indícios de ilegalidade, ressaltando, inclusive, o período entre a data de criação da empresa – 17 de maio de 2013 – e a celebração de um termo de cooperação geral com o Tribunal de Contas, – 24 de julho do mesmo ano , ou seja, apenas dois meses após. Como uma das ofertas, a empresa teria apresentado um suposto curso de mestrado com grade curricular no Brasil e Portugal cujas despesas, englobando viagens ao exterior, deveriam ser asseguradas com recursos públicos. O objeto do contrato era oportunizar a formação dos servidores do TCE/AL no curso de pós-graduação stricto sensu na modalidade Mestrado em gestão – Administração Pública.

Outra agravante, afirmou o promotor, diz respeito a validação dos diplomas, visto que a demandada informou que no curso de especialização, que corresponde ao Mestrado em Administração Pública no Brasil, seriam aplicadas as normas relativas ao lato sensu aqui praticado. No entanto, a demandada não apontou qual instituição brasileira se responsabilizaria pela autenticação do documento.

Além de considerar ilegal a contração celebrada entre a empresa e o conselheiro, o MPAL ainda apontou que, em agosto de 2013, o Instituto Universitário Atlântico Ltda inseriu nesse processo um protocolo de cooperação geral com o Instituto Politécnico da Guarda de Portugal, o que permitia a ambas instituições a troca de docentes nos campos de graduação e pós-graduação, de modo igual promover a troca de estudantes, organizar cursos e intercâmbios, porém, a contratada não era instituição de Ensino Superior reconhecida pelo Ministério da Educação, e sim, uma empresa de intermediação de treinamento ou aperfeiçoamento.

A Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Capes) do MEC informou que os diplomas de pós-graduação stricto sensu emitidos por entidades estrangeiras não têm validade no Brasil e que também não havia localizado nenhum curso promovido pelo Instituto Universitário Atlântico Ltda, tampouco ele era reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE/MEC).

Diante de todos esses fatos, Coaracy Fonseca pediu a procedência da pretensão de direito material inserida na ação, com a decretação da nulidade absoluta do referido contrato e a consequente condenação dos demandados Cícero Amélio da silva, Instituto Universitário Atlânico Ltda, João Lopes Fazenda Barreiros e Fabrícia Roberta Vieira à devolução do valor de R$ 914.358,37, acrescidos de juros e correção monetária desde o primeiro pagamento efetuado.

Fonte: Ascom MP/AL

Lula lança pacote para atender reivindicações históricas das mulheres

Pelos menos três reivindicações pelas quais as mulheres da CUT e de outros movimentos lutam há décadas foram anunciadas pelo governo do presidente Lula (PT) na quarta-feira (8), Dia internacional de Luta das Mulheres. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Lula assinou mensagem ao Congresso Nacional solicitando a ratificação da Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata do combate à violência. Assinou também mensagem pela ratificação da Convenção 156, que prevê igualdade de oportunidades e de tratamento para homens e mulheres com encargos familiares. Ou seja, aqueles e aquelas que são responsáveis pelo cuidado de pessoas, adultas ou crianças, que não têm condições de cuidarem de si mesmas e que, portanto, dependem do apoio e da ajuda de outra pessoa para viver.

E, por último, mas não menos importante, um projeto de lei determinando a igualdade salarial entre os gêneros.

Nos três casos, as medidas precisam ser analisadas e aprovadas por deputados e senadores, o que significa que a luta continua nas ruas para a sociedade entender a importância das medidas e no Congresso, para pressionar os parlamentares a votar a favor, alerta a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT nacional, Juneia Batista.

“Foi uma conquista histórica das mulheres, mas a luta continua”, afirma.

“Mais uma vez a mobilização e a pressão serão fundamentais para que as ratificações das  Convenções a lei sejam aprovadas”, diz Juneia.

Segundo a dirigente, não foi surpresa o pacote de medidas anunciado pelo governo Lula, que tem como uma das prioridades a defesa de nossos direitos.

“Já havia a indicação de que essas medidas seriam tomadas para que o retrocesso vivido nos últimos anos fosse revertido e que conseguíssemos retomar os avanços que vínhamos conquistando até golpe contra Dilma Rousseff. E aconteceu, o que, realmente, é algo histórico”, pontua a dirigente.

Convenção 190

A Convenção 190, que reconhece o direito de todas as pessoas, não apenas mulheres, a um mundo de trabalho livre de violência e assédio, que são definidos como comportamentos, práticas ou ameaças que visem e resultem em danos físicos, psicológicos, sexuais ou econômicos para os trabalhadores e trabalhadoras.

De acordo com a Convenção, os Estados-membros têm a responsabilidade de promover um ambiente geral de tolerância zero contra atitudes patronais prejudiciais aos trabalhadores.

“É certo que a convenção é para todos. Os homens também sofrem esse tipo de violência no ambiente de trabalho, seja na cobrança por produtividade, metas ou por questões de competitividade, mas, historicamente, as mulheres são as vítimas mais vulneráveis, as que mais sofrem”, diz Juneia, que acrescenta: “O machismo é ‘tão cruel’ que exacerba o nível de opressão quando se trata de assédio envolvendo a mulher”.

“Por isso, foi tão importante para nós Lula assinar a mensagem ao Congresso no dia de luta das mulheres”, completa a dirigente.

Para entrar em vigor, ou seja, para ser ratificada, a Convenção precisa tramitar no Congresso Nacional, passando por regulamentação. Após aprovada, é sancionada em forma de lei pelo presidente da República.

E este é um ponto de atenção, reforça Juneia. “É preciso nos mobilizarmos e fazermos pressão sobre os parlamentares para que aprovem e as propostas virem”, ela diz.

Convenção 156

Outro marco histórico, avalia a dirigente, foi o anúncio da ratificação da Convenção 156 da OIT. Segundo a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, em uma sociedade com características ainda predominantemente patriarcal e, portanto, machista, em que a responsabilidade de cuidar de pessoas acaba sempre sendo relegada às mulheres, assim como os afazeres domésticos, ter uma lei que garanta a equidade entre os gêneros é fundamental.

Para exemplificar a situação, Juneia cita até mesmo as entrevistas de emprego. “Quando perguntam para um homem se ele tem família e filhos, principalmente, e ele diz que sim, esse homem é visto como um ser responsável, de valores, mas quando é a mulher, ela é vista como um problema porque terá de cuidar desses filhos e isso não interessa ao capitalismo”, diz a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT.

A aprovação pelo Congresso vai significar um grande avanço no que diz respeito às reponsabilidades compartilhadas, colocando homens e mulheres em pé de igualdade em suas obrigações familiares, avalia a dirigente.

Igualdade salarial

Apesar de a Constituição brasileira garantir a equiparação salarial para pessoas de gêneros diferentes quando exercem igual função, as mulheres ainda ganham, em média, somente 70% do que ganham os homens. Duas convenções da OIT, a 100 e a 111, ainda dos anos 1950, tratam do tema, mas não o Brasil ainda não colocou em prática a igualdade salarial.

O projeto de lei do governo federal que determina a igualdade salarial entre homens e mulheres, outra pauta prioritária da CUT, também anunciado nesta quarta, representa outro avanço importante para a luta das mulheres, na opinião de Juneia Batista.

Segundo ela, aprovada pelo Congresso, a medida vai garantir justiça no reconhecimento profissional e uma maior independência econômica.

De acordo com análise do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, o Diap, o texto da lei (veja abaixo) deverá mexer com regras dispostas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Durante o pronunciamento, para justificar o andamento legal da lei para promoção da igualde salarial, Lula afirmou que “a igualdade de gênero não virá da noite para o dia, mas precisamos acelerar esse processo. E, se dependesse desse governo, a desigualdade acabaria hoje mesmo por um simples decreto do presidente”.

Medidas

A proposta de legislação é de que haja mecanismos de transparência salarial e remuneratória nas empresas, fiscalização contra discriminação salarial, além de aplicação de sanções administrativas às empresas e a atuação da Justiça para garantir a igualdade.

Em entrevista à imprensa, na semana passada, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Cida Gomes, havia dito, inclusive, que seriam realizadas campanhas e ações de incentivo às empresas que promovem e adotam a igualdade salarial entre mulheres e homens.

Dignidade Sexual

Entre as 24 medidas anunciadas, o programa de distribuição de absorventes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é uma iniciativa que traz ‘dignidade sexual’ às mulheres.

Juneia Batista cita a constrangedora situação de mulheres de baixa renda e em situação de rua, além das meninas mais jovens nessas situações que sofrem por não ter acesso ao item, básico e essencial para todas.

“Lembro quando estava na escola e nós, meninas pobres, tínhamos de usar toalhinhas, inclusive de papel. O Estado tem responsabilidade sobre isso uma vez que a população – as mulheres – de baixa renda não pode comprar os absorventes”.

Para ela, é importante que o governo coloque a medida em prática o mais rápido possível para atender a essa população.

Medida da mesma natureza havia sido negada pelo governo anterior. Em 2021, foi vetada a distribuição gratuita de absorventes femininos para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua, que era a principal medida determinada pelo programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual (Lei 14.214).

Fonte: CUT

Mulheres alagoanas ocupam as ruas por direitos

Com o mote “Pela Vida das Mulheres”, milhares de alagoanas ocuparam as ruas do centro de Maceió, nesta quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher. O ato público teve concentração na Praça do Centenário, às 15h, e seguiu em caminhada até a Praça Deodoro.

“O 8 de Março é um dia de luta, é um dia de mobilização das mulheres. Nós apresentamos nossas pautas de políticas públicas que estamos cobrando do estado brasileiro e internacionalmente. Temos pautas de proteção da vida das mulheres, de combate à violência, de geração de emprego e de renda, de acesso à terra, de acesso à água, de acesso às políticas públicas para garantir a autonomia econômica das mulheres, para garantir a segurança e para garantir que o estado seja laico e trate as mulheres como cidadãs portadoras de direitos e com Total igualdade”, relatou Sandra Lira, vice-presidenta da Adufal.

A Frente Feminista de Alagoas e o Levante Feminista de Alagoas construíram uma carta com uma pauta de reivindicações sobre políticas públicas e a entregaram para autoridades de diversos órgãos e poderes públicos, dentre eles o Governo de Alagoas, Prefeitura de Maceió, Assembleia Legislativa de Alagoas e Tribunal de Justiça de Alagoas.

Com faixas e cartazes, as mulheres pediam o fim do feminicídio e da violência contra as meninas e mulheres, citando inclusive a Lei da Tortura Psicológica, aprovada Câmara dos Vereadores de Maceió, que expõe meninas e mulheres que foram engravidadas à força, vítimas de violência e estupro, à uma situação absurda e imoral de tortura psicológica.

Diversas entidades sindicais e movimentos sociais estiverem presentes, dentre elas o Sinteal, CUT-AL, Marcha das Margaridas, Sindprev-AL, Fetag Alagoas, MST Alagoas, entre outros.

Fonte: Adufal

Nassif: ‘presente’ da Arábia Saudita foi suborno em forma de joia

Em artigo, jornalista relembra relações do clã Bolsonaro com os sauditas e aponta: “não há como aceitar outra versão de que envio do colar foi uma operação clandestina”

Em artigo publicado no jornal GGN nesta terça-feira (7), o jornalista Luís Nassif comentou o caso das joias de R$ 16,5 milhões trazidas ao Brasil como ‘presente’ para Michelle Bolsonaro após a viagem de uma comitiva brasileira à Arábia Saudita em 2021.

De acordo com Nassif, “não há como aceitar outra versão de que o envio do colar da Arábia Saudita foi uma operação clandestina. É impossível que tenha sido um presente oficial”.

O jornalista classificou o episódio como um ‘suborno em forma de joia’ e descreveu o histórico das relações do governo de Jair Bolsonaro (PL) com os sauditas. Nassif, por exemplo, lembrou sobre a intenção de Bolsonaro de transformar Angra dos Reis na ‘Cancún brasileira’ por meio de investimentos sauditas.

O ex-presidente brasileiro chegou a visitar a Arábia Saudita em 2019 e abordar o tema com o príncipe herdeiro do país, Mohammad bin Salman: “eu propus ao príncipe herdeiro investimento na baía de Angra para nós a transformarmos numa Cancún. Depois de uma explanação, ele falou que está pronto para investir na baía de Angra. Mas isso passa por um projeto para revogar um decreto ambiental”.

Além disso, também houve a viagem de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a países árabes em 2022, na qual o deputado e filho de Jair se encontrou com o Ministro de Investimentos da Arábia Saudita, Khalid AlFalih.

Sobre isso, o relatório da Câmara referente à viagem aponta que houve conversas sobre temas de interesses estratégicos aos árabes, inclusive a privatização da Petrobrás: “conversaram sobre o Encontro MBS G-20, food security (Embrapa), privatização da Petrobras, diesel e gás, sustentabilidade, entre outros assuntos (…) Durante almoço com o Ministro de Investimentos, Khalid AlFalih, o Deputado Eduardo Bolsonaro fez uma ligação de viva voz para tratar da questão do Diesel. O Almirante Rocha conectou os atores técnicos”.

Nassif destacou que o almirante Rocha “tem estreita ligação com o Almirante Bento Albuquerque, e é figura central no projeto do Prosub”.

ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, mencionado acima, é, inclusive, na visão do jornalista, “o personagem com maior número de evidências contra ele. Ou foi intermediário da jóia que era para os Bolsonaro, ou ele mesmo seria o beneficiário do presente”.

Leia o artigo completo no Jornal GGN. 

Fonte: Brasil 247

Mulheres sem terra protestam em Maceió

Centenas de mulheres de várias regiões de Alagoas, estão acampadas na praça Sinimbu, no acampamento Dandara do Campo, e seguem até o próximo dia 08/03.

Está presente mulheres dos municípios de, Arapiraca, Teotônio Vilela, Coruripe, Junqueiro, Campo Alegre, Juquiá da Praia, São Luiz do Quintude, União dos Palmares, Branquinha, Capela, Porto Calvo entre outros.

Nessa terça-feira (07/03), dando continuidade a Jornada Nacional de lutas das mulheres sem terra, foi realizado uma manifestação pelas ruas de Maceió, onde as mulheres reivindicam políticas públicas, acesso a crédito para as mulheres do campo e a reconstrução do INCRA.

Participam da Jornada de Luta, mulheres da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Frente Nacional de Luta (FNL), Movimento de Libertação dos Sem Terra, (MLST) Movimento de Luta pela Terra, (MLT) Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Movimento, Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), e segue até o próximo 08/03.

No dia 08, as mulheres sem terra participaram do Ato Público do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora em Maceió, a partir das 15 na Praça Centenário.

Redação com FNL Alagoas

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