De volta aos livros: Suécia recua na digitalização de escolas após resultado desastroso

Autoridades concluíram que digitalização da sala de aula pode transformar a próxima geração de estudantes suecos em analfabetos funcionais

Uma decisão recente do Ministério da Educação da Suécia reforça os riscos à aprendizagem trazidos pela política de digitalização da sala de aula adotada pela gestão Ratinho Jr. Enquanto na rede estadual do Paraná só aumenta a pressão pelo uso de plataformas, o país sueco suspendeu um plano ambicioso de digitalização do ensino.

“Estamos em risco de criar uma geração de analfabetos funcionais”, advertiu a ministra da Educação, Lotta Edholm, após ver a nota do país despencar no Estudo Internacional de Progresso em Leitura (PIRLS), exame internacional que avalia o desempenho em leitura dos(as) estudantes.

Segundo matéria publicada no jornal francês, Le Monde, a gestora concluiu que o mau desempenho é consequência da forma acrítica como o país introduziu recursos digitais nas escolas. A exemplo do que Ratinho Jr. está fazendo com as escolas paranaenses, nos últimos 15 anos a Suécia substituiu os livros didáticos por computadores, tablets, aplicativos e plataformas tecnológicas.

Na Suécia, as consequências negativas desse experimento foram observadas em toda a comunidade escolar. Alunos(as) perderam o hábito da leitura, professores(as) ficaram sem acesso a livros e as mães, pais e responsáveis não conseguem ajudar seus(as) filhos(as).

Evidências

Para reverter a situação, além de barrar a estratégia de digitalização, Lotha lançou um programa de reintrodução dos livros para recuperar a capacidade de leitura dos(as) estudantes. Os livros têm “vantagens que nenhum tablet pode substituir”, argumenta.

O plano prevê o investimento de 150 milhões de euros até 2025. “O relatório do PIRLS é um sinal de que temos uma crise de leitura nas escolas suecas. No futuro, o governo quer ver mais livros didáticos e menos tempo de tela nas escolas”, diz a ministra.

Segundo as informações, a decisão de Lotha para abandonar o programa ambicioso de digitalização foi embasada em evidências científicas apresentadas por mais de 60 especialistas. “Todas as pesquisas sobre o cérebro em crianças mostram que elas não se beneficiam do ensino com base em telas”, afirma.

Alerta da Unesco

Embora a gestão Ratinho Jr. use o discurso de “foco no aluno” para justificar a quantidade expressiva de ferramentas digitais impostas a professores(as) e estudantes, a decisão da Suécia não é a única apontando que essa política só beneficia as empresas de tecnologia.

Em relatório recente divulgado pela Unesco, com o título “Tecnologia na educação: uma ferramenta a serviço de quem?”, a agência também alerta sobre os impactos negativos da introdução de tecnologias na educação, sem qualquer diálogo ou reflexão crítica.

O documento é mais um que põe em xeque o modelo educacional adotado pelo governo do Paraná e destaca que a tecnologia sozinha não garante bons resultados. No Peru, por exemplo, mais de um milhão de laptops foram distribuídos sem qualquer impacto na aprendizagem.

Manifesto da APP

APP defende que o uso das tecnologias não seja uma obrigação, mas adotado de forma complementar a uma educação baseada em interação humana. No manifesto “Educação humanizadora em tempos de tecnologias digitais”, publicado neste mês, o Sindicato critica a centralidade nas plataformas no lugar do ensino-aprendizagem, a violação da privacidade da comunidade escolar, a exclusão de estudantes, a mercantilização da educação e a falta de autonomia de educadores(as) para trabalharem os conteúdos.

“As novas tecnologias podem ser usadas como ferramentas de apoio ao trabalho pedagógico, mas a escola não pode girar em torno delas”, relata Margleyse dos Santos, secretária executiva Educacional da APP. Para a dirigente, é preciso resgatar a gestão democrática e a autonomia dos(as) educadores(as) em sala de aula e frear esse modelo adotado pela gestão estadual, marcado por imposição, vigilância, controle e falta de evidências de resultados positivos para a aprendizagem.

Fonte: APP sindicato

Professores fazem ato por piso salarial e valorização profissional

Os professores da rede estadual de Alagoas, realizaram hoje de manhã, 27/07, uma manifestação para cobrar do governador Paulo Dantas (MDB), a implantação do piso salarial e valorização salarial.

A manifestação que começou no CEPA – Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas, percorreu um longo trecho da avenida Fernandes Lima e terminou na porta do palácio do governador.

A categoria que também paralisou as atividades cobra a “valorização devida e a implantação, para toda a categoria da educação, dos 14,95% de reajuste como definido pelo piso nacional”, segundo o presidente do Sinteal, Izael Ribeiro.

Com participação de interior e capital, profissionais da educação ativos e aposentados, demonstraram insatisfação com as condições de trabalho e falta de valorização salarial.

Extermínio: quase 800 indígenas foram assassinados durante governo Bolsonaro

Documento do Conselho Indigenista Missionário quer Comissão da Verdade para investigar mortes e conflitos armados

Ao sair para buscar lenha numa fazenda vizinha à reserva de Taquaperi, no Mato Grosso do Sul, um jovem indígena Guarani-Kaiowá de 18 anos foi morto por cinco disparos de arma de fogo. No Amazonas, a cacique do povo Kulina denunciou o assassinato de ao menos sete indígenas das aldeias da região, entre eles o de um adolescente de 15 anos, decapitado. Em Roraima, a tentativa de assassinato de um grupo de cinco indígenas Xirixana por garimpeiros resultou na morte de uma liderança. Para fugir dos disparos, as vítimas se jogaram no rio Uraricoera. Todos os crimes ocorreram em 2022. Ao todo, quase 800 indígenas foram assassinados entre 2019 e 2022.

Os três estados citados acima — Mato Grosso do Sul, Amazonas e Roraima — são os mais letais para indígenas no Brasil, conforme o relatório anual do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), divulgado nesta quarta-feira (26) ao qual a Agência Pública teve acesso. Os dados do período de 2019 a 2022, sob o governo de Jair Bolsonaro (PL), são da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e das secretarias estaduais de saúde.

Nos estados de Roraima e Amazonas, onde está a Terra Indígena Yanomami (TIY), houve 208 e 163 assassinatos de indígenas no período, respectivamente. Em terceiro lugar no ranking de mortes violentas contra indígenas aparece o Mato Grosso do Sul, com 146 casos. Juntas, as três unidades federativas foram responsáveis por 65% dos assassinatos no período. Em todo o país, foram registrados 795 homicídios nos quatro anos.

As mortes por assassinato não são a única causa de extermínio indígena. Invasão de terras, negligência ou negativa de assistência médica, redução de verba pública para órgãos de proteção, racismo, ameaças e violência física e sexual são causas apontadas para o extermínio de indígenas. Outro ponto levantado pelo relatório é a falta de políticas públicas contra o suicídio.

O documento também pontua a necessidade de criação de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV), a exemplo da comissão instalada para investigar crimes da ditadura civil-militar brasileira.

Governo negligencia fome, doenças e mortes evitáveis

O governo Bolsonaro não demarcou nenhum centímetro de Terra Indígena no Brasil, como prometido antes da posse. Sua política indigenista é considerada “genocida” e promotora da “naturalização da morte indígena”. O governo Bolsonaro foi o primeiro desde a redemocratização a não homologar nenhuma TI, o que, para o CIMI, contribuiu para a desassistência à saúde e à morte indígena.

O relatório indica que, sem a demarcação de suas áreas, há grupos que não possuem terras ou águas suficientes para produzir os próprios alimentos. Eles ficam assim dependentes de políticas de assistência social.

O cerco, segundo o relatório, ocorreu dos dois lados sob o governo Bolsonaro. De um lado, não houve andamento dos estudos de Grupos Técnicos (GTs) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), nem daqueles criados por determinação judicial, para que qualquer território indígena reivindicado fosse reconhecido no Brasil. De outro, o governo federal interrompeu o fornecimento de cestas básicas entre agosto e dezembro de 2022, antes e depois do período eleitoral, entre outras desassistências.

Segundo o documento, ao menos 800 indígenas das etnias Avá-Guarani, do oeste do Paraná, e Mbya Guarani, do Rio Grande Sul, vivenciaram situações de fome, principalmente entre crianças. Segundo o CIMI, os “espaços diminutos” em que vivem impedem qualquer forma de sobrevivência pela terra.

Em Dourados (MS), houve registros de indígenas se alimentando de lixo para comer. O relatório traz o depoimento da liderança indígena Erileide Domingos, da aldeia Guyraroka, que denunciou o caso à Organização das Nações Unidas em agosto de 2022. “A fome é resultado da desorientação do Estado brasileiro. É muita falta de piedade com o outro, de olhar os pobres, sem condições, sem emprego, sem possibilidade de plantar, não conseguimos produzir nada, não conseguimos ser ninguém”, relata Erileide no documento.

Omissão na saúde matou mais de três mil crianças indígenas, diz relatório
A omissão na área da saúde é outro ponto que levou à morte centenas de indígenas em todo o país.

Mais de 3.550 crianças de até 4 anos de idade morreram entre 2019 e 2022 em territórios indígenas. Os estados de Roraima e Amazonas carregam a maior quantidade de casos, desta vez seguidos pelo Mato Grosso.

Uma em cada três mortes infantis registradas pela Sesai eram evitáveis, conforme análise de dados do CIMI a partir da Nota Técnica do Ministério da Saúde. Falta de acompanhamento da gestação, casos de gripe e pneumonia, desnutrição, diarreias e doenças infecciosas tratáveis estão entre os motivos que evitaram que 1.504 crianças pudessem chegar à fase adulta.

Para o CIMI, a desassistência médica é fator diretamente ligado à política indigenista empregada pelo governo federal nos últimos quatro anos. O caso de maior repercussão foi a falta de acesso às políticas públicas de saúde por parte dos indígenas Yanomami, denunciado pela Pública em diversas reportagens. O Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Ye’kwana (Dsei-YY) registrou, só em 2022, 134 mortes de crianças entre 0 a 4 anos.

Na TI Yanomami, a invasão do garimpo estrangula serviços públicos indigenistas, entre eles os de saúde, denuncia a Hutukara Associação Yanomami (HAY) no relatório. “A captura da estrutura de saúde por garimpeiros gerou uma situação de desassistência generalizada no território”, afirma o documento sobre os postos de saúde que fecharam no território pela sensação de insegurança com a presença da atividade ilegal e armada.

Governo atrasou vacina e não reforçou políticas para prevenir o suicídio

Entre os adultos, a maior quantidade de mortes foi no Mato Grosso, com 136 casos. Entre as causas estão o atraso da chegada da vacina aos territórios, estadias em más condições quando grupos de indígenas se dirigem aos centros urbanos em busca de serviços, infecções gastrointestinais causadas por poluição da água, consumo de agrotóxicos pela água, entre outros.

Se crianças e adultos indígenas morrem por desassistência médica, a omissão estatal entre os jovens indígenas ocorre pela falta de outra política pública: a de prevenção ao suicídio. Novamente, estados já citados em outras estatísticas negativas lideram a causa da morte por suicídio entre indígenas. A cada cinco registros no quadriênio 2019-2022, dois ocorreram no estado do Amazonas e um no Mato Grosso do Sul. Ao todo, 535 indígenas tiraram a própria vida no período. Destes, 35% eram jovens menores de 19 anos.

Destruição de bens indígenas

O Conselho das Aldeias Wajãpi-Apina denunciou, em fevereiro de 2022, a poluição dos rios pela invasão garimpeira na Terra Indígena (TI) Waiãpi, no Amapá: “Fotos e vídeos de várias aldeias mostram as águas com muita lama e como dependemos dos rios para beber água e tomar banho, isto gerou muita preocupação para os nossos chefes e famílias.”

O registro afirma que os garimpeiros provocam danos aos bens naturais essenciais que afetam o modo de vida indígena no entorno e dentro da TI.

Mais ao oeste, outro caso de invasão ao maior patrimônio indígena, a floresta. A autorização para abrir um ramal dentro da TI Jaminawá/Iguarapé Preto, ligando dois municípios, partiu do Instituto de Meio Ambiente do Acre. Por se tratar de Terra Indígena, o licenciamento ambiental da obra deveria passar pelo órgão federal competente, o Ibama, e não pelos órgãos estaduais.

A lista de danos aos territórios, demarcados ou não, é grande. Construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), criação de gado, arrendamento de terras, uso de agrotóxicos, construção de presídios estaduais e federais, desmatamento de área sagrada, contaminação das águas e animais por mercúrio, loteamento e outras formas de invasão e destruição ao patrimônio indígena ocupam algumas páginas do relatório.

As maiores estatísticas ocorreram com casos de desmatamento, registrados em 74 TIs, segundo dados do Prodes. Em seguida, aparece a extração ilegal de madeira, areia, castanha e outros recursos naturais, com 65 ocorrências. Já as atividades ilegais de garimpo e mineração, assim como a de caça e pesca ilegais, atingiram, cada uma, ao menos 45 TIs, segundo o relatório. Uma TI pode constar em um, dois ou mais tipos de ocorrência.

De acordo com o CIMI, os danos ao patrimônio indígena têm como consequência o aumento de conflitos por direitos territoriais. O assassinato do jovem Guarani-Kaiowá com cinco disparos de arma de fogo que abre esta reportagem foi seguido de conflitos por território.

O documento relembra que o crime incitou ações de retomada indígena, como são chamadas as manifestações e acampamentos para reivindicar uma área ancestral. Conforme documenta o CIMI, as manifestações no município de Coronel Sapucaia (MS) foram “reprimidas com violentas e ilegais operações policiais e emboscadas contra lideranças, que deixaram mortos e feridos”.

Sinal “verde” para violar direitos

Nomeado em julho de 2019 para presidir a Funai e exonerado só no penúltimo dia do governo Bolsonaro, em 29 de dezembro de 2022, o delegado da Polícia Federal Marcelo Xavier defendeu um ex-coordenador regional da fundação em Mato Grosso do Sul, preso por operação da PF pelo envolvimento no esquema de arrendamento de Terras Indígenas e cobrança de propina para aluguel de pastos. O ex-presidente da Funai disse, em ligação interceptada pela PF, que estava tentando intervir nas investigações que incriminavam o ex-servidor.

“As ações e discursos do governo federal e da Funai, sob a presidência de Marcelo Xavier, serviram como sinalizações que criaram nos invasores a expectativa de que suas posses ilegais dentro de terras indígenas seriam legalizadas em breve”, destaca o CIMI sobre as tentativas de Xavier, via normativas da Funai, de legalizar o garimpo e a extração de madeira em TIs.

O governo agiu em diversas frentes contra os direitos indígenas, aponta o CIMI. Na pasta da Justiça sob Bolsonaro, o então ministro Sérgio Moro definiu, com base da tese do marco temporal, uma relação de áreas indígenas que poderiam ser demarcadas. Proposta pela bancada ruralista, a tese retiraria amplamente os direitos indígenas, afirmam os povos originários e especialistas.

Fonte: Pragmatismo Político

Lula deve ficar afastado da Presidência por quase um mês após cirurgia

Geraldo Alckmin será o presidente interino após Lula passar por uma cirurgia para tratar a artrose no quadril, em outubro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ficar afastado da Presidência da República por quase um mês após passar por cirurgia para tratar a artrose no quadril. De acordo com o petista, o procedimento deve ser realizado em outubro e vai resolver o problema das constantes dores que ele sente na região. 

Nesta quarta-feira (26/7), Lula passou por um procedimento eletivo minimamente invasivo que deve aliviar as dores crônicas. Até quinta-feira (27/7), ele vai despachar no Palácio da Alvorada, diferentemente de quando realizar o procedimento cirúrgico, quando o seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), assume a Presidência interinamente.

De acordo com o ortopedista Victor Byrro, especialista em cirurgia do quadril, artroscopia e traumatologia do esporte, o procedimento cirúrgico vai resolver o problema do presidente, que já toma injeções diárias e faz fisioterapia. “A artroplastia de quadril é uma cirurgia definitiva, ou seja, a região onde ele tem dor será retirada. Essa dor do pré-operatório não vai existir mais”, disse.

A artrose que acomete Lula ocorre quando há um desgaste nas cartilagens que revestem a cabeça do fêmur e o acetábulo, uma parte da bacia que se liga ao fêmur. Esse problema é normalmente relacionado à idade ou ao esforço. Já aos 77 anos, o presidente tem mantido uma intensa agenda de viagens nacionais e internacionais, lançando programas e reforçando a política externa.

Byrro explica que a cirurgia consiste em cortar o fêmur no colo femoral, um pouco antes da região da cabeça, encaixando uma prótese ali e outra na bacia. “É basicamente colocar um quadril mecânico no local”, detalha o médico ortopedista.

Já a reabilitação da cirurgia seria bem precoce. “Ele pisa no primeiro dia, já passa a usar o andador no primeiro dia. Cerca de três semanas a um mês após a cirurgia esse andador é retirado e a pessoa anda normalmente. O começo da fisioterapia é imediato”, completa Byrro.

Fonte: Estado de Minas

Fortaleza terá transporte público gratuito ainda este ano

A cidade de Fortaleza se prepara para a implantação do Passe Livre Intermunicipal, chamado de “Vai e Vem”, que deve começar a funcionar no segundo semestre de 2023. A capital do Ceará quer se juntar a mais quatro cidades da região metropolitana e conceder transporte municipal gratuito dentro destes cinco municípios.

Segundo o governador Elmano de Freitas, que fez promessa de campanha sobre o assunto no final do ano passado, o benefício será concedido por meio de um cartão para os moradores da Região Metropolitana (RMF) que não recebem vale-transporte das empresas.

Elmano, contudo, ressaltou que um estudo já está ocorrendo para definir como será o controle do benefício. “Esse passe livre é um benefício para quem mora na região metropolitana e por isso é preciso ter um jeito de impedir que alguém que vem de mais longe desça na cidade metropolitana e pegue o ônibus. É necessária uma fiscalização”, frisou.

A cidade de Fortaleza também terá de ajustar sua frota para esse novo momento. O passe será válido para o transporte regular e o complementar, e que todos os veículos terão que ter o leitor do cartão.

Exemplo que vem do lado

A iniciativa que a cidade de Fortaleza se prepara para a concessão de transporte gratuito para sua população segue os modelos já adotados por outras cidades da região metropolitana.

Caucaia (CE) é um dos municípios que adotaram a tarifa zero no transporte público depois da pandemia. A cidade, que tem 369 mil habitantes, decidiu usar recursos próprios da prefeitura para pagar o programa Bora de Graça, que começou em setembro de 2021.

A medida foi uma forma de ajudar as famílias que perderam renda com a crise sanitária. Com a tarifa zero, Caucaia teve um aumento de mais de quatro vezes na demanda de passageiros e precisou reforçar a frota.

O transporte gratuito em Caucaia fez tanto sucesso que cidades da Grande Fortaleza como Eusébio, Aquiraz e Maracanaú também aderiram à iniciativa e agora a capital se prepara para adotar a medida.

A tabela abaixo mostra algumas cidades com transporte público gratuito e as condições em que funciona.

Cidade(s)GratuidadeCondições
Caucaia, Eusébio, Aquiraz e Maracanaú (CE)SimPara todos os passageiros
São Luís (MA)SimPara uma região específica e para trabalhadores do comércio após às 21h
Florianópolis (SC)SimNo último domingo de cada mês e em todos os fins de semana de dezembro e janeiro
Maceió (AL)SimAos domingos
Fortalezaainda este anoEm estudo pelo Governo do Estado

Fotos: Prefeitura de Fortaleza e Prefeitura de Caucaia

Fonte: Agência NE9

Paulo Dantas promete pagar precatórios da Educação

Segundo publicação da Agência Alagoas, o governador Paulo Dantas (MDB) vai pagar os precatórios da educação. A categoria que vem lutando há anos, espera que o governador cumpra a promessa.

Segue a nota:

O governador Paulo Dantas garantiu, nesta quarta-feira (26), em reunião com o ministro da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias, a liberação de R$ 837 milhões relativos a uma dívida da União com o Estado de Alagoas ainda da época do extinto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que vigorou entre 1998 e 2006. Os recursos estão inscritos no acordo dos precatórios e já constam no Orçamento federal de 2024.

Com base na legislação, 60% dos R$ 837 milhões (cerca de R$ 500 milhões) serão obrigatoriamente distribuídos entre os professores que lecionavam na rede estadual entre 1998 e 2006. “Viemos a Brasília garantir o direito de centenas de profissionais da Educação de Alagoas. Nós estamos em busca de conseguir a ampliação deste acordo com a União, e tenho certeza de que vamos conseguir mais um passo importante e justo”, declarou o governador.

O pagamento foi garantido após uma disputa judicial entre Alagoas e a União. O Estado reclamava de prejuízo financeiro depois da extinção do fundo, e parte do processo foi julgado procedente. Um segundo montante, de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, ainda é motivo de divergência. Oito estados do Nordeste e um do Norte buscam acordo com o governo federal sobre esta parte.

Durante o encontro com o ministro, o governador recebeu a informação que a AGU já discute com o Tesouro Nacional a inscrição do valor no Orçamento da União com pagamento para até 2025. “Estamos esperando a aprovação do Marco Fiscal (previsto para agosto) para, em seguida, discutir este acordo com o ministro Fernando Haddad (Fazenda)”, declarou Messias.

Redação com Agência Alagoas

Igreja com 300 fiéis é colocada a venda no Pará

Um anúncio colocado no site MGF Imóveis, no Pará, chamou a atenção. Nele, é colocado a venda uma igreja com 300 fiéis. Isso mesmo! Quem comprar o prédio, leva 300 fiéis “bons Dizimistas”!

Veja o anúncio:

Vendo igreja montada com 300 fiéis

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Fotos e mais informações pelo wtz

Características da casa:

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Fonte: MGF Imóveis

Arthur Lira promete fazer Reforma administrativa para agradar empresários

Depois da aprovação da reforma tributária, o próximo passo da agenda econômica no Congresso Nacional tem de ser a reforma administrativa. A avaliação é do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que participou nesta segunda-feira (24/7) de um seminário promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo.

Parada na Câmara desde setembro de 2021, ainda sob o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020, sobre a reforma administrativa, está pronta para ser analisada pelo plenário da Casa.

O projeto, de autoria do Executivo, define novas regras para servidores públicos e altera a estrutura e organização da administração pública direta e indireta de todos os Poderes da República, da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Mexe, portanto, com interesses variados – desde a base do funcionalismo público até o topo da pirâmide do Judiciário – e ameaça privilégios arraigados por décadas em todas as esferas do serviço público brasileiro.

“Vamos tratar da reforma administrativa. Ela está pronta para o plenário. É o próximo movimento, que precisa do apoio e depende de cada um”, afirmou Lira.

“Quando se fala em reforma administrativa, a versão que se cria é que é para fazer uma intervenção e acabar com a carreira do servidor público. A reforma que está pronta para plenário tem um corte, um lapso temporal que define que, daquele dia para trás, todos os direitos adquiridos ficam garantidos”, disse o presidente da Câmara.

Segundo Lira, “se tivéssemos aprovado a reforma administrativa há 20 anos, estaríamos colhendo os frutos hoje”.

Mais cedo, ao tratar da reforma tributária aprovada pelos deputados, Lira elogiou a disposição dos parlamentares em apoiar a agenda econômica.

“Há uma grande disposição dos parlamentares para destravar o crescimento, modernizar o aparato normativo e consolidar um quadro de segurança jurídica para a atração de investimentos”, afirmou.

Fonte: Metrópoles

Marajás: metade dos juízes do país ganha mais do que os ministros do STF

Levantamento do UOL em folhas de pagamento de tribunais brasileiros mostra que metade dos magistrados recebeu salários mensais acima do teto constitucional (R$ 41,6 mil brutos) nos meses de abril e maio.

O que aconteceu

Em abril, 11,9 mil juízes, desembargadores, ministros e conselheiros —da ativa e aposentados—-ganharam mais do que os ministros do STF, cuja remuneração baliza o teto constitucional dos servidores públicos. Em maio, os salários de 12,2 mil magistrados superaram o teto.

Os números equivalem à metade dos 24 mil magistrados cujos contracheques de abril e maio estão disponíveis no Painel de Remuneração do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) —ao todo, eles representam 85% de todos os magistrados do país. Foram analisados os contracheques de 74 tribunais —80% das cortes brasileiras.

O que é teto constitucional. É o limite salarial máximo que pode ser pago por mês a servidores públicos. A Constituição prevê limites desde 1988, mas o teto foi definido como o subsídio dos ministros do STF na reforma da Previdência de 1998. O valor do teto atualmente é de R$ 41.650,92.

Por que salários de juízes extrapolam o teto. Os magistrados têm ganhos extras que não são limitados pelo teto constitucional. Entre essas verbas, estão valores de diárias, auxílio-moradia, licenças-prêmio convertidas em dinheiro e adicionais por tempo de serviço recebidos retroativamente. Também é permitido que a soma de férias e do 13º salário ao subsídio mensal exceda o teto.

Para os tribunais, os salários acima do teto são legais porque se baseiam em resoluções do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e decisões judiciais —algumas delas dos próprios tribunais.

O pagamento dos subsídios mensais dos milhares de magistrados brasileiros é feito de acordo com diversas peculiaridades de cada caso, e há de sempre respeitar o teto constitucional […] Os pagamentos de verbas de outras naturezas, como férias acumuladas, indenizações e valores atrasados, também integram a folha de pagamento por imperativo de transparência, mas não se confundem com o subsídio da magistratura.CNJ, em nota

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Imagem: Arte/UOL

Em SP, só 6% dos magistrados se enquadraram no teto

Para o cálculo, o UOL descontou dos salários brutos o abate-teto (valores subtraídos do contracheque quando a remuneração supera o limite salarial), diárias e indenizações, o que inclui tíquete-alimentação, ajudas de custo, auxílio-moradia, auxílio-saúde, auxílio-pré-escolar, auxílio-natalidade, entre outras verbas, segundo o CNJ.

Quase 4% de todos os contracheques de abril e maio (1.885) superaram R$ 100 mil. Esses meses contêm os registros de pagamento disponíveis mais recentes e abrangentes dos tribunais brasileiros nos últimos quatro meses.

Os dez maiores salários. Em abril, o TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) pagou as dez maiores remunerações –que variaram entre R$ 417 mil brutos e R$ 677 mil. O tribunal atribui os valores a licenças-prêmio (folgas de três meses a cada cinco anos) não gozadas e, por isso, convertidas em dinheiro. Ao todo, 640 magistrados da corte receberam o benefício em espécie.

Os pagamentos são de natureza indenizatória, não têm qualquer relação com a remuneração mensal (subsídios), tendo sido pagos em datas e folhas de pagamento distintas. Por isso, não estão submetidos ao teto constitucional.TJ-RS, em nota

Supersalário de mais de R$ 900 mil. Em maio, os dez maiores contracheques variaram de R$ 180 mil brutos a R$ 914 mil —o maior salário foi pago pelo TJ-RJ.

Compõem o total de rendimentos [do contracheque de R$ 914 mil] indenização de 240 dias de férias, com o respectivo terço constitucional, 210 dias de licença especial e 99 dias de plantão não usufruídos quando em atividade […] Deduzidos esses valores indenizatórios, o valor de créditos em favor do magistrado fica em R$ 35.912,48.TJ-RJ, em nota

Em SP, apenas 6% dos magistrados se enquadraram no teto salarial em maio. O TJ-SP, o maior tribunal do país, pagou ao todo R$ 200 milhões aos 3.235 magistrados que receberam acima do teto —em média, R$ 61,8 mil.

No Tribunal de Justiça de São Paulo, não há nenhum pagamento irregular.TJ-SP, em notaContinua após a publicidade

Críticas ao CNJ

O CNJ é alvo de críticas por suposta omissão na fiscalização das folhas de pagamento.

O fato de o Judiciário, em última análise, definir o próprio teto faz com que inúmeras decisões corporativistas sejam tomadas e o teto seja violado […] O CNJ tem sido omisso no controle dos supersalários e das indenizações.Kim Kataguiri, deputado federal (União-SP)

O parlamentar protocolou projeto de lei para que todas as verbas pagas aos juízes sejam discriminadas no portal da transparência dos tribunais e sem o uso de siglas não explicadas. Atualmente as cortes divulgam no contracheque valores já somados, o que impede saber quais verbas foram consideradas.

Já o professor de direito constitucional da PUC-SP Pedro Estevam Serrano vê desequilíbrio entre o Judiciário e outras categorias de servidores, como professores e policiais, quanto ao recebimento de valores retroativos.

No caso dos juízes, muitas decisões que determinam pagamentos retroativos são tomadas administrativamente, sem a contestação de advogados do governo –que paga a conta– e sem que os magistrados entrem na fila dos precatórios para receber.

Não é ilegal, a princípio, reconhecer administrativamente [o pagamento de valores retroativos], mas, em termos práticos, se um prefeito faz isso, ele vira réu em ações de improbidade administrativa.Pedro Serrano, professor da PUC-SP

No RJ, por exemplo, uma decisão que pagou ao menos R$ 677 milhões em bônus salarial extinto foi tomada em sigilo.

Em nota, o CNJ afirmou que “exerce o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário”.

Fonte: Uol

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