França aprova inclusão do direito ao aborto voluntário na Constituição

País se torna o primeiro do mundo a tornar o aborto um direito constitucional. Várias centenas de pessoas reuniram-se na Praça do Trocadéro para acompanhar a transmissão do anúncio feito pelo Congresso e, depois, comemorar a decisão, nesta segunda-feira (4/3)

Nesta segunda-feira (4/3), às 18h48, o Congresso da França aprovou a inclusão, em sua Constituição, do direito das mulheres do país à opção pelo aborto, independente de violação sexual.

Várias centenas de pessoas se acumularam na Praça do Trocadéro, em Paris, para acompanhar a transmissão ao vivo da votação e a leitura do resultado final da decisão.

O Parlamento da França é composto por 925 assentos, sendo 348 na chamada câmara alta, o Senado, e 577 assentos na câmara baixa, em que participam os deputados da Assembleia Nacional Francesa.

O quórum teve 852 votos emitidos e eram necessários 512 para a aprovação do Projeto de Lei constitucional, que venceu esmagadoramente por 780 contra 72.

“Sim, bastante. Obrigado. Obrigado por ela“, disse a deputada que leu o resultado. “O Congresso aprovou o projeto de lei constitucional relativo à liberdade de recurso à interrupção voluntária da gravidez, aprovado por maioria de três quintos dos votos expressos“, que agora será “transmitido ao Presidente da República” Emmanuel Macron. “Obrigado“.

Fonte: Urbs Magna

Prefeito bolsonarista de Cuiabá é afastado do cargo pela Justiça

Afastamento por 180 dias foi determinado pela Justiça de MT após pedido do Ministério Público. Emanuel Pinheiro é investigado por esquemas de desvio na Secretaria de Saúde de Cuiabá.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), foi afastado do cargo pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) sob a acusação de integrar organização criminosa. Ele é investigado por suspeita de envolvimento em esquemas de desvio na Secretaria Municipal de Saúde, apontou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), nesta segunda-feira (4).

À TV Centro América a assessoria do prefeito informou que ele já foi notificado e oficialmente afastado do cargo. É a segunda vez que ele é afastado da função (veja mais abaixo).

“É um inquérito que não houve sequer notificação prévia, nunca foi ouvido a respeito dessa situação. Foi pego de surpresa. O prefeito da capital afastado por 180 dias de surpresa. Os processos judiciais não admitem mais surpresas”, disse o advogado de Emanuel Pinheiro, Francisco Anis Faiad.

A decisão foi tomada pelo desembargador Luiz Ferreira da Silva, após pedido do Ministério Público, e determina o afastamento por 180 dias (seis meses).

De acordo com o TJ, o prefeito tem prazo de 15 dias para recorrer.

Prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) — Foto: Secom/Luiz Alves

Segundo a decisão, além do prefeito, o ex-secretário de Saúde Célio Rodrigues, o ex-secretário adjunto de Saúde Milton Corrêa e o assessor executivo da Secretaria de Governo Gilmar Cardoso também são investigados.

O advogado de defesa do ex-secretário Célio Rodrigues, Ricardo Spinelli informou que também vai se inteirar do processo para tomar as providências cabíveis e que vai se manifestar nos autos. Ele disse ainda que Célio deve ser colocado à disposição da Justiça sempre que convocado.

O g1 não conseguiu contato com as defesas de Milton Corrêa e Gilmar Cardoso.

Ainda conforme a decisão, as investigações começaram no dia 15 de fevereiro, quando foi identificado que os agentes públicos repetiram ações que foram alvo da Operação Capistrum – investigação que também revelou a estrutura de uma organização criminosa na Secretaria de Saúde em 2021.

Outro trecho do documento diz que as práticas criminosas foram confirmadas a partir de “inúmeras e reiteradas infrações penais que foram objeto de várias operações que recaíram no âmbito da Secretaria de Saúde de Cuiabá”.

A decisão destacou quais foram as operações que investigaram fraudes na Secretaria de Saúde:

  • Operação Sangria – identificou rombo de aproximadamente R$ 2 milhões;
  • Operação Curare – apontou prejuízo de cerca de R$ 100 milhões;
  • Operação Capistrum – identificou um desvio de R$ 16 milhões;
  • Operação Palcoscenico – apontou fraude em torno de R$ 730 mil;
  • Operação Hypnos – encontrou desvio de R$ 3 milhões;
  • Operação Smartdog – identificou o desvio de R$ 5 milhões;
  • Operação Overpay – detectou desvio de R$ 25 milhões.

A decisão confirmou que a maioria dos desvios teria ocorrido através da contratação de empresas para prestação de serviços sem licitação. Um exemplo disso foi o ‘Caso Family’, que investigou a contratação da empresa de propriedade do ex-secretário adjunto Milton Corrêa, no valor de R$ 5,1 milhões.

A decisão também apontou um caso de superfaturamento na contratação de serviços de tecnologia, no valor de R$ 52 milhões. Além disso, houve prejuízos de aproximadamente R$ 800 milhões na contratação de uma empresa para informatizar as unidades de saúde.

Segundo o relatório, todos os desvios totalizam cerca de R$ 1,2 bilhão, valor que foi confirmado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A Justiça também determinou que o prefeito afastado não pode manter contato, de forma direta ou indireta, com servidores e agentes públicos municipais, especialmente Célio Rodrigues, Milton Corrêa e Gilmar Cardoso, ou seus familiares. Além disso, ele está proibido de frequentar as dependências e órgãos da Prefeitura de Cuiabá.

Os demais envolvidos também devem se manter afastados da Prefeitura, dos órgãos municipais, e não devem manter contato entre si ou com Emanuel Pinheiro. Além disso, estão impedidos de ocupar cargos públicos.

Afastado pela segunda vez

Em outubro de 2021, a Justiça determinou o afastamento de Emanuel Pinheiro após uma investigação constatar que ele estava envolvido em uma suposta organização criminosa, voltada para contratações irregulares de servidores temporários na Secretaria Municipal de Saúde.

Na época, as investigações indicaram que a maioria das contrações foram feitas para atender os interesses políticos do prefeito. O então chefe de gabinete da prefeitura, Antônio Monreal Neto, teve a prisão temporária decretada.

Após entrar com recurso na Justiça, Emanuel Pinheiro retornou ao cargo no mês seguinte.

Fonte: G1

Lançamento do Relatório “Colapso em Maceió: o desastre da Braskem e o apagamento das violações”

O Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, lança o Relatório “Colapso Maceió o desastre da Braskem e o apagamento das violações”.
O relatório apresenta a partir de diferentes perspectivas, da fala dos atingidos e de fotos, o desastre de grandes proporções causado pela empresa Braskem na região urbana de Maceió, Alagoas. O desastre soma-se a outros do setor mineral, que se tornaram eventos recorrentes no Brasil nos últimos anos, como os desastres provocados pela Samarco/Vale/BHP Billiton, em 2015, pela Hydro, em 2018, e pela Vale, em 2019.

O Lançamento e roda de diálogo com os autores do estudo acontece na terça-feira, dia 05 de março às 19h.

Local: Igreja Nossa Senhora do Bom Parto – Avenida General Hermes – Bairro Bom Parto, Maceió – AL
(em frente ao Ginásio Tenente Madalena)

Lula assina projeto que regula atividade de motoristas de aplicativo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (4) a proposta de projeto de lei que regulamenta o trabalho de motorista de aplicativo. O texto do projeto de lei complementar será enviado para votação no Congresso Nacional. Caso seja aprovada pelos parlamentares, passará a valer após 90 dias.

No projeto, o governo propõe o valor que deve ser pago por hora trabalhada e contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Eles terão direito a receber R$ 32,90 por hora de trabalho. Desta forma, a renda mínima será de R$ 1.412.

“Vocês acabaram de criar uma nova modalidade no mundo de trabalho. Foi parida uma criança no mundo trabalho. As pessoas querem autonomia, vão ter autonomia, mas precisam de um mínimo de garantia”, disse o presidente Lula após a assinatura do documento.

O presidente acrescentou que a categoria deverá trabalhar para convencer os parlamentares a aprovar a proposta.

A proposta de projeto de lei é resultado de grupo de trabalho, criado em maio de 2023, com a participação de representantes do governo federal, trabalhadores e empresas, e que foi acompanhado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT).

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o grupo discutiu se os motoristas de aplicativo deveriam ser enquadrados nas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Segundo Marinho, a maioria da categoria optou pela autonomia com garantia de direitos.

“O que nasce aqui é uma organização diferenciada: autônomo com direito. Poderão ficar vinculados a tantas plataformas quiserem, organizarem seus horários, mas terão cobertura de direitos”, ressaltou o ministro.

Outras regras previstas no projeto

  • Criação da categoria “trabalhador autônomo por plataforma”
  • Os motoristas e as empresas vão contribuir para o INSS. Os trabalhadores pagarão 7,5% sobre a remuneração. O percentual a ser recolhido pelos empregadores será de 20%.
  • Mulheres motoristas de aplicativo terão direito a auxílio-maternidade
  • A jornada de trabalho será de 8 horas diárias, podendo chegar ao máximo de 12
  • Não haverá acordo de exclusividade. O motorista poderá trabalhar para quantas plataformas desejar.
  • Para cada hora trabalhada, o profissional vai receber R$ 24,07/hora para pagamento de custos com celular, combustível, manutenção do veículo, seguro, impostos e outras despesas. Esse valor não irá compor a remuneração, tem caráter indenizatório.
  • Os motoristas serão representados por sindicato nas negociações coletivas, assinatura de acordos e convenção coletiva, em demandas judiciais e extrajudiciais.

No Brasil

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022, o país tinha 778 mil pessoas trabalhando em aplicativos de transporte de passageiros, o equivalente a 52,2% dos trabalhadores de plataformas digitais e aplicativos de serviços. Outro indicador mostra que 70,1% dos ocupados em aplicativos eram informais.

Na cerimônia, o presidente do Sindicato de Motoristas de Aplicativo do Estado de São Paulo, Leandro Medeiros, afirmou que mais de 1,5 milhão de famílias no país dependem da renda gerada por transporte de passageiros por aplicativo.

Ele pediu que o governo avalie a criação de uma linha de crédito para que a categoria possa financiar a troca dos veículos que, segundo ele, vive “refém das locadoras de veículos”. O presidente Lula afirmou que tratará do tema com os bancos.

Já o diretor executivo da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, André Porto, destacou que a proposta concilia “avanço tecnológico com direitos sociais”.

Em nota, a Uber informou considerar o projeto apresentado pelo governo “como um importante marco visando a uma regulamentação equilibrada do trabalho intermediado por plataformas. O projeto amplia as proteções desta nova forma de trabalho sem prejuízo da flexibilidade e autonomia inerentes à utilização de aplicativos para geração de renda”.

“A empresa valoriza o processo de diálogo e negociação entre representantes dos trabalhadores, do setor privado e do governo, culminando na elaboração dessa proposta, a qual inclui consensos como a classificação jurídica da atividade, o modelo de inclusão e contribuição à Previdência, um padrão de ganhos mínimos e regras de transparência, entre outros”, diz a nota. 

A empresa afirmou ainda que irá acompanhar a tramitação do projeto no Congresso Nacional. 

Fonte: Agência Brasil

Católicos bolsonaristas boicotam a Campanha da Fraternidade 2024

Grupos católicos fundamentalistas estão fazendo boicote a Campanha da Faternidade 2024. Em algumas cidades, chegaram a pagar para circular em ônibus, publicidade contrária a CF 2024.

Esses grupos, que se identificam com o bolsonarismo, vem atuando em vários lugares do Brasil, e além de boicotarem a CF 2024, criticam também o Papa Francisco e suas posições progressistas.

Em Nota Conjunta, sete entidades católicas de expressão nacional, questionam a ação desses grupos fundamentalistas e de extrema-direita dentro da Igreja Católica.

Leia a nota:

Governo Bolsonaro liberou armas para 5 mil criminosos

O Exército brasileiro emitiu licenças de CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) para pessoas com condenação criminal, segundo matéria publicada nesta segunda-feira 4 pelo jornal O Estado de S. Paulo. Segundo a publicação, as licenças também foram emitidas para pessoas com mandados de prisão em aberto e para indivíduos usados como “laranjas” pelo crime organizado.

As informações, ainda segundo o Estadão, constam em um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), referente ao controle de armas por militares entre 2019 e 2022. Ou seja, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi marcado pelo incentivo à liberação de armas.

Nos quatro anos, 5.235 pessoas em processo de cumprimento de pena puderam manter os certificados de registro (CR) de armas de fogo. Desse total, 1.504 indivíduos tinham processos de execução penal em aberto.

O Exército também teria liberado armas de fogo para 2.690 pessoas com mandado de prisão em aberto.

Leia mais: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/durante-o-governo-bolsonaro-exercito-liberou-cacs-para-5-mil-condenados-por-crimes-diz-jornal/

Fonte: Carta Capital

Moradores realizam ato para relembrar os 06 anos dos crimes da Braskem

Os moradores dos bairros atingidos pela ação mineradora da Braskem, realizaram ontem, 03/03, em Maceió, um Ato por memoria, justiça e direitos.

Os moradores saíram em caminhada pelas ruas do bairro do Pinheiro para relembrar os 06 anos do maior crime ambiental urbano do mundo, cometido pela Braskem.

Os moradores realizaram um cerimônia de “Via Crucis”, uma caminhada organizada pela Igreja Batista do Pinheiro, para denunciar o descaso, a falta de direitos e a impunidade, já que até agora, os responsáveis não foram punidos.

Brasil e mais 23 países da Celac pedem cessar-fogo imediato em Gaza

Lula propôs uma moção à ONU pelo fim imediato do genocídio

O Brasil e mais 23 países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) emitiram declaração conjunta por um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, enclave palestino controlado pelo grupo Hamas que vem sendo alvo de ataques do governo de Israel. O documento que trata das ações israelenses na Palestina foi assinado durante a cúpula da Celac, na sexta-feira (1º), em Kingstown, capital de São Vicente de Granadinas.

 “Conscientes da intransigência refletida nas declarações do governo de Israel e do agravamento da crise humanitária em Gaza, deploramos o assassinato de civis israelenses e palestinos, incluindo os cerca de 30 mil palestinos mortos desde o início da incursão de Israel em Gaza, e manifestamos profunda preocupação com a situação humanitária catastrófica na Faixa de Gaza e com o sofrimento da população civil palestina”, diz a declaração.

Os chefes de Estado endossaram “fortemente” a exigência da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) de um cessar-fogo humanitário imediato em Gaza e de que todas as partes no conflito cumpram o direito internacional, especialmente no que diz respeito à proteção de civis. A resolução da ONU foi aprovada em dezembro de 2023.

A declaração dos países da Celac cita ainda casos em curso na Corte Internacional de Justiça para determinar se a ocupação continuada do Estado da Palestina por Israel constitui violação do direito internacional e se o ataque de Israel a Gaza constituiria genocídio. Os países também enfatizam a exigência de libertação imediata e incondicional de todos os reféns, e reiteram a solução de dois estados, Israel e Palestina, vivendo lado a lado dentro de fronteiras seguras e reconhecidas.

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cúpula da Celac e, durante seu discurso, propôs uma moção à ONU pelo fim imediato do genocídio de palestinos na Faixa de Gaza, imposto pelo governo de Israel. Para Lula, a reação de Israel aos ataques do Hamas é “desproporcional e indiscriminada” e a “indiferença da comunidade internacional [aos atos] é chocante”.

No dia 7 de outubro de 2023, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel e com a incursão de combatentes armados por terra, matando cerca de 1,2 mil civis e militares e fazendo centenas de reféns israelenses e estrangeiros.

Em resposta, Israel vem bombardeando várias infraestruturas do Hamas, em Gaza, e impôs cerco total ao território, com o corte do abastecimento de água, combustível e energia elétrica. Os ataques israelenses já deixaram cerca de 30 mil mortos, a maioria mulheres e crianças, além de feridos e desabrigados. A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos.

Ainda na declaração, os países da Celac exigem a garantia de acesso humanitário às áreas afetadas e apoiam a Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras aos Refugiados da Palestina (UNRWA). Criada em 1949, a agência da ONU desenvolve ações sociais, como educação, saúde e moradia, destinadas a palestinos na Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Síria e no Líbano.

No início deste ano, diversos países doadores suspenderam o financiamento à agência após denúncias de envolvimento de funcionários no ataque do grupo palestino Hamas a Israel, em 7 de outubro do ano passado. A UNRWA informou que rescindiu os contratos com os supostos envolvidos e abriu investigação.

O texto da Celac é assinado pelos chefes de Estado e de governo de Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Chile, Dominica, República Dominicana, Granada, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago e Venezuela.

A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos constitui o único mecanismo de diálogo que reúne, de maneira autônoma, o conjunto dos países em desenvolvimento do continente americano. Após 3 anos de afastamento, o Brasil se reintegrou em janeiro de 2023.

Apesar de ser um dos países fundadores da Celac, o governo anterior do Brasil deixou a comunidade, composta por 33 países. A reintegração ao bloco foi uma das primeiras medidas de política externa do presidente Lula no início de 2023, ao assumir o terceiro mandato.

Fonte: Agência Brasil

Depoimento do general Freire Gomes à PF complica a situação de Bolsonaro

Freire Gomes afirma à PF que Bolsonaro deu ordem para não desmontar acampamentos golpistas

O ex-comandante do Exército no governo Bolsonaro (PL), o general da reserva Marco Antônio Freire Gomes, respondeu a mais de 200 questionamentos da Polícia Federal durante seu depoimento de oito horas nesta sexta-feira (1). Segundo informações reveladas pelo Jornal da Band na noite deste sábado (2), Freire Gomes confirmou que não desmontou acampamentos de manifestantes golpistas na porta de Quartéis-Generais do Exército por ordem direta do ex-presidente.

O general também confirmou o relato feito pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, sobre a existência da reunião com os comandantes das Forças Armadas em que foi apresentada a minuta do golpe, que planejava a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o impedimento da posse do presidente Lula (PT). As novas informações obtidas pela Band, com fontes ligadas ao próprio general, indicam que Freire Gomes também confirmou a presença de Bolsonaro na reunião em questão, que teria ocorrido após as eleições, ainda durante o governo do ex-ocupante do Palácio do Planalto. 

As informações sobre o depoimento de Freire Gomes estão sob máximo sigilo, visando evitar vazamentos que possam comprometer a investigação em curso. A cautela que a PF tem adotado em relação ao depoimento é tamanha que nem a própria defesa do general foi autorizada a levar uma cópia do depoimento.

Fonte: Brasil 247

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