Mulheres realizam ato contra a violência e por direitos em Maceió

No Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, 08/03, cerca de duas mil mulheres tomararam as ruas do Centro de Maceió para protestarem contra a violência, em defesa da democracia, por direitos e contra o genocídio de mulheres e crianças na Palestina.

O movimento que reuniu mulheres do campo e da cidade, se concentrou na praça Deodoro e em seguida, puxado por um trio elétrico, percorreu as principais ruas do Centro.

Com faixas e bandeiras coloridas, o movimento de mulheres denunciou o feminicídio, a ameaça fascista contra a a democracia, a falta de igualdade salarial e de creches e punição aos responsáveis pelo desastre ambiental provocado pela Braskem.

Para Lenilda Lima, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, “A cultura patriarcal está infelizmente impregnada e várias mulheres são vítimas do feminicídio. Denunciamos essa violência contra as mulheres e também queremos equiparação salarial das mulheres e igualdade de direitos”.

O ato público foi organizado por diversas entidades, entre elas, a Marcha Mundial das Mulhereres e a Central Única dos Trabalhadores.

Governo Tarcísio é denunciado na ONU por letalidade policial

Pelo menos 39 pessoas foram mortas por policiais em pouco mais de um mês após agente ser baleado e morto em Santos

O governo paulista, chefiado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi denunciado nesta sexta-feira (8) ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), por conta da letalidade policial, especialmente na região da Baixada Santista, litoral do estado, onde acontece a chamada “Operação Escudo“.

A denúncia foi feita pelas organizações Conectas Direitos Humanos e Comissão Arns, durante a 55ª sessão do Conselho, realizada em Genebra, na Suíça. Em vídeo apresentado aos integrantes do colegiado, as organizações apontaram a escalada da letalidade policial no Estado de São Paulo nos últimos meses.

“Registros oficiais do Estado indicam que as mortes em decorrência de intervenção policial subiram 94% no primeiro bimestre de 2024. Esse é o resultado de uma ação deliberada do atual Governador, Tarcísio de Freitas, que vem investindo na violência policial contra pessoas negras e pobres”, pontua trecho da denúncia.

Segundo levantamento da Agência Brasil, já são 39 mortes em supostos confrontos com a polícia na Baixada Santista desde o último dia 2 de fevereiro, quando o soldado da Polícia Militar Samuel Wesley Cosmo foi baleado em Santos e não resistiu aos ferimentos.

“O Governador Tarcísio de Freitas promove atualmente uma das operações mais letais da história do Estado: a Operação Escudo, na região Baixada Santista. Há denúncias de execuções sumárias, tortura, prisões forjadas, e outras violações de direitos humanos, bem como a ausência deliberada de uso das câmeras corporais na Operação”, destacaram as organizações.

As organizações criticaram ainda a postura do governo Tarcísio em relação às câmeras corporais nos uniformes de agentes policiais. Apesar das reduções comprovadas das mortes de policiais em serviço e dos índices de letalidade policial, os investimentos no sistema foram cortados.

As organizações pediram ao Conselho para acionar o Estado brasileiro em uma tentativa de garantir medidas de combate à violência policial em São Paulo. Além da implementação do programa de câmeras, o pedido é para que haja investigações independentes, responsabilização de agentes públicos e da cadeia de comando, além de apoio às famílias.

Procurado pelo Brasil de Fato, o governo paulista informou, em nota, que está “comprometido com a proteção da população e a correta aplicação das leis vigentes”.

“As forças de segurança do Estado são instituições legalistas que operam estritamente dentro de seu dever constitucional, seguindo protocolos operacionais rigorosos. Não toleram excessos, indisciplina ou desvios de conduta, sendo todas essas práticas rigorosamente investigadas e punidas pelas corporações”, prossegue o texto.

Fonte: Brasil de Fato

Falta de docentes e técnicos pode parar a Uneal em abril

A Universidade Estadual de Alagoas vive uma das suas maiores crises da história. Sem professores e técnicos suficientes, muitos coordenadores de cursos e diretores de campi, tem apelado até para professores voluntários como forma de escamotear a grave situação.

Tem cursos funcionados com apenas dois professores, como o de pedagogia em União dos Palmares e o de Química em Arapiraca.

A situação dos tecnicos também não é diferente. Segundo o sindicato da categoria, muitos técnicos tem adoecidos e recentemente uma técnica de Arapiraca teve uma crise provocada por sobrecarga de trabalho.

Apesar das categorias reivindicarem concurso público para docentes e técnicos há anos, o governador Paulo Dantas (MDB) não encaminha a realização do concurso e a situação só se agrava.

Para o presidente do Sindicato dos Docentes da Uneal, professor Luiz Gomes, “o concurso só virá com mobilização da comunidade universitária e para isso, certamente vai ser necessário pararmos as atividades em abril, porque do jeito que está a Uneal não pode continuar”.

Os alunos também reclamam da falta de assistência estudantil, de restaurante universitário e da internet.

CPI da Braskem: ex-diretor do Serviço Geológico Brasileiro diz que mineradora agiu com “negligência e imprudência”

Geólogo Thales Sampaio liderou um estudo, em 2019, que revelou que a Braskem foi responsável pelo afundamento do solo em diferentes bairros de Maceió

Em depoimento à CPI da Braskem nesta quarta-feira (06), Thales Sampaio, geólogo e ex-diretor do Serviço Geológico Brasileiro (SGB), afirmou que a mineradora fez a extração de sal-gema em Maceió com “negligência e impudência”.

Sampaio liderou um estudo, em 2019, que revelou que a Braskem foi responsável pelo afundamento do solo em diferentes bairros de Maceió. De acordo com o ex-diretor da SGB, a mineradora não obedeceu a largura e nem a distância entre as cavidades exploradas, como, segundo ele, ficou comprovado em estudos desenvolvidos posteriormente.

“A Braskem sabia perfeitamente que essas cavidades estavam se juntando. […] Ela deixou vazios debaixo do bairro equivalente a 700 mil caminhões de areia, o equivalente a três estádios do Maracanã […] Pela quantidade de vazios que existem no subsolo de Maceió, a quantidade de areia é absurda para preencher e a operação de engenharia é mais absurda ainda”, afirmou Sampaio.

Questionado pelo relator da CPI, senador Rogério Carvalho (PT-SE), se as evidências técnicas apontavam para alguma idoneidade da Braskem, o geólogo disse que houve “negligência e imprudência”, mas não quis apontar nenhum responsável.

Sampaio também revelou detalhes sobre os bastidores da investigação. Segundo ele, a Braskem operava sem autorização para extrair a água utilizada para preencher as minas de sal-gema em poços em aquíferos na região do bairro do Pinheiro.

O ex-diretor da SGB contou que havia dificuldade na relação com a mineradora, caracterizada por discordâncias frequentes nos estudos apresentados pela SGB e comportamento desrespeitoso da Braskem durante as reuniões. Segundo Sampaio, a empresa impunha “silêncio” entre os técnicos e funcionários da planta.

“O Serviço Geológico do Brasil estava pressionado e estava com medo. Teve um determinado momento em que tinha gente querendo sair da equipe”, disse.

Ao ser pressionado pelos senadores para revelar os nomes e momentos em que o geólogo e sua equipe foram ameaçados, o depoente preferiu não se comprometer. Por isso, o relator afirmou que irá investigar atas de reuniões e protocolos para saber quem são os possíveis ameaçadores.

“Ao longo de toda a apresentação, houve vários questionamentos que esclareceram pra nós todos o quanto a Braskem e outras empresas tiveram responsabilidade na produção ou na formação do estado em que se encontra a mina de sal-gema no subsolo da região de Maceió. Os nomes, os relatórios e tudo aquilo que foi tocado aqui a nossa assessoria já foi orientada a solicitar sob a forma de informação”, disse Carvalho

Sampaio também revelou que a profundidade estimada da mina sete, próxima à Lagoa Mundaú, era comparável à altura do Empire State Building nos Estados Unidos, que é de 385 metros. Ainda segundo o geólogo, o vazio não indica que um novo colapso irá acontecer, mas deixa o sinal ligado o sinal de um possível desastre.

Depoimento adiado e requerimentos aprovados

Na sessão desta quarta estava previsto um outro depoimento com o Diretor-Geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa. Porém, o depoente não compareceu. Ao presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), Souza afirmou que está fora do país em uma viagem oficial e que está à disposição para depor numa outra data.

Foram aprovados, ainda, requerimentos para convocação e pedidos de informação da ANM, Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A próxima sessão da CPI está prevista para terça-feira (12), às 9h.

Outro lado

Em nota, a Braskem diz “que sempre contou com equipe de profissionais qualificados e suporte de consultores externos para suas operações”.

“Da mesma forma, a extração de sal-gema foi acompanhada interna e externamente utilizando a melhor técnica disponível no momento, fiscalizada pelos órgãos públicos competentes e com todas as licenças necessárias para sua operação”, afirma a empresa.

Fonte: CNN

Estado genocida de Israel está matando crianças de fome no norte de Gaza, alerta OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu para que Israel facilite a entrada de ajuda humanitária em Gaza

Nesta terça-feira (5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre o colapso do estado nutricional da população na Faixa de Gaza e afirmou que pelo menos 15 crianças morreram nos últimos dias devido à falta de comida. “A desnutrição é particularmente extrema no norte de Gaza. O rápido e grave declínio da desnutrição em Gaza não tem precedentes a nível mundial, quando isso não era um problema. Gaza era autossuficiente quando se tratava de peixe, aves, ovos, vegetais e frutas”, pontuou Richard Peeperkorn, responsável da OMS para os territórios palestinos.

A OMS apelou mais uma vez a Israel que facilite o acesso à ajuda humanitária, assim como de combustível, sem o qual não pode ser gerada a eletricidade necessária para áreas críticas, sejam unidades de cuidados intensivos ou de enfermagem.

O chefe-adjunto do gabinete da OMS, Ahmed Dahir, disse que 10 crianças morreram recentemente no hospital Kamal Adwan, local que visitou no fim de semana.  A morte de outras cinco crianças devido à desnutrição e desidratação foi relatada em outros locais.

O hospital Kamal Adwan é a maior unidade hospitalar especializada em cuidados pediátricos, situada no norte de Gaza, zona mais devastada pela guerra e, apesar dos danos nas suas infraestruturas, da destruição de alguns dos seus edifícios, da escassez de material médico e da falta de combustível e eletricidade, voltou a funcionar muito precariamente. “Os pacientes e a equipe médica sobrevivem com uma refeição por dia”, contou Dahir.

O porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), James Elder, esclareceu que a desnutrição costuma deixar consequências para toda a vida, comprometendo o desenvolvimento do cérebro e dos principais órgãos da criança e expondo-a facilmente a qualquer infecção devido à falta de nutrientes proporcionados por uma alimentação variada. Em casos mais extremos, o déficit calórico pode levar à falência de órgãos vitais. Elder explicou que uma criança com menos de cinco anos de idade com desnutrição grave tem 11 vezes mais probabilidade de morrer desta causa do que de pneumonia, que é a doença mais letal na infância.

Catástrofe sanitária e humanitária

O Ministério da Saúde de Gaza informou que o exército israelita já matou 364 profissionais de saúde e prendeu 269 no local de trabalho. Segundo autoridades palestinas, as ofensivas contra as infraestruturas sanitárias provocaram a destruição de 155 edifícios de saúde e colocaram fora de serviço 32 hospitais e 53 centros médicos, além de 126 ataques a ambulâncias.

“A situação sanitária é absolutamente catastrófica e indescritível, e está a piorar cada vez mais devido à falta de assistência médica necessária. A ocupação israelita provocou deliberadamente uma catástrofe humanitária e sanitária incalculável e contribuiu para a propagação de epidemias e doenças infecciosas”, de acordo com um comunicado do ministério.

Fonte: Diário de Pernambuco

Petroleiros fazem paralisação contra demissões em refinaria privatizada

De acordo com a FUP, Acelen demitiu 150 trabalhadores da Refinaria Mataripe, na Bahia, sendo 30 próprios e 120 terceirizados. Petrobras tenta recuperar a unidade

Trabalhadores da Refinaria Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, decidiram pela paralisação das atividades nesta quarta-feira (6), a partir das 6h15. A greve de 24 horas é uma resposta à política de demissão em massa de empregados próprios e terceirizados implementada pela empresa. Os trabalhadores aprovaram a paralisação em reunião com representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), do Sindipetro Bahia e do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Siticcan).

A privatização da Rlam, segunda maior do país, ocorreu em 2021, durante o governo Bolsonaro. Assim, a unidade passou ao controle da Acelen, empresa do fundo privado Mubadala Capital. O fundo árabe pagou US$ 1,8 bilhão, menos da metade do valor da refinaria. Em função disso, a nova gestão da Petrobras vem costurando um acordo para reaver a unidade.

De acordo com a FUP, a Acelen demitiu 150 trabalhadores, sendo 30 próprios e 120 terceirizados. A empresa conta hoje com 1.725 empregados, dos quais 700 terceirizados. Somente nesta terça-feira (5), foram demitidos 28 empregados.

“Lutamos pela manutenção dos empregos e contra a política irresponsável da Acelen que promove a cada dia demissões em massa”, afirmou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em nota. Ao mesmo tempo, a FUP e as entidades sindicais vêm negociando o retorno de 300 trabalhadores que foram transferidos da Rlam após a privatização.

Retorno à Petrobras

Em viagem a Abu Dhabi em fevereiro, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciou que está construindo uma parceria com o fundo Mubadala para que a estatal brasileira retome as operações da Rlam. De acordo com a FUP, essas negociações teriam precipitado as demissões.

“Tudo indica que depois desse anúncio, a Acelen está reduzindo o número de efetivo”, disse Deyvid. Ele alertou que os cortes afetam a manutenção das unidades e a segurança das atividades. Além disso, a FUP vem recebendo denúncias de redução de contratos de manutenção e demissões no Terminal Madre de Deus, principal ponto de escoamento da produção da Refinaria de Mataripe, também sob controle da Acelen.

Fonte: Rede Brasil Atual

Governo do Chile exclui empresas israelenses de feira aeroespacial e de defesa

Maior evento do setor na América Latina será realizado entre 9 e 14 de abril. Embaixador de Israel no Chile diz que não ficou surpreso com a exclusão de seu país

O governo do Chile anunciou nesta terça-feira (5) a decisão de excluir empresas israelenses da principal feira aeroespacial e de defesa da América Latina, programada para ocorrer em Santiago em abril.

De acordo com comunicado do Ministério da Defesa, a edição de 2024 da Feira Internacional do Ar e do Espaço (FIDAE), agendada entre 9 e 14 de abril, não contará com a participação de companhias israelenses.

“Por decisão do governo do Chile, a edição de 2024 da Feira Internacional do Ar e do Espaço (FIDAE), que será realizada entre 9 e 14 de abril, não contará com a participação de empresas israelenses”, diz comunicado.

O embaixador de Israel no Chile, Gil Artzyeli, revelou à agência AFP que o governo não o contatou para notificá-lo e que tomou conhecimento da exclusão apenas por meio do comunicado ministerial.

“É difícil dizer que estamos surpresos levando em conta a doutrina do governo com Israel”, comentou Artzyeli.

Crianças e mulheres, as principais vítimas

Os recém-nascidos de 5.500 mulheres que entrarão em trabalho de parto no próximo mês correm risco de morrer por conta da inexistência de qualquer serviço pré ou pós-natal na Faixa de Gaza.

Segundo levantamento do jornalista Jamil Chade, do Uol, 90% das crianças de 6 a 23 meses e das mulheres grávidas e lactantes enfrentam grave pobreza alimentar na Faixa de Gaza. Os alimentos que estão disponíveis para elas todos os dias são de baixo valor nutricional e pertencem a apenas dois ou menos grupos de alimentos.

Confira outros dados:

  • 90% das crianças menores de cinco anos são afetadas por uma ou mais doenças infecciosas.
  • 70% das crianças tiveram diarreia nas duas semanas anteriores à avaliação feita pela Unicef. Esse aumento sem precedentes tem implicações diretas sobre o status nutricional das crianças menores de cinco anos, bem como de outras populações vulneráveis.
  • 81% das famílias não têm água limpa e segura. O acesso médio das famílias é de menos de um litro por pessoa por dia. Isso está longe do padrão mínimo de 15 litros por pessoa por dia e é especialmente preocupante para os bebês que são alimentados com fórmula infantil.

Fonte: Rede Brasil Atual

Estado genocida de Israel bloqueia ajuda humanitária brasileira que seria entregue a palestinos

O Palácio do Planalto confirmou ao Brasil de Fato na noite desta terça-feira (5) que a ajuda humanitária enviada pelo governo brasileiro aos palestinos foi bloqueada por Israel em Rafah. A informação foi divulgada mais cedo pelo deputado italiano Angelo Bonelli, que está na região.

De acordo com Bonelli, o Brasil enviou cerca de 30 caixas de insumos, que incluem filtros de água e freezers. O parlamentar europeu, membro do Partido Verde na Itália afirma que o motivo alegado pelos israelenses para rejeitar a entrega de ajuda nesta terça-feira, (5), é que seria “incompatível e perigosa para a segurança do Estado de Israel“.

Os insumos brasileiros fazem parte dos cerca de dois mil caminhões que aguardam há mais de um mês autorização de Israel para entrar em Gaza com ajuda humanitária. Esses veículos levam suprimentos, equipamentos e alimentos enviados por França, Singapura, Alemanha, Itália, Espanha, Kwait, entre outros. As caixas com os insumos estão em um galpão da Cruz Vermelha em Arish, há 20 km da fronteira com Gaza.

Bonelli divulgou uma série de vídeos na área onde os caminhões estão retidos. Nas imagens, é possível ver uma fileira enorme de veículos que aguardam autorização de Israel para entrar em Gaza. O deputado italiano está na região em uma comitiva de 14 parlamentares italianos de oposição que chegou a Rafah há três dias.

Os bloqueios ocorrem porque a região da fronteira em Rafah, cidade no norte de Gaza que faz fronteira com o Egito, está sob controle das forças militares israelenses que fiscaliza tudo que entra em território palestino por meio de equipamentos de raio-X. 

Segundo Bonelli, entre os itens que foram barrados pelos israelenses e aguardam em um galpão da Cruz Vermelha estão cilindros de oxigênio, camas para cuidados de longa permanência, incubadoras, geladeiras, barracas, muletas, qualquer coisa que produza energia, incluindo painéis solares.

A reportagem questionou o Itamaraty sobre a situação por e-mail, mas ainda não obteve retorno.

Crianças morrendo de fome

O bloqueio israelense ocorre em meio ao agravamento da tragédia humanitária na região. Nesta segunda-feira (4), a Organização Mundial da Saúde informou que ao menos 10 crianças morreram de fome em Gaza nos últimos dias. Uma equipe da organização realizou visita a um hospital na parte norte de Gaza no final de semana e constatou o cenário crítico.

“Níveis graves de desnutrição, menores morrendo de fome, grave escassez de combustível, alimentos e suprimentos médicos, edifícios hospitalares destruídos”, escreveu nesta segunda o diretor da OMS, Tedros Adhanom em seu perfil no X/Twitter. 

Fonte: Brasil de Fato

Profissionais da Maternidade Santo Antônio protestam após três meses de atraso salarial

Os profissionais da saúde do Hospital e Maternidade Santo Antônio protestaram, hoje de manhã, 05/03, após três meses de atraso salarial, além do não repasse do complemento do piso salarial nacional da enfermagem.

Eles denunciam também práticas de assédio moral, sobrecarga de trabalho e desvio de função. Com cartazes “Chega de exploração, basta de abusos!”, “Queremos salarios em dia” e “Enfermagem salva vidas e merece respeito!”, eles cobraram o pagamento dos salários atrasados e melhores condições de trabalho.

Fonte: Redação com Agora! Alagoas

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