Confea acusa Braskem de negligência no monitoramento e manutenção das minas

Relatório inédito do grupo de trabalho sobre abalos sísmicos em Maceió revela que a mineradora desligava as bombas que pressurizavam as cavernas para economizar energia

Um relatório do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), até então inédito, embora tenha sido concluído em novembro de 2019, revela – com um espantoso atraso de mais de quatro anos – que a Braskem foi negligente e irresponsável no monitoramento das 35 minas de sal-gema que a empresa explorava desde a década de 70.

O documento começou a ser fundamentado logo após os abalos sísmicos de março de 2018. Produzido pelo Grupo de Trabalho criado pelo Confea e coordenado pelo geólogo Waldir Duarte da Costa Filho, tendo como coordenador adjunto o engenheiro Zerisson de Oliveira Neto, o relatório acusa a Braskem de abandonar as minas inativas e de desligar as bombas que pressurizavam as cavernas para economizar energia, quando a companhia elétrica adotava a bandeira vermelha, aumentando o valor do consumo.

A denúncia consta na conclusão do relatório, registrada desse jeito: “Pelo exposto, o Grupo de Trabalho conclui, pelos dados ora existentes, que houve desleixo por parte da empresa mineradora, tendo em vista o abandono dos poços/minas inativos (as), inclusive desligando as bombas que pressurizavam as cavernas, em horários de bandeira vermelha da companhia elétrica, com vistas a economizar, porém, causando despressurização, propiciando a fluência salina”.

Com isso, “há fortes indícios de que as deformações provocadas pela fluência do sal nos poços inativos sejam responsáveis pela subsidência superficiais e suas consequências (faturamento e rachaduras superficiais). Tais consequências, citadas no item anterior, são agravadas, evidentemente, pelas condições de ocupação do bairro, falta de saneamento, fossas e pluviometria”.

O relatório concluiu que “apesar dos fortes indícios à luz dos dados atuais, não se pode afirmar categoricamente que as subsidências superficiais (ainda em andamento) e suas consequências, são resultados dos deslocamentos e eventuais rupturas das cavidades resultantes da extração de sal”.
Para um diagnóstico conclusivo, os integrantes do Grupo de Trabalho do Confea recomentaram que se faz necessário os estudos da Braskem e da CPRM, bem como as informações exigidas pela ANM à Braskem, conforme as seguintes recomendações:

“Monitoramento das perfurações dos poços/minas por acelerômetro para verificar se esta atividade influi nos eventos ocorridos na área; instalação de uma rede de geofones em subsuperfície para identificação, mapeamento e monitoramento dos microssismos em tempo real; monitoramento topográfico por DGPS abrangente na área afetada pela atividade de mineração; perfil estratigráfico e estrutural de cada poço; mapeamento detalhado da estratigrafia estrutural sob o bairro, por métodos diretos, com especial atenção para a caracterização das falhas existentes e com análise tridimensional de seções estratigráficas; e efetuar novas medidas de sonar em todos os poços, em face de elevado abatimento de teto em 14 poços”.

“Além dessas exigências, especial atenção deverá ser dada para dirimir dúvidas a respeito do conglomerado da Formação Poção, pois a mineradora alega ser uma camada muito resistente que age como um escudo, protegendo as camadas superiores das eventuais subsidências provocadas pelo deslocamento das cavidades. Na literatura, entretanto, a composição do conglomerado, grãos angulares e matriz arenítica, não se coaduna com a resistência defendida pela mineradora”, acrescentou o relatório.

SILÊNCIO CRIMINOSO

O Confea deixou claro ainda que, enquanto o trabalho do grupo não fosse disponibilizado, “não se poderia apontar responsabilidades técnicas”. Apesar dessa preocupação, o relatório não foi divulgado e não estava disponível no site oficial do Confea.

A reportagem da Tribuna Independente só teve acesso a ele por meio de um morador de Bebedouro, vítima da mineração, que conseguiu o documento, depois de muita insistência e com base na Lei de Acesso à Informação.

Segundo esse morador, que pediu sigilo porque ainda se encontra em litígio com a Braskem quanto à indenização da sua casa, o Confea e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (CREA/AL) teriam engavetado o relatório, “de forma criminosa”, porque o documento denunciava o descaso da Braskem no monitoramento das 35 minas de sal-gema, em Maceió.

O silêncio obsequioso dos dirigentes do Confea e do CREA/AL também foi denunciado pela coordenação do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), que recebeu o relatório desse morador de Bebedouro, na semana passada, e fez questão de encaminhá-lo à imprensa para que “esse escândalo” viesse à tona.

Por incrível que pareça nem a presidente do CREA/AL, Rosa Tenório, conhecia o relatório do Confea. Ela alegou que assumiu o Conselho depois da pandemia da Convi-19 e quando o relatório foi concluído, em novembro de 2019, quem presidia o CREA/AL era o engenheiro Fernando Dacal.

VISITA AO PINHEIRO

No site do Confea constava apenas em arquivo uma reportagem sobre a movimentação do Grupo de Trabalho em Maceió, participando de reuniões no auditório do CREA/AL e visitando o bairro do Pinheiro, para verificar as rachaduras provocadas pela mineração da Braskem.

Representantes da Defesa Civil Municipal também participaram das discussões com conselheiros do Confea, especialistas e o então presidente Fernando Dacal, em junho de 2019, em Maceió.
O Grupo de Trabalho do Confea tinha na sua composição dois engenheiros da diretoria do CREA/AL: Zerisson de Oliveira Neto (titular) e Oswaldo de Araújo Costa Filho (suplente). Eles também se calaram, não deram divulgação ao relatório do qual participaram da elaboração.

O GT foi instituído pela Decisão Plenária nº PL-0234/2019, logo após a repercussão dos abalos sísmicos registrados em março de 2018. Os tremores provocaram rachaduras em imóveis e ruas do Pinheiro e dos bairros vizinhos: Bebedouro, Mutange, Bom Parto e Farol.
As consequências da mineração predatória praticada pela Braskem resultaram no afundamento do solo na região, motivando as ações da Defesa Civil Municipal para evacuar residências e interditar logradouros dessas comunidades.

Até então, a mineradora se negava a assumir a culpa pelo desastre, só depois dos estudos feitos pelos geólogos do Serviço Geográfico Brasileiro, comprovando as causas das rachaduras e do afundamento do solo, foi que a petroquímica reconheceu o crime que vinha praticando. A situação só não foi agravada porque a Justiça, com base no relatório da CPRM, determinou o fim das atividades de mineração em Maceió e a desativação das 35 minas de sal-gema.

GT DO CONFEA

Antes que as atividades de mineração da Braskem fossem desativadas, o GT do Confea esteve em Maceió, para verificar e debater o problema com os conselheiros do CREA/AL e representantes da Defesa Civil.

Nas reuniões, o GT contou com a presença de representantes do Serviço Geológico Brasileiro – CPRM (geólogo Thales Sampaio e equipe), da Universidade Federal de Alagoas (geóloga Rochana Lima), da Defesa Civil Municipal (Dinário Lemos), do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Meteorologista Humberto Barbosa), do Instituto de Meio Ambiente de Alagoas (Jean Paul) e da Braskem (Engenheira Química Isabel Kenny) – empresa responsável pela mineração de sal-gema na região, os quais apresentaram as informações que possuem a respeito do caso, além do material produzido em face das investigações geológicas/geotécnicas realizadas até o momento.

Além dessas reuniões, os membros do GT realizaram visita técnica na região e obtiveram mais dados técnicos. A visita contou com a participação do então presidente Fernando Dacal, da equipe de fiscalização do CREA-AL, representante da UFAL e engenheiros civis contratados pela Braskem para realizar os serviços de drenagem e pavimentação das áreas atingidas pelos abalos.

Com base nessas reuniões e visitas, além dos estudos realizados, o GT concluiu o relatório, deixando claro a irresponsabilidade da Braskem na operação e no monitoramento das minas. Ou seja, desde novembro 2019, um ano e 8 meses depois dos abalos sísmicos, o Confea sabia que pelo menos cinco bairros da cidade estavam afundando, junto com a Lagoa Mundaú, por causa a retirada de sal-gema pela multinacional Braskem, mas não divulgou o relatório do GT sobre os crimes da mineradora.

OUTRO LADO

Petroquímica não desmente denúncia, mas diz que sempre respeitou parâmetros técnicos

Questionada sobre a denúncia de negligência e irresponsabilidade no monitoramento das 35 minas, a Braskem se defendeu, por meio da sua assessoria de comunicação, com este posicionamento, que publicamos na íntegra:

“A extração de sal-gema em Maceió sempre respeitou os parâmetros técnicos aplicáveis à atividade, foi acompanhada interna e externamente utilizando a melhor técnica disponível no momento, fiscalizada pelos órgãos públicos competentes e com todas as licenças necessárias para sua operação. Todas as informações sobre as cavidades, cuja extração foi definitivamente encerrada em 2019, constam do processo minerário e são públicas”.

Fonte: Alagoas Inform

Quase 10 milhões de jovens sem ensino básico estão fora da escola

Maioria vem de famílias com renda per capita de até um salário mínimo

No Brasil, 9,8 milhões de jovens, de 15 a 29 anos – ou 19,9% da população dessa faixa etária – não concluíram a educação básica (formada pela educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio) e não frequentam escolas, segundo dados da pesquisa Juventudes Fora da Escola, do Itaú Educação e Trabalho e da Fundação Roberto Marinho, baseada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022. 

De acordo com o levantamento, divulgado nesta segunda-feira (11), a maioria desses jovens (78%) provém de famílias com renda per capita de até um salário-mínimo (R$ 1.412,00), e sete em cada dez (70%) são negros. A maioria (43%) não terminou o Ensino Fundamental; 22% completaram o Ensino Fundamental mas não iniciaram o Médio; e 35% têm o Ensino Médio incompleto.

Oito a cada dez desses jovens estão fora da escola há mais de dois anos – a média, segundo a pesquisa, é de seis anos fora da escola. A maioria deles (84%) fazem parte da força de trabalho – 69% estão ocupados e, desses, 67% estão ocupados na informalidade.

“Os dados revelam a questão do mundo do trabalho como central na decisão desses jovens que estão fora da escola, seja na tomada de decisão para interromper os estudos, seja para retomá-los. Temos o compromisso constitucional de, na escola, formarmos profissionalmente os jovens, para que eles tenham condições de garantir inserção produtiva digna e dar sequência na carreira que desejarem optar”, destaca a superintendente do Itaú Educação e Trabalho, Ana Inoue.

A pesquisa mostra que 73% dos jovens disseram que pretendem concluir a educação básica. Entre as principais razões para terminar o ensino, os jovens apontam a perspectiva de melhora da condição profissional, seja para ter um emprego melhor (37%) ou arrumar um emprego (15%), seguido pelo desejo de cursar uma faculdade (28%).

Já os 27% que responderam não pretender concluir o ensino indicaram como principais razões para isso a necessidade de trabalhar (32%), seguida por precisar cuidar da família (17%). Do total de jovens ouvidos, 92% concordam que concluir a educação básica ajudaria a ter melhores oportunidades de trabalho. 

“Fortalecer a educação profissional e tecnológica é fundamental nesse sentido, para que os jovens tenham formação adequada e alinhada às tendências do mundo do trabalho, assim como é urgente criarmos condições para que essa parcela da população estude e tenha oportunidades profissionais”, ressalta Inoue.

Em nota, o Ministério da Educação disse que o governo federal instituiu em 2024 o programa Pé-de-Meia, destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público. “Seu objetivo é democratizar o acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens do ensino médio, além de promover mais inclusão social pela educação, estimulando a mobilidade social”. 

Fonte: Agência Brasil

13 milhões de brasileiros deixaram de passar fome em 2023

Em pesquisa encomendada pelo governo, Instituto Fome Zero analisou indicadores de inflação e de emprego e verificou menor exposição dos mais pobres à insegurança alimentar grave.

Uma pesquisa do Instituto Fome Zero, encomendada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), mostra que o número de brasileiros que passam fome caiu de 33 milhões em 2022 para 20 milhões em 2023.

A projeção, divulgada nesta segunda-feira (11), foi feita a partir do cruzamento de dados da Pesquisa de Orçamento Familiar e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), ambas do IBGE.

O estudo considera duas situações de insegurança alimentar:

  • Insegurança Alimentar Moderada: Nessa condição, o indivíduo não faz as três refeições diárias ou não se alimenta o suficiente para ter uma vida saudável.
  • Insegurança Alimentar Grave: Nessa condição, o indivíduo fica um dia ou mais sem comer, no que se traduz como passar fome.

O instituto estima que, após subir de 20,6% para 32,8% entre 2018 e 2021, o nível de insegurança alimentar caiu desde então e chegou a 28,9% em 2023.

Projeção da Insegurança Alimentar e Nutricional e estimativas

De acordo com o estudo, a redução estimada na quantidade de pessoas que vivem em situação de insegurança alimentar grave no país está relacionada à queda do desemprego, com a dinâmica favorável dos preços, especialmente dos alimentos.

Também colaborou o crescimento da renda da população, puxado principalmente pelos ganhos com os programas de transferência de renda e pelo reajuste acima da inflação do salário mínimo.

Poder de compra

A política de valorização do salário mínimo, proposta pelo governo federal no ano passado e retomada este ano, prevê reajustes anuais que levem em conta

  • a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e
  • a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto de dois anos antes.

A recomposição do poder de compra, de acordo com o estudo, fortalece a tendência da redução da insegurança alimentar e nutricional da população.

“As pessoas ganharam mais do que perderam com a inflação. Mas o maior elemento é a política de aumento do salário mínimo, que atinge todos os brasileiros, mesmo aquelas pessoas que não ganham o salário mínimo são afetadas”, explica o ex-ministro de Combate à Fome, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura de 2012 a 2019, e um dos fundadores do Instituto Fome Zero, José Graziano.

Índice de Miséria

O Instituto Fome Zero analisou os indicadores de desemprego e de inflação para retratar a exposição da população carente à insegurança alimentar e nutricional. Combinados, os dois indicadores formam o Índice de Miséria.

Após relativa estabilidade no indicador para o período entre 2017 e 2019, o indíce cresceu entre 2019 e 2021, quando alcançou 21,2%. A partir de 2022, no entanto, voltou a cair, chegando a 12,4% em 2023.

Segundo o estudo, no ano passado, a inflação baixa beneficiou os mais pobres e foi o principal fator para a continuidade da queda do Índice de Miséria.

Histórico

Quatro anos após deixar o Mapa da Fome, a insegurança alimentar e nutricional voltou a crescer no Brasil. E, em 2020, com a crise sanitária da COVID-19 e com a deterioração acentuada dos rendimentos dos mais pobres, o quadro piorou.

Em 2022, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) divulgou um diagnóstico dos brasileiros em situação de insegurança alimentar. Naquele ano, o país bateu a marca de 33 milhões de brasileiros que não tinham o que comer por um dia ou mais

Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Brasil Sem Fome. O governo federal estabeleceu a meta de tirar o país do Mapa da Fome até 2030 e reduzir a menos de 5% o percentual de domicílios em situação de insegurança alimentar grave.

Fonte: G1

CHAMA O UBER

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 10 de Março de 2024

Uma novidade vem aí! Lula envia para o Congresso um projeto para os motoristas de aplicativos(Uber). O projeto visa estabelecer um salario minimo fixo, contribuição para o INSS e alguns benefícios que a Seguridade Social garante aos demais trabalhadores que tem a “azulzinha” assinada.
Antigamente ter o registro na carteira era um sonho de todos brasileirinhos que se inseriam no mercado de trabalho, mas isso ficou no retrovisor, pelo menos na cabeça dos novos “empreendedores” brazucas da terra plana.
O lema agora é liberdade, autonomia, solteiriçe, vínculo zero, lobo solitário, um contra todos, antes só do que mal acompanhado, tudo isso acompanhado com a mais sofrível exploração de sua mão obra, mas isso não importa para aquele que ta no engarrafamento do chorume da lavagem cerebral e do falso discurso de não ter um patrão.
A Uber agradece!

Outro ramo, mas da mesma raiz são os entregadores de comida, tambem por aplicativo, como o Ifood, Rappi, empresas que não quiseram negociar com o Governo Lula, Presidente que deseja mais emprego e mais direitos para os “empreendedores” que trafegam no corredor da morte todos os dias, entregando comida, sem ter o comer, montados em motos que não são donos, pedalando em magrelas com os ossos à mostra
Será que eles(as)(motoboys(girl) serão mais inteligentes que os companheiros de 4 rodas?
Registre- se tudo isso ao fato que ocorreu no Rio de Janeiro, onde entregador Nilton foi baleado pelo policial militar Roy só porque não adentrou o condomínio para deixar a comida no colo do cliente virtual. As perguntas que ficam são as mesmas; quem vai sustentar a família do entregador que tá hospitalizado? Quem vai pagar as contas de Nilton? Quem vai arcar com o tratamento do trabalhador?
O APP, né?
Se o caso tivesse ocorrido em São Paulo, o Governador Tarcísio diria: “Não tô nem aí”, uma espécie de cópia do “e daí”. Afinal, cliente para o Governador Tarcicio sempre tem razão e se for policial com “fominha” pode até meter bala.
Muda- se os atores, mas a novela é a mesma.

A semana contou com o Dia Internacional da Mulher e a Reflexão Flavio Show faz uma entrega rapidinha de milhões de parabéns para todas. Diferentemente dos trabalhadores de aplicativos, as mulheres querem seus direitos reconhecidos e ampliados, pois quem vive só de gorjeta é o “flanelinha”, por enquanto!
5 estrelas para as mulheres, já para os trabalhadores de aplicativo vai uma estrela , vermelha, cheia de conquistas, basta aceitar.

Reflexões Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 170

Eduardo Bolsonaro é barrado de audiência pela comissão de direitos humanos dos EUA

Deputado delira e afirma que “a esquerda tenta ocultar a realidade brasileira em ano de eleições presidenciais nos Estados Unidos”

Mais um vexame na enorme lista da família Bolsonaro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou sua conta no X, antigo Twitter, para se queixar do que chamou de “censura” por parte da “esquerda e do establishment” nos Estados Unidos. Segundo o filho de Jair Bolsonaro (PL), o parlamentar norte-americano Jim McGovern teria articulado para vetar a audiência programada no Congresso americano, promovida pela Comissão de Direitos Humanos, da qual Eduardo tentava participar.

A audiência, que estava marcada para acontecer na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos EUA e seria presidida pelo deputado Chris Smith, foi cancelada, segundo Eduardo, devido à pressão dos democratas. Em mais um de seus delírios, ele afirmou que “para calar a verdade sobre o que está ocorrendo no Brasil recorreram à censura, que é a arma dos covardes e fracos”.

“A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos EUA, presidida pelo mesmo Dep. Chris Smith que nos convidou, está paralisada, pois os republicanos também não vão permitir que os democratas façam as suas audiências”, afirmou o deputado brasileiro.

Eduardo Bolsonaro também acusou a Comissão de Direitos Humanos de ser utilizada como instrumento para promover desgaste de figuras mais à direita, não só no Brasil, mas em outros países. Ele argumentou que a esquerda se apropria do termo “direitos humanos”.

“A esquerda se apropria do termo ‘direitos humanos’ e seleciona em quem jogará a culpa por suas supostas violações. Tem noção da exposição que eles estão levando a cabo, em ano de eleição presidencial nos EUA, para tentar esconder o que está ocorrendo no Brasil?”, questionou, em nova “análise” risível.

Eduardo Bolsonaro insiste e diz que não desistirá

Apesar do cancelamento da audiência, o deputado brasileiro afirmou que não desistirá de sua “missão” nos EUA e prometeu continuar conversando com mais parlamentares americanos. Ele pretende encontrar outra comissão onde, segundo ele, a liberdade de expressão possa ser exercida e denunciar, com um maior número de deputados americanos e brasileiros presentes, as alegadas atrocidades que ocorrem na “democracia relativa” brasileira.

Enquanto o filho do ex-presidente afirma ter vencido, aqueles que celebraram o cancelamento da audiência alegam ter barrado um evento que contaria com a presença de “extremistas brasileiros”. Entre os mencionados estariam políticos associados a Jair Bolsonaro, o neto do ex-ditador Ernesto Geisel, Paulo Figueiredo, e Allan dos Santos, foragido da justiça brasileira.todos adeptos da censura e inimigos da democracia.

Fonte: Revista Fórum

Estado genocida de Israel assassina 13 mulheres e crianças em Gaza

Pelo menos 13 mulheres e crianças perderam a vida como resultado do ataque israelense ao campo de refugiados de Nuseirat, na Faixa de Gaza, informou o canal de televisão Al Jazeera no fim da noite deste sábado (9).

“As forças israelenses intensificaram os ataques em toda a Faixa de Gaza, matando pelo menos 13 mulheres e crianças no campo de refugiados de Nuseirat”, divulgou o canal.

Cerca de 31 mil palestinos foram mortos e 72.524 feridos em ataques israelenses em Gaza desde 7 de outubro, quando começou o conflito, segundo as autoridades de Gaza.

Dos cerca de 31 mil palestinos assassinados, 70% são mulheres e crianças. A pratica genocida do Estado sionista de Israel é protegida pelos EUA, que tem vetado qualquer resoluções de cessar-fogo no Conselho de Segurança da ONU, além de fornecer armas e ajudar financeira.

Redação com Sputnik 

PT é o partido preferido de 34,6% dos brasileiros, segundo pesquisa

O novo percentual mostra um crescimento da avaliação do partido junto à população. Na pesquisa anterior, em fevereiro, o PT tinha 29%

O Partido dos Trabalhadores reafirmou sua posição de partido preferido dos brasileiros, em pesquisa da Atlas Intel, divulgada nesta sexta-feira 8.

De acordo com a pesquisa, o PT é apontado como partido preferido por 34,6% dos entrevistados pela pequisa realizada entre os dias 4 e 7 de março.

O novo percentual mostra um crescimento da avaliação do partido junto à população. Na pesquisa anterior, em fevereiro, o PT tinha 29%.

Os demais partidos aparecem distante das três primeiras colocações, o levantamento atual traz o PSOL com a simpatia de 2,7% e o PSDB, que soma 2,3%.

Em seguida figuram o Novo, com 1,5%; o PCdoB, com 1,3%; e o e o PSD, com 1%.

PDT, MDB, União Brasil e PSB e a não passaram de 1%. A opção ‘outros partidos’ foi citada por 5,6% dos brasileiros entrevistados.

Fonte: PT

Pastor que pediu dinheiro pagar aluguel da igreja comprou moto de luxo

O pastor e influenciador David Lacerda fez um apelo emocionado por doações financeiras para quitar o aluguel atrasado de sua igreja. Durante uma live, Lacerda solicitou a contribuição dos fiéis, mencionando a necessidade urgente de R$ 5 mil para completar o pagamento do aluguel, que totaliza R$ 35 mil mensais.

No vídeo, o pastor expressou sua esperança em contar com a ajuda dos “colaboradores”, destacando a importância do apoio daqueles que foram abençoados por seu ministério. Ele ressaltou a urgência da situação, mencionando que já foram pagos R$ 30 mil do aluguel, mas que faltam os últimos R$ 5.000.

David Lacerda, que se autointitula “Mentor, Empresário e Profeta” nas redes sociais, é casado e tem dois filhos. Fundou a igreja “Destravando Caminhos” após deixar outra denominação religiosa. No entanto, críticas surgiram após o perfil “Outfit do Templo” revelar que o pastor comprou uma moto Ducati avaliada em quase R$ 115 mil e um relógio superior ao valor de R$ 88 mil.

Fonte: DCM

PM de SP é condenado a 68 anos de prisão por negociar propina com PCC

Thiago Farias, da PM de São Paulo, foi condenado a 68 anos de prisão por negociar propina com PCC. Ele contestou o valor: “É isso mesmo?”

A Polícia Militar de São Paulo (PMSP) decretou a perda da patente do cabo Thiago Farias, do 22º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano. Ele foi condenado a 68 anos de prisão por negociar um esquema de propina com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Conhecido como “Alemão da Grande”, Farias foi preso juntamente com outros 52 militares, todos do 22º BPM-M, denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por envolvimento com o PCC. Na casa de Farias, a Polícia Civil encontrou R$ 47,6 mil em dinheiro. Nos diálogos interceptados [veja abaixo], ele chegou a reclamar do valor repassado: “É isso aí mesmo?”.

A perda da patente foi decretada pela PMSP na terça-feira (4/3), quase cinco anos após a condenação pela Justiça Militar, ocorrida em 2019. Segundo a denúncia do Ministério Público, o papel dos policiais era “não reprimir a prática do delito de tráfico, bem como facilitá-lo, não passando de viatura policial próximo aos pontos de venda, informando acerca de alguma operação policial pelo local e até mesmo alterando a verdade em documentos públicos para que não ocorresse apreensão de droga ou a prisão dos traficantes”.

O cabo Thiago Farias foi citado 108 vezes na denúncia e apontado como um dos intermediários entre PMs e traficantes da facção. Era ele quem frequentemente negociava, por telefone, os horários e locais para pagamento de propina para sua guarnição.

Fonte: Metrópoles

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