STF torna Zambelli ré por perseguição armada em SP

O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou a deputada Carla Zambelli (PL-SP) ré pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O placar da votação terminou em 9 a 2 contra a deputada, na manhã deste domingo (20).

 Os dois ministros que votaram contra a proposta, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados por Bolsonaro, divergiram sobre a denúncia contra Zambelli por perseguição, com Marques defendendo a atitude da deputada como “legítima” devido a ofensas recebidas, enquanto Mendonça sugerindo que o caso fosse encaminhado para a Justiça de São Paulo. 

Relembre o caso– O episódio em questão ocorreu na véspera do segundo turno das eleições, quando Carla Zambelli perseguiu um homem negro acompanhada de seus seguranças no bairro Jardins, em São Paulo. A deputada sacou uma arma e correu atrás do jornalista Luan Araújo após ouvir provocações como “Amanhã é Lula” e “Vocês vão voltar para o bueiro de onde não deveriam ter saído.” Kassio Nunes Marques justificou sua posição argumentando que não havia “justa causa” para as acusações contra Zambelli. Ele defendeu que a deputada foi ofendida e agiu legitimamente ao tentar prender o jornalista em flagrante delito. Segundo Marques, a conduta da acusada estava inserida no contexto das ofensas dirigidas a ela, tornando sua ação legítima. Por outro lado, o ministro André Mendonça não se manifestou sobre o teor da denúncia, mas argumentou que o caso não deveria ser processado no STF, pois não estava relacionado ao exercício da atividade parlamentar. Ele sugeriu que o processo fosse transferido para a Justiça de São Paulo.

Fonte: Brasil 247

TOCA RAUL AI!

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 20 de Agosto de 2023

Amanhã é o 34° aniversário da morte de Raul Seixas, o autêntico Maluco Beleza, que se estivesse vivo pediria, com certeza, para o mundo parar e ele descer.

Aqui na terra dos vivos, Al Capone é mais brasileiro que muitos. O cerco tá se fechando e Bolsonaro é investigado em diversos crimes, “há 10 mil anos atrás.” inclusive genocídio, pode ser preso por alguns bibelôs furtados da União, entre eles um Rolex que viajou mais que Raul no “disco voador”.

Foram tantas notícias essa semana, Wassef, advogado dos Bolsonaros, o mesmo que escondeu o Queiroz em sua casa sem saber que ele tava lá, pegou o “trem das 7″ direto para a terra do tio Sam tentar reaver um Rolex que a União deu falta no cofre da gestão do último Governo. O próprio Wassef disse que foi por livre e espontânea vontade e pagou cerca de 300 mil reais e trouxe a peça de volta. ” Como vovó já dizia” ,quando a esmola é grande demais, até o santo desconfia.

Na CPI a presença de Delgatti foi uma espécie de ” metamorfose ambulante”, o hacker que foi responsável pela soltura de um Presidente da Republica, estava ali depondo e agora pode ser o responsável em colocar um ex Presidente no xadrez.
Sérgio Moro que não faz mais parte da “sociedade alternativa” de Curitiba, sentiu na pele ao ouvir de um dos seus desafetos o Delgatti, o chamar de criminoso contumaz em plena sessão no Senado. Talvez o marreco enxadrista não saiba o que é contumaz, mas criminoso ele sabe, pois todo dia ao pentear o cabelo em frente ao espelho, ali enxerga um.

“O dia em que a terra parou” foi quando Mauro Cid, o ajudante de ordens do Coiso deu uma entrevista para a revista Veja, afirmando que contaria tudo sobre as jóias roubadas, Cid sabe onde o calo aperta e o “sapato 36″ que foi induzido a usar ,tá machucando seu pé e seu pai. Cid foi por 4 anos o ” carimbador maluco” ,mas está prestes a virar o MDC do Golpe. ” Plunct plact zum às avessas!

Tá tudo muito confuso e ao mesmo tempo bastante claro em relação ao que ocorreu no Governo Bolsonaro, todos os pontos estão cada vez mais ligados, vão de Silvinei à Zambelli, de Wassef à cúpula da PM de Brasília, dos cristãos aos extremistas, que não tem muita diferença entre ambos, tudo acompanhado de perto pelo Ministro Alexandre de Moraes, o Xandão, que sem dúvida alguma é a “mosca na sopa” da quadrilha miliciana.

Se as ” as profecias” se cumprirem, em breve Bolsonaro e sua trupe estarão vendo o sol nascer quadrado ou redondo, igual a um relógio.

Nada sobre o Lula? Lula tá igual a “gitâ”, ele é o começo, o fim e o meio, o resto é “ouro de tolo”

“Meu amigo Pedro” ta achando a Reflexão de hoje confusa? Tome um chá aí de “capim guiné” , leia e relaxe.

Reflexões Flávio Show 2023 , ano 03 – Edição 139

Golpe militar põe em cheque ingerência da França no Níger

Publicamos a seguir entrevista concedida por sindicalista nigerino ao jornal francês Informations Ouvrières, poucos dias após o golpe que depôs o então presidente do Níger, Mahomed Bazoum, o qual recebeu manifestação massiva de apoio do povo.

Em 26 de julho, um golpe de estado de um braço do exército se desenvolveu no Níger. O que aconteceu, o que reivindicam os organizadores do golpe e quais são as reações da população?

Efetivamente, na madrugada de 26 de julho, os acontecimentos se desenvolveram em Niamei, capital do Níger, e se transformaram em golpe de estado militar. Durante a noite, um grupo de militares declarou na televisão em rede nacional ter posto fim ao regime da 7ª República e criado um novo organismo: o Conselho Nacional pela Salvaguarda da Pátria (CNSP). Nessa primeira declaração, asseguraram respeitar todos os compromissos internacionais assumidos pelo Níger, assim como os direitos civis e humanos, e a proteção da integridade física das autoridades depostas.

No dia seguinte, houve cenas de alegria em Niamei, Dosso e Tillabéry. Centenas de pessoas saíram às ruas para apoiar o golpe contra Bazoum. Na sexta-feira, 28, o general Abdourahman Tiani, presidente do CNSP, tomou a palavra para anunciar preocupações que fazem eco às legítimas aspirações dos nigerinos: a corrupção, a impunidade, a má gestão da crise de segurança, as libertações extrajudiciais de terroristas, os recrutamentos de milícias que recebem ordens políticas sem qualquer respeito pelo regulamento militar. Ele evocou igualmente a falta de cooperação com Burkina Fasso e o Mali, países com os quais o Níger partilha as suas fronteiras na zona do Liptako, perigosamente afetada pelo problema da insegurança. Denunciou a ausência de resultados dos “parceiros” do Níger na luta contra o terrorismo, apesar dos discursos proferidos pelos meios políticos nacionais e internacionais. Por exemplo, ele questionou: como entender a frota que foi implantada no nível de Niamei enquanto bandidos que andam de moto continuam a cometer crimes a 40-50 quilômetros da capital? Finalmente, no domingo, os nigerinos saíram em massa para a rua — quase 4 milhões de pessoas – para apoiar as declarações do CNSP e também para dizer que não aceitaremos que a França, a pretexto da luta contra o terrorismo, intervenha militarmente nos assuntos do país.

O Níger ocupa uma situação estratégica para a França. Ex-colônia, seu presidente Bazoum é um parceiro fiel de Paris. O país acolheu os militares franceses retirados do Mali e de Burkina Fasso, de onde foram expulsos, e o urânio extraído no seu território assegura “a independência energética” da França. Este golpe põe em risco a natureza da relação França-Niger?

Em relação às bases estrangeiras, é preciso dizer que vão deixar o Níger, da mesma forma que deixaram o Mali e Burkina Fasso. Isso não é negociável, temos nossos próprios exércitos. Bases nigerinas na França ou nos Estados Unidos, você vê que isso não seria possível! Então, a partir do momento em que se instalaram à força nos nossos países e as populações, ao constatar que não há nenhum resultado, pedem a sua saída, não tem escolha essas bases, têm de ir embora. 

O essencial é pôr fim à insegurança e estes “parceiros” são incapazes de conseguir isso. Mais de 800 escolas estão fechadas na região de Tillabéry. Mais de 72 mil alunos não vão à escola. Milhares de pessoas deslocaram-se durante esta época agrícola, enquanto deveriam permanecer em casa para cultivar o seu campo para produzir o que lhes permitirá viver nos próximos nove meses. E foi durante esse período que as populações foram deslocadas, o que significa que não vão trabalhar nos seus campos e serão vítimas da insegurança alimentar. No que diz respeito às relações de parceria com o comércio de urânio, não domino o conteúdo dos acordos entre as duas partes, mas se as novas autoridades consideram que não melhoram o Níger, podemos solicitar a sua revisão. São mais de 50 anos de explorações de urânio no Níger pela França, e até mesmo na capital, Niamei, a cobertura de eletricidade das moradias não está completa! Isso é um problema. É preciso saber que nós somos os donos dos recursos. Se não conseguirmos encontrá-lo, podemos solicitar uma revisão, ou mesmo interromper esses acordos. O Níger é um Estado soberano.

Nessa situação, o que declaram os sindicatos?

No nível das centrais sindicais, publicamos um comunicado que registra as preocupações levantadas nas declarações e alertamos as chancelarias estrangeiras sobre qualquer intervenção nos assuntos do nosso país. As medidas que Macron está tomando são muito preocupantes para nós. Ele quer convocar um conselho de segurança na França sobre uma questão nigerina e se apoia na União Africana e na Cedeao [Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental] para considerar uma intervenção militar no Níger.

O povo francês sabe realmente o que Macron está fazendo na África? Isso é guerra contra o terrorismo? Quando pedimos que saia, se revelam como forças de ocupação. Macron tenta enganar a opinião francesa falando de sentimentos antifranceses. Isso é falso, nós apreciamos os franceses, mas odiamos o sistema de destruição de nosso país. O regime de Bazoum foi vomitado, assim como foi o regime imperialista no Mali, em Burkina Fasso, ou na Guiné.

Portanto, é uma marcha irreversível, e é preciso compreendê-la nesse sentido. As organizações sindicais permanecem atentas, sem um apoio cego. Se tentarem desviar-se dos princípios que enunciaram na sua declaração, não estaremos de acordo. E é preciso saber que nunca mais aceitaremos que o nosso país seja refém de ninguém. Essa é uma mensagem que deve ser muito clara.

Tradução ao português:  Leonardo Ladeira


Moção em apoio ao povo, às trabalhadoras e aos trabalhadores do Níger

Comitê Internacional de Ligação e Intercâmbio (Cili)
África, 3 de agosto

Valoroso povo trabalhador do Níger! Há vários dias vocês têm respondido ao chamado da história do seu país contra o imperialismo e seus prepostos locais na sub-região da África Ocidental. O Comitê de Ligação e Intercâmbio da África (Cili-África) está firmemente ao seu lado, de acordo com seu princípio fundamental que condena a ingerência política e militar do imperialismo e de seus serviçais.

Em consonância com a mensagem do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos (AcIT) de 31 de julho de 2023, relativa à situação atual do Níger, o Cili-África reafirma, aqui e agora, que cabe ao Povo do Níger decidir, com toda a soberania, sobre seu futuro!

Nesse contexto, o Cili-África condena as sanções criminosas impostas pela Cedeao, que penalizam não as “elites” do Níger, mas as populações desse país, as principais vítimas. É possível afirmar que se ama um povo e ainda assim querer estrangulá-lo?

É por isso que o Cili-África:

1) Protesta contra as ameaças de intervenções militares diversas, incluindo as dos governos dos Estados Unidos e da França, sob a falsa bandeira da Cedeao;

2) Incentiva o povo e os trabalhadores do Níger a continuar sua resistência; e

3) Congratula-se com as medidas legítimas que vierem apoiarem, a fim de assegurar o progresso econômico e social de seu país.

Honra e dignidade aos trabalhadores e ao povo do Níger!

Comitê Internacional de Ligação e Intercâmbio Cili-África

Fonte: O Trabalho

Moraes quebra sigilos bancário e fiscal de Bolsonaro e Michelle

Ministro do STF autorizou devassa nas contas do ex-presidente e da esposa. Ele é apontado como operador de esquema de venda de joias públicas desviadas. Mauro Cid delatará

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na noite desta quinta-feira (17) a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sua esposa, Michelle Bolsonaro. A decisão se dá no âmbito do inquérito que investiga o antigo ocupante do Palácio do Planalto e seus assessores e correligionários mais próximos num esquema de desvio de joias, relógios e itens preciosos de propriedade da União para serem vendidos no exterior. A Polícia Federal diz que a quadrilha era chefiada por Bolsonaro e que ele era o destinatário final da fortuna angariada com a venda do patrimônio do Estado.

Os federais o acusam explicitamente nos autos e dizem que a organização criminosa desviava esses objetos valiosíssimos da Presidência da República para contrabandeá-los para os EUA, para então serem vendidos e os valores repassados em espécie ao político de extrema direita habituado a um discurso duro anticorrupção e moralista. A ida dele para os EUA, em 30 de dezembro de 2022, ainda no cargo, teria sido para utilizar o avião presidencial no esquema, apontam os documentos do inquérito.

Mais cedo, o novo advogado do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e seu homem de confiança, anunciou que seu cliente assumirá os crimes cometidos e delatará o ex-presidente à Justiça, demonstrando que ele era o operador do esquema ilícito que espoliava os bens públicos da Presidência. Preso há mais de 3 meses no Batalhão da Polícia do Exército, em Brasília, por participação num esquema fraudulento que emitia cartões de vacinação falsos para sua própria família e a do ex-presidente, o militar decidiu que assumirá os delitos, uma vez que não tem visto qualquer ajuda ou solidariedade por parte do ex-chefe de Estado.

Fonte: Revista Fórum

Governo Lula finaliza texto da PEC que barra militares na política

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) finalizou o texto final da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que barra a participação de militares na política. Integrantes do 1º escalão do Palácio do Planalto afirmaram nesta quinta-feira (17) que o texto está pronto para ser enviado ao Congresso Nacional, segundo apuração do SBT News.

A PEC estava em análise na Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil. De acordo com o texto elaborado pelo Ministério da Defesa, militares que optam por se candidatar a cargos políticos e que tenham completado 35 anos de carreira seguirão automaticamente para a reserva remunerada.

Além disso, o texto indica que militares da ativa que optarem por disputar cargos eletivos terão de deixar o cargo mesmo que saiam derrotados.

Fonte: DCM

Justiça manda Tarcísio de Freitas voltar atrás e solicitar livros didáticos ao MEC

Tribunal de SP acolheu pedido de liminar de deputados e vereador do Psol, pedindo a imediata adesão ao programa nacional de livros didáticos. Tarcísio e seu secretário de Educação tiveram de recuar

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu na noite desta quarta-feira (16) liminar que deteminou a adesão imediata do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Programa Nacional do Livro Didático do MEC. A decisão da Justiça atendeu a uma ação popular movida por parlamentares do Psol – a deputada federal Luciene Cavalcante, o deputado estadual Carlos Giannazi e o vereador da Câmara paulistana Celso Giannazi.

Segundo o Uol, o governador e seu secretário, o empresário Renato Feder, enviaram ainda na quarta-feira um ofício ao Ministério da Educação, pedindo envio dos livros didáticos antes recusado. O recuo do governo paulista, que queria trocar livros didáticos de qualidade reconhecida por material próprio, digital, com uso de slides, com autoria desconhecida, veio em um dia de grande pressão. À tarde, uma grande manifestação diante da Secretaria de Educação, na Praça da República, região central da capital, pediu inclusive a demissão do secretário.

Os manifestantes também denunciaram outras políticas da dupla Tarcísio-Feder mal explicadas e preocupantes: a invasão de celulares de alunos e professores por um aplicativo do governo sem o consentimento. E também uma portaria que estabelece a vigilância do trabalho docente em sala de aula por dirigente escolar. Além de monitorar os professores, os diretores têm de anotar tudo em relatório a ser enviado às diretorias de ensino.

“Uma prática autoritária que não foi adotada nem durante a ditadura militar”, disse o deputado estadual Carlos Giannazi (Psol), que é professor, durante o ato na Praça da República.

Poucas horas depois, o Grupo de Atuação Especial de Educação (Geduc), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), e a Defensoria Pública de São Paulo protocolaram ação civil pública contra a decisão do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) de não aderir ao Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD). O programa do MEC envia às escolas os livros escolhidos pelos professores, sem custo ao estado.

Para os autores da ação, a medida é inconstitucional e ilegal. “Por qualquer ângulo que se analise o ato administrativo da secretaria estadual de Educação que excluiu a rede pública de ensino do Programa Nacional de Livros Didáticos, evidencia-se sua inconstitucionalidade, ilegalidade e consequente nulidade, notadamente diante da ausência de adequada motivação do ato administrativo e de válida formação da decisão final”, diz trecho da ação conjunta entre MP-SP e Defensoria. Eles pedem a “imediata inclusão da rede pública estadual no PNLD”.

A partir de elementos colhidos em inquérito civil, constataram violação a normas que asseguram expressamente a participação do magistério e dos Conselhos de Escola nas deliberações sobre escolhas de recursos didáticos e progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa às unidades escolares.

Na petição, os autores fazem referência à “decisão unilateral” da secretaria comandada pelo empresário Renato Feder, sem consulta prévia e diálogo com o magistério. Isso “viola explicitamente o citado direito dos professores, afrontando, sem sombra de dúvida, claro texto de lei complementar estadual”. E continua: “Mas não é só. A afronta à gestão democrática avança também nas atribuições dos Conselhos de Escola”, afirmam os promotores e defensores, citando trecho da Lei Complementar 444/1985 que trata das atribuições dos conselhos, uma delas, deliberar sobre projetos de atendimento psicopedagógicos e “material ao aluno”.

Dos mais de 4 milhões de alunos, Feder consultou apenas 27 mil

Os autores da ação argumentam também que cabe aos professores das escolas a escolha dos títulos do PNLD a serem utilizados no processo educacional e que, embora requisitada a comprovar em inquérito civil, a secretaria de Educação não demonstrou “minimamente” ter aberto diálogo ou realizado consulta aos profissionais da educação ou aos conselhos de escola.

E lembram que a pasta de Feder argumentou ter realizado uma pesquisa junto aos estudantes da rede, na qual cerca de 15% responderam usar com frequência os livros didáticos fornecidos via PNLD. No entanto, apenas 27.689 alunos foram consultados.

“Considerando que a rede estadual possui aproximadamente 4 milhões de alunos, tal número corresponde a apenas 0,7% do corpo discente, sendo uma amostra insignificante para ter como válida a premissa de que os alunos não utilizam os livros”, argumentam a promotoria e a defensoria.

“Temeridade” na política educacional de Tarcísio e Feder

Os autores chamam atenção ainda para a “temeridade” da medida. “A atual gestão governamental, diga-se, adotou a medida ilegal e abrupta de descontinuidade do Programa Nacional do Livro e do Material Didático, programa consolidado na rede de ensino há mais de dez anos, com pouco mais de seis meses de exercício de mandato, indício adicional da temeridade da decisão adotada que, sublinhe-se, afeta a vida de milhares de educadores e milhões de estudantes.”

Eles ainda destacam que a supressão do direito de escolha dos educadores e a restrição ao acesso a material didático diversificado a professores e alunos viola os princípios constitucionais e legislação que asseguram liberdade de cátedra, liberdade de ensinar, aprender e pesquisar, além de contrariar os ditames de pluralismo de ideias e concepções pedagógicas.

“Ao passo que o PNLD, ao qual o governo do estado está renunciando, conta com centenas de títulos de obras didáticas disponíveis para uso dos professores e alunos da rede estadual paulista, o material didático a ser adotado a partir de 2024, pelo que foi anunciado, é totalmente padronizado e, conforme análise técnica realizada pela Rede Escola Pública e Universidade (REPU), consubstancia-se em um conjunto fixo de slides para cada aula”, diz o texto.

Fonte: CUT

Trabalhadores da Uncisal protestam contra atraso no pagamento de Gratificação de Produtividade

Na manhã da quinta-feira (17/08), trabalhadores do Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA), antigo HDT, localizado na rua Cônego Fernando Lyra – Trapiche da Barra, Maceió, protestaram contra o descaso do governo Paulo Dantas Suruagy, pelo atraso no pagamento da Gratificação de Produtividade por Função (GPF), que é um complemento na renda familiar.

Para além dessa situação, os funcionários de contratos precarizados encontram-se também sem receber os seus salários há dois meses, comprometendo a sobrevivência de suas famílias, inclusive com relatos de que um dos trabalhadores está sendo ajudado financeiramente pelos colegas para garantir o alimento para seus filhos.

O ato aconteceu no HDT com a participação expressiva dos trabalhadores que também fizeram uso da palavra e expuseram sua insatisfação com o descaso para com os mesmos. “É lamentável que esse governo não tenha compromisso com os servidores do Estado”, disse uma delas.

Redação com Sindprev

Nova diretoria do Sinduneal é eleita com 96% dos votos

Professor Luizinho é eleito presidente e terá como tarefa principal conduzir a luta pela realização de concurso público e a negociação da pauta de reivindicações dos docentes da Uneal com o governo do Estado.

A eleição para a nova diretoria do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Alagoas foi realizada ontem, 16/08, e a chapa 1 Sinduneal na Luta! obteve 57 votos do total de 59 votantes.

A chapa 1, eleita por 96% dos votos, soltou de nota de agradecimento e já convoca a categoria para a mobilização pelas reivindicações. Para o professor Luizinho, “será uma longa luta para conquistar a pauta de reivindicações, e para isso vai ser necessário construir um processo de unidade com os técnicos e estudantes, colocando pontos comuns e mobilizando em defesa da universidade”.

Segundo a Comissão Eleitoral, o pleito foi tranquilo e a nova diretoria tomará posse para o mandato 2023-2025.

Incêndio no Havaí já é o mais mortal dos EUA nos últimos 100 anos

Incêndio no Havaí é o mais mortal dos Estados Unidos no último século. Além das dezenas de mortes confirmadas, há pelo menos 1,3 mil desaparecidos; veja o que se sabe até agora

O violento incêndio florestal que varreu cidade na ilha Maui, no Havaí, já é considerado o mais mortal registrado nos Estados Unidos nos últimos cem anos. Enquanto os moradores lamentam os mortos e desaparecidos, as autoridades alertam que o número total de vítimas humanas e ambientais ainda não é conhecido e que a recuperação da destruição causada pelas chamas está apenas começando.

O governador do Havaí, Josh Green, disse que mais de 2,7 mil estruturas foram destruídas em Lahaina, a área mais atingida, e “um valor estimado de US$ 5,6 bilhões desapareceu”. Green disse que a resposta foi “abrangente” nos últimos dias:

— Estamos trazendo toda a força do governo para tentar fazer tudo o que pudermos para aliviar o sofrimento.

O incêndio é considerado o mais mortal desde 1918, quando 453 pessoas morreram em uma ocorrência em Minnesota e Wisconsin. Os dados são do grupo de pesquisa sem fins lucrativos Associação Nacional de Proteção contra Incêndios.

A maioria das construções engolidas pelas chamas no Havaí são residências. Mesmo onde o fogo recuou, as autoridades alertam que subprodutos tóxicos podem permanecer, inclusive na água potável, depois que as chamas expeliram vapores venenosos. E muitas pessoas simplesmente não têm casa para onde voltar — então as autoridades planejam abrigá-las em hotéis e aluguéis de temporada.

Veja o que se sabe sobre os incêndios no Havaí:

Quantas pessoas morreram e quantas estão desaparecidas?

As autoridades locais confirmaram 96 mortos até a noite de domingo (13). O número pode aumentar, já que equipes de busca especializadas vasculham as ruínas devastadas de Maui em busca de restos humanos. Não se sabe exatamente quantas pessoas estão desaparecidas, mas autoridades falam em pelo menos 1,3 mil.

Vai aumentar. Será certamente o pior desastre natural que o Havaí já enfrentou. Só nos resta esperar e apoiar quem está vivo. Nosso foco agora é reunir as pessoas quando pudermos, dar-lhes moradia e cuidados de saúde e, em seguida, voltar-se para a reconstrução“, comentou o governador no sábado (12), enquanto visitava a devastação na histórica Front Street.

Até a noite de sábado, as autoridades haviam confirmado a identidade de apenas duas vítimas e mal haviam começado a vasculhar a zona do desastre com equipes caninas. As autoridades atribuíram o ritmo da resposta, que muitos moradores criticaram como muito lento, à natureza avassaladora da destruição e ao afastamento de Maui, o que complicou a chegada de equipes de busca de fora do Estado.

As equipes da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências em Lahaina estão usando cães treinados para explorar muitas áreas, mas até os cães estão encontrando condições difíceis por causa do calor, disse a administradora Deanne Criswell ao programa Face the Nation da CBS News.

O que causou os incêndios em Maui?

Ainda não está claro exatamente o que desencadeou os incêndios florestais no Havaí.

Não sabemos o que realmente começou os incêndios. Mas fomos informados com antecedência pelo Serviço Nacional de Meteorologia de que estamos em uma situação de bandeira vermelha“, disse na quinta-feira (10) o major-general do Exército Kenneth Hara, que lidera o Hawaii National Guarda.

Ele afirmou que três fatores preparam o cenário para os riscos de incêndio: meses de seca, baixa umidade e ventos fortes.

Assim como o planeta esquenta, fica claro que mesmo um lugar tropical como o Havaí, conhecido pelas florestas tropicais e colinas verdejantes, está cada vez mais suscetível a incêndios florestais.

As ilhas há muito tempo têm trechos áridos de campos de lava e pastagens mais secas, com chuvas variando de um lado da ilha para o outro. Nos últimos anos, o Estado também viu quedas de longo prazo na precipitação média anual, cobertura de nuvens mais finas e seca induzida pelo aumento das temperaturas.

Quando os incêndios começaram?

Os incêndios começaram na terça-feira (8), disse o chefe dos bombeiros do condado de Maui, Brad Ventura, em uma entrevista coletiva na tarde de quinta-feira.

O primeiro incêndio em torno do alto Makawao queimou cerca de 270 hectares, disse ele. Por volta das 11h, o incêndio em Lahaina começou a devastar a cidade histórica, alimentado por rajadas de vento de até 96 km/h.

Por volta do meio-dia de terça-feira, outro incêndio começou em Kula, provocando a evacuação de áreas residenciais próximas.

Então, perto das 18h, um quarto incêndio começou na Pulehu Road, no vale central, e “queimou várias centenas de acres”.

Quais áreas foram afetadas pelos incêndios no Havaí?

Os incêndios afetaram gravemente Maui e destruíram centenas de acres em regiões como Kula, North Kohala e South Kohala. A extensa cidade turística de Lahaina, no oeste de Maui, que tem cerca de 13 mil habitantes, também foi duramente atingida.

A tenente governadora do Havaí, Sylvia Luke, disse que a cidade histórica foi “dizimada” e “mudada para sempre”. O Pioneer Inn em Lahaina, o hotel mais antigo em operação contínua no Havaí, foi destruído.

Os incêndios ainda estão acontecendo?

Segundo um comunicado divulgado pelo Condado de Maui, até a noite de domingo, o incêndio em Kula estava 60% contido. Já em Lahaina, 85% do fogo havia sido contido, enquanto em Puleu a estimativa era de 100% de contenção.

As autoridades chamam a atenção, porém, que mesmo quando um incêndio está 100% contido, não significa que foi extinto, mas sim que os bombeiros têm o incêndio totalmente cercado por um perímetro, dentro do qual ainda pode queimar.

O único foco de incêndio declarado extinto até o momento pelo Condado de Maui, ou seja, que não há mais nada queimando, foi em Kaanapali.

Fonte: Pragmatismo Político

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