R.R. Soares não paga e Band suspende exibição do Show da Fé

A partir da próxima segunda-feira (18), a Band não exibirá mais o Show da Fé, programa religioso comandado pelo missionário R.R. Soares. O motivo do cancelamento seria a falta de pagamento pelo aluguel do horário. As informações são do site TVPop.

O Show da Fé é exibido na emissora de segunda a sexta entre 6h e 8h da manhã há 1 ano. O pagamento pelo arrendamento do horário geralmente era feito no início de cada mês mas, para setembro, ele não havia sido realizado até a tarde desta sexta-feira (15). A Band não teve alternativa se não suspender a exibição do religioso até que a situação se acerte.

Para preencher o buraco deixado por R.R. Soares, a Band estenderá a exibição do noticiário 1º Jornal até às 7h e não mais às 6h. Das 7h às 8h, o Bora Brasil, comandado por Datena e Thaís Dias, irá assumir a programação.

Segundo o TVPop, a Band avisou suas afiliadas sobre a mudança de programação, mas ainda mantém esperanças de que o acordo seja retomado e o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus pague o que deve.

Fonte: Revista Fórum

Megaoperação resgata 532 escravizados, incluindo jovens e idosa de 90 anos

A operação está sendo considerada a maior para o combate ao trabalho escravo na história do país

Uma megaoperação com 222 ações de fiscalização em 131 municípios de 22 estados e no Distrito Federal resgatou 532 pessoas de condições análogas às de escravo. Desses, 441 são homens e 91 mulheres. Seis são crianças e adolescentes e dez, trabalhadoras domésticas – uma delas com 90 anos de idade.

A Operação Resgate 3, realizada ao longo do mês de agosto, foi um esforço concentrado de auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, procuradores do Ministério Público do Trabalho e do Ministério Público Federal, agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal e defensores da Defensoria Pública da União.

A operação está sendo considerada a maior para o combate a esse crime na história do país, não pelo número de resgatados (em 2007, 1.064 foram libertados em uma só fazenda de cana e usina em Ulianópolis, no Pará), mas pela estrutura envolvida, a quantidade de ações fiscais simultâneas e a diversidade de atuação.

“Não é possível que a gente continue com empresas e pessoas físicas que coloquem um ser humano em trabalho análogo à escravidão. Precisamos dar um basta nisso, provocar a sociedade à indignação para dizer chega, basta, não é possível”, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em coletiva à imprensa, na tarde desta terça (5). O evento contou com a presença dos representantes das instituições, como José de Lima Pereira, procurador-geral do Trabalho.

Marinho também destacou que a situação, além de custar caro ao povo brasileiro, também pode cobrar um preço alto de nossa balança comercial. “Uma atividade econômica que assume o risco dessa mancha coloca em risco a imagem dos nossos produtos”, disse.

O cultivo de café foi a atividade com o maior número de resgatados, com 98 vítimas, quase empatada com o cultivo de alho (97). Na sequência, há o cultivo de cebola (84), a extração de carnaúba (54), a produção de ovos (23), a produção de cerâmica (22), a fabricação de álcool (20), a prestação de serviços a restaurantes e similares, a produção de carvão a partir de floresta plantada e o cultivo de laranja (17, cada), a criação de bovinos para corte (15), a confecção de vestuário (13), os serviços domésticos e a construção civil (10, cada), entre outros.

Desde 1995, quando o Brasil reconheceu diante das Nações Unidas a persistência de trabalho escravo, mais de 61,7 mil pessoas foram resgatadas por grupos de fiscalização com a participação dessas instituições. A diferença é que a Operação Resgate realiza um ataque ao crime de forma simultânea, tanto na área urbana quanto na rural.

Minas Gerais foi o estado com o maior números de resgatados na operação, com 204 vítimas. Na sequência, aparecem Goiás (126), São Paulo (54), Piauí e Maranhão (42, cada), Bahia (11), Rio de Janeiro (9), Paraná (8), Rio Grande do Sul, Tocantins e Acre (7, cada), Mato Grosso (6), Rondônia (5), Pernambuco e Espírito Santo (2, cada).

“A Operação Resgate 3 demonstra o compromisso do Estado em erradicar o trabalho escravo contemporâneo, com ações nas grandes cidades, mas também em locais remotos. E deixa clara a importância da cooperação entre entes públicos para atuar em problemas complexos. A operação é, na sua essência, fruto da cooperação interinstitucional”, afirma o auditor fiscal Matheus Viana, chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo do MTE.

A avaliação é a mesma do procurador Italvar Medina, vice-coordenador da Conaete, área do MPT responsável pelo combate a esse crime. “A operação atingiu números expressivos de equipes e resgates, sendo a maior já realizada na história do país para combate ao trabalho escravo e tráfico de pessoas, o que demonstra a importância da integração entre os órgãos públicos”, avalia.

Mulher de 90 anos foi resgatada do trabalho escravo doméstico no Rio

Uma trabalhadora doméstica negra de 90 anos foi encontrada pela Operação Resgate 3, no último dia 22, em uma residência no Grajaú, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela trabalhava para a mesma família há 50 anos e, como doméstica, há 16. Entre suas tarefas estava cuidar de uma mulher de mais de 100 anos, mãe de sua empregadora. Ela dormia em um sofá.

Ela foi a pessoa mais idosa resgatada desde que o Brasil implementou o seu sistema de combate à escravidão contemporânea em 1995.

Com isso, tirou o triste título de outra mulher de 84 anos, resgatada de condições análogas às de escravo após 72 anos trabalhando como empregada doméstica para três gerações de uma mesma família também no Rio em maio do ano passado. Nesse período, cuidou da casa e de seus moradores, todos os dias, sem receber salário, segundo a fiscalização. Essa foi a mais longa duração de exploração de uma pessoa em escravidão contemporânea desde 1995.

O Rio Grande do Sul contou com a maior quantidade de resgatadas do trabalho escravo doméstico (3), seguido por Pernambuco e Rio de Janeiro (2, cada), e Minas Gerais, Bahia e São Paulo (1, cada). No total, as verbas rescisória das trabalhadoras empregadas domésticas resgatadas totalizam quase R$ 1,8 milhão.

Além das seis crianças e adolescentes encontrados em situação análoga à de escravo, outros 26 foram retirados do trabalho infantil. As principais atividades em que estavam eram o cultivo de alho (6 vítimas), seguido de atividades realizadas após a colheita (5) e criação de bovinos para corte (4).

A estimativa de verbas rescisórias e direitos já pagos pelos empregadores é de R$ 2,8 milhões frente a um valor total devido de R$ 6,1 milhões. Os trabalhadores também vão receber três parcelas de um salário mínimo do seguro-desemprego especial para resgatados da escravidão, criado em 2003. Estima-se que 1.325 autos de infração tenham sido aplicados pelos auditores fiscais do trabalho.

Soma-se a isso mais de R$ 2 milhões em indenizações por danos morais já pagas, negociadas pelo Ministério Público do Trabalho e pela Defensoria Pública da União. O valor deve aumentar porque outros acordos estão sendo negociados.

A operação tem o objetivo de fiscalizar o cumprimento da proteção ao trabalho, permitir a coleta de provas para responsabilizar, na esfera criminal, os envolvidos na exploração dos trabalhadores e assegurar a reparação dos danos individuais e coletivos causados aos resgatados.

Operação Resgate deste ano foi 58% maior que a de 2022

A Operação Resgate 1 foi realizada em janeiro de 2021, mês em que é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo devido à memória dos quatro funcionários do Ministério do Trabalho mortos na Chacina de Unaí. Naquele momento, foram realizadas 128 fiscalizações em 22 unidades da federação e no Distrito Federal, que resgataram 136 pessoas.

Em 2022, a Operação Resgate 2 escolheu julho. Nesse mês, é celebrado o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Foram 105 ações de fiscalização, envolvendo 50 equipes em pelo menos 65 municípios de 23 unidades da federação, resgatando 337 pessoas de condições análogas às de escravo em 15 estados.

Trabalho escravo contemporâneo no Brasil

A Lei Áurea aboliu a escravidão formal em maio de 1888, o que significou que o Estado brasileiro não mais reconhece que alguém seja dono de outra pessoa. Persistiram, contudo, situações que transformam pessoas em instrumentos descartáveis de trabalho, negando a elas sua liberdade e dignidade.

Desde a década de 1940, a legislação brasileira prevê a punição a esse crime. A essas formas dá-se o nome de trabalho escravo contemporâneo, escravidão contemporânea, condições análogas às de escravo.

De acordo com o artigo 149 do Código Penal, quatro elementos podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado (que envolve cerceamento do direito de ir e vir), servidão por dívida (um cativeiro atrelado a dívidas, muitas vezes fraudulentas), condições degradantes (trabalho que nega a dignidade humana, colocando em risco a saúde e a vida) ou jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao completo esgotamento dado à intensidade da exploração, também colocando em risco sua saúde e vida).

O grupo especial móvel de fiscalização, que completou 28 anos no mês de maio, e é composto pelos órgãos que participam da Operação Resgate, é a base no combate a esse crime no país.

Os mais de 61,7 mil trabalhadores resgatados estavam em fazendas de gado, soja, algodão, café, frutas, erva-mate, batatas, cebola, sisal, na derrubada de mata nativa, na produção de carvão para a siderurgia, na extração de caulim e de minérios, na construção civil, em oficinas de costura, em bordéis, entre outras atividades, como o trabalho doméstico.

A pecuária bovina é a principal atividade econômica flagrada desde 1995. Números detalhados sobre as ações de combate ao trabalho escravo podem ser encontrados no Painel de Informações e Estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil.

Fonte:

E-book grátis da Ufal sobre o desastre socioambiental da Braskem em Maceió

Vítimas são denominadas de “refugiados ambientais” e falas apresentam denúncias e alertas sobre consequências do caso

Professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) lançaram o e-book Colapso mineral em Maceió: o desastre da Braskem e o apagamento das violações. O livro é uma publicação do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, por meio do Observatório dos Conflitos da Mineração no Brasil. Dos cinco capítulos que compõem a obra, três são de autoria de docentes da Ufal e dois de ex-alunas.

Na apresentação da obra os organizadores Maíra Mansur e Luiz Jardim Wanderley mostram os conflitos da Braskem em Maceió. O relatório destaca, a partir de diferentes perspectivas, da fala dos atingidos e de fotos, o desastre de grandes proporções causado pela empresa Braskem na região urbana da cidade alagoana que soma-se a outros do setor mineral, a exemplo dos provocados pela Samarco/Vale/BHP Billiton, em 2015, pela Hydro, em 2018, e pela Vale, em 2019.

O professor Paulo Simões, da Ufal Campus Arapiraca escreveu um capítulo onde explica que esses crimes socioambientais são exemplos de um modo de operação de empresas na periferia do capitalismo. “Lugares onde grandes corporações se apropriam privadamente de bens naturais coletivos, enquanto transferem os danos sociais e ambientais às populações do entorno”, reforça o professor, e ressalta: “Instâncias de Estado têm sido coniventes e omissas desde a instalação da antiga Salgema S/A na década de 1970, com a localização da planta em área de restinga, sem estudos de impactos ambientais, ausência de licença para operar, falta de fiscalização durante a operação e na perfuração sem projeto técnico de locação das minas”.

Simões também aborda o acordo assinado entre a Braskem e o Ministério Público Federal (MPF). “É importante que a sociedade brasileira saiba que a petroquímica está se tornando proprietária de três quilômetros de orla lagunar e cerca de 300 hectares de áreas urbanas em Maceió, acumulando um ativo imobiliário estimado em torno de R$ 40 bilhões. Com este trabalho busco evidenciar que a realidade das vítimas é bastante diversa daquela imagem de eficiência e sucesso das ações de reparação que a Braskem e o MPF publicam em seus canais de comunicação”, disse.

Além de Paulo Simões, assinam capítulos no livro os professores e pesquisadores Cirlene Jeane Santos e Santos, Júlia Amorim Bulhões, Maria Ester Ferreira da Silva Viegas, Rikartiany Cardoso Teles, Rosa Lucia Lima da Silva Correia e Vanuza Souza Silva.

Contexto e destaques no e-book

O livro digital mostra que a partir da exploração irresponsável da sal-gema na região de Maceió, a Braskem provocou o afundamento de cinco bairros, Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto, Mutange, de parte de Farol, e o isolamento social de parte da cidade, em áreas como de Flexal de Cima, Flexal de Baixo e da rua Marquês de Abrantes. Como consequência, ao menos, 57 mil pessoas foram forçadas a deixarem suas casas e 4.500 empreendedores com comércio de pequeno e médio portes nos bairros afetados tiveram seus estabelecimentos fechados.

Nos capítulos da obra os autores resgatam memórias, lugares e territórios, a situação dos serviços suspensos e o problema da especulação imobiliária na cidade de Maceió frente à tragédia. “Com a menor oferta de imóveis e a circulação do dinheiro da compensação o mercado imobiliário da cidade aqueceu, elevando os preços dos imóveis e vulnerabilizando ainda mais os moradores da cidade, em especial os mais pobres. Ademais, a violação do direito à memória é um elemento central para pensar os desastres em geral, e o da Braskem em específico. O processo de desterritorialização vivido pelos moradores dos bairros afetados em Maceió expõe como as disputas entre a empresa e os atingidos estão além das espacialidades físicas, das decisões jurídicas e da desapropriação das áreas. Nesse sentido, como pode ser observado nos textos, a arte torna-se um elemento central na expressão da memória perdida”, comentam os autores.

Os afetados pela Braskem são designados na publicação como “refugiados ambientais” e “deslocados ambientais”, para evidenciar o processo de violação de direitos fundamentais, como o direito à cidade e à moradia digna. Alguns relatos também são extraídos da pesquisa e as reclamações acerca do modelo acordado para indenizações.

O e-book completo está disponível para download clicando aqui.

Fonte: Ascom Ufal

FECHADO COM O 17

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 17 de Setembro de 2023

Essa semana foi lembrado o fatídico 11 de Setembro, data que ficou marcada pelos ataques terroristas ao World Trade Center nos EUA.
O ataque completa 22 anos, isso mesmo 22.
Te lembra algo?

Aqui nas terras das bananeiras descobertas por Cabral, uma ataque teve mais um capítulo concluído com sucesso. Claro que a dimensão entre ambos é incomparável, mas todo ataque terrorista deixa suas marcas e seus atores quando não morrem, são condenados pelo ato.

O STF julgou os primeiros terroristas tupiniquins, acusados de invadirem e destruirem as torres da democracia dos Três Poderes em Brasilia.
Com uma péssima atuação dos advogados de defesa dos bandoleiros vestidos com camisas da seleção brasileira e “biblias” com cheiro de pólvora na mão, pudemos ouvir dos “doutores” os mais cômicos e inacreditáveis argumentos jurídicos, com um estilo frestyle que causaria náuseas num aluno do 1° semestre da faculdade de Direito da cidade de Nova Iorque no Estado
do Maranhão.
Mesmo com todas as piruetas, lágrimas de crocodilo e a transformação do salão da Corte em um púlpito do evangelistão extremista dos advogados de defesa, Xandão não se compadeceu e inaugurou as condenações do 8 de Janeiro com uma pena sugestiva. Quem votou no 22, ganhou uma condenação impressa e auditavel de 17 anos de cadeia.
As duas torres gêmeas dentro do Supremo, Kassio Nunes e André Mendonça, tentaram aliviar, mas não foi suficiente, ruíram, deixando a CF/88 reduzida ao pó.
Desde já antecipo ao 1° condenado, 17 Felizes Natais e 17 Prósperos Anos Novos, a Papuda te papou, patriotário!

Falta prender o “Bin Laden” miliciano, comedor de leite condensado e pastel na feira, responsável pela tentativa de golpe de Estado.
Deixo claro que os ataques do 11 de Setembro tem uma dimensão nuclear se comparada com o 08 de Janeiro, mas uma coisa os dois tem em comum; os terroristas tem sempre um líder e esse deve ser preso o quanto antes. Façam suas apostas, 17 anos, 22 anos de cadeia, eu prefiro 38.

E o Lula? Lula foi para a Índia como novo Presidente do G20 e pelo rumo que o nosso país tá tomando, o G07 já pode ir reservando uma cadeira, pois o Barbudo tá chegando.
Namastê!

Reflexões Flávio Show 2023 , ano 03 – Edição 143

Para bancar jatinho de luxo, Paulo Dantas corta até cafezinho nas repartições públicas

Governo de AL edita decreto determinando corte de gastos. A medida vale especialmente para o custeio da máquina, os gastos para a manutenção de repartições públicas.

Para bancar jatinho de luxo, licitação via pregão eletrônico, que custará R$ 11.250.000,00 (onze milhões e duzentos e cinquenta mil reais), Paulo Dantas corta até cafezinho nas repartições públicas.

O governo de Alagoas publicou um decreto determinando a redução de gastos nos órgãos públicos.

A medida vale especialmente para o custeio da máquina, os gastos para a manutenção de repartições públicas. Expressamente , a determinação é cortar gastos com diárias, viagens, realização de eventos e passagens – e dentro do possível economizar com outros itens como energia elétrica, por exemplo.

Em reunião com o secretariado na quarta feira (13/9) o governador Paulo Dantas recomendou o controle de gastos para toda a equipe. Já na quinta-feira à noite o governador decidiu editar o decreto em que determina várias medidas para contenção de despesas após uma reunião com a equipe econômica do governo.

Redação com Cada Minuto e Jornal de Alagoas

Trabalhadores da CASAL não aceitam descaso da empresa e paralisação está mantida para o dia 19/09

Diretoria da CASAL não avança e categoria fará paralisação. Veja abaixo a nota do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas:

O Sindicato está convocando os trabalhadores e trabalhadoras de CASAL, para uma paralisação nesta terça-feira, dia 19 de setembro, diante da proposta inaceitável da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT deste ano.

A concentração acontece no prédio sede da CASAL, no centro de Maceió, a partir das 07 horas da manhã.

Durante a paralisação, no dia 19/09, haverá uma assembleia no prédio sede, a partir das 09 horas da manhã, quando o Sindicato informará sobre o andamento das negociações.

Os trabalhadores e trabalhadoras foram surpreendidos com o adiamento de uma reunião de negociação, marcada pela empresa para o dia 15/09, quando se esperava avanço na proposta.

Com a remarcação desta reunião de negociação para a segunda-feira, dia 18/09, a categoria mantém sua paralisação para o dia 19/09, quando definirá os rumos do movimento.

É importante lembrar que a CASAL está oferecendo 2,00% a partir de 01/10/2023, e 2,18 % a partir de 01/03/2024.

A categoria rejeitou de forma absoluta essa proposta, que foi duramente criticada, por não atender minimamente à expectativa dos trabalhadores e trabalhadoras.

Segundo Dafne Orion, presidenta do Sindicato dos Urbanitários, “a categoria não aceita mais essa postura desrespeitosa da CASAL, e irá ocupar a sede da empresa nesta terça-feira, mostrando que não pode ser tratada com esse descaso’’.

Mesmo após cinco meses de espera, a categoria tem demonstrado que aposta no diálogo, na certeza de que o governador Paulo Dantas terá a sensibilidade necessária para resolver essa situação.

A luta continua!

Fonte: Ascom Urbanitários/AL

Lava Jato: CNJ encontra desvio de R$ 2,1 bilhões na gestão de Moro com delações

Um relatório de oito páginas da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) encontrou irregularidades de 2,1 bilhões de reais durante a gestão de Sergio Moro, hoje senador, como juiz na 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela condução da Operação Lava-Jato. O DCM obteve acesso ao documento na íntegra.

O ponto central da investigação é a falta de transparência na gestão de recursos financeiros obtidos a partir de delações e ações da força-tarefa. Segundo o relatório, houve uma “gestão caótica” no controle desses valores.

“O trabalho correcional encontrou uma gestão caótica no controle de valores oriundos de acordos de colaboração e de leniência firmados com o Ministério Público Federal e homologados pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba”, diz a Corregedoria.

De acordo com o documento, houve falta de cautela, transparência, imparcialidade e prudência por parte de Moro e dos procuradores envolvidos na Lava-Jato. Eles são acusados de promover o repasse de valores depositados judicialmente e bens apreendidos à Petrobras e outras empresas antes da sentença com trânsito em julgado, o que beneficiaria entes privados.

O CNJ também menciona uma suposta triangulação entre a força-tarefa e a Petrobras, mediada pelo então juiz. O objetivo dessa triangulação era criar a Fundação Lava-Jato, que receberia um valor significativo da Petrobras. Os investigadores alegam que quantias semelhantes foram destinadas à estatal pela operação de forma irregular no período de 2015 a 2018.

“Os trabalhos realizados pela equipe de correição identificaram que os pagamentos à companhia totalizaram R$ 2,1 bilhões e foram feitos entre 2015 e 2018, período em que a Petrobras era investigada nos EUA”, diz a investigação.

Leia um trecho do relatório:

Ante o expressivo montante dos valores revelados, mostrou-se necessário à Corregedoria Nacional que fosse averiguada a efetividade do gerenciamento dos recebidos e sua destinação, assim como a compreensão de como se realizou, por parte do Juízo que conduzia as transações, o acompanhamento daquelas providências ao longo dos anos.

Tendo em vista o volume de informações à disposição da equipe de correição, fez-se indispensável a delimitação de uma hipótese que orientasse as atividades voltadas à verificação da existência de irregularidades e/ou ilegalidades apontadas.

Os trabalhos da Corregedoria indicam, até aqui, possíveis irregularidades relacionadas aos fluxos de trabalho desenvolvidos durante as investigações e ações penais da Operação Lava Jato, fazendo-se necessário verificar se configurariam falta disciplinar perpetrada pelos magistrados que atuaram, ao longo dos anos, na 13ª Vara Federal de Curitiba, assim como aqueles que atuaram no exame dos recursos no âmbito da Turma recursal.

O principal ponto do trabalho consistiu na identificação de ações e omissões que indicariam um agir destituído quanto ao zelo exigido dos magistrados nos processos, que conferiram destinação a valores oriundos de colaborações e de acordos de leniência (também em relação a bens apreendidos) para a PETROBRAS e outras entidades privadas, ao arrepio de expresso comando legal e sem qualquer outro critério de fundamentação, sob pretexto de que o rendimento conferido ao dinheiro depositado em contas judiciais era pouco expressivo.

Os trabalhos realizados pela equipe de correição identificaram que os pagamentos à companhia totalizaram R$ 2,1 bilhões e foram feitos entre 2015 e 2018, período em que a PETROBRAS era investigada nos EUA.

O relatório parcial constatou, ainda, que, ao lado desses repasses realizados a pedido do MPF ao juízo, as apurações cíveis instauradas no âmbito da força-tarefa, referentes aos prejuízos causados pela PETROBRAS aos acionistas, foram arquivadas em razão da ocorrência de prescrição.

Ao mesmo tempo, o relatório salienta a homologação, pelo Juízo, de acordo entre PETROBRAS e a força-tarefa, com a finalidade de destinar o valor de multas aplicadas em acordo firmado pela Companhia no exterior. Nessa homologação, pretendia-se a destinação de R$ 2,5 bilhões visando a constituição da chamada Fundação Lava Jato, pela própria força-tarefa, na cidade de Curitiba.

Fonte: DCM

STF condena 3 réus por participação nos atos terroristas de 8 de janeiro

Eles devem pagar, ainda, indenização no valor de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, a ser quitado de forma solidária com todos os demais que vierem a ser condenados.

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou nesta quinta-feira (14) as três primeiras ações penais instauradas contra pessoas envolvidas nos atos antidemocráticos de 8/1. Por maioria, o colegiado seguiu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, e condenou Aécio Lúcio Costa Pereira, Thiago de Assis Mathar e Matheus Lima de Carvalho Lázaro pela prática dos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Os três réus foram acusados pelo Ministério Público Federal (MPF), respectivamente, no âmbito das Ações Penais (APs) 1060, 1502 e 1183, todas julgadas procedentes pela Corte.

Para Aécio Lúcio e Matheus Lima foi imposta a pena de 17 anos de prisão, e para Thiago Mathar a sanção foi de 14 anos. Os três foram condenados, ainda, ao pagamento de 100 dias-multa, cada um no valor de 1/3 do salário mínimo.

Eles ainda terão que pagar indenização a título de danos morais coletivos no valor de R$ 30 milhões, a ser quitado de forma solidária com todos os que vierem a ser condenados.

Fonte: STF

Cid diz que entregou propina das joias em dinheiro vivo a Bolsonaro

Mauro Cid confessou à Polícia Federal que Jair Bolsonaro recebeu dinheiro vivo, em mãos, proveniente da venda ilegal de joias

O tenente-coronel Mauro Cid admitiu ter participado da venda de dois relógios de luxo recebidos por Jair Bolsonaro (PL), mas que, por lei, devem pertencer ao Estado brasileiro, e não podem ser incorporados a patrimônio pessoal. O ex-ocupante do Planalto afirmou que desconhecia o negócio e não havia recebido dinheiro proveniente de venda dos presentes. O depoimento de Cid desmonta essa versão. “O presidente estava preocupado com a vida financeira. Ele já havia sido condenado a pagar várias multas”, contou.

Em depoimento à Polícia Federal (PF), o militar disse que não tinha conhecimento da ilegalidade da venda de joias. “A venda pode ter sido imoral? Pode. Mas a gente achava que não era ilegal”, contou o ex-ajudante de ordens. Os relatos foram publicados nesta quinta-feira (14) por Veja.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu liberdade ao tenente e aceitou a delação premiada. Cid estava preso desde maio após acusação de fraudes em cartões de vacinação.

O tenente também pode fornecer a investigadores detalhes de uma tentativa de golpe. No primeiro semestre (2023), foi encontrada no celular do coronel uma minuta para um golpe de Estado no País com a decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e que previa estado de sítio “dentro das quatro linhas” da Constituição.

Fonte: Brasil 247

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