Lula homologa duas terras indígenas, e promete liberar outras quatro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva homologou nesta quinta-feira (18) mais duas terras indígenas. O anuncio ocorreu durante a retomada do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI). A cerimônia no Ministério da Justiça, em Brasília, reuniu representantes de cerca de 30 povos originários. As homologações, penúltima etapa da demarcação, atingem as terras de Aldeia Velha, na Bahia, e Cacique Fontoura, no Mato Grosso. E deram-se às vésperas do Dia dos Povos Indígenas, celebrado nesta sexta (19).

A expectativa, no entanto, tanto do governo e principalmente dos povos indígenas, era pela homologação de outros quatro territórios. Lula afirmou que os decretos estão “prontos”, mas pediu tempo para negociar a retirada de fazendeiros e camponeses que atualmente estão ocupando o território.

Nesse sentido, Lula reconheceu o desapontamento da parte das lideranças indígenas. Ele afirmou, porém, que o conselho indigenista vai funcionar como uma espécie de “comissão da verdade”. E que através deles, os indígenas vão “orientar” as políticas do governo.

“Se estou dizendo que esta é uma comissão da verdade, começo sendo muito verdadeiro com vocês. Sei que estão com uma certa apreensão, porque imaginavam que iam ter a notícia de seis terras indígenas assinadas por mim”, disse o presidente.

“O (ministro da Justiça) Lewandowski me levou na semana passada seis terras indígenas para que eu assinasse hoje na frente de vocês. E nós decidimos assinar só duas. Eu sei que isso frustrou alguns companheiros. Mas eu fiz isso para não mentir para vocês. Fiz isso porque nós temos um problema, e é melhor a gente tentar resolver antes de assinar”. 

Diálogo

Também seriam homologadas as terras Potiguara de Monte-Mor, na Paraíba; Xukuru-Kariri, em Alagoas; Morro dos Cavalos e Toldo Imbu, em Santa Catarina. Lula, entretanto, destacou que as terras indígenas estão ocupadas, “algumas por fazendeiros, outras por gente comum”.

“Tem uma que tem 800 pessoas que não são indígenas ocupando. Tem outras que tem mais gente. E tem alguns governadores que pediram tempo para a gente saber como é que vai tirar essas pessoas. Porque não posso chegar lá com a polícia e ser violento com as pessoas que estão lá. Tenho que ter o cuidado de oferecer uma possibilidade ou outra, para que vocês possam entrar tranquilamente na terra”.

Nesse sentido, ele destacou que, na Paraíba e em Alagoas, são governos “aliados” que pediram mais tempo. “E nós vamos dar esse tempo”. Por outro lado, sem citar especificamente Santa Catarina, afirmou o governador Jorginho Melo (PL) – que também não foi nominado –, se recusou a atender a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara. “Mas agora vamos chamar ele aqui para ter uma conversa e mostrar que nós precisamos resolver da melhor maneira possível”.

Em disputa 

Além disso, o presidente afirmou que, em Santa Catarina, o governo Bolsonaro chegou a distribuir títulos de terra aos fazendeiros. “Tem gente que tem título dado pelo governo passado, por governadores. Então você não pode chegar para um cidadão que tem o título dela dado por um governador que não levou em conta que a terra era uma terra indígena, e tirar a pessoa na marra. Nem vocês querem isso, nem eu quero. A gente quer fazer uma negociação e dar para as pessoas aquilo que elas merecem”.

Por outro lado, ressaltou que “se tiver gente que grilou essas terras e que está ocupando indevidamente, a gente vai ter que encontrar uma forma. Ou negociada, para os governadores tirarem eles. Ou através da Justiça, vamos tentar tirar”.

“Quero dizer para vocês: vamos fazer um esforço com os governadores que nos pediram um tempo. Vamos conversar com as pessoas que estão nessas terras. E prometo a vocês que nós vamos assinar essas terras, para que a gente possa dar um passo mais importante”, frisou Lula.

Fonte: Rede Brasil Atual

Bolsa Família diminui a desigualdade em regiões em que está mais presente

O Nordeste é a região em que esses dados aparecem com maior evidência, com 35,5% dos domicílios atendidos. No Brasil, rendimento médio mensal subiu 11,5% em 2023, passando de R$ 1.658 para R$ 1.848.

As regiões brasileiras com a maior presença de benefícios sociais, principalmente o Bolsa Família, apresentaram as quedas mais expressivas da desigualdade social em 2023, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (19).

O Nordeste é a região em que esses dados aparecem com maior evidência. Em 2019, antes da pandemia de Covid-19, o grupo dos 10% mais ricos tinha um rendimento médio mensal domiciliar per capita — ou seja, a renda média de um domicílio dividida pelas pessoas que lá habitam — 18,8 vezes maior que os 40% mais pobres. Essa razão caiu para 14,4 em 2022 e, no ano passado, para 13,7.

A queda nessa diferença entre os rendimentos dos mais ricos e dos mais pobres é inversamente proporcional ao percentual de domicílios que recebe algum tipo de programa social do governo. Em 2019, 29% dos domicílios do Nordeste recebiam Bolsa Família. Em 2022, eram 33,8% e, em 2023, 35,5%.

A região Norte apresentou uma dinâmica semelhante nos últimos anos. Em 2019, a razão entre o rendimento médio mensal domiciliar per capita dos 10% mais ricos e os 40% mais pobres era de 16,2. Essa diferença caiu para 13,5 em 2022, e para 12,8 em 2023.

Já a quantidade de domicílios que recebiam Bolsa Família na região, cresceu. Eram 26,3% em 2019, depois 29,1% em 2022, e 31,7% em 2023.

Essa porcentagem de domicílios com o benefício social também cresceu nas outras regiões do Brasil, mas de maneira menos acentuada. Esse crescimento aconteceu após, em março do ano passado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relançar o Bolsa Família, em substituição ao Auxílio Brasil, que nasceu durante a pandemia.

O programa manteve seu valor mínimo de R$ 600, mas passou a incluir, também, outros benefícios a depender da composição familiar, além do incremento de R$ 150 para crianças de até 6 anos, por exemplo.

Esses benefícios fizeram com que, em 2023, a renda da população beneficiada crescesse mais que a renda daqueles que não recebiam.

“Em 2023, o rendimento médio domiciliar per capita dos domicílios que recebiam o Bolsa Família era inferior a 30% do rendimento médio dos domicílios não beneficiados”, diz o IBGE. No entanto, “entre 2019 e 2023, o rendimento per capita do grupo de domicílios que recebiam o Bolsa Família cresceu 42,4%, enquanto entre aqueles que não recebiam o benefício a variação foi de 8,6%”.

Na média nacional, os domicílios que recebiam o benefício subiram de 14,3% em 2019, para 16,9% em 2022, e 19% em 2023. Já a diferença entre o rendimento médio mensal domiciliar per capita dos 10% mais ricos e os 40% mais pobres caiu de 14,8 vezes em 2019 para 14,4 em 2022 e 2023.

Assim como Nordeste e Norte, a região Sul também teve uma queda na diferença de rendimento entre mais ricos e mais pobres, mas menos intensa: caiu de 10,6 vezes em 2019, para 10,1 em 2022, e 9,9 em 2023.

Essa é a região, porém, com o menor número de domicílios com Bolsa Família. Eram 5,1% em 2019, 6,3% em 2022, e 7,9% em 2023.

Já as regiões Sudeste e Centro-Oeste tiveram um aumento na diferença entre o rendimento dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres.

No Sudeste, os mais ricos tinham um rendimento médio mensal domiciliar per capita 15 vezes maior que os mais pobres em 2019. A razão caiu para 13,1 em 2022, mas voltou a subir no ano passado, para 13,3.

A região tinha 7,5% de domicílios beneficiários do Bolsa Família em 2019. Em 2022, eram 9,3% e, em 2023, 11,5%.

No Centro-Oeste, o rendimento médio mensal domiciliar per capita dos 10% mais ricos era 13,2 vezes maior que o dos 40% mais pobres. A razão caiu para 12,2 em 2022, e voltou a subir, para 12,5, em 2023.

Eram 9,1% os domicílios que recebiam o Bolsa Família em 2019. Depois, em 2022, eram 11%, e 12,8% em 2023.

População com algum tipo de rendimento

O crescimento da renda dos mais ricos também foi maior que a média nacional: o rendimento médio no Brasil subiu 11,5% entre 2022 e 2023, passando de R$ 1.658 para R$ 1.848, maior valor da série histórica da pesquisa.

Além do rendimento médio mensal per capita, a proporção da população brasileira com algum tipo de rendimento (independentemente de ser proveniente de trabalho, benefícios sociais ou outros meios) também cresceu e atingiu seu pico em 2023.

No ano passado, 64,9% da população — cerca de 140 milhões de pessoas — tinha algum tipo de rendimento. No ano anterior, eram 62,6%, cerca de 134,1 milhões de pessoas.

Os números mostram uma recuperação da economia brasileira após a pandemia de Covid-19. Em 2021, ano que registrou o maior número de casos e mortes pela doença, 59,8% da população (127,1 milhões de pessoas) tinham algum tipo de rendimento, menor patamar já registrado pela pesquisa.

As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram as maiores porcentagens de população com algum tipo de rendimento. Norte e Nordeste foram as menores. Ainda assim, todas as regiões tiveram uma melhora nos números em um ano.

Veja o percentual da população de cada região com algum tipo de rendimento:

  • Sul: 68,8% da população com rendimento em 2023, contra 67% em 2022;
  • Sudeste: 67,6% da população com rendimento em 2023, contra 64,8% em 2022;
  • Centro-Oeste: 65,6% da população com rendimento em 2023, contra 62,6% em 2022;
  • Nordeste: 60,8% da população com rendimento em 2023, contra 59% em 2022;
  • Norte: 57,8% da população com rendimento em 2023, contra 55,9% em 2022.

Entre os estados, o que tem a maior porcentagem de pessoas com rendimento na população residente (pessoas que habitam um mesmo domicílio) é o Rio Grande do Sul, com 70,3%, seguido por Santa Catarina, com 69,4%, e São Paulo, com 68,6%.

Já os estados com a menor taxa são Acre, com 51,5%, Amazonas, com 53%, e Roraima, com 54,8%.

Com o aumento na porcentagem de população com rendimento em todas as regiões, o rendimento médio mensal real (independentemente da fonte) também cresceu em 2023, em relação a 2022.

Veja o rendimento mensal médio real da população residente com algum tipo de rendimento em cada região:

  • Sul: R$ 3.149 em 2023, contra R$ 2.992 em 2022;
  • Sudeste: R$ 3.308 em 2023, contra R$ 3.058 em 2022;
  • Centro-Oeste: R$ 3.355 em 2023, contra R$ 3.089 em 2022;
  • Nordeste: R$ 1.885 em 2023, contra R$ 1.788 em 2022;
  • Norte: R$ 2.255 em 2023, contra R$ 2.052 em 2022.

Apesar da alta geral de um ano para o outro, o cenário é diferente olhando para o patamar registrado em 2019, pré-pandemia. As únicas regiões que tiveram um avanço no rendimento médio em 2023 em relação a 2019 foram Centro-Oeste (R$ 3.355 contra R$ 3.145) e Norte (R$ 2.255 contra R$ 1.999).

Já as outras regiões ainda não retomaram o patamar de rendimento médio mensal de antes da pandemia: Sul (R$ 3.149 em 2023 contra R$ 3.170 em 2019), Sudeste (R$ 3.308 contra R$ 3.339) e Nordeste (R$ 1.885 contra R$ 1.912).

A média nacional em 2023 foi de R$ 2.846 entre a população residente com rendimento. Já os estados, o maior rendimento médio foi registrado no Distrito Federal, com R$ 4.966, e o menor, no Maranhão, com R$ 1.730.

Fonte: G1

Alagoas tem a pior internet do Nordeste em 2023

O Estado de Alagoas tem o pior desempenho de internet fixa da região Nordeste com velocidade média de download de 94,66 Mbps em 2023, é o que aponta o Prêmio MelhorPlano.net 2024, divulgado pelos sites MelhorPlano.net e Minha Conexão. 

Na sexta edição da premiação foram revelados de forma inédita quais são os estados com melhor performance de banda larga em 2023, além de apresentar os melhores provedores de internet do Brasil no período. 

Provedores menores são mais velozes que os nacionais em Alagoas

A análise de resultados do Prêmio MelhorPlano.net 2024 revelou também que os provedores de pequeno porte ofereceram a melhor internet de AL a nível municipal no ano. 

O estudo apontou que 42 das 45 cidades alagoanas participantes desta edição da premiação no estado registraram vitórias de provedores regionais na categoria de Melhor Velocidade, que avalia o desempenho de banda larga da região segundo índices de velocidade de download, upload e latência. 

O Prêmio MelhorPlano.net 2024 é a maior e mais relevante premiação do Telecom do Brasil, considerando a base de dados de sua fundamentação. Só em testes de velocidade, o estudo teve 4 vezes mais dados que as demais premiações de Telecom no país.

A premiação contou com um comitê consultivo de especialistas em Telecom e Tecnologia para avaliar a clareza, imparcialidade e transparência da metodologia da premiação. 

Veja médias de velocidade na região Nordeste

1º Piauí — 190,98 Mbps

2º Ceará — 145,26 Mbps

3º Maranhão — 145,25 Mbps

4º Rio Grande do Norte — 111,52 Mbps

5º Sergipe — 104,13 Mbps

6º Paraíba — 103,82 Mbps

7º Pernambuco — 98,43 Mbps

8º Bahia — 97,85 Mbps

9º Alagoas — 94,66 Mbps

Fonte: Cada Minuto

Para puxar o saco dos EUA, Conmebol quer colocar Israel na copa América

O convite ao estado genocida de Israel mostra a submissão política da Conmebol ao imperialismo dos EUA e sua cumplicidade com o genocídio do povo palestino

Convidada para participar do 78º Congresso da Conmebol, em Luque, no Paraguai, a Federação Israelense de Futebol (IFA) assinou nesta quinta-feira, dia 11, um acordo de cooperação com a confederação sul-americana. A parceria entre as duas entidades foi anunciada por meio das redes sociais. “Orgulhosos de fazer parte da grande família Conmebol. Juntos, pelo bem do jogo e pelo companheirismo”, escreveram os israelenses.

Em suas redes, Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, celebrou o que chamou de “aliança estratégica” para fortalecer os laços de amizade entre as regiões. “O futebol é uma ponte que une pessoas, países e continentes”, disse. Não é a primeira vez que o paraguaio se reúne com a IFA. Em setembro passado, Dominguez viajou à Israel, onde se encontrou com o presidente da Federação Israelense de Futebol, Shino Zoaretz; com o ministro de Esportes do país, Miki Zohar; e com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

Com a assinatura, Conmebol e IFA firmam a intenção de colaborar com o desenvolvimento da modalidade em Israel e na América do Sul, em áreas como formação de treinadores, arbitragem e categorias feminina e de base. É prevista ainda a realização de amistosos e a participação de Israel em campeonatos organizados pela Conmebol. “Espero que a seleção israelense faça parte em breve de um dos principais torneios organizados pela Conmebol, talvez a Copa América”, afirmou Shino Zoaretz.

É comum que convidados participem do torneio continental. Além de países que compõem a Concacaf – organização que reúne as federações de futebol da América Central e do Norte e o Caribe -, a Copa América já recebeu o Japão (em 1999 e em 2019) e o Catar (também em 2019). China, Espanha e Portugal receberam convites no passado, mas negaram por dificuldades com calendário.

Desde 1991, a Federação Israelense é associada a Uefa, órgão que gere o futebol na Europa. Apesar do longo tempo na associação, a seleção de Israel nunca se classificou para uma Eurocopa. A única vez em que participaram de uma Copa do Mundo foi em 1970, quando ainda fazia parte da Confederação Asiática de Futebol.

A Copa América de 2024 terá início em junho e será sediada nos Estados Unidos. O torneio vai contar com 16 seleções, e os grupos já estão definidos. O Brasil faz sua estreia no dia 24 de junho, em jogo contra a Costa Rica.

Fonte: Uol

Presidente da Colômbia denuncia Israel por violar cessar-fogo da ONU

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou Israel por violar a resolução de cessar-fogo em Gaza aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Ao comentar sobre um ataque israelense ao campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza sitiada, escreveu Petro em sua página do Twitter (X): “Começou de novo. A reação violenta aos ataques de ontem [sábado] é seguir matando crianças e violando a resolução de cessar-fogo do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

“A vasta maioria da humanidade almeja paz”, acrescentou.

Desde quinta-feira (11), segundo dia do feriado islâmico do Eid Al-Fitr, que encerra o mês do Ramadã, o exército da ocupação israelense mantém bombardeios a Nuseirat.

No sábado (13), o Irã disparou uma bateria inédita de mísseis e drones militares ao território considerado Israel, em resposta a um ataque a seu consulado em Damasco, na Síria, alimentando receios de propagação regional do conflito.

Desde a deflagração de seu genocídio em Gaza, deixando 34 mil mortos e 76 mil feridos em seis meses, Israel intensificou ataques a grupos pró-Irã na Síria, Líbano, Iêmen e Iraque, além de consolidar uma violenta escalada colonial na Cisjordânia e em Jerusalém.

Organizações internacionais, incluindo agências das Nações Unidas e o Conselho de Segurança, pedem um cessar-fogo imediato em Gaza, incluindo acesso humanitário. Todavia, sem a anuência de Israel. Segundo a Agência das Nações Unidas para a Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), a fome “está por toda a parte”.

Em 25 de março, o Conselho de Segurança enfim aprovou uma resolução por cessar-fogo até o fim do Ramadã, sob abstenção dos Estados Unidos após três vetos em favor do regime israelense. Tel Aviv, contudo, manteve os ataques, sem qualquer contrapartida.

Petro — um dos líderes globais mais eloquentes em sua denúncia do genocídio em Gaza —ameaçou romper laços com Israel caso não se respeitasse o cessar-fogo.

Apesar de uma ordem do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, de 26 de janeiro, Israel ainda impõe um cerco militar absoluto a Gaza — sem comida, água, medicamentos, energia elétrica ou combustível.

Fonte: Monitor do Oriente

Em greve há 4 dias, servidores federais se reúnem com o governo nesta sexta

Professores e servidores técnicos de universidades federais realizaram uma nova manifestação hoje, no Palácio da Alvorada. Ao menos 51 universidades e 79 institutos federais estão paralisados em campanha por reajuste salarial e reestruturação de carreiras

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou os servidores federais para uma mesa de negociação nesta sexta-feira (19). A reunião será acompanhada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e os sindicatos dos professores e servidores técnico-administrativos das universidades e institutos federais. Desde segunda (15), os servidores de ao menos 51 universidades e 79 institutos federais estão em greve por reajuste salarial e orçamentário, reestruturação de carreira e pela revogação de normas aprovadas nos governos anteriores, de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Já os servidores técnico-administrativos estão paralisados há mais de um mês, desde 11 de março. E a previsão é que greve continue por tempo indeterminado. A categoria se reúne com o governo federal às 10h nesta sexta. Na sequência, às 14h30, será a vez da rodada de negociação com os professores. Os encontros foram confirmados à RBA pelo membro do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e coordenador geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), David Lobão.

“Nós esperamos que nessa mesa o governo apresente uma proposta que atenda minimamente os nossos interesses, os nossos desejos, que venha de encontro com aquilo que nós queremos. Qualquer coisa diferente de uma proposta que dialogue com o que estamos desejando, vamos ficar muito tristes, porque estamos fazendo a maior greve da educação federal desse país e merecemos uma resposta adequada. Então, estamos pressionando o governo nesse momento para que a resposta seja a melhor possível. (…) E o governo prometeu que entregará uma nova proposta amanhã”, afirmou Lobão.

  • Agendas de luta

Na manhã desta quinta (18), os trabalhadores voltaram a protestar, desta vez, com uma nova manifestação no acesso ao Palácio da Alvorada, em Brasília. Ainda ontem (17), as categorias também realizaram uma marcha na Esplanada dos Ministérios. Com concentração na Catedral Metropolitana de Brasília, os servidores e servidoras seguiram até o MGI.

“Essa mobilização é fundamental para mostrar que há uma unidade de luta, que é necessário que os professores e os estudantes saiam das salas de aula e venham fazer um movimento paredista. É um movimento em defesa da universidade pública, pela recomposição do orçamento. Mas também pelas carreiras, pelos salários dos servidores públicos”, avaliou a presidenta da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), Eliene Novaes.

Em assembleia, as categorias aprovaram um manifesto unificado em defesa da educação e da universidade pública e a participação nas agendas de luta. Os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) presentes no ato também compactuaram com a mobilização das categorias. Eles apresentaram ainda suas próprias reivindicações, dentre elas a política de bolsa permanência. 

Os grupos avaliam que as universidades e os institutos sofreram uma série de ataques aos direitos durante os mandatos de Temer e Bolsonaro, que levaram às demandas atuais. No primeiro ano do governo Lula, os servidores negociaram um aumento de 9% e de 200 reais no vale alimentação. Mas, neste ano, os servidores ficaram novamente sem reajuste e por isso partiram para a greve. 

MGI confirma proposta

“Por isso que nós estamos novamente com o bloco na rua, porque nós não concordamos passar mais um ano sem aumento de salário. É muito importante essa unidade de estudantes, professores e técnico-administrativos a nível nacional”, defendeu o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Edmilson Lima, à RBA.

Em nota à imprensa, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos afirmou que a reestruturação de carreiras na área de Educação “é um compromisso prioritário” da gestão. A ministra Esther Dweck informou que o governo “apresentará uma proposta convergente com o relatório do Grupo de Trabalho formado por representantes dos Ministérios da Educação e da Gestão, das universidades e instituições de ensino, além de entidades sindicais representantes dos servidores do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE)”.

“O Ministério da Gestão segue aberto ao diálogo com os servidores da área de educação e de todas as outras áreas”, concluiu na nota.

Fonte: Rede Brasil Atual

Pastor foragido é preso por abusar de menina de 13 anos

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu o pastor de uma igreja pentecostal, Davi Rocha, condenado por abusar de uma adolescente de 13 anos. Ele estava foragido e foi encontrado em um rancho em Cristalina, Goiás, durante uma operação nesta quarta-feira (17).

O crime ocorreu em 2020, quando a família da vítima procurou o pastor para ajudar a adolescente que estava com “comportamento depressivo”. O religioso sugeriu que a menina precisava de “libertação e de cura” e, sob pretexto de levá-la para um passeio para descobrir o que estava acontecendo, conduziu-a para um local ermo às margens da BR-040, em Santa Maria.

No local isolado, o pastor teria passado as mãos nas pernas e nos seios da adolescente, que pediu para ir embora. Ela relatou o ocorrido para uma prima e uma professora na escola, que informaram a mãe da menina.

Em 11 de abril, a Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) emitiu mandado de prisão contra o homem. Ele foi condenado a cumprir pena de 12 anos em regime fechado.

Fonte: DCM

Ruralistas cercam acampamento e ameaçam integrantes do MST no Espírito Santo

Fazendeiros seguiram método do ‘Invasão Zero’ que já resultou em morte; grupo ruralista da Bahia nega envolvimento

Ruralistas promoveram nesta quarta-feira (17) um cerco a uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no município de São Mateus (ES). Segundo os sem-terra, a entrada do acampamento foi tomada por 27 carros, tratores agrícolas e drones.

O clima foi descrito como tenso, mas não houve relatos de violência física. Conforme integrantes da ocupação, os ruralistas fazem ameaças aos acampados, que totalizam 200 famílias compostas por adultos, jovens, crianças e idosos.

“Houve uma grande tensão, eles [fazendeiros] tentaram nos coagir de várias formas. Ficaram passando o tempo todo com trator, com picape… A Polícia Militar acompanhou o processo e nada de pior aconteceu”, relatou Lia Fernandes, do MST no Espírito Santo.

Em janeiro deste ano, uma situação semelhante, com cerco armado do grupo “Invasão Zero” contra uma ocupação rural, resultou no assassinato da líder indígena Maria de Fátima Muniz, conhecida como Nega Pataxó, na Bahia.

A ocupação alvo da ação de proprietários rurais no Espírito Santo integra a Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, que ficou conhecida como Abril Vermelho. Como resposta, o “Invasão Zero” fez o “Abril Amarelo”, prometendo desfazer à força as ocupações por meio da mobilização de proprietários rurais.

Mensagem de WhatsApp convoca fazendeiros para atuarem contra acampamento do MST no Espírito Santo / Reprodução

MST aponta participação do “Invasão Zero” e de deputado federal

O MST aponta que houve a participação do “Invasão Zero“, um grupo formado por fazendeiros, políticos e empresários que nasceu na Bahia e é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de ser uma milícia rural. As suspeitas são negadas pela coordenação do grupo ruralista.

“Os integrantes [do cerco ao acampamento no Espírito Santo] são proprietários, empresários e apoiadores do ex-presidente Bolsonaro”, ressaltou em nota o MST.

Ainda conforme o movimento, o cerco às famílias foi liderado pelo deputado federal Evair de Melo (PP-ES), coordenador da Frente Parlamentar Invasão Zero no estado. A Frente Parlamentar Invasão Zero é fruto de uma articulação entre o grupo baiano de mesmo nome e a bancada ruralista no Congresso.

O “Invasão Zero” informou à reportagem estar ciente da mobilização de fazendeiros contra a ocupação, mas negou ter participado do cerco às famílias.

O Brasil de Fato procurou a assessoria de imprensa de Evair de Melo. A reportagem será atualizada caso haja resposta. 

Ocupação poderá sofrer despejo judicial 

O acampamento em Espírito Santo foi organizado pelo MST na madrugada desta quarta-feira (17) e ocorreu na Fazenda Coqueirinho, propriedade de 294 hectares, de acordo com nota divulgada pelo movimento.

Lia Fernandes, do MST do Espírito Santo, disse que uma decisão de reintegração de posse contra o acampamento deve ser emitida pela Justiça nesta quinta-feira (17). “​​Agora a gente vai tentar derrubar essa decisão liminar”, contou Fernandes.

MPF vê “organizações paramilitares” no campo

O Ministério Público Federal (MPF) já afirmou ao Brasil de Fato que as ações do “Invasão Zero” e grupos semelhantes podem ser consideradas como crime e são análogas ao funcionamento de milícias rurais, ao contrário da luta coletiva pela terra, que é um direito previsto na Constituição.

“Assiste-se hoje no Brasil a organizações paramilitares que tem contado com parcela do aparato estatal para perseguir movimentos sociais, trabalhadores rurais, povos indígenas e comunidades quilombolas. O caso de Nega Pataxó, assassinada em janeiro na Bahia, é o mais emblemático”, afirmou o MPF em um ofício.

Fonte: Brasil de Fato

EUA rejeita acusações contra Zuckerberg sobre danos na saúde mental de crianças

O CEO da Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), Mark Zuckerberg, venceu na Justiça dos EUA 24 processos em que era acusado de ter responsabilidade pessoal por viciar crianças em seus produtos. As informações são da Bloomberg.

A juíza distrital Yvonne Gonzalez Rogers, que está supervisionando os processos, rejeitou nesta segunda-feira Zuckerberg como réu individual, sem afetar as reivindicações contra a Meta como empresa.

As ações judiciais movidas em nome de jovens alegaram que Zuckerberg foi repetidamente avisado de que o Instagram e o Facebook não eram seguros para crianças, mas ignorou as descobertas e optou por não as compartilhar publicamente.

A magistrada disse que Zuckerberg não poderia ser responsabilizado apenas por ser o rosto público da Meta. A conclusão criaria “um dever de divulgação para qualquer indivíduo reconhecível pelo público”, escreveu Rogers na decisão. “O tribunal não aceitará uma abordagem tão inovadora aqui”.

Fonte: On Jornal

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