Movimentos sociais realizam ato pró-democracia em Maceió

Manifestação marca um ano das ações golpistas de 8 de janeiro. Ato foi puxado pelos movimentos sociais e entidades representativas como a CUT

Entidades, movimentos sociais e organizações políticas promoveram nesta segunda-feira, 8 de janeiro, em Maceió, um ato político para relembrar um ano da tentativa de golpe produzida por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas urnas em 2022. 

A manifestação ocorreu em frente ao antigo Produban, reduto de manifestações políticos no Centro de Maceió e contou com a presença de representantes de partidos políticos, centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais diversos.

Para o deputado federal Paulão, o “ato marca um ano de resistência contra a tentativa golpista de bolsonaro e seus seguidores, que tentaram através do golpe confiscar a vontade da maioria que elegeu Lula presidente”.

Para o professor Luizinho, presidente do Sindicato dos Docentes da Uneal, o “golpe foi derrotado, mas, o bolsonarismo continua vivo, por isso, temos que cobrar a punição dos golpistas e nas ruas avançarmos em defesa da democracia e de nossos direitos”.

Para Luciano Santos, presidente da CUT, “o ato simboliza a luta pela democracia e contra a tentativa golpista de impor uma ditadura”.

Animado com cartazes e palavras de ordem, o ato serviu, segundo os organizadores para manter a mobilização social contra o golpismo e em defesa da democracia.

Lula afirma que perdão a golpistas soaria como impunidade

Presidente discursou em evento sobre os atos antidemocráticos de 8/1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (8), uma punição exemplar para quem teve qualquer participação nos atos golpistas de 8 de janeiro do ano passado. Em discurso, Lula afirmou que o perdão a essas pessoas “soaria como impunidade”. A declaração foi dada durante ato em defesa da democracia, realizado no Salão Negro do Congresso Nacional. O evento marcou um ano da depredação dos palácios da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

“Todos aqueles que financiaram, planejaram e executaram a tentativa de golpe devem ser exemplarmente punidos. Não há perdão para quem atenta contra a democracia, contra seu país e contra o seu próprio povo. O perdão soaria como impunidade. E a impunidade, como salvo conduto para novos atos terroristas”, destacou Lula. Ele fez coro à mensagem das autoridades presentes no ato.

O evento Democracia Inabalada teve, além de Lula, a presença dos presidentes do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, além de parlamentares, ministros, ex-ministros e representantes da sociedade civil. A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, foi a primeira a discursar, falando em nome dos governadores do país.

Lula também observou que a tentativa de deposição da democracia, que se baseia no desrespeito ao resultado das eleições, teria consequências drásticas para a estabilidade política do país.

“Se a tentativa de golpe fosse bem-sucedida, muito mais do que vidraças, móveis, obras de arte e objetos históricos teriam sido roubados ou destruídos. A vontade soberana do povo brasileiro, expressa nas urnas, teria sido roubada. E a democracia, destruída. A esta altura, o Brasil estaria mergulhado no caos econômico e social. O combate à fome e às desigualdades teria voltado à estaca zero”, afirmou.

O presidente ainda elogiou a “coragem de parlamentares, governadores e governadoras, ministros e ministras da Suprema Corte, ministros e ministras de Estado, militares legalistas e, sobretudo, da maioria do povo brasileiro”. Para o presidente, essa coragem garantiu que o dia de hoje fosse de “celebração da vitória da democracia sobre o autoritarismo”.

Aproveitando a presença no Senado, Lula ainda fez menção aos trabalhadores Polícia Legislativa, que se recusaram a aderir ao golpe e defenderam o prédio do Congresso Nacional durante a invasão, mesmo em minoria.

Fonte: Agência Brasil

Artistas protestam em Manaus contra morte de venezuelana que viajava de bike pelo Brasil

Indignados com a brutalidade do crime, manifestantes ocuparam um dos símbolos do turismo no estado, o Largo de São Sebastião, que fica diante do Teatro Amazonas, e chamaram a atenção das autoridades para o caso.

Artistas e amigos da venezuelana Julieta Hernández, que foi morta no interior do Amazonas enquanto viajava de bicicleta pelo Brasil, fizeram um protesto na tarde deste sábado (6), em Manaus. Indignados com a brutalidade do crime, eles ocuparam um dos símbolos do turismo no estado, o Largo de São Sebastião, que fica diante do Teatro Amazonas, e chamaram a atenção das autoridades para o caso.

Julieta estava no Brasil há 8 anos, ela pedalava por diversos estados do país fazendo apresentações circenses. Em passagem pela cidade de Presidente Figueiredo , ela foi atacada por um casal que estava morando de favor no mesmo refúgio que a artista estava hospedada, segundo a polícia.

Os suspeitos de envolvimento no crime estão presos. Em depoimento à polícia, um deles disse que o crime foi cometido 14 dias atrás, mesmo período em que os amigos da vítima perderam o contato com ela.

O ato em memória da venezuelana na capital amazonense foi convocado pelas redes sociais e organizado coletivamente por artistas, grupos de teatro, circo e artes cênicas. Além de membros de centros culturais e movimentos sociais participaram da ação denominada “Para Sempre #JulietaPresente”.

Fonte: G1

Crateras se abrem e água mina do solo em bairro atingido pela Braskem

Moradores revelam que casas estão sendo danificadas por buracos na Marquês de Abrantes, em Bebedouro

Um fenômeno estranho tem atingido algumas casas na Rua Marquês de Abrantes, bairro de Bebedouro, em Maceió, após o afundamento do solo provocado pela mineração da Braskem, especialmente, na região próxima à Lagoa Mundaú. Crateras estão se abrindo no solo e a água minando do chão, provocando danos em diversos imóveis.

No mês passado, um técnico da Defesa Civil Municipal vistoriou a casa da dona Ângela Maria, que fica nas imediações do Riacho do Silva. O profissional constatou as “patologias” na construção e confirmou que, no entorno da residência dela há outros minadouros, inclusive, com um fluxo de água ainda maior.

No relatório da Defesa Civil, divulgado no último dia 22 de dezembro, o vistoriador Décio Antônio Almeida Mendes recomendou que o caso fosse encaminhado à Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) para investigar se a residência foi construída sobre uma nascente aterrada.

Mas, dona Ângela Maria questiona o laudo com base em conversas que teve com o técnico da Defesa Civil. Ela acredita que ele tenha ficado temeroso em relatar a verdade no documento oficial: a relação entre o problema na casa dela e vizinhança e o colapso nas minas da Braskem, especialmente a mina 18, na Lagoa Mundaú.

Dona Ângela, que se sentiu mal e precisou ser atendida em um hospital após saber que terá de deixar a casa onde viveu por 30 anos, revela a conversa que teve em off com o profissional da Defesa Civil: “Ele deu uma explicação de que isso se trata do lençol freático, por conta da minha casa ficar perto do Riacho do Silva, que faz parte da lagoa. E que esses minadores vão aparecer sempre, porque a lagoa está passando por esses problemas e a água está subindo. Com isso, as moradias construídas em locais como aqui,dos flexais, próximo ao riacho e à lagoa vão sofrer esse problema, infelizmente”, relata.

Ela conta que, até hoje, aguarda uma visita de uma assistente social da Prefeitura de Maceió para dar orientação sobre a mudança, que não ocorreu.

Fonte: 082 Noticias

MATAR É PRECISO.

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 07 de Janeiro de 2024

Ano novo, 2024 chegou e com ele o 4° ano da Reflexões. Vamos começar?

Na época em que Jesus esteve por aqui, já existiam gays, lésbicas, ladrões, assassinos, falsarios e uma infinidade de pessoas que a sociedade, à época, os colocavam às margens do convivio social, mas, para o delírio da torcida, não foram eles que mataram o filho de Deus.
Essa semana pudemos acompanhar a investida dos “cristãos” em torno do Padre Júlio Lancelott. Como que deputados da Alesp apoiaram uma CPI pra investigar o Padre Júlio, que dedica sua vida para ajudar aqueles que estão às margens? Seriam esses, hoje, os mesmos que pregariam Jesus na cruz? Padre Júlio é claro quando diz que dentro do sistema, ele sempre será um fracassado, pois prefere estar ao lado dos que perdem. CPI do Padre Júlio só se for para ovaciona-lo. Ao final o Padre ficou igual ao pão que ele distribui aos famintos, quanto mais bateram nele, mais ele cresceu.

Os “cristaos” do 08 de Janeiro ou melhor dizendo, as senhorinhas com a bíblia na mão, parafraseando o Senador Magno Malta, pretendiam golpear o Estado Democrático de Direito e de quebra crucificar o Ministro Alexandre de Morais, crucificar não, exagerei, eles queriam apenas enforca- lo em praça pública. Veja que 2000 anos depois, os ditos “cristãos” atacam novamente. Não, Alexandre não é Jesus!Todos sob o manto da ignorância, do ódio, do poder a qualquer custo, reescrevendo o que já sabemos, que a margem da sociedade é mais sã que aqueles que se intitulam a sociedade.
Você conhece alguém assim?

Será que teremos outro 08 de Janeiro? Será que teremos “cristãos” patriotas nas ruas quebrando tudo? Creio que esse ano não, mas se a história se repetir, muito em breve teremos novas incursões e pessoas como o Padre Júlio, como o Alexandre de Morais poderão não ter a mesma sorte.

O cidadão “cristão “de bem era aquele religioso, que conhecia as leis, que era influente entre os poderosos, que tinha prestígio na sociedade, esse mesmo cidadão foi quem matou Jesus, mas botou a culpa na protistuta, nos gays,nas lésbicas, nos ladrões, nos falsarios. Dois milênios depois a história se repete.
Qualquer semelhança é mera coincidência.
“Ouremos”

Reflexões Flávio Show 2023 , ano 04 – Edição 161

101 cidades têm tarifa zero beneficiando Cinco milhões de pessoas

‘Decisão é mais política que técnica’. Para pesquisador, esse será o grande debate das eleições municipais deste ano. Modelo que se baseia na remuneração por passageiro é ultrapassado, afirma

O país já tem mais de 100 municípios que adotaram a tarifa zero no transporte público. A lista, agora com 101 cidades, acaba de ser atualizada pelo pesquisador Daniel Santini, mestre em Planejamento Urbano e Regional na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da Universidade de São Paulo (USP). A população nessas cidades soma aproximadamente 4,8 milhões. 

O ano passado foi o de maior número de adoções do sistema: 36. Neste início de 2024, a lista incluiu Machado (MG). Os números consolidam uma visão de que a ideia é viável. Anos atrás, lembra o pesquisador, havia uma leitura de que se tratava de uma política “irreal, juvenil até”, mas isso tem mudado. “Tarifa zero é uma decisão política, mais do que técnica.”

Efeitos positivos

Santini não tem dúvida de que este será o grande debate das eleições municipais de outubro. “O que a gente tem visto é que as cidades (que adotam o sistema) não revertem”, afirma o também coordenador da Fundação Rosa Luxemburgo. Segundo ele, a adoção da tarifa zero universal tem trazido resultados positivos sob vários aspectos – econômicos, sociais, ambientais e humanos.

Ele cita alguns exemplos, como Caucaia, no Ceará, a cidade mais populosa da lista (veja relação ao final do texto), com 356 mil habitantes, que desde 2021, ano da implementação, reduziu consideravelmente o trânsito. Ou Maricá (RJ), que além do incremento no comércio adotou uma rede de bicicletas compartilhadas. Ali, a experiência já vai completar 10 anos.

Modelo atrasado

Os municípios adotam diferentes modelos – e a pauta, originalmente identificada como dos setores progressistas, foi adotada também por partidos conservadores. “Manter esse modelo atrasado, ineficiente, de remuneração por passageiro transportado é uma bomba-relógio”, afirma Santini. “O sistema baseado na receita da catraca faliu.” A cidade de São Paulo, por exemplo, perdeu 1 bilhão de passageiros em uma década.

Na média, as cidades que adotaram Tarifa Zero têm em torno de 50 mil habitantes. Apenas 11 municípios têm mais de 100 mil. O menor, Santana do Deserto (MG), não chega a 4 mil. O pesquisador concorda que é mais fácil implementar o sistema em locais menores, mas identifica crescimento em cidades mais populosas. “É preciso considerar que as possibilidades (nessas áreas) são muito maiores”, pondera.

Sistema Único de Mobilidade

Na Câmara, a deputada Luiza Erundina (Psol-SP) apresentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 25/2023, que propõe a criação do Sistema Único de Mobilidade. O projeto autoriza União, Distrito Federal e municípios a instituir contribuição pelo uso do sistema viário a proprietários de veículos. Esse recursos seriam destinados ao custeio do transporte público coletivo urbano. Em 12 de dezembro, o relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), deputado Kiko Celeguim (PT-SP), apresentou parecer favorável. 

Ainda no PT, Erundina era prefeita de São Paulo (1989 a 1992) quando foi apresentado o projeto da Tarifa Zero na capital paulista. A discussão foi intensa, mas o projeto não chegou a ser discutido na Câmara Municipal. “As pessoas se locomovem no espaço urbano para ir para o trabalho, para um serviço de saúde, para uma atividade de lazer, para visitar um parente, para fazer uma compra. E são condições indispensáveis na vida das pessoas que enfrentam a dificuldade do custo da tarifa. Não é justo que tudo seja pago diretamente pelo usuário do serviço. Tem que ser bancado e pago pelo conjunto da sociedade”, disse Erundina em novembro, durante reunião da Subcomissão da Tarifa Zero, vinculada à Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara paulistana. 

Sem tarifa aos domingos

O debate remete a iniciativa recente da prefeitura de São Paulo, que desde dezembro adotou a Tarifa Zero aos domingos. A gratuidade também será aplicada no feriado do próximo dia 25, aniversário da cidade. A medida ampliou o acesso ao transporte, mas ainda é vista com cautela.

O que a gente verifica, e eu tenho dados sobre isso, é que a quantidade de pessoas que não se locomovem na cidade adequadamente são, sobretudo, mulheres, pessoas que não têm emprego com direito a pagamento de vale-transporte e trabalhadores da livre-iniciativa de pequeno porte. Essas pessoas é que sofrem mais com a ausência do transporte coletivo gratuito”, observou em entrevista recente à Agência Pública o engenheiro e pesquisador Lúcio Gregori, secretário de Transportes na gestão Erundina.

Cidades que já adotaram a tarifa zero

  • Abaeté (MG)
  • Agudos (SP)
  • Anicuns (GO)
  • Aquiraz (CE)
  • Araçariguama (SP)
  • Araranguá (SC)
  • Arceburgo (MG)
  • Arcos (MG)
  • Arthur Nogueira (SP)
  • Aruanã (GO)
  • Assis (SP)
  • Balneário Camboriú (SC)
  • Balneário Piçarras (SC)
  • Belo Vale (MG)
  • Bombinhas (SC)
  • Brumadinho (MG)
  • Cacoal (RO)
  • Caeté (MG)
  • Campo Belo (MG)
  • Capão Bonito (SP)
  • Carambeí (PR)
  • Carmo (RJ)
  • Casimiro de Abreu (RJ)
  • Caucaia (CE)
  • Cerquilho (SP)
  • Cianorte (PR)
  • Claudio (MG)
  • Clevelândia (PR)
  • Comendador Levy Gasparian (RJ)
  • Conceição de Macabu (RJ)
  • Conchas (SP)
  • Costa Rica (MS)
  • Dourado (SP)
  • Eusébio (CE)
  • Faxinal (PR)
  • Formosa (GO)
  • Forquilhinha (SC)
  • Garopaba (SC)
  • Goiás (GO)
  • Governador Celso Ramos (SC)
  • Guapimirim (RJ)
  • Holambra (SP)
  • Ibaiti (PR)
  • Ibaté (SP)
  • Ibirité (MG)
  • Ilha Solteira (SP)
  • Itapetininga (SP)
  • Itapeva (SP)
  • Itararé (SP)
  • Itatiaiuçu (MG)
  • Ituiutaba (MG)
  • Ivaiporã (PR)
  • Jales (SP)
  • Jeceaba (MG)
  • Lagoa da Prata (MG)
  • Leopoldina (MG)
  • Lins (SP)
  • Luziânia (GO)
  • Macatuba (SP)
  • Machado (MG)
  • Mariana (MG)
  • Maricá (RJ)
  • Mario Campos (MG)
  • Mata de São João (BA)
  • Matinhos (PR)
  • Monte Carmelo (MG)
  • Monte Mor (SP)
  • Morungaba (SP)
  • Muzambinho (MG)
  • Nazaré Paulista (SP)
  • Ouro Branco (MG)
  • Palmas (PR)
  • Pirapora do Bom Jesus (SP)
  • Potirendaba (SP)
  • Paracambi (RJ)
  • Paranaguá (PR)
  • Parobé (RS)
  • Pedro Osório (RS)
  • Piedade (SP)
  • Pirapora (MG)
  • Pitanga (PR)
  • Piumhi (MG)
  • Porto Feliz (SP)
  • Presidente Kennedy (ES)
  • Quatro Barras (PR)
  • Santa Isabel (SP)
  • Santana do Deserto (MG)
  • Santa Rita do Passa Quatro (SP)
  • São Caetano do Sul (SP)
  • São João da Barra (RJ)
  • São Joaquim de Bicas (MG)
  • São José da Barra (MG)
  • São Lourenço (MG)
  • São Lourenço da Serra (SP)
  • São Sebastião do Alto (RJ)
  • Silva Jardim (RJ)
  • Tambaú (SP)
  • Tanguá (RJ)
  • Tietê (SP)
  • Vargem Grande Paulista (SP)
  • Wenceslau Braz (PR)

Fonte: Rede Brasil Atual

Primeiro-ministro da Escócia critica o silêncio internacional sobre a limpeza étnica em Gaza

Humza Yousaf disse que os “ataques indiscriminados” de Israel contra os palestinos “vão muito além de uma resposta legítima”

O primeiro-ministro da Escócia, Humza Yousaf, considera que as ações de Israel na Faixa de Gaza “equivalem a uma limpeza étnica”, conforme comentou na sexta-feira (6) ao canal de televisão Sky News.

“Estou vendo as mesmas imagens que vocês estão vendo e as mesmas imagens que os seus telespectadores estão vendo, dia após dia”, declarou. 

“E acredito que é muito importante que cada pessoa levante sua voz e diga que o que estamos vendo de Israel, os ataques indiscriminados que estamos vendo, vão muito além de uma resposta legítima”, acrescentou. 

Humza Yousaf qualifica de “vergonhosa” a postura do Reino Unido sobre o conflito em Gaza. Neste ponto, indicou que o governo britânico tem que deixar claro à parte israelense que deve haver um cessar-fogo imediato e dizer aos seus aliados de confiança e ao país hebreu que terão que prestar contas por qualquer violação do direito internacional.

“Na semana passada ouvimos declarações de altos ministros do governo do [primeiro-ministro israelense Benjamín] Netanyahu […] no sentido de que a população de Gaza deveria ser reassentada, transferida para fora de Gaza, e chegaram a dizer que os assentamentos israelenses deveriam estar agora em Gaza”, continuou.

“Se isso não equivale a uma limpeza étnica, então não sei o que é”, acrescentou.

Yousaf acredita que os líderes políticos deveriam parar de fazer corpo mole e chamar pelo nome o que estão vendo no enclave palestino. “Não estamos apenas vendo uma crise humanitária, mas agora estamos vendo altos funcionários do governo de Netanyahu fazendo declarações que são, francamente, a definição de manual de limpeza étnica. E isso tem que ser condenado da maneira mais enérgica possível”, concluiu. 

O exército de ocupação israelita lançou uma guerra em 7 de outubro com o objetivo declarado de acabar com o Hamas, mas em quase três meses não alcançou sua meta e apenas perpetrou um genocídio em Gaza, conforme denunciado por vários países do mundo. (Com informações do RT). 

Fonte: Brasil 247

Fome já é generalizada em Gaza, alerta ONU

Nesta terça-feira, a Agência da ONU de Assistência aos Palestinos, Unrwa, e o Programa Mundial de Alimentos, PMA, alertaram para a ameaça de fome e doenças em áreas densamente povoadas em Gaza, para onde milhares de pessoas fugiram da violência no norte e centro do enclave.

Fome generalizada

Bem mais de 1 milhão de pessoas agora buscam segurança na já superlotada cidade do sul de Rafah, segundo a Unrwa, com centenas de milhares dormindo ao ar livre, com roupas inadequadas para se proteger do frio.

Crianças desnutridas estão em risco particular e os trabalhadores humanitários da ONU alertaram que “metade da população de Gaza está passando fome”, de acordo com as últimas avaliações de insegurança alimentar.

Ecoando essas preocupações, a Organização Mundial da Saúde, OMS, alertou para um “risco iminente” de surtos de doenças transmissíveis. Desde meados de outubro, houve 179 mil casos de infecção respiratória aguda, 136,4 mil casos de diarreia em menores de cinco anos, 55,4 mil casos de sarna e piolhos e 4,6 mil casos de icterícia.

Desaparecidos ou nos escombros

Outras 7 mil pessoas também foram relatadas como desaparecidas ou enterradas sob os escombros, segundo a última atualização da OMS. O relatório também observou que 600 pessoas foram mortas em quase 300 ataques a instalações de saúde desde 7 de outubro, que danificaram 26 hospitais e 38 ambulâncias.

Dos 1,93 milhão de deslocados em Gaza, cerca de 52 mil mulheres grávidas estão dando à luz cerca de 180 bebês todos os dias. A OMS também afirmou que 1,1 mil pacientes precisam de diálise renal, 71 mil têm diabetes e 225 mil precisam de tratamento para pressão alta.

Serviços de saúde se recuperando

O Escritório da ONU para Assuntos Humanitários, Ocha, também observou que as autoridades de saúde de Gaza conseguiram retomar alguns serviços hospitalares no norte do enclave.

Segundo o Ocha, a retomada ocorre mesmo com riscos ao trabalho das equipes médicas, já que os bombardeios continuam em bairros residenciais e proximidades das instalações de saúde.

Além disso, o Ministério da Saúde em Gaza, a Unrwa e a OMS estão coordenando um plano para a reativação de centros de saúde para atender às necessidades de pessoas deslocadas em todos os locais de deslocamento.

Crise na Cisjordânia

O Ocha relatou o primeiro caso de demolição de propriedades palestinas na Cisjordânia em 2024, em al-Maniya, em Belém. Cerca de 300 palestinos, incluindo 79 crianças, foram mortos em toda a Cisjordânia desde 7 de outubro, em meio a ataques crescentes das forças israelenses e assentados.

Antes dos ataques de 7 de outubro liderados pelo Hamas, 200 palestinos já haviam sido mortos na Cisjordânia no ano passado, o maior número em um período de 10 meses desde que a ONU começou a registrar em 2005.

Segundo um relatório do Escritório de Direitos Humanos da ONU, entre 7 de outubro e 20 de novembro, houve “aumento acentuado em ataques aéreos e incursões por veículos blindados e escavadeiras enviados para campos de refugiados e outras áreas densamente povoadas na Cisjordânia, resultando em mortes, ferimentos e danos extensivos a objetos civis e infraestrutura”.

No ano passado, as autoridades israelenses demoliram mais de 1 mil estruturas, um recorde desde o início da coleta de dados em 2009. deslocando 2.210 pessoas, de acordo com a Ocha, em sua primeira atualização de 2024.

Fonte: Monitor do Oriente

Moradores da Pitanguinha reclamam da BRK por falta de abastecimento de água

Moradores estão há três dias sem abastecimento de água e reclamam do serviço prestado pela BRK

A mudança na administração da CASAL em Maceió não tem agradado os moradores de algumas regiões de Maceió que continuam a sofrer com o velho problema de falta da abastecimento de água.

A empresa canadense BRK que venceu o leilão da CASAL com lance de 2 bilhões é atualmente responsável pela revenda de água tratada para mais de 1 milhão de habitantes das 13 cidades da região metropolitana de Maceió.

Na Pitanguinha e imediações, por exemplo, desde terça-feira (02) as torneiras das residências e pontos comerciais estão sem água.

O mais estranho é que a empresa, nem sequer informou através da imprensa local sobre a interrupção no abastecimento de água, deixando os moradores totalmente desinformados sobre a ausência do insumo básico.

Segundo Claudio Santos, um dos moradores prejudicados pelo desabastecimento, “estamos sem água e sem informação. Telefonamos reiteradas vezes para a empresa e não sabem sequer informar o que está acontecendo nem o prazo de reabastecimento. Lamentável essa postura desrespeitosa por parte da BRK. Cabe aos moradores representar a empresa que tem concessão pública por falta de transparência e interrupção indevida no fornecimento de insumos básicos a população”, afirmou o morador bastante indignado.

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