General Mourão despreza vítimas das enchentes no RS

Cadê o Mourão? web cobra sumiço de general durante enchentes no Sul

O sumiço do senador Hamilton Mourão (Republicanos), ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro (PL), em meio às chuvas intensas que assolam a região Sul do país desde o início da semana, deu o que falar nas redes sociais.

O parlamentar se limitou a escrever dois tuítes na última terça-feira (30) e, desde então, não fez mais nenhuma publicação sobre as tragédias climáticas.

Até agora, foram registradas 32 mortes e 60 pessoas estão desaparecidas no Rio Grande do Sul. O impacto se estende por todo o território gaúcho.

O governo estadual chegou a decretar estado de calamidade, medida reconhecida pelo governo federal, permitindo assim o acesso a recursos federais para ações de defesa civil, incluindo assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e retomada de serviços essenciais.

Apesar de todo esse caos, Mourão segue em silêncio. Internautas, no entanto, começaram a cobrar atitudes do senador, que se tornou um dos assuntos mais comentados na web. No X, antigo Twitter, ele foi parar nos Trending Topics.

“Cadê o Mourão?”, questionam os internautas.

Fonte: DCM

Tragédia no RS: 31 mortos e 74 pessoas estão desaparecidas

Segundo a Defesa Civil, as enchentes no Estado já afetaram mais de 350 mil pessoas, que estão sem casa. É prevista também cheia recorde do Rio Guaíba, com danos a Porto Alegre

Novo balanço divulgado pela Defesa Civil estadual na manhã desta sexta-feira (3) indica que 31 pessoas morreram e 74 estão desaparecidas devido às fortes chuvas que atingem diversas regiões do Rio Grande do Sul (RS).

Em transmissão ao vivo na noite de quinta, o governador Eduardo Leite (PSDB) ressaltou a magnitude da catástrofe natural que vem afetando o Estado desde a madrugada de segunda-feira (29). Segundo Leite, considerando as previsões de chuva intensa para os próximos dias, o evento meteorológico em curso será, possivelmente, a maior tragédia ambiental da história do Rio Grande do Sul.

  • Municípios afetados: 235
  • Pessoas em abrigos: 7.165
  • Desalojados: 17.087
  • Afetados: 351.639
  • Feridos: 56
  • Desaparecidos: 74

Óbitos: 31

  • Canela (2)
  • Candelária (1)
  • Caxias do Sul (1)
  • Bento Gonçalves (1)
  • Boa Vista do Sul (2)
  • Paverama (2)
  • Pantano Grande (1)
  • Putinga (1)
  • Gramado (4)
  • Itaara (1)
  • Encantado (1)
  • Salvador do Sul (2)
  • Serafina Corrêa (2)
  • Segredo (1)
  • Santa Maria (2)
  • Santa Cruz do Sul (2)
  • São João do Polêsine (1)
  • Silveira Martins (1)
  • Vera Cruz (1)
  • Taquara (2)

Enchente histórica de 1941 em Porto Alegre pode ser superada com as chuvas no RS

O nível do Rio Guaíba vem subindo rapidamente segundo medição do Cais Mauá. A tendência de que continue subindo nos próximos dias e supere os 4 metros, 1 acima da cota de inundação do Cais Mauá, que é de 3 metros. O professor Rodrigo Paiva, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS) alerta que há possibilidade de superar, inclusive, o recorde histórico de 1941, quando alcançou 4,75 metros.

Desde 1941, quando o Centro de Porto Alegre passou dias alagado e se teve a ideia para a construção do Muro da Mauá e do sistema de proteção contra cheias, o maior nível alcançado pelo Guaíba foi registrado em novembro do ano passado, 3,46 m. Em setembro de 2023, também havia superado a cota de inundação, alcançando 3,18 m.

“A gente já percebe que os volumes de chuva são superiores ao que tivemos em setembro e em novembro de 2023. Além disso, os rios do interior do Estado também já estão subindo mais do que se observou no ano passado. Então, só isso já nos traria um pouco de preocupação”, afirma.

Fonte: Rede Brasil Atual

Crianças feridas em Gaza lutam para se recuperar em meio a um sistema de saúde dizimado e cenas horríveis

Na Gaza bombardeada, milhares de crianças amputadas e feridas estão lutando para se recuperar sem o alívio adequado da dor e sem dispositivos como cadeiras de rodas, de acordo com a equipe médica de emergência da Save the Children, mesmo com a iminente invasão israelense em Rafah, que ameaça matar e mutilar mais palestinos, inclusive crianças.

Durante os seis meses da ofensiva militar israelense em Gaza, o índice de ataques à assistência médica foi maior do que em qualquer outro conflito recente no mundo, de acordo com a análise da ONG.

Além disso, o UNICEF constatou que mais de 1.000 crianças foram submetidas a amputações de pernas em outubro e novembro do ano passado. É provável que muito mais crianças tenham sofrido amputações de pernas e braços desde então, incluindo bebês de apenas um ano de idade.

Em meio a um sistema de saúde dizimado, os médicos e enfermeiros estão adotando técnicas de respiração e distração para tentar evitar infligir traumas extras às crianças, causando dor durante o tratamento.

A vida de Solave, de 13 anos, mudou quando uma bomba atingiu a casa de sua tia, onde ela estava abrigada, e os médicos tiveram que amputar sua perna. Sua família disse que ela estava recebendo tratamento no Hospital Al-Shifa quando houve confrontos no local, obrigando-os a deixá-la sozinha no complexo por 15 dias. Sua mãe, Basema, disse que, durante o cerco ao hospital, as bandagens de Solave não foram trocadas regularmente e seus ferimentos infeccionaram.

“Os médicos decidiram amputar sua perna porque não conseguiram salvá-la com tratamento”, explicou Basema. “Quando eu disse à minha filha que sua perna havia desaparecido, ela ficou confusa. Ela sentia que a perna ainda estava lá, olhava para mim e para o meu marido. Ela estava negando que sua perna havia desaparecido.”

Seus pais tentaram oferecer apoio a Solave e assegurar-lhe que ela receberia uma prótese na perna. “Mas ela estava perguntando como chegaria à sua sala de aula, pois ela fica no terceiro andar da escola. Antes da guerra, ela adorava nadar e desenhar, mas desde que foi ferida, todos os seus pensamentos estão voltados para a perna e como ela voltará a andar. Agora ela só pensa na dor que sente quando trocam o curativo.”

Ahmed, 10 anos, morava perto da Cidade de Gaza com sua família de oito pessoas. Em uma tarde de março, ele estava brincando ao ar livre com outras crianças quando um ataque aéreo atingiu uma área próxima e alguns estilhaços de foguete atingiram sua perna, quebrando sua coxa direita. Mohammed, pai de Ahmed, disse que, depois de levá-lo a um hospital lotado, seu filho foi deixado no chão por quatro horas, deitado em seu próprio sangue, até que houvesse um leito disponível para ele. A equipe médica estava realizando operações na mesma sala, então ele teve que cobrir os olhos do filho.

“Meu filho testemunhou coisas que crianças não deveriam ver: sangue, sua perna quebrada, crianças sendo mortas ao seu redor”, disse Mohammed. “Agora ele fala sobre o que aconteceu com ele o tempo todo. Ele fala sobre seu primo morto e seus outros amigos que morreram. Ele está sempre falando sobre mísseis. Ele fala sobre isso até mesmo quando está dormindo. As cenas que ele viu são terríveis. Uma das garotas teve a cabeça rachada. Seu primo sofreu um grave ferimento na cabeça e estava na ambulância com Ahmed.”

Em qualquer conflito que envolva armas explosivas, as crianças têm sete vezes mais chances de morrer em decorrência de ferimentos causados por explosões do que os adultos, destacou a Save the Children. Elas tendem a sofrer tipos de ferimentos diferentes dos adultos e precisam de cuidados especializados que levem em conta sua fisiologia e crescimento.

“Nossa equipe de pediatras diz que está vendo muitas crianças com ferimentos causados por armas explosivas que estão sofrendo danos físicos e mentais inimagináveis”, disse Xavier Joubert, diretor nacional da Save the Children no território palestino ocupado. “As crianças que sofreram ferimentos que mudaram suas vidas não têm o tratamento sustentado e especializado de que precisam – desde o alívio eficaz da dor até a reabilitação de longo prazo – nem mesmo um lar seguro para voltar. Elas vivem em campos de deslocamento superlotados, dividindo uma barraca com toda a família e instalações sanitárias com centenas de pessoas.”

O que é pior, acrescentou Joubert, é que mais de 600.000 crianças atualmente em Rafah estão esperando por uma possível incursão terrestre que não deixaria absolutamente nenhuma fuga para as crianças, provavelmente expondo-as a mais armas explosivas. “Todas as partes envolvidas no conflito devem acabar com o uso de armas explosivas em áreas povoadas e chegar a um cessar-fogo imediato e definitivo; essa é a única maneira de salvar a vida das crianças.”

A Save the Children tem prestado serviços essenciais e apoio às crianças palestinas afetadas pelo conflito em curso desde 1953. A Unidade de Saúde de Emergência (EHU) da ONG está em Gaza, trabalhando por meio de um parceiro para oferecer serviços pediátricos especializados para crianças em um hospital de campanha estabelecido por um parceiro em Al-Mawasi. A equipe pediátrica está tratando crianças com ferimentos leves, crianças gravemente doentes e recém-nascidos.

Fonte: Monitor do Oriente

Fortes chuvas no RS: 21 pessoas mortas e 19 barragens em estado de alerta

Pelo menos 19 barragens estão em estado de alerta ou atenção devido às consequências das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (26).

Em nota divulgada hoje (2), a secretaria estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) informou que está monitorando 14 barragens de usos múltiplos que estão em estado de alerta, incluindo a da Usina de Geração de Energia 14 de Julho.

Parte da estrutura da 14 de julho, localizada entre Cotiporã e Bento Gonçalves, na serra gaúcha, a cerca de 170 quilômetros de Porto Alegre, se rompeu no início da tarde desta quinta-feira, potencializando o risco da elevação do nível do Rio Taquari causar inundações e enchentes em ao menos sete cidades (Santa Tereza, Muçum, Roca Sales, Arroio do Meio, Encantado, Colinas e Lajeado) da bacia do Rio Taquari-Antas.

As áreas de influência de cinco das 14 estruturas monitoradas pela Sema estão em processo de evacuação. São elas: barragem Santa Lúcia, em Putinga; barragem São Miguel do Buriti, em Bento Gonçalves; barragem Belo Monte, em Eldorado do Sul; barragem Dal Bó, em Caxias do Sul; e barragem Nova de Espólio de Aldo Malta Dihl, em Glorinha.

Barragens

Ainda de acordo com a secretaria estadual, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema (ONS) estão acompanhando a situação de outras cinco barragens de geração de energia elétrica em estado de atenção. São elas: Capigui, em Passo Fundo; Guarita, em Erval Seco; Herval, em Santa Maria do Herval; Passo do Inferno, em São Francisco de Paula, e Monte Carlo, entre Bento Gonçalves e Veranópolis.

Segundo a Sema, o volume de chuva estimado para os próximos dias pode ocasionar alagamentos semelhantes aos níveis de novembro do ano passado, quando o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores enchentes de sua história.

As áreas mais atingidas podem ser as regiões dos rios Caí e Taquari, que atravessam municípios com grande concentração populacional. No momento, a situação mais delicada é no Vale do Caí, onde as quatro estações fluviométricas indicam que o rio ultrapassou a cota de inundação. No Vale do Taquari, o ponto mais sensível é a região da cidade de Estrela, onde o curso d’água também superou a cota de inundação, atingindo mais de 20 metros.

Devido ao volume de chuva registrado dos últimos quatro dias, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) considera “muito altas” as chances de, nas próximas 48 horas, ocorrerem novas inundações graduais e bruscas e de alagamentos em áreas rebaixadas da região metropolitana de Porto Alegre, bem como nas mesorregiões Nordeste, Centro-Oriental e Centro-Ocidental Rio-Grandense, além de parte do sul catarinense.

Segundo o Cemaden, se a previsão se confirmar, as condições favorecerão que o nível dos rios Taquari, Caí, Sinos, Gravataí, Baixo Jacuí, Maquiné e Três Forquilhas continue subindo.

Desde o início de segunda-feira (29), as forças de segurança do estado estão agindo preventivamente, orientando e evacuando famílias das áreas de risco para casas de familiares, amigos ou abrigos municipais. A ação inicial está concentrada nas cidades de Candelária e Roca Sales, diante do risco de eventos climáticos mais extremos.

Mortos e feridos

O mais recente balanço da Defesa Civil estadual, divulgado ao meio-dia de hoje (2), aponta que ao menos 21 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em todo o estado devido às consequências das chuvas intensas.

Mais cedo, a Defesa Civil chegou a contabilizar três óbitos em Santa Maria, mas corrigiu a informação ao longo da manhã, informando que uma destas mortes, na verdade, foi registrada em Silveira Martins.

67.860 mil pessoas foram de alguma forma afetadas por alagamentos, inundações, enxurradas e vendavais. O número de desalojados, ou seja, de pessoas forçadas a deixar suas casas e buscar abrigo na casa de parentes, amigos ou em hospedagens pagas, chega a 9.993, enquanto os que tiveram que buscar abrigos públicos ou de entidades assistenciais somam 4.599 pessoas.

Fonte: Uol e Agência Brasil

Turquia suspende comércio com Israel em protesto ao genocídio em Gaza

A Turquia tem sido uma forte crítica da guerra genocida de Israel na Faixa de Gaza

A partir desta quinta-feira (2), a Turquia suspendeu todas as suas exportações e importações com Israel, conforme informado por duas autoridades turcas familiarizadas com o assunto, citadas pela Bloomberg. 

Segundo a agência, em 2023, o comércio entre Turquia e Israel atingiu 6,8 bilhões de dólares, sendo 76% desse valor correspondente a exportações turcas, de acordo com dados do instituto de estatística turco.

A Turquia tem sido uma forte crítica da guerra genocida de Israel na Faixa de Gaza, tendo anunciado que se juntará à ação da África do Sul contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça (CIJ). 

A África do Sul apresentou a sua ação judicial contra Israel à CIJ em 29 de dezembro de 2023. Em 26 de Janeiro, a CIJ decidiu medidas provisórias ordenando a Israel que tomasse medidas urgentes para prevenir atos de genocídio e garantir o fluxo de ajuda humanitária para o enclave. Ao mesmo tempo, a CIJ não ordenou um cessar-fogo imediato em Gaza. No início de março, a nação africana voltou à CIJ para pedir medidas provisórias adicionais contra Israel que abordassem a fome generalizada entre os palestinos na Faixa de Gaza sitiada. 

Em 7 de outubro de 2023, o movimento palestino Hamas lançou um ataque massivo com foguetes contra Israel e violou a fronteira, atacando bairros civis e bases militares. Cerca de 1.200 pessoas em Israel foram mortas e outras 240 foram sequestradas durante o ataque. Israel lançou ataques retaliatórios, ordenou um bloqueio completo de Gaza e iniciou uma incursão terrestre no enclave palestino com o objetivo declarado de eliminar os combatentes do Hamas e resgatar os reféns. Até agora, mais de 34.400 pessoas foram mortas pelos ataques israelenses na Faixa de Gaza, segundo autoridades locais. (Com informações da Sputnik). 

Fonte: Brasil 247

Lula sanciona isenção no IR até dois mínimos, promete despenalizar classe média e fazer rico pagar mais

Presidente participou do ato de 1º de Maio e afirmou que ministros e parlamentares “aprenderam a conversar”, minimizou os atritos recentes com o Congresso e ressaltou a aprovação da Reforma Tributária como exemplo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira, 1º de Maio, no estádio do Corinthians, na zona leste da capital paulista, do ato unificado das centrais sindicais pelas celebrações do Dia do Trabalho.

No evento, o presidente sancionou o Projeto de Lei (81/2024) que altera os valores da tabela progressiva mensal do Imposto de Renda. A  faixa de isenção foi estendida para quem ganha até dois salários mínimos (R$2.824). “No nosso país não haverá desoneração para favorecer os mais ricos, e sim para os que trabalham”, anunciou o presidente.

“Nessa proposta do Imposto de Renda, todo alimento da cesta básica será desonerado. Não terá Imposto de Renda sobre a comida do povo trabalhador desse país.”, ressaltou o presidente.  Lembrou ainda da proposta para desonerar o Imposto de Renda até R$5 mil. “Vamos despenalizar as pessoas de classe média que pagam muito e fazer com que o muito rico pague mais, porque só o pobre paga”.

Aprendendo a conversar

Lula afirmou que ministros e parlamentares “aprenderam a conversar” e minimizou os atritos recentes com o Congresso.   Destacou que o  governo conseguiu aprovar os principais projetos que apresentou como a Reforma Tributária.

“Se vocês acompanharem a imprensa todo dia, dá a impressão que tem uma guerra entre o governo e o Congresso Nacional. Vocês sabem que a minha bancada, a chamada bancada progressista que me elegeu nas eleições, a gente não chega a 140 deputados de 513. Eu quero fazer um reconhecimento. É que nós fizemos alianças políticas para governar e até hoje, prestem atenção, todos os projetos que nós mandamos para o Congresso foram aprovados de acordo com os interesses que o governo queria. E isso por competência dos ministros, por competência dos deputados que aprenderam a conversar ao invés de se odiarem”, disse.

Palanque em São Paulo 

Ao lado do presidente estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, e Cida Gonçalves, ministra das Mulheres. No mesmo palanque,  Lula destacou a presença do deputado federal Guilherme Guilherme Boulos (PSOL). 

Lula afirmou que o líder do MTST está disputando “uma verdadeira guerra aqui em São Paulo”. “Está disputando contra nosso adversário nacional, contra nosso adversário estadual e contra nosso adversário municipal. Está enfrentando três adversários”.

 Por um Brasil mais justo

Com o slogan “Por um Brasil mais justo”, líderes sindicalistas se revezaram no palanque do evento com as atraçoes musicais ao longo do dia e defenderam bandeiras de emprego decente, correção da tabela do Imposto de Renda, juros mais baixos, aposentadoria digna, valorização do serviço público e salário igual para trabalho igual. Manifestantes também pedem a revogação da reforma trabalhista e da previdência.  Pelo sexto ano consecutivo, as centrais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB Intersindical Central da Classe Trabalhadora e Pública fazem, de forma unificada, o ato político do 1º de Maio.

Festival Cultura e Direitos

O ato do Dia do Trabalhador continua com o Festival Cultura e Direitos com apresentações artísticas e musicais de cantores como Paula Lima, Quesito Melodia, Afonsinho BV, Pagode dos Meninos, Trio da Lua- Na trilha do Xaxado, Taty Dantas, Dexter, Roger Deff, Bateria Show da Gaviões da Fiel, Afro-X, Arnaldo Tiffu, Almirzinho, Arlindinho, Ivo Meirelles e Doce Encontro.

Fonte: Rede Brasil Atual

Atos de rua reivindicam reconstrução dos direitos trabalhistas neste 1º de Maio

Em todo o país, milhares de trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas neste 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador; confira como foram os atos em cada estado

Milhares de trabalhadores e trabalhadoras de todo o país foram às ruas neste 1º de Maio celebrar o Dia Internacional do Trabalhador. As reivindicações da classe trabalhadora organizada giraram em torno, este ano, da reconstrução plena dos direitos trabalhistas. Para isso, as principais bandeiras de luta que se viu foram as que pediam leis e diretrizes que promovam empregos decentes, com recomposição da renda perdida na última década, igualdade salarial entre gênero e raça, aposentadoria digna, valorização do servidor público que atua na ponta das políticas públicas, e a correção da tabela do Imposto de Renda, especialmente para quem ganha menos. 

Os atos foram unificados e reuniu as centrais sindicais CUT, Força Sindical, Intersindical, CPSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB e UGT. Veja como foram os atos em cada estado: 

São Paulo 

Na capital paulista, o evento, realizado pelas centrais sindicais ocorreu desde as 10h no estacionamento oeste da Neo Química Arena, estádio do Corinthians, e teve a participação do presidente Lula (PT).

O início das celebrações foi marcado por falas de representantes de movimentos populares e da sociedade civil organizada, além de parlamentares, lideranças partidárias, ministros e autoridades do governo federal. O tema deste ano é um “Brasil mais justo”.

Ceará 

Em Fortaleza, no Ceará, o ato começou logo cedo em frente a Universidade Federal do Ceará (UECE), e seguiu pelas ruas da Serrinha. A escolha da universidade como pontapé da manifestação serviu como apoio da centrais sindicais aos servidores da federal que neste momento estão em greve por melhores salários e condições de trabalho. 

Pernambuco

Em Recife, capital de Pernambuco, os manifestações se concentraram na Praia do Pina, na região de Brasília Teimosa, também pela manhã. Uma das principais bandeiras levantadas pelos recifences é a valorização dos servidores públicos. O presidente da CUT Permanbuco, Pedro Rocha, afirmou que a valorização ainda não atinge os trabalhadores essenciais, como os da Educação, Saúde e Previdência. “É um momento de celebração e comemoração, mas também um dia de luta e resistência. Vamos honrar nossa história e continuar na luta por direitos e dignidade para todos os trabalhadores e trabalhadoras”, disse. 


Pará 

Em Belém, no Pará, a CUT do estado afirmou que a atividade foi de “muita festividade, comunhão, solidariedade e reafirmação das lutas dos trabalhadores por um Brasil mais justo e menos desigual. Nossa luta é no dia a dia, contra a exploração social do trabalho,  contra o assédio moral, as injustiças nas relações de trabalho e contra as pautas políticas da extrema-direita, sempre injustas e que tem penalizam os trabalhadores e trabalhadoras de um modo em geral, com tentativas de retirada de direitos conquistados por lei e na adoção de reformas que sacrificam os trabalhadores e a população de um modo geral.”


Alagoas

Em Maceió, no estado de Alagoas, os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram pela manhã na Praia de Pajuçara, principal ponto de lazer da classe trabalhadora na capital alagoana. Sob o mote “Nossa força é você” os dirigentes discursaram sobre a importância da classe trabalha se organizar por emprego, renda, melhoras condições de trabalho e também na reivindicação de políticas públicas para Estado. 



Distrito Federal

Em Brasília, no Distrito Federal, o ato começou às 9h no Eixão do Lazer. Com forte presença trabalhadores em família, a atividade contou com ato político e cultural. 

Paraná 

No Paraná, os sindicatos filiados e os movimentos sociais participaram nesta quarta-feira ato que ocorrei no bairro Sabará, em Curitiba. A programação teve início das 8h30 com um café da manhã seguido da marcha em defesa da reconstrução dos direitos trabalhistas. A caminhada atravessou a região do Sabará e teve partilha de alimentos e atividades culturais.



Piauí

“Por um Brasil mais justo” foi o lema do ato unificado de Teresina, no Piauí. O ponto de concentração foi na Praça Rio Branco, no centro de Teresina, onde os dirigentes discursaram. Após os discursos os trabalhadores e trabalhadoras dos sindicatos e centrais sairam juntos em caminhada pela cidade panfletando e conversando com a população sobre a importância do 1º de Maio. 


Sergipe 

Em Aracaju, foi feita panfletagem no bairro Farolândia. A CUT Sergipe dialogou com a população sobre a luta contra a privatização da água pelo governo sergipano, além da importância da volta da Petrobrás para o estado, a valorização de servidores públicos, emprego, renda, moradia, combate à fome, Reforma Agrária e incentivo à agricultura familiar.

O presidente da CUT Sergipe, Roberto Silva, afirmou que essas são pautas cruciais para este 1° de Maio. Sobre o enfrentamento à fome, o dirigente lembrou que “a CUT tem feito ações junto com movimentos sociais que atuam com pessoas em situação de rua, com pressão ao Ministério Público, governo do estado e prefeitura de Aracaju para que essa população tenha políticas efetivas que incluam a promoção de trabalho e renda para que possam sair da situação e vulnerabilidade”

Rio de Janeiro

Na capital fluminense as celebrações pelo Dia Internacional dos Trabalhadores ocorreram no bairro de Madureira. O ato político unificado foi feito no Parque de Madureira, com show do Grupo de Pagode dos Trabalhadores da COMLURB (empresa de limpeza urbana do Rio de Janeiro) e panfletagem durante todo o dia. 

Rio Grande do Norte 

Em Natal, no Rio Grande do Norte, o presidente da CUT-RN, Irailson Nunes, falou aos trabalhadores e trabalhadoras logo cedo, às 8h, na concentração do ato que ocorreu na Praça Cívica. Depois, saíram todos em caminhada até a Praia do Meio. “Nós defendemos um Brasil democrático e que dê dignidade as pessoas, promovendo a justiça social”, afirmou Nunes. 

Santa Catarina 

Para marcar o 1º de maio, os sindicatos da Regional Oeste da CUT-SC espalharam faixas com as pautas do Dia do Trabalhador em diversos locais estratégicos do município de Chapecó. As faixas foram colocadas na madrugada desta quarta-feira (1) na praça Central, em frente à agência do INSS, na passarela do Parque Tancredo Neves, na Câmara de Vereadores e no Hospital Regional do Oeste. O objetivo das faixas foi o de alertar os trabalhadores e trabalhadoras sobre a importância de se lutar coletivamente por emprego decente, redução dos juros, por justiça na cobrança do imposto de renda, por aposentadoria digna e pela valorização do serviço público.

Bahia 

Em Salvador as comemorações do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora começaram bem às 6h30 com a corrida do Trabalhador, o Treinão, no Farol da Barra. Teve também ações sociais como a retirada de documentos, intermediação de mão de obra e atendimento de saúde. Durante a tarde os dirigetes sindicais discursam, e por fim a população pode aproveitar o feriado com os shows de Adão Negro e da banda Psirico.

Minas Gerais

 Em Belo Horizonte os trabalhadores e trabalhadoras dos movimentos sindicais realizaram no Centro da capital mineira pela manhã. Os manifestantes se reuniram na Praça Afonso Arinos. Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG), Jairo Nogueira, a principal pauta é a revogação das reformas trabalhista e da Previdência. No contexto estadual, os participantes reivindicam a valorização dos servidores públicos.

Fonte: CUT

Colômbia rompe relações com o estado genocida de Israel

Em discurso, presidente colombiano, Gustavo Petro, justificou a decisão afirmando que Israel está sendo governado por um presidente e um governo “genocidas”

A Colômbia vai romper as relações diplomáticas com Israel nesta quinta-feira (2). O anúncio foi dado nesta quarta-feira (1º), pelo presidente colombiano, Gustavo Petro, durante um discurso em um ato relativo ao Dia do Trabalho, na Praça Bolívar, em Bogotá.

“Uma palavra justifica a necessidade de vida, revolta, hasteamento da bandeira e resistência, e essa palavra é ‘Gaza’, essa palavra é ‘Palestina’. São meninas e meninos, bebês mortos, despedaçados por bombas. [Este] É um governo de mudança, e o presidente da República informa que amanhã as relações diplomáticas com o Estado de Israel serão rompidas, porque eles têm um governo e um presidente genocidas”, disse Petro.

Há meses o presidente colombiano vem criticando a ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Em fevereiro, ele afirmou que as ações do governo israelense no enclave remetem ao Holocausto, declaração alinhada às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Tel Aviv.

Em março, assim como fez com o chefe de Estado brasileiro, o chanceler israelense, Israel Katz, atacou o governo colombiano, afirmando que Petro apoia o Hamas e as açoes cometidas pelo grupo palestino em território israelense no dia 7 de outubro.

“O apoio do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, aos assassinos do Hamas que massacraram e cometeram crimes sexuais hediondos contra bebês, mulheres e adultos é uma vergonha para o povo colombiano. Israel seguirá protegendo seus cidadãos e não cederá a qualquer pressão ou ameaça”, disse Katz.

Na ocasião, Petro rejeitou as acusações do chanceler, e enfatizou que se Israel não cumprir a resolução de cessar-fogo aprovada naquele mês pelo Conselho de Segurança da ONU (CSNU), a Colômbia romperia relações com o país.

Fonte: Brasil 247

Dia do Trabalhador mobiliza milhares de trabalhadores na orla de Maceió

Manifestação organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e centrais sindicais contou com a participação de mais de 100 sindicatos e percorreu a orla da praia da Pajuçara.

O Dia Internacional dos Trabalhadores, nesta quarta-feira, 01/05, foi marcado por um grande ato em defesa dos direitos trabalhistas e das conquistas sociais. Trabalhadores em greve da Ufal e do Ifal, exibiram faixas cobrando negociação com o governo federal. Os servidores estaduais cobraram reposição salarial e ganho real ao governador Paulo Dantas. Já os professores da Uneal, cobraram a realização de concurso público e os estudantes a construção de restaurante universitário.

Os trabalhadores do campo que também se fizeram presente, cobraram a realização de reforma agrária e de crédito. Já os moradores sem teto, apresentaram suas pautas e o movimento de mulheres cobraram o fim da violência contra a mulher.

  • Os manifestantes usaram um trio elétrico para fazerem discursos durante o percurso. Segundo a organização, mais de 2 mil pessoas participaram do ato. O grupo Afro Dendê, que faz parte de um projeto social no Benedito Bentes, se apresentou no evento.

O dia 1º de maio marcou o lançamento da Marcha da Classe Trabalhadora, que deve acontecer no dia 22 de maio, em Brasília. Entre as reivindicações está a revogação das reformas trabalhistas e previdenciária.

“Queremos um Brasil mais justo, com empregos decentes, juros mais baixos, defesa da agricultura familiar, revogação da reforma trabalhista e da reforma da previdência. Queremos a valorização do serviço público”, disse Rilda Alves, da diretoria da Central Única dos Trabalhadores de Alagoas (CUT/AL).

Fonte: Redação com Gazeta Web

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