O legado da COP30

Por Alexandre Rangel

O legado da COP30, realizada em Belém no final de 2025, é visto hoje, em março de 2026, não apenas como um evento que passou, mas como o início de uma nova era para a governança climática global e o desenvolvimento da Amazônia.

O grande diferencial dessa conferência foi o deslocamento do eixo de decisão para o coração da floresta, o que forçou o mundo a encarar a realidade local.

1. O Legado da “Diplomacia da Floresta”

A COP30 consolidou o Brasil como o mediador definitivo entre as potências globais e as nações em desenvolvimento.

  • A Voz das Comunidades: Pela primeira vez, o conhecimento tradicional indígena e quilombola foi integrado aos protocolos de decisão sobre o clima, deixando de ser apenas um “painel paralelo” para se tornar parte do texto oficial de conservação.
  • A “Missão Belém”: O acordo final estabeleceu metas mais rígidas para o financiamento climático, garantindo que o dinheiro chegue diretamente às mãos de quem protege a floresta, o chamado “pagamento por serviços ambientais”.

2. Infraestrutura e Bioeconomia em Belém

Para sediar o evento, a capital paraense passou por uma transformação urbana que permanece como herança para a população:

  • Parque da Cidade: O antigo aeroporto transformado em um enorme pulmão verde e centro de inovação tornou-se o hub de pesquisas em Bioeconomia.
  • Saneamento e Mobilidade: Investimentos estruturantes em saneamento básico e transporte sustentável (como frotas de ônibus elétricos) melhoraram a qualidade de vida imediata dos paraenses.
  • Turismo Regenerativo: Belém se consolidou no mapa do turismo internacional sustentável, atraindo visitantes que buscam experiências de baixo impacto e alto valor cultural.

3. O Marco da Descarbonização

A COP30 foi o momento do “balanço global” onde os países tiveram que apresentar novas metas (as NDCs – Contribuições Nacionalmente Determinadas).

  • O “Pacto Amazônia”: O Brasil reafirmou e acelerou o compromisso com o desmatamento zero.
  • Hidrogênio Verde: O evento serviu de vitrine para a indústria brasileira de energia limpa, atraindo investimentos para plantas de hidrogênio verde no Nordeste, conectando a conservação da Amazônia com a revolução energética nacional.

4. Ciência e Tecnologia Aplicada

O legado científico inclui o fortalecimento de redes de monitoramento via satélite em tempo real e o incentivo à indústria de bioprodutos (cosméticos, farmacêuticos e alimentícios) feitos a partir da biodiversidade amazônica, gerando renda sem derrubar uma única árvore.

Reflexão: O legado da COP30 não é um documento guardado na gaveta, mas sim a percepção de que a floresta em pé vale muito mais do que derrubada, tanto para o bolso quanto para o pulmão do planeta.

Com foco no que há de mais inovador pós-COP30, os projetos de Bioeconomia e os novos mecanismos de financiamento estão mudando a lógica de como o valor da floresta é calculado e distribuído.

Aqui estão os pontos centrais dessa transformação em 2026:

1. Bioeconomia: O “Vale do Silício” da Biodiversidade

O grande legado prático em Belém foi a consolidação do Centro de Inovação da Biodiversidade (CIB). O foco não é apenas extrair, mas processar e criar tecnologia na região:

  • Cosméticos de Alta Performance: Empresas brasileiras e internacionais criaram laboratórios avançados em solo paraense para desenvolver ativos de regeneração celular baseados em enzimas de fungos e plantas amazônicas, garantindo que a maior parte do lucro da cadeia produtiva fique com as comunidades locais.
  • Superalimentos Processados: A verticalização da cadeia do açaí, cacau nativo e óleos de palmeiras (como o buriti) agora utiliza rastreabilidade por Blockchain. Isso permite que o consumidor final saiba exatamente de qual comunidade o produto veio e qual o impacto social gerado.
  • Fibras Têxteis Sustentáveis: O uso de fibras de curuá e malva para a indústria da moda global, substituindo sintéticos por materiais que capturam carbono durante seu crescimento.

2. Financiamento: O Dinheiro que “Brota” da Floresta

A COP30 destravou mecanismos financeiros que antes eram teóricos, tornando-os ferramentas diárias:

  • Títulos Soberanos Verdes: O governo brasileiro emitiu novos títulos de dívida atrelados especificamente a metas de preservação. Se o desmatamento cai, os juros da dívida diminuem, revertendo a economia para mais investimentos sociais.
  • Créditos de Biodiversidade (Bio-Credits): Diferente do crédito de carbono (que foca na poluição), este novo mecanismo paga pela manutenção da vida. Fazendas e reservas que comprovam o aumento da fauna e flora recebem pagamentos diretos de fundos globais.
  • Fundo Amazônia 2.0: O fundo foi ampliado e agora financia diretamente o empreendedorismo de base, como cooperativas de jovens ribeirinhos que usam tecnologia para monitoramento florestal e logística fluvial de baixo impacto.

O Impacto no Dia a Dia

Esses avanços significam que, em 2026, a preservação deixou de ser um custo e passou a ser um ativo econômico. Para as populações locais, isso se traduz em empregos qualificados, internet de alta velocidade via satélite para gestão da floresta e infraestrutura urbana sustentável.

Curiosidade: Já existem “startups da floresta” lideradas por jovens indígenas que utilizam drones e IA para identificar o momento exato da colheita de sementes raras, otimizando a produção sem interferir no ciclo natural.

O conceito do “dinheiro que brota da floresta” representa uma mudança de paradigma: a transição de uma economia de exploração para uma economia de regeneração. Em 2026, esse modelo se sustenta em três pilares financeiros principais que tornam a floresta em pé muito mais lucrativa do que qualquer atividade predatória.

Aqui está o aprofundamento sobre como esses mecanismos funcionam na prática:

1. Créditos de Biodiversidade vs. Créditos de Carbono

Enquanto o crédito de carbono foca apenas na mitigação de gases estufa, os Créditos de Biodiversidade são a grande inovação pós-COP30.

  • O que são: Unidades de valor que representam a preservação de ecossistemas inteiros.
  • Como funciona: Uma empresa europeia, por exemplo, para compensar seu impacto ambiental global, compra esses créditos de comunidades que comprovadamente aumentaram a população de espécies nativas ou recuperaram nascentes.
  • Impacto local: O recurso vai direto para o “guardião” (o produtor rural ou a comunidade indígena), criando uma renda fixa baseada no sucesso da preservação.

2. Títulos Soberanos e de Impacto (Green Bonds)

O Brasil consolidou o uso de títulos da dívida pública atrelados a metas ambientais.

  • Mecanismo de Recompensa: Se o país atinge metas rigorosas de redução de desmatamento, os juros que ele paga aos investidores internacionais diminuem.
  • O Ciclo Positivo: A economia gerada pelo pagamento de juros menores é reinvestida em infraestrutura sustentável na própria região amazônica, criando um ciclo onde a preservação financia o desenvolvimento urbano e social.

3. Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)

Este mecanismo reconhece que quem vive na floresta presta um serviço ao mundo (limpeza do ar, ciclo das águas, regulação térmica).

  • Bolsa Floresta 2.0: Programas governamentais e privados que pagam mensalmente a famílias ribeirinhas e pequenos agricultores para que eles monitorem áreas de reserva e adotem sistemas agroflorestais (plantio de comida misturado com árvores nativas).
  • Rastreabilidade: Através de satélites e sensores de baixo custo, o pagamento é liberado automaticamente via moedas digitais ou sistemas de transferência instantânea assim que a preservação da área é validada.

4. O Fundo Amazônia e o Venture Capital “Verde”

O financiamento não vem mais apenas de doações de países ricos, mas de investimento de risco:

  • Aceleração de Bio-Startups: Fundos de investimento agora buscam empresas que extraem valor da biodiversidade sem destruí-la (como a produção de fibras têxteis a partir de resíduos de frutas ou fármacos baseados em venenos de insetos).
  • Seguros Ambientais: Novas modalidades de seguro protegem o produtor sustentável contra quebras de safra causadas por mudanças climáticas, incentivando a migração da pecuária extensiva para a integração lavoura-pecuária-floresta.

Por que isso é revolucionário? Pela primeira vez, a lógica econômica está alinhada com a biológica. O financiamento atual trata a natureza como um ativo de capital vivo. Isso significa que, se a floresta morre, o investimento perde valor; se ela prospera, o investidor e a comunidade local ganham.

Toffoli se declara suspeito para relatar pedido de CPI do Master

Ministro pediu que o caso seja redistribuído para outro membro do STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito para relatar a ação para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

Na decisão, Toffoli pediu que o caso seja redistribuído para outro membro da Corte.

Toffoli foi escolhido para ser o relator da ação nesta quarta-feira (11), pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte. Apesar de ter deixado voluntariamente a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master, Toffoli não havia se declarado impedido de participar de novos processos. Dessa forma, a distribuição do processo foi feita entre todos os ministros.

No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, de que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

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Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela PF. 

Na decisão proferida hoje, Toffoli disse que os ministros da Corte reconheceram, durante reunião realizada no mês passado, que não há quaisquer hipótese de impedimento ou suspeição contra ele nos processos sobre as investigações que envolvem o Banco Master.

Contudo, no caso concreto, o ministro decidiu se afastar do processo que trata da abertura da CPI.

“Todavia, nos termos do disposto no art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, decidiu.

CPI

O mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alega que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais.

Segundo o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI.

“O requerimento obteve um total de 201 assinaturas, cumprindo o requisito de mais de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara dos Deputados, possui objeto certo e prazo definido, preenchendo, assim, todos os requisitos previstos no art. 58, § 3º, da Constituição Federal”, disse o deputado.

Fonte: Agência Brasil

Vereador é preso em operação contra Comando Vermelho no RJ

Salvino Oliveira (PSD) teria negociado com traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, autorização para realizar campanha eleitoral

O vereador Salvino Oliveira (PSD) foi preso na manhã desta quarta-feira (11) durante uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). A ação faz parte da chamada “Operação Contenção Red Legacy”. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

Além do parlamentar, seis policiais militares também foram detidos durante a ofensiva policial, que investiga a atuação de integrantes do crime organizado e possíveis conexões com agentes públicos e operadores externos.

De acordo com as investigações, Salvino Oliveira teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, a autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, região que está sob domínio do Comando Vermelho.

Segundo a Polícia Civil, a negociação teria ocorrido com o objetivo de garantir acesso político à comunidade e transformar áreas controladas pela facção em bases eleitorais. Em contrapartida, o vereador teria articulado medidas que beneficiariam integrantes do grupo criminoso.Uma das iniciativas citadas pelos investigadores seria a instalação de quiosques na região. Embora apresentadas publicamente como ações voltadas à população local, parte dos beneficiários teria sido indicada diretamente por membros do crime organizado, sem a realização de processo público transparente.

A investigação também revelou a participação de familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como “Marcinho VP”, considerado um dos principais líderes do Comando Vermelho.De acordo com a polícia, Márcia Gama, esposa de Marcinho VP e mãe do artista Oruam, atuaria como intermediadora de interesses da organização criminosa fora do sistema prisional. Segundo os investigadores, ela participava da circulação de informações entre integrantes do grupo e auxiliava em articulações envolvendo operadores da facção e agentes externos.

Outro investigado apontado como figura importante na estrutura do grupo é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. Conforme a apuração da polícia, ele atuaria como elo entre lideranças do Comando Vermelho, criminosos que operam em comunidades dominadas pela facção e pessoas envolvidas em atividades econômicas utilizadas para financiar as operações do grupo.

Entre essas atividades estariam negócios ligados a serviços, imóveis e outros empreendimentos que, segundo os investigadores, seriam usados para gerar recursos e ampliar a influência da organização criminosa.

Márcia Gama e Landerson não foram localizados nos endereços informados durante a operação e são considerados foragidos da Justiça.As investigações também identificaram casos em que criminosos se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, como o acesso a informações privilegiadas e a simulação de operações policiais.

Outro ponto apurado pela Polícia Civil aponta indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), duas das maiores organizações criminosas do país.Em nota, o gabinete do vereador Salvino Oliveira afirmou que não havia recebido comunicação oficial sobre a prisão do parlamentar. No comunicado, a assessoria informou que acompanha o caso por meio de advogados.”

Fonte: Brasil 247

Grave: seguranças de Lula já derrubaram mais de 135 mil drones durante o mandato

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança do presidente da República, realizou desde 2023 mais de 135 mil neutralizações de drones. Os equipamentos funcionam emitindo um sinal de radiofrequência direcionado, interrompendo a comunicação da aeronave com o operador. O sistema fixo, instalado no Palácio do Planalto e em outras residências oficiais, foi responsável por 54.627 ações em 2023 e 6.444 em 2026.

“Trata-se de uma interferência controlada. Após a perda de sinal, o drone sob controle dos equipamentos do GSI pode retornar ao ponto de decolagem ou ser forçado a um pouso controlado”, informou o órgão. O sistema impede que drones ingressem em espaços demarcados ao redor das sedes do governo federal.

Já o equipamento móvel, chamado DroneGun Tactical, é utilizado em eventos presidenciais fora de Brasília. Comercializado pela empresa Pirâmide Tecnologias, a “arma” derruba drones a até dois quilômetros de distância e pesa cerca de sete quilos. Desde 2023, foram 31 aeronaves abatidas pelo dispositivo, que tem aparência semelhante a um equipamento de ficção científica.

Fonte: DCM

Segundo a Unicef, Israel já assassinou 83 crianças no Líbano em uma semana de guerra

Pelo menos 83 crianças morreram e outras 254 ficaram feridas no Líbano desde o dia 2 de março, em meio à intensificação de ataques israelenses recentes. Os dados foram divulgados pela UNICEF em comunicado publicado nesta segunda-feira.

Segundo a agência das Nações Unidas voltada à proteção da infância, o aumento da violência no país tem provocado um impacto devastador sobre crianças e famílias, além de provocar um deslocamento massivo de civis.

“Em média, mais de 10 crianças foram mortas todos os dias em todo o Líbano na última semana, com aproximadamente 36 crianças feridas por dia.”

A organização destacou que os números refletem apenas parte do impacto humano da escalada militar recente. De acordo com o levantamento apresentado pela entidade, as mortes e ferimentos de menores vêm se acumulando desde o início de confrontos mais intensos na região.

“Nos últimos 28 meses, 329 crianças teriam sido mortas no Líbano e 1.632 ficaram feridas.”

Para a agência da ONU, os números revelam a dimensão da tragédia humanitária enfrentada pela população civil no país.

“Esses números são impressionantes. Eles são um testemunho contundente do impacto que o conflito está tendo sobre as crianças.”

Além das mortes e feridos, a guerra também tem provocado deslocamentos em massa. Segundo a entidade, quase 700 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas nas últimas semanas devido à escalada dos confrontos.

Entre os deslocados estão cerca de 200 mil crianças, que agora vivem em condições precárias e dependem de ajuda humanitária. Esse contingente se soma a dezenas de milhares de pessoas que já haviam sido deslocadas por episódios anteriores de violência na região.

Diante do cenário, a agência fez um apelo para que todos os lados envolvidos no conflito respeitem as normas do direito humanitário internacional e garantam a proteção de civis e de infraestruturas essenciais.

O comunicado também reforça a necessidade de preservar escolas, abrigos e outras estruturas usadas pela população civil durante o conflito.

“A Unicef pede esforços imediatos para reduzir a escalada da situação e evitar novos danos às crianças.”

A intensificação de ataques israelenses recentes tem provocado crescente preocupação internacional, sobretudo diante do número elevado de vítimas civis e do agravamento da crise humanitária no Líbano.

Fonte: Brasil 247

Em Jornada de Lutas, mulheres ocupam mineradora no interior de Alagoas

Manifestação denuncia os impactos da mineradora na região e cobra atenção do Poder Público para o caso

Na manhã desta segunda-feira (9), cerca de 500 mulheres ocupam as instalações da Mineração Vale Verde, na cidade de Craíbas, no Agreste de Alagoas. A ação, que integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, ocorre em denúncia às atividades da mineradora que segue provocando um conjunto de problemas no município.

Além de integrantes do MST, participam do ato representantes do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo (MTC), da Frente Nacional de Luta (FNL), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Movimento Popular de Luta (MPL), o Movimento Via do Trabalho (MVT), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento Terra Livre, além de integrantes dos movimentos populares da região.

Presente na região desde 2007, a Mineração Vale Verde tem o objetivo de realizar o “Projeto Serrote” no Agreste de Alagoas, para a abertura de uma mina a céu aberto para o beneficiamento e produção do concentrado de cobre para exportação, com investimento estimado em mais de R$ 700 milhões.

Desde o início de seu funcionamento, uma série de denúncias surgiram na região, incluindo contaminação de rios, morte precoce de animais, tremores de terra e rachaduras em casas. Os relatos dos moradores apontam também que explosões frequentes utilizadas no processo de extração mineral estão afetando diretamente comunidades vizinhas, trazendo insegurança para as famílias que vivem no território.

Durante o ato, as mulheres reafirmam a necessidade de barrar os avanços da mineração predatória na região e defender a vida das populações atingidas, em consonância às diversas denúncias que a mineradora tem recebido no último período.

Contra a mineração: Reforma Agrária Popular

A mobilização pauta ainda a necessidade de avançar na Reforma Agrária no estado e com a ação na mineradora pretende chamar atenção ao Poder Público estadual para olhar às demandas das camponesas e camponeses em todas as regiões de Alagoas.

Os movimentos demandam uma audiência com o governador Paulo Dantas (MDB) para retomar a pauta em torno das terras da massa falida do Grupo João Lyra, bem como a exigência imediata da suspensão dos despejos das famílias acampadas hoje em Alagoas.

Em suas faixas, cartazes e palavras de ordem, as manifestantes reafirmam o papel da distribuição de terra para a produção de alimentos saudáveis, gerando emprego e renda para o desenvolvimento de Alagoas, aliado à preservação dos bens da natureza e da vida digna de mulheres e homens no campo, contrapondo às ações da mineração.

Fonte: MST

PF cumpre nova ordem de prisão contra aliado de Flávio Bolsonaro ligado ao crime organizado

A Polícia Federal cumpriu uma nova ordem de prisão, nesta segunda-feira (9), contra o ex-Secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, durante a Operação Anomalia, que é mais uma das fases das investigações que apuram  um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e na venda de influência para favorecer os interesses do Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do Rio de Janeiro.

A coluna apurou que Carracena foi indicado ao órgão para o governo Cláudio Castro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). É a segunda ordem de prisão: ele já estava detido por outra acusação neste mesmo caso. No entanto, o secretário do Consumidor Gutemberg Fonseca , outro aliado de Flávio, afirma que foi ele quem indicou Carracena ao governo. Em nota, o senador negou a indicação de Carracena, mas não falou de sua relação com Gutemberg Fonseca.

O ex-secretário é advogado e já ocupou também os cargos de diretor de operações em autarquia municipal; foi presidente do Fundo Especial de Ordem Pública da cidade do Rio; presidente do Conselho Administrativo da Guarda Municipal da capital; e integrante do Gabinete de Crise da cidade durante o período da pandemia.

Além de Carracena, estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão na cidade do Rio, além de medidas cautelares diversas, como afastamento do exercício de função pública. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos presos é o delegado federal Fabrizio José Romano.

Os elementos de prova colhidos indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e para o favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas.

A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da PF na produção de inteligência e de repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco especial na desarticulação de suas conexões com agentes públicos e políticos.

Mensagens

Em novembro do ano passado, a PF obteve diálogos, na Operação Zargun, que demonstraram  como o Comando Vermelho tentava influenciar o policiamento no Rio por meio de contatos com Gutemberg Fonseca. Em um diálogo, Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, apontado pela PF como integrante do CV, relatou a Carracena que esteve com Gutemberg Fonseca para apresentar demandas e pedir “cobertura política”.

Nota do secretário Gutemberg Fonseca:
O advogado Alessandro Pitombeiro Carracena foi indicado por mim para exercer uma função técnico-jurídica na Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor, com base em critérios profissionais e em sua formação na área jurídica. Trata-se de uma indicação de caráter estritamente técnico. Ressalto ainda que o senador Flávio Bolsonaro não participou dessa indicação. Carracena foi exonerado do cargo em janeiro de 2025, portanto muito antes de qualquer investigação de que tenhamos tomado conhecimento.

Conheço Carracena há mais de 20 anos. Nosso primeiro contato ocorreu quando eu ainda atuava como árbitro de futebol. À época, ele passou a prestar serviços como advogado para mim e para minha família.

Em relação às menções ao meu nome em mensagens atribuídas ao investigado Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio do Lixão”, esclareço que tomei conhecimento desse conteúdo apenas por meio da imprensa. Desconheço completamente a vida pessoal e o histórico do referido investigado.

Como figura pública, participo regularmente de agendas institucionais e eventos em diversas regiões do estado, inclusive em comunidades e áreas socialmente vulneráveis, o que naturalmente implica contato com inúmeras pessoas, muitas vezes sem qualquer conhecimento prévio sobre quem são ou de que contexto vêm. Caso tenha ocorrido algum eventual contato em eventos públicos, este teria sido meramente circunstancial, sem qualquer tipo de relação pessoal, proximidade ou ciência sobre eventual envolvimento ilícito.

Cabe destacar, inclusive, que nas próprias mensagens divulgadas o investigado afirma que “não teve êxito comigo” e que “se não é de coração, deixa pra lá”, o que reforça que não houve qualquer tipo de atendimento de pedido ou estabelecimento de relação.

Reforço que não houve qualquer tipo de proximidade, relação pessoal ou atendimento de pedido por minha parte.

Fonte: ICL

Protestos contra a violência de gênero e o fim da escala 6×1 marcam o Dia da Mulher

Mulheres de todo o Brasil foram às ruas neste domingo (08) em protestos pelo Dia Internacional da MulherManifestantes ocuparam a Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro e também a Avenida Paulista, em São Paulo. Já em Brasília, o ato percorreu da Funarte ao Palácio do Buriti.

Em Belo Horizonte (MG), 160 cruzes foram colocadas na Praça da Liberdade, no Centro, representando as mulheres que foram vítimas de feminicídio no estado de Minas Gerais em 2025 e 2026. A última vítima foi morta a facadas, na cidade de Santa Luzia, em pleno Dia Internacional da Mulher.

“Cada cruz simboliza uma história interrompida, uma família marcada pela violência e uma falha coletiva na proteção dessas vidas. A proposta é que o 8 de março seja também um dia de denúncia e mobilização, lembrando que não há o que celebrar enquanto mulheres continuam sendo assassinadas pelo simples fato de serem mulheres”, declarou o coletivo Casa das Marias, responsável pela instalação.

O Centro da capital mineira também recebeu uma marcha contra a violência de gênero. Diversas participantes levaram cartazes com frases como “criança não é esposa” em protesto contra a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que inocentou um homem de 35 anos acusado de violentar uma menina de 12 anos. Os desembargadores justificaram que ambos viviam um relacionamento amoroso. A decisão foi reformada, após grande mobilização popular.

Uma performance artística também marcou a manifestação em Porto Alegre (RS). Integrantes de um grupo teatral marcharam segurando sapatos femininos manchados com um líquido que simulava sangue. Os calçados simbolizaram as vítimas de feminicídio do estado, e as integrantes do grupo também gritaram seus nomes, enquanto caminhavam.

Em Salvador (BA), o protesto foi convocado com o mote: “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”. As manifestantes se concentraram no Morro do Cristo e caminharam até o Farol da Barra, empunhando cartazes e gritando palavras de ordem.

Uma manifestação também foi realizada em Belém (PA), reunindo centenas de mulheres, principalmente integrantes de coletivos feministas. O protesto saiu da Escadinha da Estação das Docas e percorreu diversas ruas do Centro da capital paraense.

“Historicamente, 8 de março é dia de luta, de reflexão, de ir às ruas protestar e pedir por políticas públicas. Nós queremos igualdade de gênero, combater a violência contra a mulher, o feminicídio, a violência vicária e tantas outras violências que acometem nós mulheres”, declarou Vanessa Albuquerque, presidenta da Rede de Mulheres da Amazônia.

Fonte: Agência Brasil

Estado genocida de Israel já assassinou 394 pessoas no Líbano, incluindo 83 crianças

Ministério da Saúde libanês relata mais de 1.130 feridos enquanto bombardeios se intensificam no sul do país e ampliam crise humanitária

Pelo menos 394 pessoas morreram no Líbano em decorrência de ataques israelenses recentes, entre elas 83 crianças, segundo dados atualizados divulgados pelo Ministério da Saúde libanês. O número de feridos já ultrapassa 1.130, em meio à intensificação dos bombardeios em diferentes regiões do país, conforme informações da rede Al Jazeera.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

Os ataques ocorreram principalmente no sul do território libanês, onde Israel também ordenou a evacuação forçada de moradores que vivem ao sul do rio Litani até a fronteira com o território israelense — uma faixa que, em seu ponto mais profundo, chega a cerca de 25 quilômetros. A medida ampliou o deslocamento de civis e elevou a tensão na região, enquanto as operações militares continuam.

Bombardeios atingem cidades e vilarejos no sul

Relatos indicam que ataques aéreos israelenses atingiram diversas localidades no sul do Líbano, incluindo a cidade de Gaziyeh, ao sul de Sidon, além de vilarejos próximos à fronteira. Um dos episódios mais graves ocorreu durante a madrugada, quando um bombardeio atingiu um prédio de três andares na vila de Sir el-Gharbiyeh, ao norte do rio Litani.

Segundo informações preliminares, até 18 pessoas morreram nesse ataque, entre elas integrantes de uma mesma família, incluindo mulheres e crianças.

As operações militares continuam se expandindo na região. Paralelamente aos ataques aéreos, fontes do Exército libanês relatam movimentações de tropas israelenses ao longo da fronteira e avanços em algumas aldeias próximas ao território israelense.

Confrontos com Hezbollah ampliam tensão

A área atingida pelos ataques é considerada uma zona de atuação do Hezbollah. O grupo realizou ofensivas contra forças israelenses que avançavam na região, enquanto o próprio Exército de Israel reconheceu ter sofrido baixas durante esses confrontos.

Ainda não está claro até que ponto Israel pretende avançar militarmente no território libanês. As tensões permanecem elevadas, com Israel exigindo que o Hezbollah se desarme e se renda — uma exigência que o grupo rejeita.

Sistema de saúde enfrenta pressão crescente

As autoridades libanesas alertam que o aumento no número de vítimas ocorre em um momento de profunda fragilidade institucional no país. O sistema de saúde já enfrenta dificuldades estruturais e pode ter dificuldades para responder ao volume crescente de feridos.

Com a escalada dos ataques, centenas de civis também foram deslocados. Escolas passaram a ser utilizadas como abrigos temporários para famílias que deixaram suas casas em áreas atingidas pelos bombardeios.

O agravamento da violência levanta preocupações sobre uma crise humanitária cada vez mais severa, enquanto os ataques continuam e as perspectivas de redução das hostilidades permanecem incertas.

Fonte: Brasil 247

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