Presidentes do Brasil, México e Colômbia pedem o fim da guerra ao Irã

Líderes do Brasil, México e Colômbia solicitam cessar-fogo imediato no Oriente Médio, ressaltando a importância do diálogo e da diplomacia para resolver conflitos.

“Consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”, assinala o documento.

Por Redação- de Brasília

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT); do México, Claudia Sheinbaum; e da Colômbia, Gustavo Petro, assinaram uma nota conjunta divulgada nesta sexta-feira, em que pedem o cessar-fogo imediato no Oriente Médio. Querem também que os países envolvidos na guerra resolvam as divergências por meio da diplomacia.

“Consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”, assinala o documento.

Os governos latino-americanos “reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia internacional, em consonância com os princípios da solução pacífica das controvérsias”, acrescenta a nota. Os países manifestam, ainda, disposição para contribuir para os processos de paz que gerem confiança, “a fim de avançar rumo a uma solução política e negociada do conflito”. Nesta semana, ao anunciar medidas para aliviar a alta do petróleo provocada pela guerra no preço do diesel no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “irresponsabilidade” as guerras que ocorrem no mundo.

Acordo

Ao longo dos últimos meses, Israel e EUA bombardearam o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.

Ainda no primeiro governo de Donald Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015. Israel e EUA acusam Teerã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares.

O Irã, por sua vez, afirma que o programa é para fins pacíficos e que se coloca à disposição para inspeções internacionais, das Nações Unidas.

Fonte: Correio do Brasil

Genocidas israelenses agridem brasileiros em Itacaré e Morro de São Paulo (BA)

É necessário prender e punir esses criminosos de guerra!

Destinos turísticos da Bahia, como Itacaré e Morro de São Paulo, têm atraído um número crescente de turistas israelenses, muitos deles após cumprirem o serviço militar obrigatório. No entanto, nas últimas semanas, relatos de agressões e atos de vandalismo envolvendo esses visitantes têm se repetido e chamado a atenção das autoridades locais.

No sábado (14), a confusão em Itacaré cresceu quando uma mulher relatou ter sido agredida por turistas israelenses. O incidente começou quando eles tentaram partir para cima de participantes de um protesto pró-Palestina.

A situação se intensificou quando o grupo de israelenses foi rechaçado por manifestantes com gritos de “Free Palestine” (Palestina Livre) e chutes. Vídeos publicados nas redes confirmam o coro dos manifestantes durante o episódio.

Enquanto o protesto pró-Palestina, denunciando o genocídio em Gaza, fazia barulho, sionistas se juntaram a comerciantes e profissionais do setor turístico se unindo em solidariedade aos visitantes estrangeiros. A presença significativa de turistas israelenses nessas praias, popularizadas como cenário de uma novela que passou em Israel, tem gerado tensão local.

As imagens mostram forças policiais chegando ao local para conter a situação. Nas imagens, é possível ver policiais militares dialogando com os presentes e conduzindo um homem à viatura, identificado como um cidadão israelense envolvido na briga.

A Polícia Civil da Bahia também está investigando um caso de lesão corporal e injúria, registrado na madrugada do dia 7 de março, envolvendo uma mulher de 40 anos em Itacaré.

De acordo com o relato da vítima, a agressão começou quando ela flagrou turistas israelenses quebrando vasos de planta na Rua da Pituba, uma das mais movimentadas da cidade. A mulher decidiu filmar a cena, mas, ao perceber que estava sendo gravada, o bando se voltou contra ela, iniciando as agressões físicas.

Segundo a Polícia Civil, durante a confusão, um dos turistas israelenses teria tomado o celular da vítima, lançado o dispositivo contra o rosto dela e feito gestos ofensivos. A mulher foi socorrida e precisou de atendimento médico, levando pontos no rosto. Os suspeitos de agredir a vítima ainda não foram localizados, e a Polícia Civil segue realizando diligências para identificar e responsabilizar os envolvidos.

“Estamos em busca de identificar os autores do crime e tomar as medidas necessárias para garantir a justiça no caso”, afirmou a polícia em nota oficial.

Fonte: DCM

Privatização da BR prejudica consumidor em momento de crise

Para especialista, a empresa era estratégica para administrar preços

Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras – em São Paulo, há relatos de postos vendendo o litro de gasolina a R$ 9 – não se devem apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para analistas, a privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias. Sem a estrutura verticalizada que ia “do poço ao posto”, o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

O alerta da venda de gasolina a R$ 9 “mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias” partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem  aumentos por parte da Petrobras.

Para a FUP, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.

“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil.

Política de preços diferenciada

Segundo Bacelar, a majoração de preços – que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação – ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás).

“Nós tínhamos uma Petrobras que era bem mais integrada e verticalizada do que é hoje. Era a antiga empresa do poço ao posto,” afirmou o sindicalista.

“Uma companhia petrolífera que faz exploração e produção de petróleo, e também transporte, refino, distribuição e comercialização dos derivados desse petróleo, consegue praticar política de preços diferenciada”, compara Bacelar – favorável à verticalização na Petrobras de todas etapas de fornecimento de petróleo.

A análise é compartilhada pela academia. Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), a retirada de uma empresa pública de um setor tão vital retira do Estado suas “ferramentas institucionais” de intervenção. “Quando se retira uma empresa pública de determinado setor da cadeia produtiva, o Estado deixa de ter ferramentas institucionais para fazer algum tipo de intervenção.”

Para Souza Ferreira, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica.

“O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle.”

O especialista ainda assinala que “uma empresa pública é orientada por sua função social. Já as empresas privadas são orientadas para o lucro, para o retorno financeiro.”

Na última quarta-feira (11), a empresa Vibra Energia S.A que comprou a BR Distribuidora anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano”, destacou Ernesto Pousada, CEO da Vibra, em comunicado da empresa.

Sem consulta ao Congresso

A Petrobras perdeu o controle da BR Distribuidora em julho de 2019, quando iniciou a privatização da antiga subsidiária. A privatização total foi concluída dois anos depois. Naquele período, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro, a diretoria da Petrobras defendia que a empresa deveria focar na produção e exploração de óleo e gás, e abrir mão da distribuição de combustível.

A venda das empresas subsidiárias da Petrobras foi feita sem consulta ao Congresso Nacional, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5624.

Conforme decisão da Corte, em caráter liminar de junho de 2019, “a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação”, mas “a exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica à alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no Artigo 37 da Constituição, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade.”

Corte de tributos e pagamento de subvenções

Para conter aumento no preço dos combustíveis, o governo zerou as alíquotas de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o diesel, e reduzindo o preço em cerca de R$ 0,32 por litro e editou a Medida Provisória nº 1.340 que autoriza a concessão de mais R$ 0,32 por litro como subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel.

No total, são R$ 0,64 por litro cobrados a menos para diminuir o impacto no bolso do consumidor da variação do preço do petróleo no mercado.

O preço do diesel é formado pelo custo do produto junto à Petrobras (45,5% do preço médio na bomba do posto); tributo estadual (19%); custo de distribuição e revenda (17,2%); adição de biodiesel (13%). O peso da tributação da PIS/Cofins era de 5,2%.

Tendo em perspectiva o comportamento do mercado internacional de petróleo, o governo federal criou uma sala de monitoramento para acompanhar as condições do de comercialização de combustíveis fora e dentro do Brasil.

Na quinta-feira (12), o governo federal se reuniu com as empresas distribuidoras de combustível que sugeriram que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir abastecimento e estabilidade de preços no país.

Fonte: Agência Brasil

Itamaraty confirma revogação de visto de assessor de Trump

O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta sexta-feira (13) a revogação do visto do assessor do governo do presidente Donald Trump Darren Beattie. Ele pretendia visitar o Brasil na próxima semana.

Segundo a pasta, a decisão foi tomada “tendo em conta a omissão e o falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington”.

“Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, informou a assessoria.

Mais cedo, durante agenda no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Darren Beattie só entrará no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder entrar nos Estados Unidos.

“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar. E eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados.”

Lula lembrou que, em 2025, os Estados Unidos cancelaram o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha. À época, o visto do ministro estava vencido e, portanto, não passível de cancelamento.

“Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, completou Lula.

Visita negada

Na quinta-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de Darren Beattie.

Na decisão, Moraes disse que a visita do assessor do presidente Donald Trump não foi comunicada à diplomacia brasileira e não está inserida na agenda oficial que será cumprida no Brasil.

“Ingerência”

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Moraes que a visita a Bolsonaro poderia configurar “indevida ingerência” em assuntos internos do Brasil.

A declaração consta em ofício enviado pelo chanceler brasileiro ao ministro do Supremo.

“A visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”, afirmou Vieira no documento.

O pedido

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu, na última terça-feira (10), ao STF autorização para receber a visita de Darren Beattie. Aliado do presidente Donald Trump, Beattie trabalha para o Departamento de Estado e é responsável por assuntos ligados ao Brasil.

No pedido de autorização encaminhado ao Supremo, a defesa de Bolsonaro pediu que a visita seja realizada na próxima segunda-feira (16), no período da manhã, ou na terça-feira (17) – datas em que o assessor estará em visita oficial ao Brasil.

A entrada de um tradutor na prisão também foi solicitada.

Fonte: Agência Brasil

Brasil rejeita pedido de Trump para ser prisão para deportados

Governo Lula se recusa a ser “El Salvador” e servir de prisão para deportados

O governo brasileiro não irá receber deportados estrangeiros que tenham sido capturados nos EUA. A proposta fazia parte de um documento enviado pela Casa Branca ao Brasil, como parte de um futuro acordo para a aproximação entre os dois países.

Depois de uma crise profunda na relação bilateral, em 2025, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump costuraram uma aproximação. Mas a viagem do brasileiro para a Casa Branca, inicialmente marcada para ocorrer em março, não tem mais data para ser realizada. O evento seria a ocasião esperada para que um acordo fosse anunciado para a retirada de tarifas e para o lançamento de uma parceria em setores como terras raras e o combate ao crime organizado.

Mas, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o governo dos EUA pediu que o Brasil receba em suas prisões imigrantes presos, tal como faz El Salvador em sua penitenciária de alta segurança.

O Brasil não vê chances de tal projeto prosperar, ainda que a ideia esteja sendo também costurada com a Argentina e outros países da região. Ao longo dos últimos meses, Trump negociou para que estrangeiros presos nos EUA possam cumprir pena e ser enviados para prisões fora do território norte-americano.

A rejeição ao plano já foi comunicada pelo Itamaraty aos EUA e, dentro do governo, o tom é o de deixar claro que o “Brasil não vai virar El Salvador”.

O governo Trump ainda quer que o Brasil apresente um plano para acabar com o PCC, o CV, o Hezbollah e as organizações criminosas chinesas.

Cooperação contra o crime, mas com limites

Nesse caso, o governo Lula não descarta uma cooperação, desde que não haja uma condição de que esses grupos sejam considerados como organizações terroristas. O governo destaca que foi Lula quem apresentou ao presidente dos EUA, em dezembro, a ideia de incluir o tema do combate ao crime organizado.

Em janeiro, o Brasil enviou ao governo Trump uma oferta oficial sobre o tema, defendendo que ainda se defenda a inclusão da luta contra a lavagem de dinheiro e o combate ao tráfico de armas na agenda entre os dois países.

Em resposta, o governo dos EUA, então, fez uma contraproposta, com os itens revelados pela Folha.

Para o governo Lula, há um interesse comum entre Brasil e EUA na luta contra o crime organizado. A divergência, porém, é no método.

O governo brasileiro teme que, ao ser declarado como terroristas, os criminosos passem a ser alvos de ataques de militares dos EUA, inclusive em território nacional. Nos últimos meses, os bombardeios americanos contra barcos na costa da Venezuela ou da Colômbia seriam indicativos do procedimento que Trump estaria disposto a usar em toda a região.

Fonte: ICL

Lula zera impostos do diesel e taxa exportação de petróleo para frear preços

Diante da instabilidade global causada pela guerra no Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (12), um pacote de medidas para conter a alta do diesel e proteger a cadeia produtiva nacional. O plano busca neutralizar o impacto da valorização do petróleo sem gerar déficit no orçamento de 2026.

Manutenção e Reparação de Veículos

São quatro as principais medidas anunciadas. Imposto Zero: Isenção total de PIS e COFINS sobre a importação e comercialização de diesel. Subsídios: Criação de subvenções (incentivos financeiros) para produtores e importadores do combustível. Nova Taxação: Elevação do imposto de exportação sobre o petróleo bruto de 0% para 12%. E fiscalização rigorosa: Medidas provisórias para punir o armazenamento injustificado e aumentos abusivos nos postos, com monitoramento da ANP.

Impacto no Bolso do Consumidor

O governo estima uma redução total de R$ 0,64 por litro de diesel (R$ 0,32 via isenção de impostos e R$ 0,32 via subvenção). Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o foco no diesel ocorre por seu papel estratégico no escoamento da safra e no transporte de cargas, evitando um efeito cascata na inflação de alimentos.

Equilíbrio Fiscal

Para garantir que as medidas não afetem as contas públicas, o governo desenhou uma “engenharia econômica”. Se por um lado a isenção e os subsídios custarão R$ 30 bilhões, a arrecadação estimada com a nova taxa, de 12%, deve somar os mesmos R$ 30 bilhões.

“Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade da guerra cheguem ao povo”, afirmou o presidente Lula durante a coletiva no Palácio do Planalto.

Energia e serviços públicos

As medidas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União e passam a valer imediatamente.

Fonte: Red

Líbano: Israel ameaça causar devastação em escala semelhante à de Gaza

Os ataques israelenses desde o início de março mataram 773 pessoas no Líbano, enquanto os militares expandem a ofensiva para mais bairros de Beirute.

Israel destruiu uma ponte no sul do Líbano e lançou panfletos sobre Beirute alertando que o país enfrenta a mesma escala de destruição sofrida em Gaza, à medida que sua campanha militar contra o Hezbollah entra em uma nova e devastadora fase.

A ponte Zrarieh, que atravessa o rio Litani, foi atacada na madrugada de sexta-feira. Os militares israelenses alegaram que combatentes do Hezbollah a estavam usando para se deslocar entre o norte e o sul do país, embora não tenham apresentado provas para sustentar essa afirmação.

Foi a primeira vez que Israel admitiu abertamente ter atacado infraestrutura civil desde o início da ofensiva atual.

O ministro da Defesa, Israel Katz, deixou claro que mais ataques desse tipo ocorreriam, afirmando que o governo libanês enfrentaria “custos crescentes devido a danos à infraestrutura e perda de território” enquanto o Hezbollah permanecesse armado.

Os ataques israelenses de sexta-feira também atingiram áreas de Beirute que não haviam sido alvos anteriores neste conflito. Um drone atingiu um prédio residencial no distrito de Bourj Hammoud, nos subúrbios do nordeste da cidade, enquanto ataques separados atingiram os bairros de Jnah e Nabaa.

Nove pessoas, incluindo cinco crianças, morreram em Arki, perto de Sidon, e outras oito morreram na região de Fawwar. Uma ambulância também foi atingida no sul do país.

A mais recente ofensiva de Israel contra o Líbano foi desencadeada em 2 de março, depois que o Hezbollah lançou drones e foguetes contra o norte de Israel, em resposta aos ataques israelenses ao Irã que resultaram na morte do líder supremo iraniano.

Desde então, os ataques israelenses mataram pelo menos 773 pessoas e feriram outras 1.933, incluindo 103 crianças, informou o Ministério da Saúde Pública do Líbano na sexta-feira. Mais de 800 mil pessoas, aproximadamente uma em cada sete da população, foram forçadas a deixar suas casas.

Os panfletos lançados sobre Beirute na sexta-feira traziam um aviso explícito, invocando o ataque de Israel a Gaza, que já dura dois anos e deixou grande parte do território em ruínas e deslocou quase toda a sua população, como um modelo para o que o Líbano poderia enfrentar.

“Em vista do grande sucesso em Gaza, o jornal da nova realidade chega ao Líbano”, dizia o panfleto.

Receba alertas e atualizações instantâneas com base nos seus interesses. Seja o primeiro a saber quando as grandes notícias acontecerem.Sim, mantenha-me informado(a).

Segundo a análise mais recente por satélite do Centro de Satélites das Nações Unidas, cerca de 81% de todas as estruturas na Faixa de Gaza foram danificadas ou destruídas por ataques israelenses.

Outro panfleto convocava os libaneses a desarmar o Hezbollah. Ele continha dois códigos QR com links para o WhatsApp e o Facebook, acompanhados de uma mensagem que incentivava os libaneses a entrarem em contato caso desejassem ver uma “mudança real” em seu país.

Bernard Smith, da Al Jazeera, reportando de Beirute, disse que o exército libanês alertou as pessoas para não escanearem os códigos QR, pois eles levam aos serviços secretos israelenses, que estão tentando recrutar pessoas.

“[Isso] faz parte do tipo de pressão psicológica que Israel quer exercer sobre os libaneses”, disse ele.

Ele acrescentou: “[Israel] tem atacado edifícios fora dos tradicionais redutos do Hezbollah, o que corre o risco de alimentar conflitos sectários aqui no Líbano. É uma sociedade profundamente sectária, dividida por linhas sectárias.”

“Isso aumenta ainda mais a pressão psicológica.”

Fonte: Al Jazeera

Foto mostra menino se despedindo da mãe antes de ser morto pelos EUA em ataque no Irã

A imagem de Mikaeil Mirdoraghi, um garoto iraniano acenando para sua mãe antes de ir para a escola em 28 de fevereiro, virou o rosto da brutalidade do ataque de Estados Unidos e Israel na guerra contra o Irã.

A foto, capturada momentos antes de uma tragédia devastadora, mostra o jovem estudante com sua mochila, em um gesto de despedida rotineiro.

Naquele dia, a escola primária Shajareh Tayebeh, localizada em Minab, no sul do país, onde Mikaeil estudava, foi completamente destruída. O incidente resultou em centenas de vítimas, chocando a comunidade internacional.

As consequências do ataque foram catastróficas: 175 pessoas perderam a vida, incluindo 110 crianças que frequentavam a instituição de ensino.

Em entrevista à imprensa local na época do incidente, a mãe de Mikaeil compartilhou detalhes dos últimos momentos com seu filho. Ela recordou que Mikaeil pediu que ela tirasse uma foto dele antes de sair, um simples registro de um dia que prometia ser comum, mas que se transformaria em luto.

O gesto despretensioso do menino, acenando para a câmera com sua mochila nas costas, congelou um momento de normalidade familiar. Esse momento, capturado em uma fotografia, tornou-se um testemunho silencioso da rotina diária de assassinatos da ‘Operação Fúria Épica”.

A mãe disse à mídia iraniana que recordou com nostalgia a noite anterior ao ataque, quando Mikaeil elogiou a comida, dizendo que “tinha gosto de paraíso.”

Lembrou de uma luta de travesseiros entre Mikaeil e seu irmão à meia-noite. O garoto, com sua imaginação infantil, simbolizou a tensão geopolítica, dizendo: “Vem! Eu sou o Irã, irmão, e você é os Estados Unidos.”

“Essa criança era um anjo de Deus. Ele mesmo dizia: ‘Eu sou Mikael.’ Sempre dizia: ‘Meu nome é Mikael.’ Mikael significa ‘anjo de Deus’. Ele dizia: ‘Quem tiver um desejo, diga que eu vou realizá-lo.’ Ou seja, Deus também amava essa criança, por isso a levou para junto de si”, completou a mãe.

Ela chamou os Estados Unidos de “covardes” por “dispararem mísseis dessa forma contra tantos estudantes”. “Não havia absolutamente nada naquela escola. Eu mesma vivo em Minab há quatro anos, ou seja, eles simplesmente queriam matar nossas crianças”, afirmou.

De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, uma investigação militar interna americana mostrou que o ataque ao prédio da escola primária foi resultado de um “erro de direcionamento” por parte das Forças Armadas dos EUA. A escola fica no mesmo quarteirão que prédios usados ​​pela Marinha da Guarda Revolucionária do Irã.

Fonte: DCM

PGR pede condenação de deputados do partido de Bolsonaro por esquema de propina em emendas

Subprocurador Paulo Jacobina sustenta que “está comprovada” a cobrança de propina sobre R$ 6,6 milhões em verbas da saúde; STF decide até quarta-feira (11/3) o destino de Josimar Maranhãozinho e outros sete réus

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ratificou, nesta terça-feira (10/3), o pedido de condenação de oito acusados por envolvimento em um esquema de corrupção e organização criminosa. O grupo é acusado de desviar recursos de emendas parlamentares destinadas à saúde no estado do Maranhão, exigindo um “pedágio” de 25% sobre os valores repassados aos municípios.

O julgamento ocorre na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Cristiano Zanin. Entre os oito denunciados, destacam-se três deputados com foro ou trajetória política no Partido Liberal (PL):

  • Josimar Cunha Rodrigues, ou Josimar Maranhãozinho (PL-MA): apontado pela PGR como líder da organização criminosa. Ele coordenava a destinação das emendas e a operacionalização da propina;
  • Gildenir de Lima Sousa, ou Pastor Gil (PL-MA): atuava na pressão direta contra prefeitos para garantir o pagamento das “pendências financeiras”;
  • João Bosco da Costa, ou Bosco Costa, ex-deputado federal pelo PL de Sergipe: responsável pelo envio de emendas e pela cobrança de prioridade nos pagamentos.
  • “Dizia ele, pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são. Infelizmente, quase um século após Mário de Andrade escrever sua frase, a realidade de descaso continua semelhante, o que demanda uma resposta firme de punição às responsáveis pela grave e contundente realidade apurada nos autos”, destacou Paulo Vasconcelos Jacobina, sub-procurador da República, representando o Ministério Público Federal. “Diante do exposto, o MPF ratifica integralmente suas alegações finais e pugna pela procedência total da denúncia para condenar Josimar Cunha Rodrigues, Gildenemir de Lima Sousa, João Batista Magalhães pelos crimes de organização criminosa, e João Bosco da Costa por corrupção passiva, sendo a posição de liderança da organização exercida pelo acusado Josimar”, disse.

    De acordo com as investigações e a sustentação oral de Jacobina, o grupo exigia 25% do valor total das emendas enviadas. O esquema focou na destinação de R$ 6,67 milhões em recursos públicos para o município maranhense de São José de Ribamar. Em contrapartida, os parlamentares exigiram o retorno de R$ 1,6 milhão em propina.
    Uma das emendas, no valor de R$ 4,1 milhões, foi enviada especificamente por Bosco Costa para o referido município. Segundo a PGR, a estrutura criminosa operou de forma ordenada entre 2019 e 2021.

    A investigação teve início após uma notícia-crime apresentada pelo ex-prefeito de São José de Ribamar, José Eudes, que relatou estar sendo ameaçado por agiotas para devolver os valores.


    Além dos políticos, o MPF pede a condenação de:
    Thalles Andrade Costa: intermediário das emendas de seu pai, Bosco Costa;

  • João Batista Magalhães: responsável por monitorar a liberação das verbas no sistema federal e recrutar prefeitos;

  • Antônio José Silva Rocha: organizador da abordagem inicial de cobrança ao prefeito;

    Adones Nunes Martins e Abraão Nunes Martins Neto: executores das investidas físicas e perseguições contra o prefeito.

  • Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como “Pacovan”: agiota (já falecido) que auxiliava na cobrança física dos valores.

Fonte: Correio Braziliense

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS