TRE-AL esclarece que carros de aplicativo não podem circular com propaganda eleitoral

Veículos de transporte por aplicativo são considerados bens de uso comum e estão proibidos de exibir adesivos ou pedir votos

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) informou que veículos utilizados por aplicativos de transporte, como Uber, 99 e InDrive, não podem circular com adesivos ou qualquer outro tipo de propaganda eleitoral durante o período de campanha.

Segundo a Justiça Eleitoral, a proibição vale para toda a parte externa do veículo, incluindo vidros, portas e demais áreas visíveis. Também é vedado aos motoristas solicitar votos ou realizar propaganda de candidatos durante a prestação do serviço.

De acordo com o TRE-AL, a restrição existe porque os carros de aplicativo são considerados bens de uso comum, já que permanecem disponíveis para utilização da população. Por esse motivo, estão sujeitos às mesmas regras aplicadas a locais de acesso coletivo, onde a propaganda eleitoral é proibida.

Caso um eleitor identifique um veículo de aplicativo circulando com material de campanha, poderá denunciar a irregularidade por meio do aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. Para isso, a orientação é registrar imagens do veículo e fazer uma captura de tela do aplicativo de transporte para identificar o automóvel utilizado na corrida.

O TRE-AL informou ainda que o aplicativo Pardal estará disponível para o recebimento de denúncias a partir de 16 de agosto. Em caso de irregularidade, o responsável poderá ser notificado para retirar a propaganda em até 48 horas. O descumprimento da determinação poderá resultar na aplicação de multa, conforme prevê a legislação eleitoral.

Fonte: Francês News

Governo Trump é processado por 25 estados dos EUA por nova rodada de tarifas

Governos estaduais liderados por democratas alegam que presidente extrapolou poderes ao impor taxas sobre produtos de 60 parceiros comerciais

Vinte e cinco estados americanos governados por democratas entraram com uma ação judicial nesta segunda-feira (3) contra o governo de Donald Trump para contestar a nova rodada de tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos sobre produtos importados. Os estados afirmam que a medida ultrapassa a autoridade presidencial e viola limites legais para a adoção de barreiras comerciais.

A ação foi apresentada no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos e questiona tarifas de 10% a 12,5% anunciadas pela Casa Branca em 23 de julho contra produtos de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil e a União Europeia. O governo Trump alega que as taxas são uma resposta à falta de medidas eficazes desses países para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado em suas cadeias de abastecimento.

Os estados democratas, no entanto, argumentam que a justificativa relacionada ao trabalho forçado seria um pretexto para recuperar uma política tarifária ampla que já enfrentou derrotas judiciais. Segundo os autores da ação, o presidente teria usado uma interpretação excessiva da legislação comercial para ampliar sua capacidade de impor tarifas sem autorização do Congresso.

Nova rodada de tarifas

A nova rodada de tarifas entrou em vigor em 24 de julho e substituiu uma cobrança temporária de 10% aplicada anteriormente pela administração Trump. As medidas afetam países responsáveis por uma parcela significativa das importações dos Estados Unidos e foram estabelecidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao governo americano agir contra práticas comerciais consideradas injustas.

A Casa Branca defende que a medida busca combater violações de direitos trabalhistas e proteger a indústria americana. Já os críticos afirmam que as tarifas podem elevar custos para empresas e consumidores nos Estados Unidos, além de ampliar tensões comerciais com parceiros internacionais.

A disputa ocorre meses após a Suprema Corte americana limitar o uso de poderes emergenciais pelo presidente para impor tarifas amplas. A decisão anterior levou o governo a buscar novas bases legais para manter sua agenda protecionista.

Fonte: ICL

Convenção do PT oficializa candidatura de Lula à reeleição

A convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada neste domingo (02), em São Paulo, oficializou a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e apresentou as principais diretrizes que devem orientar sua campanha à presidência da república. Com forte apelo à defesa da soberania nacional, valorização do Brasil e da pauta trabalhista, o encontro reuniu lideranças dos partidos aliados e durou cerca de quatro horas e meia.

A programação começou pouco antes das 10h e terminou por volta das 14h30. Lula subiu ao palco perto do meio-dia e discursou durante aproximadamente uma hora. Antes dele, falaram o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

“Agora que temos o básico garantido é a hora de dar um salto”, disse Lula.

“Nós vamos para uma campanha em que qualquer assunto, em qualquer estado, com qualquer governador, vocês podem ter orgulho de defender o que o governo federal fez naquele estado. (…) Fizemos tudo? Não. Deus levou sete dias para fazer o mundo e ainda não acabou, porque só vai acabar o dia que a gente acabar com gente ruim no mundo, sobretudo com a violência de homem contra a mulher”, afirmou Lula durante a convenção.

A cerimônia foi marcada por símbolos nacionais. O público exibiu bandeiras do Brasil e um grande bandeirão ocupou parte da plateia. Antes da entrada de Lula, foram apresentadas as bandeiras dos 26 estados e do Distrito Federal, em uma encenação voltada a reforçar a ideia de unidade do país.

Os organizadores destacaram a participação dos partidos que integram a coligação governista. Lideranças do PCdoB, PV, PSB, PDT e da Federação PSOL-Rede foram chamadas ao palco, em um gesto para evidenciar a amplitude da aliança construída em torno da candidatura petista.

A trilha sonora da convenção também teve papel de destaque. Um dos lançamentos foi o chamado “Rap da Silva”, adaptação da música “Eu Sou Mais o Silva”, com referências a Lula. Outro jingle executado repetidas vezes foi “Tapete Vermelho”, que ressalta o reconhecimento internacional do presidente.

Defesa dos trabalhadores

A defesa dos trabalhadores apareceu como um dos principais pilares da campanha. A proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1 foi mencionada diversas vezes ao longo do evento e deverá ser uma das principais bandeiras eleitorais do PT. O tema também será o foco de um grande ato marcado para 16 de agosto, no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo.

Em seu pronunciamento, Geraldo Alckmin fez um discurso de união nacional e aproveitou para defender a confiabilidade das urnas eletrônicas. Em tom de brincadeira, afirmou que elas “são tão competentes que não aceitam voto de argentino nem de americano”. No encerramento de sua fala, resgatou o slogan “Lula e Chuchu”, utilizado na campanha presidencial de 2022.

Fernando Haddad também enfatizou a defesa da soberania brasileira e afirmou que, no Brasil, “ninguém coloca boné de outro país”, em uma crítica indireta aos adversários políticos.

Discurso de Lula

Durante cerca de uma hora de discurso, Lula evitou citar nominalmente o principal adversário na disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL). As poucas referências à oposição foram dirigidas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado de “traste” durante uma comparação entre o programa Minha Casa, Minha Vida e o Casa Verde e Amarela, lançado na gestão anterior.

O presidente também criticou o atual modelo de financiamento dos partidos políticos. Lula disse que não concorda com o fundo partidário por considerar que os recursos poderiam ser destinados a outras prioridades nacionais.

“Minha quarta presidência é pra mudar muita coisa. Vai ter briga com emenda parlamentar. (…)
Esse negócio de fundo partidário não me agrada, está levando os partidos à promiscuidade. Fez todos nós iguais”, disse.

Na área de educação e inovação, Lula defendeu investimentos em inteligência artificial e afirmou que o país precisa ampliar a formação de profissionais nas áreas de matemática, física e outras ciências exatas para fortalecer o desenvolvimento tecnológico brasileiro.

Em determinado momento, o presidente interrompeu sua fala para destacar que apenas homens haviam discursado até então. Lula afirmou que era importante ampliar a participação feminina em eventos políticos e reforçou a necessidade de garantir maior representatividade das mulheres.

Cinco compromissos para um novo mandato

Na parte final do discurso, Lula apresentou o que classificou como cinco prioridades para um eventual novo governo.

A primeira delas é ampliar os investimentos em educação, considerada por ele uma das principais ferramentas para o desenvolvimento do país. “É mais barato investir em educação do que manter alguém na prisão. E quem pode ir pra prisão é esse jovem, se a gente não investir nele”, disse Lula.

Em seguida, defendeu a criação de novas políticas voltadas à população idosa, afirmando que o Brasil precisa “pagar uma dívida” com quem já trabalhou e contribuiu para o crescimento nacional, por meio de melhorias na Previdência e em programas destinados à terceira idade.

O terceiro compromisso foi o fortalecimento da área de defesa. Lula afirmou que a esquerda não deve tratar o tema como um tabu e defendeu investimentos nas Forças Armadas e na proteção da costa brasileira, argumentando que a defesa do território faz parte da agenda de soberania nacional.

Outro ponto destacado foi a aceleração da transição energética, com incentivo às fontes limpas e renováveis de energia.

Por fim, Lula voltou a colocar a inclusão social como prioridade de seu projeto político, afirmando que reduzir desigualdades continua sendo uma “obsessão” de sua trajetória pública.

Ao encerrar o discurso, o presidente também fez referência ao slogan “Lulinha Paz e Amor”, utilizado na campanha de 2002. Segundo ele, o momento atual exige outra postura. Lula afirmou que sua prioridade agora será aprofundar as políticas de inclusão social e enfrentar os desafios do país a partir desse compromisso. “No quarto mandato, eu não quero Lulinha paz e amor, quero Lulinha porreta”, disse.

Fonte: ICL

Justiça alemã decide que comparar Israel ao nazismo não é crime

Tribunal absolveu mulher condenada por usar símbolos nazistas em publicações críticas à atuação israelense no conflito do Oriente Médio

A Justiça alemã decidiu que comparar ações do Estado de Israel aos métodos do regime nazista não configura, por si só, crime. A decisão foi tomada por um tribunal regional superior da cidade de Zweibrücken, no sudoeste da Alemanha, que absolveu uma mulher condenada anteriormente pelo uso de símbolos de organizações inconstitucionais.Play Video

O caso envolvia publicações feitas no Instagram nas quais a usuária comparava a atuação de Israel no conflito do Oriente Médio a práticas do regime nazista. Nas postagens, ela utilizou imagens com a suástica e a bandeira do Partido Nazista.

A mulher havia sido condenada por um tribunal de primeira instância em Ludwigshafen ao pagamento de multa de 2.400 euros, o equivalente a cerca de US$ 2.768, por uso de símbolos de organizações inconstitucionais. Em recurso, porém, o tribunal de Zweibrücken derrubou a decisão e afirmou que a interpretação do tipo penal não pode ser ampliada de forma excessiva diante da proteção à liberdade de expressão.

De acordo com o entendimento do tribunal, o crime de uso de símbolos de organizações inconstitucionais não se caracteriza quando esses símbolos são empregados para fazer uma crítica contundente aos métodos do Estado de Israel e, ao mesmo tempo, há claro distanciamento ou condenação das injustiças cometidas durante o período nazista.

Em uma das publicações analisadas, a usuária divulgou uma tabela comparando ações dos nazistas com ações atribuídas a Israel no conflito do Oriente Médio. Acima da tabela, havia uma imagem dividida: de um lado, a bandeira de Israel; do outro, a bandeira do Partido Nazista, com uma suástica parcialmente visível.

Outra postagem mostrava um muro com a Estrela de Davi e, no centro, uma suástica nazista. Na imagem, soldados apareciam atirando a partir do muro contra uma área cercada, enquanto sangue escorria por baixo das paredes. A usuária também incluiu as hashtags “Palestina livre” e “Gaza sob ataque”.

A decisão foi publicada em meio ao debate na Alemanha sobre os limites entre crítica política a Israel, liberdade de expressão e proibição do uso de símbolos nazistas. A legislação alemã restringe a exibição pública de símbolos de organizações consideradas inconstitucionais, mas o tribunal ressaltou que cada caso deve ser analisado à luz do contexto e da intenção da manifestação.

Fonte: Brasil 247

CEGUEIRA SELETIVA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 02 de Agosto/ 2026

Diversas Convenções partidárias já escolheram seus candidatos à presidência do Brasil. O xadrez político ja está com diversas peças no tabuleiro, muitas intragáveis como Ronaldo Caiado, Zema e Flavio Bolsonaro. Todos tem projeto, na verdade um único projeto, que é derrotar o Lula em outubro.
Zema é o típico candidato que prega a humildade para ludibriar parte dos eleitores desavisados, mas seu objetivo é defender o empresariado e acabar com o que resta das leis trabalhistas. Zema conseguiu acabar com Minas Gerais em dívidas e se vende como a solução para construir um pais equilibrado financeiramente. Se fizer o que fez fez em Minas, o Brasil volta para a década de 80 e ele vai lançar o Bolsa Pão de Queijo, mas só vai receber quem trabalhar em alguma de suas lojas.

O Caiado é o típico candidato que não passa dos 3% das intenções de voto, mas se pinta como uma solução infalível. O candidato goiano perpetua seu sobrenome na politica que se arrasta por mais de um século, mas com todos esses anos nada entregou! Essa semana ao tentar bancar o tiozão do churrasco, Caiado se comparou a um galo de terreiro, que anda solto, é forte, independente, etc…
Só esqueceu de dizer que vai pra panela de novo!

O Flavio Bolsonaro tem conseguido ser o mais criativo entre todos. Depois de lançar vídeos de IA onde representa o Tom Cruise resgatando um jogador de futebol inválido(Neymar), agora o candidato tenta a todo custo emplacar sua candidatura e sua vice ja tem nome; é a Senadora Tereza Cristina que foi Ministra da Agricultura do seu pai, o seu Jair. A Tereza ficou conhecida como a Ministra do veneno e pela frase inesquecível, onde afirmou que o brasileiro não passa fome, porque o Brasil tem muito pé de manga nas cidades. Será o jornal Estado do São Paulo vai dizer esse ano em seu editorial que é “uma escolha muito dificil”, trocar a picanha pela manga?

Pra finalizar; o Ministro André Mendonça ta trabalhando muito no caso Master, mas o terrivelmente evangelico ta com sérios problemas de visão, pois tem enxergado só o filho do Lula no inquérito. O Lulinha depois de anos dirigindo uma Ferrari de ouro, depois da sociedade da Oi, da posse da Friboi e de ter recebido um mesada de 300 mil do “careca do Inss”, agora ele ta sendo investigado por tráfico de influência. Vamos ter que aguardar o fim da eleição, pois até lá vai aparecer um sítio com dois pedalinhos ou um triplex no Guarujá em seu nome sem a sua assinatura.. A noticia boa é que tudo vira poeira depois do pleito. Ja vimos esse filme antes, mas foi com um juiz de 1° instancia, hoje é com um Ministro do STF.
“Ouremos”, pois todo cuidado é pouco!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 295

PF e TCU vão apurar relação de Flávio Bolsonaro com Banco Master de Daniel Vorcaro

Duas representações tratam de liberação de recursos do Banco e de emendas parlamentares encaminhadas o filme ´Dark Horse”,

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai apurar indícios de irregularidades envolvendo a captação de recursos para a produção do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União (TCU), foi sorteado relator da representação feita pelo Ministério Público junto à Corte de Contas.

A representação destaca um acordo que previa repasses de R$ 124 milhões para o projeto, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente transferidos por meio da Entre Investimentos, empresa que, segundo o documento, seria ligada ao ex-controlador do Banco Master.

Além do volume que teria vindo diretamente de Vorcaro, o pedido também cita R$ 111 milhões captados por estruturas ligadas à produção por meio de recursos que tangenciam o orçamento público, incluindo emendas parlamentares e contratos administrativos.

O irmãozão

Áudios divulgados pelo The Intercept Brasil revelaram que Flávio Bolsonaro pediu os R$ 124 milhões milhões a Daniel Vorcaro para financiar Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. No diálogo, o filho 01 de Jair Bolsonaro, chegou a chamar Vorcaro de “irmãozão”.

Em função das revelações em áudios, na última quinta-feira, 30, deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) também protocolaram uma representação na Polícia Federal pedindo que os novos fatos sejam incorporados às investigações já existentes sobre as relações financeiras e pessoais entre Flávio e Vorcaro, incluindo o caso do filme Dark Horse e uma notícia-crime relacionada a notas fiscais emitidas pelo escritório de advocacia do senador.

No centro da denúncia, baseada em uma matéria jornalística do site ICL Notícias, está a participação de Flávio Bolsonaro na aprovação do artigo 58 da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O dispositivo restringiu a possibilidade de responsabilização de bancos por danos ambientais provocados por empreendimentos financiados pelas próprias instituições.

Fonte: É Assim

Academia Anadiense de Letras e Artes elege a sua nova diretoria

A Academia Anadiense de Letras e Artes elegeu na manhã de sábado (01/08), em votação híbrida, presencial e virtual, a sua nova diretoria. O processo eleitoral foi conduzida pela comissão eleitoral, composta pelos acadêmicos Coaracy Fonseca, presidente, e Sebastiana Fernandes, secretaria.
Com 18 votos favoráveis, a nova diretoria da AALA foi eleita para conduzir os trabalhos e representar os 23 acadêmicos efetivos.

A chapa eleita ficou assim composta:
1 – DIRETORIA EXECUTIVA:
1.1- Presidente: Fernando Pedrosa Fidelis
1.2- Vice-Presidente: Sabino Fidelis de Moura
1.3- Secretário: José Ronaldo Carlos de Almeida Mendonça
1.4- Segunda Secretária: Adélia Maria de Amorim Magalhães
1.5- Tesoureiro: José Cícero Torquato dos Santos

2- CONSELHO CONSULTIVO:
2.1- Ana Maria Porto Barbosa Cardoso
2.2- Bernadete Claudino Silva Cavalcante Pinto
2.3- Geraldo de Majella Fidelis de Moura Marques

A posse ocorrerá no próximo dia 15/08/2026, sábado, entre as 10 e 12h, em Anadia.

Associação Médica Mundial pede libertação imediata do Dr. Abu Safiya

A Associação Médica Mundial (WMA) enviou uma nova carta ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterando seu apelo pela libertação imediata dos profissionais de saúde palestinos atualmente detidos em Gaza ou por um julgamento justo para eles. Atualmente, 14 médicos de Gaza estão detidos em Israel sem nenhuma acusação.

A carta também expressa preocupação com a grave deterioração da saúde do Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan, desde sua prisão.

Onze países denunciam “detenção administrativa” praticada por Israel

Em comunicado publicado pelo Consulado britânico em Jerusalém assinado por Canadá, Bélgica, Dinamarca, União Europeia, Finlândia, Irlanda, Noruega, Suécia, França, Espanha e Reino Unido, os signatários lembram que “organizações de direitos humanos descrevem as condições carcerárias dos palestinos como graves e potencialmente fatais” devido à “alimentação inadequada, negação de atendimento médico e abusos sistemáticos” cometidos por carcereiros israelenses.

O comunicado destaca a grave situação do Dr. Abu Safiya, documentado por seu advogado com lesões graves, sinais de agressão física, dificuldades respiratórias e repetidos episódios de perda de consciência, apresentava ferimentos e hematomas graves na cabeça, bem como ao redor dos olhos, das orelhas e do pescoço.

Também cobram a aplicação integral do Direito Internacional.

“Obrigado por não se calarem”

Uma delegação de médicos franceses foi recebida em 24 de julho no Ministério das Relações Exteriores francês, com o apoio de Mathilde Panot (deputada pela LFI), para solicitar que o Estado francês se comprometesse a tomar todas as medidas necessárias junto às autoridades israelenses para garantir a proteção e a libertação do Dr. Abu Safiya.

Após o encontro, a delegação organizou uma prestação de contas que recebeu uma mensagem do filho do Dr. Abu, Idrees Abu Safiya, se dirigindo aos presentes.

“Cada dia passado na prisão pode deixar cicatrizes irreversíveis. Cada dia pode ser o último. Aos médicos e a todos os que estão aqui reunidos hoje: obrigado por não se calarem. […] Vocês não estão apenas ao lado do meu pai. Vocês estão ao lado de profissionais de saúde cujos nomes o mundo ainda não conhece, de famílias que aguardam uma única mensagem de conforto e de todos aqueles que se recusam a deixar que a injustiça se normalize através do silêncio.”, enviou Idrees.

Campanha no Brasil

O Comitê Nacional do DAP decidiu retomar a campanha pela libertação imediata do Dr. Abu iniciando com gestões junto aos Comitês pró palestina e sindicatos da área da saúde. Os militantes do DAP também levarão a discussão para o Encontro Nacional por Reforma Política e Assembleia Constituinte Soberana que vai acontecer no próximo sábado dia 8.

Fonte: Petista

A COPA DA VERGONHA

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

A Copa do Mundo de 2016 entrará para os pósteros da história do futebol, como a mais vergonhosa e desonesta de todas as copas já realizadas. A ética desportiva passou longe dos campos dos três países que sediaram este tradicional evento futebolístico, que contou com a participação de seleções de 48 países, desta que é a maior edição de todas as copas, que teve a sua primeira edição realizada no ano de 1930, no Uruguai, com a participação de 13 seleções, que contou, já naquela ocasião, com a FIFA – Federação Internacional de Futebol Associado na sua organização. Os vexames desta copa de 2026 começaram já na chegada de algumas seleções que iriam jogar nos Estados Unidos, que passaram por inimaginaveis constrangimentos já na imigração dos aeroportos, a exemplo do Irã, Haiti e Senegal. Países majoritariamente muçulmanos e negros. Só faltou mesmo que Donald Trump, aquele que se acha senhor absoluto do mundo, ter mandado o ICE, a agência federal de imigração e alfandega, recepcioná-los. Neste momento a FIFA já sinalizou a sua subserviência.

A FIFA é um órgão internacional que regulamenta o futebol em todos os continentes do mundo, e por ser uma instituição que lida com um forte componente popular de grandes contingentes populacionais, sempre foi uma entidade onde os interesses geopolíticos nunca deixaram de estar presentes na sua constituição. Todas as copas realizadas até agora, contaram com este aspecto na sua essência, entretanto, dentro de um certo limite moral, que garantiu a decência e a honestidade nos seus resultados finais, mesmo com apenas oito países obtendo os títulos de campeões mundiais : Brasil, com 5 títulos, Alemanha e Itália com 4, Argentina com 3, Uruguai e França com 2 e Inglaterra e Espanha com um título cada. Podemos excetuar deste contexto a copa da Argentina em 78, onde o resultado final foi impactado diretamente pela ação e interferência direta dos militares de uma das mais ferozes ditaduras da história da humanidade.

Nesta edição do mundial de seleções, estava em vigência no país um regime tirânico, que havia ascendido ao poder em 1976, em uma sublevação das forças armadas daquele país, que depôs a Presidente Isabelita Perón, viúva de Juan Domingos Perón, do maior personagem da história recente do país platino, que deu origem ao substantivo conhecido como peronismo. A Ditadura argentina detém o sinistro número de 30 mil pessoas mortas ou “desaparecidas” naquele período de repressão e também era associada a nefasta e de triste memória “Operação Condor”, um plano que uniu várias ditaduras latino americanas para prender, torturar e matar os opositores dos regimes baseados nas casernas, que predominavam no continente a época. A intervenção direta dos generais de plantão na Casa Rosada, interferiram decisivamente no resultado que deu o primeiro título mundial ao país dos nossos “hermanos”.

Em tempos de “Guerra Híbrida”, o que assistimos na copa do Mundo de 2026 foi algo que ultrapassou as fronteiras de muitas nações que dela participam. As seleções dos países africanos, das Américas Central e do Sul, têm sido vítimas fatais na fase do chamado “mata -mata”, com juízes parciais que cometeram “erros” crassos de arbitragens e que resultaram na eliminação de seleções como Cabo Verde e Egito, para não falarmos na interferência direta da Casa Branca e seu histriônico chefe Donald Trump, convocando o presidente da FIFA em pessoa e exigindo do senhor Gianni Infantino a anulação do merecido cartão vermelho dado ao principal jogador da seleção norte-americana, Folarin Bologum, para que este tivesse condições de jogo contra a Bélgica. Ordem dada, ordem acatada. A fanfarronice, entretanto, não deu lá muito certo, posto que o selecionado dos EUA foi derrotado do mesmo jeito por 4 X 1 pelos belgas.

Estes episódios, entretanto, revelam a falta de seriedade na realização da Copa do Mundo, onde o futebol, que tem até apresentado um nível técnico mediano, está virando apenas um pretexto para as reais motivações desta copa, que é a de ser uma mera plataforma para a realizaçao de tenebrosas transações de natureza estritamente comercial, que movimentará até o seu apito final, a espantosa e chamativa cifra de $ 31 bilhões de dólares, um valor superior ao PIB de dezenas de países, a exemplo de Cabo Verde, que é de $2.65 bilhões de dólares, Curaçau, que é de $ 3.28 bilhões de dólares ou Senegal, que é de $ 30.7 bilhões de dólares, apenas para falarmos de países que participaram deste campeonato mundial. O fato é que a FIFA sai inteiramente desmoralizada perante o mundo desta que poderíamos chamar tranquilamente de Copa S.A. Dito isto, parabenizo ao selecionado da Espanha, que derrotou uma das seleções mais racistas e reacionárias da história dos campeonatos mundiais de futebol entre países, consagrando-se campeã da Copa do Mundo de 2026.

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