Ação busca prender 19 policiais suspeitos de ligação com jogos ilegais

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) faz, nesta quarta-feira (20), uma operação para cumprir 20 mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento com a máfia dos jogos ilegais. Entre os alvos da ação, estão 18 policiais militares e um policial penal.

Eles seriam, segundo o MPRJ, integrantes da organização criminosa liderada por Rogério de Andrade. Além dos mandados de prisão, a operação Pretorianos cumpre 50 mandados de busca e apreensão.

A ação desta quarta-feira é resultado de investigações do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), que resultaram na denúncia de 31 pessoas por organização criminosa.

As investigações são desdobramento da operação Calígula, deflagrada em maio de 2022, que resultou na prisão de dois delegados da Polícia Civil.

A ação conta com o apoio das corregedorias da Polícia Militar (PMERJ) e da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro.

Em nota, a PMERJ informou que será instaurado um procedimento interno para apurar os fatos e contribuirá com as investigações do Ministério Público.

Fonte: Agência Brasil

Rosângela Moro é condenada pelo TRE-SP a devolver R$ 28 mil gastos irregularmente

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou que a deputada federal Rosângela Moro (União Brasil-SP), restitua mais de R$ 28 mil referentes a gastos com passagens aéreas consideradas irregulares durante sua campanha para a Câmara dos Deputados em 2022.

Segundo a Carta Capital, a decisão foi baseada na constatação de que as viagens realizadas pela então candidata entre São Paulo, estado pelo qual foi eleita, e Curitiba, cidade onde residia anteriormente, não foram devidamente justificadas. Durante a análise da prestação de contas da parlamentar, os magistrados identificaram que Rosângela não foi capaz de comprovar a finalidade desses deslocamentos, resultando na determinação de que ela devolva à União os valores utilizados de maneira irregular.

Em sua defesa, a deputada alegou que as viagens para Curitiba tinham como objetivo a produção de material eleitoral em colaboração com seu esposo, o ex-juiz suspeito e senador Sergio Moro (União Brasil-PR), que na época era candidato ao Senado pelo Paraná, após ele não obter êxito em transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo.

“Em que pese a argumentação da candidata, não restou comprovada a execução de gravação na cidade de Curitiba na data da viagem”, afirmou a Corte Eleitoral na decisão, de acordo com a reportagem. Rosângela Moro interpôs recurso contra a decisão na última quarta-feira.

Além desse procedimento relacionado à aprovação dos gastos eleitorais dos parlamentares eleitos, a deputada é alvo de outra ação judicial que analisa sua mudança de domicílio eleitoral de São Paulo para o Paraná. A mudança de domicílio foi contestada pelo PT, que entende que a alteração é uma estratégia do casal para que Rosângela esteja habilitada a disputar a vaga do marido, caso ele seja cassado pela Justiça Eleitoral.

O julgamento de Moro no TRE-PR por suposto abuso de poder econômico durante a campanha de 2022 está agendado para o dia 1 de abril.

Fonte: Brasil 247

Docentes de universidades brasileiras se mobilizam em defesa da Palestina

Docentes de dezenas de universidades brasileiras, com a participação de professores da USP, se mobilizaram nas últimas semanas pela criação de uma Rede Nacional de Solidariedade ao Povo Palestino. A motivação imediata foram os acontecimentos das últimas semanas e meses na Palestina, com massacres indiscriminados e sistemáticos de milhares de crianças e mulheres pelas tropas do Estado de Israel, o que tem impulsionado uma onda de indignação que se reflete em diferentes partes do mundo.

Um dos primeiros atos da rede foi a divulgação de um manifesto inicial da rede universitária, que informa sobre os propósitos da iniciativa:

A solidariedade ao povo palestino é uma imprescritível responsabilidade moral e intelectual que se impõe às docentes e aos docentes universitários que têm convicções democráticas, humanistas, críticas e defendem a autodeterminação dos povos.

O documento convoca professores e professoras a se organizarem em comitês que promovam ações diversas:

[…] debates políticos (presenciais e virtuais) com pesquisadores e ativistas, atividades artísticas (musicais, teatrais, exibição de filmes) que contribuam para que a comunidade acadêmica – docentes, estudantes e funcionários – seja devidamente esclarecida e sensibilizada pela histórica opressão enfrentada pelo povo palestino e pelo brutal massacre a que está sendo submetido. Para a realização destas iniciativas, certamente, devemos buscar o apoio das entidades docentes que nos representam política e sindicalmente.

O texto também explicita alguns posicionamentos do coletivo:

Reiteramos que esta Rede Universitária buscará se associar a todas as entidades democráticas e progressistas da sociedade civil que têm organizado manifestações (atos e debates públicos) em todo o país, defendendo o imediato Cessar-Fogo na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, condição decisiva para estancar o processo de genocídio na região, promovido pelas forças armadas do Estado de Israel.
• Neste sentido, não podemos senão reconhecer as iniciativas da atual política externa brasileira em relação ao conflito em curso. Entre elas: a) a atuação de nossa diplomacia, que, no exercício da presidência do Conselho de Segurança da ONU, se empenhou para promover uma solução para a guerra contra o povo palestino; b) a decisão do governo brasileiro – juntamente com outros países – de se solidarizar com a petição da África do Sul de acionar a Corte Internacional de Justiça, em Haia, para que determine que Israel cesse imediatamente todos os atos e medidas que possam constituir genocídio ou crimes relacionados nos termos da Convenção de Genocídio; c) saudamos a decisão do governo brasileiro de suspender os acordos militares firmados com Israel durante o governo Bolsonaro, e instamos a que todos os contratos militares e de segurança vigentes com Israel sejam revogados dada a continuidade dos atrozes crimes de guerra contra o povo palestino e os prováveis crimes contra a humanidade ora praticados;
• Em defesa da liberdade de expressão e exercício do pensamento crítico, não podemos senão repudiar todas as ostensivas iniciativas de agências sionistas no Brasil que, na mídia e nas redes sociais, visam censurar o debate público e criminalizar docentes, estudantes, intelectuais, políticos, jornalistas, artistas e escritores brasileiros. Em franca oposição à política de terror do Estado de Israel, tais críticos, reiteradamente, têm sido acusados de antissemitas. Política e intelectualmente desonesta e fraudulenta, a acusação se fundamenta na lógica tortuosa e na má fé com que identificam judaísmo e sionismo. Aos acadêmicos e intelectuais críticos cabe a permanente tarefa de repudiar esta falsificação histórica e teocrática do sionismo em todo o mundo, que consiste em identificar o antissionismo a uma ação antissemita: falsificação esta que vem, desde pelo menos 2016, quando a IHRA (International Holocaust Remembrance Alliance) lançou a sua “nova definição do antissemitismo”. Não aceitamos que se confundam as políticas de um governo ou as práticas de um regime, com qualquer etnia ou religião. O antissemitismo assim como a islamofobia e o racismo devem ser combatidos incansavelmente.
• Embora suscitem bastante polêmica dentro das universidades e centros de pesquisas do país, entendemos que as propostas do movimento mundial de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) – defendendo o boicote a bens produzidos em Israel e às suas instituições culturais e acadêmicas – devem integrar nossa específica pauta de lutas na universidade. Reconhecido como um valioso instrumento na luta não violenta contra o apartheid – na medida em que busca fragilizar o governo de Israel e constranger internacionalmente seus aliados e financiadores –, julgamos que devemos questionar a existência de convênios culturais e acadêmicos que algumas universidades brasileiras mantêm com entidades privadas e oficiais de Israel. O boicote às academias não se estende aos docentes e pesquisadores, que não devem ser punidos pelas ações do Estado e de suas instituições, e que, muitas vezes, são solidários à luta de libertação nacional do povo palestino.

E finaliza deixando clara a “defesa de uma sociedade livre de todas as formas de opressão e discriminação, […] pelo fim da ocupação dos territórios palestinos da Cisjordânia e Faixa de Gaza e contra o regime de apartheid, por um futuro comum, democrático, laico e de paz em toda a região”.

O texto ainda está aberto a adesões dos interessados. Na USP, as primeiras adesões contam com os nomes dos professores e das professoras: Adma Fadul Muhana, Adrián Pablo Fanjul, Angela Kaysel Cruz, Annie Schmaltz Hsiou, Antonio Domingues dos Santos, Arlene Clemesha, Cristina Freire, Dennis de Oliveira, Elisabetta Santoro, Everaldo de Oliveira Andrade, Gloria da Anunciação Alves, Heloisa Buarque de Almeida, Jean Pierre Chauvin, Jorge Luiz Souto Maior, Klara Kaiser Mori, Leda Maria Paulani, Leda Verdiani Tfouni, Lucas Melo, Luciana Raccanello Storto, Luiz Bernardo Pericás, Luiz Roncari, Lynn Mario de Souza, Marcelo Giordan Santos, Marcia Carvalho de Abreu Fantini, Marcio Suzuki, Marcos Barbosa de Oliveira, Maria Clotilde Rossetti Ferreira, Maria de Lourdes Zuquim, Maria Gamboa M, Maria Helena Hunziker, Mariana Pereira Massafera, Marilena Chaui, Mario Cesar Lugarinho, Michel Sleiman, Miriam Debieux, Oliver Tolle, Osvaldo Coggiola, Paula Marcelino, Paulo Borba Casella, Paulo Henrique Fernandes Silveira, Rafael Padial, Ricardo Rodrigues Teixeira, Rose Satiko Gitirana Hikiji, Sandra Regina Chaves Nunes, Sean Purdy, Sebastião C. Squirra, Vera Telles, Viviana Bosi, Vladimir Safatle.

A rede também lançou no dia 19 de fevereiro uma nota de apoio às declarações do presidente Lula:

“Que a memória do Holocausto sirva para condenar todos os genocídios, inclusive o palestino, e sirva para dizer, como fez o Presidente Lula, nunca mais com nenhum povo!”

A fundação dessa rede nacional, da qual fazem parte tantos docentes da Universidade de São Paulo, bem como os documentos aprovados recentemente pela Congregação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, revelam a consciência crescente dentro da USP por uma posição de repúdio às ações do Estado de Israel contra o povo palestino e a necessidade de promover iniciativas em sua solidariedade.

Por Everaldo de Oliveira Andrade e Adma Muhana, professores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Fonte: Jornal da USP

Incêndio atinge apartamento na Ponta Verde, prédio foi evacuado pelos bombeiros

Um incêndio atingiu na tarde desta quarta-feira, 20, um apartamento localizado em um edifício, situado na Rua Manoel Ribeiro da Rocha, no bairro da Ponta Verde, área nobre de Maceió.

Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram o fogo consumindo o imóvel, que está no 8º andar do prédio. Uma fumaça densa é observada na região.

Logo após o início das chamas, o Corpo de Bombeiros foi acionado e enviou cinco guarnições com 17 militares. Lá, os bombeiros evacuaram o prédio e trabalharam para conter as chamas.

O fogo ficou restrito a apenas um cômodo. Não há registro de feridos na ocorrência.

Fonte: Alagoas 24 horas

Opus Dei é acusada de trabalho análogo à escravidão

Opus Dei: mulheres relatam trabalho análogo à escravidão

Teena Fogarty, Anne Marie Allen e Mônica Espinoza foram algumas das ex-numerárias auxiliares manipuladas e coagidas a trabalhar em condições semelhantes à escravidão na Opus Dei, cujo significado em latim é “obra de Deus”, conforme informações da Folha de S.Paulo.

Fundada pelo monsenhor espanhol Josemaría Escrivá, a instituição atualmente conta com 95 mil membros em todo o mundo, alguns deles detentores de grande influência. Nos Estados Unidos, por exemplo, os membros são considerados centrais para a guinada conservadora do Judiciário, enquanto dentro da Igreja Católica, ocuparam posições proeminentes no gabinete de imprensa e no banco do Vaticano.

A presença desses membros entre a elite global tem suscitado especulações sobre sua influência em diversas áreas, incluindo negócios, política e educação. Entretanto, menos conhecido é o papel das mulheres que sustentaram a Opus Dei por décadas. Conhecidas como “numerárias auxiliares”, elas dedicam suas vidas à organização, fornecendo serviços domésticos. Em muitos casos, essas mulheres trabalham sem remuneração e, às vezes, contra sua vontade, como foi o caso de Teena, Anne Marie e Mônica, que prestaram serviços para a instituição entre 1977 e 2020.

No ano passado, elas foram testemunhas de uma denúncia sobre a Opus Dei dirigida ao Vaticano. O documento de 20 páginas acusa o grupo de ser uma “seita destrutiva” e de atuar como cúmplice no tráfico humano, além de pedir a intervenção do papa Francisco. A Opus Dei nega categoricamente as imputações.

Há sinais de que o líder da Igreja Católica esteja ouvindo. Ele recentemente publicou emendas ao direito canônico que abalaram a posição da organização dentro do catolicismo, extinguindo oficialmente a linha direta da organização com o papado e enfatizando a autoridade de bispos locais. A entidade foi obrigada a revisar seus estatutos em razão das mudanças. A medida de Francisco vem sendo interpretada como uma tentativa de reduzir o poder da Opus Dei.

Fonte: DCM

MP requer o bloqueio de R$ 100 milhões do PL por envolvimento nos atos golpistas

Entrevista coletiva do presidente do Partido Liberal (PL) ao lado do advogao do partido Marcwelo Bessa, sobre supostas irregularidades nas urnas.| Sérgio Lima/Poder360 23.nov.2022

O Ministério Público de Contas, em conjunto com o Tribunal de Contas da União (TCU), solicitou nesta terça-feira (19) a inclusão do Partido Liberal como réu em uma ação civil que busca responsabilizar os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, com uma multa de R$ 100 milhões.

O subprocurador-geral Lucas Furtado requer a indisponibilidade de R$ 27 milhões do PL devido ao seu suposto envolvimento com a trama golpista.

No mesmo requerimento, Lucas Furtado pede que, caso o partido seja incluído como réu na ação civil, sejam bloqueados R$ 100 milhões. O documento alega que há indícios de que a estrutura do PL foi utilizada para organizar reuniões golpistas com o objetivo de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a eleição de Lula.

O pedido, encaminhado ao presidente do TCU, Bruno Dantas, destaca que as investigações da Polícia Federal apontam que recursos do PL teriam sido utilizados ou podem ter sido usados para financiar a participação de militares dos chamados “kids pretos do Exército” na tentativa de golpe.

Esses fatos estão sob investigação na operação Lesa Pátria, que examina os eventos de 8 de janeiro, e na operação Tempus Veritatis, que apura a organização da tentativa de golpe.

“Verificando-se que a estrutura de um partido político foi utilizada para operacionalizar financeiramente o cometimento de supostos crimes, tais como associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, estamos diante, por mais aberrante que isso possa parecer, da destinação de recursos públicos, geridos pelo Partido Liberal, para o cometimento de eventuais ilícitos penais”, declara um trecho do pedido.

No requerimento, o MP de Contas solicita também o bloqueio de recursos dos dirigentes do partido, incluindo o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. Além disso, requer que a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) sejam informados sobre o pedido.

Fonte: DCM

Israel usa fome como ‘método de guerra’ na Faixa de Gaza

Alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk alerta para o fato de que o estado sionist de Israel usar a fome como um “método de guerra” na Faixa de Gaza, ao obstruir a entrada da assistência humanitária no enclave.

A fome agora está iminente no norte de Gaza devido às hostilidades atuais e ajuda humanitária limitada, e pode ocorrer a qualquer momento entre meados de março e maio, de acordo com um relatório da iniciativa Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC) da ONU, publicado nesta segunda-feira (18).

“O bloqueio de 16 anos de Israel a Gaza já teve um impacto severo sobre os direitos humanos da população civil, deixando a economia local devastada e criando uma dependência da ajuda. A extensão das restrições contínuas de Israel à entrada de ajuda em Gaza, juntamente com a maneira como continua a conduzir hostilidades, pode equivaler ao uso da fome como método de guerra, que é um crime de guerra”, disse Turk em um comunicado.

O alto comissário da ONU apelou que a fome iminente projetada no enclave fosse evitada.

“A situação de fome, inanição e fome extrema é resultado das extensas restrições de Israel a entrada e distribuição de ajuda humanitária e bens comerciais, deslocação da maioria da população, bem como a destruição de infraestruturas civis cruciais”, ressalta a nota.

No dia 7 de outubro de 2023, o movimento palestino Hamas lançou um ataque de foguetes em grande escala contra Israel a partir de Gaza e rompeu a fronteira, matando 1.100 pessoas e raptando cerca de outras 240. Israel lançou ataques retaliatórios, ordenou um bloqueio total de Gaza e iniciou uma incursão terrestre no enclave palestino com o objetivo declarado de eliminar os combatentes do Hamas e resgatar os reféns. Mais de 31.600 pessoas foram mortas até agora na Faixa de Gaza, segundo as autoridades locais.

Redação com Sputnik

Projeto gerenciado pela Ufal busca reaproveitar resíduos de demolição do Pinheiro

Com o objetivo de analisar a viabilidade do reaproveitamento dos resíduos de demolição das edificações no bairro do Pinheiro, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com o apoio da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes), está desenvolvendo o projeto Viabilidade de Aproveitamento dos Rejeitos de Demolição.

De acordo com a coordenadora do projeto, a professora e engenheira civil Karoline Moraes, a identificação de onde e como utilizar os resíduos é um ganho ambiental importante, pois evita o descarte irregular e reduz o consumo de recursos naturais, que são substituídos pelos materiais reciclados.

“Além disso, poderão ser produzidos elementos para serem utilizados em edificações, atividades de urbanização e drenagem, em camadas de pavimento, e em situações onde é necessária a remoção de poluentes, contribuindo efetivamente com algumas necessidades importantes da sociedade”, completa.

A Fundepes realiza o gerenciamento administrativo e financeiro do projeto, financiado pela Braskem, e realoca os recursos necessários para a compra dos materiais e equipamentos usados nas atividades de pesquisa. Também faz o acompanhamento dos recursos humanos envolvidos no projeto, por meio das contratações de pessoal e gerenciamento das bolsas.

O projeto está dividido em algumas sublinhas: produção de misturas cimentícias para materiais e elementos construtivos, como argamassas e concretos, para fins de urbanização, saneamento básico e moradias; uso em camadas de sub-base ou reforço do subleito, em substituição aos materiais convencionalmente utilizados, com enfoque em vias de circulação; produção e caracterização de materiais adsorventes para a remoção de poluentes emergentes. Procuram, ademais, mensurar indicadores referentes à relação da sociedade com o meio ambiente de modo a subsidiar a tomada de decisão.

No total, participam dez professores da Ufal das Unidades Acadêmicas Centro de Tecnologia (CTEC) e Instituto de Física (IF), campus Maceió, e da Unidade Acadêmica de Penedo, campus Arapiraca, e cinco servidores técnicos. Também atuam treze discentes bolsistas e outros discentes colaboradores, estudantes dos cursos de graduação em Engenharia Civil, Engenharia Ambiental e Sanitária e Engenharia Química, bem como pós-doutorandos, mestrandos e doutorandos dos programas de Pós-graduação em Engenharia Civil – PPGEC, Pós-graduação em Engenharia Química – PPGEQ e Pós-graduação em Recursos Hídricos e Saneamento – PPGRHS.

Por Assessoria de Comunicação

PF indicia Bolsonaro, Cid e mais 15 por fraude em certificados de vacinas e associação criminosa

Presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio do Alvorada 05/05/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

Segundo a Polícia Federal, os investigados teriam inserido dados falsos em sistema público para emitir o certificado de vacinação para viajar aos EUA. O ex-presidente, conforme destaca a corporação, tinha ciência da fraude

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid e mais 15 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal por fraude no certificado de vacinação contra a covid-19 e associação criminosa. De acordo com a PF, Bolsonaro e seu grupo de aliados inseriram dados falsos no Conecte SUS Cidadão – aplicativo do Ministério da Saúde – para obter vantagens ilícitas. Eles são acusados de associação criminosa e de inserção de dados falsos em sistema público de informações.

No primeiro caso, a tipificação criminal prevê pena de 1 a 3 anos de prisão. Já no segundo, os acusados podem responder por 2 a 12 anos. O tenente-coronel e o deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ) foram indiciados pelos dois crimes. Cid também foi denunciado por uso indevido de documentos falsos. Além do trio, o inquérito da investigação, parcialmente divulgado pelo g1 nesta segunda-feira (19), também indicia a esposa do ex-ajudante de ordens, assessores e militares, como ex-major do Exército Ailton Gonçalves Barros.

Confira todos os nomes:

  • Gabriela Santiago Cid, esposa da Mauro Cid;
  • Gutemberg Reis de Oliveira, deputado federal (MDB-RJ)
  • Luis Marcos dos Reis, sargento do Exército que integrava a equipe de Mauro Cid;
  • Farley Vinicius Alcântara, médico que teria emitido cartão falso de vacina para a família de Cid;
  • Eduardo Crespo Alves, militar;
  • Paulo Sérgio da Costa Ferreira
  • Ailton Gonçalves Barros, ex-major do Exército;
  • Marcelo Fernandes Holanda;
  • Camila Paulino Alves Soares, enfermeira da prefeitura de Duque de Caxias;
  • João Carlos de Sousa Brecha, então secretário de Governo de Duque de Caxias;
  • Marcelo Costa Câmara, assessor especial de Bolsonaro;
  • Max Guilherme Machado de Moura, assessor e segurança de Bolsonaro;
  • Sergio Rocha Cordeiro, assessor e segurança de Bolsonaro;
  • Cláudia Helena Acosta Rodrigues da Silva, servidora de Duque de Caxias;
  • Célia Serrano da Silva

Com o indiciamento, a processo segue agora para deliberação do Ministério Público Federal, a quem compete decidir se uma denúncia será apresentada ou se o caso será arquivado.

Entenda as investigações

A PF investiga a atuação de uma “associação criminosa constituída para a prática dos crimes de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas SI-PNI e RNDS do Ministério da Saúde”. Os investigadores apontam que os acusados teriam realizado as inserções falsas entre novembro de 2021 e dezembro de 2022 para que os beneficiários pudessem emitir certificado de vacinação para viajar aos Estados Unidos.

Dias antes de Bolsonaro embarcar ao país, em dezembro de 2022, às vésperas de deixar o mandato, os dados falsos foram inseridos para que sua entrada fosse admitida, uma vez que os EUA exigiam o comprovante de vacinação. A PF explica que, com isso, os investigados “puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes, impostas pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) e destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de Covid-19”, diz a PF.

Ainda segundo a Polícia Federal, o ex-presidente tinha ciência da fraude no sistema do Ministério da Saúde. De acordo com o inquérito foram forjados dados de vacinação de pelo menos sete pessoas. Além do ex-mandatário, o de sua filha Laura, na época com 12 anos, o de Mauro Cid e sua esposa e três filhas. Os registros tinham uma série de inconsistências. Eles indicam, por exemplo, que as filhas do ex-ajudantes de ordens tinham recebido a primeira dose da vacina quando sequer havia começado a campanha de imunização para crianças e adolescentes.

Inconsistências nos registros

Em janeiro, conforme reportou a RBA, a Controladoria-Geral da União (CGU) também concluiu haver fraude no cartão do ex-presidente devido a “inconsistências no registro”. No cartão nacional de vacinação havia um registro de 19 de julho de 2021, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Parque Peruche, na zona norte da cidade de São Paulo. “No entanto, outros dois registros de imunização, que teriam se dado em Duque de Caxias (RJ), haviam sido efetuados por agentes municipais, mas cancelados antes mesmo do início das investigações pela CGU”, apontou o órgão.

  • À PF, Bolsonaro negou em depoimento que tenha orientado a falsificação do certificado. Em maio de 2023, o ex-presidente disse que “jamais se vacinou, que desconhecia toda e qualquer iniciativa para eventual falsificação, inserção, adulteração no seu cartão de vacinação bem como de sua filha”. O ex-mandatário alegou ter tido conhecimento do cartão falso de vacinação apenas no dia que foi deflagrada a operação que prendeu Cid e da qual ele também foi alvo de busca e apreensão.

O ex-ajudante apresentou, no entanto, outra versão em delação à Polícia Federal. Segundo ele, Bolsonaro ordenou fraudes em certificados de vacina. O indiciamento desta segunda é resultado de uma ação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em maio de 2023, dentro do inquérito das milícias digitais.

Fonte: Rede Brasil Atual

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS