PARDON

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 24 de Março de 2024

Vou começar pedindo desculpas por ter em uma semana tantos assuntos importantes e sei que não conseguirei abordar todos eles.
Na semana em que o estupro de uma mulher foi precificado, valendo uma bagatela de um milhão de euros, a justica da Espanha desceu ao fundo do poço ao conceder essa benece ao Daniel Alves. Para a Espanha o estupro é rentável, só a vítima sai no prejuízo e tudo por lá acaba em pizza, mesmo não sendo a Itália . A Espanha deu um olé e sapateou na cara das mulheres. A Espanha deve desculpas a todas mulheres.

Por falar em estupro e Itália, aqui no Brasil o Robinho foi preso e suas próximas pedaladas serão no presídio de Tremembé. A justiça brasileira fez o óbvio, mandou o estuprador pra cadeia acatando uma decisão da justiça da Itália, que não prendeu o meliante, devido à sua fuga.
Mesmo diante do crime absurdo cometido pelo ex jogador Robinho, até esse momento o órgão máximo do futebol no Brasil não se pronunciou. A CBF tem muitos defeitos, mas o silêncio diante de um crime repugnante, inaceitavel até para os próprios presos, mostra que a instituição está tão decadente quanto o futebol apresentado pela seleção. Cartão vermelho para CBF que, sequer, uma nota de desculpas conseguiu escalar no campo da solidariedade às mulheres.
Já que a CBF não fez, levou e o gol de placa foi da Presidente do Palmeiras, Leila Pereira que não se calou diante dos crimes da dupla brazuca de estupradores.
Um tapa na cara na cara da instituição
Parabéns Leila!
O pedido de desculpas da CBF vai vir junto com o hexa em 2000 e …!
“Ouremos”

O Mauro Cid teve que se apresentar no STF pra pedir desculpas pela lambança de um áudio em que ele acusa a PF e o Xandão de pressiona-lo na sua delacao premiada a dizer o que eles queriam ouvir. Pedido de desculpas “aceito” e embarque instantâneo para a prisão. Cid desmaiou, mas se recuperou a tempo de curtir a viagem até a prisão. Falta o pai e a mulher pra fechar o lema; Deus, patria e família.

Já na tevê Globinho, o jornaleiro Gerson Camaroti soltou uma pérola de dentro do seu camarote na Globonews.
Ao comentar sobre uma reportagem da Folha de São Paulo que afirmava que os móveis do Palácio do Alvorada, outrora desaparecidos, haviam sido encontrados. Gerson escamoteia o que de fato aconteceu e num estado febril com alucinações jornalísticas, Gerson exige do Lula um pedido de desculpas ao Bolsonaro. Oi?
Na minha opinião Lula deveria, sim pedir desculpas, mas não ao inelegível e sim a todos aqueles que saíram do aluguel por causa do Minha Casa Minha Vida, deveria pedir desculpas às mais se 20 milhões de famílias que recebem o Bolsa Família, deveria pedir desculpas a todos por ter acabado com a fila do osso, deveria se desculpar pela Transposição do Rio São Francisco. Lula deve muitas desculpas e se humilde fosse, passaria os resto da sua vida se desculpando ao povo brasileiro por tudo que ele fez e principalmente por fazer os brasileirinhos acreditarem que o Brasil tem jeito.
Luiz Inácio eu te desculpo!

Ufa! Mais uma reflexão, peço desculpas por essa, domingo que vem tem mais.

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 172

Genocídio em Gaza: Canadá dá fim ao envio de armamentos para Israel

Comunicado diz que governo não aprovou novas licenças de exportação de armas para Tel Aviv

O governo do Canadá confirmou nesta quinta-feira (21/03) que interromperá todos os envios de armas para Israel, segundo o gabinete da ministra das Relações Exteriores, Melanie Joy.

Segundo o comunicado, desde 8 de janeiro, o governo não “aprovou novas licenças de exportação de armas para Israel e isso continuará até que sejamos capazes de garantir o cumprimento total do nosso regime de exportação”.

“Não existem licenças abertas para a exportação de bens letais para Israel”, acrescenta a nota.

No entanto, o governo canadense especifica que as licenças aprovadas antes de 08 de janeiro “permanecerão em vigor”, porque o seu cancelamento arriscaria “grandes implicações tanto para o Canadá como para os seus aliados”.

Na quarta-feira (20/03), Joy já havia dito que o governo de seu país implementaria uma resolução não vinculativa aprovada pela Câmara dos Comuns pedindo o fim de “mais autorizações e transferências de armas” para Israel.

O Canadá já investiu milhões de dólares em serviços de segurança em Israel nos últimos 15 anos.

No final da década de 2000, no auge do envolvimento do Canadá na reforma do setor de segurança israelense, as forças de segurança receberam “a maior parte” de um pacote de ajuda canadense de 300 milhões de dólares por cinco anos, que começou no final de 2007.

O governo de Justin Trudeau já ofereceu armamentos a Israel no valor de 26 milhões de dólares por ano. Apesar das preocupações bem conhecidas a respeito o armamento externo que Israel recebe, tanto o premiê como Joy acolheram a nova gestão de Israel quando eleito, com o primeiro-ministro do Canadá saudando “a amizade” dos países.

O partido progressista social-democrata Novo Partido Democrático (NPD) propôs um acordo em 2022 para manter Trudeau no poder até 2025 em troca de uma implementação de um plano de 13 pontos para a paz na Palestina.

O plano proposto na época incluía medidas importantes, como a suspensão das exportações de armas para Israel e o fim de todo o comércio e cooperação com colonatos ilegais na Cisjordânia.

Fonte: Ópera Mundi

STF mata a tese da revisão da vida toda em decisão ‘frustrante’

STF vota mais uma vez contra a classe trabalhadora

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou ontem (21) entendimento anterior da corte que validava a tese chamada “revisão da vida toda” das aposentadorias do INSS. Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça deu parecer favorável à tese que, na prática, poderia aumentar o valor a receber de um certo número de beneficiários. Em 2022, julgamento do Supremo também caminhou nessa direção. Contudo, a decisão mais recente, embora indireta, derruba a possibilidade de aplicação por sua repercussão geral.

Com placar de 7 votos a 4, os ministros julgaram duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) sobre a Lei 9.876/99. Então, decidiram que aposentados e pensionistas do INSS não terão direito a um cálculo mais benéfico. Até então, com a revisão, os contribuintes que apresentassem valores maiores do que o calculado até o Plano Real, em 1994, poderiam rever o valor dos benefícios. Então, fica definido que o fator previdenciário presente na legislação de 1999 é obrigatório e não é possível recalcular.

‘Frustrante’

Ainda tramita no Supremo recurso extraordinário sobre a tese em si. Contudo, o entendimento da obrigatoriedade do fator previdenciário, na prática, derruba o julgamento antes dele começar. “A revisão da vida toda era justamente a possibilidade da interpretação e ao proibir a interpretação, eles mataram a revisão, que sequer foi julgada, mas mataram a tese pela raiz. Infelizmente, eles proibiram que houvesse qualquer interpretação diferente”, explica o advogado especialista em direito previdenciário Roberto Drawanz.

Drawanz, do escritório LBS Advogados e Advogadas, fez uma live nesta manhã para explicar melhor o caso. Ele criticou a decisão mais recente do Supremo, que chamou de “frustrante”. “A frustração das pessoas é muito grande. Por isso, acho que o importante é compreender em que contexto se deu isso”, disse.

Sua colega advogada Glaucia Costa, da mesma sociedade, reforça a crítica. Para ela, há uma preocupação excessiva com a austeridade que prejudica a população. “O que eu vejo é sempre uma preocupação com a questão financeira, sempre aparece como argumento o ônus para o Estado. Da minha parte, eu entendo também que esse tipo de decisão acaba estimulando que se descumpra direitos, porque quando você descumpre direitos e a conta fica alta vai ter alguém dizendo que vai ficar muito caro, que gera desequilíbrio nas contas”, disse.

A revisão da vida toda

Em artigo anterior à decisão mais recente do Supremo, os sócios da LBS Advogados elogiavam a matéria. “O objetivo da ação é simples. O aumento do benefício de aposentadoria para os casos em que as contribuições anteriores à 07/1994 apresentam valores relevantes, que beneficiam o segurado. Analisando-se caso a caso, e tendo em vista regra de transição imposta pela Lei nº 9.876/99, que considera apenas as contribuições posteriores a 07/1994, data do Plano Real.”

Eles explicam: “A tese se baseia no resultado muitas vezes prejudicial da regra de transição, prevista na Lei nº 9.876/99. Na verdade, teria o escopo de garantir direitos adquiridos. Ou em vias de serem alcançados pelos segurados que possuíam maiores contribuições antes da alteração da moeda nacional. E evitar que esses tivessem seus benefícios diminuídos pela nova regra – o que efetivamente acabou acontecendo. O enfrentamento da matéria que levou o nome de revisão da vida toda havia ocorrido pela Primeira Seção do STJ, que concluiu de forma favorável”.

Isso acontece porque, em 1999, houve uma decisão maléfica ao beneficiário. Devido à inflação e à mudança de moeda de Cruzeiro para Real em 1994, o governo decidiu que quem já era segurado do INSS até 26 de novembro de 1999 teria sua média salarial calculada apenas sobre as 80% maiores contribuições realizadas a partir de julho de 1994. Assim, seria cabível uma revisão. Contudo, agora não mais.

Fonte: Rede Brasil Atual

Mauro Cid sai preso após depoimento no STF

Tenente-coronel foi ouvido após criticar atuação do Supremo e da Polícia Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do tenente-coronel Mauro Cid. A prisão ocorreu após ele prestar depoimento por uma hora, nesta sexta-feira (22), na sala de audiências do STF. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro foi chamado a prestar depoimento após a revista Veja publicar áudios em que o militar critica a atuação do magistrado e da Polícia Federal.

O depoimento durou cerca de uma hora e foi presidido pelo desembargador Airton Vieira, juiz instrutor do gabinete de Moraes. Também esteve presente um representante da Procuradoria-Geral da República (PGR), além da defesa do militar.

A prisão foi determinada por descumprimento de cautelares impostas contra Cid e por obstrução de Justiça. Após ser comunicado da prisão, ele foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para realização de exames.

De acordo com a reportagem da Veja, Cid afirmou que foi pressionado pela PF a delatar episódios dos quais não tinha conhecimento ou “o que não aconteceram”.

O ex-ajudante também afirmou, segundo a publicação, que a Procuradoria-Geral da República e Alexandre de Moraes, relator das investigações sobre o militar no STF, têm uma “narrativa pronta” e estariam aguardando somente o momento certo de “prender todo mundo”.

Delação premiada

Mauro Cid fechou acordo de colaboração premiada após ter sido preso no âmbito do inquérito que apura fraudes em certificados de vacinação contra covid-19. Além do caso referente às vacinas, Cid cooperou também com o inquérito sobre uma tentativa de golpe de Estado que teria sido elaborada no alto escalão do governo Bolsonaro.

Defesa

Após a divulgação da matéria de Veja, a defesa de Mauro Cid, em comunicado, não negou a autenticidade dos áudios. Os advogados disseram que as falas “não passam de um desabafo em que relata o difícil momento e a angústia pessoal, familiar e profissional pelos quais está passando, advindos da investigação e dos efeitos que ela produz perante a sociedade, familiares e colegas de farda”.

Fonte: Pragmatismo Político

“Aquilo não é uma guerra, é um genocídio”, diz Lula sobre ataques de Israel na Faixa de Gaza

Presidente afirmou que é preciso “ter coragem de dizer essas coisas”

O presidente Lula (PT) novamente denominou a guerra de Israel na Faixa de Gaza de genocídio. Segundo ele, falando na celebração dos 44 anos do PT na noite de quarta-feira (20), as mortes de civis, incluindo mulheres e crianças, fundamentam suas críticas contra o premiê de extrema direita Benjamin Netanyahu.

“As pessoas que defendem paz no mundo não têm muita coragem de defender mulheres e crianças na Faixa de Gaza, que estão sendo assassinadas todos os dias, porque aquilo não é uma guerra, aquilo é um genocídio”, disse Lula no evento, conforme citado pelo site InfoMoney. 

“Nós temos que ter coragem de dizer essas coisas, se não, não vale a pena a nossa passagem pelo planeta Terra e nem vale a pena a gente fazer política”, afirmou, logo em seguida.

Fonte: Brasil 247

Câmara de Vereadores de Arapiraca debate a grave crise da Uneal

A Câmara Municipal de Vereadores de Arapiraca realizou ontem a noite, 21/03, uma sessão especial para debater a grave crise da Universidade Estadual de Alagoas.

A audiência pública que foi solicitada pelo Sindicato dos Docentes da Uneal, lotou o auditório da Câmara. Treze vereadores prestigiaram a concorrida sessão.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da casa, vereador Sérgio do Sindicato explicou que a situação da Uneal era grave e que a Câmara Municipal estava solidária com os professores, funcionários e alunos.

Na sequência, a palavra foi franqueada para o professor Luizinho, presidente do Sinduneal, que detalhou a situação da universidade, onde diversos cursos sofrem com a falta de professores e concluiu afirmando a necessidade de realização imediata de concurso público para professores e técnicos. O reitor Odilon Máximo, o diretor do Campus de Arapiraca, Marcos Alexandre, e os representantes do Sindicato dos técnicos e dos estudantes também fizeram uso da palavra.

Em seguida, os vereadores presentes debateram a situação e apresentaram propostas de ação em defesa da Uneal. Entre as propostas apresentadas, está a criação de uma Comissão de Trabalho, que vai atuar junto aos deputados da região buscando o apoio para a pauta da Uneal e solicitar uma audiência com o governador Paulo Dantas para tratar da situação.

Ao final dos trabalhos, o professor Luizinho convocou os vereadores a participarem junto com a comunidade universitária, de um ato público, no dia 10/04, em Maceió, para cobrar do governador a realização de concurso público e a construção de um restaurante universitário. A convocação foi respondida positivamente pelos vereadores presentes.

Empresa privatizada provoca apagões e caos no Centro de São Paulo

A privatização da energia elétrica serviu aos interesses do mercado e do lucro, agora o povo paga a conta cara e recebe péssimos serviços.

O centro de São Paulo foi novamente palco de uma interrupção no fornecimento de energia elétrica na tarde desta quinta-feira (21), marcando o quarto dia consecutivo de apagões na região. Desta vez, o incidente foi registrado na área da rua 25 de março, por volta das 12h45, destaca reportagem do Uol.

A Enel, empresa responsável pela distribuição de energia na capital paulista, enviou equipes ao local para iniciar os reparos necessários, porém não divulgou o número exato de pessoas afetadas pela falta de energia. Ainda de acordo com a reportagem, até as 15h não havia informações sobre a retomada do abastecimento.

Este último episódio agrava uma série de problemas que assolam o centro da cidade desde segunda-feira (18). Bairros como Higienópolis, Bela Vista, Cerqueira César, Santa Cecília e Vila Buarque têm sido impactados por falhas no fornecimento de eletricidade, levando até mesmo hospitais a funcionarem com geradores e suspenderem procedimentos eletivos.

A Enel atribuiu a causa dos apagões à Sabesp, estatal de saneamento básico, alegando que uma escavação realizada pela empresa atingiu acidentalmente cabos da rede subterrânea da distribuidora de energia. Por sua vez, a Sabesp negou qualquer dano à fiação elétrica, alegando que as obras não interferiram na infraestrutura energética subterrânea.

Diante do cenário de recorrência de apagões, o Tribunal de Contas do município anunciou que analisará o contrato de prestação de serviços da Enel na capital. Auditores serão designados para investigar os prejuízos causados pelas interrupções no fornecimento de luz, buscando esclarecer as responsabilidades e garantir soluções efetivas para o problema.

Fonte: Brasil 247

Habib’s é condenado a pagar R$ 300 mil por convocação para ato anti-Dilma

A rede de restaurantes Habib’s foi multada em R$ 300 mil pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) por convocar seus funcionários para um ato contra a então presidente Dilma Rousseff em 2016. A campanha “fome de mudança” foi lançada na semana que antecedeu os protestos do dia 13 de março, decorando as lojas com adereços e cartazes.

Segundo o sindicato que moveu a ação, as unidades da rede se tornaram pontos de distribuição de materiais para a manifestação. A empresa afirmou, em nota, que não comenta casos judiciais em andamento, mas ainda pode recorrer da decisão, cujo valor será destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.

A relatora do caso no TST considerou que a empresa abusou de seu poder diretivo empresarial, cerceando o direito à livre manifestação de pensamento dos funcionários. A decisão foi unânime a favor do sindicato, apesar da argumentação da defesa de que a mobilização não tinha conotação político-ideológica.

A Segunda Turma do TST considerou que a convocação dos funcionários para o ato contra Dilma infringiu a legislação trabalhista, mesmo que a empresa tenha afirmado não apoiar nenhum partido ou legenda política.

Fonte: DCM

Filho de Bolsonaro é denunciado por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso

Acusação faz parte de ampla investigação sobre a empresa do filho ‘zero quatro’ do ex-presidente Jair Bolsonaro

Na mesma semana em que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) é indiciado pela Polícia Federal por associação criminosa e inserção de dados falsos em seu cartão de vacinação, seu filho Jair Renan Bolsonaro é denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. 

A informação da denúncia envolvendo Jair Renan foi divulgada pelo O Globo nesta quarta-feira, (20). De acordo com o jornal, o filho “zero quatro” de Bolsonaro foi investigado por supostamente usar um documento com informações falsas de sua empresa para obter um empréstimo bancário, que não foi pago.

O nome de Jair Renan surgiu em meio a uma investigação mais ampla envolvendo seu sócio, Maciel Alves, apontado como o mentor de um esquema de fraudes com crimes de estelionato, falsificação de documentos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

De acordo com o inquérito da Polícia Civil, no caso do filho do ex-presidente, a suspeita era uma declaração de faturamento de R$ 4,6 milhões da Bolsonaro Jr. Eventos e Mídia. A investigação aponta que Jair Renan e o sócio Maciel Alves utilizavam estes valores para buscar lastro para um empréstimo bancário. A empresa tinha como principal ramo de atuação fornecer “serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas”. 

“Não há dúvidas de que as duas declarações de faturamento apresentadas ao banco são falsas, por diversos aspectos, tanto material, em razão das falsas assinaturas do Técnico em Contabilidade […], que foi reinquirido e negou veementemente ter feito as rubricas, quanto ideológico, na medida em que o representante legal da empresa RB Eventos e Mídia fez inserir nos documentos particulares informações inverídicas consistentes nos falaciosos faturamentos anuais”, afirmaram os investigadores, no relatório final do caso, segundo O Globo

 Ainda segundo as investigações, a dupla contraiu pelo menos três empréstimos no Banco Santander. De acordo com a Polícia Civil do DF, Jair Renan teria se beneficiado de parte dos valores obtidos de forma ilícita, pois eles foram utilizados para pagar a fatura do cartão de crédito de sua empresa, no valor de cerca de R$ 60 mil. 

Em depoimento, de acordo com O Globo, Jair Renan afirmou não reconhecer suas assinaturas nas declarações de faturamento supostamente falsas e negou ter requisitado empréstimos. Perito, testemunhas e até imagens de seu login no aplicativo bancário vão de encontro a tese apresentada por ele. 

Procurado, o advogado do filho do ex-presidente, Admar Gonzaga, enviou uma mensagem afirmando que a defesa vai manifestar sua posição nos autos e criticou o vazamento da investigação. “Esses vazamentos têm causado o chamado strepitus fori, muito prejudicial à defesa, ao devido processo, à presunção de inocência e, assim, à imagem de quem tem o direito de se defender. A sociedade perde o status de legalidade e humanidade com essa situação”, afirmou.

Fonte: Brasil de Fato

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