Após chuva devastadora, ES tem 20 mortos e 11 mil desalojados

Uma semana após tragédia da chuva que causou enchentes em 13 cidades do Sul do Espírito Santo, moradores ainda tentam limpar casas, comércios e ruas, e contam com a solidariedade, ajuda de voluntários e doações que chegam de todo o estado.

Sete dias se passaram desde a histórica noite do dia 22 de março, quando uma forte chuva atingiu várias cidades do Sul do Espírito Santo, deixando ao menos 20 mortos, milhares de pessoas sem suas casas e um rastro de destruição.

Treze municípios da região foram afetados e estão em situação de emergência. Em todos, ainda é possível ver muita sujeira e lama pelas ruas. Em meio ao caos, moradores tentam, aos poucos, reconstruir e se reerguer com o pouco do que restou. E neste fim de semana, a previsão é de mais chuva, que já chegou no início da tarde em várias cidades da região, inclusive com queda de granizo.

Mimoso do Sul, no Sul do Espírito Santo, ainda com muita lama uma semana após enchente — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Além de vidas perdidas na tragédia das chuvas, o prejuízo passa pela perda de casas, roupas, móveis e documentos. Muitas famílias perderam tudo e se viram sem ter para onde ir. A força da água quebrou portões de ferro, derrubou casas inteiras, cobriu imóveis, além de arrastar dezenas carros e até caminhão do Corpo de Bombeiros.

Carros revirados após as chuvas fortes em Mimoso do Sul, ES — Foto: Fernando Madeira

De acordo com o boletim extraordinário divulgado pela Defesa Civil do Espírito Santo às 11h deste sábado (30), o temporal deixou ao menos 20 pessoas mortas e duas desaparecidas. Os óbitos foram registrados em Mimoso do Sul (18 mortos) e Apiacá (2 mortos). Essas duas cidades, aliás, foram as mais atingidas pelo temporal.

Além de mortos e desaparecidos, 11.352 pessoas tiveram que deixar suas casas, sendo que 11.087 ainda estão desalojadas (foram para residência de familiares ou amigos) e outras 265 estão desabrigadas, isto é, perderam o imóvel e foram encaminhados a abrigos públicos no Espírito Santo.

Chuva em Mimoso do Sul, ES — Foto: Fernando Madeira

As cidades em situação de emergência são: Alegre, Alfredo Chaves, Apiacá, Atílio Vivacqua, Bom Jesus do Norte, Guaçuí, Jerônimo Monteiro, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Muqui, Rio Novo do Sul, São José do Calçado e Vargem Alta.

Dias para contabilizar prejuízos

Pelas ruas das cidades, a cena mais comum é a de moradores tirando a sujeira das casas e colocando tudo na calçada ou na rua. Num primeiro momento, a ideia é organizar a situação.

Misturado com lama e sujeira, restaram apenas pedaços de móveis, alguns eletrodomésticos que não têm mais utilidade e roupas. Tudo virou entulho jogado nas ruas. Em Mimoso do Sul, não há previsão para término da limpeza.

Na cidade, comerciantes também contabilizam seus prejuízos enquanto fazem a limpeza dos estabelecimentos. A maioria estima perda total de mercadorias e equipamentos.

“O teto está caindo na nossa cabeça, não conseguimos tirar as coisas, não tem da onde tirar nada para recomeçar, não sobrou nada! Acabou tudo. Eu perdi minha farmácia, foram 15 anos perdidos, é desesperador. Olha essa cidade, a gente precisa de ajuda”, lamentou Maythê Bullos, proprietária de uma farmácia em Mimoso.

Mimoso do Sul, no Sul do Espírito Santo, ainda com muita lama uma semana após enchente — Foto: Reprodução/TV Gazeta

No comércio de Nivaldo da Silva, a fábrica de picolés e sorvetes é que teve a maior destruição. Ele estimou uma perda de 100 mil unidades.

“Olha a situação: perdi dois congeladores, maquinário, estoque, 50 sacos de açúcar, câmara fria, material pra fazer açaí, e os picolés… 100 mil picolés. Agora é esperar em Deus, nem sei o que fazer”, disse.

Nivaldo da Silva estima que perdeu 100 mil picolés em sua fábrica em Mimoso do Sul. Espírito Santo. — Foto: TV Gazeta

Nesta semana, Dinomar dos Anjos, proprietário de uma loja de roupas no centro de Mimoso, teve que contar com a ajuda de amigos e familiares para retirar as mercadorias perdidas em seu estabelecimento. Ele estima prejuízo de R$ 1,2 milhão.

Dinomar dos Anjos, proprietário de uma loja de roupas no centro de Mimoso do Sul, estima um prejuízo de R$ 1,2 milhão de prejuízo em mercadoria. Espírito Santo 2 — Foto: TV Gazeta

Surpreendendo quem passava pelo local, ele mantinha um sorriso no rosto, mesmo diante de tamanha tragédia, e enquanto fazia esse trabalho ainda mantinha a esperança de conseguir reverter a situação.

“Meu estoque todinho foi embora. Perdi todas as coisas da minha loja, mas fica a vida. Nós temos a vida, o sopro de vida, vamos lutar e conseguir de novo. Só falo para todo mundo: ‘Temos esperança, Deus no coração, e vamos todos trabalhar que vamos conseguir”‘, disse Nivaldo.

Em Apiacá, cidade vizinha de Mimoso do Sul, a situação não é diferente. Pelas ruas, a cena é de destruição e ainda muita lama. Enquanto tentam limpar as casas, do lado de fora ficam amontoados os restos de móveis, alguns eletrodomésticos e roupas sujas.

A limpeza no município ainda vai demorar. Serão pelo menos mais dez dias, segundo a prefeitura, que está ajudando a recolher os materiais com a ajuda de tratores e caminhões. Até homens do Exército, que foram enviados para as cidades, entraram nessa guerra de reconstrução.

Em Alegre, outra cidade atingida pela forte chuva, há muitos desabrigados e desalojados. Na cidade. veículos foram arrastados e agora as famílias também limpam o que sobrou dentro de casa.

Mutirão de limpeza

Em meio ao cenário de destruição, a solidariedade ganhou vez. No olhos dos moradores, mesmo uma semana depois de tudo, há um misto de tristeza e confusão na tentativa de assimilar tudo o que eles enfrentaram nesses últimos dias. Mas também há esperança de que vão conseguir se reerguer.

E o que une todas essas cidades e os moradores são a força para recomeçar, as doações que começaram a chegar um dia depois do desastre natural e o apoio de voluntários.

Mas depois de sete dias, a limpeza de alguns municípios, como Mimoso do Sul e Apiacá, continua sendo um desafio para que os moradores consigam retomar a rotina normal. Mutirões estão acontecendo ao longo desses dias.

Limpeza nas cidades mais atingidas pela chuva no Sul do Espírito Santo foi intensificada no feriado — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Neste sábado, por ordem do governador Renato Casagrande, 80 alunos soldados da Polícia Militar do Espírito Santo forem deslocados de Vitória para Mimoso do Sul para ajudar na limpeza.

“São 80 alunos que farão a desobstrução da praça central e vias do entorno para melhorar o fluxo na cidade. Todo mundo portando enxada, vassouras, carrinhos… Vamos deixar essa rua limpa e em condições para que as pessoas circulem”, explicou coronel Fabrício, do 3º Comando de Polícia Ostensiva Regional. A expectativa é que os alunos e também 4 suboficiais fiquem até segunda-feira (1º) na cidade.

Uma das voluntárias responsáveis pela mobilização on-line foi Lara Fraga. Por meio de uma publicação nas redes sociais, ela convocou familiares e amigos para participarem da ação em Mimoso. A voluntária Nathalya Vitoriano veio da cidade de Muqui, localizada ao lado do município de Mimoso.

“A gente vem mesmo cansada e exausta emocionalmente, porque temos os nossos problemas também… Mas nessa hora a gente esquece de tudo”, disse.

Já o voluntário Igor Miéis é de Venda Nova do Imigrante, município da Região Serrana do Espírito Santo, e também estava com a mão na massa (ou melhor, na limpeza) nesta sexta-feira.

“A ajuda é muito bem-vinda e eu me sinto muito grato em poder fazer isso pelas pessoas”, comentou.

Além dos voluntários, as ações de limpeza da cidade contam ainda com tropas do 38° Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro, localizado em Vila Velha, na Grande Vitíoria. Os militares atuam nas cidades desde segunda-feira (25), após pedido do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande.

Já a Marinha do Brasil cedeu um grupo com 83 fuzileiros (assista acima) para ajudar as comunidades mais afetadas, que está atuando em Mimoso do Sul e Apiacá desde quinta-feira (28).

O grupamento conta com 15 viaturas e as equipes já estavam trabalhando no desbloqueio de vias, transporte de suprimentos especiais, distribuição de água, e outras atividades desde quinta-feira.

Agradecimento à ajuda

A casa do pai do fisioterapeuta Alexandre Repinaldo foi invadida pela força da água. Todos os móveis e eletrodomésticos foram perdidos. Emocionado, o profissional disse que seria impossível fazer todo o trabalho sozinho. Ele mora em Mimoso do Sul.

“Eu agradeço do fundo meu coração. Fico até emocionado. A gente perdeu tudo”, desabafou.

A comerciante Maria Aparecida, que perdeu tudo, também não sabia como limpar a loja sozinha. No entanto, quando chegou ao local, havia pessoas esperando para ajudá-la.

“É muito gratificante porque, quando a chega, a gente acha que não vai ter como, que não vai ter solução. Mas eu sou uma mulher de muita fé. Eu creio que as coisas vão se ajeitar”, disse em lágrimas.

Fonte: G1

Japão finalmente exibe “Oppenheimer”, com alerta de gatilho e desconforto em Hiroshima

Japáo foi vítima do maior atentado terrorista da História da humanidade

O vencedor do Oscar de melhor filme, “Oppenheimer”, finalmente estreou no Japão nesta sexta-feira, em meio a preocupações sobre como o tema nuclear seria recebido no único país que sofreu com os efeitos da bomba atômica.

O maior vencedor da cerimônia do Oscar no começo do mês, o filme dirigido por Christopher Nolan sobre o físico norte-americano J. Robert Oppenheimer, que liderou a corrida para desenvolver a bomba atômica, arrecadou quase 1 bilhão de dólares na bilheteria mundial.

Mas o Japão havia ficado fora das exibições globais até agora, apesar de ser um grande mercado para Hollywood. Explosões nucleares devastaram as cidades de Hiroshima, no oeste, e Nagasaki, no sul, no fim da Segunda Guerra Mundial, matando mais de 200.000 pessoas.

“Claro que é um filme incrível que merece vencer o Oscar”, disse o morador de Hiroshima, Kawai, 37 anos, que informou apenas o seu sobrenome.

“Mas o filme também retrata a bomba atômica de uma maneira que parece elogiá-la e, como uma pessoa com raízes em Hiroshima, achei difícil de ver”.

Grande fã dos filmes de Nolan, Kawai, funcionário público, foi ver “Oppenheimer” no dia da estreia em um cinema que fica a apenas um quilômetro do Domo da Bomba Atômica da cidade.

“Não tenho certeza se este é um filme que os japoneses deveriam fazer um esforço especial para assistir”, acrescentou.

Imagens nas redes sociais mostraram cartazes afixados nas entradas de alguns teatros de Tóquio, alertando que o filme apresentava imagens de testes nucleares que poderiam evocar os danos causados pelas bombas.

Outro residente de Hiroshima, Agemi Kanegae, teve sentimentos confusos ao finalmente assistir ao filme.

“Valeu muito a pena assistir ao filme”, disse o aposentado de 65 anos. “Mas me senti muito desconfortável com algumas cenas, como o julgamento de Oppenheimer nos Estados Unidos no final.”

O filme rapidamente se tornou um sucesso global após sua estreia nos Estados Unidos em julho passado. Mas muitos japoneses ficaram ofendidos com memes online de “Barbenheimer” criados por fãs que o ligavam a “Barbie”, um sucesso de bilheteria que estreou na mesma época.

A Universal Pictures inicialmente deixou o Japão fora de sua programação de lançamento global de “Oppenheimer”. Eventualmente adquirido pela Bitters End, uma distribuidora japonesa de filmes independentes, recebeu uma data de lançamento após a cerimônia de premiação do Oscar.

Falando à Reuters antes da estreia do filme, a sobrevivente da bomba atômica Teruko Yahata disse que estava ansiosa para vê-lo, na esperança de revigorar o debate sobre as armas nucleares.

Yahata, agora com 86 anos, disse que sentia alguma empatia pelo físico por trás da bomba. Esse sentimento foi ecoado por Rishu Kanemoto, um estudante de 19 anos, que assistiu ao filme nesta sexta-feira.

“Hiroshima e Nagasaki, onde as bombas atômicas foram lançadas, são certamente as vítimas”, disse Kanemoto.

“Mas acho que embora o inventor seja um dos perpetradores, ele também é a vítima apanhada na guerra”, acrescentou, referindo-se ao físico.

Fonte: Uol

Lei de Ronaldo Medeiros devolve mandatos cassados pela ditadura

Deputado Ronaldo Medeiros destaca ainda uma das principais características das ditaduras: atacar a representação política

A Assembleia Legislativa aprovou, na terça-feira (26), Projeto de Resolução de autoria do deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) que devolve mandatos cassados pela ditadura de 1964 e pelo governo governo autoritário de Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) que, assim como os generais-presidentes pós-1964, também era militar.

“A Assembleia Legislativa, ao devolver simbolicamente, os mandatos cassados por regimes autoritários em nosso país, reconhece o crime cometido pelo Estado brasileiro contra a democracia e a vontade popular. Como defensor da democracia, fico feliz e honrado com essa aprovação”, comenta o parlamentar.

Ronaldo Medeiros destaca ainda uma das principais características das ditaduras: atacar a representação política, seja nas organizações da sociedade civil, seja na institucionalidade.

“A primeira ação das ditaduras é atacar a política e arrancar do debate público a vontade popular aniquilando seus opositores e, assim, tentar se perpetuar no poder. Por isso, essa resolução de minha autoria tem grande importância histórica e compromisso também com o presente porque o Brasil viveu há pouco um forte ataque à democracia”, afirma o parlamentar.

Com a aprovação da resolução, serão devolvidos, simbolicamente, os mandatos de 16 deputados estaduais alagoanos cassados nos anos de 1948, 1964, 1966 e 1969.

Os mandatos cassados que serão restituídos são de:

André Papini Gois (PCB), cassado em 1948; José Maria Cavalcante (PCB), cassado em 1948; Moacir Rodrigues de Andrade (PCB), cassado em 1948; Claudio Albuquerque Lima (PDC), cassado em 1964; Sebastião Barbosa de Araújo (PSP), cassado em 1964; Jayme Amorim de Miranda (PSP), cassado em 1964; Cyro Casado Rocha (PTB), cassado em 1964, Claudenor Albuquerque Lima, (PSP), cassado em 1964; Luiz Gonzaga Moreira Coutinho (MDB), cassado em 1969; Dincy Torres (MDB), cassado em 1969; Elisio da Silva Maia (MDB), cassado em 1969; Moucir Lopes de Andrade (MDB), cassado em 1969, Luiz Gonzaga Malta Gaia, cassado em 1969; Eraldo Malta Brandão (ARENA), cassado em 1969; Pedro Timóteo (PSP), cassado em 1969; e Roberto Tavares Mendes (MDB), cassado em 1966.

Fonte: 082 Notícias

Datafolha: 63% dos brasileiros não querem anistia aos responsáveis pelo 8/1

De acordo com a pesquisa mais recente do Datafolha, 63% dos brasileiros se posicionam contra a anistia aos responsáveis pelos ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023 contra as sedes dos três Poderes. Em contrapartida, 31% dos entrevistados são a favor do perdão, enquanto 2% se dizem indiferentes e 4% não expressaram opinião sobre o assunto.

Os dados foram coletados por meio de entrevistas realizadas nos dias 19 e 20 de março, com 2.002 entrevistados, e possuem uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os ataques de 8 de janeiro

Os ataques, que ficaram conhecidos como o “Capitólio brasileiro”, foram motivados pela insatisfação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com a vitória do presidente democraticamente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais.

A punição aos responsáveis pelos atos criminosos foi severa, resultando em mais de mil prisões e cerca de 1.400 denúncias. Até o momento, 145 pessoas foram condenadas a penas que variam de 3 a 17 anos de prisão.

Bolsonaro defende anistia de seus apoiadores

Bolsonaro tem defendido a anistia em eventos de apoio, incluindo durante um grande ato ocorrido no dia 25 de fevereiro, na avenida Paulista, em São Paulo.

O pedido de anistia é visto por muitos como uma tentativa de proteger não apenas os envolvidos nos ataques, mas também o próprio ex-presidente, que está sendo investigado por um suposto plano para se manter no cargo após a derrota em 2022.

No entanto, vale lembrar que, embora haja um apoio maior ao tema da anistia entre os apoiadores do ex-chefe de Estado brasileiro, esse apoio não é unânime, especialmente entre os evangélicos, onde 59% são contra a anistia.

Fonte: DCM

Irmão de Bolsonaro também vira réu no interior de SP

Angelo Bolsonaro terá que se acertar com a Justiça por episódio ocorrido em Eldorado

Angelo Bolsonaro, de 70 anos, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se réu na Justiça paulista por homofobia e racismo. A denúncia feita pelo Ministério Público é referente a um episódio ocorrido em agosto do ano passado no supermercado da cidade de Eldorado, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, e agora ele se junta ao sobrinho Jair Renan e ao irmão “ilustre” ao ter que prestar conta de suas ações no Judiciário.

Conforme a queixa apresentada, um rapaz identificado como Alex Oliveira, que à época tinha 17 anos, brincou com uma jovem com quem trabalhava no estabelecimento dando um leve tapinha em seu ombro. A cena teria sido presenciada por Angelo, que teria reagido dizendo à moça: “Ele bateu em você? Além de usar brinco, com certeza é viadinho e não dá pra falar nada que qualquer coisa já é racismo”.

Só que as atitudes descabidas do irmão do ex-ocupante do Palácio do Planalto não teriam parado por aí. A vítima conta que, pouco mais de uma semana depois, Angelo teria jogado um carrinho de compras contra ele, gritando “puta que pariu”, para na sequência chamá-lo de “arrombado” e convocá-lo para “sair no soco” do lado fora do supermercado.

Angelo prestou depoimento na polícia meses depois, em novembro, e admitiu apenas que teve um desentendimento com Alex, mas negou os insultos homofóbicos e a agressividade. No entanto, a jovem com quem a vítima havia brincado confirmou tudo que teria sido protagonizado pelo acusado.

No começo deste ano o MP paulista já havia apresentado a denúncia contra Angelo Bolsonaro por ameaça e ofensas homofóbicas, que agora foram acolhidas pela Justiça, que o tornou réu. Outros funcionários do comércio foram ouvidos e confirmaram às autoridades as falas que Alex denunciou.

Fonte: Revista Fórum

Israel mantém ataques em Gaza, apesar de resolução de cessa-fogo da ONU

Ataques do estado genocida de Israel assassinou 70 mortos nesta madrugada

Os ataques aéreos de Israel e os confrontos com militantes do grupo islamita palestino Hamas continuaram nesta terça-feira (26) na Faixa de Gaza, apesar do Conselho de Segurança da ONU ter exigido um cessar-fogo imediato.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, disse ter registrado 70 mortos nesta madrugada, incluindo 13 em ataques aéreos perto da cidade de Rafah, no extremo Sul do enclave, onde 1,5 milhão de palestinos procuraram refúgio dos confrontos.

As Forças de Defesa de Israel disseram que vários alertas foram emitidos perto de Gaza devido ao lançamento de foguetes por parte de militantes palestinos.

Cessar-fogo

Nesta segunda-feira (25), o Conselho de Segurança da ONU votou a favor de um cessar-fogo imediato em Gaza pela primeira vez desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, depois de os EUA terem abandonado a ameaça de veto, colocando Israel em um isolamento quase total na cena mundial.

A resolução também sublinha “a necessidade urgente” de aumentar o fluxo de assistência humanitária a Gaza e de proteger os civis, tendo em conta o elevado número de mortos civis e os avisos da ONU sobre a fome.

O resultado da votação marca o mais forte confronto público entre o presidente dos EUA, Joe Biden, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, desde o início da guerra.

Os Estados Unidos se abstiveram de votar e os outros 14 membros do Conselho se manifestaram favoravelmente à resolução de cessar-fogo do Conselho de Segurança, apresentada pelos 10 membros eleitos do Conselho que exprimiram a sua frustração com mais de cinco meses de impasse entre as grandes potências.

A votação foi aplaudida. O texto exige “um cessar-fogo imediato durante o mês do Ramadã [11 de março a 10 de abril], que conduza a um cessar-fogo duradouro e sustentável” e a libertação dos reféns, mas sem condicionar a trégua à liberação dos reféns, como Washington tinha exigido anteriormente.

O enviado palestino à ONU, Riyad Mansour, considerou a votação do Conselho de Segurança um “voto tardio para que a humanidade prevaleça”.

“Esta deve ser uma guinada. Isto deve levar a salvar vidas no terreno”, afirmou Mansour ao Conselho de Segurança. “Peço desculpa àqueles a quem o mundo falhou, àqueles que podiam ter sido salvos mas não foram”.

Já o Hamas saudou a resolução e disse estar pronto para uma troca imediata de prisioneiros com Israel, aumentando as esperanças de um avanço nas negociações em curso em Doha, onde os chefes dos serviços secretos e outros funcionários dos EUA, Egito e Catar estão tentam mediar um acordo que envolveria a libertação de pelo menos 40 dos cerca de 130 reféns detidos pelo Hamas por várias centenas de detidos e prisioneiros palestinos, e uma trégua que duraria um período inicial de seis semanas.

Depois de mais cinco meses de guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, esta foi a primeira vez que o Conselho de Segurança conseguiu aprovar uma resolução relativa a um cessar-fogo no enclave, dado que vários projetos foram consecutivamente vetados.

Nesta terça-feira, uma perita em direitos humanos da ONU vai apresentar um relatório em que pede que Israel seja sujeito a um embargo de armas, com base no facto de ter levado a cabo atos de “genocídio” em Gaza.

A abstenção dos EUA seguiu-se a três vetos a resoluções de cessar-fogo anteriores, em outubro, dezembro e fevereiro, e marca o agravamento significativo de uma ruptura com o governo de Netanyahu.

A ruptura reflete a frustração crescente em Washington perante a insistência desafiadora do primeiro-ministro israelense avançar com o ataque a Rafah e perante os persistentes obstáculos israelenses à entrega de ajuda humanitária.

O Reino Unido, que se absteve nas três resoluções anteriores sobre o cessar-fogo, votou a favor do texto de segunda-feira.

Visita cancelada

O primeiro-ministro israelense cancelou a visita de dois ministros à Casa Branca e disse que os EUA “abandonaram a sua política na ONU” depois de terem se abstido na votação de ontem, dando esperança ao Hamas de uma trégua sem ceder os seus reféns e, por conseguinte, “prejudicando tanto o esforço de guerra como o esforço de libertação dos reféns”.

O gabinete de Netanyahu cancelou uma visita a Washington de dois dos seus ministros, com o objetivo de discutir uma ofensiva israelense planejada para a cidade de Rafah, no extremo sul de Gaza, à qual os EUA se opõem.

A Casa Branca declarou estar “muito desiludida” com a decisão. No entanto, a visita do ministro da Defesa, Yoav Gallant, previamente agendada, prosseguiu.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, sublinhou na reunião com Gallant que existiam alternativas a uma invasão terrestre de Rafah que garantiriam melhor a segurança de Israel e protegeriam os civis palestinos, segundo o departamento de Estado.

Em Washington, Gallant insistiu que Israel continuaria a lutar até que os reféns fossem libertados.

“Não temos o direito moral de parar a guerra enquanto houver reféns em Gaza”, afirmou Gallant antes da sua primeira reunião com o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan. “A falta de uma vitória decisiva em Gaza pode nos aproximar de uma guerra no norte.”

Para o porta-voz da Casa Branca, John Kirby, a votação da ONU não representou uma mudança na política dos EUA, mas assinalou uma ruptura significativa entre a administração Biden e o governo israelense.

A aprovação da resolução demonstra unidade internacional há muito adiada em relação a Gaza, depois de terem sido dadas como mortas mais de 32 mil pessoas em Gaza estarem desaparecidas e de as agências da ONU estarem a alertar para a iminência de uma grande fome.

Fonte: Agência Brasil

Brasil e França lançam programa de R$ 5,4 bi para economia na Amazônia

Anúncio acontece durante visita do presidente francês, Emmanuel Macron

O governo da França anunciou nesta terça-feira (26) uma parceria financeira entre a Agência Francesa de Desenvolvimento e os bancos públicos brasileiros para levantar até 1 bilhão de euros (R$ 5,4 bilhões) em investimentos públicos e privados em bioeconomia na Amazônia nos próximos quatro anos.

O anúncio foi feito pelo presidente francês Emmanuel Macron em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante visita à Ilha do Combu, em Belém, no Pará.

Além disso, Macron e Lula anunciaram o relançamento do projeto de um centro franco-brasileiro sobre biodiversidade amazônica. A criação do Instituto estava prevista em um acordo de 2008 e tem como objetivo o desenvolvimento de pesquisas por meio de universidades e outros centros científicos, além de criar uma coalizão de empresas para levantar fundos que patrocinem as atividades.

Os governos de Brasil e França também firmaram compromisso institucional destinado à aproximação do parque amazônico da Guiana Francesa e do parque Montanhas do Tumucumaque. O objetivo é que ambos se tornem um corredor amazônico com mais de 7 milhões de hectares protegidos.

Houve ainda discussões sobre a realização de uma reforma de abordagem sobre os mercados de carbono, com o compromisso de promover os países que desejam se tornar emissores negativos de CO² até a realização da Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a COP30, em Belém.

Macron reforçou ainda que continuará apoiando os povos indígenas e as comunidades locais amazônicas.

Compromissos bilaterais

Macron apontou a necessidade de um diálogo entre Paris e Brasília nos próximos dois anos para aumentar as ambições comuns, como a reforma da governança e o aumento do capital do Banco Mundial, a fim de capacitar o órgão a financiar um “Green Deal Global” nas áreas de energia, infraestrutura e indústria, sem deixar de combater a pobreza.

Outros pontos que envolvem os esforços de Brasil e França que foram discutidos durante o encontro em Belém:

  • necessidade de um imposto mínimo sobre todos os altos rendimentos ao nível internacional, o que implicará um trabalho muito mais sério no combate à evasão fiscal;
  • necessidade de um grande plano de investimento na bioeconomia, para preservar as florestas e, ao mesmo tempo, oferecer oportunidades econômicas às populações.

Macron indicou a Lula ainda que a França trabalhará com as autoridades brasileiras para tornar operacional a ponte sobre o rio Oiapoque.

Também foram discutidas questões envolvendo refugiados e a pesca ilegal.

Fonte: CNN Brasil

Empresa de Araguaína é condenada em R$ 100 mil por assédio eleitoral pró-Bolsonaro

Sócio realizou reunião com empregados para pressionar por voto em Bolsonaro.

A Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) manteve sentença que condenou um grupo empresarial de Araguaína (TO) a pagar indenização no valor de R$ 100 mil por danos morais coletivos, em razão de suposto assédio eleitoral praticado por um dos sócios contra os empregados. O recurso foi julgado no dia 28 de fevereiro de 2024.

A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a empresa Concrenorte, narrando que um dos sócios realizou reunião política com seus empregados, explicitando a posição da empresa quanto a seu apoio político ao então presidente Jair Bolsonaro (PL). A reunião foi parcialmente gravada, de modo que vídeos e áudios do evento chegaram a circular nas redes sociais.

“Então, a empresa hoje, ela é Bolsonaro. A gente apoia o Bolsonaro. Principalmente pelo histórico que a gente viu dos outros presidentes que a gente viu no nosso país. Nós tivemos aí 14 anos de PT. Então basta a gente olha um pouco pro passado, ver o que aconteceu”, disse o sócio na gravação.

Para o relator do processo, desembargador Grijalbo Fernandes Coutinho, ao reunir os funcionários para tentar coagi-los a votar em determinado candidato nas eleições de 2022, a empresa, por seu sócio, praticou o chamado assédio eleitoral, atentando contra a liberdade do voto, garantido pela Constituição Federal.

Em defesa, a empresa negou a prática de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Disse que se tratou de um evento isolado, praticado por um de seus sócios, e que teria por base a liberdade de manifestação política, sem qualquer coação ou ameaça aos funcionários.

O juízo de primeiro grau acolheu os argumentos do MPT e condenou a empresa ao pagamento de danos morais coletivos, fixados em R$ 100 mil. O magistrado entendeu que os atos descritos nos autos foram devidamente comprovados, caracterizando a prática de assédio eleitoral, conforme apontado pelo Ministério Público do Trabalho. Para o juiz, de acordo com transcrição do áudio da reunião, ficou evidente que não se tratou de simples manifestação pessoal, sem interesse de influenciar os empregados a votarem no seu candidato à Presidência.

A empresa recorreu da sentença ao TRT-10, insistindo na tese de que houve apenas um ato isolado garantido pela liberdade de manifestação política.

Ofensa moral

Contudo, o desembargador Grijalbo Fernandes Coutinho disse em seu voto que o caso caracterizou uma ofensa moral gravíssima. Para ele, os sócios da empresa coagiram os seus empregados a votar no candidato Jair Bolsonaro, prática que, segundo o desembargador, foi amplamente utilizada nas eleições de 2022. 

“O Ministério Público do Trabalho apurou e comprovou que todo o assédio ocorreu no âmbito da empresa, empregadora aqui acionada. Não se tratou de ato empresarial fora dos domínios da empresa. Ao contrário, a reclamada, por atos de seu sócio, tentou coagir os seus empregados a votar no candidato desesperado para ganhar a reeleição a todo custo, se não bastasse o abuso do poder político e econômico em debate perante o Tribunal Superior Eleitoral, tudo a culminar depois com a tentativa frustrada do golpe de 08 de janeiro de 2023, afora a existência de inúmeros outros processos ainda em curso”, disse o desembargador.

“Nunca a Democracia foi tão ostensivamente afrontada como nos últimos anos por gente autoritária saudosista das torturas e das mortes verificadas durante a ditadura militar de 1964 a 1985. São pessoas que exaltam e defendem publicamente os torturadores, além de articularem golpes e outras fraudes”, diz o voto do relator.

Em outro trecho, o desembargador sobe o tom: “não se ganha o poder político a qualquer custo. Ganha-se a eleição pela escolha livre feita pelos eleitores. Todos que conspiram contra o Estado Democrático de Direito respondem pelos seus atos”.

A empresa empregadora, nos termos da lei, responde pelos atos praticados pelos seus gestores, não sendo possível reconhecer que uma tentativa de coação dos empregados esteja dissociada do interesse patronal imediato ou mediato, concluiu o desembargador Grijalbo Fernandes Coutinho ao votar pela manutenção da sentença no ponto em que condenou a empresa ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.

Processo nº 0000660-16.2022.5.10.0811

Fonte: AF Notícias

Catequista acusado de estuprar 12 crianças é preso

Acusado de estuprar crianças de 4 a 10 anos de idade, o catequista José Antônio da Silva, foi preso na cidade de Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, nesta segunda-feira (25). No momento que foi localizado, o criminoso estava desacordado em casa. Após isso, ele foi levado a um hospital, onde está internado em um hospital com suspeita de morte cerebral, segundo o portal Metrópoles.

O catequista estava foragido desde julho de 2019 e tinha seu nome dentro da difusão vermelha da Interpol. Quem denunciou o acusado foi um dos sobrinhos dele, de 23 anos de idade. A procura pela polícia levou em consideração o temor de que o tio fizesse o mesmo que fez com ele durante quatro anos, com o filho.

“Ele fez isso com todos os meninos da família. A psicopatia começou depois de uma certa idade. Um mais velho que eu e todos os mais novos também foram abusados”, detalhou.

Abusos

Geralmente, os abusos aconteciam aos domingos, em eventos da família. Outros primos do denunciante também apoiaram e também denunciou o tio. Ao menos 12 crianças da família foram estupradas. Antes de ser preso, o professor de catequese, que dava aula na Paróquia Divino Espírito Santo, no Guará II, usou vários disfarces, conforme indicou a 4ª Delegacia de Polícia (Guará).

Sem emprego formal e histórico criminal, José Antônio tinha o costume de usar um quarto para cometer os crimes. 12 homens e uma mulher foram as vítimas.

Fontes: Metrópoles/BlogJCampos

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