Moraes inclui Elon Musk no inquérito das milícias digitais após magnata ameaçar desrespeitar leis brasileiras

Ministro do STF mandou recado ao bilionário para que respeite decisões judiciais: “Redes sociais não são terra sem lei!”

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a inclusão do empresário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter), no rol de investigados do inquérito das milícias digitais. ‘Redes sociais não são terra sem lei! As redes sociais não são terra de ninguém’, escreveu o ministro em letras maiúsculas na decisão, divulgada na noite de ontem (7).

Moraes também decidiu abrir investigação sobre a conduta de Musk por obstrução à Justiça e incitação ao crime. O ministro ordenou ainda que a rede X cumpra todas as determinações da Justiça brasileira. E fixou multa de R$ 100 mil para cada perfil que ele reativar irregularmente. 

Também ontem, o bilionário pediu a renúncia ou impeachment do ministro Alexandre de Moraes em postagem em sua rede social. “Em breve, X vai publicar tudo o que foi exigido por @Alexandre e como essas exigências violam a lei brasileira. Este juiz tem aberta e repetidamente traído a Constituição e o povo do Brasil”, escreveu na postagem, que termina com: “Vergonha, Alexandre, vergonha”, escreveu Musk.

O multibilionário ameaçou remover restrições de perfis de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) bloqueados pelo STF. E também de fechar operações de sua empresa no Brasil, além de publicar todas as requisições judiciais enviadas à rede social pela Justiça.

Musk tem atacado Moraes desde o sábado (6). Em um comentário de uma postagem na conta oficial de Moraes na plataforma, Musk questionou o motivo de “tanta censura no Brasil”. E obteve apoio de políticos alinhados ao bolsonarismo. E do próprio Bolsonaro. Na noite do sábado, o ex-presidente declarou: “Elon Musk é o mito da nossa liberdade”.

ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias reagiu às declarações de Musk e defendeu a necessidade urgente de regulamentação das redes sociais. Messias ressaltou que é inaceitável que bilionários estrangeiros tenham controle sobre essas plataformas, infringindo o Estado de Direito e desrespeitando ordens judiciais, o que ameaça a estabilidade social.

deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP)  vai sugerir ao presidente  da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), colocar em pauta o Projeto de Lei (PL) 2.630, o que pode reabrir o debate sobre a mídia. 

“Chegamos ao limite! Agora Elon Musk sinaliza desrespeitar o Poder Judiciário. Vou sugerir ao presidente Arthur Lira  pautar o PL 2630 e desenvolvermos o regime de responsabilidades dessas plataformas digitais. É resposta em defesa do Brasil”, declarou o parlamentar.

Fonte: Rede Brasil Atual

TRÂNSITO MALUQUINHO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 07 de Abril de 2024

A cena se repetiu, um “menino” maluquinho resolveu aprontar usando seu brinquedinho de um milhão de reais. O empresário Fernando Sastre matou o motorista por aplicativo Ornaldo Viana com suas peripécias noturnas à bordo de um Porsche, regadas de irresponsabilidade e desprezo pela vida alheia. Essa história de horror mostra mais uma vez que a lei no Brasil é medida pela fortuna escondida embaixo do colchão.
A polícia de São Paulo tão rude nas favelas, se mostrou muito afável com o filho da elite, deu um tchau ao assassino que saiu de mão dada com a mãmae sem fazer sequer o teste do bafômetro. Fernando foi pra sua “casinha” e só voltou à cena nos braços da mãe e com seu advogado, coisas de rico. E o Ornaldo? Era só mais um trabalhador deitado no asfalto.

No Brasil tupiniquim os rabiscos da impunidade são seculares, principalmente no trânsito. A potência do motor serve como salvo conduto para ricaços saírem armados de casa com os tanques cheios em carros com calibres de ponto 50 embaixo do capô.
O caso de Thor Batista, filho de Eike Batista foi mais uma página de jornal na coluna de obituários ao matar o ciclista Wanderson Pereira com sua Mercedes Benz. Thor foi absolvido em 2° instância e 12 anos depois do acidente a mídia tradicional prefere veicular a nova caricatura do playboy, agora não mais como causador da morte de um trabalhador, mas como pai de família e aparência envelhecida. E o Wanderson? Quem? A mídia tradicional já o esqueceu.

Poderia passar anos escrevendo sobre casos assim ou criar charges que mostrariam carros luxuosos sendo guiados por meliantes customizados com milhões de dólares no porta malas, mas antes de terminar essa frase, com certeza outro suburbano pode tá na mira de um lunático endinheirado ao volante.
Nao foi o Porsche, não foi a Mercedes-Benz, foi o Fernando, foi o Thor, pois devemos tratar esses casos pelo nome e deixar de romantismo, evidenciando a arma usada e esquecendo quem apertou o gatilho, digo, o acelerador.

O Pasquim tá de luto, não, não foi outro acidente de trânsito. Ziraldo nos deixou com todas as suas maluquices, seus rabiscos, suas charges e sua eterna luta contra o período mais aterrorizante que o Brasil já viveu. Ziraldo combateu a Ditadura rabiscando, escrevendo, desenhando no O Pasquim, o jornal semanal que se contorceu por décadas pra informar e politizar milhões de brasileirinhos.
No fim de sua vida Ziraldo ainda passou 4 anos com a sensação que tudo aquilo que vivera, renascia. Ainda bem que temos outros jornais como O Pasquim , Millôr Fernandes abriu caminho para novos “deliquentes”, Jaguar, que não é marca de carro, deixou todo seu conhecimento nas páginas amareladas do folheto semanal. Todos, agora com o advento da internet puseram fim na tentativa de um novo golpe.
Ziraldo como bom mineiro conseguiu uma legião de fãs, sempre comendo pelas beiradas à ponto de deixar todos malucos, inclusive seus algozes.
Quem nunca colocou uma panela na cabeça não sabe nem rabiscar uma reflexão.

Reflexões Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 174

Lula fala com movimentos sociais sobre diagnósticos e sugestões para o País

Presidente se reúne, em Brasília (DF), com integrantes do MST, CUT, FUP, Contag e outras organizações. Papel da Petrobras também é discutido

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou, na manhã deste sábado (6/4), de reunião informal com representantes de movimentos sociais, como Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação Única dos Petroleiros (FUP), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), os Evangélicos pela Democracia, os Católicos pela Democracia, os Juristas pela Democracia, o setor da pastoral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

O encontro ocorreu na Granja do Torto, uma das residências oficiais do presidente, em Brasília (DF), e contou ainda com a presença dos ministros Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação Social, e Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Em entrevista coletiva após o encontro, Macêdo destacou que esta é a primeira de uma série de reuniões que vão ocorrer durante o ano. “Tem uma demanda dos movimentos organizados do Brasil, das organizações nacionais de terem um momento com o presidente e dialogar. [A reunião foi] uma conversa de diagnóstico do País e sugestões das pautas que eles militam, sugestões em relação ao Governo”, explicou o ministro.

Alcance social da Petrobras

A reunião tratou ainda do papel social da Petrobras. “Falou de uma Petrobras que seja além do petróleo, que tenha esse alcance de uma empresa de energia, que possa estar aberto para a discussão sobre a transição ecológica, sobre as outras formas de investimentos de energia no País”, pontuou o ministro ao destacar que não foram tratados assuntos referentes a mudanças na estatal.

Além disso, agricultura familiar e as políticas públicas voltadas para os pequenos produtores também foram pauta. “Foram dadas sugestões em relação as políticas públicas para o campo, que tenha relação com o crédito, Minha Casa, Minha Vida Rural. Uma coisa que foi colocada foi a desburocratização para a reforma de casas das pessoas que estão no meio rural. Às vezes a gente está mais preocupado com a nova casa, com mais casas para as pessoas, e às vezes já tem uma quantidade de pessoas que têm a casa, quer reformar, mas não tem recurso, é um recurso pequeno, mas muitas vezes a burocracia não permite essas coisas andarem”, destacou o ministro ao reforçar a importância de ouvir as demandas dos movimentos.

No final do encontro, o presidente Lula, a primeira-dama, Janja Lula da Silva, os ministros de Estado e representantes dos movimentos sociais plantaram mudas de árvore na Granja do Torto.

Por: Agência Gov

Brasil: quase 16 mil morreram em acidentes de trabalho em sete anos

Levantamento é referente a trabalhadores com carteira assinada

Dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho mostram que 15,9 mil pessoas morreram no Brasil em acidentes do trabalho de 2016 a 2022. Segundo o levantamento, houve um aumento de 25,4% nos óbitos no período: saltaram de 2.265, em 2016, para 2.842, em 2022 – o último ano com dados consolidados.

O diretor de Conhecimento e Tecnologia da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), Remígio Todeschini, ressalta que os números consideram apenas as mortes de trabalhadores com carteira assinada.

“Esses são os acidentados que têm vínculo de CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]. Porque, por exemplo, todo o pessoal de aplicativos está fora daí. E aí quando você fala em geral no Brasil, você tem 12 mil mortos de motocicleta no país por ano. E a grande maioria deles é de trabalhadores que não têm registro”, destaca.

Os dados mostram ainda um aumento de 11,7% no número de acidentes trabalhistas típicos que não resultaram em morte, no período de 2016 a 2022: subiram de 354.084 para 418.684. Os acidentes de trajeto também registraram elevação, de 16%: aumentaram de 108.150, em 2016, para 125.505, em 2022.

No total, os casos de acidentes típicos, incapacidade permanente, doenças do trabalho, óbitos, e acidentes de trajeto somaram 656.667 em 2022, uma alta de 10,6% sobre o registrado em 2016. 

Todeschini cita como medidas para diminuir esse cenário a vigilância e a cobrança permanente das normas de segurança do trabalho, a implementação de programas de gerenciamento de riscos dentro dos locais de trabalho, e a instalação de processos de participação do trabalhador nas comissões internas de prevenção de acidentes.

“É preciso que haja uma reversão das políticas compensatórias e indenizatórias para políticas de promoção, proteção, prevenção dos acidentes, com essa participação ativa dos envolvidos”, destaca.

Fonte: Agência Brasil

100 mil manifestantes exigem renúncia de Netanyahu e o fim do genocido em Gaza

Protestos intensos contra o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, juntou aproximadamente 100 mil pessoas nos últimos dois dias nas ruas de Jerusalém Ocidental. A Begin Boulevard, uma das principais vias da cidade, foi bloqueada por milhares de manifestantes e a polícia respondeu com canhões de água para tentar dispersar a multidão.

Foi uma das maiores manifestações que já ocorreram em Israel desde o início do conflito contra o Hamas. Os manifestantes exigiram a marcação imediata de eleições antecipadas, a destituição do primeiro-ministro e apelaram por um acordo para a libertação dos capturados pelo Hamas, que contou inclusive com a participação de diversos familiares dos reféns detidos na Faixa de Gaza. 

Os manifestantes consideram, assim como muitos críticos de Netanyahu em outros países, que o governo é inimigo da democracia e tem uma coligação política que depende do apoio de partidos ultranacionalistas.

O protesto ainda teve a presença do líder da oposição israelense e antigo primeiro-ministro Yair Lapid, que, em frente ao Knesset (Parlamento), criticou o fato de o Governo estar, nesta altura, de férias. “Os reféns não podem fazer uma pausa, mas o governo pode?”, acusou Lapid, que, além disso, nas redes sociais escreveu que a única coisa importante para Netanyahu é se manter no poder.

Já o empresário de tecnologia Moshe Radman, um dos líderes dos mega protestos de 2023 contra a reforma do sistema judicial, também exigiu a marcação imediata de eleições para o Knesset. “Após o 7 de Outubro, com tantos mortos e feridos, tantos reféns e desaparecidos, parecia impossível que alguma vez chegássemos a este ponto: 100 mil pessoas, unidas, a exigir eleições já. Mas aqui estamos nós”, afirmou Radman em declarações ao jornal israelita Haaretz, que questionou ainda: “Lhe faço Netanyahu uma pergunta simples: de que é que tem tanto medo? Se tem tanta certeza de que todos o apoiam, vamos votar. Ganharia facilmente, não? Vamos lá. Eleições.”

Netanyahu alegou que a ida às urnas iria paralisar o país e as negociações para libertar os reféns. “A realização de eleições no auge da guerra, quando estamos tão perto da vitória, paralisaria o país durante meses. Isso acabaria com a guerra antes dos objetivos serem alcançados. O Hamas seria o primeiro a festejar as eleições”, argumentou,  acrescentando que defende a estratégia de pressão militar e negociações.

Fonte: Diário de Pernambuco

A serviço do bolsonarismo, CFM quer impedir acesso de crianças e mulheres estupradas ao aborto legal

O Conselho Federal de Medicina se converteu em reduto bolsonarista. Na pandemia de Covid-19, acobertou o negacionismo genocida de Bolsonaro, e agora promove mais uma violência contra crianças e mulheres estupradas.

O Centro Brasileiro de Eatudos de Saude manifesta repúdio à Resolução 2378/2024 do CFM, que restringe o acesso ao aborto legal após 22 semanas gestacionais. Tal medida prejudica mulheres e crianças vítimas de estupro, negando-lhes assistência médica necessária. A decisão do CFM é uma violência adicional contra grupos vulneráveis, refletindo desigualdades na assistência à saúde. O Cebes destaca a importância do atendimento imediato, seguro e humanizado, e rejeita tentativas de distorcer tratados internacionais de direitos humanos.

Nota sobre a Resolução CFM 2.378/2024

O Cebes, entidade de defesa da Democracia e do direito à Saúde, repudia a Resolução 2378/2024 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Caso aplicado, o veto à assistolia fetal puniria meninas e mulheres estupradas que não tenham tido acesso ao serviço de aborto legal no início da gestação, negando-lhes assistência.

Ao tentar proibir o procedimento, utilizado nos serviços de Saúde para interrupção da gravidez após 22 semanas gestacionais, o CFM promove mais uma violência contra crianças e mulheres estupradas. O acesso tardio ao aborto legal reflete a iniquidade na assistência, atingindo de forma desproporcional crianças (10-14 anos), mulheres pobres, pretas e moradoras da zona rural.

Os serviços de Saúde deveriam assegurar o atendimento imediato, seguro e humanizado, inclusive com oferta de contracepção emergencial, quando aplicável. A falha nesta assistência, a detecção tardia de estupro de vulnerável ou de condição incompatível com a vida extrauterina não podem justificar a negativa de um direito.

O Código Penal brasileiro não impõe limite de tempo ao aborto legal. É abusiva a tentativa do CFM de distorcer tratados internacionais de Direitos Humanos dos quais o Brasil é signatário, e estabelecer norma que contraria legislação vigente e a política de assistência à Saúde. Sem base legal, a Resolução 2378/204 gera insegurança na prática profissional e coloca em risco a assistência a populações vulnerabilizadas.

Fonte: Cebes

Protesto em SP denuncia genocídio de Israel contra crianças palestinas, quase 50% das vítimas

Massacre promovido por Israel na Faixa de Gaza já assassinou quase 14 mil crianças palestinas

O Consulado Geral de Israel no bairro Cidade Monções em São Paulo (SP) foi alvo de protesto contra o “genocídio em Gaza” nesta sexta-feira (5), data em que que marca o Dia da Criança Palestina.

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) encerraram a mobilização com uma ação simbólica com a participação de crianças do MST para denunciar o massacre promovido por Israel contra a população palestina na Faixa de Gaza, que já provocou quase 14 mil mortes evitáveis de crianças palestinas.

“As crianças palestinas estão sendo as mais massacradas por esse genocídio israelense, quase 50% de todos os assassinados nesse genocídio são crianças, então achamos muito importante trazer essa denúncia no dia de hoje”, disse ao Brasil de Fato Cassia Bechara, da coordenação nacional do MST. 

Ela destaca que o Consulado Geral de Israel foi escolhido para dar um recado direto ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e denunciar “o genocídio de Israel em Gaza e a ocupação israelense na Palestina”.

“É fundamental que os povos pressionem os governos, é a pressão institucional que pode fazer com que Israel pare esse massacre. É preciso cortar relações diplomáticas e não reconhecer esse estado como legítimo. Isso só pode ser feito pela comunidade internacional, só pode ser feito com pressão nas ruas para que nossos governos não reconheçam esse governo ilegítimo de Israel”, diz Bechara.

O protesto em frente ao Consulado faz parte de uma jornada de lutas convocada pelo MST em todo o país durante o mês de março, em solidariedade ao povo palestino. 

“É um ato muito importante, a partir um chamado do MST, em unidade com as várias organizações, com uma comissão de frente com as crianças sem terrinha para lembrar que as vidas das crianças palestinas importam e que essa é uma guerra contra 2,4 quatro milhões de habitantes, onde 40 por cento são crianças. E a maioria das vítimas nesse genocídio são crianças”,  afirma Soraya Misleh, jornalista e coordenadora da Frente em Defesa do Povo Palestino de São Paulo.

Misleh aponta que a manifestação também reforça a campanha do movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra o governo de Israel. “Além das palavras, precisamos de ação e pedimos mais uma vez que o Brasil rompa relações com o governo de Israel. Isso é pela vida das nossas crianças também. É uma guerra contra a criança, uma guerra genocida em que todos estão indistintamente sendo atingidos pelas bombas e balas de Israel: mulheres, homens, idosos, crianças. Mas não há nenhuma dúvida de que essa é uma guerra contra crianças e mulheres.” 

Para Jamil Murad, ex-deputado federal pelo PCdoB e integrante da executiva nacional do Centro Brasileiro de Solidariedade Aos Povos e Luta Pela Paz (Cebrapaz), o Consulado de Israel em São Paulo representa um estado “sionista, supremacista, assassino e fascista, um Estado de guerra, que vai ter que se democratizar para conviver com todos os povos”.

Murad aponta que o massacre israelense contra as crianças palestinas tem como objetivo destruir o futuro “não só da criança palestina, mas do povo palestino”. “Isso é inaceitável, é uma agressão ao princípio fundamental da humanidade que é a sua sobrevivência. Esse genocídio tem que ser parado”, defende.

“A criança palestina está sendo barbaramente assassinada em grandes quantidades, é um genocídio. Elas sofrem também porque matam seus pais e muitas ficaram órfãs. Se precisam de uma cirurgia ou amputação, fazem esse procedimento sem anestésico, porque Israel não deixa entrar medicamento, como não deixa entrar alimento, então tem crianças morrendo de fome. Destruíram as suas casas, estão destruindo as suas escolas.”

“Como mãe a gente se sensibiliza com essa situação que está acontecendo, e vem pra rua porque temos o entendimento de que muitas vozes fazendo a luta pelo mesmo objetivo pode alcançar aquelas pessoas que podem fazer algo”, diz Dalva Maria de Oliveira, do Movimento pelo Direito à Moradia (MDM).

Dia da Criança Palestina

O 5 de abril foi escolhido por ser o Dia das Crianças Palestinas. Instituída em 1995 por Yasser Arafat – então líder da Autoridade Palestina – para visibilizar o impacto da ocupação colonial israelense sobre o público infantil, a data foi adotada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). 

Na década atual, Israel –  que determinou que a maioridade penal para palestinos seria aos 12 anos – já vinha endurecendo estes maus tratos. Em  2022, o ministro palestino de Detidos e Ex-Detidos, Abdul-Nasser Farawna, disse que o número de crianças palestinas presas por Israel havia crescido 140% entre 2021 e 2020. 

No Dia da Criança Palestina de 2023, o ministério disse que 40 delas haviam sido mortas e mais de 800 detidas apenas no período de um ano. 

“As demolições de casas, o despejo de palestinos de Jerusalém, o cerco ilegal à Faixa de Gaza, a tortura e as práticas desumanas, bem como a escalada de ataques terroristas armados por milícias armadas de colonos israelenses, devastam a vida das crianças palestinas”, disse o ministério, em abril deste ano. 

“Combinadas, estas ações criminosas e práticas ilegais criam uma realidade diária insuportável e traumática para as crianças palestinas que permanecem privadas de qualquer forma de proteção a que têm direito.”

Fonte: Brasol de Fato

Com recorde de inclusões, nova ‘lista suja’ do trabalho escravo tem 654 nomes

De um total de 248 novos nomes de empregadores, 43 referem-se à prática flagrada no serviço doméstico

Com quantidade recorde de inclusões, a versão atualizada da chamada “lista suja” do trabalho escravo foi publicada nesta sexta-feira (5) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Traz 654 nomes de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão (confira aqui o documento).  

Segundo o MTE, na nova versão foram adicionados 248 empregadores, “representando o maior número de inclusões já registrado na história”. Desse total, 43 referem-se a práticas de trabalho análogo à escravidão no setor doméstico. Outras atividades econômicas com mais nomes são cultivo de café (27), criação de bovinos (22), produção de carvão (16) e construção civil (12). As atualizações do cadastro são semestrais.

Grupos móveis de fiscalização

O documento existe desde 2003. Antes disso, em 1995, foram criados os grupos móveis de combate à prática, coordenados por auditores-fiscais do Trabalho. Além deles, as ações podem ter participação de integrantes da Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre outras forças públicas. Em 2023, as operações resgataram 3.190 trabalhadores, maior número em 14 anos.

O governo inclui pessoas físicas ou jurídicas no cadastro do trabalho escravo apenas depois de conclusão de processo administrativo, a partir de um auto de infração. Pela regulamentação, os nomes devem ser mantidos por um período de dois anos. Por esse motivo, a atual edição exclui 50. E traz, por exemplo, a prestadora de serviços Fênix, que atuava para vinícolas na Serra Gaúcha, onde 210 trabalhadores foram resgatados em 2023.

“O MTE reafirma que a erradicação das formas modernas de escravidão continua sendo uma prioridade no Brasil, tendo em vista o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8.7 da Agenda 2030 da ONU: tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas, e assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil.”

Fonte: Rede Brasil Atual

México rompe relações diplomáticas com o Equador após invasão de embaixada em Quito

López Obrador confirmou que a polícia do Equador entrou à força na embaixada e prendeu o ex-vice-presidente Jorge Glas

O governo do México anunciou na noite desta sexta-feira (5) a suspensão das relações diplomáticas com o Equador após a invasão das forças policiais à embaixada mexicana em Quito para sequestrar o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, a quem foi concedido asilo político, informa a Telesur.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, em uma mensagem publicada na rede social X, informou que deu ordens à chanceler Alicia Bárcena para que “proceda legalmente e imediatamente declare a suspensão das relações diplomáticas com o governo do Equador”.

“Acabo de ser informado por Alicia Bárcena, nossa secretária de Relações Exteriores, que a polícia do Equador entrou à força em nossa embaixada e prendeu o ex-vice-presidente daquele país, que estava refugiado e solicitando asilo devido à perseguição e assédio que enfrenta”, escreveu o presidente em sua mensagem.

“Isso representa uma violação flagrante do direito internacional e da soberania do México, motivo pelo qual instruí nossa chanceler a emitir um comunicado sobre este ato autoritário, agir legalmente e imediatamente declarar a suspensão das relações diplomáticas com o governo do Equador”.

A chanceler mexicana anunciou ainda na mesma noite que “em consulta com o presidente López Obrador, diante da flagrante violação da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas e dos danos sofridos pelo pessoal diplomático mexicano no Equador, o México anuncia o imediato rompimento das relações diplomáticas com o Equador”.

Minutos antes, a Presidência do Equador havia emitido um comunicado justificando a invasão da embaixada mexicana, alegando abusos “das imunidades e privilégios” concedidos à missão diplomática que abrigava Jorge Glas, que é acusado pelo governo do presidente Daniel Noboa por supostos atos de corrupção.

Fonte: Brasil 247

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