Brasil já tem mais de 3 milhões de casos de dengue em 2024

Desde o início do ano, foram registradas 1.256 mortes pela doença

O Brasil já registrou, desde o início do ano, 3.062.181 casos prováveis de dengue. O número já é quase o dobro de todo o ano passado, quando foram detectados 1,6 milhão de casos. 

Desde o início do ano, foram registradas 1.256 mortes por dengue em todo o país. Outros 1.857 óbitos estão em investigação. 

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Ministério da Saúde, por meio do Painel de Monitoramento das Arboviroses. 

Estados 

Segundo o Ministério da Saúde, nove unidades federativas estão com tendência de queda consolidada no número de casos de dengue: Acre, Roraima, Amazonas, Tocantins, Goiás, Piauí, Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal. 

Outros 13 estados apresentam com tendência de estabilidade: Rondônia, Pará, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo. 

Alagoas, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Sergipe permanecem com tendência de aumento no número de casos. Os números foram divulgados nesta terça-feira (9) pelo Ministério da Saúde. 

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaristas votaram para tirar Brazão da prisão

Deputados bolsonaristas tentaram tirar da prisão o deputado Chiquinho Brazão, acusado de ser o mandante do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Para eles, “bandido bom é bandido morto” não serve para amigos de Bolsonaro.

Os 129 votos contrários à manutenção da prisão de Chiquinho Brazão desnudou a falácia da máxima “bandido bom é bandido morto” da horda extremista de Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional e impôs uma derrota a Arthur Lira (PP-AL), que manobra pra eleger seu sucessor no comando da Câmara.

Bolsonaro entrou em campo para defender a liberdade ao acusado de ser o mandante do assassinato de Marielle Franco ainda durante a análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do parecer do deputado Darci de Matos (PSD-SC), que recomendou a manutenção da prisão preventiva  por crime flagrante e inafiançável de obstrução de Justiça com o envolvimento de organização criminosa.

Buscando vingança pela decisão de Alexandre de Moraes, seu algoz no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente disparou para os deputados aliados um vídeo em que o filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), da Europa, dizia que a prisão de Brazão “atropela a Constituição”, na tese alinhada com o advogado Cleber Lopes, que faz a defesa do acusado de mandar matar Marielle.

No entanto, o receio da repercussão pública do voto fez com que muitos deputados simpáticos a Bolsonaro encorpassem os 277 votos favoráveis à manutenção da prisão – 20 a mais da maioria absoluta, de 257 votos, necessários.

A lista dos 129 que votaram pela liberdade de Brazão foi encabeçada por figuras como Nikolas Ferreira (PL-MG), Carla Zambelli (PL-SP), Carlos Jordy (PL-RJ), Alexandre Ramagem (PL-RJ), Júlia Zanatta (PL-SC) e o próprio Eduardo Bolsonaro.

Os deputados extremistas aliados a Bolsonaro, adeptos do bordão que estimula a matança dos “bandidos”, ficaram nus em seu discurso de segurança pública, deixando claro que a máxima não vale quando o bandido é aliado – ou quando é preciso se vingar daqueles que consideram inimigos.

Sucessão na Câmara

A votação ainda tirou o véu que encobria a sucessão de Arthur Lira na Câmara e fortaleceu o líder do PSD, Antônio Brito (BA), que busca ser o candidato do governo Lula para a presidência da Câmara.

Brito foi o único entre os pré-candidatos que orientou o partido a votar pela manutenção da prisão de Brazão.

Bispo licenciado da Universal, o presidente do Republicanos Marcos Pereira (SP) lavou as mãos e liberou a bancada, que votou majoritamente para tirar Brazão da cadeira – 20 votos a favor e 8 contrários.

Pereira, no entanto, não marcou presença na sessão, assim como o líder do partido, Hugo Motta (PB).

Já Elmar Nascimento (BA), líder do União Brasil e favorito de Lira para sua sucessão, orientou a bancada a votar pela soltura de Brazão, em um aceno ao bolsonarismo, que saiu derrotado.

Nascimento atuou junto com Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, que usou o gabinete da filha, Dani Cunha (MDB), para tentar convencer, sem sucesso, o União votar em peso pela liberdade do amigo.

Fonte: Revista Fórum

Governo anuncia 112 mil casas para área rural e movimentos por moradia

O governo federal destinará R$ 11,6 bilhões para a construção de 112,5 mil moradias, no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) nas modalidades Rural e Entidades. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o Planalto, o total de unidades selecionadas supera em mais de 140% a meta inicial prevista pelo Ministério das Cidades. O programa dará teto a 440 mil pessoas em áreas rurais e urbanas. Muitas delas localizadas em comunidades tradicionais como quilombolas e povos indígenas; e famílias organizadas pelos movimentos de luta por moradia.

O MCMV Rural selecionou e habilitou para atuar no programa 2.105 de propostas de 1.137 de entidades organizadoras ligadas aos movimentos de luta por moradia, bem como organizações de representação de agricultores e trabalhadores rurais, além de entes públicos locais. Já para o MCMV Entidades, foram 443 propostas de 206 entidades organizadoras.

Os grupos mais vulneráveis, como mulheres chefes de família, famílias de áreas de risco, terão prioridades. O Planalto informa que o prazo de contratação das propostas selecionadas será de 180 dias, contados a partir da data de publicação da portaria, mas que poderá ser prorrogado pelo Ministério das Cidades.

A ampliação da meta se deve ao grande volume de propostas apresentadas, bem como à meta do presidente Lula de contratar 2 milhões de novas moradias até 2026. Na avaliação do governo, há uma demanda represada após a interrupção do MCMV nos últimos anos.

Ao discursar durante o anúncio desses números, Lula lembrou de algumas situações problemáticas que teve nos anos iniciais do programa, em especial devido algumas entregas de imóveis de baixa qualidade, motivo pelo qual buscou dar cada vez mais qualidade às habitações construídas pelo programa.

“Tive muito problema com o MCMV. Nem tudo é a maravilha que é hoje. Quando fui inaugurar umas casas em João Monlevade, [em Minas Gerais], minha vontade era a de pegar um cara do governo de lá, que cuidou daquela casa, e jogar na parede, de tanta falta de respeito com o povo pobre, na construção daquela casa”, disse o presidente.

“Foi ali que descobri que uma parte das pessoas não tem a menor noção de que pobre gosta de coisas boas. A casa não tinha nem quintal. Eu fiquei revoltado. Não é possível fazer casa sem varanda ou apartamento sem espaço para a pessoa sair para respirar e ver a lua cheia”, acrescentou.

O presidente explicou que este foi exatamente o motivo de se precisar de um prazo maior para o anúncio de hoje. “Não havia projeto na prateleira, com varanda ou sacada. Por isso exigi casas com varanda e que tenha sacada no apartamento. É preciso que as pessoas tenham um espaço de liberdade. Não custa caro fazer um metro e meio de varanda”.

MCMV Entidades

Segundo o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, as unidades construídas por meio do MCMV Entidades têm apresentado qualidade bastante superior, na comparação com as feitas por empresas construtoras.

“Pude constatar em cada uma das inaugurações do MCMV Entidades que as casas são maiores, os equipamentos são melhores. Elas têm até elevadores. Sou testemunha disso e tenho falado com cada um dos movimentos sobre a qualidade superior que é a construção, quando feita pelas entidades”, disse o ministro. “Sem nenhum preconceito com as construtoras, mas é um reconhecimento que eu faço: o Minha Casa Minha Vida Entidades feito por vocês são melhores”.

Lula aproveitou a fala de Barbalho para lembrar que, no início do programa, havia, até mesmo dentro das equipes de governo, muita dúvida sobre se essa modalidade do programa seria bem-sucedida.

“Fiquei orgulhoso quando ouvi o Jader dizer que as entidades fazem casa melhor do que os empresários. Quando o cara faz [a própria casa], ele está construindo para ele. Não é alguém que tá fazendo para vender e acabou”, disse o presidente.

“De vez em quando aparece uma denúncia de corrupção em uma cooperativa de trabalhador. Essa denúncia é em geral feita para desacreditar o povo. Para não dar a ele o direito de fazer, sob o argumento de que ele não sabe lidar com dinheiro, e que quem sabe lidar com dinheiro é apenas o rico”, acrescentou.

O presidente antecipou que deverá ampliar o público-alvo beneficiado pelo MCMV. “Estou preocupado com as pessoas que ganham acima de dois ou três salários mínimos. Eles também são trabalhadores. Ganham R$ 4 ou R$ 5 mil e não têm casa. A gente faz casa para pobre e o rico tem financiamento. Mas não tem casa para quem ganha R$ 7 mil”, disse.

“Por isso vamos lançar na semana que vem um programa de crédito habitacional para essas pessoas. E precisamos também criar um programa de reforma de casa”, informou.

Fonte: Agência Brasil

Professores, técnicos e alunos da Uneal realizam protesto em Maceió

Ocorreu na manhã de hoje, 10/04, uma grande manifestação de professores, técnicos e alunos da Universidade Estadual de Alagoas. O protesto ocorreu na porta do Palácio do Governador e reuniu centenas de participantes oriundos dos campi de Arapiraca, Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios, São Miguel, União dos Palmares e Maceió.

Os manifestantes com faixas e cartazes cobravam a realização de concurso público para professores e técnicos, restaurante universitário, assistência estudantil entre outra reivindicações.

Durante o ato, representantes de diversas entidades sindicais, como o Sinteal, Saseal, Sindicato dos Servidores do Detran e da CUT, expressaram solidariedade com a luta da comunidade universitária e cobraram do governador Paulo Dantas, o atendimendto das reivindicações.

Para o professor Luizinho, presidente do Sinduneal, “o ato demonstrou a unidade dos docentes, técnicos e estudantes em defesa da Uneal. Esperamos que na reunião de segunda (15/04), o governo apresente uma prposta concreta para a realização do concurso público.”

Segundo os manifestantes, a Uneal vive uma das suas maiores crises da história. Sem professores e técnicos suficientes, tem cursos funcionados com apenas dois professores, como o de pedagogia em União dos Palmares e o de Química em Arapiraca.

Servidores da Unidade de Emergência do Agreste realizam protesto em Arapiraca

Trabalhadores do Hospital do Agreste (UE do Agreste) protestam contra falta de segurança e de condições de trabalho

O Na manhã desta quarta-feira (10) dezenas de trabalhadores e trabalhadoras do Hospital do Agreste (Unidade de Emergência) realizaram um ato de protesto contra a falta de segurança e também pela falta de condições de trabalho no local.

A situação é grave e o SINDPREV-AL vem denunciando há meses, inclusive realizando reuniões com as direções. Além disso, o Sindicato também já realizou reuniões na Secretaria Estadual de Saúde (SESAU) cobrando ações efetivas para evitar que os servidores fiquem à mercê de marginais ou sofrendo agressões cotidianamente.

O ato desta quarta-feira é um pedido de socorro para que haja, efetivamente, segurança no local, deixando os servidores menos apreensivos quanto a segurança pessoal e patrimonial.

Pela direção estadual do SINDPREV-AL participaram deste ano em Arapiraca os dirigentes: Olga Chagas, Leonardo Correia, Aparecida Flores e Altamir da Silva Oliveira. O Núcleo Regional do SINDPREV-AL também esteve presente com vários companheiros e companheiras.

O SINDPREV-AL vai continuar cobrando do governo do Estado segurança, não apenas na UE do Agreste mais em todas as unidades de Saúde, que atualmente estão completamente desamparadas.

Fonte: Sindprev-AL

Iteral discute com Incra e movimentos sociais retomada da reforma agrária na Laginha

Famílias acampadas nas terras da massa falida do Grupo João Lyra serão cadastradas pela autarquia federal

O diretor-presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), Jaime Silva, se reuniu nesta segunda-feira (8), com o diretor-substituto da Câmara de Conciliação Agrária do Incra nacional, Marcos Aurélio Bezerra da Rocha, e dirigentes de movimentos sociais de luta pela terra, para discutir os próximos passos da composição que atua para destravar a reforma agrária nas terras das usinas Laginha, em União dos Palmares, e Guaxuma, em Coruripe.

A iniciativa, fruto de uma articulação conduzida pelo Governo de Alagoas junto às instituições federais, sucede a audiência do governador Paulo Dantas com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, ocorrida no mês de fevereiro.

Na ocasião, o governador levou a Brasília o pleito das cerca 3.500 famílias acampadas em áreas da Laginha, com o objetivo de estabelecer uma parceria, com o MDA, capaz de viabilizar o atendimento das demandas dos trabalhadores sem-terra e organizações sociais do campo que lutam por seus direitos. Desde então, Estado e União estão alinhados, na busca pela resolução do imbróglio.

De acordo com Marcos Aurélio, servidor do Incra há 40 anos, uma equipe da autarquia federal chegará a Alagoas nos próximos dias para iniciar o processo de cadastro dos acampados, aproveitando levantamentos já produzidos pelo corpo técnico do Iteral, que, por sua vez, estará incumbido de oferecer suporte logístico ao grupo coordenado por ele.

Considerada estratégica, a reunião realizada hoje contribuiu para a definição da metodologia do cadastramento das comunidades envolvidas na pauta. Diante dos presentes, Jaime Silva expôs a necessidade de contar com a colaboração dos líderes dos movimentos sociais, para que o trabalho flua de forma célere e precisa.

“Temos ciência da importância desta agenda e vamos atuar de forma colaborativa para identificarmos aqueles que de fato residem em áreas da Laginha e produzem na região”, afirmou.

Para Débora Nunes, da Coordenação Nacional do MST, esta construção representa um passo importante na direção do avanço da reforma agrária no estado e possibilitará o cumprimento de acordos estabelecidos com o Poder Judiciário, que vem atuando para intermediar os conflitos possessórios existentes em Alagoas, através da atuação da Comissão de Soluções Fundiárias.

“Este encontro serve para que possamos iniciar o cadastramento das famílias, como parte do processo de avanço do pleito. São medidas necessárias dentro da perspectiva de resolução do conflito, mas o que buscamos em definitivo é a destinação dessas terras para a reforma agrária, para que as famílias possam ser assentadas”, pontua.

Ainda no mês de abril, outra equipe do Incra deve chegar ao estado para vistoriar as terras da massa falida, em uma segunda etapa do plano de ação dedicado ao atendimento das reivindicações apresentadas pelos movimentos sociais.

Fonte: Tribuna Hoje

Dirigentes de empresas de ônibus são presos por suposto elo com PCC

De acordo com investigações do Gaeco, Transwolff e UpBus seriam usadas pelo PCC para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas

Ministério Público de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (9/4), operação contra empresas de ônibus da capital que seriam ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). São cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão. As empresas que estão na mira do MP são a Transwolff e a UpBus.

Pelo menos dois mandados foram cumpridos, um deles contra Luiz Carlos Efigênio Pandolfi, o Pandora, dono da Transwolff, e outro contra Robson Flares Lopes Pontes, dirigente da empresa da zona sul.

Justiça de São Paulo determinou ainda que a SPTrans, estatal de transporte coletivo da capital, assuma imediatamente a operação das linhas administradas pelas empresas Transwolff, que atua na zona sul, e da UpBus, que administra linhas na zona leste.

As duas empresas de ônibus transportam diariamente cerca de 700 mil passageiros e receberam mais de R$ 800 milhões de remuneração da Prefeitura de São Paulo em 2023.

De acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), antecipadas pelo Metrópoles no domingo (7/4), as empresas eram usadas pela facção para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

Leia mais: https://www.metropoles.com/sao-paulo/dirigentes-de-empresas-de-onibus-sao-presos-por-suposto-elo-com-pcc

Fonte: Metrópoles

CFM tem 72 horas para explicar proibição de procedimento pré-aborto

Entidades médicas protocolaram ação judicial contra medida

A Justiça Federal em Porto Alegre concedeu nesta segunda-feira (8) prazo de 72 horas para o Conselho Federal de Medicina (CFM) se manifestar sobre a resolução aprovada pelo órgão para proibir a realização da chamada assistolia fetal para interrupção de gravidez.

O procedimento é usado pela medicina nos casos de abortos previstos em lei, quando há possibilidade de sobrevida do feto, e foi contestado em uma ação popular protocolada pela Sociedade Brasileira de Bioética (SBB) e o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes). 

O prazo para manifestação foi concedido pela juíza Paula Weber Rosito. O procedimento antecede a análise do caso. 

Conforme definição do CFM, o ato médico da assistolia provoca a morte do feto antes do procedimento de interrupção da gravidez.

“É vedada ao médico a realização do procedimento de assistolia fetal, ato médico que ocasiona o feticídio, previamente aos procedimentos de interrupção da gravidez nos casos de aborto previsto em lei, ou seja, feto oriundo de estupro, quando houver probabilidade de sobrevida do feto em idade gestacional acima de 22 semanas”, definiu o CFM. 

Após a publicação da resolução, a norma foi contestada por diversas entidades. 

Fonte: Agência Brasil

Israel prepara carnificna em Rafah, último refúgio civil de palestinos em Gaza

Massacre do governo israelense sobre palestinos em Gaza está perto de sua investida final. Mesmo com cessar-fogo aprovado pela ONU, não há respeito

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse hoje (8) que já tem data para invadir Rafah. A cidade palestina na Faixa de Gaza é o último refúgio de milhões de civis, encurralados pelo massacre das forças sionistas. O exército israelense já soma mais de 33 mil vítimas palestinas, mais de 60% delas mulheres e crianças, ampla maioria civis.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou há duas semanas um cessar-fogo na região. Contudo, Israel demonstra não respeitar tratados internacionais. Enquanto o mundo assiste apreensivo ao que a própria ONU já chamou de genocídio, palestinos morrem diariamente por uma chuva de bombas, fome e ausência de recursos básicos.

Não há sistema de saúde funcional em Gaza. Hospitais, escolas e abrigos estão entre os alvos favoritos dos sionistas de extrema direita comandados por Netanyahu. Então, enquanto isso, a frágil organização palestina não consegue negociar ou pressionar pelo fim dos ataques. O grupo armado Hamas, pivô do início dos ataques com o atentado de outubro do ano passado, afirma ter demandas ignoradas.

“Não há mudança na posição da ocupação de Israel e, portanto, não há nada de novo nas negociações”, disse uma fonte ligada ao Hamas à agência internacional Reuters. Existe, no momento, uma mesa de negociações em andamento no Cairo. Além de representantes palestinos e israelenses, também há a presença do diretor da inteligência norte-americana, William Burns, da CIA.

Netanyahu, por sua vez, confirmou que não há avanços e que sua posição é de avanço impiedoso sobre a Palestina. “Essa vitória exige a entrada em Rafah e a eliminação dos batalhões terroristas de lá. Isso acontecerá. Há uma data”, disse, sem dar mais detalhes.

Expulsão em Gaza

Israel destruiu toda a parte Norte de Gaza, e expulsou mais de 1,4 milhão de palestinos para Rafah e Khan Younis, no Sul. Contudo, com a presença massiva de civis, o governo Netanyahu ampliou os ataques aéreos nas regiões de refúgio. Agora, há um êxodo de palestinos tentando retornar para as áreas devastadas, ainda que isso represente um grande risco, devido à destruição completa das estruturas e presença de bombas que ainda podem explodir.

Fonte: Rede Brasil Atual

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