Terremoto de magnitude 7,4 deixa 132 mortos e mais de 570 feridos na Colômbia

Sismo com epicentro no departamento de Chocó foi o mais forte sentido no país na última década; governo de Gustavo Petro mobiliza militares, aeronaves e equipes de emergência em busca de sobreviventes

Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia, deixando pelo menos 132 mortos e mais de 570 feridos, além de provocar destruição em diferentes regiões do país. O epicentro foi localizado no departamento de Chocó, e operações de busca e resgate foram intensificadas diante da possibilidade de haver sobreviventes presos sob os escombros.

Segundo a Telesur, o tremor foi o mais forte sentido na Colômbia na última década e afetou nove departamentos. Cidades como Pereira, Cali, Quibdó, Manizales e Armenia estão entre as mais atingidas, enquanto as autoridades mantêm alertas diante das réplicas e da continuidade das avaliações dos danos.

O presidente Gustavo Petro assumiu a direção da resposta governamental à emergência, estabelecendo como prioridade o resgate das pessoas soterradas. Ministros e integrantes do governo foram enviados às áreas atingidas para coordenar as ações com forças de segurança e organismos de socorro.

Pereira concentra maior número de mortes

Pereira aparece, até o momento, como a cidade com o maior número de vítimas fatais.

De acordo com as informações disponíveis, 60 mortes foram registradas na cidade. Cali aparece em seguida, com pelo menos 15 mortos.

Os números ainda são preliminares e podem aumentar à medida que equipes de emergência consigam alcançar regiões afetadas e avancem na inspeção de prédios e áreas atingidas.

O balanço nacional indica mais de 570 pessoas feridas.

A dimensão dos danos levou várias cidades a adotar medidas de emergência e alerta vermelho.

Cali registra centenas de feridos

Cali também sofreu danos severos.

Na cidade, pelo menos 20 estruturas foram destruídas e aproximadamente 380 pessoas ficaram feridas, de acordo com as informações divulgadas.

Hospitais passaram a enfrentar forte pressão diante da chegada das vítimas.

Prédios desabaram e diferentes vias sofreram danos, dificultando a circulação das equipes encarregadas do atendimento emergencial.

As autoridades trabalham para avaliar a segurança das estruturas que permaneceram de pé e identificar construções sob risco de novos desabamentos.

Epicentro foi registrado em Chocó

O epicentro do terremoto foi localizado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó.

Depois do tremor principal, foram registradas réplicas de magnitudes 4,6 e 4,8, ampliando a preocupação das autoridades com novos danos.

As réplicas representam risco adicional especialmente nas regiões onde construções já foram comprometidas pelo terremoto inicial.

O impacto também atingiu instituições de ensino. Universidades em Chocó, Manizales e outras localidades tiveram instalações danificadas, com registros de destruição em edifícios e outras estruturas.

Segundo o Serviço Geológico Colombiano, os efeitos do terremoto foram sentidos nas capitais do país.

Mais de 180 militares participam das buscas

As operações de resgate foram reforçadas com a mobilização de mais de 180 militares, além de equipes especializadas em localização e retirada de pessoas presas sob os escombros.

A Força Aeroespacial Colombiana também disponibilizou aeronaves para apoiar as operações.

A prioridade é alcançar as áreas mais afetadas, localizar sobreviventes e garantir o transporte de feridos para unidades hospitalares.

A presença das forças de segurança se soma ao trabalho dos bombeiros, equipes médicas e demais organismos responsáveis pela resposta a desastres.

O trabalho torna-se especialmente delicado diante das réplicas, que podem provocar novos desabamentos em construções já fragilizadas.

Petro assume comando da resposta à tragédia

Diante da dimensão do desastre, Gustavo Petro assumiu diretamente a coordenação política da resposta governamental.

A orientação prioritária é concentrar recursos na localização e no resgate das vítimas que ainda possam estar sob estruturas destruídas.

Equipes de ministros e integrantes do alto escalão do governo foram enviadas às regiões atingidas para organizar a resposta emergencial e articular as ações entre autoridades nacionais e locais.

Também foi declarado alerta vermelho em Antioquia, enquanto diferentes departamentos permanecem mobilizados diante dos impactos do terremoto.

A resposta envolve forças militares, organismos de socorro, autoridades de saúde e equipes responsáveis pela avaliação de infraestrutura.

País enfrenta maior terremoto da última década

Segundo o Serviço Geológico Colombiano, o terremoto foi o mais forte sentido no país nos últimos dez anos.

A magnitude de 7,4 e a extensão geográfica dos impactos fizeram com que o tremor fosse percebido em diferentes regiões da Colômbia.

O balanço inicial de 132 mortos e mais de 570 feridos ainda poderá ser atualizado conforme avançarem as buscas, especialmente nas localidades onde edifícios desabaram e as equipes de emergência continuam procurando pessoas sob os escombros.

Com cidades em alerta, hospitais sobrecarregados e centenas de integrantes das forças de emergência mobilizados, o governo colombiano concentra seus esforços na localização de sobreviventes e no atendimento às populações das áreas mais atingidas.

Fonte: Brasil 247

Entre bolsonaristas, 1 em cada 4 já jogou a toalha sobre Flávio Bolsonaro

Pesquisa mostra que 24% dos eleitores que apoiam Flávio Bolsonaro veem Lula como favorito na eleição de 2026

Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada na última sexta-feira (7), mostra que a percepção de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassa seu próprio eleitorado e chega também a uma parcela dos apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), os bolsonaristas.

Segundo o levantamento, 24% dos eleitores que se identificam como bolsonaristas acreditam que Lula será reeleito, mesmo declarando preferência pelo candidato do PL.

No cenário geral, 55% dos entrevistados apostam na vitória de Lula, enquanto 28% acreditam que Flávio Bolsonaro vencerá a eleição. Outros 3% mencionaram outros candidatos e 14% não souberam ou não responderam.

Entre os eleitores de Lula, a confiança na reeleição é ainda maior: 84% acreditam que o presidente vencerá, enquanto apenas 8% apostam na vitória de Flávio.

Expectativa não é intenção de voto

O levantamento mede a percepção dos eleitores sobre quem deve vencer a eleição, e não necessariamente em quem pretendem votar. Por isso, o resultado indica como os brasileiros avaliam o cenário eleitoral e as chances de cada candidato.

Os números mostram ainda uma diferença significativa entre a confiança dos dois grupos: enquanto parte do eleitorado de Flávio admite a possibilidade de uma vitória de Lula, a maioria dos apoiadores do presidente acredita na continuidade do atual governo.

Fonte: BNC Amazonas

CNJ aplica suspensão a desembargadores lavajatistas do TRF-4

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça decidiu, por unanimidade, aplicar a pena de disponibilidade pelo prazo de 60 dias aos desembargadores federais Loraci Flores de Lima e Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O processo administrativo disciplinar apurou a atuação dos magistrados em julgamento relacionado à finada “lava jato”. Na mesma decisão, o colegiado julgou improcedentes as imputações contra o juiz federal Danilo Pereira Júnior. 

A decisão foi tomada durante a 11ª Sessão Ordinária de 2026 do CNJ. O PAD analisou a atuação dos magistrados na 8ª Turma do TRF-4 por descumprirem a ordem expressa expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli de suspender as ações penais relacionadas à “lava jato”. O caso tratava da suspeição do então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Eduardo Appio, em processos da autodenominada força-tarefa. 

Para o relator do processo, conselheiro Rodrigo Badaró, os desembargadores violaram os deveres funcionais de exatidão e prudência porque “o acórdão da 8ª Turma ultrapassa os limites da ação penal de origem e das vinte e oito exceções de suspeição reunidas na decisão do STF”. Segundo Badaró, o fato de haver decisões do Supremo sobre o tema “exigia cautela redobrada dos integrantes ordinários do colegiado”.

Em relação ao juiz Danilo Pereira Júnior, o relator concluiu que não houve provas suficientes para individualizar uma infração funcional. De acordo com Badaró, a participação do magistrado se limitou à composição episódica do quórum, sem atuação na elaboração do voto ou na gestão do acervo da “lava jato”. Também não houve demonstração de domínio institucional suficiente para identificar as repercussões da decisão. Por esse motivo, as imputações contra o juiz foram julgadas improcedentes.

Ao definir a sanção aos desembargadores, Badaró ressaltou, no entanto, não haver prova conclusiva de incompatibilidade permanente com a magistratura, indicando a pena de disponibilidade por 60 dias. O período será descontado do tempo de afastamento do cargo durante a tramitação do processo. Com informações da assessoria de imprensa do STF.

PAD 0003412-26.2024.2.00.0000 

Fonte: Conjur

Aluno vai para UTI após sofrer agressão com golpes de pá em escola cívico-militar em SP

A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso de um adolescente atingido na cabeça com uma pá de lixo por um colega em uma escola cívico-militar em Birigui, no interior do estado. A agressão aconteceu em 29 de julho.

Segundo apuração do Metrópoles, o adolescente foi agredido durante o horário de saída dos estudantes. Inicialmente, a violência não foi presenciada por funcionários da escola por causa do grande fluxo de alunos que passavam pelo local no momento.

De acordo com o registro da instituição, os dois alunos foram chamados no dia seguinte e relataram que o golpe de pá aconteceu durante uma brincadeira. Eles foram orientados quanto à inadequação de comportamentos que envolvam agressões físicas ou utilização de objetos capazes de causar lesões.

Posteriormente, a mãe do adolescente agredido procurou a unidade, informando que o filho passou a apresentar fortes dores de cabeça. Após exames de imagem, foi constatada uma lesão intracraniana. O jovem foi transferido para uma unidade de terapia intensiva (UTI) em Araçatuba, onde permanece internado sem previsão de alta.

Já o aluno responsável pela agressão confirmou o ocorrido. A escola reuniu os responsáveis legais dos envolvidos e orientou as famílias sobre a necessidade de comunicar o caso às autoridades competentes.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) informou que a Unidade Regional de Ensino de Birigui lamenta profundamente o ocorrido e repudia qualquer forma de vi0lência, dentro ou fora do ambiente escolar.

“Assim que tomou conhecimento do desentendimento entre os estudantes, a equipe gestora adotou as providências cabíveis e acionou as responsáveis para uma reunião de mediação. A equipe gestora segue acompanhando o quadro de saúde do aluno e prestando suporte necessário à família”, diz o texto.

Fonte: Metrópole

QUE VENHA AS ELEIÇÕES

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 09 de Agosto/ 2026

Essa semana foi quente, teve de tudo e o quadro dos candidatos às eleições está se desenhando.

Depois de muitas idas e vindas, depois de muito choro, muito bate boca, muitas fofocas, enfim o Senador Cleitinho vai ser candidato ao Governo de Minas Gerais. Segundo as pesquisas, Cleitinho lidera a corrida para o Palácio Tiradentes. O estado está se livrando de um ignóbil e poderá adotar outro. O povo mineiro que sempre comeu pelas beiradas e se confirmada a eleição do Cleitinho, Minas abocanhará o fosso do retrocesso do estado nos proximos 4 anos com uma digestão que pode levar décadas, mas seus efeitos colaterais são imediatos. Acorda, “minerin”.

Outro candidato, Alfredo Gaspar, Deputado de Alagoas, foi apresentado como o vice na chapa do Flavio Bolsonaro, mesmo anunciando que queria uma mulher ao seu lado para o pleito, mas por algum motivo, ainda desconhecido, a vaga caiu no colo do Gaspar.
O Deputado foi Secretário de Segurança Pública de Alagoas e sua passagem foi marcada pelo velho lema policialesco da “tolerância zero”, ou seja “primeiro atira, depois pergunta quem é”. Esse lema imperou na epoca em que Alfredo ocupava o cargo. Detalhe: só nas favelas.
Além disso ele ta sendo investigado por indícios de crimes por ter enviado 6 milhões de emendas pix para o município de Sao José da Laje/AL e tambem investigado por ter tido relação sexual com uma menina de 13 anos.
Deus , Pátria e familia numa chapa puro sangue, sangue ruim, claro!

A GloboNews recebeu alguns candidatos à presidência para serem sabatinados e o que se viu foi uma tonelada de paspalhices, lixo intelectual, um vazio cognitivo sem tamanho acompanhado por pacote intestinal sem precedentes.
Hoje em dia na política tupiniquim pode-se falar tudo e no outro dia negar , fazendo um malabarismo pra tentar dar uma nova roupagem naquilo, que de fato, foi dito. Renan Santos disse na Convenção do seu partido que “prendeu, matou”, mas na entrevista ao ser confrontado usou o “num foi bem assim, na verdade eu quis dizer” , não convenceu e quem assistiu, viu ali só mais um fanfarrão que fala com um ar de intectualidade, mas não sabe o abc dos problemas que o pais enfrenta. Um jovem imbecil!

O Zema, foi outro que causou na entrevista. O comedor de banana com casca escorregou nas respostas e assim como o Renan Santos a politica matadoura, a máquina de moer preto, pobre e favelado foi sua bandeira. Zema quer ser o Nayib Bukele da Ilha de Vera Cruz, mas sem transgredir a Constituição, sem fechar o Supremo, sem passar por cima dos Direitos Humano. O Zema quer ser o Bukele nos morros e na periferia. Ja nos bairros de luxo ele se contenta em ser só o Chico Bento.

O Caiado tambem tava na Globo e merece 3 linhas, uma pra cada percentual que ele alcança nas pesquisas.
O Governador de Goiás encarnou o Rolando Lero da Escolinha do Raimundo, não respondeu nada, enrolou muito e ao final o eleitor captou a mensagem; vai se aposentar na política sem conseguir ser perguntado pelo Lula num debate.

Pra finalizar; as próximas sabatinas com esses candidatos poderiam ser feitas embaixo de uma lona colorida, com um palco de madeira e atores com o rosto pintado, o cenário seria mais adequado pra recebe-los!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 296

Depois de calote, Caixa vai leiloar apartamento de Eduardo Bolsonaro no Rio

Imóvel em Botafogo foi comprado por R$ 1 milhão em 2017. Parte do pagamento foi feita em dinheiro vivo e R$ 780 mil foram financiados pela Caixa. Documentos obtidos pelo g1 mostram que o banco consolidou a propriedade em março deste ano após a inadimplência do contrato.

O apartamento que pertenceu ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em Botafogo, na Zona Sul do Rio, será leiloado pela Caixa Econômica Federal no próximo dia 20 de agosto, após o banco retomar o imóvel em razão da inadimplência do financiamento.

O imóvel, localizado na Avenida Pasteur, foi avaliado pela Caixa em R$ 1,011 milhão e poderá ser arrematado por lance mínimo de R$ 644,3 mil, desconto de cerca de 36% em relação ao valor da avaliação. A venda será realizada na modalidade de licitação aberta, em que vence quem apresentar a maior proposta acima do preço mínimo.

A informação foi revelada pelo jornalista Ruben Berta, no Jornal Ururau, e confirmada pelo g1 por meio da análise de documentos públicos.

Os documentos obtidos pelo g1 mostram que Eduardo Bolsonaro financiou R$ 780 mil na compra do apartamento, por meio de contrato firmado com a Caixa em outubro de 2017, com prazo de 420 meses. Após o não pagamento das parcelas, o banco iniciou o procedimento de cobrança, consolidou a propriedade em seu nome em março deste ano e incluiu o imóvel entre os bens ofertados em licitação pública.

Pagamento em dinheiro vivo

O apartamento já havia sido alvo de reportagens em 2020 por causa da forma de pagamento utilizada na compra.

Segundo a escritura pública do imóvel, Eduardo Bolsonaro deu um sinal de R$ 81 mil, pagou R$ 100 mil em espécie no ato da assinatura da escritura e se comprometeu a quitar outros R$ 18,9 mil poucos dias depois. O restante do valor da compra foi financiado pela Caixa Econômica Federal.

Além do imóvel em Botafogo, em 2011, quando ainda não era deputado, Eduardo Bolsonaro já tinha comprado outro imóvel usando dinheiro vivo.

Como registrado na escritura, ele pagou R$ 160 mil por um apartamento em um endereço de Copacabana. Foram pagos R$ 110 mil no ato com cheque administrativo e os outros R$ 50 mil, em espécie.

A escritura do apartamento de Copacabana revela também que o imóvel foi comprado por um valor inferior ao que a prefeitura avaliava na época. No documento está descrito que a Secretaria Municipal de Fazenda, para efeitos fiscais, avaliou o imóvel em R$ 228 mil. Eduardo Bolsonaro pagou 30% a menos do que o valor de referência da prefeitura.

Uma reportagem do portal UOL, em 2022, revelou que 51 imóveis comprados pela família Bolsonaro foram pagos em dinheiro vivo. Em valores corrigidos pela inflação, o montante equivale hoje a quase R$ 26 milhões.

Fonte: G1

Escandaloso: filhos de Tarcísio viram sócios de empresário que opera créditos tributários

Tarcísio e um dos controladores das empresas negam conflito de interesses e afirmam que atividades das empresas são independentes do governo estadual

Os dois filhos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tornaram-se sócios, em junho deste ano, de um empresário baiano cuja família é do ramo de consultoria e recuperação de créditos tributários.

Uma das empresas da família, a Lex Tax, anuncia nas redes sociais a recuperação de créditos tributários como uma de suas especialidades. O sucesso da atividade depende de homologações e decisões administrativas do poder público. Outra empresa, a All Tax, oferece sistemas de planejamento e gerenciamento tributário estratégico.

Em sua página na internet, a All Tax anuncia ter como clientes empresas de energia e proteína animal, companhias que pertencem a grupos econômicos que, segundo dados da Secretaria Estadual da Fazenda, obtiveram mais de R$ 680 milhões em créditos outorgados de ICMS em São Paulo de 2023 a 2025.

Tarcísio e um dos controladores das empresas afirmaram, por meio de nota, que as atividades das empresas e do filho do governador não caracterizam conflito de interesses.

Letícia Ferreira de Freitas, 19, e Matheus Ferreira de Freitas, 27, fazem raras aparições com os pais e não têm páginas públicas em redes como o Instagram. Matheus tem um perfil desatualizado no LinkedIn, em que informa duas formações: gestão pública no Centro Universitário IESB, de Brasília, e engenharia de produção na UnB. Eles não estiveram, por exemplo, no palco da convenção do Republicanos, no último sábado (1º), que oficializou a candidatura à reeleição do governador.

Os irmãos abriram a Ferreira de Freitas Participações em 6 de fevereiro deste ano, segundo a Junta Comercial paulista. Registrada como microempresa, com capital de R$ 10 mil e objeto social de consultoria empresarial e intermediação de negócios, ela tem 51% das cotas com Matheus e 49% com Letícia. Ambos declararam como endereço a avenida Morumbi, 4.500 -o Palácio dos Bandeirantes.

Em junho, representada por Matheus, a Ferreira de Freitas se associou à empresa RB Par Ltda, uma consultoria de gestão empresarial sediada em Lauro de Freitas (BA), e constituiu uma empresa de participações, a BR Invest, com capital de R$ 60 mil (R$ 20 mil já aportados) dividido igualmente entre os sócios. O responsável pela RB Par é Rodrigo Barbosa de Sousa, 27, natural de Salvador, que também assina como administrador da BR Invest ao lado de Matheus.

Rodrigo tem empresa em seu nome, a RBS Corporate Finance, de otimização financeira, que informa em site que só é remunerada quando há benefício econômico efetivo para o cliente.

As empresas Lex Tax e All Tax são controladas pelo pai de Rodrigo, Luciano Santos de Sousa, que no fim dos anos 1990 foi subsecretário da Fazenda da Bahia. Luciano é sócio-diretor da Lex Tax e co-CEO da All Tax. Até a última terça-feira (4), Rodrigo dizia integrar o conselho da Lex Tax em seu perfil no LinkedIn.

Nesta quarta (5), quando a sociedade com a empresa dos filhos do governador foi revelada pelo portal Metrópoles, ele retirou a informação do ar.

Luciano, por meio de nota, negou haver conexões entre suas empresas. Disse que a All Tax presta serviços de tecnologia, desenvolvendo softwares, mas que não presta consultoria tributária. Por outro lado, ele reconheceu que a Lex Tax presta este tipo de serviço, mas afirmou que não possui clientes em São Paulo ou que contribuem com o ICMS paulista.

“Dessa forma, é incorreto estabelecer qualquer relação entre benefícios fiscais concedidos pelo Estado de São Paulo e consultorias e serviços prestados pela Lex Tax ou pela All Tax”, disse. “Não existe, portanto, qualquer fundamento para a alegação de que há conflito de interesses envolvendo Matheus de Freitas e as atividades desenvolvidas pelas duas empresas”, complementou o empresário.

Por meio de nota, o governador Tarcísio afirmou que “repudia a tentativa de expor e associar as atividades privadas de seus filhos a assuntos relacionados ao governo do estado”.

“Suas vidas pessoais e profissionais sempre foram conduzidas de forma absolutamente independente e sem qualquer vínculo com a administração estadual. Não houve qualquer agenda, reunião ou audiência do governador, nem de seu gabinete, com representantes das empresas mencionadas”, concluiu a nota.

A reportagem tentou contato por telefone com Matheus, sem sucesso.

O contrato social da BR Invest prevê entrada de investidores externos, aquisição de participações e venda total ou parcial da sociedade. Também autoriza aportes por adiantamento para futuro aumento de capital e por empréstimo dos sócios.

Tanto a consultoria dos filhos do governador quanto a nova sociedade foram registradas em endereços de escritórios compartilhados. Nos cadastros da Receita Federal, a Ferreira de Freitas informa como contato o email e o telefone de um escritório de contabilidade, com DDD do Rio de Janeiro. A BR Invest, sediada na Faria Lima, registrou o mesmo número de celular da RB Par, com DDD de Salvador.

Fonte: Jornal de Brasília

Lula critica bancos por dificultarem crédito a motoristas de aplicativo

Presidente questiona burocracia na concessão de financiamentos pelo Move Brasil e cobra que instituições considerem economia obtida por trabalhadores que deixam de alugar veículos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as instituições financeiras por criarem obstáculos para que trabalhadores de aplicativos tenham acesso ao crédito destinado à compra de veículos. A cobrança ocorre no contexto do Move Brasil, programa criado para facilitar o financiamento de automóveis para a categoria.

Segundo informações da Sputnik, Lula afirmou que exigências bancárias e procedimentos de análise de crédito estão dificultando a contratação dos financiamentos. O presidente já cobrou as instituições financeiras sobre o problema e destacou situações em que trabalhadores conseguiram aprovação rapidamente depois que os casos foram discutidos diretamente.

Um dos principais questionamentos de Lula envolve a forma como os bancos calculam a capacidade de pagamento dos motoristas. O presidente argumenta que as instituições deveriam levar em consideração que muitos trabalhadores deixarão de pagar aluguel por um veículo depois de adquirirem um automóvel próprio.

A questão passou a ser acompanhada também pelo ministro Guilherme Boulos, encarregado de reunir trabalhadores que tentaram aderir ao programa, mas não conseguiram financiamento, para identificar os obstáculos enfrentados pela categoria.

Lula questiona critérios dos bancos

A crítica do presidente está centrada na distância entre a finalidade do programa e os critérios utilizados pelas instituições financeiras para conceder o crédito.

Embora o Move Brasil tenha sido estruturado para ampliar o acesso dos trabalhadores de aplicativos à compra de veículos, a concessão do financiamento continua dependendo da avaliação realizada pelos bancos.

É justamente nessa etapa que Lula identifica os principais entraves.

O presidente já questionou as instituições financeiras sobre a burocracia exigida e os critérios adotados para avaliar os trabalhadores interessados no programa.

A preocupação do governo é evitar que um mecanismo criado para facilitar a aquisição de veículos tenha seu alcance reduzido pelas exigências impostas na ponta do sistema financeiro.

Aluguel de veículo entra no debate

Um dos argumentos apresentados por Lula diz respeito aos motoristas que atualmente precisam alugar um automóvel para trabalhar.

Para o presidente, os bancos deveriam considerar na análise financeira que o trabalhador que consegue comprar seu próprio veículo deixa de arcar com o custo do aluguel.

Isso significa que uma despesa já existente poderia ser substituída pela prestação do financiamento.

Lula questiona avaliações bancárias que não levam adequadamente em consideração essa mudança na estrutura de gastos do motorista.

O tema é particularmente relevante porque o veículo funciona como instrumento de trabalho para motoristas de aplicativos. A aquisição do automóvel próprio pode substituir um custo recorrente associado ao aluguel necessário para exercer a atividade.

A crítica do presidente é que a capacidade de pagamento precisa ser analisada levando em conta essa realidade econômica.

Boulos vai ouvir trabalhadores

Diante das dificuldades relatadas, Guilherme Boulos recebeu a tarefa de ouvir diretamente motoristas que tentaram obter financiamento por meio do Move Brasil, mas tiveram seus pedidos recusados.

A iniciativa busca identificar quais exigências estão impedindo os trabalhadores de acessar o crédito.

A partir dos casos concretos, o governo pretende compreender onde estão os principais gargalos na operação do programa e quais obstáculos aparecem com maior frequência nas análises realizadas pelas instituições financeiras.

A estratégia também permite comparar as regras previstas pelo programa com a experiência dos trabalhadores no momento em que solicitam o financiamento.

Lula já relatou situações em que casos de trabalhadores foram discutidos e tiveram aprovação rápida, reforçando sua cobrança para que os procedimentos sejam capazes de atender efetivamente o público para o qual a política foi criada.

Move Brasil financia veículos de até R$ 150 mil

O Move Brasil foi criado para facilitar a aquisição de veículos por trabalhadores de aplicativos.

O programa contempla automóveis de até R$ 150 mil e busca ampliar as condições de financiamento para uma categoria que depende diretamente do veículo para gerar renda.

Apesar do apoio governamental, a operação continua submetida à análise de crédito das instituições financeiras participantes.

Para ampliar a capacidade do programa e reduzir riscos na concessão dos empréstimos, o governo destinou um reforço de R$ 1 bilhão em garantias.

O mecanismo busca criar condições mais favoráveis para a concessão do crédito, sem eliminar a avaliação realizada pelos bancos.

O impasse apontado por Lula está justamente nessa relação: enquanto o governo oferece garantias para facilitar os financiamentos, trabalhadores continuam relatando dificuldades para obter aprovação.

Governo cobra crédito chegando aos trabalhadores

A mobilização do governo busca fazer com que o Move Brasil cumpra sua finalidade de permitir que trabalhadores de aplicativos adquiram seus próprios veículos.

Para muitos motoristas que utilizam carros alugados, o financiamento representa a possibilidade de transformar uma despesa recorrente em pagamento pela aquisição de um patrimônio próprio.

A posição defendida por Lula é que essa substituição precisa ser considerada pelos bancos ao avaliar a capacidade financeira dos interessados.

Ao encarregar Boulos de ouvir trabalhadores que tiveram o crédito negado, o governo procura mapear as dificuldades concretas e identificar como as exigências das instituições financeiras estão afetando o funcionamento do programa.

A cobrança de Lula aos bancos coloca, assim, o acesso efetivo ao financiamento no centro da discussão sobre o Move Brasil: o governo já destinou R$ 1 bilhão em garantias para sustentar a iniciativa, mas avalia que os critérios utilizados pelas instituições financeiras ainda podem impedir que o crédito chegue aos trabalhadores de aplicativos.

Fonte: Brasil 247

Proselitismo liberal

Por ALEXANDRE LINARES*

Uma resposta à tentativa liberal de naturalizar a exaustão da classe trabalhadora

Quando Deirdre Nansen McCloskey ocupa suas colunas na Folha de S. Paulo para debochar da luta pelo fim da exaustiva escala 6×1, ela não está fazendo uma análise econômica séria: está performando o velho e desgastado proselitismo liberal. Na sua coluna “A mágica semana de 5 dias” de 22 de julho de 2026, a postura fica evidente.

Autoproclamada defensora do mercado “livre”, a autora é professora da Universidade de Illinois em Chicago e ligada ao Cato Institute, um think tank ultra-fundamentalista e ultraliberal estadunidense financiado pelos irmãos Koch,[1] magnatas conhecidos por bancar a negação da crise climática, o desmonte de direitos trabalhistas e a ascensão de falanges ultraliberais, reacionários e fascistas pelo mundo, como o MBL no Brasil e a experiência desastrosa de Javier Milei na Argentina. Aqui no Brasil, esse tipo de atitude grotesca é normalizado pelos proprietários da imprensa como a Folha de S. Paulo.

Para desqualificar o anseio vital da classe trabalhadora por descanso e vida digna, McCloskey recorre ao mais rasteiro dos sofismas: a reductio ad absurdum (redução ao absurdo). Compara a regulamentação do tempo de trabalho ao arredondamento matemático do número Pi para 3,0 ou à promulgação de uma lei que proíba a tristeza. Essa piada de mau gosto busca naturalizar a jornada exaustiva de seis dias como se ela fosse uma lei inviolável da física, e não uma construção histórica imposta pelo capital para extrair até a última gota de mais-valia de quem é obrigado a vender sua força de trabalho para viver.

A “Chicago girl“, replicando docilmente os dogmas formulados por Milton Friedman e pela escola que aparelhou as mais sangrentas ditaduras da América Latina, finge esquecer que o mesmo argumento mofado foi utilizado no século XIX contra a proibição do trabalho infantil, contra a proteção ao trabalho de mulheres grávidas e contra a jornada de 8 horas. Naquela época, os mesmos ideólogos alarmavam que proibir crianças de trabalhar em minas de carvão “quebraria a economia”. Se dependesse dessa trupe, a classe trabalhadora ainda estaria operando 16 horas diárias em troca de um prato de sopa.

Para embasar seu falacioso pânico econômico nas páginas da Folha de S. Paulo, a autora cita triunfante um artigo de Mariana Trujillo publicado na revista Reason Magazine, cujo subtítulo é “Free minds and free markets” (mentes livres e mercados livres). A jovem diretora da publicação fez parte da equipe de instituições como o banco de investimentos J.P. Morgan, o Mercatus Center e o próprio Cato Institute. O que a Folha não mostra é que a Reason é uma emblemática trincheira ultraliberal financiada por bilionários contra tudo e todos que se opunham a o único direito que consideram legítimos: o de explorar e lucrar.

A grande indústria do tabaco, por exemplo, passou décadas publicando “estudos” nessa esfera para negar a relação entre o cigarro e o câncer de pulmão, e esses mesmos atores se tornaram combatentes contra qualquer política de proteção ambiental.[2] É essa a “ciência” que os ultraliberais (também chamados de libertarianos) e os proprietários da Folha de S. Paulo vendem ao público: a manipulação paga por bilionários para proteger a exploração e as margens de lucro às custas das condições de vida de quem vive do trabalho.

O grito do povo e o medo dos exploradores

Ao contrário do contorcionismo retórico dos ideólogos de gabinete do libertarianismo, os dados reais desmistificam a propaganda patronal.

Levantamentos do instituto AtlasIntel[3] e pesquisas de opinião pública revelam que mais de 73% da população brasileira é amplamente favorável ao fim da escala 6×1 e à redução da jornada sem diminuição salarial. A petição promovida e organizada pelo Movimento VAT (Vida Além do Trabalho) já ultrapassa 3 milhões de assinaturas, evidenciando um grito represado da sociedade.

Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)[4] e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (CESIT/Unicamp)[5] demonstraram que a redução da jornada tem um impacto residual e perfeitamente absorvível pelos custos empresariais (menos de 2,5% do custo operacional médio). Esse pequeno ajuste é rapidamente compensado pelo ganho de produtividade, pela redução drástica do absenteísmo, pela diminuição do burnout e dos acidentes de trabalho, além do aquecimento do mercado interno pelo consumo das famílias no tempo livre.

A essência do debate não é uma “mágica legal”, mas a luta de classes tal como ela é. Em todo o mundo, a luta da maioria que vive do próprio trabalho resume-se a disputar a valorização e a propriedade do seu tempo de vida. Enquanto a produtividade global aumentou exponencialmente nas últimas décadas graças à acentuação da exploração com o uso da tecnologia e do avanço técnico, a riqueza gerada ficou concentrada no topo da pirâmide, enquanto quem produz padece sob jornadas massacrantes.

O resultado do dogma neoliberal professado por Deirdre McCloskey está visível na Argentina de Javier Milei, incensado pela mesma corja libertária. Não há nenhuma racionalidade sob sua condução: é a vontade de executar sem medo um programa antissocial de cortes. Sob a receita desta figura degradante, o país vizinho viu a pobreza ultrapassar 50%, com pessoas buscando comida no lixo e famílias de classe média comprando carne de burro para se alimentar.

Isso tudo enquanto porta-vozes desta mesma escola de pensamento de Deirdre McCloskey e Javier Milei chegam ao absurdo de defender o livre comércio de órgãos humanos (algo que alguns liberais já começam a defender na imprensa brasileira). O próximo passo dessa turma será defender o direito de pais venderem filhos para exploradores de crianças ou de pessoas venderem partes de si para canibais. É a barbárie social maquiada de “liberdade econômica”.

Dizer que “os brasileiros só conseguirão mais se produzirem mais” é uma das mentiras patronais mais cínicas. O trabalhador brasileiro já produz muito e ganha pouco, enquanto a vida se esvai no transporte público e na escala 6×1.

Reduzir a jornada sem corte de salários não é mágica parlamentar: é reparação histórica, distribuição de renda e humanização da vida. Os propagandistas do mercado podem ser pagos em dólares por grandes fundações capitalistas para mentir e grunhir contra os direitos sociais, mas a história continuará sendo movida pela força daqueles que produzem toda a riqueza do mundo.

*Alexandre Linares é jornalista, professor e editor. Atualmente é diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo.

Notas


[1] Os levantamentos feitos pelo Center for Media and Democracy (SourceWatch) apresentam o histórico do financiamento da Reason Foundation e podem ser lidos em: https://www.sourcewatch.org/index.php/Reason_Foundation

[2] Sobre as fontes de financiamento do Cato Institute, veja mais em: https://www.sourcewatch.org/index.php/Cato_Institute

[3] Reportagem sobre a pesquisa da AtlasIntel a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Fim da Escala 6×1 pode ser lida aqui: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/pesquisa-diz-que-73-dos-brasileiros-apoiam-fim-da-escala-6×1

[4] O estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) está disponível aqui: https://repositorio.ipea.gov.br/entities/publication/2b1afaf5-27b2-4e47-83d2-c43c657b6c91

[5] O estudo do CESIT / Instituto de Economia da Unicamp sobre jornada de trabalho, produtividade e emprego no Brasil pode ser lido aqui: https://www.eco.unicamp.br/noticias/cesit-estudo-jornada-6×1

Fonte: A Terra é Redonda

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