Redução da jornada pode gerar 4,5 milhões de empregos e mais produtividade

Pesquisadores do Cesit desconstroem o alarmismo empresarial e provam que o fim da escala 6×1 dinamiza a economia e garante saúde à juventude

Um estudo fundamental de pesquisadores do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp, publicado na Revista Brasileira de Economia Social e do Trabalho (2025), derruba o mito da “quebra da economia” diante da redução da jornada. A pesquisa indica que reduzir em quatro horas a jornada semanal média no Brasil pode gerar até 4,5 milhões de novos postos de trabalho e elevar a produtividade por hora em cerca de 4%.

O artigo integra o “Dossiê 6×1”, compilação de 37 estudos organizada pelo Cesit/Unicamp com a Remir e o Dieese. Assinado por Marilane Teixeira, Clara Saliba, Caroline Oliveira e Lilia Alsisi, o trabalho converge com a nota técnica de Pietro Borsari, Ezequiela Scapini, José Dari Krein e Marcelo Manzano, que denuncia a insustentabilidade do modelo atual.

A ciência contra o dogma ortodoxo

A análise rebate o alarmismo de entidades, como a Fiemg, que preveem queda no PIB ou insolvência. Os economistas demonstram que a produtividade é uma construção social e que adaptações dinâmicas permitem manter ou elevar o produto nacional. O cálculo da Unicamp simula três caminhos para a preservação do PIB:

  • Ganho de produtividade: Trabalhadores rendem mais em menos horas;
  • Novas contratações: Abertura de vagas para cobrir as lacunas das escalas reduzidas;
  • Cenário Híbrido: Combinação de eficiência e novas vagas, resultando nos 4,5 milhões de empregos, concentrados no comércio e serviços — setores onde a 6×1 é mais predatória.

O fator humano: descanso gera eficiência

A lógica baseia-se na fisiologia: o descanso adicional reduz erros, acidentes e adoecimentos causados pela exaustão. Historicamente, o Brasil já comprovou isso: após a Constituição de 1988, quando a jornada caiu de 48 para 44 horas, a produtividade cresceu 6,5% ao ano na década seguinte.

O estudo destaca o impacto devastador da jornada atual sobre a juventude. Dados da Fiocruz (2024) revelam maior taxa de acidentes entre jovens de 20 a 24 anos, enquanto a saúde mental foi o tema urgente na Conferência Nacional da Juventude (2023), com 80% dos jovens relatando transtornos. A 6×1 é, portanto, uma crise de saúde pública.

Lucros bilionários e a falsa insolvência

Enquanto o discurso patronal usa a pequena empresa como escudo, os dados mostram que grandes redes de farmácias (R$ 91,3 bilhões de faturamento) e supermercados (R$ 348 bilhões) têm plena capacidade de absorver novas contratações. Nos pequenos negócios, a mortalidade empresarial liga-se à falta de crédito e planejamento, não ao descanso do trabalhador.

A experiência internacional — Islândia, Alemanha, Bélgica e o México de Claudia Sheinbaum — reforça a viabilidade da redução. O Brasil, com uma das maiores jornadas anuais do mundo (1.936 horas), caminha na contramão da dignidade.

Uma agenda para a vida

Para o economista José Dari Krein, o fim da 6×1 deve impulsionar uma reforma profunda contra a herança escravocrata do “excedente de força de trabalho”, que perpetua salários baixos. A proposta do Dossiê 6×1 é clara: reduzir a jornada com preservação salarial para distribuir os ganhos tecnológicos. É uma escolha política entre a exploração desenfreada e uma economia que sirva à vida.

Fonte: 082 Notícias

Estudantes usam as redes sociais para reclamar das escolas estaduais em Alagoas

Uma sequência de vídeos produzidos por estudantes do ensino médio em Alagoas expõe problemas frequentes enfrentados dentro de escolas públicas estaduais.

Os registros, muito bem elaborados, por sinal, mostram situações semelhantes em diferentes unidades e reforçam uma percepção de insatisfação crescente entre os estudantes alagoanos.

Entre as principais reclamações estão falta de infraestrutura, calor extremo nas salas de aula, ar-condicionado sem funcionamento, bebedouros sem água gelada ou imprópria para consumo, salas sem portas e banheiros sem condições adequadas de uso, incluindo ausência de água e falta de privacidade.

O silêncio da atual secretaria de educação, Roseane Vasconcelos, incomoda os estudantes que não aguentam mais o descaso do setor público. Nos bastidores políticos, a gestora é vista como um nome próximo ao governador Paulo Dantas, tendo sido inicialmente indicada pelo ex-secretário da pasta e atual deputado federal Rafael Brito.

Os relatos dos estudantes levantam questionamentos sobre a atuação da gestão educacional diante das demandas básicas das escolas.

Diante desse cenário, cresce o debate: de quem é a responsabilidade pelos problemas enfrentados nas unidades de ensino?

Redação com Maceió Informa

A ajuda humanitária em Gaza caiu 80% após ataques israelenses contra o Irã

As entregas semanais de suprimentos despencaram de 4.200 para apenas 590 caminhões após o início da ofensiva, mantendo-se em um patamar crítico de menos de 400 veículos nos últimos dias.

A crise humanitária na Faixa de Gaza atingiu níveis alarmantes após uma queda de 80% na ajuda básica . Esse colapso coincide com o início da ofensiva militar lançada pela aliança israelense-americana contra a República Islâmica do Irã, ação que resultou no fechamento completo das passagens de fronteira do enclave palestino.

Segundo dados do Centro de Coordenação Civil-Militar e reportagens do jornal Haaretz, antes da ofensiva contra o Irã, uma média de 4.200 caminhões entravam no país semanalmente . Após o início das hostilidades, esse número despencou para apenas 590 veículos na primeira semana, mantendo uma tendência crítica que não ultrapassou 400 caminhões nos últimos dias.

O Gabinete de Imprensa do Governo de Gaza informou que a ocupação israelense violou o acordo de cessar-fogo em vigor desde outubro passado mais de 2.070 vezes . Essas violações não só resultaram em centenas de mortes, como também bloquearam o fluxo vital de suprimentos.

A crise é agravada pela grave escassez de suprimentos médicos relatada pelo Ministério da Saúde palestino, que alertou para o iminente colapso dos geradores hospitalares devido à falta crítica de combustível e peças de reposição essenciais. Essa paralisia do sistema de saúde é agravada por uma insegurança alimentar sufocante, onde a escassez de produtos básicos fez os preços dispararem.

Os números relativos ao bloqueio confirmam a magnitude do cerco: entre 10 de outubro e 18 de março, apenas 38.358 caminhões entraram no enclave, representando apenas 40% dos 94.800 carregamentos de ajuda planejados para a sobrevivência da população.

Restrições arbitrárias em Rafah e Karem Abu Salem

No contexto da agressão militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã, o regime israelense procedeu ao fechamento injustificado de todos os pontos de acesso a Gaza , incluindo a estratégica passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. Esse fechamento arbitrário só foi revertido no início de fevereiro, quando apenas um fluxo mínimo de pessoas foi permitido sob um regime sufocante de restrições e vigilância, afetando principalmente pacientes em estado crítico que necessitavam de atendimento médico urgente após meses de isolamento total.

Embora a passagem de Rafah tenha sido reaberta após três semanas de fechamento, as autoridades de ocupação permitiram que apenas oito palestinos feridos deixassem o local, sob rígido controle militar.

A passagem de Karem Abu Salem , localizada na fronteira entre Israel e Egito, foi reaberta após ter sido fechada no primeiro dia do ataque ao Irã. Embora um fluxo gradual de ajuda humanitária esteja sendo permitido, relatos da Palestine Economics alertam que Israel planeja endurecer as restrições. As autoridades de ocupação já teriam informado organizações internacionais sobre sua intenção de limitar ainda mais a entrada de bens essenciais no enclave.

Diante dessa ameaça, organizações internacionais condenaram a política israelense e alertaram que qualquer obstrução adicional reacenderia a ameaça de fome em Gaza . Segundo a Human Rights Watch, essas restrições sistemáticas já estão causando escassez crítica de medicamentos, alimentos e água. Atualmente, a grande maioria dos mais de dois milhões de habitantes depende inteiramente de ajuda externa, após dois anos de uma guerra devastadora.

A agressão de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã agravou a catástrofe em Gaza, pois tem sido usada como pretexto para bloquear as passagens de fronteira e impedir a entrada de suprimentos vitais.

Ao priorizar essa escalada regional, o regime israelense violou o direito à vida e à saúde de milhões de palestinos, demonstrando que o bloqueio de alimentos e medicamentos é uma extensão de sua estratégia de aniquilação. Esse ato de estrangulamento, denunciado como crime de guerra , busca quebrar a resistência de uma população civil que hoje sobrevive sob o cerco mais severo em décadas.

Fonte: Telesur

A FACE DO MAL

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 22 de Março/ 2026

Essa semana, mais uma vez vimos como o Brasil se aproximou da África, mas num sentido muito ruim, divisionista, preconceituoso e racista.
A Deputada Estadual Fabiana Bolsonaro que se diz branca na vida real e parda no papel subiu na tribuna do parlamento para encenar um ato criminoso e vexatório ao vivo para todo o Brasil Varonil.
Justo na semana em que se comemora o Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial, 21 de março, a Deputada do PL teve a ideia genial de fazer um crítica à decisão que elegeu a Deputada Erika Hilton como Presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Fabiana Bolsonaro pintou o rosto de preto(black face) e tentou convencer os ouvintes de que uma pessoa não é negra só porque pintou o rosto de preto e que uma trans não é mulher só porque se veste como mulher e se sente uma mulher. A Deputada incorporou o Ratinho, sem bigode, sem programa no SBT e sem dinheiro, mas tão imbecil, quanto!

Fabiana Bolsonaro, que na verdade é Fabiana de Lima, foi branca em 2020 quando foi Vice Prefeita de Barrinha/SP e em 2022 ela se tornou parda sendo eleita Deputada. Será que nas eleições de 2026 ela será negra ?
A capivara da mocinha mostrou que ela recebeu 1593 reais do Fundo Especial de Financiamento de Campanha após se declarar parda, ou seja, vale a pena ser parda nas campanhas, mas se eleita for para o mandato volta a ser branca.
A Deputada nas suas redes se apresenta como cristã e conservadora, mas nem a cor consegue conservar, uma camaleoa em busca das melhores cifras.
O Brasil com seu racismo entranhado desde do seu descobrimento ainda ta longe de virar a página, pois o que antes era motivo de vergonha por representantes do povo, hoje se tornou uma arma para tentar trazer de volta a Casa Grande, os navios negreiros e a construção de novas senzalas em pleno século 21.
Black Face é só a porta de entrada, o “experimento social”, mas esse ato é tão grave quanto Apartheid na África do Sul.

Pra finalizar; pintar o rosto de preto dentro da Casa do Povo é a prova que o brasileiro tem evoluído às avessas e se não rabiscarmos esses absurdos da sociedade, nós estaremos fadados a fazer o caminho inverso na teoria em que Charles Darwin acreditava!
“Ouremos”

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 276

LAVA JATO 2.0: A FARSA CONTINUA

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

A frase “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”, de Karl Marx em sua obra seminal “O 18 Brumário e Luís Bonaparte”, revela que, historicamente, os fatos tendem a se repetir, em uma primeira versão como tragédia e em segunda como farsa. O que podemos apreender deste conceito clássico de um compêndio máximo dos cânones marxistas? No meu modesto entendimento, interpretei esta lição do velho pensador alemão, como sendo àqueles eventos trágicos ocorridos na história, que ao se repetirem ou serem recriados, o são comicamente, com ênfase para transformar eventos marcantes no passado em algo falso e histriônico no tempo presente.

Na análise desenvolvida por Marx para chegar a esta brilhante conclusão, foram utilizados para explicar este fenômeno, os episódios da revolução de Napoleão Bonaparte, que foi um evento profundo e traumático para a humanidade e a tentativa de sua reedição, protagonizada por atores menores, em contextos distintos e de conteúdos superficiais, como foi o caso da ascensão do sobrinho de Napoleão, o Luís Bonaparte que empresta o nome ao título da obra marxiana, que chegou ao trono francês como Napoleão III. Isto ocorre, precisamente, pela falta de uma análise crítica, ignorando-se o contexto dos eventos passados e como ele dialoga com sua nova versão, geralmente se tornando uma caricatura do fato original.

Bonapartismos a parte, estamos vivendo uma nova tentativa de que a história se repita no Brasil, de algo que foi uma farsa que produziu uma tragédia na história recente do nosso país. Estou a referir-me daquele que, provavelmente, foi o maior engodo já engendrado no cenário histórico político e jurídico, que pode ter ultrapassado as fronteiras nacionais, com forte potencial para ter sido o maior escândalo e vergonha do poder judiciário de todos os tempos e em todo o mundo e que ficará marcado para os pósteros brasileiros como Operação Lava Jato. Uma vergonha que ainda carregaremos nas costas por muitas décadas.

A versão da Lava Jato 1.0, foi simplesmente desastrosa, que teve como consequências trágicas a subida ao poder das forças mais retrógradas e corruptas de todos os tempos no Brasil e que destruiu a economia nacional, quebrando boa parte das empresas brasileiras, sobretudo as grandes construtoras, concorrentes diretas das empresas multinacionais norte-americana em vários países e em todos os continentes do planeta. Não por acaso, hoje resta claro que a Lava Jato foi um plano de ingestão de forças externas de fora para dentro, com claros objetivos golpistas e de atentado a soberania nacional.

Operação comandada pelo Juiz Sérgio Moro, que nada tem de magistral, de evidentes limitações intelectuais e culturais, e, agora o sabemos, também detentor de uma indisfarçável incapacidade até mesmo de natureza cognitiva. Um grande mistério para mim, diga-se de passagem, é como um sujeito tão obtuso mentalmente conseguiu passar em um concurso público e chegar ao cargo de juiz, ainda que de primeira instância, sem ter a menor noção do que seja o vernáculo, já que se trata de um contumaz assassino da nossa língua mátria, para além da nossa língua materna lusófona. É vergonhoso para o poder judiciário ter como “magistrado” figura tão medíocre e chinfrim como este senhor, que, para agravar a situação, foi eleito senador da república pelo Paraná lidera pesquisa para governador neste estranho estado brasileiro.

Foi graças a esta malfadada operação, que chegamos ao golpe do impeachment da Presidenta legitimamente eleita Dilma Roussef em 2016 e a prisão de Lula em 2018, possibilitando o ascendimento do fascismo patológico bolsonarista ao poder, com a eleição de um personagem insignificante a presidência da república e atualmente um reles presidiário na Papuda, onde já deveria estar há muitos anos, sobretudo pelas suas ligações e associações com o crime organizado no Rio de Janeiro, como integrante da milícia conhecida por “Escritório do Crime”, com forte atuação dele e da família, que tem sede na favela de Rio das Pedras, região de divisa entre a Barra da Tijuca e Jacarepaguá, áreas também, coincidentemente, dominadas pela miliciana família Brazão, mandantes do assassinato da então Vereadora Marielle Franco, executada por um vizinho do ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-sogro de Jair Renan Bolsonaro, hoje vereador em Balneário Camboriú, reduto do bolsonarismo, em Santa Catarina, outro estranhíssimo estado do Brasil. Por coincidência a família Brazão é uma aliada da família Bolsonaro e ambas sempre colheram expressivos resultados eleitorais ao longo de diversas eleições nas regiões controladas pelas milícias cariocas.

Posto isso, neste “ano da Graça do Senhor” de 2026, estamos vendo mais uma vez, a tentativa de se repaginar a primeira versão da Lava Jato, com a edição da Lava Jato 2.0, substituindo a figura do desqualificado Juiz Sérgio Moro pelo não menos desclassificado e ministro terrivelmente evangélico do STF – Supremo Tribunal Federal André Mendonça, nomeado, por óbvio, por Jair Bolsonaro, no período em que tinha sua Ocrim instalada no Palácio do Planalto, um espaço conquistado em uma eleição descaradamente fraudada, que derrubou uma presidenta sem ter cometido um único crime, por menor que fosse, sendo afastada da presidência acusada de ter cometido ridículas e inexistentes “pedaladas fiscais” e com a prisão de Lula, que liderava todos os cenários de todas as pesquisas de opinião pública naquela ocasião, por uma absurda e esdrúxula sentença de “Atos de Ofício Indeterminados”, dada pelo juiz que viria a ser nomeado ministro da justiça do Governo Bolsonaro, candidato favorecido por esta mesma sentença que tirou da eleição o candidato que certamente seria o vitorioso. Mais evidente impossível.

Apesar das robustas provas já investigadas e esclarecidas pela Polícia Federal, do maior escândalo financeiro, de roubalheira e corrupção da história brasileira, protagonizado pelo banqueiro Daniel Vorcaro e seu Banco Master, com desvios de dinheiro público que podem ultrapassar a vultosa soma de mais R$ 50 bilhões, sobretudo em função das necessidades de desembolso para ressarcimentos pelo FGC – Fundo Garantidor de Créditos. Pelo que foi investigado e descoberto até o presente momento, fica óbvio o envolvimento direto de expoentes da direita fisiológica, que no Brasil atendem pelo esdrúxulo e extravagante nome de “centrão” e de importantes nomes da extrema direita bolsonarista dos mais diversos segmentos de atuação: política, religiosa, empresarial, midiática e jurídica do país, respaldados pela imprensa tradicional e alicerçados nas narrativas desenvolvidas nas redes sociais, insistindo na velha tática da guerra psicológica das Fake News e da teoria nazista da mentira repetida insistentemente, até que ganhem contornos da verdade. Tentam de todas as maneiras possíveis, reduzir a culpabilidade escancarada da imensa base parlamentar falso moralista que atua no Congresso Nacional, sobretudo no PL – Partido Liberal, querendo atribuir, forçosamente, as centenas de crimes cometidos pelo senhor Vorcaro e seus comparsas, às figuras do Ministro Alexandre de Moraes e esposa e ao filho e irmão de Lula, o Lulinha e Frei Chico respectivamente como sendo os maiores beneficiários dos crimes do banqueiro Vorcaro. Não vai colar.

As provas que já foram apuradas até o presente momento aponta para direção bem diversa que a bancada bolsonarista tentar tergiversar na CPMI do INSS. O que fica bastante claro são as relações promíscuas do inútil Deputado Federal Nicolas Ferreira, que não tem um único projeto útil apresentado e aprovado que favoreça o povo Brasileiro, com o esgoto do evangelismo estelionatário. O Deputado mais votado do Brasil, mais do que de uma chupetinha, gosta mesmo é de uma boquinha concedida pelos quadrilheiros de uma arapuca autorrotulada de Igreja Alagoinha, do fariseu André Valadão, enrolado até o último Oh Glória com o pseudo banqueiro Vorcari do Banco Master. A investigação aponta ainda para muitos nomes do PL e do centrão, e um envolvimento direto também de Flávio “Rachadinha” Bolsonaro, com a maior cadeia de corrupção financeira da história brasileira, descoberta na quebra de sigilo temático e telefônico do criminoso banqueiro em questão.

A estratégia central das forças travestidas de conservadorismo em nosso país, que não passa de uma fachada que abriga os mais notórios picaretas da vida pública brasileira, é o de usar todo o aparato econômico-financeiro, logístico e midiático nacional para distorcer e inverter os papéis em jogo, a fim de preparar um discurso falacioso para o desqualificado filho de Jair Bolsonaro, o inútil e inoperante Senador Flávio Bolsonaro, ungido pelo pai para representar o bolsonarismo nestas eleições de 2026. O único objetivo desta requentada Lava Jato 2.0, agora tendo a frente o manjado André Mendonça, é, exclusivamente, o de tentar barrar a reeleição de Lula em sua quarta vitória eleitoral para a presidência da república, dando continuidade ao projeto de defesa da soberania nacional e de políticas públicas de inclusão social. Espero e torço para que o povo brasileiro consiga se aperceber desta tentativa de enganá-lo mais uma vez, o que seria desastroso para as nossas futuras gerações.

PM de Tarcísio é filmado chutando rosto de mulher em prédio no litoral de SP

Mulher foi agredida durante abordagem da PM em São Vicente (SP). Testemunha afirma que a corporação foi acionada após moradores ouvirem gritos em um dos apartamentos.

Um policial militar foi filmado chutando o rosto de uma mulher em um prédio em São Vicente, no litoral de São Paulo. Uma testemunha, que preferiu não ser identificada, afirmou que o agente também deu um soco na vítima. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) informou que as imagens das câmeras corporais dos PMs serão analisadas.

“Quando os policiais chegaram, todos nós achamos que eles teriam o controle da situação, já que um deles era uma policial feminina, mas não foi assim que aconteceu”, relatou a testemunha.

O caso aconteceu no Centro de São Vicente, por volta das 3h de quinta-feira (19). Moradores do prédio ouviram gritos de uma mulher em um dos apartamentos e resolveram chamar a Polícia Militar.

Imagens obtidas pelo g1 mostram a mulher deitada no corredor do prédio, com dois policiais ao redor. Em determinado momento, ela tenta segurar o pé de uma policial feminina, mas tem o rosto chutado pelo outro PM. O vídeo também mostra a mulher, vítima das agressões, com o rosto ensanguentado.

“A princípio, muitos acharam que seria efeito de drogas, porém como relatado pelo síndico do prédio, a mãe da vítima disse que ela faz uso de remédio controlado”, contou a testemunha ao g1.

Agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminharam a mulher agredida ao Pronto-Socorro Central com um ferimento na cabeça. Não há detalhes sobre o estado de saúde dela.

Fonte: G1

Lula rejeita a agressão dos EUA contra o Irã e pede respeito à sua integridade

O presidente do Brasil rejeitou a agressão dos EUA e de Israel contra o Irã e ressaltou a necessidade de respeitar a integridade territorial dos povos.

Em seu discurso de abertura da 17ª Caravana Federal, realizada em São Paulo (Brasil), Luiz Inácio Lula da Silva denunciou na quinta-feira as políticas belicistas e expansionistas de algumas potências e expressou indignação com o comportamento de certos líderes que agem como “mestres do mundo”.

“Não podemos permitir que alguém acorde de manhã e diga: Vou tomar a Groenlândia, vou tomar o Canal do Panamá, vou tomar Cuba, vou tomar a Venezuela”, disse Lula, em aparente referência às declarações inflamatórias feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Em relação à atual guerra de agressão travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, o presidente brasileiro pediu respeito à integridade territorial de outras nações. “Precisamos respeitar a autodeterminação dos povos, a integridade territorial dos países”, afirmou.

A este respeito, ele criticou a política externa agressiva dos Estados Unidos sob a presidência de Trump e instou o Conselho de Segurança da ONU a prevenir a guerra.

Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque ilegal contra o Irã em 28 de fevereiro sob o pretexto de destruir o programa nuclear e de mísseis iraniano, mesmo que Teerã e Washington estivessem conduzindo negociações para chegar a um novo acordo nuclear, depois que Trump retirou unilateralmente seu país em 2018 de um pacto assinado em 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, ou JCPOA).  

Lula lembrou a participação do Brasil nas negociações para um acordo nuclear com o Irã em 2010, quando o país sul-americano, juntamente com a Turquia, tentou mediar para resolver a questão nuclear iraniana.

“Quando eu pensava que o Brasil e a Turquia, que fizeram o acordo com o Irã, iriam ganhar o Prêmio Nobel da Paz, o que aconteceu? Os Estados Unidos e a União Europeia aumentaram o bloqueio. Entendi que isso aconteceu porque o Brasil não faz parte do grupo seleto de países do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, criticou o presidente.

O Irã, que afirma que seu programa nuclear visa apenas objetivos civis, condena os ataques contra seu território como uma traição à diplomacia e respondeu atacando alvos militares israelenses e alvos sensíveis nos territórios ocupados, bem como bases militares americanas na região, alegando seu direito à autodefesa.

Fonte: Hispantv

Bolsonaristas tentam barrar lei que protege as mulheres de violência em Campinas

Incormados com projeto que institui o Sistema Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio, bolsonaristas passaram a atacar a vereadora Guida Calixto (PT).

A vereadora Guida Calixto (PT) de Campinas sofreu uma série de ataques coordenados por um grupo bolsonarista ligado a vereadores da extrema-direita no Município. A perseguição começou quando ela apresentou o Projeto de Lei nº 70/2026, que institui o Sistema Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio, e se intensificou com invasão ao seu gabinete, ameaças às assessoras e constrangimento público.

Um boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Defesa da Mulher na noite de quarta-feira (18/3) detalha que a escalada da violência política começou na segunda (16/3), quando duas assessoras de Calixto distribuíam material sobre o combate ao feminicídio na Praça da Catedral, no Centro de Campinas. Três homens se aproximaram, começaram a gravar as mulheres contra sua vontade e as intimidaram com provocações políticas. Conforme relatado no boletim de ocorrência, os agressores esperavam que as assessoras reagissem às ofensas, criando um cenário de confronto, o que não aconteceu. A Polícia Militar foi acionada, interveio e solicitou que os homens se retirassem do local.

No dia seguinte, terça-feira (17/3), o mesmo grupo foi até uma escola onde estava instalado um outdoor da vereadora sobre a campanha contra o feminicídio. “Eles constrangeram o diretor da escola, exigindo a remoção do outdoor”, contou Guida. A pressão funcionou, o outdoor foi removido.

Naquele mesmo dia, os investigados invadiram o gabinete de Guida, gravaram vídeos intimidando uma de suas assessoras e fazendo ameaças. “Você é funcionária pública, amanhã vou postar seus vídeos nas redes sociais”, disse um dos autores.

Para conseguir entrar na Câmara Municipal, os agressores informaram que visitariam o gabinete de um vereador bolsonarista e receberam autorização para entrar. “Nós sabemos que esse grupo que tenta nos calar é incitado por vereadores que se opõem à nossa pauta de combate à violência contra a mulher”, comenta a parlamentar.

Na quarta-feira (18/3), quando Guida se reunia com representantes do Ministério das Mulheres em uma agenda do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, o grupo retornou à Câmara, desta vez acompanhado por outros militantes bolsonaristas conhecidos por provocar opositores políticos e publicar as cenas nas redes sociais. “Eles tentaram entrar no meu gabinete, mas eu não estava. Um dos meus assessores desconfiou e foi atender os homens na recepção da Câmara. Ele passou a ser hostilizado e gravado sob ameaça de exposição nas redes sociais”, contou Guida.

Durante a sessão, o grupo tentou acompanhar os trabalhos legislativos, mas foi temporariamente impedido pela segurança. Nesse dia, Guida utilizou seu tempo na tribuna para denunciar publicamente a perseguição. “Passei a ser ameaçada e perseguida por um grupo de homens bolsonaristas, machistas, misóginos, que odeiam as mulheres”, disse. Segundo Guida, o real motivo dos ataques é o projeto de lei que institui monitoramento eletrônico para agressores de mulheres. “O medo é que seja colocada tornozeleira eletrônica no agressor. Eles querem proteger esses homens feminicidas”, acusa.

Bolsonaristas perseguem e invadem gabinete de vereadora que combate feminicídio em Campinas
Bolsonaristas perseguem e invadem gabinete de vereadora que combate feminicídio em Campinas

Ação na Justiça

Além do registro do crime, a parlamentar vai solicitar à Justiça a concessão de uma medida cautelar impedindo o grupo de se aproximar dela. “Eu não tenho medo de canalha. Sou uma mulher negra, nascida na periferia, e sei muito bem os perigos que uma mulher sofre. Eu vou até as cabeças com quem está perseguindo o meu mandato”, disse Guida, em vídeo publicado nas redes sociais.

A Câmara Municipal de Campinas divulgou nota condenando “qualquer tipo de agressão, física e moral, principalmente contra as mulheres” e informou estar à disposição para ajudar na investigação. No entanto, a Casa disse que não pode proibir a entrada dos acusados no prédio sem uma determinação judicial.

Histórico de violência política de gênero

A violência política de gênero em Campinas fez outras vítimas na cidade. A vereadora Mariana Conti (PSOL) conta que sofreu ameaças de morte desde o início do seu mandato e reconheceu o padrão de violência política contra mulheres parlamentares. “A violência política de gênero é cotidiana na Câmara”, afirmou Mariana.

Recentemente, Mariana, que se licenciou do mandato para participar da Flotilha Global Sumud, sofreu pedido de cassação apresentado por vereadores bolsonaristas baseados em fake news, incluindo acusação falsa de tráfico de drogas publicada na rede social de um vereador bolsonarista. “Nós acionamos a Justiça e conseguimos uma liminar para que ele removesse o conteúdo. Estamos processando esse vereador civil e criminalmente”, reforça. O pedido de instalação de uma Comissão Processante contra Mariana foi rejeitado após votação.

Os casos de Guida Calixto e Mariana Conti exemplificam como grupos extremistas utilizam intimidação, gravação não consentida e ameaças de exposição pública como ferramentas de silenciamento contra mulheres que avançam agendas progressistas. A perseguição não é isolada, mas parte de uma estratégia coordenada para deslegitimar e afastar parlamentares que defendem políticas de proteção às mulheres ou outras pautas inclusivas.

Confira a nota da Câmara na íntegra

“A Câmara Municipal de Campinas condena qualquer tipo de agressão, física e moral, principalmente contra as mulheres. A denúncia é muito grave e a Câmara está à disposição para ajudar na investigação. Caso o Judiciário conceda a medida protetiva de urgência, os acusados serão impedidos de entrar no prédio do Legislativo. Para enfrentar a escalada de casos dessa natureza, a Câmara promoverá um seminário no dia 26 de março sobre direitos, garantias, prevenção e políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. O encontro terá a presença de representantes da Delegacia dos Diretos da Mulher, da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, da Ordem dos Advogados do Brasil e da sociedade civil”.

Fonte: ICL

Depois de arrasar Gaza, Israel fala em ‘dizimar’ o Irã e também mira Síria

Israel lançou nesta sexta-feira novos bombardeios contra o Irã e falou em “dizimar” o país. Em resposta, Teerã intensificou os ataques a Tel Aviv e aos países do Golfo Pérsico que são aliados aos Estados Unidos. Paralelamente, o exército israelense também fez ataques na Síria pela primeira vez desde a guerra deflagrada no Oriente Médio no mês passado.

Exército de Israel fez bombardeios em Teerã na madrugada de hoje. “Foram realizados ataques contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano no coração de Teerã”, declarou um porta-voz das Forças de Defesa de Israel, sem fornecer mais detalhes.

Bombardeios mataram o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Ali Mohammad Naini. A mídia estatal iraniana disse que Naini “foi martirizado” ao comunicar a morte dele.

Primeiro-ministro israelense afirmou que o Irã está prestes a ser “dizimado”. “Estamos vencendo a guerra e o Irã está sendo dizimado. Acredito que esta guerra terminará muito mais rápido do que as pessoas imaginam”, disse Benjamin Netanyahu em uma entrevista coletiva exibida na televisão.

Netanyahu destacou que o poderio bélico iraniano está enfraquecido. “O Irã não tem mais a capacidade de enriquecer urânio e não tem mais a capacidade de produzir mísseis balísticos”.

Estados Unidos e Israel atacaram 16 navios de carga iranianos em portos do Golfo hoje, informou a imprensa de Teerã. “Após o ataque aéreo americano-sionista, pelo menos 16 navios de carga ficaram completamente carbonizados no incêndio”, declarou um funcionário do governo da província de Hormozgan, citado pela agência de notícias Tasnim.

Irã contra-ataca
A República Islâmica reagiu aos bombardeios ao seu território com ataques a Tel Aviv. As Forças de Defesa de Israel disseram que interceptaram mísseis lançados hoje pelo Irã, enquanto sirenes de alerta soaram na região.

Irã também voltou a atacar países vizinhos no Golfo. Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos anunciaram ter sido alvo de ataques com mísseis nesta sexta-feira, dia que marca o fim do Ramadã.

Na linha de frente, Israel e EUA buscam derrotar o Irã e reconfigurar o mapa do Oriente Médio, mas tem encontrado forte resistência iraniana.

Fonte: Redação e Uol

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