Flávio Bolsonaro não consegue explicar doação de R$ 3 milhões para seu pai

Fabiano Zettel, pastor evangélico e cunhado de Daniel Vorcaro, foi o principal doador da campanha de Bolsonaro em 2022

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu explicar, quando questionado pela CNN Brasil nesta terça-feira (24), a doação de Fabiano Zettel, cunhado e apontado pela Polícia Federal como operador do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, à campanha do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

Quando questionado, o senador tangenciou o assunto ao falar que a doação teria ocorrido “sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal, inclusive”.

“Não tem absolutamente nada a ver. Várias pessoas fazem doações para a campanha”, disse Flávio Bolsonaro.

Fabiano Campos Zettel, pastor evangélico e cunhado de Daniel Vorcaro, foi o principal doador da campanha de Bolsonaro em 2022. Segundo o portal de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Zettel desembolsou R$ 3 milhões na tentativa frustrada de reeleição do então presidente da República.

À CNN, Flávio apenas se limitou a dizer que a equipe de compliance da campanha de Jair Bolsonaro, em 2022, verificava apenas se os doadores não tinham antecedentes criminais ou algo que pudesse trazer consequências eleitorais negativas. “Várias pessoas doaram, como essa pessoa (Zettel) também fez doação”, disse.

Além da campanha de Bolsonaro, Zettel também foi o principal doador da campanha eleitoral de Tarcísio de Freitas (Republicanos), com a doação de R$ 2 milhões na campanha ao governo de São Paulo, em 2022. Zettel foi o maior doador individual de ambas as campanhas. Os valores só são superados pelas verbas desembolsadas pelos partidos dos candidatos, oriundas do fundo eleitoral.

Quem é Fabiano Zettel

Zettel é casado com Natália Vorcaro Zettel, irmã do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele já atuou como diretor da Super Empreendimentos, empresa citada no âmbito da liquidação do Master e também nas investigações do uso de fundos de investimento para lavagem de dinheiro pelo crime organizado. Zettel é fundador e CEO da Moriah Asset, um fundo de investimentos que negocia a participação em empresas não listadas na bolsa.

Nas investigações da PF, Zettel é apontado como o responsável por intermediar e operacionalizar pagamentos relacionados às possíveis atividades ilegais do Master. A polícia analisa mensagens trocadas entre ele e Daniel Vorcaro em que há ordens de pagamentos e citações a transações financeiras com menções a políticos.

Zettel teve a prisão preventiva decretada junto com a de Vorcaro, na terceira fase da Compliance Zero.

Fonte: ICL

JHC fez joguinhos com gente maior que ele e viu que nunca foi tão grande assim

Cadu Amaral – Jornalista

João Henrique Caldas, prefeito de Maceió e conhecido como JHC, tem voto, mas não tem partido, um grupo consolidado em torno de si. O que ele chama de grupo não é dele, é da caneta que possui, que é a da prefeitura de Maceió. O mais próximo a grupo que JHC é seu vice, Rodrigo Cunha, mas esse não tem voto. Ao menos, não com dimensão suficiente para jogar peso numa eleição.

JHC sempre se vendeu como uma cara que não participar de grupos, que não faz acordo e que “tem o povo”. Mas agora, está aprendendo que partido é um ativo político e eleitoral, que ter grupo, de fato, garante perenidade política para períodos de turbulência.

JHC foi reeleito prefeito de Maceió com mais de 80% dos votos válidos e achou que isso bastava para ele ditar os rumos – ou, pelo menos, sentar na mesa da política com voz de comando –, mas Arthur Lira mostrou a ele que a vida não é um arco-íris.

E em boa medida, os Calheiros também fizeram isso.

Mas vamos focar aqui na relação Lira/JHC e adjacentes.

Desde que foi reeleito, JHC começou a querer bancar o sabido e o mal do sabido é achar que todo mundo é burro.

Para garantir a tia, Marluce Caldas, no STJ, JHC começou a flertar com Lula e com os Calheiros.

Seu segundo mandato na prefeitura de Maceió começou com ele em Brasília, fazendo tour pelos gabinetes governamentais. Isso depois de ir a uma homenagem à primeira-dama Janja em São Paulo.

JHC conseguiu emplacar a tia no STJ, mas não sem firmar um acordo de que não seria candidato a nada, apoiaria Renan Filho para governador, Renan Calheiros e Arthur Lira para o Senado e Lula para presidente. Inclusive, deixando o PL para migrar para um partido qualquer da base de apoio.

Nesse meio tempo, os Calheiros se empenharam pela indicação de Marluce Caldas ao STJ. Lira, não.

Ah, e aqui deixando de lado as frustrações entre Lira e JHC na aliança em torno das secretarias da prefeitura de Maceió.

Após Marluce Caldas assumir no STJ, JHC volta a dialogar com Arthur Lira, mas sem deixar de dialogar com o Planalto/Calheiros para as eleições deste ano.

JHC reuniu com Lira e Alfredo Gaspar e fechou chapa com os dois para o Senado. Depois, reuniu com José Dirceu e garantiu que cumpriria o acordo para sua tia ir para o STJ.

Nesse balé de duas caras, deixaram JHC levar para ver até onde ele ia.

JHC começou a pleitear que queria ser candidato governador e sua esposa, Marina Cândia, candidata ao Senado. Mas nos bastidores, ventilava ser candidato ao Senado – o que os Calheiros topavam – e Marina Cândia candidata a deputada federal.

JHC até se mexeu nesse sentido, buscando montar chapa para eleger a primeira-dama de Maceió à Câmara dos Deputados.

Num dado momento, circulou nos bastidores que ele não seria candidato a nada, mas tendo Marina Cândia ou como candidata a deputada federal ou ao Senado.

Ou seja, ele ficou brincando com gente grande.

Agora, faltando poucos dias para o limite para desincompatibilização, JHC foi encurralado.

Lira articulou por cima e o PL, através de Valdemar da Costa Neto e Flávio Bolsonaro, impôs que ele só pode ser candidato a governador, se continuasse no PL.

Mas JHC, segundo o noticiário, deve migrar para o PSDB. Alguns dão como certo, mas diante do histórico, só vale quando ele mesmo se pronunciar a respeito e não deixar para aliados a função de espalhar a notícia.

Nesta sexta-feira, 20 de março, Lira lançou sua pré-candidatura ao Senado e pretendia “formalizar” JHC ao governo do Estado. Mas JHC não foi ao ato de Lira que contou com vários deputados federais de Alagoas, com deputados estaduais, vereadores do interior – e Siderlane Mendonça, único de Maceió e que é também aliado de JHC – e muitos prefeitos alagoanos. Inclusive do MDB, de Renan Calheiros e de Renan Filho.

Ouso dizer que, por baixo, 95% dos prefeitos de Alagoas votam tanto em Arthur Lira quanto em Renan Calheiros para o Senado, independente de sigla partidária.

JHC reuniu 10 vereadores entre o fim da tarde e começo da noite desta sexta-feira (20). Inclusive, Siderlane Mendonça.

Ao postar a foto da reunião, JHC apenas colocou na legenda “ao lado de gigantes”.

Os vereadores que já postaram a mesma foto, até o momento em que escreve este artigo, confirmam que ele será candidato a governador. Mas segundo o noticiário, não será pelo PL, pois no PL, JHC não está na cabine de comando.

Confirmada sua ida ao PSDB, ou qualquer outro partido, JHC não terá uma chapa forte de deputados federais nem de estaduais. A base do que ele estava montando era os vereadores de Maceió, que ele fez se filiarem ao PL, mas que JHC não poderá contar numa chapa porque estes parlamentares não podem trocar de partido agora porque a janela partidária deste ano é somente para deputados estaduais e federais.

Se os vereadores trocarem de partido, salvo se forem para um recém-criado, podem perder os mandatos, mas também isso não quer dizer que os vereadores são obrigados a apoiar qualquer que seja o nome do PL para o que quer que seja. Formalidade é uma coisa, adesão política é outra.

E esse é único revés que o PL terá, para as eleições deste ano, com o rompimento com JHC.

Mas JHC pode puxar um nome que, tecnicamente, está ao lado de Lira: Alfredo Gaspar.

Gaspar sabe que se ficar no União Brasil, que forma federação com o PP de Arthur Lira, possivelmente não terá candidatura ao Senado vendo a luz do dia.

Se Gaspar quiser mesmo ser senador, para garantir, terá que sair do União do Brasil e ir para uma legenda que Lira não tem gerência “por cima”.

JHC fora do PL não terá o mesmo tempo de rádio e TV, o mesmo fundo eleitoral que o PL, e dificilmente conseguirá formar coligação. Ou seja, será, institucionalmente falando, uma candidatura nanica. Com votos, principalmente, em Maceió, mas sem tempo de TV, sem chapas proporcionais e sem recursos robustos do fundo eleitoral.

No PSDB alagoano, esse quadro se agrava a tal ponto que cabe questionar, seriamente, se ele será mesmo candidato a governador.

Se JHC ficar sem mandato, e aqui contando com uma derrota também da esposa, vai definhar politicamente.

O que ele chama de grupo se dá em volta de sua caneta. Não por ele. E agora, diante das condições objetivas, a chance de ficar sem o mel e sem a cabaça aumentaram.

Mas se ele decidir terminar o mandato, adia o problema de ficar sem mandato dois anos para frente.

O problema é que ele vai romper o acordo que fez com o vice, Rodrigo Cunha, que era senador e tinha a mãe de JHC, Eudócia Caldas como suplente. Eudócia assumiu o mandato no Senado após Rodrigo assumir a vice-prefeitura.

Contudo, a relação com o vice é o menor dos problemas. Se decidir ficar, pode construir Rodrigo para sucedê-lo em 2028. A promessa aí é que em vez de Rodrigo ser prefeito de Maceió por, no máximo 6 anos, poderá ser por 8 anos.

O senão aí é que as nuvens não param de se mexer e política é como nuvem, bateu um vento e ela não está no mesmo lugar. E até 2028 muita coisa pode e vai acontecer.

Política

Mesmo que JHC e Lira se acertem para as eleições deste ano, JHC – mesmo com muitos votos – será coadjuvante nesse jogo. Ele não será candidato a governador porque quis e abrindo mão de possibilidades, mas por uma imposição surgida porque resolveu fazer joguinhos com gente grande.

O saldo da terceira semana de março é que JHC perdeu uma legenda eleitoral forte; ficou sem chapas para deputado; e em boa medida, facilitou a situação eleitoral de Renan Filho que, além de ser extremamente forte em Alagoas, conta com o apoio do governador Paulo Dantas, cuja aprovação supera 60%. Nunca um governador com essa aprovação deixou de ser reeleito ou eleger sucessor.

O único espaço JHC pode fazer embaralho é na disputa ao Senado, mas, mesmo assim, seria em condições muito piores do que antes de sair do PL.

Derrotado na guerra e isolado no mundo, aprovação de Trump cai a 36% nos EUA

Pesquisa Reuters/Ipsos aponta pior índice do presidente dos Estados Unidos desde retorno à Casa Branca, com impacto da economia e conflito externo

A popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, registrou nova queda e atingiu 36%, o nível mais baixo desde seu retorno à Casa Branca. O recuo ocorre em meio ao aumento expressivo dos preços dos combustíveis e à crescente insatisfação com a guerra iniciada contra o Irã.

De acordo com levantamento da Reuters/Ipsos divulgado nesta terça-feira (24), a aprovação caiu quatro pontos percentuais em relação à semana anterior, quando estava em 40%. A pesquisa, realizada ao longo de quatro dias, também revela deterioração na percepção dos eleitores  sobre a condução da economia e do custo de vida.Play Video

A alta nos preços da gasolina tem sido um dos principais fatores de desgaste. Desde o início dos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, o valor do combustível subiu cerca de um dólar por galão no país. Apenas 25% dos entrevistados aprovam a atuação de Trump em relação ao custo de vida, tema central de sua campanha presidencial de 2024.

Na área econômica, o cenário é ainda mais crítico: somente 29% dos entrevistados aprovam a gestão do presidente, o menor índice já registrado em seus dois mandatos e inferior aos números do ex-presidente Joe Biden. A pesquisa também aponta que 63% consideram a economia “um pouco fraca” ou “muito fraca”.

Analistas avaliam que o presidente enfrenta resistência crescente da opinião pública. A estrategista republicana Amanda Makki afirmou que “é importante que as pessoas saibam que o presidente sente a dor delas e que a ajuda está a caminho”.

Apesar da queda geral, Trump mantém apoio significativo dentro do Partido Republicano. Ainda assim, aumentou o número de republicanos insatisfeitos com sua gestão do custo de vida, passando de 27% para 34% em uma semana.

A guerra contra o Irã também pesa na avaliação do governo. Segundo a pesquisa, 35% dos entrevistados aprovam os ataques, uma leve queda em relação aos 37% da semana anterior, enquanto 61% desaprovam a ação militar. Além disso, 46% acreditam que o conflito tornará os Estados Unidos menos seguros no longo prazo, contra apenas 26% que veem aumento na segurança.

O levantamento também indica que a percepção negativa sobre o conflito pode se intensificar com a expectativa de envio de milhares de soldados adicionais ao Oriente Médio. Ao mesmo tempo, o Irã contesta declarações de Trump sobre possíveis negociações para encerrar a guerra.

No cenário político interno, a queda na popularidade do presidente não se traduz automaticamente em avanço dos democratas. Segundo a pesquisa, 38% dos eleitores consideram os republicanos mais aptos para conduzir a economia, contra 34% que preferem os democratas.

Para o estrategista democrata Doug Farrar, o momento abre espaço para a oposição. “Isso oferece uma grande oportunidade para os democratas avançarem significativamente nas eleições de meio de mandato, focando em temas tradicionalmente associados aos republicanos, como segurança nacional, economia e imigração”, afirmou.

Fonte: Brasil 247

Esquema de diplomas falsos é alvo de operação da PF

Mandados são cumpridos em Brasília contra investigados por falsificação e comercialização de títulos acadêmicos; grupo utilizava páginas eletrônicas fraudulentas e instituição estrangeira

A PF (Polícia Federal) faz, na manhã desta terça-feira (24), uma operação contra um esquema de falsificação e comercialização irregular de diplomas acadêmicos no Brasil.

Na ação são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, sendo um em endereço comercial utilizado como base das atividades e quatro nas casas dos investigados.

As investigações tiveram início no ano passado, a partir de denúncias de conselhos profissionais sobre a apresentação de diplomas falsificados atribuídos a instituições brasileiras. No curso das apurações, foi identificado o uso de páginas eletrônicas fraudulentas que simulavam ambientes institucionais de universidades, com o objetivo de dar aparência de autenticidade aos documentos.

A PF diz que também foram reunidos indícios de emissão de diplomas por suposta instituição estrangeira, especialmente em níveis de mestrado e doutorado, sem comprovação de reconhecimento pelos órgãos educacionais competentes. O grupo alegava que os títulos seriam aceitos no Brasil sem necessidade de revalidação.

As investigações apontam a atuação de quatro pessoas com funções definidas, incluindo responsável pela captação de interessados, estrutura financeira e apresentação institucional da suposta entidade de ensino.

Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso, estelionato, organização criminosa e exercício irregular de profissãoO material apreendido será periciado.

Fonte: CNN Brasil

IBGE: 18,5% dos jovens já sofreram abuso sexual

Adolescentes forçados a manter relações sexuais somam 8,8%. Na maioria dos casos, a violência ocorre dentro do ambiente familiar

A violência sexual entre adolescentes brasileiros atinge níveis preocupantes e revela um cenário marcado pela ocorrência dentro do ambiente familiar. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, 18,5% dos estudantes de 13 a 17 anos já sofreram algum tipo de abuso, como toques ou exposição do corpo sem consentimento. O levantamento foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação.

Além disso, 8,8% dos jovens relataram ter sido obrigados a manter relações sexuais contra a própria vontade, número superior ao registrado na edição anterior da pesquisa, em 2019. A violência sexual foi identificada em todas as regiões do país, com maior incidência na Região Norte.Play Video

Crescimento dos casos entre estudantes

Os dados mostram aumento de 3,8 pontos percentuais no número de adolescentes que afirmaram já ter sofrido assédio sexual em comparação com 2019. A pesquisa abrangeu alunos do 7º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 3º ano do Ensino Médio, de escolas públicas (84,3%) e privadas (15,7%).

A incidência do problema cresce com a idade: entre adolescentes de 16 e 17 anos, 20,9% relataram experiências de assédio, enquanto na faixa de 13 a 15 anos o índice foi de 17,1%.

Desigualdade de gênero nas vítimas

A vulnerabilidade das meninas se destaca nos resultados. Entre elas, 26% afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência sexual, percentual mais que o dobro do registrado entre os meninos, que ficou em 10,9%.

O aumento dos casos também foi mais expressivo entre estudantes da rede pública e entre o público feminino, evidenciando desigualdades estruturais no enfrentamento desse tipo de violência.

Ambiente familiar como principal cenário

A pesquisa aponta que a maior parte dos casos ocorre dentro do ambiente familiar. Entre os estudantes que sofreram violência sexual, 26,6% indicaram outros membros da família como responsáveis.

Outros agressores mencionados incluem pessoas desconhecidas (23,2%), parceiros afetivos (22,6%) e amigos. O levantamento evidencia ainda que o perfil dos autores varia conforme a região do país.

Um dos dados mais graves refere-se à idade das vítimas: entre os 1,1 milhão de adolescentes que relataram ter sido forçados a manter relações sexuais, 66,2% tinham até 13 anos quando o abuso ocorreu.

Distribuição regional e perfis dos agressores

A violência sexual atinge todo o território nacional, mas apresenta maior prevalência na Região Norte, com 11,7%. Entre os estados, destacam-se Amazonas (14,0%), Amapá (13,5%) e Tocantins (13,0%).

O perfil dos agressores varia conforme a localidade. No Paraná, 30% dos estudantes apontaram namorado(a) como autor da violência. Na Paraíba, 20,6% indicaram amigos. Em Goiás, outros familiares foram responsáveis por 34,5% dos casos, enquanto no Piauí 31,2% relataram agressões cometidas por pessoas desconhecidas.

Nos estados do Piauí e do Pará, também foram registrados os maiores percentuais de vítimas que sofreram violência sexual antes dos 13 anos, com índices de 75,8% e 73,5%, respectivamente.

Fonte: Brasil 247

PM espanca alunos que protestavam contra “professor assediador” no RJ

Um policial militar agrediu pelo menos dois estudantes dentro de um colégio estadual na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (25). O episódio ocorreu durante um protesto na Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, foi registrado em vídeo e terminou com três jovens detidos.

Nas imagens, o agente, que usava farda do Batalhão de Choque e seria um subtenente, discute com pessoas no local. Uma estudante tenta intervir e pede para que o militar “não encostar” nela. Ele responde com dois tapas no rosto da jovem, rasgando a camisa.

Um colega se aproxima para ajudar e é atingido com um soco no rosto, caindo no chão. Em seguida, o policial volta a agredir a estudante com mais um tapa antes do fim da gravação.

O ato foi convocado por alunos da unidade. Segundo a Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro (Amesrio), representantes foram chamados para apoiar “um abaixo-assinado pelo afastamento de um professor acusado de assédio”. A entidade afirma que a entrada foi barrada pela direção, que acionou a polícia.

De acordo com a Amesrio, houve uso de força dentro e fora da escola. “Dentro da escola, houve agressões com tapas e socos. Do lado de fora, a violência continuou com spray de pimenta e cassetetes”, informou. A presidente da entidade teve a camisa rasgada antes de ser detida com outros jovens.

A Secretaria Estadual de Educação declarou que “não compactua com qualquer forma de violência no ambiente escolar” e informou que a PM foi acionada “de forma preventiva”. A pasta afirmou que prestará apoio aos estudantes e reforçou que a atuação deve seguir protocolos. A Polícia Militar não havia se manifestado até a última atualização.

Fonte: DCM

Braskem contaminou água em Marechal Deodoro

Laudo exigido pelo MP/AL diz que trabalho de despoluição no Polo de Marechal deve continuar para zerar organoclorados contaminantes

Trinta anos após o vazamento de toneladas de organoclorados na fábrica da antiga Alclor Química de Alagoas S/A, ocorrido em 24 de março de 1996, o lençol freático do Polo Cloroquímico de Marechal Deodoro segue contaminado, colocando em risco a saúde de moradores do município e da região metropolitana de Maceió.

A informação consta em laudo assinado pelo geólogo Perillo Rostan de Mendonça Wanderley, datado de 30 de agosto de 2025 e encaminhado à Braskem. O documento, encomendado pela própria empresa dentro de exigências do Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), aponta a permanência de contaminantes na área.

Segundo o relatório, em junho de 2025 as vazões de extração de água subterrânea foram de 159,17 m³/h e 124,80 m³/h. No mesmo período, foram removidos 1.474,98 quilos de contaminantes — sendo 815,34 kg em maio e 659,63 kg em junho. Já por meio dos sistemas de extração de vapores do solo (SVEs), foram retirados 66.399 quilos de contaminantes no bimestre, sendo 43.267,41 kg em maio e 23.131,61 kg em junho.

O laudo conclui que os trabalhos de descontaminação dos aquíferos saturado e insaturado devem continuar, uma vez que ainda há presença de organoclorados.

Apesar de ter sido condenada em 2006, com base em inquérito civil público sobre o acidente, a Braskem não vinha cumprindo satisfatoriamente as determinações impostas pela sentença. Diante disso, em 12 de janeiro de 2026, a promotora de Justiça Maria Luísa Maia Santos, da Promotoria de Meio Ambiente de Marechal Deodoro, instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar o cumprimento da decisão judicial.

Entre as medidas determinadas estão o registro da portaria, a publicação no Diário Oficial do Ministério Público, a comunicação ao procurador-geral de Justiça, a juntada da sentença e de relatórios periódicos, além da avaliação de laudos técnicos para eventual adoção de novas providências.

De acordo com a assessoria do MP/AL, o procedimento segue em tramitação e aguarda uma resposta definitiva da Braskem sobre as ações necessárias para a descontaminação do lençol freático, bem como um prazo para que a população possa consumir água sem risco.

Com base na defesa da empresa, a promotora também deverá arbitrar uma nova multa. A própria Braskem reconheceu a responsabilidade pelo acidente, considerado por trabalhadores do Polo como um dos maiores já registrados em Alagoas.

O Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL/SE) acompanha o caso desde a época do acidente, quando ainda atuava como Sindiquímica. A entidade espera que a empresa cumpra integralmente a sentença, incluindo a descontaminação total da área no tabuleiro de Marechal Deodoro.

Segundo o sindicato, a reabertura do caso pelo Ministério Público renova a expectativa por uma solução definitiva. “Sabemos que houve um acordo com exigências de medidas mitigadoras para despoluir e descontaminar o solo e o lençol freático da região atingida. Agora, resta saber se a área foi de fato descontaminada. Acreditamos que não”, informou a assessoria.

Após acesso ao relatório encomendado pela própria Braskem, um representante da entidade afirmou que, mesmo com ações de recuperação ambiental, ainda é evidente a presença de organoclorados no lençol freático.

Depoimento

Um operário que trabalhava no Polo de Marechal Deodoro à época do acidente relatou que o vazamento ocorreu devido ao uso de tecnologia inadequada na bacia de efluentes, o que resultou na contaminação do lençol freático.

Segundo ele, a empresa teria tentado firmar parceria com o sindicato para evitar a divulgação do caso, proposta que foi recusada. Uma empresa foi contratada para realizar a descontaminação, com previsão superior a 50 anos para a recuperação total da área.

O trabalhador também afirmou que, antes do prazo estimado, a Braskem teria interrompido os trabalhos, alegando que o lençol freático já estaria descontaminado. Ele ainda citou estudos que apontam risco de aumento de casos de leucemia na região, especialmente entre pessoas que utilizam poços artesianos.

Epicloridrina

A epicloridrina é um líquido incolor, volátil e altamente reativo, utilizado na produção de resinas epóxi, elastômeros, glicerina e produtos químicos para papel. Trata-se de uma substância tóxica, inflamável e classificada como potencial carcinogênica, exigindo rigorosos protocolos de segurança no manuseio.

Já a resina epóxi é um polímero termorrígido de alta resistência, formado pela reação entre uma resina e um endurecedor. É amplamente utilizada em pisos, móveis e aplicações industriais, devido à sua durabilidade, aderência e resistência química.

Em nota, a Braskem afirmou que “vem cumprindo integralmente a sua obrigação atribuída em processo judicial iniciado em 1991” e que as ações são contínuas, com acompanhamento das autoridades competentes.

Na ação civil pública, o MP/AL pediu a condenação da empresa e estabeleceu multa diária — à época fixada em 1 milhão de cruzeiros — em caso de descumprimento das medidas, entre elas a despoluição da área e a apresentação de laudos que comprovem a descontaminação

Fonte: Tribuna Hoje

Pastor é condenado por estuprar criança 144 vezes

Segundo a Polícia Civil, a violência começou em julho de 2009, quando a vítima tinha apenas 8 anos. O último abuso teria ocorrido em 2015

Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) prendeu um pastor de 82 anos em Indaial (SC) por cometer uma sequência de estupros contra uma criança, ao longo de mais de cinco anos. A investigação estima que, entre 2009 e 2015, ele tenha abusado sexualmente da vítima cerca de 144 vezes.

A investigação constatou que, à época do crime, o homem tinha cerca de 70 anos e atuava como pastor de uma igreja. Ele era considerado amigo da família da vítima.

A violência

Para cometer os abusos, o condenado se aproveitava da relação de confiança. Explorando o cenário de vulnerabilidade social em que a família vivia, ele fazia visitas frequentes à casa da criança.

Muitas vezes, o homem chegou a dormir no local, no mesmo quarto e, inclusive, na mesma cama da criança. Os crimes ocorreram, sobretudo, nessas ocasiões.

A vítima foi violentada dos 8 aos 15 anos de idade.

Condenado duas vezes

Pelo crime contra a criança, o homem, agora com 82 anos, foi condenado a 15 anos, 6 meses e 20 dias de prisão, em regime fechado.

No entanto, segundo a Polícia Civil, o pastor já havia sido condenado, em 2014, a 8 anos de prisão pelo mesmo crime, em um caso registrado no município de Indaial.

Andréia Sadi, a pistoleira de aluguel da Globo, pede desculpas pelo powerpoint criminoso

Em nota lida pela jornalista Andréia Sadi durante o programa Estúdio I, na tarde desta segunda-feira (23), a GloboNews divulgou um pedido de desculpas após a exibição de um quadro, na sexta-feira (20),  que sugeria a incriminação do presidente Lula no caso envolvendo as fraudes no Banco Master.

A arte gráfica, que foi ao ar durante a programação, gerou repercussão negativa nas redes sociais e críticas de especialistas em jornalismo, que apontaram possível viés e falta de contextualização. O quadro lembrava o PowerPoint exibido em 2016 pelo chefe da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para incriminar o petista.

Na retratação, a emissora reconheceu o erro no uso do material visual e afirmou que o conteúdo não refletia adequadamente o rigor editorial adotado pela redação. Apesar do pedido de desculpas, o comunicado não mencionou diretamente o nome do presidente. Além disso, a errata informa que não incluiu alguns nomes, como os de “ex-diretores do Banco Central”, mas não fala nada sobre Roberto Campos Neto, que era presidente do BC quando o Banco Master efetuou todas as suas negociações fraudulentas.

Campos Neto é hoje diretor do Nubank, banco que tem na sociedade a família Marinho, proprietária do grupo Globo.

Enquanto poupou o ex-presidente do Banco Central, o ‘PowerPoint’ da Globonews incluiu a figura do atual presidente, Gabriel Galípolo, justamente aquele que agiu para pôr fim às fraudes de Vorcaro e liquidar o banco.

Do jeito que foi apresentado o pedido de desculpas, o telespectador fica sem saber quais personagens foram incluídos erradamente e a gravidade da suspeição levantada injustamente sobre cada um deles.

A arte gráfica exibida no Estúdio I destacou nomes ligados a Daniel Vorcaro. No que se refere à menção sobre o presidente Lula, a associação foi feita com base apenas em uma reunião oficial entre o presidente e o banqueiro investigado, sem evidências de irregularidade. Foi justamente o governo Lula que tomou providências contra o esquema fraudulento de Vorcaro.

Figuras ligadas ao governo anterior e à origem do escândalo aparecem com menos destaque ou não foram sequer mencionadas.https://www.instagram.com/reel/DWPFkLnAi4P/embed/captioned/?cr=1&v=14&wp=540&rd=https%3A%2F%2Ficlnoticias.com.br&rp=%2Fglobonews-desculpas-powerpoint-lula%2F#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A425.1000000014901%2C%22ls%22%3A82.60000000149012%2C%22le%22%3A395.19999999552965%7D

Veja a seguir o texto lido por Andréia Sadi:

“Na última sexta, a gente exibiu aqui uma arte com o objetivo de apresentar as conexões do Word com políticos e acessos relevantes. Como a gente já fez em outras ocasiões, no entanto, o material estava errado e incompleto e também não deixou claro o critério que foi usado para a seleção das informações. Esse conteúdo acabou misturando contatos institucionais com nomes que marcaram, menciona como tendo relação contratual ou pessoal, além de outros nomes sob análise da PF, ou que a luz das informações apuradas até aqui podem ser classificados como não republicanos. A arte também estava incompleta porque não foram incluídos nomes que já se tornaram públicos por envolvimento com caso master, como ministros do Supremo e políticos nem ex-diretores do Banco Central, que estão sob escrutínio da polícia por suspeita de corrupção na relação com o banqueiro. Diante de um material incompleto e em desacordo com os nossos princípios editoriais, a gente pede desculpas.”

Fonte: ICL

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