Lula tem 41% e Flávio Bolsonaro 36% no 1º turno. Lula vence todos no 2º, indica BTG/Nexus

Pesquisa do instituto Nexus revela estabilidade na liderança do presidente e indica favoritismo do chefe do Executivo em todas as simulações de segundo confronto direto

O presidente Lula (PT) lidera a corrida presidencial para 2026 com 41% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na segunda colocação, registrando 36%, informa a 10ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (17). O levantamento mostra um cenário de estabilidade nas intenções de voto estimulado em relação à rodada anterior, com o atual chefe do Executivo mantendo vantagem tanto no primeiro momento da disputa quanto em todos os cenários testados para o segundo turno.Play Video

https://imasdk.googleapis.com/js/core/bridge3.784.0_en.html#deid=%22%22&eventfe_experiment_ids=%5B%5D&fid=%22goog_785121334%22&genotype_experiment_data=%7B%22experimentStateProto%22%3A%22%5B%5B%5B45713128%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B962325777%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45796605%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5Bnull%2C956056724%2Cnull%2C%5Bnull%2C128%5D%5D%2C%5Bnull%2C745150931%2Cnull%2C%5Bnull%2C1%5D%5D%2C%5B45816264%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45761044%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45722344%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45824086%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45801847%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45784857%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5Bnull%2Cnull%2C45792627%2C%5B%5D%5D%2C%5B45668885%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45685340%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45734716%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45735891%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45663239%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45661356%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B839547366%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B45676441%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5Bnull%2C45645574%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45688859%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45685601%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5Bnull%2C45685602%2Cnull%2C%5Bnull%2C100%5D%5D%2C%5B45820997%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5Bnull%2C45812678%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45756824%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B45794243%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45747172%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B775241416%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B781107959%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B781107958%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B792614055%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B781107957%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45729602%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45753603%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%2C%5B45753604%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%5D%2C%5B%5B16%2C%5B%5B1%2C%5B%5B31089630%5D%2C%5B31089631%2C%5B%5B45668885%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B10%2C%5B%5B83323635%5D%2C%5B83323636%2C%5B%5Bnull%2C45812678%2Cnull%2C%5Bnull%2C100%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B1000%2C%5B%5B95332046%5D%5D%5D%2C%5Bnull%2C%5B%5B95332047%5D%5D%5D%2C%5B10%2C%5B%5B95338769%2C%5B%5Bnull%2C45645574%2Cnull%2C%5Bnull%2C1%5D%5D%5D%5D%2C%5B95338770%2C%5B%5Bnull%2C45645574%2Cnull%2C%5Bnull%2C2%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B50%2C%5B%5B95351425%5D%2C%5B95351426%2C%5B%5B45676441%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B1%2C%5B%5B95373378%2C%5B%5B792614055%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%2C%5B95373379%2C%5B%5B45747172%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B781107959%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B792614055%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B781107957%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B10%2C%5B%5B95378629%5D%2C%5B95378630%2C%5B%5B45729602%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%2C%5B95381582%2C%5B%5B45729602%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B45753603%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%2C%5B95381583%2C%5B%5B45729602%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%2C%5B45753604%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B10%2C%5B%5B95389581%5D%2C%5B95389582%2C%5B%5B635466687%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5Bnull%2C%5B%5B95391735%5D%5D%5D%2C%5B50%2C%5B%5B95393784%5D%2C%5B95393785%2C%5B%5B45796605%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5Bnull%2C%5B%5B95394237%5D%2C%5B95394238%2C%5B%5B45801847%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B50%2C%5B%5B95396036%5D%2C%5B95396037%2C%5B%5B45756824%2Cnull%2Cnull%2C%5B%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5Bnull%2C%5B%5B95396834%5D%2C%5B95396835%2C%5B%5B45816264%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B10%2C%5B%5B95398187%5D%2C%5B95398188%2C%5B%5B945081832%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5Bnull%2C%5B%5B95398415%5D%2C%5B95398416%2C%5B%5B45824086%2Cnull%2Cnull%2C%5B1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B10%2C%5B%5B95398837%5D%2C%5B95398838%2C%5B%5Bnull%2C960449109%2Cnull%2C%5Bnull%2C1%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2C%5B100%2C%5B%5B122880242%5D%2C%5B122880243%2C%5B%5Bnull%2C956056724%2Cnull%2C%5B%5D%5D%5D%5D%5D%5D%5D%5D%5D%2Cnull%2Cnull%2C%5Bnull%2C1000%2C1%2C1000%5D%5D%22%7D&imalib_experiments=%5B95322027%2C95331589%2C95332046%5D&is_eap_loader=false&managed_js_experiment_id=0&page_correlator=240183381733910&pvsid=935598134095350&top_accessible_page_url=%22https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Fbrasil%2Flula-tem-41-contra-36-de-flavio-bolsonaro-no-1o-turno-e-mantem-vantagem-no-2o-indica-btg-nexus%2F%22

Na pesquisa estimulada de primeiro turno, além de Lula (41%) e Flávio Bolsonaro (36%), figuram o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, o fundador do MBL, Renan Santos (Missão), com 4%, e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também pontua 4%. Outros nomes somaram 2%, enquanto os votos brancos e nulos alcançam 5% e os eleitores indecisos ou que não responderam representam 2%. Em relação à sondagem realizada em 10 de agosto, Lula oscilou de 40% para 41%, ao passo que Flávio manteve os mesmos 36%. Na modalidade espontânea — quando os nomes dos pré-candidatos não são apresentados aos entrevistados —, Lula é lembrado por 38% do eleitorado, contra 29% que citam Flávio Bolsonaro. Outros pré-candidatos somam 6%, enquanto brancos e nulos são 9% e 17% não souberam responder.

Simulações de segundo turno e migração de votos

Nas simulações de segundo turno promovidas pelo instituto Nexus, o presidente Lula vence todos os concorrentes testados:

  • Lula vs. Flávio Bolsonaro: Lula soma 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos chegam a 8% e indecisos/NS/NR somam 1%.
  • Lula vs. Romeu Zema: Lula atinge 46%, enquanto o governador mineiro registra 41%. Brancos e nulos somam 11% e NS/NR 2%.
  • Lula vs. Ronaldo Caiado: O presidente marca 45% ante 42% do governador goiano. Brancos e nulos chegam a 11% e NS/NR 2%.
  • Lula vs. Renan Santos: Lula registra 47% das preferências, contra 36% de Renan Santos. Brancos e nulos somam 14% e NS/NR 3%.

A pesquisa demonstra que 41% de todo o eleitorado declara voto no presidente Lula em todas as hipóteses testadas para a segunda etapa do pleito. O levantamento também detalhou a migração de votos dos candidatos da oposição no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro: entre os eleitores de Ronaldo Caiado no primeiro turno, 47% migram para Flávio, 36% escolhem Lula e 16% optam por branco/nulo. Já entre os eleitores de Romeu Zema, 51% declaram apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, 32% apoiam Lula e 16% votam em branco ou nulo. Entre os simpatizantes de Renan Santos, 56% optam por Flávio Bolsonaro, 22% escolhem Lula e 22% se dividem entre nulos e brancos.

Fonte: Brasil 247

STF determina encerramento do programa de escolas cívico-militares em Minas Gerais

 O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão que determina o encerramento do programa de escolas cívico-militares em Minas Gerais. A decisão representa mais um capítulo da disputa envolvendo o modelo, que já passou por diferentes instâncias do Judiciário e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG).

O governo de Minas recorreu ao Supremo na tentativa de preservar o funcionamento das nove escolas que atualmente adotam o formato. Na ação, o Executivo estadual argumentou que a interrupção do programa poderia afetar diretamente 6.083 estudantes e comprometer o planejamento do ano letivo.

Outro argumento apresentado pelo governo foi financeiro. Segundo a administração estadual, a Lei Orçamentária de 2026 reservou R$ 10 milhões para garantir a manutenção do programa nas unidades que já estavam em funcionamento. Para o governo, essa previsão não teria sido considerada nas decisões anteriores do TCE-MG e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

O Executivo estadual também contestou a informação de que pretendia implementar o modelo em 721 escolas. De acordo com a manifestação enviada ao STF, o governo teria realizado apenas uma consulta para verificar o interesse das comunidades escolares, sem que houvesse efetivamente a criação de novas unidades cívico-militares.

Questionamentos sobre a criação do programa

O TCE-MG, por sua vez, sustenta que o programa não foi instituído por meio de uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa. Segundo o tribunal, a organização das escolas ocorreu a partir de uma resolução conjunta da Secretaria de Estado de Educação e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

A Corte de Contas também questionou a existência de recursos específicos para a manutenção do modelo.

Na avaliação apresentada ao Supremo, o encerramento da participação dos militares não significaria o fechamento das escolas. As unidades continuariam funcionando normalmente, com professores, currículo e projetos pedagógicos mantidos. A principal alteração seria justamente a retirada da atuação dos militares no ambiente escolar.

PGR também foi contra o pedido

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou manifestação contrária à tentativa do governo mineiro. Para o órgão, a discussão envolve a interpretação de legislação estadual, questões orçamentárias e análise de provas, fatores que não poderiam ser resolvidos por meio do procedimento utilizado pelo governo no STF.

Disputa se arrasta desde 2025

A controvérsia começou no fim de 2025, quando o TCE-MG determinou a interrupção do programa diante de questionamentos relacionados à ausência de uma legislação específica e de previsão orçamentária.

Em janeiro, uma decisão de primeira instância autorizou temporariamente a continuidade das atividades nas nove escolas. No mês seguinte, porém, o TJMG derrubou a liminar.

Já em julho, a 19ª Câmara Cível do tribunal confirmou, por dois votos a um, a determinação para interromper o programa inclusive nas unidades que já estavam em funcionamento.

Com a decisão do STF, esse entendimento permanece válido.

A Corte, contudo, não declarou que escolas cívico-militares são proibidas em Minas Gerais. O que foi analisado pelo Supremo foi o instrumento utilizado pelo governo estadual para tentar reverter a decisão do TJMG.

Na avaliação da Corte, o pedido apresentado não era o meio processual adequado para modificar o entendimento da Justiça mineira.

Fonte: Metrópoles

Seria melhor a escravidão? CEO do Rei do Mate ataca fim da 6×1

O CEO do Rei do Mate, Antônio Carlos Nasraui, comparou a defesa do fim da escala 6×1 ao desejo de uma criança de frequentar menos a escola. Em entrevista à Folha, o empresário disse que a mudança é uma proposta “popular” e afirmou que “uma criança sempre vai preferir ir menos vezes à escola”.

Nasraui declarou que considera legítimo o desejo de trabalhadores de terem mais tempo com a família, mas sustentou que as pessoas não deveriam ser impedidas de trabalhar mais. Para ele, a redução da jornada sem corte salarial aumentaria os custos de empresas, especialmente das menores, e poderia pressionar os preços cobrados dos consumidores.

A fala ocorre enquanto o Congresso debate a alteração da jornada de trabalho. A Câmara dos Deputados aprovou a PEC 221/2019, que prevê limite de 40 horas semanais, cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado, sem redução de salário. O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde a discussão continua aberta e a proposta não virou lei.

Pela regra aprovada pelos deputados, a transição para a nova jornada ocorreria em 14 meses. O texto também prevê que categorias com escalas específicas possam adotar modelos diferentes por meio de negociação coletiva, desde que seja respeitada a média de dois dias de descanso remunerado por semana. Hoje, a escala 6×1 segue permitida no país.

O CEO da rede de cafeterias afirmou que o impacto seria mais duro sobre o pequeno comércio. Segundo ele, a necessidade de contratar mais funcionários para cobrir as folgas elevaria a folha de pagamento e poderia fechar lojas que operam com margens menores. A declaração, porém, parte da defesa empresarial contra uma proposta que busca reduzir uma jornada marcada por apenas um dia de descanso semanal.

Nasraui comanda uma rede com cerca de 300 lojas e disse que o Rei do Mate cresceu 7% no primeiro semestre deste ano. Ao comentar a possível mudança trabalhista, ele classificou o debate sobre o fim da escala 6×1 como uma escolha entre o apelo popular da redução da jornada e os custos que, na visão dele, seriam repassados pelo varejo.

Fonte: DCM

Lula arranca para o tetra na Vila Euclides: “Nós vamos fazer desse país uma grande nação”

De volta ao cenário que marcou sua ascensão como líder sindical e abriu caminho para sua trajetória política, Luiz Inácio Lula da Silva lançou neste domingo (16), na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), sua candidatura à reeleição. Na arrancada em busca de um quarto mandato na Presidência, Lula prometeu aprofundar investimentos em educação, emprego e industrialização e apresentou como horizonte transformar o Brasil em uma potência capaz de produzir tecnologia e agregar valor às próprias riquezas.

Durante o discurso de lançamento da candidatura, Lula afirmou que o país ainda não alcançou todo o seu potencial econômico e social. “Esse país está devendo a si mesmo se transformar numa grande nação. E nós vamos fazer desse país uma grande nação”, declarou. O presidente anunciou ainda que, dentro de dez a 15 dias, apresentará com o vice-presidente Geraldo Alckmin o programa para um eventual novo governo.

“Eu, dentro de 10 ou 15 dias, eu e o Alckmin, vamos apresentar a nossa proposta de governo para o próximo mandato”, afirmou Lula.

O presidente disse que o documento será preparado para detalhar as propostas que pretende levar ao eleitorado. Ao mesmo tempo, convocou a militância a comparar os resultados de seu governo com os da administração anterior, especialmente em áreas como emprego, inflação, crescimento econômico e políticas sociais.

Educação no centro do projeto para o quarto mandato

Ao antecipar prioridades para uma nova gestão, Lula colocou a formação dos jovens entre os principais desafios que pretende enfrentar.

“Eu, num quarto mandato, eu quero acabar com alguns dilemas desse país. Um deles é a formação do nosso povo. Eu quero meninas e meninos desse país bem formados, bem estruturados, não apenas para trabalhar no mercado de trabalho”, disse.

O presidente associou educação à capacidade de o Brasil avançar tecnologicamente e ocupar posições de maior valor nas cadeias produtivas. No discurso, defendeu que o país forme profissionais capazes de trabalhar com minerais críticos e terras raras e transforme essas matérias-primas em produtos industriais.

“A gente não quer exportar o mineral bruto para depois comprar coisas prontas dele. Nós queremos extrair aqui, transformar aqui, industrializar aqui, produzir aqui, gerar emprego aqui e gerar riqueza”, afirmou.

Lula citou celulares, chips e baterias elétricas entre os produtos que podem ser fabricados a partir desses recursos e rejeitou entregar a exploração das riquezas minerais brasileiras às grandes potências.

A estratégia foi relacionada à Nova Indústria Brasil, política conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, chefiado por Alckmin. Segundo os números apresentados pelo presidente, a iniciativa mobilizou investimentos próximos de R$ 800 bilhões.

Lula reivindica expansão do ensino

Para sustentar a educação como um dos pilares de sua proposta, Lula comparou o acesso ao ensino superior no início de seu primeiro governo com o cenário atual.

“Quando eu assumi a presidência em 2003, tinha apenas 5 milhões de brasileiros no mercado de trabalho com diploma universitário. Hoje tem 25 milhões com diploma universitário. Isso é pensar no futuro”, declarou.

O presidente também reivindicou a expansão da rede federal de educação profissional realizada durante os governos do PT. Segundo Lula, ele e Dilma Rousseff construíram 606 institutos federais em 16 anos, e o atual governo pretende chegar ao fim do mandato com 800 unidades.

“Isso é pensar no futuro. Porque o futuro significa investir em educação. O futuro significa formar os nossos jovens”, disse.

Lula também defendeu escolas de tempo integral como política voltada simultaneamente à formação das crianças e à rotina das famílias. Segundo ele, a ampliação da jornada permite que pais e mães trabalhem enquanto os filhos permanecem na escola e tenham acesso a atividades como arte, dança, música e educação ambiental.

Emprego vira argumento para a reeleição

A geração de postos de trabalho também ocupou espaço central no discurso. Lula afirmou que seu governo criou 10,1 milhões de empregos formais nos últimos três anos e meio e contrapôs o desempenho aos números que atribuiu à administração anterior.

O presidente mencionou ainda a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, o apoio de crédito a 174 mil indústrias e políticas destinadas a impedir que estudantes abandonem o ensino médio.

Segundo Lula, 7,2 milhões de jovens permanecem estudando com o auxílio de bolsas concedidas pelo governo.

Na parte final do discurso, ele apresentou números de inflação, desemprego, crescimento econômico e situação fiscal e pediu aos militantes que utilizem comparações durante a campanha.

“Então eu quero que vocês tenham um número para comparar”, afirmou.

Retorno ao palco das greves

A escolha da Vila Euclides para a arrancada eleitoral também permitiu que Lula vinculasse a busca pelo quarto mandato às origens de sua vida pública.

O presidente dedicou parte significativa do discurso às greves dos metalúrgicos do ABC de 1979 e 1980. Lula recordou particularmente uma assembleia de 1979, quando considerou satisfatória uma proposta apresentada pelos empresários, mas encontrou resistência entre trabalhadores mobilizados havia 15 dias.

Temendo perder uma votação direta sobre o acordo, Lula contou que pediu um voto de confiança para que a categoria voltasse ao trabalho enquanto ele continuaria negociando.

“Os trabalhadores, por unanimidade, aprovaram a minha proposta de voltar a trabalhar e eu continuar negociando. Mas todos os trabalhadores saíram daqui putos da vida comigo, achando que eu tinha traído eles”, relatou.

Segundo Lula, foram necessários meses para reconstruir a confiança da categoria. Em 1980, uma nova paralisação durou 41 dias e resultou em milhares de demissões. Lula foi preso em 17 de abril de 1980 e permaneceu 31 dias na cadeia.

“Companheiros, isso foi a mais importante lição política que eu tive na minha vida”, afirmou.

Das greves à criação do PT

Lula também usou a memória do ABC para explicar sua entrada na política institucional. O presidente contou que, depois da greve de 1978, era contrário à criação de um partido e rejeitava a atividade política.

A avaliação mudou quando passou a considerar contraditório que trabalhadores enfrentassem empresários nas fábricas e, nas eleições, escolhessem representantes dos interesses patronais.

“Porque sabem qual é o defeito de quem não gosta de política? É que o país é governado por quem gosta”, declarou.

Foi nesse processo que Lula passou a defender a criação de um partido ligado aos trabalhadores, movimento que culminaria na fundação do PT em 1980.

Quase meio século depois das primeiras grandes mobilizações sindicais no ABC, o presidente voltou ao mesmo espaço para apresentar a disputa eleitoral como uma nova etapa da trajetória iniciada nas fábricas da região.

Lula recupera programas de seus governos

Ao defender sua concepção de desenvolvimento, Lula também citou políticas e obras implementadas desde sua primeira passagem pelo Planalto. Entre elas estão o Luz para Todos e a transposição do rio São Francisco.

O presidente relacionou a transposição à própria experiência como nordestino que migrou para São Paulo e recordou as dificuldades enfrentadas por famílias submetidas à falta de água.

“É esse nordestino que sabe qual é o valor de levar água pra 12 milhões e meio de pessoas”, afirmou.

Lula disse ainda que pretende inaugurar neste ano uma etapa destinada a garantir o abastecimento de Fortaleza. Para o presidente, obras de segurança hídrica, expansão educacional e infraestrutura representam políticas capazes de produzir efeitos duradouros.

Campanha mira também Congresso e São Paulo

O lançamento da candidatura presidencial terminou com um chamado à eleição de aliados. Lula pediu votos para Fernando Haddad ao governo de São Paulo e para Marina Silva e Simone Tebet nas duas vagas ao Senado em disputa no estado.

Também pediu apoio aos candidatos da coalizão à Câmara dos Deputados. O presidente argumentou que uma maioria no Congresso será fundamental para implementar o programa de um eventual quarto mandato.

“Porque a gente precisa ganhar as eleições e eleger maioria no Congresso Nacional, para que a gente possa fazer tudo o que a gente tem que fazer nesse país”, afirmou.

Ao voltar à Vila Euclides para arrancar em busca do tetra presidencial, Lula procurou unir passado e futuro em uma mesma narrativa eleitoral: das assembleias dos metalúrgicos que projetaram sua liderança nacional à promessa de um país mais industrializado, tecnologicamente desenvolvido e apoiado na expansão da educação.

Fonte: Brasil 247

Ministro nazista de Israel defende matar 30 a 40 palestinos por noite em Gaza

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu publicamente a realização de assassinatos direcionados em Gaza para matar entre 30 e 40 pessoas todas as noites.

A declaração foi feita em um podcast apresentado por Rom Braslavski, um ex-refém israelense.

Integrante do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e líder do partido de extrema direita Otzma Yehudit (Poder Judaico), Ben-Gvir criticou a redução dos ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza.

“Não é segredo que discordo do primeiro-ministro. Acho que assassinatos direcionados deveriam ser realizados em Gaza, eliminando 30 a 40 todas as noites”, afirmou.

Ben-Gvir foi além e defendeu que os alvos não deveriam se limitar a pessoas consideradas ameaças imediatas. “Há pessoas lá que não são dignas de viver. Elas não deveriam viver. Elas nem sequer são pessoas”, declarou.

Declarações semelhantes já foram feitas anteriormente por Ben-Gvir e por outros integrantes do governo israelense. Algumas dessas falas foram apresentadas perante a Corte Internacional de Justiça como evidências utilizadas na discussão sobre alegações de intenção genocida contra os palestinos.

Ben-Gvir ganhou influência sobre a segurança de Israel

Ben-Gvir ocupa o cargo de ministro da Segurança Nacional desde 2022, como parte do acordo de coalizão entre seu partido e o Likud, de Netanyahu.

Embora não tenha autoridade para ordenar diretamente ataques aéreos contra Gaza, Ben-Gvir se tornou uma das figuras mais influentes da extrema direita israelense. O ministro controla áreas importantes do aparato de segurança do país, incluindo a polícia nacional e o sistema penitenciário, onde milhares de palestinos de Gaza e da Cisjordânia estão presos.

O ministro já havia se gabado anteriormente de reduzir as rações alimentares oferecidas a prisioneiros palestinos. Em 2025, a Suprema Corte de Israel determinou que o serviço penitenciário sob sua gestão estava privando palestinos do mínimo necessário para uma alimentação de subsistência.

Mais de 1.250 mortos desde o acordo de trégua

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, os ataques israelenses mataram mais de 1.250 pessoas desde a entrada em vigor de um acordo de trégua em outubro.

O Exército israelense afirma que suas operações têm como alvo integrantes do Hamas. Nos últimos dias, porém, os ataques foram reduzidos, em uma aparente concessão ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, depois que Netanyahu rejeitou a mais recente tentativa do governo americano de avançar nas negociações.

A imprensa israelense informou na semana passada que a autorização para realizar ataques passou a ficar concentrada nas mãos do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, provocando a reação de parlamentares de direita, entre eles Ben-Gvir.

Ministro defende expulsão em massa de palestinos

Durante a mesma entrevista, Ben-Gvir também defendeu a emigração em massa dos palestinos de Gaza e a instalação de assentamentos israelenses no território.

“Vejo toda Gaza como nossa”, afirmou. O ministro defendeu a retomada dos assentamentos não apenas na região de Gush Katif, mas em toda a Faixa de Gaza, além de incentivar “o máximo possível” de emigração de palestinos.

Para os integrantes do Hamas, segundo sua proposta, a alternativa seria diferente: “Para os terroristas, nenhuma emigração, nada, apenas matá-los um por um”.

Israel retirou suas tropas e desmontou os 21 assentamentos judaicos de Gaza, conhecidos como Gush Katif, há 20 anos.

Desde o início do massacre mais recente, Israel passou a controlar entre 60% e 70% da Faixa de Gaza, após estabelecer a chamada “linha amarela” e avançar além de uma fronteira prevista no acordo de cessar-fogo.

A proposta mais recente de Trump prevê que o Hamas entregue gradualmente suas armas enquanto Israel interrompe os ataques e inicia a retirada de suas forças de Gaza.

Fonte: DCM

Brasil reage a Trump e aciona Lei da Reciprocidade contra tarifaço dos EUA

Medida não implica retaliação imediata, mas abre caminho para contramedidas caso as negociações não avancem.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva iniciou formalmente o procedimento previsto na Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O Itamaraty comunicou a decisão ao governo de Donald Trump na noite desta quinta-feira e solicitou a abertura de consultas diplomáticas.

As exportações brasileiras foram atingidas por duas medidas adotadas por Washington: uma tarifa adicional de 25% direcionada ao Brasil e outra sobretaxa de 12,5%, aplicada também a dezenas de outras economias. Embora existam exceções, as duas cobranças podem se acumular sobre parte dos produtos alcançados, levando a alíquota a 37,5%.

Lei não determina retaliação imediata

A legislação brasileira foi aprovada pelo Congresso e sancionada em 2025, depois da primeira rodada de tarifas anunciada por Trump. Ela autoriza o país a responder a medidas estrangeiras que prejudiquem a competitividade brasileira, inclusive com restrições comerciais proporcionais.

A abertura do procedimento, porém, não significa aplicação imediata de contramedidas. O governo afirma que pretende utilizar as consultas diplomáticas para tentar reduzir ou eliminar os efeitos das barreiras comerciais por meio da negociação.

Segundo o Planalto, o Brasil já apresentou ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos argumentos contra as acusações de práticas comerciais desleais. O governo também recorreu à Organização Mundial do Comércio e afirma que continuará procurando novos mercados para reduzir os prejuízos aos setores atingidos.

Impasse ganha dimensão política

A decisão foi recebida com preocupação por setores empresariais, diante do risco de uma escalada capaz de afetar investimentos e negócios entre as duas maiores economias das Américas. Especialistas também apontam que a disputa comercial incorporou elementos políticos e diplomáticos, em um momento marcado pelo calendário eleitoral brasileiro.

As avaliações sobre a estratégia, entretanto, divergem. Enquanto analistas consideram que o acionamento da lei reforça a posição brasileira diante das pressões de Washington, outros alertam para os riscos econômicos de uma eventual retaliação cruzada.

O governo sustenta que a prioridade permanece sendo a negociação e que a reciprocidade funciona, neste momento, como instrumento disponível caso as conversas não avancem. A iniciativa eleva a pressão sobre Washington, mas preserva espaço para uma solução diplomática antes da adoção de contramedidas comerciais.

Fonte: Rede Estação Democrática

Após encontros com Lula, Alcolumbre abre caminho para PEC do fim da escala 6×1

Senador segurava proposta para análise desde maio

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 foi despachada, nesta sexta-feira (14), pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Na última quarta-feira (12), tive uma importante conversa institucional com o presidente Lula. Foi um diálogo maduro, franco e republicano, fundamental para compreender as prioridades do governo e tratar da agenda legislativa de interesse do nosso país”, informou, em nota, Alcolumbre.

A PEC estava na mesa do senador desde o final de maio, depois de aprovada na Câmara dos Deputados.   

O presidente do Senado informou ainda que, a partir das conversas com o presidente Lula, encaminhou também para as comissões competentes a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) e o projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2780/2024), todos prioritários para o Executivo.

“Cabe ao Executivo apresentar suas prioridades e ao Congresso Nacional analisá-las com independência e a responsabilidade de construir os melhores caminhos para o país”, disse Alcolumbte na nota.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que a decisão de Alcolumbre foi fruto do diálogo institucional.  

“É uma demonstração importante de que o diálogo produz resultados e abre caminhos para fazer avançar uma agenda fundamental para o desenvolvimento do Brasil”, comentou Teresa Leitão.

Pressão

Esta semana foi a primeira de trabalhos deliberativos no Congresso Nacional desde a volta do recesso de julho. O MDB e o PT voltaram a pressionar Alcolumbre para que liberasse a PEC da escala 6×1 para análise.

Em nota, a bancada do MDB no Senado pediu a liberação para as comissões da PEC do fim da 6×1, do PL dos minerais críticos e a PEC da Segurança Pública. 

O líder do partido no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), pediu a votação das matérias em sessão plenária na quarta-feira (12).

“Não há razão, portanto, regimental ou política, que justifique o adiamento. O que falta é a decisão de pautar, e isso é o que a bancada requer a V. Exa. Se há setores com especificidades – e entendemos que há -, vamos discutir e apontar soluções para estes setores”, cobrou Braga do presidente do Senado.

A PEC 221 de 2019 acaba com a escala 6×1 instituindo a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial.

A proposta permite compensar o sábado ou domingo trabalhados no caso de categorias com jornadas especiais, mas mantendo o número de folgas remuneradas em duas por semana, em média, gozadas obrigatoriamente no mesmo mês.

A proposta também estipula uma regra de transição de até 14 meses. A exceção são os trabalhadores terceirizados da Administração Pública, que terão uma regra de transição diferenciada.

Para todos os demais trabalhadores, em 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas terão que garantir a escala de 5×2, assim como a redução da jornada para 42 horas semanais. Doze meses após essa primeira redução, a jornada cai para 40 horas.

Fonte: Agência Brasil

Trump é a “ordem” em crise

Na Cúpula da OTAN de 7 e 8 de julho, em Ancara, na Turquia, o presidente dos Estados Unidos foi evacuado pelos serviços de segurança, após uma ameaça atribuída ao Irã. Soube-se, agora, que o líder da maior potência imperialista do mundo saiu escondido em um contêiner do serviço de alimentação.

O que é isto, senão um símbolo da incapacidade dos Estados Unidos de manter a “ordem” desde a guerra no Irã, que eles iniciaram e que continua?

Um recente choque com o Secretário da Guerra, Peter Hegseth, gerou crise na cúpula trumpista. Trump questionou o secretário sobre por que ele foi enganado a respeito da escassez de munições.

A incapacidade também traz consequências para toda a economia americana.

A inflação atingiu 5%, um número muito grande para os EUA. Embora Trump tenha sido eleito com a promessa de baixar os preços, uma pesquisa da CNN indica que 77% dos americanos acreditam que as políticas de Trump aumentaram o custo de vida.

Mas a Cúpula de Ancara também será lembrada pelo maior engajamento de Trump na Ucrânia, com o Senado americano votando novas sanções contra a Rússia. Enquanto os imperialismos europeus anunciam novos gastos militares, como Trump cobra.

E sem qualquer autorização, uma empresa petrolífera próxima a Trump trouxe equipamentos de perfuração à Groenlândia, território da Dinamarca, membro da União Europeia, mas isso não provocou reação importante dos líderes europeus.

Após novas sanções contra a China, esta retaliou com restrições às exportações de peças de drones para os Estados Unidos…

Isso numa semana que iniciou com um vídeo do Departamento do Estado, de Marco Rubio, dizendo que o domínio americano sobre o Hemisfério Ocidental “nunca mais será questionado”, onde enumera ações na região, entre elas a prisão de Nicolás Maduro, como exemplo da aplicação da doutrina.

Tudo isso integra a curso frenético do imperialismo americano para apropriar-se a todo custo de recursos, na tentativa de superar sua crise interna.

No imediato, as eleições de meio de mandato daqui a três meses não estão nada fáceis para Trump, mas também não estão fáceis para o establishment Democrata. Afinal, toda alta cúpula do imperialismo americano está afetada pela crise e instabilidade global.

Em diversas primárias democratas, que designam os candidatos para governadores ou para o Congresso, os candidatos dos Socialistas Democráticos da América (DSA) ou apoiados pelo DAS, obtiveram vitórias importantes, como em Michigan, além de Nova York.

O AIPAC, o lobby sionista dedicado a apoiar o Estado de Israel nos Estados Unidos, gastou dezenas de milhões de dólares para tentar derrotar candidatos do DSA que denunciam o genocídio na Palestina. Mas isso já não tem o mesmo efeito de antes, e o socialismo não é mais um bicho-papão para milhões de estadunidenses. É a “ordem” em crise. Fuga cinematográfica do Air Force One, falta de munição e crescimento dos socialistas dentro de seu território, mostram que Trump e seu império decadente não podem tudo.

Por Marcelo Carlini, Diretório Estadual do RS

Fonte: petista.org.br

22.078 juízes receberam em média R$ 1.148.678 em 2025, aponta levantamento

Os 25,9 mil juízes e pensionistas brasileiros receberam, em média, R$ 1.085.070 no ano de 2025, ou cerca de R$ 90,4 mil por mês. O valor é quase o dobro do teto mensal do funcionalismo, fixado em R$ 46,3 mil.

Quando considerados apenas os 22.078 magistrados que receberam pagamentos em todos os meses do ano, a média de remuneração em 2025 sobe para R$ 1.148.678 — cerca de R$ 95,7 mil por mês.

Com isso, cerca de 86,3% — ou 9 em cada 10 juízes — receberam valores acima do teto constitucional, que equivale ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os dados são de uma nota técnica elaborada neste ano por Sérgio Guedes-Reis, pesquisador e auditor de finanças da Controladoria-Geral da União (CGU), para a ONG Republica.org. A nota técnica utilizou informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O estudo mostra que os valores pagos acima do teto no ano passado alcançaram R$ 12,63 bilhões.

Nesta quarta-feira (12), o ministro Alexandre de Moraes afirmou que sete tribunais estaduais continuam realizando o pagamento de “verbas exorbitantes” apesar das novas regras fixadas pela Corte sobre “penduricalhos”, e determinou a suspensão dos pagamentos e a devolução de valores.

Os tribunais devem identificar os magistrados que receberam valores indevidos e determinar a devolução do que ultrapassar o limite de 70%.

Grupo seleto

Um grupo de 637 magistrados e pensionistas ganhou mais de R$ 2 milhões no ano de 2025. Para fazer parte dos 10% mais bem pagos da categoria, um juiz precisa receber anualmente cerca de R$ 1,8 milhão, três vezes o teto constitucional.

Ainda segundo a nota técnica, com exceção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) — que não disponibilizou os dados de 2025 inteiro —, todos os tribunais brasileiros tiveram uma mediana remuneratória superior ao teto.

O Tribunal de Justiça de São Paulo foi o que registou a mediana mais elevada, de R$ 1.790.000 no ano — cerca de R$ 149 mil por mês.

🔎A mediana é o valor que fica exatamente no meio de uma lista de números colocados em ordem crescente. Ou seja, metade dos valores está abaixo da mediana e metade está acima dela.

Nesta semana, em evento promovido pelo jornal “Folha de S.Paulo”, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que deve propor uma lei federal de caráter nacional para fixar os salários dos juízes. A minuta dessa nova lei, segundo Fachin, deve ser apresentada até o final deste ano.

Fonte: G1

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS