Final da CPMI: Alfredo Gaspar cai nas cordas do ringue político

No apagar das luzes, o “paladino da moralidade”, passadas 24 horas da denúncia, já se vê nas cordas do ringue que ele próprio ajudou a montar

Por Geraldo de Majella*

A expressão “homem de bem” é usada, em sentido geral, para designar alguém visto como honesto, correto e de boa conduta moral. No debate público, especialmente no Brasil, o termo foi apropriado pela extrema-direita — tanto no campo parlamentar quanto fora dele — como uma marca identitária e um discurso recorrente, quase um mantra.

O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, foi denunciado à Polícia Federal pelos parlamentares Soraya Thronicke (Podemos-MS) e Lindbergh Farias (PT-RJ), sob suspeita de prática de estupro de vulnerável e tentativa de compra de silêncio.

Gaspar se apresenta como um “homem de bem”, mas sua atuação recente revela outra face. Pré-candidato ao Senado, ele transformou a CPMI em um palanque, fez acusações sem provas, pré-julgou adversários e buscou destruir reputações, tudo em meio à obsessão de produzir vídeos para sua campanha eleitoral. Para ele, vale tudo para atingir objetivos desprovidos de ética e de compostura.

No apagar das luzes, o “paladino da moralidade”, passadas 24 horas da denúncia, já se vê nas cordas do ringue que ele próprio ajudou a montar, agora sob forte pressão diante da repercussão do caso.

A senadora Soraya Thronicke e o deputado Lindbergh Farias desferiram um “jab” — o golpe fundamental no boxe: não foi um nocaute, mas suficiente para deixá-lo desnorteado e em posição defensiva no centro da disputa política. A essa altura, não basta invocar a condição de “homem de bem”; o momento exige respostas claras diante das acusações.

O mantra do “homem de bem”, ou a máscara do moralista que se arvora como defensor da família e da moral, não resiste à luz do sol.

A luta continua, e resta saber se ele vai aguentar os próximos rounds. O sangramento não será estancado; mesmo com os cuidados da equipe técnica, tende a persistir até o último round.

No boxe profissional, a regra prevê 12 rounds. No round final da CPMI, Alfredo Gaspar sentiu o primeiro “jab” — mas, como essa luta terá 13 rounds, ainda vêm muitas pancadas pela frente; o número 13 é o que ele tanto odeia. Resta agora ao juiz da luta dizer: “soa o gongo final”.

Fonte: 082 Notícias

A CPMI ACABOU EM QUASE PIZZA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 29 de Março/ 2026

Fim do mês de março, o mês da mulher acabando, mas a semana foi cheia nas redes.
O Senado aprovou um Projeto de Lei que segue para a Câmara e inclui a misoginia como crime de preconceito ou discriminação, tipificando- a como crime de ódio ou aversão às mulheres. Os Deputados “patriotas” e “cristãos” ja estão de punhos cerrados para combater o projeto. O Deputado bolsonarista Nikolas Ferreira e seus comparsas espalhados pelo Brasil Varonil estão usando seus canais para afirmar que se o projeto for aprovado, nenhuma empresa contratará mulheres, pois segundo os defensores da familia, se o patrão ordenar a mulher para executar alguma atividade na empresa, ele será preso. Putz!
Esse argumento está sendo republicado como uma verdade nos grupos do tiozão do zap como verdade absoluta.
Um pais em que as mulheres sofrem só por ser mulheres devem ter mais leis que as protejam, leis que sejam mais rígidas e que o rep pill sinta na pele o rigor da lei!

Por falar em red pill, o Prisioneiro da Papudinha ganhou sua tão sonhada minha casa minha vida do Xandão, o Ministro concedeu ao golpista a possibilidade de cumprir a pena em casa em virtude do seu estado de saúde, que cá pra nós, não passa de mais uma narrativa da extrema direita. Bolsonaro ganhou do STF um Day Use de 90 dias, podendo a corte reenvia-lo para o presídio ao perceber sua saúde reestabelecida ou a fake ser revelada e mostrar que o Prisioneiro ta saudável para passar seus próximos 27 anos na jaula.

Enquanto tudo isso acontecia nas terras em que plantando tudo dá, a CPMI do INNS chegava ao fim, mas antes a TV Globinho aprontou e uma semana depois de ter emplacado no seu jornalismo um Power Point sobre o caso Vorcaro, sobrou para Andreia Sadi pedir desculpas pela patacoada proposital. Pra quem não viu o PowerPoint trazia as ligações de Vorcaro com diversas autoridades e deixando várias outras de fora, entre elas o ex Presidente do Banco Central, Campos Neto e no seu lugar a figura do Presidente Lula. Oi? Isso mesmo, o Lula, responsável pela liquidação o Banco do Vorcaro. A Globo pediu desculpa, mas não refez o PowerPoint correto com os verdadeiros culpados pela fraude. Por que será?
Será que algum Marinho teria lugar cativo nos quadrinhos? Mas voltando para a CPMI que acabou ontem sem relatório final, ou seja, acabou em pizza, mas teve um tempero especial. O Senador Lindbergh Farias acusou o Deputado alagoano Alfredo Gaspar de ter violentado uma criançade 13 anos, o clima azedou na CPMI e mais tarde o Senador junto com a Senadora Soraya Tronick expuseram a denúncia e afirmaram que Alfredo Gaspar teria tido relações sexuais e engravidado um criança de 13 anos.
A CPMI foi um circo, um palco para a Extrema Direita, mas o último dia a oposição deixou o Relator Alfredo Gaspar na corda bamba.
Cabe ao acusador provar o que disse e o Alfredo poderia muito tranquilamente provar que tudo é mentira, bastaria apenas fazer um exame de DNA , só não pode ser no Programa do Ratinho!

Pra finalizar; o Lula batizou o primeiro Caça supersônico produzido no Brasil. Depois do Governo anterior ter tentado vender a Embraer para a americana Boing , os “patriotas” vão ter que engolir o F39 Gripen brasuca!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 277

Protestos massivos nos EUA denunciam autoritarismo e guerra de Trump

Mobilização nacional é contra a concentração de poder, o custo de vida e a ofensiva militar no Irã

Uma onda de protestos ocupou as ruas de centenas de cidades nos Estados Unidos neste sábado (28). A mobilização, organizada por uma ampla coalizão de movimentos sociais e frentes progressistas, denuncia o que classificam como uma onda fascista no país sob Donald Trump.

Esta é a terceira vez, em menos de um ano, que estadunidenses vão às ruas como parte de um movimento de base chamado “No Kings” (nenhum rei), o mais visível e vocal canal de oposição a Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025. Os manifestantes protestam contra a escalada autoritária do governo Trump, a perseguição contra imigrantes e o impacto econômico da guerra no Oriente Médio, que fez disparar os preços dos combustíveis e da cesta básica.

Diferentemente de atos anteriores, a jornada deste sábado alcançou capilaridade nos redutos do interior do país, como Jekyll Island, na costa da Geórgia, e pequenos distritos no Alabama e Wyoming. “Trump quer nos governar como um tirano. Mas o poder pertence ao povo, não a ele ou aos seus aliados bilionários”, afirma o manifesto da plataforma que convoca os atos.

Um dos pontos mais sensíveis das manifestações ocorre em St. Paul, Minneapolis. Foi ali que, em janeiro deste ano, agentes da imigração assassinaram os estadunidenses Renee Good e Alex Pretti durante uma batida truculenta. Para os organizadores do ato, o episódio é o símbolo de um governo que atropela direitos civis e utiliza forças de segurança como milícias políticas.

A mobilização acontece no momento em que a popularidade de Trump derrete, atingindo apenas 36% de aprovação. O descontentamento é impulsionado pelo cenário econômico: a guerra com o Irã, completando um mês hoje, paralisou o escoamento de petróleo e impôs um “imposto de guerra” invisível no bolso dos estadunidenses.

A economia em retração e o aumento do custo de vida são os combustíveis que levaram milhares às ruas em mais de 3.100 atos planejados, inclusive com manifestações de solidariedade em países europeus.

A resposta da Casa Branca, no entanto, foi de desdém. A porta-voz Abigail Jackson classificou os protestos como “sessões de terapia de delírios.”

Fonte: Brasil de Fato

CPMI do INSS rejeita relatório que blindava bolsonaristas

Parlamentares destacaram que o relatório omitiu que a fraude no INSS ganhou escala entre 2019 e 2022, no governo Bolsonaro

O relatório do deputado alagoano Alfredo Gaspar na CPMI do INSS foi derrubado por 19 votos a 12. A votação, na madrugada deste sábado, 28, rejeitou o texto por omissão e proteção de vários envolvidos, como Fabiano Zetell, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e do próprio pastor da Igreja Lagoinha, André Valadão.

Notificou-se que o relatório ignorou o fato de que o ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes de seu governo foram alertados sobre o avanço das fraudes e não agiram para contê-las. E ainda que o relatório ignorou os avisos do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União, do Procon-SP e de instâncias interinstitucionais que já relatavam descontos indevidos e falhas de fiscalização, no governo passado, o que caracterizou, segundo parlamentares que votaram contra o relatório, a completa omissão do governo passado nas fraudes.

Após a rejeição do relatório, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), determinou o encerramento dos trabalhos do colegiado e ignorou a leitura e a votação do relatório alternativo apresentado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Com isso, a comissão parlamentar mista de inquérito criada para apurar fraudes no pagamento de aposentadorias e pensões do INSS chegou ao fim de seus 180 dias de funcionamento sem aprovar um relatório final em total cenário de picadeiro.

Sem imparcialidade

Recém-filiado ao PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Alfredo Gaspar (AL) buscou vincular as fraudes a aposentadorias e pensões investigadas na CPI do INSS ao governo Lula (PT), com diversas citações ao petista em seu relatório, enquanto praticamente ignorou a cúpula da gestão anterior.

O relatório do deputado bolsonarista Alfredo Gaspar foi acusado de ser comprometido pela falta de imparcialidade. Parlamentares fizeram cobranças diretas tanto ao relator quanto ao presidente da comissão, senador Carlos Viana. Governistas reclamaram do foco político do parecer, questionaram a falta de aprofundamento sobre a responsabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados e acusaram a cúpula da CPMI de blindar autoridades do governo anterior.

Em meio a derrubada do relatório, o relator e o presidente da CPMI, senador Carlos Viana foram acusados de conduzir a comissão com viés político e de blindarem autoridades e personagens ligados ao bolsonarismo.

No relatório alternativo, os parlamentares destacaram que Gaspar omitiu o fato de que a fraude no INSS ganhou escala sobretudo entre 2019 e 2022 e responsabilizava Jair Bolsonaro pela montagem do ambiente político e normativo que teria permitido a expansão do esquema.

A bancada governista afirma que a desarticulação do esquema ocorreu apenas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com a atuação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU). A Operação Sem Desconto resultou no afastamento de envolvidos, suspensão dos débitos irregulares e início do ressarcimento aos beneficiários.

De acordo com o relatório, mais de 4 milhões de pessoas já foram reembolsadas, somando bilhões de reais devolvidos.

(Com Congresso Em Foco)

Fonte: É Assim

Moradores da Santa Amélia voltam a protestar contra a BRK

Moradores dos residenciais Pedro Teixeira I e II e Diana Simon, no bairro Santa Amélia, na parte alta de Maceió, voltaram a protestar na tarde desta sexta-feira (27) contra a BRK, empresa responsável pelo abastecimento de água na região.

A manifestação foi motivada, segundo moradores, pelo alto valor das contas de água e pela baixa qualidade do serviço. Além dos valores considerados excessivos, os manifestantes criticaram a aparência inadequada da água fornecida.

Com galhos e pneus, os moradores bloquearam as duas vias da Avenida Jorge Montenegro de Barros, uma das principais da parte alta da capital, causando grande congestionamento.

“Tem gente com contas de 600, 800 reais. Ninguém gastou esse valor de água, é mentira. Eles não resolvem nada, dizem apenas para parcelarmos a conta”, relatou uma moradora.

Esta é a segunda vez, apenas nesta semana, que moradores desses residenciais realizam protesto pelo mesmo motivo. Na quarta-feira (25), a manifestação começou nas primeiras horas da manhã, causando lentidão e impactos no trânsito da região.

Esta é a segunda vez, apenas nesta semana, que moradores desses residenciais realizam protesto pelo mesmo motivo. Na quarta-feira (25), a manifestação começou nas primeiras horas da manhã, causando lentidão e impactos no trânsito da região.

Fonte: TNH1

Moraes envia à PGR pedido para incluir Moro na investigação sobre Milícias Digitais

Sem provas, o ex-juiz suspeito insinuou que eleição de 2022 foi ilegítima e fez ataques ao presidente Lula

Pré-candidato ao governo do Paraná e ex-juiz declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Sergio Moro (PL-PR) está na mira do Inquérito das Milícias Digitais após o ministro do STF Alexandre de Moraes encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) um requerimento para que o parlamentar seja formalmente incluído na investigação. A informação foi publicada nesta quinta-feira (26) pela Carta Capital. https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

Sem qualquer embasamento, Moro colocou em dúvida a legitimidade do resultado das eleições presidenciais de 2022, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou Jair Bolsonaro (PL). O autor do pedido enviado à PGR foi o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). A Procuradoria tem cinco dias para se manifestar, e após receber o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, Moraes poderá expedir uma decisão sobre a inclusão de Moro no inquérito.Play Video

O gatilho para o pedido foi uma fala do senador durante cerimônia de filiação ao PL, realizada na última terça-feira (24). Na ocasião, Moro afirmou: “A visão que o cidadão tem é que o nosso presidente da República hoje, que não é nosso, mas foi eleito — entre aspas — aqui no Brasil está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento.” A declaração foi interpretada como mais um capítulo na disseminação de narrativas que contestam a validade do processo eleitoral brasileiro.

De acordo com Lindbergh Farias, ao sustentar esse tipo de discurso, Moro contribui para manter em circulação o que o parlamentar classificou como “o repertório simbólico da fraude, da suspeição eleitoral e da ilegitimidade institucional” — argumento central para embasar o pedido de inclusão do senador no inquérito.

Histórico polêmico

O histórico de Sergio Moro é marcado por controvérsias judiciais e políticas. Ex-juiz federal da Operação Lava Jato em primeira instância, Moro teve sua suspeição declarada pelo próprio STF em 2021, decisão que culminou na devolução dos direitos políticos do presidente Lula. 

Após a condenação que retirou Lula da corrida eleitoral de 2018, Moro aceitou o convite de Jair Bolsonaro para ocupar o Ministério da Justiça, cargo que exerceu até abril de 2020, quando pediu demissão em meio a uma crise com o então presidente. Anos depois, em 2023, o ex-magistrado foi derrotado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo por fraude em domicílio eleitoral, ficando impedido de concorrer pelo estado paulista.

O Inquérito das Milícias Digitais investiga a organização e o financiamento de redes de desinformação voltadas a atacar instituições democráticas brasileiras, incluindo o próprio STF. A eventual inclusão de Moro no inquérito ampliaria o alcance das investigações a um dos nomes mais proeminentes da oposição ao governo federal.

Fonte: Brasil 247

Sem mandato, Carlos Bolsonaro passa a ser sustentado por dinheiro público via PL

Carlos Bolsonaro passou a receber salário do Partido Liberal após deixar o cargo de vereador no Rio de Janeiro, em dezembro de 2025. De acordo com documentos, ele foi contratado como “dirigente partidário” em 16 de dezembro, um dia após formalizar a renúncia ao mandato. Com informações do Metrópoles.

Pela nova função, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro recebe salário bruto mensal de R$ 38 mil. Em janeiro, o valor líquido foi de R$ 27,8 mil. O montante supera o que ele recebia na Câmara Municipal, onde tinha remuneração bruta de R$ 24,7 mil.

Mesmo com o aumento em relação ao período como vereador, o salário é inferior ao pago a outras figuras da legenda. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e Michelle Bolsonaro recebem cerca de R$ 33,8 mil líquidos mensais.

À Justiça Eleitoral, o partido informou que Carlos desempenha “serviços técnico-profissionais”, justificativa usada também para a contratação de outros integrantes. A legenda não detalhou publicamente as atribuições específicas do cargo.

Questionado sobre as funções exercidas, Valdemar respondeu de forma informal. “Preciso de 3 Bolsonaros para dar conta do que o Bolsonaro fazia”, afirmou o dirigente partidário.

Carlos deixou o cargo de vereador no fim de 2025 e passou a ser apontado como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. Desde então, mantém atuação política vinculada à estrutura partidária.

Carlos Bolsonaro se junta a Michele Bolsonaro, onde sem trabalhar, os dois são sustentados por dinheiro público do fundo partidário através do PL.

Fonte: Redação com DCM

Justiça italiana autoriza extradição da ex-deputada Carla Zambelli

Decisão é da Corte de Apelação da Itália, que analisa o pedido de extradição feito pelo STF contra a ex-deputada. Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão em regime fechado por invadir os sistemas do CNJ. Defesa afirmou que vai recorrer.

A Justiça da Itália autorizou nesta quinta-feira (26) a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli.

Zambelli deixou o país em maio do ano passado, apesar de ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (relembre mais abaixo).

A decisão desta quinta-feira é da Corte de Apelação do país, que analisa o pedido de extradição feito pelo Supremo contra a ex-parlamentar. Ainda cabe recurso da defesa, antes do caso ser levado para decisão final do governo italiano.

A defesa de Zambelli já anunciou que vai recorrer. Não há prazo para uma resposta definitiva.

O processo que corre na Corte em Roma julga um pedido do STF para que Zambelli, presa após pedido da Interpol no país europeu, seja devolvida à Justiça brasileira (entenda a cronologia mais abaixo).

Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, pela fronteira com a Argentina. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos.

De lá, publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando que era vítima de perseguição e que ainda pretendia provar sua inocência.

Como fugiu do país após uma condenação do Supremo, Zambelli é considerada foragida da justiça brasileira. Por isso, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

O documento foi encaminhado pelo governo brasileiro a autoridades italianas. Para que seja cumprido, o pedido precisa receber o aval da Justiça na Itália. É justamente este processo que está em andamento.

Zambelli permanece presa em Roma, porque autoridades do país europeu entendem que há risco de fuga.

Como foi a prisão?

Em julho do ano passado, o governo confirmou a prisão de Zambelli. Ela estava na lista vermelha da Interpol, e foi detida por forças de segurança do país europeu.

Após a prisão, Zambelli disse que preferia ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante o julgamento, por entender que há risco de fuga.

Nos últimos meses, o processo de extradição de Zambelli enfrentou atrasos por diversos motivos e já teve quatro adiamentos de audiências.

Na primeira delas, no fim de novembro, a defesa de Zambelli aderiu a uma greve de advogados em Roma, e na segunda, no mês seguinte, seus advogados apresentaram novos documentos à corte.

Veja a cronologia do caso

🗓️Em 15 de maio de 2025, a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto por invadirem os sistemas do Conselho Nacional de Justiça.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os dois teriam incluído documentos falsos em sistemas oficiais, com objetivo de colocar em dúvida a legitimidade da Justiça brasileira.

➡️Zambelli foi condenada à pena de 10 anos de prisão em regime inicial fechado e à perda do mandato, pois a pena a ser cumprida em regime fechado ultrapassa 120 dias (limite estabelecido pela Constituição Federal para ausência em sessões legislativas).

➡️O hacker Delgatti, também condenado no processo, foi sentenciado a oito anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado.

🗓️Em 25 de maio de 2025, Zambelli deixou o país pela fronteira com a Argentina. De lá, seguiu para os Estados Unidos, antes de pegar um voo para Roma.

🗓️Em 7 de junho de 2025, o STF decretou a prisão definitiva dos dois. A decisão foi tomada após ocorrer o trânsito em julgado do processo — quando não cabem mais recursos da defesa e a pena deve começar a ser cumprida de forma definitiva.

Na ocasião, Moraes rejeitou os últimos recursos de Zambelli e determinou o envio ao Ministério da Justiça do pedido de extradição. Zambelli estava licenciada do mandato e, segundo a PF, deixou o país dias antes, em 25 de maio, via fronteira com a Argentina.

Zambelli perdeu o mandato, e enviou carta de renúncia

Em dezembro, o STF reiterou a determinação que previu a cassação do mandato de Zambelli, revogando decisão contrária da Câmara dos Deputados. Três dias depois, ela entregou uma carta de renúncia à Casa.

Na mensagem, Zambelli afirmou que ter sido perseguida e que sua “história pública não foi forjada”.

“Afirmo: a verdade foi dita, a história foi escrita e a minha consciência permanece livre”, concluiu a ex-deputada.

O pedido de renúncia em nada afeta as condenações das quais Zambelli foi sentenciada. Assim, por mais que a defesa possa ter tentado “proteger” os direitos políticos da ex-parlamentar para que ela não fique inelegível, as condenações foram concluídas e já preveem o fim da possibilidade dela de se tornar elegível.

Fonte: G1

MP faz operação contra corrupção na Secretaria da Fazenda de Tarcísio de Freitas

Operação cumpre 22 mandados e apura manipulação de créditos de ICMS com indícios de propina e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), uma operação para investigar um suposto “esquema estruturado” de corrupção envolvendo servidores da Secretaria da Fazenda do Estado. Ao todo, estão sendo cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos, segundo o Metrópoles.

A ação, batizada de Fisco Paralelo, é resultado de desdobramentos da Operação Ícaro, realizada em agosto do ano passado, que investigou fraudes na concessão de créditos de ICMS e levou à prisão de empresários e auditores fiscais. De acordo com o MPSP, as investigações apontaram para a existência de um esquema organizado voltado à manipulação indevida de procedimentos fiscais, especialmente relacionados ao ressarcimento de ICMS-ST e à liberação de créditos acumulados de ICMS.

Segundo a promotoria, há indícios de pagamento de vantagens ilícitas a servidores públicos e possível prática de lavagem de dinheiro. Os mandados desta quinta-feira têm como alvo endereços ligados a funcionários da Secretaria da Fazenda, incluindo unidades como a Delegacia Regional Tributária da Capital II (Lapa), Capital III (Butantã), DRT-12 (ABCD), DRT-14 (Osasco) e a Diretoria de Fiscalização (DIFIS).

A operação conta com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do CyberGaeco, do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) e da Polícia Militar. O objetivo é reunir documentos, mídias e outros elementos que possam aprofundar as investigações e ajudar na desarticulação do suposto grupo criminoso.

Operação Ícaro revelou esquema bilionário

A atual ofensiva do MPSP tem origem na Operação Ícaro, que investigou um esquema de fraude fiscal envolvendo a emissão de créditos de ICMS supostamente inflacionados. Na ocasião, seis pessoas foram presas, entre elas o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e executivos ligados a grandes empresas.

Entre os detidos estava o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como principal operador do esquema. De acordo com o Ministério Público, ele atuava como supervisor na Diretoria de Fiscalização da Fazenda estadual e teria recebido mais de R$ 1 bilhão em propina.

Outros envolvidos também foram presos, incluindo um diretor estatutário da Fast Shop e um auditor que auxiliava nas negociações. Durante as buscas realizadas na época, foram apreendidos grandes volumes de dinheiro em espécie, moedas estrangeiras, criptomoedas e itens de luxo, como relógios avaliados em milhões de reais.

As investigações indicam que o esquema operava desde pelo menos 2021, com a concessão irregular de créditos tributários em troca de pagamentos ilícitos. Segundo os promotores, parte dos valores teria sido movimentada por meio de empresas registradas em nome de terceiros.

Secretaria da Fazenda afirma colaboração

Em nota, a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP) informou que vem atuando em conjunto com o Ministério Público desde o início das investigações. O órgão destacou que integra o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos e participa de diversas ações voltadas ao combate à sonegação fiscal e à lavagem de dinheiro.

“Como integrante do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, a Sefaz-SP tem atuado em diversas frentes e operações de combate à sonegação fiscal, à lavagem de dinheiro e a ilícitos contra a ordem tributária, em conjunto com os órgãos responsáveis pela operação deflagrada em 13/3”, informou a pasta em comunicado oficial.

Fonte: Brasil 247

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS