Estados aderem a proposta do governo federal de subsídio a diesel importado

Medida prevê ajuda de R$ 1,20 por litro por até dois meses

Mais de 80% dos estados brasileiros indicaram adesão à proposta de subsídio ao diesel importado apresentada pelo Ministério da Fazenda, informou a pasta em nota conjunta divulgada com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. A proporção de 80% das 27 unidades da Federação significa que 22 ou 23 aceitaram a proposta do governo.

Oficialmente, a Fazenda não divulga as unidades da Federação que não aderiram. A assessoria da pasta informou que não pode repassar as informações porque as conversas ainda não foram concluídas

Mais cedo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a medida provisória com o subsídio sai ainda esta semana. Embora a subvenção não exija o compromisso de todos os governadores, o ministro explicou as negociações para conseguir a adesão de todas as unidades da Federação contunuam.

De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação.

Proporção

Segundo o comunicado, a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.

A iniciativa terá duração limitada, com o objetivo de evitar impactos fiscais permanentes. A adesão é voluntária, conforme discutido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão deliberativo que reúne os secretários estaduais da área, acima do Comsefaz.

O texto também estabelece que as cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

“A iniciativa reforça o diálogo cooperativo entre União e estados na busca por soluções conjuntas para o mercado de combustíveis, com foco na previsibilidade de preços, na segurança do abastecimento e na manutenção do equilíbrio das contas públicas em todos os níveis de governo”, ressaltou a nota conjunta.

Fonte: Agência Brasil

Apresentador Ratinho ameaça quebrar pernas de jornalista do PR

O apresentador Carlos Massa, o Ratinho, usou o sinal das emissoras da Rede Massa para ameaçar publicamente o jornalista Marcos Formighieri, da Gazeta do Paraná, de Cascavel. Em áudio que circula nesta terça-feira (31), Ratinho afirma ter um taco de beisebol atrás do banco do carro reservado para os joelhos do repórter.

Ouça o áudio clicando aqui: Apresentador Ratinho

“O dia que eu te encontrar vou quebrar tuas duas pernas”, disse no ar Ratinho, que é pai do governador Ratinho Júnior (PSD).

A justificativa foi enunciada sem rodeio: quase 28 anos de críticas à família Massa. Formighieri é um dos jornalistas mais ácidos do Oeste paranaense contra o governo Ratinho Júnior, e contra a simbiose entre a Rede Massa e o Palácio Iguaçu.

O repórter tem batido em três teclas com frequência e insistência.

A primeira é o repasse de verbas de publicidade oficial para a emissora do pai do governador.

A segunda é o novo modelo de concessão de pedágios, que ele chama de “estelionato eleitoral” e acusa de favorecer a Faria Lima em detrimento do agronegócio do Oeste.

A terceira é a gestão das estatais Copel e Sanepar, o argumento de que o governo transformou serviço público em máquina de lucro para acionista.

A ameaça saiu ao vivo, com nome e sobrenome, em horário de programação regular. Ratinho ainda rezou para não encontrar Formighieri antes da Justiça, mas concluiu a conta com frieza: “A Justiça demora. Vamos quebrar o joelho, que é mais rápido.”

Simples assim.

Agora, a questão central é outra. Se um jornalista publica ataques, exageros ou até eventuais injustiças, há caminho judicial, resposta pública e direito de contestação. Ameaça não é resposta institucional, é método de intimidação.

O episódio ferve porque expõe, de forma crua, a mistura explosiva entre poder midiático, poder familiar e poder político no Paraná.

O espaço segue aberto para manifestação de Ratinho, da Rede Massa e do governo do Paraná.

Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

Confira a transcrição da fala do apresentador:

“Um abraço pro meu amigo Cantini, da Massa de Cascavel. Um dos melhores oradores que eu conheço é o Cantini. Esse cara entende de política, hein? Um abraço, Cantini.

E eu quero que o Marcos Fomighelli, aí de Cascavel, vá para os quintos dos infernos, viu, Marcos? Quero que você vá com o capeta, que te pegue o mais rápido possível.

O dia que eu te encontrar, vou quebrar tuas duas pernas. Tô te avisando aqui na rádio… É que o cara não mexa com a tua família. Agora ele mexeu com a minha família, vou quebrar as duas perninhas dele, só te encontrar.

Tá achando que você tá lidando com qualquer um, que você fala mal de todo mundo? Pra achar cá comigo, não. Normal comigo aqui é diferente. Aqui você não vai achar cá. Ainda vai levar uma cacetada no joelho. Torce, reze para mim nunca te encontrar, que eu comprei um taco de beisebol que eu coloquei atrás do meu carro. Eu quero te pegar. Eu tenho a mesma idade. Eu quero te pegar. É dar o teu joelho”

“Pô, vai vinte e quase oito anos, cara, falando mal da minha família lá, rapaz, do meu filho. Tem que levar no joelho. E outro tipo pra falar as verdade, tudo bem, mas é mentiroso, safado.”

“Pode falar. Inventar história para prejudicar a família dos outros, tá certo isso? Eu não admito, porque ninguém pode brincar à vontade de inventar história para prejudicar a família dos outros. Tem que arrancar o joelho dele fora, porque não adianta esperar a justiça. A justiça demora. Já estão processando, vai demorar. É perigoso ele morrer e eu não conseguir processar ele. Então vamos quebrar o joelho, que é mais rápido.”

Fonte: Blog do Esmael

Depois de arrasar Gaza, Israel causa catástrofe humanitária no Líbano

Residential buildings destroyed in the densely populated Dahye neighborhood in southern Beirut.

Estado genocida de Israel provoca o deslocamento de 20% da população, agrava crise humanitária no Líbano e sobrecarrega infraestrutura e serviços básicos

O deslocamento de cerca de 20% da população do Líbano em menos de um mês, provocado pelos intensos bombardeios israelenses iniciados no começo de março, evidencia uma grave crise humanitária no país, com mais de 1 milhão de pessoas vivendo em condições precárias e sem perspectiva de retorno imediato às suas casas, segundo a Folha de São Paulo.

A escalada começou após Israel ampliar ataques em resposta ao lançamento de foguetes pelo Hezbollah no norte israelense, em meio à tensão envolvendo forças alinhadas ao Irã. Em um território significativamente menor e mais densamente povoado que o Brasil, o impacto da migração forçada é ainda mais severo, concentrando centenas de milhares de deslocados em áreas já sobrecarregadas.

A maioria dos refugiados internos deixou o sul do Líbano, principal alvo das ofensivas, e seguiu para Beirute. A capital, no entanto, não dispõe de estrutura suficiente: os abrigos oficiais comportam cerca de 130 mil pessoas, enquanto o restante da população deslocada se espalha por casas de familiares, barracas improvisadas e até veículos. O resultado é o agravamento do trânsito, falhas no fornecimento de energia e dificuldades no abastecimento.

Mesmo em Beirute, a segurança não está garantida. Bombardeios israelenses atingem principalmente o sul da cidade, onde há presença do Hezbollah e comunidades xiitas, mas também se estendem a outras regiões. Um ataque recente matou oito deslocados que estavam abrigados em tendas na orla de Ramlet al-Baida.

A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) alertou que o país enfrenta uma “catástrofe humanitária”. Sem perspectiva de estabilização no curto prazo, autoridades israelenses indicam a manutenção de presença militar no sul do Líbano. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que pretende manter uma “zona de amortecimento”, condicionando o retorno da população à segurança israelense. Já o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, defendeu a possibilidade de exercer “soberania” sobre áreas do território libanês.

Além dos mais de 1,26 mil mortos e 3,75 mil feridos, a crise também atinge a infraestrutura. Bombardeios destruíram pontes sobre o rio Litani, dificultando tanto o retorno dos deslocados quanto o envio de ajuda humanitária para regiões isoladas.

No campo da saúde, os efeitos são amplos e persistentes. A coordenadora de saúde dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), Tatiane Francisco, destacou que muitos dos deslocados já haviam sido afetados por ataques anteriores e agora enfrentam uma nova onda de fuga. “Muitas pessoas vêm de vários deslocamentos, várias fugas, e não há perspectiva de quando tudo isso vai acabar. Isso vai agregando camadas de sofrimento, de desesperança”, afirmou.

Ela também ressaltou o desgaste emocional generalizado: “Há um cansaço entre as pessoas, elas não têm um horizonte de quando terão paz. E ninguém deveria ter que se acostumar com a guerra”.

Os impactos psicológicos atingem adultos e crianças. Entre os mais jovens, são comuns sinais de regressão, como voltar a urinar na cama, retração e dependência dos pais, além de comportamentos agressivos. Já entre os adultos, crescem os casos de ansiedade, depressão e estresse contínuo, agravados pelo ambiente de constante ameaça.

A situação se torna ainda mais crítica para aqueles que fugiram sem qualquer preparação, muitos apenas com a roupa do corpo. A falta de acesso a medicamentos essenciais para doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e transtornos psiquiátricos, amplia os riscos à saúde e evidencia a dimensão da crise humanitária em curso no país.

Fonte: Brasil 247

O BRASIL E O OSCAR

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

O Brasil entre 2025 e 2026 esteve presente de forma imponente no cenário cinematográfico internacional. Obteve conquistas importantes, com filmes que resgataram tema fundamentais da história recente brasileira. Me refiro, sobretudo, a “Ainda Estou Aqui” (Walter Moreira Salles – 2024) e “O Agente Secreto” (Kleber Mendonça Filho – 2025), películas, como chamávamos comumente, antes do advento do filme digital, que despertaram grandes expectativas, tanto em relação a crítica especializada em análises filmícas, quanto na manifestação da opinião pública nacional e até internacional.

Não estamos falando aqui apenas das conquistas de ambos os filmes, que, felizmente, cumpriram a expectativa que geraram no público cinéfilo, chegando mesmo as amplas plateias em geral, transformando cidadãos que não eram necessariamente fãs da Sétima Arte, em legiões de torcedores fanáticos do cinema brasileiro. Entendo que, independentemente desses filmes terem sido altamente premiados, a maior conquista que a nossa cinematografia poderia conquistar, foi a atenção da sociedade brasileira para a qualidade do cinema nacional, inobstante até mesmo de filmes premiados ou não nos maiores festivais de cinema mundial.

Ganhamos alguns prêmios importantíssimos neste universo glamouroso de tapetes vermelhos e exóticas estatuetas. Primeiro, ano passado, com “Ainda Estou Aqui”, dirigido pelo hoje renomado diretor e meu professor de roteiro na Fundição Progresso nos anos 90, na icônica Lapa da época do auge do Circo Voador, que conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional e o Globo de Ouro de melhor atriz, para a talentosa Fernanda Torres e conquistando ainda este ano, o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes com Kleber Mendonça e de melhor ator para Wagner Moura, pelo filme “O Agente Secreto”, que conquistou ainda o Globo de Ouro de Melhor Filme de Língua não Inglesa e de Melhor Ator em Drama para ambos.

Também foi simbólico e sintomático que fomos indicados e disputamos com estes mesmos filmes os Oscar de Melhor Filme, a mais importante premiação deste concurso, nos anos de 2025 e 2026 , bem como conquistamos a indicação para o Oscar de Melhor Atriz para Fernanda Torres (Ainda Estou Aqui) e de Melhor Ator para Wagner Moura (O Agente Secreto). Em outras palavras, o cinema nacional brilhou na ribalta dos grandes palcos do mundo, trazendo vitória fundamentais para o avanço do audiovisual brasileiro. Não foi pouca coisa. Não entro aqui nem no mérito das qualidades filmográficas dos nossos representantes, que são evidentes. Caso contrário, não chegariam onde chegaram.

O que quero pontuar aqui com esta afirmação, é que o cinema brasileiro não precisa de Oscar, de Cannes e de nenhum outro festival do grande circuito mundial do cinema, a exemplo do Urso de ouro do Festival de Berlim, o Leão de Ouro do Festival de Veneza ou o People’s Choice Award do Festival de Toronto, para ter reconhecida a sua excelência fílmica. Os filmes produzidos hoje no Brasil não precisam provar a sua qualidade para absolutamente ninguém. Estamos entre as melhores cinematografias do mundo, com importantes polos regionais de cinema se consolidando no cenário nacional, com uma grande proliferação de grandes e competentes cineastas e filmes extraordinários, muitas das vezes, realizado dentro do contexto dos filmes do chamado “baixo orçamento”.

Desde o processo de recuperação do movimento que ficou conhecido como “Retomada do Cinema Brasileiro”, nos anos 90, tendo o filme “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil” (Carla Camurati), de 1995, como seu marco inicial e uma sequência inacreditável de grandes realizações, a exemplo de “O Quatrilho”, de Fábio Barreto (indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1996) ,”Central Do Brasil”, outro belíssimo filme de Walter Moreira Salles (indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 1999), “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles (que recebeu quatro indicações ao Oscar em 2004, dentre ele o de Melhor Diretor e de Melhor Roteiro Adaptado), tivemos muitos outros filmes que vieram posteriormente para marcar época.

Este ano tivemos um outro filme que passou um pouco mais desapercebido da grande mídia especializada e em geral e do grande e respeitável público, que foi agraciado com o “Grande Prêmio do Júri” do Festival de Berlim, um dos mais disputados prêmios deste evento. O filme brasileiro que trouxe este título para casa se chama “O Último Azul” (Gabriel Mascaro – 2025), que, na minha modesta opinião, foi o melhor filme Brasileiro deste ano de 2025, com todo respeito às outras produções.

Não faço críticas a nenhum filme levado as telas, pois sei perfeitamente as dificuldades para se filmar em nosso país, mesmo com todas as políticas estruturantes do Ministério Cultura e suas políticas públicas de editais e de compensações fiscais para a produção de longas, telefilmes e curtas metragens nas grandes salas de exibição. Nem sempre, entretanto, os melhores são os vencedores. Fica a dica. Ainda temos muitos diretores, roteirista, diretores de fotografia, montadores/editores, diretores de arte e produtores executivos extremamente talentosos e que continuam no anonimato e, porque não dizer, muitos deles no total ostracismo realizador e profissional. Uma pena, vê tanta gente qualificada deixando de produzir belos filmes. Mas avançamos muito em termos audiovisuais no Brasil.

Em Pernambuco, que tem hoje o Polo cinematográfico mais importante do Nordeste e um dos mais importantes do Brasil, formou o premiado Kleber Mendonça Filho, ganhador em Cannes do prêmio de Melhor Diretor, mas que, ao meu ver, concorre nesta mesma categoria com cineastas conterrâneos seus, que se destacam pelo extremo talento em contar histórias e transformá-las em imagens, a exemplo do meu preferido Cláudio Assis (Amarelo Manga – 2002, Baixio das Bestas- 2006, Febre dos Ratos – 2011 Piedade – 2019), ou ainda Lírio Ferreira (Baile Perfumado – 1997, Árido Movie – 2005), Paulo Caldas (Deserto Feliz – 2007) e Hilton Lacerda (Tatuagem – 2013), dentre outros. Concluo, afirmando que o talento da cinematografia brasileira, sem a menor sombra de dúvida, ultrapassa em muito a cobiçada estatueta venerada de Hollywood.

Israel já assassinou 1238 pessoas e deslocou mais de um milhão no Líbano

Pelo menos 49 pessoas morreram no Líbano nas últimas 24 horas, de acordo com um relatório diário sobre o número de mortes divulgado neste domingo (29) pelo Ministério da Saúde do país.

Pelo menos 1.238 pessoas foram mortas em ataques israelenses no Líbano desde 2 de março, informou hoje o Ministério da Saúde do país em uma atualização. Ontem, esse número era de 1.189. Pelo menos 124 crianças estão entre os mortos, segundo o Ministério da Saúde.

Além da grande quantidade pessoas mortas, sendo crianças e mulheres também alvo dos assassinatos promovidos por Israel, o número de deslocados, pessoas que fogem por causa da guerra, não para de aumentar.

Segundo autoridades libanesas, mais de um milhão de pessoas já deixaram o Líbano. A ação genocida de Israel se estende por todo o Oriente Médio e como é de costume, não poupa civis, principalmente crianças e mulheres.

Redação com CNN Brasil

MP apura esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda do governo Tarcísio

O Ministério Público de São Paulo deflagrou a operação Fisco Paralelo, que apura um esquema de corrupção ligado ao ressarcimento de tributos estaduais na Secretaria da Fazenda do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Com informações da CartaCapital.

A investigação é conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (GEDEC) e aponta para a existência de uma estrutura organizada de fraudes em procedimentos fiscais, especialmente nos processos de ressarcimento de ICMS-ST e no uso de créditos acumulados de ICMS.

Segundo o Ministério Público, o esquema envolvia a concessão indevida de benefícios fiscais mediante pagamento de vantagens ilícitas. Também há suspeitas de práticas de lavagem de dinheiro.

Os investigadores identificaram indícios de participação de servidores vinculados ao governo estadual. A operação cumpre 22 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem nas cidades de São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos. Os alvos estão ligados a diferentes áreas da Secretaria da Fazenda paulista.

Entre os órgãos citados pelo MP estão delegacias regionais tributárias da capital, nas regiões da Lapa e do Butantã, além de unidades no ABCD, em Osasco e da Diretoria de Fiscalização (DIFIS). Dos investigados, 16 são pessoas ligadas à Sefaz-SP, além de uma executiva de uma grande empresa.

De acordo com o Ministério Público, a operação busca desarticular a organização criminosa e recolher documentos, mídias e outros elementos que ajudem no avanço das apurações e no esclarecimento completo dos fatos.

A ação é desdobramento de uma operação realizada no ano passado, que resultou na prisão do fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e de outras cinco pessoas, entre elas dois auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda. Neste ano, o empresário e ex-servidores da pasta foram denunciados por corrupção.

Em nota, a Sefaz-SP afirmou que a Corregedoria da Fiscalização Tributária atua em conjunto com o Ministério Público e colabora com todas as investigações. A pasta disse manter compromisso com a ética, a justiça fiscal e a apuração rigorosa de eventuais irregularidades e informou que há 33 procedimentos administrativos em andamento para investigar servidores, com possibilidade de sanções, inclusive demissão.

Fonte: DCM

Letalidade da polícia de Tarcísio contra crianças e adolescentes cresceu 11% em SP

O número de letalidade policial contra crianças e adolescentes no estado de São Paulo cresceu 11% entre 2023 e 2024. É o que denunciam entidades de direitos humanos, como o Instituto de Referência Negra Peregum, em parceria com a Uneafro Brasil e a Rede Liberdade.

Diante do quadro de violência, as entidades iniciaram uma série de medidas para a proteção da infância e juventude, entre elas, uma Ação Civil Pública (ACP), protocolada em dezembro de 2025, que ainda está em tramitação. As entidades afirmam que, no entanto, até o momento, o Judiciário não decidiu sobre a ação e somente o Ministério Público se manifestou parcialmente favorável aos pedidos.

“A tutela de urgência foi negada em dezembro e novamente em março, após recurso. A ação, que inicialmente foi protocolada na Fazenda Pública, foi encaminhada para a Vara da Infância e Juventude, que também se declarou incompetente, levando a questão da incompetência para a segunda instância”, afirmou a consultora jurídica do Instituto de Referência Negra Peregum, Izabella Gomes.

A ação, baseada em estudos que analisou dados do Estado, tem como foco “a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, com atenção especial às meninas e aos meninos negros, principais vítimas de intervenções policiais”, afirmam as entidades.

De acordo com as entidades, na gestão de Tarcísio de Freitas, a faixa etária predominante das ocorrências é entre jovens de 18 a 25 anos. Os dados mostram ainda que 91 crianças e adolescentes (de 10 a 18 anos) foram mortos pela polícia. Além disso, em 256 das mortes ocorridas em ações policiais, a faixa etária da pessoa não foi informada.

Segundo a advogada da Rede Liberdade, Rebeca Costa, “o estudo também apontou a ausência e incompletude de dados entre 2013 a 2025, 1.946 ocorrências não continham a idade da pessoa e 150 ocorrências não informam raça ou cor. Ao menos 21,6% dos dados estão incompletos, o que dificulta a fiscalização”, destacou.

Fonte: Hora do Povo

Flávio Bolsonaro homenageou PM condenado por planejar execução de Marielle

Major Ronald Pereira recebeu moção de louvor em 2004 por indicação de Flávio Bolsonaro, antes de ser condenado por planejar morte de Marielle Franco

O major da Polícia Militar Ronald Pereira, condenado no mês passado a 56 anos de prisão por planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco, foi homenageado em 2004 pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro por iniciativa do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, neste domingo (29).https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

À época, a homenagem foi formalizada por meio de uma moção de louvor e congratulações. Na justificativa apresentada, o parlamentar destacou os “importantes serviços prestados ao Rio de Janeiro” pelo então capitão da PM.

O episódio ganha novo peso à luz de informações já reveladas anteriormente pelo próprio O Globo. Em reportagem publicada em 22 de janeiro de 2019, o jornal mostrou que Flávio Bolsonaro concedeu homenagens, na Assembleia Legislativa, a dois policiais posteriormente apontados como integrantes de grupos criminosos: o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e o major Ronald Paulo Alves Pereira.

Segundo a publicação, Ronald recebeu a moção honrosa em março de 2004, quando ainda era capitão e atuava no 22º BPM (Maré). A homenagem ocorreu menos de um ano após o policial passar a ser investigado por envolvimento na chacina de cinco jovens na antiga casa de shows Via Show, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, em dezembro de 2003.

Na ocasião, a moção destacava a atuação do policial em uma operação no Conjunto Esperança, no Complexo da Maré, que resultou em confronto armado com suspeitos e na apreensão de armamentos, incluindo fuzis e uma granada. O texto oficial da Assembleia mencionava a morte de três pessoas durante a ação.

A reportagem também apontava que tanto Ronald quanto Adriano da Nóbrega eram suspeitos de integrar o chamado “Escritório do Crime”, grupo de extermínio investigado por envolvimento no assassinato de Marielle Franco, executada em março de 2018 no Rio de Janeiro.

Procurado à época, Flávio Bolsonaro afirmou, em nota, que sempre atuou na defesa de agentes de segurança pública e que concedeu diversas homenagens ao longo de sua trajetória parlamentar. “Sobre as homenagens prestadas a militares, sempre atuei na defesa de agentes de segurança pública e já concedi centenas de outras homenagens. Aqueles que cometem erros devem responder por seus atos”, declarou.

Fonte: Brasil 247

EUA afirmam ter saqueado US$ 100 milhões em ouro da Venezuela

O secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou em Houston, que o governo norte-americano levou da Venezuela US$ 100 milhões (R$ 525 milhões) em ouro após viagem oficial realizada no início de março.

Segundo Burgum, o carregamento foi transportado fisicamente para território norte-americano. Ele disse, durante a conferência CERAWeek, no Texas, que esse tipo de remessa de metais preciosos entre os dois países não ocorria havia mais de 20 anos, de acordo com relato publicado pela CNBC.

O secretário afirmou que o ouro será utilizado em refinarias e em investimentos industriais nos Estados Unidos. O material, segundo ele, será destinado a fins comerciais e de consumo.

A viagem incluiu encontros com representantes dos setores de petróleo e mineração. Burgum relatou ter passado mais de dez horas reunido com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas, atuando como intermediário de empresários interessados em iniciar operações no país.

A visita ocorreu em meio à aproximação entre Washington e Caracas. Segundo a AFP, Burgum esteve acompanhado de representantes de mineradoras americanas, enquanto a estatal Petróleos de Venezuela anunciou novos contratos de fornecimento ao mercado norte-americano. Os Estados Unidos também autorizaram a retomada de voos diretos para a Venezuela pela primeira vez desde 2019.

A viagem foi apresentada como parte de iniciativas voltadas à ampliação de negócios nas áreas de energia e mineração. Burgum também afirmou que a atividade mineradora no país estaria em “colapso”, com presença de garimpos artesanais e grupos armados, e mencionou interesse em explorar outros recursos minerais além do ouro.

Fonte: DCM

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