Há 1 mês, Eduardo Leite flexibilizou regras ambientais em áreas de proteção de águas

Em abril deste ano, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), sancionou uma lei que relaxa regulamentos ambientais para a construção de represas em áreas de preservação permanente. A medida foi respaldada por agricultores como uma forma de mitigar os efeitos da seca no estado.

Um mês após a aprovação, fortes chuvas assolaram o Rio Grande do Sul e deixaram um rastro de enchentes e destruição, com 56 mortes registradas até o momento, de acordo com informações divulgadas pelo governo estadual em transmissão ao vivo pela internet neste sábado (4). Além disso, 67 pessoas estão desaparecidas e 74 ficaram feridas, segundo dados da Defesa Civil.

As zonas de preservação permanente (APPs) abrangem florestas e outras formas de vegetação natural, assim como terras localizadas ao longo de cursos d’água, lagos e reservatórios naturais.

O projeto de lei angariou 35 votos favoráveis e 13 contrários na Assembleia Legislativa. Ele reconhece como de interesse público ou social empreendimentos como a construção de represas para armazenamento de água destinada à irrigação agrícola. Isso permitiu a construção de reservatórios dentro das APPs.

A proposta gerou à época divisões entre agricultores e defensores do meio ambiente. A Federação da Agricultura do RS (Farsul) argumentou que o projeto é fundamental para o progresso do setor agropecuário e para proteger os agricultores contra perdas excessivas durante períodos de seca.

Ambientalistas, por outro lado, já alertavam para os transtornos ambientais e riscos às cidades que poderiam surgir a partir da aprovação da lei.

A situação no estado gaúcho é alarmante, com 281 municípios atingidos pela enchente histórica. O número de desabrigados chegou a 8.296, enquanto 24.666 pessoas estão desalojadas. No total, 377.497 indivíduos foram afetados pela tragédia.

Fonte: DCM

Denúncia da Unicef: quase todas as 600 mil crianças em Rafah estão feridas, doentes ou desnutridas

Estado genocida de Israel quer exterminar a população palestina

“As crianças em Gaza precisam de um cessar-fogo.” Foi assim que Catherine Russell, diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), concluiu um breve vídeo sobre as condições angustiantes em toda a Faixa de Gaza, particularmente em Rafah, onde cerca de 1,5 milhão dos 2,3 milhões de residentes sitiados do enclave buscaram refúgio do devastador ataque de Israel.

O vídeo foi lançado quase sete meses após a retaliação de Israel pelo ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro – que matou pelo menos 34.596 palestinos em Gaza, feriu outros 77.816 e deixou milhares desaparecidos – e enquanto um ataque israelense em larga escala a Rafah paira. A guerra já causou “um prejuízo inimaginável”, e uma grande operação militar contra a lotada cidade do sul de Gaza “traria uma catástrofe sobreposta a outra para as crianças”, alertou Russell. “Quase todas as cerca de 600.000 crianças agora enfiadas em Rafah estão feridas, doentes, desnutridas, traumatizadas ou vivendo com deficiências.”

Não há lugar seguro para ir em Gaza. Casas por toda a Faixa de Gaza estão em ruínas. Estradas estão destruídas e o solo está repleto de munições não explodidas.”

“Rafah é também o principal centro para a resposta humanitária, que inclui a UNICEF, e a cidade possui algumas das últimas instalações de saúde em funcionamento”, explicou ela.

As forças israelenses lançaram pelo menos 435 ataques contra instalações de saúde ou pessoal durante os primeiros seis meses da guerra, e apenas 10 dos 36 hospitais do enclave permanecem parcialmente funcionais, segundo a Organização Mundial da Saúde. Como informou a Common Dreams na quarta-feira, milhares de crianças palestinas amputadas estão lutando para se recuperar devido à destruição do sistema de saúde de Gaza.

“A UNICEF continua a pedir a proteção de todas as mulheres e crianças em Rafah e em toda a Faixa de Gaza – e a proteção da infraestrutura, serviços e ajuda humanitária de que dependem”, disse Russell. “Repetimos nossos apelos pela libertação incondicional de todos os reféns em Gaza que precisam estar em casa com seus filhos e famílias. A violência deve acabar.” As cinco demandas principais da agência para Gaza são:

1. Um cessar-fogo humanitário imediato e duradouro;

2. Acesso humanitário seguro e irrestrito;

3. A libertação imediata, segura e incondicional de todas as crianças sequestradas e o fim de quaisquer violações graves contra todas as crianças;

4. Respeito e proteção para a infraestrutura civil; e

5. Permitir que pacientes com casos médicos urgentes acessem com segurança serviços de saúde críticos ou saiam.

Enquanto Russell clamava por paz em forma de vídeo, James Elder, porta-voz global da Unicef, escreveu um artigo de opinião na quarta-feira para o The Guardian após suas recentes viagens a Gaza. Ele começou com uma anedota surpreendente:

A guerra contra as crianças de Gaza está forçando muitas a fechar os olhos. Os olhos do menino de nove anos, Mohamed, foram forçados a se fechar, primeiro pelas bandagens que cobriam um buraco enorme na parte de trás de sua cabeça e, segundo, pelo coma causado pela explosão que atingiu a casa de sua família. Ele tem nove anos. Desculpe, ele tinha nove anos. Mohamed agora está morto.

“De uma possível fome iminente a números crescentes de mortos, o último medo é o tão ameaçado ataque em Rafah, no sul de Gaza”, escreveu ele. “Pode piorar? Parece que sempre pode.” “Rafah implodirá se for alvo de ataque militar”, enfatizou Elder. “A água está desesperadamente em falta, não apenas para beber, mas para saneamento. Em Rafah, há aproximadamente um banheiro para cada 850 pessoas. A situação é quatro vezes pior para chuveiros. Ou seja, cerca de um chuveiro para cada 3.500 pessoas. Tente imaginar, como uma adolescente, um homem idoso ou uma mulher grávida, esperar o dia inteiro apenas para tomar um banho.”

Em 31 de outubro, apenas algumas semanas após o início do que o Tribunal Internacional de Justiça desde então determinou ser um ataque israelense plausivelmente genocida, a UNICEF chamou Gaza de “cemitério” para crianças.

* Jessica Corbett é editora sênior e redatora da Common Dreams.

Fonte: Brasil 247

LULA TRABALHA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 05 de Maio de 2024

O que está acontecendo na terra plana? As tragédias naturais tem aumentado dia após dia e junto com tanta desgraça, ainda temos que suportar as tempestades de idiotices veiculadas nas redes pelos cidadãos de bem. O Rio Grande do Sul está embaixo d’água e as redes socias estão inundadas da mais pura enxurrada de chorume no estilo patriótico cristão.
Creio que seja mais danoso e mortal que o rompimento dos diques de São Leopoldo no estado gaúcho.

Quem não viu o dilúvio do pastor Lucinho num culto dizendo como trata sua propri filha (vou transcrever na integra) “Nossa que mulherão! Aí se eu te pego” e ” Um dia ela distraiu e eu dei um beijo na boca dela”. Diferente das linguas estranhas faladas nas igrejas, essa lingua do pastor passou dos limites. Não sei se a informação ajuda, mas ele é da Igreja Lagoinha, a mesma do André Valadão e do assassino da Daniela Perez, Guilherme de Pádua que já recebeu o selo fúnebre Olavo de Carvalho.

Chegando ao Rio Grande do Sul, Lula disse que torcia pelo Grêmio e Internacional, numa clara alusão que cuidaria de todos os moradores afetados pelas enchentes, sem distinção. Essa fala bastou para o deputadinho Nikolas Ferreira fazer duras críticas nas redes sociais ao Presidente, alegando que o mesmo estaria preocupado só com o futebol, deixando em segundo plano a tragédia. Nikolas ta afundado num lamaçal de fakes e uma busca incansável por nuvens carregadas de likes em plena tragédia.

Diferentemente dos patriotas de plantão que não moveram uma palha, digo, uma canoa para ajudar os gaúchos, o Influencer Winderson Nunes fez uma campanha de doação em suas redes e conseguiu melhorar o clima arrecando mais de 1 milhão de reais em prol das vítimas da enchente e sem se esquivar deu um direto na gestão do Governador Eduardo Leite, colocando seu helicóptero à disposição no socorro aos desamparados.
A Canabis tem suas vantagens. Parabéns Winderson.

Lula não é das redes, Lula é pé no chão, nesse caso é pé na lama e em visita ao Rio Grande do Sul colocou a disposição todo aparato federal para ajudar os afetados, inclusive os Correios para sem custo algum aos cidadãos brazucas. É o Estado fazendo o seu papel, sem fake, sem meias verdades.
Enquanto isso a Direitinha Golpista cruza os braços e provoca uma tempestade de fatos falsos, mas Lula trabalha na vida real, isso os gaúchos já sabem.

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 178

Bolsonaristas atropelam legislação e Justiça cancela privatização da Sabesp

Em “clara afronta à determinação judicial”, votação não respeitou liminar que determinava a realização de todas as audiências públicas necessárias e a apresentação de um estudo sobre os impactos orçamentários relativos à privatização da Sabesp

A Justiça de São Paulo suspendeu nesta sexta-feira (3) os efeitos da votação da Câmara Municipal que deu aval para à privatização da Sabesp. A juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara de Fazenda Pública da Justiça de São Paulo, considerou que houve “claro desrespeito” a uma decisão liminar anterior determinando a realização de todas as audiências públicas necessárias e a apresentação de um estudo de impacto orçamentário, antes da votação final da privatização.

Ontem, os vereadores aprovaram, em segunda votação, o Projeto de Lei 163/2024 que viabiliza a adesão da capital à privatização dos serviços de saneamento. Durante a votação, a juíza reafirmou a decisão da liminar que expediu na semana passada.

Nesse sentido, a prefeitura da São Paulo apresentou um estudo de apenas quatro páginas sobre os impactos da privatização. A gestão municipal se limitou a argumentar que a proposta “não cria qualquer nova despesa ou implica qualquer renúncia de receita para o município”.

Ao mesmo tempo, vereadores da oposição alegaram que ainda falta a realização de audiências, por exemplo, na Comissão de Finanças, além de outras cinco. Os parlamentares chegaram a alertar que a votação estava ocorrendo em desacordo com a decisão judicial. No entanto, o presidente da Câmara, Milton Leite (União Brasil), alegou que todos os ritos haviam sido cumpridos e prosseguiu com a sessão. Mesmo sob risco de judicialização, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), acabou sancionando o projeto.

Câmara não reconhece decisão

Ao final da votação, vereadores do PT e do Psol anunciaram que entrariam na Justiça questionando a legitimidade da votação sobre a privatização da Sabesp. A liminar que a juíza concedeu na semana passada resultou de uma ação dos partidos de oposição, que reivindicavam a garantia da “efetiva participação democrática da população no processo”. Ao recorrerem novamente, Celina Toyoshima decidiu suspender os efeitos da votação.

Nesse sentido, a juíza afirmou que a Câmara Municipal realizou a votação sem que “as audiências públicas necessárias” tenham sido realizadas “nem os estudos e laudos pertinentes”, “desrespeitando os princípios constitucionais que permeiam o processo legislativo”. Assim, segundo ela, a Casa agiu em “clara afronta à determinação judicial”.

A Câmara, no entanto, não reconhece a decisão. Em nota, a presidência da Casa defendeu que “todo o rito legislativo foi legal e os critérios da liminar em vigor foram cumpridos”. “Não há que se falar em suspensão dos efeitos da sessão, pois a Câmara entende que não cabe interferência judicial no trâmite legislativo, muito menos em um processo legislativo já encerrado. (…) O instrumento legal para questionar uma lei aprovada é uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) e nunca uma ação popular”, completou.

Fonte: Rede Brasil Atual

TSE rejeita recurso e Bolsonaro continua inelegível

Presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio do Alvorada 05/05/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta sexta-feira (3) um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto (PL), contra a condenação por abuso de poder político e econômico durante as comemorações do Bicentenário da Independência, em 7 de setembro de 2022.

Com a decisão, a inelegibilidade dos dois foi mantida. O julgamento, que termina às 23h59 de hoje, ocorre no plenário virtual da Corte eleitoral.

Os ministros também decidiram aplicar multas de R$ 425.640 para Bolsonaro e R$ 212.820 para Braga Netto, pela prática de conduta vedada a agente público.

Seguiram o voto do relator, Benedito Gonçalves, os ministros Floriano Marques, André Ramos Tavares, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes. Raul Araújo e Nunes Marques divergiram.

“No dia Sete de Setembro o que se fez seria o grand finale de algo que já estava sendo engendrado desde a convenção do Partido Liberal até o dia anterior. E naquele dia Sete de Setembro houve, não diria nem uma confusão, houve uma verdadeira fusão entre o ato oficial e o ato eleitoral. O abuso é claro”, disse Moraes.

Fonte: DCM

General Mourão despreza vítimas das enchentes no RS

Cadê o Mourão? web cobra sumiço de general durante enchentes no Sul

O sumiço do senador Hamilton Mourão (Republicanos), ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro (PL), em meio às chuvas intensas que assolam a região Sul do país desde o início da semana, deu o que falar nas redes sociais.

O parlamentar se limitou a escrever dois tuítes na última terça-feira (30) e, desde então, não fez mais nenhuma publicação sobre as tragédias climáticas.

Até agora, foram registradas 32 mortes e 60 pessoas estão desaparecidas no Rio Grande do Sul. O impacto se estende por todo o território gaúcho.

O governo estadual chegou a decretar estado de calamidade, medida reconhecida pelo governo federal, permitindo assim o acesso a recursos federais para ações de defesa civil, incluindo assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e retomada de serviços essenciais.

Apesar de todo esse caos, Mourão segue em silêncio. Internautas, no entanto, começaram a cobrar atitudes do senador, que se tornou um dos assuntos mais comentados na web. No X, antigo Twitter, ele foi parar nos Trending Topics.

“Cadê o Mourão?”, questionam os internautas.

Fonte: DCM

Tragédia no RS: 31 mortos e 74 pessoas estão desaparecidas

Segundo a Defesa Civil, as enchentes no Estado já afetaram mais de 350 mil pessoas, que estão sem casa. É prevista também cheia recorde do Rio Guaíba, com danos a Porto Alegre

Novo balanço divulgado pela Defesa Civil estadual na manhã desta sexta-feira (3) indica que 31 pessoas morreram e 74 estão desaparecidas devido às fortes chuvas que atingem diversas regiões do Rio Grande do Sul (RS).

Em transmissão ao vivo na noite de quinta, o governador Eduardo Leite (PSDB) ressaltou a magnitude da catástrofe natural que vem afetando o Estado desde a madrugada de segunda-feira (29). Segundo Leite, considerando as previsões de chuva intensa para os próximos dias, o evento meteorológico em curso será, possivelmente, a maior tragédia ambiental da história do Rio Grande do Sul.

  • Municípios afetados: 235
  • Pessoas em abrigos: 7.165
  • Desalojados: 17.087
  • Afetados: 351.639
  • Feridos: 56
  • Desaparecidos: 74

Óbitos: 31

  • Canela (2)
  • Candelária (1)
  • Caxias do Sul (1)
  • Bento Gonçalves (1)
  • Boa Vista do Sul (2)
  • Paverama (2)
  • Pantano Grande (1)
  • Putinga (1)
  • Gramado (4)
  • Itaara (1)
  • Encantado (1)
  • Salvador do Sul (2)
  • Serafina Corrêa (2)
  • Segredo (1)
  • Santa Maria (2)
  • Santa Cruz do Sul (2)
  • São João do Polêsine (1)
  • Silveira Martins (1)
  • Vera Cruz (1)
  • Taquara (2)

Enchente histórica de 1941 em Porto Alegre pode ser superada com as chuvas no RS

O nível do Rio Guaíba vem subindo rapidamente segundo medição do Cais Mauá. A tendência de que continue subindo nos próximos dias e supere os 4 metros, 1 acima da cota de inundação do Cais Mauá, que é de 3 metros. O professor Rodrigo Paiva, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS) alerta que há possibilidade de superar, inclusive, o recorde histórico de 1941, quando alcançou 4,75 metros.

Desde 1941, quando o Centro de Porto Alegre passou dias alagado e se teve a ideia para a construção do Muro da Mauá e do sistema de proteção contra cheias, o maior nível alcançado pelo Guaíba foi registrado em novembro do ano passado, 3,46 m. Em setembro de 2023, também havia superado a cota de inundação, alcançando 3,18 m.

“A gente já percebe que os volumes de chuva são superiores ao que tivemos em setembro e em novembro de 2023. Além disso, os rios do interior do Estado também já estão subindo mais do que se observou no ano passado. Então, só isso já nos traria um pouco de preocupação”, afirma.

Fonte: Rede Brasil Atual

Crianças feridas em Gaza lutam para se recuperar em meio a um sistema de saúde dizimado e cenas horríveis

Na Gaza bombardeada, milhares de crianças amputadas e feridas estão lutando para se recuperar sem o alívio adequado da dor e sem dispositivos como cadeiras de rodas, de acordo com a equipe médica de emergência da Save the Children, mesmo com a iminente invasão israelense em Rafah, que ameaça matar e mutilar mais palestinos, inclusive crianças.

Durante os seis meses da ofensiva militar israelense em Gaza, o índice de ataques à assistência médica foi maior do que em qualquer outro conflito recente no mundo, de acordo com a análise da ONG.

Além disso, o UNICEF constatou que mais de 1.000 crianças foram submetidas a amputações de pernas em outubro e novembro do ano passado. É provável que muito mais crianças tenham sofrido amputações de pernas e braços desde então, incluindo bebês de apenas um ano de idade.

Em meio a um sistema de saúde dizimado, os médicos e enfermeiros estão adotando técnicas de respiração e distração para tentar evitar infligir traumas extras às crianças, causando dor durante o tratamento.

A vida de Solave, de 13 anos, mudou quando uma bomba atingiu a casa de sua tia, onde ela estava abrigada, e os médicos tiveram que amputar sua perna. Sua família disse que ela estava recebendo tratamento no Hospital Al-Shifa quando houve confrontos no local, obrigando-os a deixá-la sozinha no complexo por 15 dias. Sua mãe, Basema, disse que, durante o cerco ao hospital, as bandagens de Solave não foram trocadas regularmente e seus ferimentos infeccionaram.

“Os médicos decidiram amputar sua perna porque não conseguiram salvá-la com tratamento”, explicou Basema. “Quando eu disse à minha filha que sua perna havia desaparecido, ela ficou confusa. Ela sentia que a perna ainda estava lá, olhava para mim e para o meu marido. Ela estava negando que sua perna havia desaparecido.”

Seus pais tentaram oferecer apoio a Solave e assegurar-lhe que ela receberia uma prótese na perna. “Mas ela estava perguntando como chegaria à sua sala de aula, pois ela fica no terceiro andar da escola. Antes da guerra, ela adorava nadar e desenhar, mas desde que foi ferida, todos os seus pensamentos estão voltados para a perna e como ela voltará a andar. Agora ela só pensa na dor que sente quando trocam o curativo.”

Ahmed, 10 anos, morava perto da Cidade de Gaza com sua família de oito pessoas. Em uma tarde de março, ele estava brincando ao ar livre com outras crianças quando um ataque aéreo atingiu uma área próxima e alguns estilhaços de foguete atingiram sua perna, quebrando sua coxa direita. Mohammed, pai de Ahmed, disse que, depois de levá-lo a um hospital lotado, seu filho foi deixado no chão por quatro horas, deitado em seu próprio sangue, até que houvesse um leito disponível para ele. A equipe médica estava realizando operações na mesma sala, então ele teve que cobrir os olhos do filho.

“Meu filho testemunhou coisas que crianças não deveriam ver: sangue, sua perna quebrada, crianças sendo mortas ao seu redor”, disse Mohammed. “Agora ele fala sobre o que aconteceu com ele o tempo todo. Ele fala sobre seu primo morto e seus outros amigos que morreram. Ele está sempre falando sobre mísseis. Ele fala sobre isso até mesmo quando está dormindo. As cenas que ele viu são terríveis. Uma das garotas teve a cabeça rachada. Seu primo sofreu um grave ferimento na cabeça e estava na ambulância com Ahmed.”

Em qualquer conflito que envolva armas explosivas, as crianças têm sete vezes mais chances de morrer em decorrência de ferimentos causados por explosões do que os adultos, destacou a Save the Children. Elas tendem a sofrer tipos de ferimentos diferentes dos adultos e precisam de cuidados especializados que levem em conta sua fisiologia e crescimento.

“Nossa equipe de pediatras diz que está vendo muitas crianças com ferimentos causados por armas explosivas que estão sofrendo danos físicos e mentais inimagináveis”, disse Xavier Joubert, diretor nacional da Save the Children no território palestino ocupado. “As crianças que sofreram ferimentos que mudaram suas vidas não têm o tratamento sustentado e especializado de que precisam – desde o alívio eficaz da dor até a reabilitação de longo prazo – nem mesmo um lar seguro para voltar. Elas vivem em campos de deslocamento superlotados, dividindo uma barraca com toda a família e instalações sanitárias com centenas de pessoas.”

O que é pior, acrescentou Joubert, é que mais de 600.000 crianças atualmente em Rafah estão esperando por uma possível incursão terrestre que não deixaria absolutamente nenhuma fuga para as crianças, provavelmente expondo-as a mais armas explosivas. “Todas as partes envolvidas no conflito devem acabar com o uso de armas explosivas em áreas povoadas e chegar a um cessar-fogo imediato e definitivo; essa é a única maneira de salvar a vida das crianças.”

A Save the Children tem prestado serviços essenciais e apoio às crianças palestinas afetadas pelo conflito em curso desde 1953. A Unidade de Saúde de Emergência (EHU) da ONG está em Gaza, trabalhando por meio de um parceiro para oferecer serviços pediátricos especializados para crianças em um hospital de campanha estabelecido por um parceiro em Al-Mawasi. A equipe pediátrica está tratando crianças com ferimentos leves, crianças gravemente doentes e recém-nascidos.

Fonte: Monitor do Oriente

Fortes chuvas no RS: 21 pessoas mortas e 19 barragens em estado de alerta

Pelo menos 19 barragens estão em estado de alerta ou atenção devido às consequências das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (26).

Em nota divulgada hoje (2), a secretaria estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) informou que está monitorando 14 barragens de usos múltiplos que estão em estado de alerta, incluindo a da Usina de Geração de Energia 14 de Julho.

Parte da estrutura da 14 de julho, localizada entre Cotiporã e Bento Gonçalves, na serra gaúcha, a cerca de 170 quilômetros de Porto Alegre, se rompeu no início da tarde desta quinta-feira, potencializando o risco da elevação do nível do Rio Taquari causar inundações e enchentes em ao menos sete cidades (Santa Tereza, Muçum, Roca Sales, Arroio do Meio, Encantado, Colinas e Lajeado) da bacia do Rio Taquari-Antas.

As áreas de influência de cinco das 14 estruturas monitoradas pela Sema estão em processo de evacuação. São elas: barragem Santa Lúcia, em Putinga; barragem São Miguel do Buriti, em Bento Gonçalves; barragem Belo Monte, em Eldorado do Sul; barragem Dal Bó, em Caxias do Sul; e barragem Nova de Espólio de Aldo Malta Dihl, em Glorinha.

Barragens

Ainda de acordo com a secretaria estadual, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema (ONS) estão acompanhando a situação de outras cinco barragens de geração de energia elétrica em estado de atenção. São elas: Capigui, em Passo Fundo; Guarita, em Erval Seco; Herval, em Santa Maria do Herval; Passo do Inferno, em São Francisco de Paula, e Monte Carlo, entre Bento Gonçalves e Veranópolis.

Segundo a Sema, o volume de chuva estimado para os próximos dias pode ocasionar alagamentos semelhantes aos níveis de novembro do ano passado, quando o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores enchentes de sua história.

As áreas mais atingidas podem ser as regiões dos rios Caí e Taquari, que atravessam municípios com grande concentração populacional. No momento, a situação mais delicada é no Vale do Caí, onde as quatro estações fluviométricas indicam que o rio ultrapassou a cota de inundação. No Vale do Taquari, o ponto mais sensível é a região da cidade de Estrela, onde o curso d’água também superou a cota de inundação, atingindo mais de 20 metros.

Devido ao volume de chuva registrado dos últimos quatro dias, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) considera “muito altas” as chances de, nas próximas 48 horas, ocorrerem novas inundações graduais e bruscas e de alagamentos em áreas rebaixadas da região metropolitana de Porto Alegre, bem como nas mesorregiões Nordeste, Centro-Oriental e Centro-Ocidental Rio-Grandense, além de parte do sul catarinense.

Segundo o Cemaden, se a previsão se confirmar, as condições favorecerão que o nível dos rios Taquari, Caí, Sinos, Gravataí, Baixo Jacuí, Maquiné e Três Forquilhas continue subindo.

Desde o início de segunda-feira (29), as forças de segurança do estado estão agindo preventivamente, orientando e evacuando famílias das áreas de risco para casas de familiares, amigos ou abrigos municipais. A ação inicial está concentrada nas cidades de Candelária e Roca Sales, diante do risco de eventos climáticos mais extremos.

Mortos e feridos

O mais recente balanço da Defesa Civil estadual, divulgado ao meio-dia de hoje (2), aponta que ao menos 21 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em todo o estado devido às consequências das chuvas intensas.

Mais cedo, a Defesa Civil chegou a contabilizar três óbitos em Santa Maria, mas corrigiu a informação ao longo da manhã, informando que uma destas mortes, na verdade, foi registrada em Silveira Martins.

67.860 mil pessoas foram de alguma forma afetadas por alagamentos, inundações, enxurradas e vendavais. O número de desalojados, ou seja, de pessoas forçadas a deixar suas casas e buscar abrigo na casa de parentes, amigos ou em hospedagens pagas, chega a 9.993, enquanto os que tiveram que buscar abrigos públicos ou de entidades assistenciais somam 4.599 pessoas.

Fonte: Uol e Agência Brasil

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