Estado genocida de Israel forçou o deslocamento de 600.000 palestinos de Rafah em 10 dias

Cerca de 600 mil palestinos foram deslocados da cidade mais ao sul de Gaza, Rafah, desde a intensificação das operações militares israelenses na cidade há dez dias, alertou ontem a UNRWA.

Num post de X, a agência disse: “76 anos depois da #Nakba, os palestinos continuam a ser deslocados à força”.

“Em #GazaStrip, 600 mil pessoas fugiram de Rafah desde que as operações militares se intensificaram.”

“Cerca de 1,7 milhão de pessoas tiveram que fugir de suas casas e abrigos devido à guerra em #Gaza, muitas delas várias vezes”, acrescentou.

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Em 6 de Maio, o exército israelita iniciou uma operação militar em Rafah, assumindo o controlo do lado palestiniano da principal passagem fronteiriça de Gaza e fechando-a, sitiando completamente os palestinianos e não permitindo, desde então, qualquer ajuda à Faixa. Como resultado, os palestinianos foram mais uma vez deslocados e forçados a deslocar-se para zonas costeiras do enclave que não dispõem de instalações médicas ou de água potável e onde não dispõem de abrigo suficiente para os proteger dos ventos marítimos.

A guerra israelita em curso em Gaza desde 7 de Outubro de 2023 deixou mais de 114 mil palestinianos mortos e feridos, a maioria deles crianças e mulheres. Outras 10 mil estão desaparecidas em meio à destruição massiva e à fome que ceifaram a vida de crianças e idosos.

Fonte: Monitor do Oriente

Trincas em área de barragem põem cidades em alerta no RS

Municípios de diversas partes do Rio Grande do Sul estão em alerta. Na Serra Gaúcha são deslizamentos de encostas e rachaduras em estradas e até em barragem. Em Porto Alegre, o Guaíba segue 2 metros acima da cota de inundação. E no sul a Lagoa dos Patos sobe a níveis de décadas

Municípios em diversas partes do Rio Grande do Sul estão em alerta. Em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha, rachaduras em estradas, em edificações e uma encosta de 60 metros às margens do reservatório põem em risco a Barragem do Salto e a população de áreas de Gramado, Canela, Nova Petrópolis e Vale Real, além do distrito de Vila Cristina.

“Percebemos essa série de rachaduras na região, em um antigo hotel e em algumas casas”, disse o prefeito de São Francisco de Paula, Marcos Aguzzolli (PP). “Não é uma região com muitas casas, mas percebemos que havia paredes rachadas, água vertendo do chão da casa, algumas casas deslocaram um pouco, rachaduras grandes, profundas”, completou. A prefeitura acionou a CEEE Geração, empresa que opera a barragem, para uma ação conjunta.

Conforme um estudo, não há dano estrutural na barragem. O alerta, porém, foi disparado pela chance de deslizamento. Isso porque a quantidade de terra, ao atingir a água, geraria uma onda que poderia alcançar as casas. A prefeitura protegeu as principais rachaduras contra a entrada da água. E também para evitar que o aumento da fenda. No entanto, o último comunicado da Defesa Civil do RS mantém a barragem em “nível de emergência”.

Segundo o prefeito, se todo o morro monitorado ceder, seria gerada uma onda da altura das casas. E depois voltaria, podendo passar por cima da barragem. Por essa razão os municípios e as pessoas foram alertadas. “A administração da barragem acionou as sirenes e a prefeitura, tranquilizamos as pessoas e fizemos o acolhimento para que todos saíssem do local com calma”, disse.

Mesmo assim, apenas 20 pessoas deixaram suas casas, das quais 19 foram para casas de conhecidos e familiares. Apenas uma optou por abrigos da prefeitura.

Rompimento da barragem: Nova Petrópolis afetada em cinco horas

Em Nova Petrópolis foi montado um plano de emergência pelo Bombeiros Voluntários. Segundo o documento, 256 casas podem ser atingidas. O município emitiu alertas para as localidades de Pedancino, Riachuelo, Linha Pirajá, São José do Caí, Linha Temerária e Tirol.

Em caso de rompimento da barragem, o impacto na cidade levaria aproximadamente cinco horas. O temor, portanto, não é imediato. Mas em relação às dificuldade de evacuação nas zonas de risco, em função de transtornos em estradas bloqueadas. Cerca de 100 pessoas deixaram suas casas pela estrada Stille Eck após avisos da prefeitura. Com o sol nos últimos dias, muitas famílias resolveram voltar para casa. Canela não tem moradores em áreas de risco. Gramado teria impactos mínimos em caso de problemas na barragem.

A empresa CEEE Geração nega problemas na barragem do Salto, que estaria íntegra, dentro de seus parâmetros normais de operação. No entanto, foi colocada em situação de emergência de maneira preventiva. Ainda segundo a empresa, houve evacuação da população que vive no entorno do reservatório e próximo ao rio, enquanto a Prefeitura de São Francisco de Paula avalia a estabilidade da encosta.

No sul do estado, o nível da Lagoa dos Patos bate recorde. Era de 2,80 metros na manhã desta quinta-feira (16). A mesma das cheias históricas de 1941. Segundo o Instituto MetSul, a lagoa também registrou 2,8 metros nas cheias de oito décadas atrás.

A lagoa está acima da cota de inundação há mais de duas semanas. Desde o início das enchentes, no final de abril, o volume, que vem de rios na região central e da metade norte do estado, está acima de 1,3 metro.

Cheia recorde da Lagoa dos Patos afeta três municípios

Em Pelotas, há alerta para retirada de moradores em quatro bairros. O município, terra natal do governador Eduardo Leite, tem 673 pessoas em abrigos. São Lourenço do Sul registrou 2,87 metros na lagoa às 9 horas. O município de 21 mil habitantes tem 171 desabrigados e dois pontos de acolhimento municipais lotados.

Em Rio Grande, com as águas da lagoa 76 centímetros acima do nível do cais às 10h, a prefeitura classificou 30 bairros como área de risco. O município tem 615 desabrigados.

Já o nível do Guaíba caiu. Na madrugada desta quinta, a altura era de 4,98 metros, segundo dados da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura e da Agência Nacional de Águas. Mesmo assim, continua dois metros acima da cota de inundação. A referência, de 3 metros, é usada para indicar quando há risco de danos aos municípios. A queda gradual do Guaíba depende do volume das futuras chuvas. 

Atualizações da Defesa Civil indicam que dos 497 municípios gaúchos, 460 sofreram alguma consequência dos temporais. As cidades atingidas representam 92% do total do estado. O número total de afetados pelos temporais é de 2.281.774. Ao menos 538.167 pessoas ficaram desalojadas e 77.199 estão em abrigos.

O número de mortes chega a 151, até a última atualização, às 12h desta quinta-feira. Os municípios com maior registro de mortes foram Canoas (19), Caxias do Sul (10), Roca Sales (10) e Cruzeiro do Sul (10). Ainda há 104 desaparecidos e 806 feridos.

Fonte: Rede Brasil Atual

76 anos da Nakba palestina: manifestações exigem fim do massacre em Gaza

Nesta quarta-feira (15), dia em que se completam 76 anos do evento chamado no mundo árabe de Nakba – ou tragédia – palestina, manifestações em todo o mundo chamaram a atenção para o atual massacre do governo de Israel contra a população palestina na Faixa de Gaza.

Cerca de 15 mil palestinos foram mortos durante a Nakba em 1948 e cerca de 450 mil foram expulsos de suas terras, após a criação do Estado de Israel. Desde 7 de outubro, Israel matou mais de 35 mil palestinos em Gaza e 1,7 milhões de pessoas foram deslocadas – mais do dobro do número de 1948.

Em São Paulo (SP), a Frente Palestina SP convocou um ato tendo como ponto de partida o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Empunhando bandeiras da Palestina e cartazes pelo “fim do genocídio em Gaza“, os manifestantes percorreram a avenida Paulista e finalizaram a manifestação na praça Roosevelt. Ao final do protesto, os manifestantes atearam fogo à bandeira de Israel.

Mohamad El Kadri, um dos fundadores da Frente Palestina e presidente do Fórum Latino Palestino afirma que o ato tem o objetivo de resgatar a catástrofe palestina após a criação do Estado de Israel em 1948, dando início ao conflito árabe-israelense, evento que ajuda a compreender a situação atual na Faixa de Gaza. “Há os massacres, continuam a ocupação e a colonização israelense. É importante levar esse conhecimento à população. Muita gente acha que a questão da Palestina começou em 7 de outubro de 2023, mas ela começou em 1948 com  a ocupação da Palestina e a fundação do Estado de Israel.”

El Kadri esteve na Turquia em abril, quando o Fórum Latino Palestino chefiou uma comitiva com quase 40 deputados de 15 países da América Latina e América Central, com o objetivo de discutir ações conjuntas contra o Estado de Israel. “Foi muito importante porque deu para nós o novo impulso para as atividades que estão ocorrendo na América Latina, para dar novos rumos, atuando nos parlamentos, para que haja também rompimento de relações, de acordos comerciais com Israel em todas as áreas. Além do cessar-fogo imediato, nossa motivação é cada vez mais pela condenação dos ataques de Israel, principalmente agora em Rafah, levando lideranças a pedirem em vários parlamentos a prisão de Netanyahu e a corresponsabilidade dos Estados Unidos, que financiam esse crime, esse genocídio que Israel está praticando lá em Gaza e na Palestina.”

Cerca de 600 mil pessoas, um quarto da população de Gaza, foram deslocadas de Rafah desde 6 de maio, enquanto a operação terrestre israelense continua. Nas últimas 48h, 150 mil palestinos deixaram a cidade, que faz fronteira com o Egito. As informações foram divulgadas nesta quarta (15) por Farhan Haq, porta-voz do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

Protestos no Oriente Médio e na Europa

Estudantes da Universidade Americana de Beirute (AUB) manifestam-se em apoio a Gaza em frente à embaixada britânica em Beirute, em 15 de maio de 2024 / ANWAR AMRO / AFP

Na Cisjordânia, um grupo de manifestantes realizou um ato na cidade de Ramallah. Descendentes e aliados da causa palestina também realizaram manifestações para marcar a data da Nakba na Jordânia e no Líbano, e em cidades europeias como Paris, Londres e Berlim.

Manifestantes também marcharam em Beirute para marcar o aniversário da Nakba. A manifestação começou em frente à Universidade Americana de Beirute e chegou ao seu destino final em frente à embaixada britânica na cidade.

A polícia grega entrou em confronto com manifestantes durante uma marcha pró-palestiniana até a embaixada de Israel na capital Atenas. Mais de 2,5 mil pessoas marcharam pelas ruas até a embaixada carregando bandeiras palestinas e gritando: “Liberte a Palestina!”. Um grupo de manifestantes e atirou pedras contra a polícia que formava um cordão de segurança fora da embaixada. A polícia disparou gás lacrimogêneo para dispersá-los. Três pessoas foram detidas durante os breves confrontos, disse um policial.

O primeiro-ministro palestino, Mohamed Mustafa, afirmar que este é o “aniversário mais doloroso que já vivemos”. Na mesma linha, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNWRA) também publicou um comunicado ligando a memória da Nakba ao massacre atual: “Este aniversário será especialmente doloroso, uma vez que Gaza enfrenta uma nova Nakba, após meses de violência e intensos bombardeios e ataques”.

Fonte: Brasil de Fato

Visando as eleições, JHC quer contratar 1.600 servidores sem concurso em Maceió

Prefeitura também promove privatização e precarização da mão de obra no serviço público municipal

A Educação é o caminho da mina. Que o diga a gestão municipal em Maceió. Em pleno ano eleitoral, após recusar as creches “Cria” do Governo de Alagoas, a prefeitura anunciou o projeto das creches “Gigantinhos”. Elas contam com um modelo de gestão que representa a privatização e precarização da mão de obra no serviço público municipal de Educação.

Além disso, uma fonte da Secretaria Municipal de Educação (Semed) garantiu ao 082 Notícias que, em pleno ano eleitoral, os funcionários contratados para trabalhar nas creches têm sido indicados pelos vereadores da base do prefeito JHC.

O Instituto de Gestão Educacional e Valorização do Ensino (Igeve), com sede em Campinas-SP, foi credenciado pela Semed para gerenciar projetos educacionais na cidade. Os contratos somam R$ 49.320.033,60 para o ano de 2024.

A instituição ficará responsável pela administração dos Gigantinhos. Já foram entregues seis creches, distribuídas nos bairros Santos Dumont, Antares, Poço, Ponta da Terra, Chã da Jaqueira e Tabuleiro do Martins. De acordo com a Prefeitura de Maceió, nesta primeira etapa, são cinco mil crianças matriculadas.

A Semed anuncia que o Igeve vai contratar 1.600 trabalhadores, no total. Até o momento, foram abertas 529 vagas para contratação sem concurso público.

Confira os critérios para preenchimento das vagas

  • Para os cargos de diretor e coordenador pedagógico – Graduação em pedagogia + 2 anos de efetivo exercício em Educação Infantil;
  • Para o cargo de professor de educação infantil – Graduação em pedagogia;
  • Para o cargo de auxiliar de sala e auxiliar administrativo – Ensino Médio;
  • Para cozinheira, auxiliar de cozinha e auxiliar de serviços gerais – Ensino Fundamental.

Os salários seguem a convenção coletiva da categoria em cumprimento à legislação trabalhista e variam de R$1.400,00 a R$ 4.000,00.

Fonte: 08 Notícias

MPRJ prende 13 PMs por vender armas e drogas apreendidas em operações

Denúncia da Operação Patrinus revela que policiais também cobravam taxas semanais de comerciantes de Belford Roxo em troca de segurança; motoristas de transporte alternativo e mototaxistas pagavam propina para não ter repressão.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Corregedoria da Polícia Militar prenderam nesta terça-feira (14), na Operação Patrinus13 PMs acusados de organização criminosa, corrupção passiva e peculato. A denúncia aceita pela Justiça revela que o grupo vendia armas e drogas apreendidas em operações de combate ao tráfico, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Os agentes saíram para cumprir, no total, 14 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Até a última atualização desta reportagem, 1 PM ainda era procurado.

Os promotores descobriram que os PMs também cobravam propina para não reprimir irregularidades de motoristas de transporte alternativo e de mototaxistas e exigiam taxas semanais de comerciantes em troca de “proteção”. Esses lojistas eram chamados de padrinhos pelo grupo — daí o nome da operação, no latim patrinus.

O MPRJ afirma ainda que os policiais recuperavam carros roubados e retiravam algumas peças antes de registrar as ocorrências nas delegacias. Pneus, rodas e baterias eram vendidos pelos 14 denunciados, segundo a investigação da 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria Criminal, que teve auxílio da 1ª Promotoria de Justiça junto às Varas Criminais de Belford Roxo.

Alvo já era réu

O principal alvo da Operação Patrinus, também preso nesta terça, é o cabo Júlio Cesar Ferreira do Santos, réu pelo assassinato de 2 jovens em dezembro de 2020.

A abordagem foi flagrada por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que as vítimas caem de moto após um disparo de fuzil. Os corpos de Edson Arguinez Junior, de 20 anos, e Jordan Luiz Natividade, de 18 anos, foram encontrados numa região controlada pela milícia, em Belford Roxo.

O cabo Júlio Cesar e o soldado Jorge Luiz Custódio da Costa chegaram a ser presos na época do crime, mas respondem pelos homicídios em liberdade. A investigação mostrou que os 2 PMs tinham ligações com milicianos. O processo está em fase de alegações finais.

Fonte: G1

MP do governo Lula que dá R$ 5,1 mil por família atingida no RS, entra em vigor

Benefício será pago em parcela única e preferencialmente a mulheres

A Medida Provisória que cria o Auxílio Reconstrução, benefício destinado a quem vive em áreas afetadas por catástrofe no Rio Grande do Sul foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), nesta quarta-feira (15). O texto, assinado mais cedo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita ao estado, tem validade imediata, mas precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional. O apoio financeiro consiste no pagamento de parcela única no valor de R$ 5.100 às famílias atingidas.

Pelas regras do programa emergencial, o benefício será limitado a um por família, considerando aquelas enquadradas como desalojadas e desabrigadas, segundo a lei que instituiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. A MP prevê que o acesso ao recurso dependerá das informações, a serem enviadas pelas prefeituras, sobre as famílias atingidas, além de uma autodeclaração do próprio beneficiário. A autodeclaração incluirá obrigatoriamente documentação que comprove por qualquer meio o endereço residencial da família.

O Auxílio Reconstrução poderá ser pago aos titulares de outros benefícios assistenciais ou previdenciários, com prioridade para mulheres. A operacionalização dos pagamentos ficará sob a responsabilidade do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e será creditado pela Caixa Econômica Federal por meio de conta poupança social digital, de abertura automática em nome do beneficiário, ou de outra conta em nome do beneficiário nessa mesma instituição financeira.

Ministério extraordinário

Em outra MP, também publicada no DOU, é criada a Secretaria Extraordinária da Presidência da República para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, que será ocupada pelo ministro Paulo Pimenta, já nomeado ao cargo por meio de decreto presidencial.

A atuação da pasta será o enfrentamento da calamidade pública e o apoio à reconstrução do estado, por meio da coordenação das ações a serem executadas pela administração pública federal direta e indireta, em conjunto com a Casa Civil da Presidência da República.

As atribuições incluem o planejamento das ações, articulação com os ministérios e com os demais órgãos e entidades federais, governo estaduais e municipais do Rio Grande do Sul, interlocução com a sociedade civil, inclusive para o estabelecimento de parcerias, bem como da promoção de estudos técnicos junto a universidades e outros órgãos ou entidades especializados, públicos e privados.

O texto também remaneja dez cargos para a composição da nova estrutura, sem aumento de despesas e prevê que a Secretaria Extraordinária ficará automaticamente extinta dois meses após o encerramento do estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul.

Para a vaga de Pimenta na Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o presidente nomeou, de forma interina, o jornalista pernambucano Laércio Portela.

Fonte: Agência Brasil

Com salários de até R$ 914 mil, metade dos juízes do Brasil ganha mais que os ministros do STF

Levantamento de site aponta que 12,2 mil magistrados tiveram vencimentos superiores aos da cúpula do Judiciário

O vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formam o teto constitucional dos servidores públicos. No entanto, nos meses de abril e maio deste ano, metade dos magistrados do país recebeu salários superiores a R$ 41,6 mil brutos.

O levantamento é do site “Uol Notícias”, que analisou os contracheques no Painel de Remuneração do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em maio deste ano, 12,2 mil magistrados de todo o país ganharam mais dinheiro que a cúpula do Judiciário. Em abril, 11,9 mil juízes, desembargadores, ministros e conselheiros — parte deles na ativa, parte já aposentados — tiveram remuneração superior que os ministros do STF.

De acordo com o estudo do site, esses números equivalem à metade dos 24 mil magistrados cujas folhas de pagamento estão disponíveis no sistema do CNJ. Ao todo, eles representam 85% de todos os magistrados do país. O levantamento incluiu informações de contracheques de 74 tribunais — ou seja, 80% das cortes brasileiras.

Supersalário de R$ 900 mil

Quase 4% de todos os contracheques de abril e maio (1.885) superaram R$ 100 mil, diz o site. Em maio, os dez contracheques de maior valor variaram de R$ 180 mil brutos a R$ 914 mil.

O maior salário foi pago pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que afirmou, em nota, ter sido a soma de “indenização de 240 dias de férias, com o respectivo terço constitucional, 210 dias de licença especial e 99 dias de plantão não usufruídos quando em atividade”. Sem essas verbas indenizatórias, o magistrado teria recebido R$ 35.912,48, segundo a Corte.

Em tese, a Constituição Federal estabelece um limite máximo a ser pago por mês para servidores públicos. A reforma da Previdência de 1998 determinou que os vencimentos dos ministros do STF seriam a baliza para isso. Atualmente, o teto é de R$ 41.650,92.

No entanto, muitos juízes do país conseguem “furar” esse teto com ganhos extras desvinculados do limite máximo. Entre as verbas, como destaca o “Uol Notícias”, estão valores de diárias, auxílio-moradia, licenças-prêmio convertidas em dinheiro e adicionais por tempo de serviço recebidos retroativamente. Além disso, valores de férias e do 13º salário, somados aos vencimentos mensais, também podem ultrapassar o teto.

Os tribunais afirmam que as somas excedentes ao teto são legais por serem baseadas em resoluções do CNJ e decisões judiciais (muitas vezes tomadas pelas próprias Cortes). De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, alguns valores não se confundem com o subsídio da magistratura.

“O pagamento dos subsídios mensais dos milhares de magistrados brasileiros é feito de acordo com diversas peculiaridades de cada caso, e há de sempre respeitar o teto constitucional (…) Os pagamentos de verbas de outras naturezas, como férias acumuladas, indenizações e valores atrasados, também integram a folha de pagamento por imperativo de transparência, mas não se confundem com o subsídio da magistratura”, afirmou o CNJ, em nota enviada ao site.

Em São Paulo, segundo o “Uol Notícias”, apenas 6% dos magistrados não excederam o teto. Cálculos do site com base nas folhas de pagamento dos tribunais e em dados dos Ministérios de Cidades, Desenvolvimento Social e Saúde apontam que, se todos os salários de juízes ficassem dentro do limite constitucional, haveria uma economia de R$ 11,1 bilhões entre janeiro de 2020 e abril deste ano.

Além disso, seria possível construir 65 mil unidades do “Minha Casa, Minha Vida” e sustentar 1,3 milhão de famílias com o Bolsa Família por um ano.

Fonte: Exame

Ameaçados e endividados, alagoanos são mantidos como escravos em fazenda no Espírito Santo

Um grupo de trabalhadores alagoanos denunciaram a situação de trabalho forçado a que são submetidos numa fazenda no interior do Espírito Santo. O vídeo pedindo socorro viralizou na internet e o portal TNH1 publicos a matéria a seguir:

“A gente passou oito dias dormindo no chão, nem cama a gente tinha. Hoje fazem 14 dias que estamos aqui, fome não estamos passando, mas a situação é horrível. A cada dia que passa a dívida está aumentando, somos ameaçados quando falamos em voltar. Muitos dos meninos estão com medo de represália por conta da denúncia, mas conversamos e decidimos juntos que é a única forma de sairmos daqui”.

O relato é da alagoana Wagna Silva, de 43 anos, que trabalha como cozinheira em uma fazenda no município de Brejetuba, no interior do Espírito Santo. Ela integra um grupo de 12 alagoanos, da cidade de Penedo, que viajou de forma clandestina a convite, segundo ela, de um desconhecido em busca de emprego e renda fora do estado. 

A expectativa dos alagoanos em busca de uma vida melhor foi rapidamente frustrada, quando o grupo foi recepcionado em um alojamento sem estrutura e teve que pagar por ferramentas de trabalho e comida servida na fazenda. Até que nessa segunda-feira (13), eles criaram coragem de denunciar condições de trabalho análogo à escravidão.

Os trabalhadores denunciam que chegaram à fazenda já contendo uma dívida praticamente impagável e que só aumenta, ao tempo que a colheita do café – serviço para o qual a maioria foi contratada – está cada vez menor. “A dívida só cresce, essa dívida aí que eu expus no vídeo, que dá quase R$ 11 mil, é porque foram buscar a gente de van lá na nossa cidade, em Penedo, então trouxeram a gente para cá. Essa dívida está incluída com a passagem, o material dos meninos [luvas, botas e peneiras] e alimentação”, detalhou a mulher contando que, somente referente ao transporte, o valor cobrado gira em torno de R$ 8 mil para o grupo.

Como foi o recrutamento – A cozinheira contou não conhecer a pessoa responsável pelo recrutamento, mas sabe “que o rapaz desapaceu”.  “Foi um conhecido que passou para outro, e que foi passando para todo mundo, e foi por isso que a gente acabou aqui. Todo mundo estava desempregado, em Penedo, então um colega da gente, que eu não sei nem sei quem era, informou que aqui estava tendo trabalho, e que o ano passado ele tinha vindo para essa fazenda e que a colheita estava sendo boa. Um foi passando para o outro, que foi passando para o outro e a gente acabou aqui nessa situação, inclusive o rapaz desapareceu depois que a gente chegou aqui, a gente não tem mais contato com ele, ninguém consegue mais entrar em contato, é como se ele não tivesse mais o chip”, relata.

Wagna conta que entre os trabalhadores está um filho dela, um genro e dois sobrinhos, o que a fortaleceu para tomar coragem e denunciar a situação. “Se os meninos não têm café para apanhar, eles não têm dinheiro para pagar a dívida. Não tem café suficiente, não tem como me pagar. Se eles não têm como me pagar, eu também não tenho como pagar minha dívida. O meu filho está aqui, o meu genro está aqui e eu como mãe me coloquei no lugar de todo mundo” 

“Por enquanto, a dívida é de R$ 10.395,00. Por enquanto. Por que eu estou falando por enquanto? Porque amanhã e depois a gente já vai precisar de alimentação. Então, como a gente vai precisar de alimentação, a gente tem que comprar aqui na fazenda fiado, essa dívida vai aumentar”, explica Wagna.

Carga horaria maior que 8h por dia – Segundo a cozinheira, a carga horária de trabalho na fazenda é de 9 horas diárias e nenhum dos trabalhadores alagoanos teve a carteira de trabalho assinada. “Aqui os meninos começam a trabalhar das 7h às 11h, com intervalo de uma hora para almoço, e depois retomam a colheita, das 12 até às 17h, mas o patrão quer aumentar até às 18h porque acha que é pouco e que eles precisam pegar mais café”, acrescenta.

O que diz o MTE e a Prefeitura de Penedo – No início da tarde desta terça-feira (14), a Superintendência do Trabalho e Emprego em Alagoas informou que uma operação está sendo preparada para resgatar os trabalhadores “submetidos à condição análoga à escravidão no sudeste do país”. Segundo a instituição, o superintendente regional do Trabalho em Alagoas, Cícero Filho,  acionou a Polícia Federal (PF) e também a Superintendência Regional do Trabalho no Espírito Santo.

A Prefeitura de Penedo também foi procurada pela reportagem e disse ter adotado todas as medidas cabíveis visando à localização e amparo dos trabalhadores. “A Secretaria Municipal de Assistência Social de Penedo está monitorando o desenvolvimento do caso com máxima atenção e já se colocou à disposição para facilitar o retorno seguro desses cidadãos a seu município de origem”, complementa o Município. 

Fonte: TNH1

Explosão de magnitude 2.0 em Craíbas deixa comunidade científica brasileira em alerta

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Laboratório Sismológico da UFRN está monitorando atividade de mineradora no município alagoano

A atividade sísmica continua chamando a atenção da comunidade científica brasileira, devido à quantidade de tremores de terra que ocorrem nos municípios de Craíbas e Arapiraca, na vizinhança das atividades da Mineração Vale Verde.

O geofísico do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) confirmou à Tribuna a informação acerca do mais recente tremor de terra ocorrido no perímetro da empresa, no Povoado Serrote da Laje, na área rural de Craíbas.

Os sensores do laboratório chegaram a detectar uma explosão de magnitude 2.0, às 15h00;38s no último dia 10 de maio.

Coincidentemente, o LabSis também registrou um tremor de terra no mesmo horário, na área rural de Craíbas.

Para o geofísico da UFRN, os tremores geralmente são ocasionados de forma natural pela movimentação terrestre, mas alguns abalos podem ser induzidos, como os provocados por explosões em mineradoras.

“A atividade mineradora é fundamental para o desenvolvimento econômico do país. Mas é essencial o monitoramento e acompanhamento seguro e um mapa geológico das falhas e zonas de cisalhamento na região. Quando se retira material do subsolo, se desestrutura, desestabiliza o solo em alguns locais. Por isso é importante fazer esses estudos, para que possa ter essa paridade e, com isso, evitar e mitigar problemas futuros.

Eduardo Menezes explica ainda que, mesmo com os serviços de monitoramento das movimentações sísmicas 24 horas por dia, por ser um fenômeno natural, não é possível prever quando os tremores de terra podem ocorrer.

O cientista da UFRN relata que os tremores de terra naturais ou provocados pela ação humana podem ser detectados pelas estações sismográficas.

As mais próximas estão localizadas no município de Anadia, a 50 km da área de exploração da mineradora em Craíbas e Feira Grande.

A outra estação está situada no município de Canhoba, no interior do estado de Sergipe.

Deslizamento

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DP/AL), no município de Craíbas, oficiou a Mineração Vale Verde na semana passada, solicitando informações e providências sobre os deslizamentos de terra registrados por moradores há uma semana, dentro da área pertencente à empresa. As imagens causaram grande preocupação na população local, que teme o transbordamento da barragem de rejeitos da mineradora, o que poderia trazer riscos aos moradores e prejudicar o meio ambiente na região do Agreste.

No ofício, a Defensora Pública Bruna Cavalcante Pais solicita que a mineradora informe, em um prazo de 72 horas, que tipo de material compõe a “montanha” que aparece nas imagens dos deslizamentos, se a situação pode representar riscos para a população e se existe a possibilidade de dano ambiental causado pelo contato desse material com as águas da barragem.

Fonte: Tribuna Hoje

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