Índia: ao menos 107 morrem esmagados após confusão em evento religioso

Pelo menos 107 pessoas morreram esmagadas numa reunião religiosa hindu no norte da Índia nesta terça-feira (2), segundo um alto funcionário do governo. Diversas outras pessoas ficaram feridas.

Uma grande multidão reuniu-se perto da cidade de Hathras para um sermão de um pregador famoso, mas uma forte tempestade de poeira provocou pânico quando as pessoas estavam saindo. Muitos foram esmagados ou pisoteados, caindo uns sobre os outros, e alguns caíram em um bueiro à beira da estrada em meio ao caos.

“Os participantes estavam saindo do local quando uma tempestade de poeira cegou sua visão, levando a uma confusão e ao subsequente trágico incidente”, disse à AFP Chaitra V., comissária da divisão da cidade de Aligarh, no estado de Uttar Pradesh. Estamos nos concentrando em fornecer socorro e assistência médica às vítimas”, acrescentou.

Horas depois da tragédia, ela disse aos repórteres que o número de vítimas passou de cem. “A informação inicial é que 107 pessoas morreram”, disse a comissária aos repórteres. A maioria dos mortos eram mulheres, segundo o chefe médico do estado, Umesh Kumar Tripathi, que disse aos repórteres que “muitos feridos” foram hospitalizados. Incidentes mortais são comuns em locais de culto durante os principais festivais religiosos da Índia, o maior dos quais leva milhões de devotos a fazer peregrinações a locais sagrados.

 ‘Esmagado até a morte’ Filas de ambulâncias levaram os feridos aos hospitais. Mulheres e homens chorando se reuniram em frente a um necrotério na cidade de Etah, para onde muitos dos mortos foram levados, em busca de notícias de seus parentes. Quando o sermão terminou, todos começaram a sair correndo”, disse Shakuntala, uma mulher que citou apenas seu primeiro nome, à agência de notícias Press Trust of India.

 “As pessoas caíram em um bueiro à beira da estrada. Começaram a cair umas em cima das outras e morreram esmagadas”. O primeiro-ministro Narendra Modi anunciou uma indenização de US$ 2.400 aos familiares dos que morreram e US$ 600 aos feridos no “trágico incidente”.

“Minhas condolências para aqueles que perderam seus entes queridos. Desejo a rápida recuperação de todos os feridos”, escreveu Modi na rede social X, antigo Twitter. A presidente Draupadi Murmu disse que as mortes foram “comoventes” e apresentou as suas “mais profundas condolências”.

Registro sombrio Yogi Adityanath, ministro-chefe de Uttar Pradesh e também monge hindu, expressou suas condolências aos parentes dos mortos, disse seu gabinete. “Ele instruiu os funcionários da administração distrital a levarem imediatamente os feridos ao hospital e a acelerarem o trabalho de socorro no local”, afirmou.

O gabinete de Adityanath disse que uma investigação foi ordenada sobre as mortes. As reuniões religiosas na Índia têm um histórico sombrio de incidentes mortais causados ​​por má gestão de multidões e falhas de segurança. Pelo menos 112 pessoas morreram em 2016 após uma enorme explosão causada por uma queima de fogos de artifício proibida em um templo que marcava o ano novo hindu.

A explosão destruiu edifícios de concreto e provocou um incêndio em um complexo de templos no estado de Kerala, onde milhares de pessoas estavam reunidas. Outros 115 devotos foram mortos em 2013, em um tumulto numa ponte perto de um templo em Madhya Pradesh.

Cerca de 400 mil pessoas estavam reunidas na área e a debandada começou depois que se espalhou o boato de que a ponte estava prestes a desabar. Em 2008, 224 peregrinos foram mortos e mais de 400 ficaram feridos numa debandada num templo no topo de uma colina na cidade de Jodhpur, no norte do país.

Fonte: Ultimo Segundo

Deputado bolsonarista reclama da fiscalização contra trabalho escravo em MG

Em junho passado, operações de fiscalização de trabalho análogo à escravidão realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego resgataram 24 trabalhadores de lavouras de café em três fazendas localizadas em Nova Resende, Juruaia e Areado, todos municípios do sul de Minas Gerais. As ações tiveram o apoio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União.

Ao jornalista Leonardo Sakamoto, da agência Repórter Brasil, a equipe de fiscalização afirmou que a situação encontrada nas fazendas era “assustadora”. Relataram que em todos os casos constataram a ocorrência do crime de tráfico humano intermediados pelos chamados “gatos”, os contratantes da mão de obra terceirizada que vai servir os fazendeiros. A maioria dos casos de trabalho escravo no campo têm relação com a terceirização dos cargos.

Também apontam que os trabalhadores são seduzidos para o esquema com falsas promessas de bons pagamentos. No entanto, quando se veem presos ao local, encontram alojamentos precários e falta de luz e água, além da ausência de higiene nos banheiros e chuveiros.

Mas ao invés de ser aplaudida, a operação foi bastante criticada por Emidinho Madeira (PL-MG), um deputado federal bolsonarista. Em 18 de junho, logo que a notícia da operação se espalhou, ele foi à tribuna da Câmara e convocou o seu partido e a bancada ruralista para ajudá-lo a pautar uma mudança nas regras que regem as fiscalizações.

“Senhores auditores, a tinta da caneta, essa multa, é muito pesada e tira muita gente da atividade. Onde vocês passaram nessa semana, a colheita desse ano e do ano que vem dos pequenos produtores já estão comprometidas com a Justiça e o nome travado”, disse o deputado.

Emidinho Madeira pede a chamada “dupla visita”, que é quando a fiscalização primeiro orienta a fazenda a respeito da adequação às condições corretas de trabalho e só depois, num retorno, aplica as sanções – caso as irregularidades persistam. Esse tipo de fiscalização já é prevista em casos leves, o que não era o caso das três fazendas de café mineiras.

Além de pedir a padronização da “dupla visita” nas fiscalizações, o deputado também criticou o apoio dado ao MTE pela PF e pela PRF. Sobre essa última reivindicação do deputado, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho afirma que a apoio das polícias diz respeito à segurança dos servidores e não funciona como uma intimidação aos fiscalizados.

“A medida é necessária porque os casos de agressões, ameaças, intimidações e até assassinatos, infelizmente, são constantes”, diz a entidade.

Entidades de produtores rurais também repudiaram as declarações de Emidinho Madeira. Para o Polo Agroecológico do Sul e Sudoeste de Minas, a região “está em pânico” não por conta das fiscalizações, mas “pela quantidade de violações de direitos e pela existência de trabalhadores e trabalhadoras em condições análogas às escravidão na produção de café”.

Quem é Emidinho Madeira

Emídio Alves Madeira Júnior, o Emidinho Madeira, está na política desde 2015, quando assumiu seu primeiro mandato como deputado estadual após ser eleito com 66 mil votos. Em 2018 foi eleito deputado federal, e reeleito em 2022.

No último período destinou R$ 4 milhões em verbas oriundas do orçamento secreto de Jair Bolsonaro (PL). Também votou favorável a autonomia do Banco Central, a privatização dos Correios, a Reforma da Previdência e as PECs dos Precatórios e do Voto Impresso.

Mas sua vida política começou muito antes disso. Natural de Nova Resende (MG), a mesma cidade em que está uma das fazendas fiscalizadas pelo MTE, foi eleito presidente da Comissão de Cafeicultores do Sul e Sudoeste de MG em 2013. E foi defendendo o interesse desse setor específico do ruralismo brasileiro que foi ganhando notoriedade e cresceu politicamente até chegar à Câmara dos Deputados.

Seu pai, Emídio Alves Madeira, foi produtor rural e já esteve na chamada “lista suja do trabalho escravo”, organizada pelo MTE. Foram duas ocasiões, ambas em Bom Jesus da Penha (MG) mas em fazendas diferentes, segundo a Repórter Brasil. Na primeira ocasião, em 2016, 14 trabalhadores foram resgatados. Na segunda, em 2017, foram 60 resgates. Ele faleceu em 2021 vítima de Covid-19.

Fonte: Revista Fórum

Autoridades da ONU alertam sobre “apocalipse” no norte de Gaza

Segundo a ONU, enquanto a travessia de Rafah continua fechada, é impossível coletar ajuda humanitária

Altos funcionários humanitários da Organização das Nações Unidas (ONU) descreveram nesta segunda-feira (1) como apocalíptica a situação na cidade de Gaza, ao norte, onde mais de 84 mil pessoas foram obrigadas a abandonar  recentemente suas casas.

Louise Wateridge, representante da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (Unrwa), assegurou que o êxodo coincide com o aumento dos bombardeios israelenses. 

“A maioria das pessoas perdeu suas casas, total ou parcialmente, e tem que fugir com muito poucas pertences; essencialmente o que podem carregar em suas mãos”, detalhou a funcionária em declarações ao portal de notícias da ONU.

Como consequência, os deslocados são obrigados a se alimentar com folhas de árvores ou têm apenas farinha para sobreviver.

“As mulheres grávidas e as pessoas com deficiência estão entre as mais vulneráveis, pois não conseguem se mover facilmente durante os deslocamentos forçados, além de uma grande preocupação com milhares de crianças desacompanhadas e separadas”, disse ainda.

A Unrwa manifestou sua preocupação com a falta de combustível, suprimentos de ajuda e segurança para manter suas operações, consideradas as mais importantes para os palestinos deslocados.

O organismo alertou sobre as dificuldades para seu pessoal em geral, “que por sua vez está lutando para sobreviver durante esta guerra”.

Segundo a ONU, enquanto a travessia de Rafah continua fechada, é impossível coletar ajuda humanitária na passagem de Kerem Shalom para distribuí-la dentro de Gaza devido à falta de ordem pública e segurança, bem como às hostilidades em curso, estradas danificadas, escassez de combustível e restrições de acesso.

Durante todo o mês de junho, as autoridades israelenses permitiram menos da metade das 115 missões de assistência humanitária planejadas para o norte de Gaza.

Mais de um terço sofreu impedimentos; a quase 10 por cento foi negado o acesso; e cerca de nove por cento foram canceladas por razões logísticas, operacionais ou de segurança, confirmou nesta segunda-feira Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral António Guterres.

Fonte: Prensa Latina

Pastor bolsonarista aprova PL que censura imprensa e protege agressor de mulheres no DF

Projeto do deputado distrital Pastor Daniel de Castro cria novas regras para publicação de vídeos de mulheres agredidas

Um projeto de lei (PL) aprovado na terça-feira (26/6), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), quer proibir a veiculação da identidade de mulheres agredidas na capital da República em qualquer tipo de mídia.

Conforme o projeto apresentado pelo deputado Pastor Daniel de Castro (Progressistas) (foto em destaque), fica vedada a veiculação da imagem que identifique a vítima de violência em qualquer suporte físico ou virtual, “incluindo televisão, rádio, sítios da rede mundial de computadores, redes sociais, fóruns de discussão e aplicativos de mensagens”.

Em caso de descumprimento, segundo a redação do PL, será imposta multa de até 10 salários mínimos, para pessoas físicas, e até 100 salários mínimos, para pessoas jurídicas.

“A história evidencia que a cultura da violência contra mulheres, embora evidente nos relatos das notícias veiculadas pelos meios de comunicação do Brasil, é constantemente minimizada e aceita como algo comum no país. Em todo ano de 2023 tivemos 21.267 casos relatados de violência contra a mulher no DF. Consideramos que as mídias podem contribuir para a transformação de comportamentos e hábitos sociais”, disse o distrital.

O PL, agora, segue para sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

Fonte: Metrópoles

‘Tortura, fome e estupro são elementos centrais na estratégia genocida de Israel’, diz psiquiatra palestina

Samah Jabr, que vive na Jerusalém Oriental, lançou livro no Brasil sobre a realidade palestina diante do massacre israelense

“É preciso que o mundo olhe nos olhos de Israel como os palestinos estão olhando”, afirmou Samah Jabr, psiquiatra e psicoterapeuta palestina que nasceu e vive em Jerusalém Oriental e esteve no Brasil para lançar livro e exibir documentário sobre a realidade palestina.

Ela usa essa imagem enquanto descreve relatos de pacientes e colegas profissionais de saúde sobre as torturas físicas e psicológicas a que estão submetidos no massacre promovido por Israel na Faixa de Gaza. “Os israelenses deixam os presos nus e sujos para que internalizem um sentimento de inferioridade. Mantêm seus olhos vendados, não apenas para que fiquem desorientados, mas também porque não conseguem tolerar o olhar fixo que os palestinos costumam lhes endereçar”, disse durante coletiva em São Paulo na última quinta-feira (27/06).

Segundo defende Jabr, a tortura é elemento central na estratégia genocida do governo israelense. Ela coleciona histórias que ilustram a completa destruição do sistema de saúde de Gaza por Israel, com destruição de hospitais e ambulâncias, bloqueio do envio de medicamentos, prisão e tortura de médicos e outros profissionais de saúde.

“O diretor de um dos hospitais destruídos teve as pernas quebradas, foi forçado a ficar completamente nu na frente de todos, inclusive de pacientes e a engatinhar para se alimentar, sem nenhum acesso à higiene básica. Eles são alvos porque são muito estimados pela sociedade palestina”, afirmou.

Um médico palestino descreveu a Jabr que, ao receber pacientes em crise psiquiátrica, foi para os escombros do hospital para procurar medicação.

A fome e o estupro são, de acordo com a psiquiatra, outros ferramentas constitutivas da violência política e da necropolítica promovidas pelo governo israelense: “a fome não é uma meta apenas física, mas para destruir o tecido social palestino. Autoridades israelenses disseram publicamente que precisa haver fome para que Israel consiga informantes e espiões palestinos mais facilmente”.

Algo parecido acontece em relação à violência sexual: “temos provas de que Israel usa o estupro como política contra as mulheres palestinas. Isso já foi dito por figuras públicas israelenses. Disseram que não conseguirão vencer os palestinos se não estuprarem meninas e mulheres palestinas”.

Produção do trauma

Em sua experiência clínica, Jabr diz testemunhar o aumento da incidência de depressão pós-parto e distúrbios alimentares, por exemplo.

Pacientes relatam distúrbios de alimentação, não por questões de autoimagem, mas por um sentimento de culpa na hora de se alimentar. Ela própria vive isso pessoalmente e passou a plantar a própria comida: “ao ver as cenas de Israel impondo a fome, a pessoa pensa que cada semente que planta é um ato de autodefesa, de autoafirmação”. A depressão pós-parto severa acontece pelo sentimento de culpa por trazer alguém ao mundo num contexto de insegurança e terror.

De modo geral, a violência política é, na opinião de Jabr, um problema de saúde pública. Ela estabelece um paralelo entre a situação vivida pelos palestinos à pandemia de quatro anos atrás: “Na covid-19, para além de tratar os pacientes, precisou haver muita educação e conscientização pública sobre o que estava acontecendo. Agora vemos a violência política produzir mortes, ferimentos físicos e danos psicológicos permanentes, afetar a saúde mental e provocar um sentimento de isolamento nos palestinos. Tudo isso também vai dizer respeito aos profissionais de saúde”.

Jabr vê semelhanças entre as realidades palestina e brasileira e cita o pedagogo Paulo Freire como fonte de inspiração. “Antes de me tornar psiquiatra, encontrei na estante de meu pai o livro Pedagogia do Oprimido, que passei a utilizar com estudantes quando me tornei profissional. Alguns conceitos de Paulo Freire são muito importantes para pensar a experiência palestina, como a internalização da opressão ou a questão da libertação pelo trabalho”, explicou.

A produção do trauma, de acordo com Jabr, é método para que a máquina de guerra produza desesperança na população palestina. Ao mesmo tempo, não se tem um cenário de estresse pós-traumático, porque o pós é uma circunstância que nunca chega. Muitos palestinos ainda não conseguem nem sequer falar sobre o que estão atravessando.

“A violência política entra no espaço privado, entra na casa das pessoas, faz prisioneiros. Toda família e toda dona de casa palestina tem alguém que foi exposto a tortura física e psicológica. O sistema de saúde pública precisa entender que as pessoas não estão doentes, mas feridas, em sofrimento. Precisaremos repensar a cultura de medicalização”, disse.

Atendendo em clínica e online, Jabr mantém uma maioria de pacientes oriundos de Jerusalém e Cisjordânia, palestinos da diáspora e pessoas da comunidade árabe, mas também alguns palestinos de Gaza. “Tenho três pacientes judeus, que vieram por indicação de palestinos. As consultas são online, porque eles não se sentem seguros para vir pessoalmente”, contou.

Saúde mental dos palestinos

De acordo com a psiquiatra, o sentimento palestino predominante em relação à mídia hegemônica mundial é de que ela atua como cúmplice do genocídio e deveria ser submetida à Corte Internacional de Justiça. “A decepção dos palestinos com a mídia hegemônica, não apenas, mas majoritariamente ocidental, já era grande antes, mas agora é ainda maior. A imprensa mundial contribui com o genocídio difundindo notícias falsas, criando falsos paralelos entre o 11 de setembro e o 7 de outubro, ignorando quase um século de política das potências ocidentais contra os palestinos.”

Também chefe da unidade de saúde mental que supervisiona todas as atividades na área na Cisjordânia, Jabr escreve desde 2000 sobre as consequências traumáticas da ocupação israelense sobre a saúde mental dos palestinos. Parte desses escritos foi reunida no livro Sumud em Tempos de Genocídio (editora Tabla), sendo “sumud” uma palavra cunhada por palestinos para expressar a própria essência desse povo.

No contexto do Primeiro Congresso Brasileiro de Psicologia e Migração, foi exibido também o filme Por Trás dos Fronts: resistências e resiliências na Palestina, da francesa Alexandra Dols, no qual Jabr é a principal entrevistada.

Sua busca, no Brasil, passa por tentar universalizar o trauma palestino e a gravidade do massacre israelense, para mais pessoas e povos. “O que está acontecendo não diz respeito apenas ao povo palestino, mas à humanidade. O genocídio em curso mostra uma crise humanitária, uma ruptura do contrato social, com os direitos humanos. A experiência é dos palestinos, mas as lições são universais. Tenho a convicção de que a causa palestina é justa, e a defenderia mesmo se eu não fosse palestina. É um exemplo profundo de algo que deve ser defendido não apenas por direitos humanos, mas por obrigação moral”, conclui.

Fonte: Ópera Mundi

BOM DIA MARIJUANA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 30 de Junho de 2024

Tá liberado! Não é bem assim, mas o Supremo descriminalizou e deu um pequeno passo rumo a um tratamento mais isonômico relacionado aos consumidores do “cigarrinho do capeta” das vielas escuras e esburacadas das periferias e ao canabidiol das avenidas ensolaradas e badaladas da Ponta Verde em Maceió.
Essa decisão acendeu, calma, acendeu o debate entre aqueles que defendem zero tragadas de beque nos becos da favela e zero consumo consciente da canábis entre os playboys no condomínio de luxo.

No parlamento o trio de bancadas BBB, bala, bíblia e boi, que se apresentam como conservadores torceram o nariz para a decisão do STF e o Congresso já prometeu dar o troco e criar leis opostas ao que foi decidido.
O Brasil conservador verde “canabis” oliva decretou guerra prensadinho de 40 gramas, mas 39 quilos de cocaína no teco teco presidencial ta de boa, um avião da Igreja Quadrangular do tio da Senadora Damares com 290 quilos de maconha que produziria uma marola que atrapalharia até a visão do piloto, tá favorável; e o que dizer dos 47 quilos de haxixe apreendidos na JS Pescados, empresa da familia do Senador Jorge Seif; Coincidências? Dava pra fazer um peixe Imperial, sem dúvida!

Na Bolívia o General Zunigan deu aquele tapinha numa idéia estragada e tentou dar um Golpe de Estado pra derrubar o Presidente Luís Arce. A tentativa do Golpe foi duramente atacada pela comunidade internacional, pelo próprio Arce e principalmente pelo povo que fez os milicos golpistas virarem fumaça. O General golpista foi preso em menos de 72 hs. Que bom exemplo ver que o Xandão boliviano é muito mais “malvado” e eficiente que o brasuquinha tupiniquim.
Restou ao General golpista ficar com olhos vermelhos e lacrimejados atrás das grades, pois se tivesse ido para a Marcha da Maconha estaria solto, mas preferiu a marcha do golpe, agora vai ter que tentar queimar seus dois neurônios e ficar chapado vendo o tempo passar em câmera lenta, mais lento ainda.

E o Lula? Tá só curtindo o menor índice de desemprego para um trimestre nos últimos 10 anos, uma projeção de alta do PIB feita pelo tal Mercado de 1.9% para 2,4% e os números positivos da balança comercial. Ah! mas o dólar tá alto, calma, tudo será resolvido no final do ano quando Lula fechará a biqueira do Banco Central e expulsar o dono da boca.

Gostou da Reflexão? Dixava aí, depois puxa, prenda e passa , pois tá fininho e tudo foi baseado em notícias verdadeiras.
Detalhe: As Reflexões é contra todas as ” drogas” por isso faz um alerta; não vote e mantenha distância do cidadão de bem, cristão e de familia.

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 186

Bolsonarista Gusttavo Lima recebe R$ 1,1 milhão por show em Santana do Ipanema

Depois de Maceió, Gusttavo Lima faz “estrago” no caixa de Santana do Ipanema

A Prefeitura de Santana do Ipanema, no interior de Alagoas, contratou o bolsonarista Gusttavo Lima para se apresentar na tradicional Festa da Juventude, que ocorre entre os dias 12 e 14 de julho. Principal atração dos três dias de festa, o sertanejo recebeu R$ 1,1 milhão de cachê.

O evento, que celebra sua 60ª edição, também vai contar com apresentações dos cantores Léo Santana e Mari Fernandez. Cada uma delas vai custar R$ 450 mil aos cofres municipais.

Santana do Ipanema, governada por Christiane Bulhões (MDB) — irmã do deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL) — tem 46,2 mil habitantes, segundo o Censo 2022. Segundo dados do Portal de Transparência da cidade, já foram gastos R$ 2.550.000 na realização do festival, considerado a “maior festa jovem do estado de Alagoas”.

Esta não é a primeira vez que Gusttavo Lima recebe um cachê milionário para se apresentar em uma cidade com menos de 50 mil habitantes. Em fevereiro, a Prefeitura de Campo Alegre de Lourdes, no interior da Bahia, desembolsou R$ 1,3 milhão para que o bolsonarista se apresentasse na Festa de Nossa Senhora de Lourdes – padroeira da cidade, que possui 30,6 mil habitantes, conforme o Censo 2022.

Fonte: DCM

Pastor ameaça quem denuncia abusos de religiosos: “Vai ter muitos problemas”

Desde a última sexta-feira (28), viralizou nas redes sociais o vídeo de um pastor, aparentemente da Igreja Universal, em tom ameaçador contra quem fala contra líderes religiosos.

“Mas quando você fala ou você intenta contra uma pessoa que foi escolhida por Deus, separada por Deus, ungida por Deus, pode demorar o tempo que for, mas você vai ter muitos problemas, não com essa pessoa, mas com o próprio Deus”, disse em seu argumento de autodefesa.

Nas respostas ao vídeo, os usuários do X, antigo Twitter, afirmaram que “como eles não conseguem mais esconder o que fazem, estão manipulando as pessoas para aceitarem as canalhices deles”.

Em outros compartilhamentos, houve quem denunciasse escândalos envolvendo pastores, como casos de roubos, assédios e traições. “Olha aí um pastor ungido por Deus”, disse uma mulher ao publicar o vídeo de um líder evangélico sendo flagrado em um motel com a esposa de um fiel, que também é pastora.

Fonte: DCM

Holanda convoca embaixador de Israel após denúncias de espionagem em Haia

A Holanda convocou o embaixador de Israel no país para receber explicações sobre as denúncias de que a agência de espionagem Mossad agiu para vigiar e intimidar oficiais do Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia, em meio a uma “guerra oculta” contra as instituições internacionais.

Em nota, assinada pelos ministros holandeses Hanke Bruins Slot (Relações Exteriores), Hugo de Jonge (Interior) e Dilan Yesilgoz-Zegerius (Justiça), a chancelaria reportou que o “embaixador israelense foi convocado sobre alegações dos artigos do The Guardian e da [rede israelense] +972 Magazine”.

Segundo reportagens investigativas, Israel conduziu por décadas uma “guerra” contra Haia, ao interceptar ilegalmente telefonemas, e-mails e documentos de oficiais do TPI — incluindo o promotor-chefe, Karim Khan, e sua antecessora, Fatou Bensouda.

De acordo com as informações, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu estava ciente das operações.

Relatos apontam ainda ameaças do ex-chefe do Mossad, Yossi Cohen, contra a família de Bensouda, devido a seu inquérito sobre os crimes de guerra perpetrados por Israel nos territórios palestinos ocupados.

Em dezembro de 2019, a advogada nascida em Gâmbia concluiu seu exame preliminar e deferiu o cumprimento de critérios legais, sob o Estatuto de Roma, para seguir com a investigação. Em 2021, a câmara pré-julgamento confirmou jurisdição nos territórios, ratificando a abertura do inquérito no mês seguinte.

Bensouda deixou o processo como herança a Khan, seu sucessor anglo-iraquiano.

Após procrastinar o caso, Khan se viu forçado, diante do genocídio em Gaza, a solicitar mandados de prisão contra Netanyahu e seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, além de três líderes do Hamas. Espera-se retorno em julho.

Conforme o comunicado de Amsterdã: “O governo holandês vê atividades como essas como uma forma indesejável de ingerência estrangeira”.

A Holanda, conforme acordo internacional, é considerada anfitriã da corte e tem dever de proteger sua segurança e possibilitar seu livre trabalho.

A chancelaria holandesa observou ainda que o governo mantém contato direto com as cortes em Haia sobre “diversas preocupações de segurança” — contudo, sem conceder detalhes.

Fonte: Monitor do Oriente

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