Sionismo, a ideologia racista que destrói, mata e persegue

Os mais de dez meses de massacre, destruição e limpeza étnica na Faixa de Gaza, trouxe ao noticiário temas até então restritos à academia e pequenos círculos. Fala-se o tempo todo em “regime sionista” ou “ocupação sionista” de “Israel”, que é um misto de Estado, enclave colonial e entidade sionista. As ações de “Israel” mostraram ao mundo a verdadeira face do sionismo, essa ideologia racista que se assemelha ao nazismo pelos seus métodos e seus feitos não apenas na Palestina, mas em várias regiões do mundo.

Que fique bem claro que sionismo e Judaísmo são coisas distintas. A prática desta religião antiga e respeitável nada tem a ver com a ideologia nascida na Europa no final do Século XIX. Ser praticante do judaísmo, não vincula seus adeptos às práticas fascistas do sionismo, que se apropriou do judaísmo como forma de dar sustentação às suas teses racistas e supremacistas, quando sabemos que nem todos os judeus são sionistas ou apoiam as atrocidades de Israel.

Afinal, o que é o sionismo, essa ideologia marcadamente colonialista, racista, fundamentalista, extremista, ultranacionalista, supremacista xenófoba, assassina, arabofóbica, islamofóbica, cristãofóbica, antissemita, genocida, infanticida, intervencionista, expansionista, militarista, traficante de órgãos…?

O Movimento Sionista foi criado com base no pensamento do seu fundador, Theodor Herzl, um jornalista judeu austro-húngaro, vindo de família de banqueiros e defensor de uma série de teses fantasiosas, entre elas: “uma terra sem povo para um povo sem-terra”. O sionismo se baseia na teoria defendida por Herzl no seu livro O estado judeu, de 1896, da existência de um estado nacional judaico independente e soberano no território onde teria existido o imaginário “Reino de Israel”.

Diferentemente do que alardeiam seus apologistas, o sionismo não é um movimento que pretendeu a independência de Israel, porque “Israel” nunca existiu. Não houve luta anticolonial, mas uma ocupação colonial da Palestina, através da autoproclamação do Estado de Israel, em 1948.

Cria macabra do sionismo, “Israel” não é um mero espantalho concebido pelo imperialismo estadunidense e europeu no pós-guerra, mas a expressão mais cruel e vergonhosa do modelo civilizacional do imperialismo, com a função primordial de servir como braço executor do mais bárbaro expansionismo colonialista dos Estados Unidos e Europa.

As organizações que apoiam os crimes de “Israel” usam sempre a fajuta acusação de antissemitismo contra defensores dos direitos humanos e da soberania dos palestinos. Desde o 7 de outubro, várias pessoas e entidades têm sido acusadas, perseguidas e processadas numa campanha sórdida movida pelos sionistas.

Esses donos de meias verdades não se importam em dizer quem são os semitas. As pessoas são persuadidas a crer que semitas seriam apenas os judeus, quando na verdade semitas são os adeptos das religiões abraâmicas, como hebreus (judeus), árabes (cristãos e muçulmanos), assírios (cristãos) e outros povos originários do norte da Península Arábica, e não apenas os judeus.

O antissemitismo é uma das formas mais repugnantes de racismo.

As surradas acusações de antissemitismo já não são mais aceitas em todo o mundo, porque a sua fragilidade política e ideológica foram expostas. A acusação de antissemitismo tem sido usada para intimidar os críticos dos crimes de “Israel” ou para esterilizar a discussão e desviar a atenção dos problemas reais, quando é sabido que os palestinos e os movimentos de solidariedade rejeitam fortemente as narrativas com viés religioso ou sectário da luta contra a ocupação, condenando qualquer forma de perseguição ou a negação de direitos, seja de judeus, árabes – cristãos e muçulmanos, ou qualquer outra pessoa e grupo.

O caso mais patente é a perseguição implacável e covarde das organizações testas de ferro do estado terrorista de Israel no Brasil contra o jornalista Breno Altman, condenado por um Juiz de 1ª Instância com uma sentença desfavorável em caso de injúria criminal, cujo “crime” foi enfrentar cúmplices morais do Estado mais imoral da Terra.

Essas entidades funcionam como agências de “Israel” e dos seus órgãos de inteligência, agindo segundo os ditames dos seus patrões de Tel Aviv para perseguir os defensores de justiça, direitos e reparação para o povo palestino, vítima constantes dos crimes de lesa-humanidade, limpeza étnica e genocídio, que têm por objetivo o extermínio da população palestina para perpetuar a ocupação colonial israelense.

“Israel” está empreendendo uma guerra genocida de contra o povo palestino na Faixa de Gaza, utilizando toda sua capacidade e utilizando todo tipo de armas, munições e bombas internacionalmente proibidas, bombardeando indiscriminadamente escolas, hospitais e áreas protegidas pelo Direito Humanitário Internacional.

Mesmo com todo poderio e ajuda dos Estados Unidos, que já enviou mais de 50.000 toneladas de equipamentos militares, incluindo veículos blindados, armas, munições, equipamentos de proteção e suprimentos médicos, “Israel” vem sendo humilhado pelas ações da resistência palestina na operação “Inundação de Al-Aqsa”, numa demonstração da incapacidade de vencer a guerra contra o Hamas e o Hezbollah, nem rapidamente, nem nunca.

“Israel” e os seus prepostos sabem que já perderam a batalha em Gaza, no Líbano e na opinião pública mundial. Que a única conquista que os sionistas podem ostentar são os crimes de guerra, o genocídio, o assassinato em massa de crianças e mulheres, a destruição de infraestruturas e a eliminação de todos os aspectos da vida na Faixa de Gaza. Diante desse fracasso retumbante, o que lhes resta é a perseguição a quem se coloca do lado correto da história.

Por Sayid Marcos Tenório, publicado no site Monitor do Oriente

Polícia fecha clube de tiro usado pelo crime organizado no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul fechou nesta sexta-feira (30) um clube de tiro em Novo Hamburgo, utilizado por “laranjas” de uma organização criminosa para lavagem de dinheiro. A ação, parte da Operação Arsenal, resultou em 63 mandados de busca e apreensão em 12 cidades gaúchas e na capital de São Paulo. Cinco pessoas foram presas.

As autoridades bloquearam R$ 66 milhões e sequestraram cinco imóveis pertencentes ao grupo. No clube de tiro, foram apreendidas dezenas de armas e cerca de 20 veículos.

No Rio Grande do Sul, as operações ocorreram em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Porto Alegre, Portão, Canoas, Capela de Santana, Montenegro, São Sebastião do Caí, Esteio, Sapucaia do Sul, Sapiranga e Gravataí.

Além de lavagem de dinheiro, os envolvidos são investigados por tráfico de drogas. A Polícia Civil ainda não divulgou em quais cidades as prisões foram efetuadas.

Fonte: DCM

Moraes determina suspensão da rede social X no Brasil

Caberá à Anatel cumprir a decisão em 24 horas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (30) a suspensão da rede social X no Brasil. A medida foi tomada após o fim do prazo de 24 horas dado pelo ministro ao bilionário Elon Musk, dono da rede social, para indicar um representante legal no Brasil. O prazo terminou às 20h07 desta quinta-feira (29).

Na quarta-feira (28), o ministro intimou Musk a realizar a indicação. A intimação foi feita no perfil do STF na rede social. No dia 17 de agosto, Musk anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil e acusou Moraes de ameaça.

Pela decisão desta sexta-feira, caberá à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) cumprir a suspensão em 24 horas e comunicar as operadoras de telefonia para realizarem os bloqueios. As operadoras também deverão bloquear o uso de VPN por usuários que tentem burlar a suspensão.

A medida terá validade em todo o território nacional até que todas as ordens judiciais de bloqueio sejam cumpridas e as multas aplicadas sejam pagas.

Ao justificar a suspensão da rede social, o ministro citou o Marco Civil da Internet e disse que as empresas de internet devem ter representação no Brasil e cumprir decisões judiciais sobre a retirada de conteúdo considerado ilegal.

Moraes também afirmou que Elon Musk retirou a empresa do Brasil com objetivo de não cumprir as decisões do STF.

 “A finalidade ilícita e fraudulenta desse encerramento da empresa nacional foi confessada na própria mensagem realizada em redes sociais, qual seja: permanecer descumprindo ordens do Poder Judiciário brasileiro, em especial dessa Suprema Corte”, afirmou o ministro.

VPN

Alexandre de Moraes também determinou a aplicação de multa diária de R$ 50 mil para pessoas físicas e jurídicas que utilizarem uma VPN (Virtual Private Network), uma espécie de rede privada utilizada na internet para escapar de restrições a sites suspensos.

Bloqueio

Na decisão, Moraes informou que foram bloqueadas duas contas bancárias do X no Brasil. O bloqueio ocorreu no dia 18 deste mês após as primeiras decisões que foram descumpridas pela rede social.  Uma das contas tinha saldo de R$ 2 milhões. O saldo da segunda era de R$ 6,66.

Fonte: Agência Brasil

JHC quer privatizar as escolas municipais

Segundo denúncias do jornalista Odilon Rios, a Semed tem avançado no modelo privatista.

Os olhos da Secretaria de Educação de Maceió se voltaram para o modelo paulista de parcerias público-privadas, num momento em que:

1) acelera a construção de creches para se livrar da pressão da Justiça e do Ministério Público Estadual que cobram vagas para crianças na rede pública municipal;

2) os resultados do IDEB estão em queda desde 2022.

A Semed Maceió e o Conselho Municipal de Educação fazem intercâmbios para entender os modelos, funcionamento e normatizações das PPPs.

A Semed Maceió é comandada por Jó Pereira, que está afastada das funções em meio ao jogo eleitoral. Ela seria indicada pelo primo, também presidente da Câmara Arthur Lira, para ser vice do prefeito JHC. Não deu certo (o escolhido foi o senador Rodrigo Cunha), mas Jó permanece com influência na pasta.

O modelo paulista impulsionou este ano a construção de 33 novas escolas, com 33.100 vagas. Outros gestores pelo país demonstraram interesse nestes resultados e não é diferente com o prefeito JHC.

Só que por detrás destas parcerias está a palavra privatização. E também menos autonomia nas escolas do município e redução perto de zero da gestão democrática.

Há também dúvidas sobre o tamanho da interferência do lobby empresarial no espaço público. Ele vai chegar nas atividades pedagógicas? Ficará restrito a conservação e manutenção dos prédios, mobiliário, lixo, zeladoria?

Na Secretaria Estadual de Educação, as PPPs atingem as atividades pedagógicas. Foi ou é assim com a Fundação Lemann e o Instituto Ayton Senna. E o IDEB estadual registra crescimento nos últimos anos.

Em “O Curso de Gestão para Aprendizagem da Fundação Lemann como Processo de Institucionalização do Gerencialismo nas Escolas de Educação Básica Alagoanas: Implicações para a Democratização da Educação”, Vera Maria Vidal Peroni e Cristina Maria Bezerra de Oliveira mostram que a crise da gestão democrática, o modelo e a padronização exigidas pela Fundação Lemann mais uma gerência que vai de cima para baixo (Seduc-escolas) funcionam como uma espécie de controle, “um processo cada vez maior de alienação do trabalho docente”.

Resumo: “O professor recebe o material pronto; ele não deve mais ser um intelectual que produz o conhecimento, o que tem profundas implicações para a democratização da educação”.

Voltando para as escolas do município: estimativa atual indica que 50 mil crianças estão fora da sala de aula.

Jó Pereira, quando era secretária, fez périplo com vereadores de Maceió em São Paulo, para buscar implantar modelos privados adotados na rede pública. Na bagagem os vereadores trouxeram a implantação de um voucher para que alunos da rede pública estudassem em escolas privadas.

A Câmara aprovou a proposta mas ela nunca foi posta em prática. Primeiro, a própria secretária era contra a ideia. Segundo, geraria uma despesa gigantesca fora da programação. Terceiro, retiraria do município a obrigação de construir creches para suprir as vagas. Quarto: uma provável lavanderia de dinheiro público à vista.

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal) prometeu entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), se JHC sancionasse a lei.

O voucher nas creches é copiado por proposta do ex-ministro da Economia Paulo Guedes que, na época, cravou R$ 250 como suficientes para os pobres colocarem seus filhos em creches. Números do Educa Mais Brasil apontam que, a depender da região, uma vaga custa entre R$ 300 e R$ 3.200. Creches mais baratas têm mais chances de trabalho tocado sem especialistas e precarizado.

Por sua vez, Paulo Guedes copiou a ideia das cartilhas neoliberais que circulam pelo mundo há pelo menos 50 anos. E pesquisadores contestam a eficácia do voucher. Além da dificuldade de fiscalizar o dinheiro público na compra destas vagas, países como o Chile assistiram ao aumento da segregação econômica entre os alunos e, segundo a Universidade de Stanford, pesquisas não comprovam a eficiência desta política para melhorar a qualidade do ensino nos Estados Unidos.

O pagamento de vouchers é um entulho da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), no Chile, que piorou a segregação econômica no país sul-americano.

No Brasil, apareceu na campanha presidencial em 2018, no cronograma de campanha do João Amoêdo, do Partido Novo. Quando Jair Bolsonaro venceu as eleições, o ministro da Economia Paulo Guedes quis implantar a medida, vetada pela Câmara.

Fonte: Repórter Nordeste

Depois de devastar Gaza, Israel lança maior operação militar na Cisjordânia em 20 anos

Com o objetivo claro de exterminar o povo palestino, o estado sionista de Israel, depois de devastar Gaza, Israel lança maior operação militar na Cisjordânia em 20 anos

Forças israelenses invadiram simultaneamente pelo menos quatro cidades palestinas na zona ocupada da Cisjordânia: Jenin, Tulkarem, Nablus e Tubas, assim como acampamentos de refugiados próximos.

A imprensa palestina diz que as principais estradas para Jenin foram fechadas, e há notícias de confrontos armados no acampamento de refugiados da cidade. Um porta-voz do Exército israelense afirmou que “grandes forças” haviam entrado na cidade.

Fontes palestinas dizem que tropas israelenses entraram em um hospital em Jenin ao amanhecer, e bloquearam o acesso a dois hospitais em Tulkarem.

As incursões militares israelenses em Nablus foram supostamente concentradas em dois acampamentos de refugiados.

No acampamento de Far’a, perto de Tubas, pessoas ficaram feridas no que dizem ter sido um ataque de drones israelenses — e tropas israelenses supostamente entraram em um centro médico do Crescente Vermelho lá.

Israel assassinou nove palestinos.

As forças israelenses teriam cercado o acampamento Nur Shams, em Tulkarem, e um morador contou que havia “vários pontos de conflito”.

Outro residente disse que as tropas bloquearam as estradas próximas ao acampamento para inspecionar os documentos de identidade de todos que estavam saindo.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, afirmou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) estavam “operando com força total desde a noite passada nos acampamentos de refugiados de Jenin e Tulkarem.

Desde o ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro, o estado sionista de Israel tem realizado ofensivas na Cisjordânia quase diariamente.

Fonte: Redação com BBC Brasil

Moraes bloqueia contas da Starlink para garantir multas contra o X

Empresa de internet pertence ao norte-americano Elon Musk, assim como o X. Ontem, o ministro ameaçou derrubar a rede social

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio das contas bancárias da Starlink, empresa de internet via satélite do bilionário norte-americano Elon Musk.

A medida foi determinada pelo ministro para garantir o pagamento de multas estipuladas pelo descumprimento de decisões sobre o bloqueio de perfis de investigados pela Corte na rede social X, que também pertence a Musk.

O bloqueio terá efeito nas contas da empresa no Brasil. A Starlink fornece serviço de internet para áreas rurais do país e tem contratos com órgãos públicos, como as Forças Armadas e tribunais eleitorais. 

A decisão veio à tona após Alexandre de Moraes determinar nesta quarta-feira (28) que Elon Musk indique, no prazo de 24 horas, novo representante legal do X no Brasil.

A intimação foi feita por meio do perfil do STF na rede social. No dia 17 de agosto, Musk anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil e acusou Moraes de ameaça.

O fechamento ocorreu após sucessivos descumprimentos de determinações do ministro. Entre elas, a que ordenou o bloqueio do perfil do senador Marcos do Val (Podemos-ES) e de outros investigados.

Mais cedo, Musk usou sua conta no X para debochar da decisão de Moraes, que o intimou pela plataforma e publicou uma imagem gerada por inteligência artificial para comparar o ministro com vilões das séries Harry Potter e Star Wars.

Fonte: TVT News

Incêndios no Pantanal já consumiram este ano mais de 15% do bioma

Desde o início do ano, 2,3 milhões de hectares, o equivalente a 15,61% do Pantanal, já foram atingidos pelos incêndios que afetam o bioma, segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ).

Após a passagem de uma frente fria, um novo alerta de perigo extremo de fogo do Sistema de Alarmes do Lasa-UFRJ foi divulgado com previsões para a Bacia do Paraguai, no Pantanal. Segundo o informativo, até o próximo sábado (31), a maior parte da região volta a apresentar condições climáticas que dificultam o combate a incêndios mesmo por meios aéreos, com alta velocidade de propagação do fogo.

Na soma de todas as terras indígenas que integram o bioma, foram consumidos mais de 371 mil hectares. A maior parte foi na Terra Indígena Kadiwéu, onde o fogo atingiu mais de 357 mil hectares, que equivale a 66,4% do território.

Segundo o último boletim divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), no dia 20 de agosto, 959 profissionais atuam no combate aos incêndios, com o apoio de 18 aeronaves. Até 18 de agosto, 569 animais silvestres haviam sido resgatados.

Na última terça-feira (27), o Supremo Tribunal Federal determinou o prazo de 15 dias para que o governo federal reforce o número de pessoas e de equipamentos no combate ao fogo no Pantanal e na Amazônia. No dia 10 de setembro, o cumprimento da medida deverá ser avaliado em audiência de conciliação que tratará de três Ações de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) que tratam do tema.

No mesmo dia, o governo federal publicou portaria autorizando o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) a estruturar brigadas temporárias em municípios de 18 estados e do Distrito Federal, com equipes que podem variar de 13 a 25 profissionais, além de contratar equipes especializadas de pronto emprego, com mobilização em menos de 24 horas.

Fonte: Agência Brasil

Operação resgata 593 trabalhadores em situação análoga à escravidão entre julho e agosto

A quarta fase da Operação Resgate retirou 593 pessoas de situações de trabalho análogo á escravidão entre julho e agoto deste ano, informa o G1. Os dados foram divulgados pelo Ministério Público do Trabalho nesta quinta-feira (29). A fiscalização ocorreu em 15 estados e no Distrito Federal, e contou com a parceria de seis órgãos federais.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, 72% dos trabalhadores resgatados trabalhavam na agropecuária, 17% na indústria e cerca de 11% no setor de comércio e serviços. Os estados com mais pessoas resgatadas foram Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. O número de resgatados é 11,65% maior do que em 2023.

As principais atividades com trabalhadores resgatados no campo foram cultivo da cebola (141), cultivo de batata e cebola (84), horticultura (82), lavoura de café (76) e plantação de alho (59). Já na área urbana, a maior parte foi resgatada em atividades de fabricação de álcool (38), administração de obras (24) e atividade de psicologia e psicanálise (18). Ainda segundo o MPT, 18 crianças e adolescentes estão entre os resgatados.

Fonte: Brasil 247

PF abre 31 inquéritos sobre incêndios criminosos em SP, Pantanal e Amazônia

A Polícia Federal (PF) confirmou que está com 31 inquéritos por todo o país para investigar incêndios que atingem, principalmente, o estado de São Paulo e os biomas do Pantanal e Amazônia. Dois deles foram anunciados neste domingo (25) para apurar o que está acontecendo no território paulista.

São Paulo bateu recorde nacional na sexta-feira (23) com mais de 2,3 mil focos de incêndio. Ao longo do final de semana, moradores da região enfrentam voos cancelados, instabilidade no sinal de internet, atividades ao ar livre interrompidas, pessoas precisando evacuar suas casas, além de problemas respiratórios.

O pronunciamento da Polícia Federal aconteceu após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, entre outras autoridades.

O presidente Lula afirmou na tarde deste domingo (25/8) que não há, até agora, nenhum incêndio detectado por causas naturais. “Significa que tem gente colocando fogo de maneira ilegal, na Amazônia, no Pantanal e sobretudo no estado de São Paulo, uma vez que todos os estados do país já estão avisados e proibiram uso de fogo de manejo”, afirmou o presidente, em postagem em rede social.

A declaração foi dada após reunião no Prevfogo — a central de monitoramento do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais — na sede do Ibama, em Brasília. Lula se reuniu no local com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e outras autoridades de ministérios e demais órgãos públicos que atuam no combate aos incêndios.

Lula lembrou que o governo federal mobiliza cerca de 3 mil brigadistas em todo o Brasil para combater os focos de fogo. “A Polícia Federal vai investigar e o governo vai trabalhar com os estados no combate aos incêndios”, disse Lula.

O presidente pretende participar da reunião semanal que ocorre na Casa Civil, com a participação de mais de 20 ministérios, sobre os incêndios. Os governadores dos estados atingidos serão convidados. “A Polícia Federal vai investigar e o governo vai trabalhar com os estados no combate aos incêndios”, disse, por meio da rede social X (ex-Twitter).

“É um movimento atípico, mas só podemos trazer a conclusões no final dos inquéritos policiais”, afirmou Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal sobre a dimensão do incêndio que atinge São Paulo

A respeito de ser uma ação articulada pelo crime organizado, Rodrigues afirmou que ainda “é muito cedo para dizer”, e pediu para esperar o avanço das investigações.

Marina Silva também comentou o caso e chegou a dizer que “há forte suspeita” de que os incêndios tenham sido provocados por ação humana.

Mais cedo, também neste domingo, o governo de São Paulo confirmou que duas pessoas foram presas. Um suspeito foi detido na região de São José do Rio Preto (SP), no sábado e outro no domingo, em Batatais (SP).

Autor de incêndios é preso em Goiás

A Polícia Militar de Goiás prendeu em flagrante na tarde de sábado (24) um homem suspeito de colocar fogo em um pasto de uma propriedade rural localizada na cidade de Bom Jardim.

O nome dele não foi divulgado. Ele foi encaminhado ao presídio de Aragarças.

Homem preso em Goiás por incendiar a vegetação

De acordo com a PM, já havia relatos de incêndios gerados de forma criminosa em áreas de pastagem na região entre as cidades goianas de Caiopônia, Piranhas e Bom Jardim.

“O prejuízo causado é incalculável, sendo relatado pelos fazendeiros da região que vários animais foram queimados vivos pelo fogo”, diz a PM, em nota.

O homem foi autuado conforme o artigo 250 do Código Penal Brasileiro, que prevê uma pena de reclusão de três a seis anos, além de multa, para quem “causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física, ou ao patrimônio de outrem”. (Por Catarina Scortecci — Folhapress)

Em Brasília, fumaça de queimadas

A capital do país, Brasília, amanheceu neste domingo (25) coberta por fumaça proveniente de queimadas em outras regiões do país. O mesmo fenômeno foi registrado em outras capitais do Centro-Oeste, como Goiânia, e do Sudeste, como Belo Horizonte.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal (CBMDF), que analisou imagens de satélite, a densa fumaça, que encobriu prédios oficiais como o do Congresso Nacional, é intensificada pelas queimadas que ocorrem no estado de São Paulo, trazida por ventos favoráveis.

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Contribui para o fenômeno a seca em Brasília, onde não chove há mais de 120 dias. A falta de chuvas é comum nesta época do ano na região central do país. A baixa umidade também facilita o surgimento de queimadas e contribui para que as partículas de fumaça pairem no ar.

Segundo alerta do Instituto Nacional de Meteorologia, a umidade na capital do país deve cair abaixo de 20% durante a tarde deste domingo, aumentando os riscos de incêndios florestais e de problemas à saúde da população.

No sábado, os bombeiros combateram um foco de incêndio de grandes proporções numa área de preservação de Brasília, onde fica uma das nascentes que abastecem o Lago Paranoá. Segundo a CBMDF, neste ano, entre os meses de janeiro a julho, foram registradas 3.368 ocorrências relacionadas a incêndios florestais no Distrito Federal.

Fonte: ICL

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