Governo Federal realiza 226 operações de combate ao garimpo na Terra Indígena Yanomami em junho

As ações resultaram em uma série de apreensões e destruições de equipamentos utilizados pelos garimpeiros

No mês de junho, o Governo Federal, por meio de ações coordenadas pela Casa de Governo, intensificou as medidas contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Esse período marcou um avanço significativo na proteção do território indígena, com a realização de 226 operações somente em junho, resultando em uma série de apreensões e destruições de equipamentos utilizados pelos garimpeiros.

As operações realizadas em junho resultaram na destruição de uma grande quantidade de materiais e equipamentos usados pelos garimpeiros.

Foram destruídos 6.159 litros de óleo diesel e 11 motores, 3.000 kg de cassiterita inutilizadas no próprio local. Além disso, três helicópteros, incluindo um modelo Bell 206 L4, foram inutilizados, juntamente com um quadriciclo, dois aparelhos de celular e uma pista de pouso clandestina. As operações também desmantelaram cinco acampamentos, um deles equipado com cozinha e três freezers, além de duas antenas Starlink e uma balsa.

Essas ações não apenas interromperam as atividades ilegais, mas também reduziram significativamente a capacidade dos garimpeiros de operar na região.

Além disso, o Navio Patrulha Fluvial “Amapá” realizou patrulhas navais e controle fluvial na Foz do Rio Catrimani, garantindo a segurança dos Yanomami que sofrem com a presença do garimpo nessa região.

Assistência Médica e Odontológica 

No baixo Rio Branco, foram realizados 9.683 procedimentos médicos e odontológicos, beneficiando 675 pessoas que receberam suporte de saúde. Este esforço faz parte de uma abordagem para apoiar as comunidades Yanomami afetadas pelo garimpo ilegal.

Avaliação da Casa de Governo 

A Casa de Governo avalia positivamente a diminuição drástica nos alertas de garimpo na Terra Indígena Yanomami que registrou uma queda de 73% no número de alertas de garimpo na região. Esse monitoramento vem sendo feito com o uso de tecnologias avançadas, como imagens de satélite, que permitem uma vigilância constante e precisa das áreas vulneráveis. Comparando com o mesmo período do ano passado, os dados mostram uma melhoria expressiva, refletindo a eficácia das ações implementadas.  

Bases de Apoio para Operações

Em junho, as Forças Armadas entregaram bases de apoio para operações contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. As estruturas foram construídas nas comunidades Pakilapí e Kayanaú.  Essas bases são fundamentais para dar suporte logístico às operações de combate, facilitando a presença contínua das forças de segurança na região e proporcionando um ponto estratégico para ações de fiscalização e repressão. As bases também oferecem infraestrutura necessária para a execução das operações, garantindo que os agentes possam atuar de forma mais eficiente e segura.

Ferramentas de Monitoramento 

O monitoramento do garimpo ilegal em Roraima vem sendo aprimorado com a utilização de diversas ferramentas tecnológicas. Imagens de satélite de alta resolução permitem a identificação de áreas de desmatamento e atividade garimpeira proporcionando uma visão detalhada do terreno e das operações clandestinas. Além disso, a integração de dados de inteligência e o uso de softwares de análise geoespacial ajudam a planejar e executar as operações de combate de forma mais eficiente. 

Impacto das Ações

Os resultados expressivos das operações de junho, comparados ao mesmo período do ano passado, mostram uma clara tendência de redução nas atividades ilegais de garimpo. A Casa de Governo acredita que, com a continuidade e intensificação das ações, essa tendência se fortalecerá, garantindo um futuro mais seguro e sustentável para a Terra Indígena Yanomami. 

Compromisso com a Proteção dos Yanomami 

É compromisso do Governo Federal a proteção dos direitos dos Yanomami, assegurando que ações semelhantes continuarão a ser realizadas enquanto houver ameaças ao território e à segurança dessas comunidades. A preservação da cultura e do modo de vida dos Yanomami é uma prioridade, e o governo está determinado em promover políticas públicas que favoreçam o desenvolvimento sustentável e a inclusão social dessa população. 

As ações de combate ao garimpo ilegal realizadas em junho representam um marco importante na luta pela preservação da Terra Indígena Yanomami. A redução significativa nos alertas de garimpo e os resultados obtidos até agora são indicativos do sucesso das estratégias adotadas. O Governo Federal, com o apoio de suas diversas agências, continuará a trabalhar incansavelmente para garantir que os Yanomami possam viver em paz e segurança em suas terras.

Fonte: Gov

Israel rouba área de 13 km² na Cisjordânia

O território mede o equivalente 1.814 campos de futebol, e está localizada no Vale do Jordão, a nordeste de Ramallah

Israel oficializou nesta quarta-feira (3) o roubo de uma área de mais de 12,7 km² na Cisjordânia ocupada. Segundo a ONG Peace Now, que monitora a expansão dos assentamentos israelenses no território palestino, trata-se do maior terreno contíguo a ser apreendido pelo Estado judeu ali em mais de 30 anos.

Na prática, a medida busca permitir a expansão da ocupação de Israel pela região, uma vez que impede que palestinos sejam proprietários da área e permite que ela seja arrendada para israelenses.

A área em questão mede o equivalente 1.814 campos de futebol, e está localizada no Vale do Jordão, a nordeste de Ramallah, na Cisjordânia – cidade que abriga a sede da Autoridade Nacional Palestina, espécie de órgão responsável por guiar a transição para um Estado da Palestina fundado pelos Acordos de Oslo, de 1993.
Há temores de que a ação israelense possa agravar ainda mais as tensões relacionadas à guerra em curso no Faixa de Gaza.

Os palestinos veem a expansão de assentamentos na Cisjordânia ocupada como a principal barreira para qualquer acordo de paz duradouro, e a maior parte da comunidade internacional os considera ilegais ou ilegítimos.

Fonte: Redação com Folha de São Paulo

Pastor é preso suspeito de assediar sexualmente sete fiéis em igreja na Bahia

Um pastor foi preso, nesta quarta-feira (3), suspeito de assediar sexualmente sete fiéis da igreja que ele ministrava, na cidade de Jequié, no sudoeste do estado.

De acordo com informações da Polícia Civil da cidade, o homem se aproveitava da função de pastor, autoridade máxima da igreja, e usava a confiança que as vítimas depositavam nele para enviar mensagens de conteúdo sexual, realizar carícias excessivas e elogios impróprios, além de relatar sonhos eróticos para as vítimas e cometer atos inconvenientes em público.

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram em dezembro de 2023, quando cinco vítimas denunciaram o religioso. Ao longo da apuração, outras duas fiéis acusaram o homem.

Ainda conforme a PC, durante os cultos, o pastor realizava pregações que silenciavam as vítimas e faziam elas sentirem medo de denunciar o assédio sexual. Disse ainda que ele reforçava o machismo estrutural dentro da igreja.

Ainda conforme a PC, as investigações indicaram o assédio sexual causou efeitos devastadores nas vítimas, tanto no quesito emocional, como espiritual, além da vida social. As mulheres estão recebendo apoio psicossocial.

O suspeito foi encaminhado para a delegacia de Jequié, onde segue à disposição da Justiça.

Por meio de nota, a Associação de Pastores de Jequié informou que repudia os atos do pastor e vai acompanhar as investigações.

Caso foi registrado na delegacia da cidade de Jequié, no sudoeste da Bahia.

Fonte: G1

PF indicia Bolsonaro nos inquéritos da venda de joias e das vacinas

Presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio do Alvorada 05/05/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

Polícia Federal decidiu indiciar Jair Bolsonaro e auxiliares nos inquéritos da venda de joias e da falsificação de certificados de vacinação

Polícia Federal (PF) decidiu indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro em dois inquéritos: o que apura a venda ilegal de joias no exterior e o que investiga a falsificação de cartões de vacinação contra a Covid-19.

O pedido de indiciamento do ex-mandatário, segundo apurou a coluna, foi concluído e deve ser remetido à Procuradoria-Geral da República (PGR) nos próximos dias.

Além de Bolsonaro, outros aliados e auxiliares do ex-presidente também tiveram o pedido de indiciamento feito pela Polícia Federal. Entre eles, os advogados Fabio Wajngarten e Frederico Wasseff.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, também consta na lista de indiciamentos. O militar foi peça chave nos inquéritos, após fechar um acordo de delação premiada com a PF.

A coluna apurou que, apesar dos pedidos de indicamento, a Polícia Federal não vai requerer a prisão preventiva nem de Bolsonaro, nem dos demais indiciados, como a coluna antecipou em junho.

Fonte: Metrópoles

Igreja Presbiteriana se desfaz de títulos de Israel e condena o sionismo cristão

A Igreja Presbiteriana (EUA), a maior denominação presbiteriana dos Estados Unidos, votou pelo desinvestimento de seus fundos em títulos de Israel e pelo início de um processo para incentivar as empresas que contribuem para as violações dos direitos humanos contra os palestinos a mudar suas práticas. Juntamente com a decisão financeira, a igreja também aprovou uma resolução condenando o sionismo cristão e, portanto, rejeitando a ideologia messiânica que considera a tomada da Palestina como parte de uma promessa bíblica.

Os votos foram dados durante a Assembleia Geral da igreja em Salt Lake City, Utah. A assembleia, composta por 422 delegados comissionados e 82 delegados consultivos, aprovou as resoluções como parte de um pacote mais amplo de legislação que rege as atividades da igreja.

A resolução para desinvestir em Israel pede que a Fundação Presbiteriana e a Junta de Pensões desinvistam de dívidas governamentais mantidas por países que mantêm ocupações militares prolongadas e estão sujeitos a resoluções da ONU. Embora isso inclua a Turquia e o Marrocos, o foco tem sido principalmente Israel. A igreja, que tem aproximadamente 8.800 igrejas e 1 milhão de membros, tem criticado duramente as políticas de Israel em relação aos palestinos há décadas.

Além do desinvestimento, a igreja votou para iniciar um diálogo com a General Electric e a Palantir Technologies, incentivando-as a encerrar práticas que prejudicam os palestinos. A igreja alega que a General Electric vende motores de jatos de combate usados pela força aérea de Israel, enquanto a Palantir Technologies fornece a Israel tecnologia de inteligência artificial para a vigilância dos palestinos.

Juntamente com essas medidas financeiras, a igreja também aprovou uma resolução condenando o sionismo cristão, uma ideologia messiânica que vê a tomada da Palestina como parte de uma promessa bíblica e um precursor da Segunda Vinda de Jesus Cristo. Essa resolução denuncia a ligação do Estado de Israel com as visões bíblicas da “terra prometida”, que, segundo a igreja, é usada para justificar a tomada de terras dos palestinos.

“Há um consenso crescente na igreja de que não deveríamos lucrar com as violações dos direitos humanos de Israel e, francamente, com o genocídio contra os palestinos”, disse Bob Ross, membro do comitê diretor do grupo de defesa presbiteriano Israel/Palestine Mission Network.

Essas decisões representam um desenvolvimento significativo no debate mais amplo sobre o envolvimento das instituições religiosas no conflito Israel-Palestina e sua responsabilidade de alinhar as decisões financeiras com posições éticas e teológicas. Isso também ocorre após a decisão da igreja em 2022 de declarar Israel como um estado de apartheid, uma medida que irritou o establishment judaico americano.

Fonte: Monitor do Oriente

Agricultura familiar terá R$ 76 bilhões para produção de alimentos

Valor é 6,2% superior ao anunciado na safra passada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta quarta-feira (3), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025, com R$ 76 bilhões destinados ao crédito rural no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O valor é 6,2% superior ao anunciado na safra passada e o maior da série histórica.

“O plano safra exuberante pode não ser tudo que a gente precisa, mas é o melhor que a gente pode fazer”, disse Lula em discurso durante o evento no Palácio do Planalto. O presidente garantiu que o governo vai cuidar para que os produtores não tenham prejuízo e disse que é preciso incentivar a produção para reduzir a inflação dos alimentos.

“[Os preços dos alimentos] aumentam em função de determinadas intempéries, quando tem seca, quando chove demais. Então, a gente tem que incentivar as pessoas a plantarem o máximo possível e garantir que, na hora da colheita, a gente não vai deixar eles terem prejuízo porque plantaram demais. O governo tem que garantir um pagamento correto pra que aquelas pessoas possam fazer os seus produtos chegaram no supermercado”, disse Lula.

“Se a gente fizer isso, se a gente comprar as máquinas, produzir mais leite, mais queijo, plantar mais tomate, mais pepino, mais chuchu, não vai ter inflação de alimento. A inflação de alimento ela se dá quando a gente produz menos do que a demanda, que começa a ter escassez no supermercado e aí cada pessoa pede o preço que quiser. Mas a gente tiver produção correta, não faltará produto no supermercado, ninguém precisa aumentar o preço porque a gente vai ter excesso de comida nesse país”, acrescentou.

Segundo o governo, somadas outras ações anunciadas para a agricultura familiar, como financiamento de máquinas agrícolas de pequeno porte, a ampliação do microcrédito rural e a criação de fundos que ampliam o acesso ao crédito, o volume investido chega a R$ 85,7 bilhões.

O governo federal dará ainda mais incentivos a quem produzir alimentos que vão à mesa dos brasileiros e da biodiversidade. Cerca de dez linhas de financiamento de crédito rural do Pronaf tiveram redução de taxas. Para a produção orgânica, agroecológica e de produtos da sociobiodiversidade a taxa será de 2% no custeio e 3% no investimento. Quem produzir arroz, por exemplo, também encontrará juros reduzidos para o custeio, de 3%, no caso do convencional, e 2% no orgânico.

Neste plano safra, o governo ainda vem com uma nova estratégia nacional para ampliação da produção de arroz da agricultura familiar. São sete eixos principais: crédito, acompanhamento técnico, sementes, beneficiamento, comercialização e contratos de opção com o estabelecimento de um preço mínimo do produto.

O presidente pediu ainda que os sindicatos e organizações orientem os produtores sobre a existência dos créditos e programas e alertou que é preciso fiscalização para garantir que o dinheiro chegue na ponta.

Programa Ecoforte

Outro destaque do evento foi o lançamento do edital do programa Ecoforte para apoiar projetos de 40 redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, cerca de 30 mil agricultores familiares. Serão destinados R$ 100 milhões para o programa, em projetos com valores entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões. O recursos são fruto de acordo de cooperação da Secretaria-Geral da Presidência e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) com o BNDES e a Fundação Banco do Brasil.

Ainda, o governo lançou a iniciativa do Campo à Mesa, um edital de R$ 35 milhões para selecionar organizações da sociedade civil que fomentem sistemas de produção agroecológica. Outros dois editais lançados visam o fomento da organização produtiva e econômica de mulheres rurais: Quintais Produtivos, no valor de R$ 30 milhões, e Mulheres Rurais, de R$ 30,2 milhões.

Taxas reduzidas

Este Plano Safra da Agricultura Familiar tem taxas que variam de 0,5% a 6%, com redução para duas linhas de financiamento de custeio e oito de investimento.

As linhas de custeio do Pronaf reduzidas são para produtos da sociobiodiversidade como babaçu, jambu, castanha do Brasil e licuri, de 3% para 2%; e para produção de alimentos como feijão, arroz, mandioca, leite, frutas e verduras, de 4% para 3%.

Já as linhas de investimento que tiveram redução de 4% para 3% são: Pronaf Floresta, Pronaf Semiárido, Pronaf Jovem, Pronaf Agroecologia, Pronaf Bioeconomia, Pronaf Produtivo Orientado e Pronaf Mulher, para as agricultoras com renda familiar bruta anual de até R$ 100 mil.

O Pronaf Mais Alimentos ganhou uma sublinha de financiamento, com redução de 5% para 2,5% para compra de máquinas de pequeno porte. Também nessa linha, tiveram redução de 4% para 3% as atividades de aquisição e instalação de estruturas de cultivo protegido, inclusive equipamentos de automação, construção de silos, ampliação e construção de armazéns e câmaras frias destinados à guarda de grãos, frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças e fibras, aquisição de tanques de resfriamento de leite e ordenhadeiras, aquicultura e pesca.

Mecanização

Outro destaque é a linha de crédito para aquisição de máquinas e implementos agrícolas de pequeno porte, específicos para a agricultura familiar, no âmbito do Programa Mais Alimentos. Os juros serão de 2,5%, metade da taxa de juros praticada no programa, para financiamento de máquinas de até R$ 50 mil, como microtratores, motocultivadores e roçadeiras. A linha é destinada à família com renda anual de até R$ 100 mil.

Ao todo, o Mais Alimentos deve destinar R$ 12 bilhões entre recursos equalizados e dos fundos constitucionais para compra de máquinas para a agricultura familiar nesta safra.

Para as máquinas de maior porte, incluindo tratores de até 70 cavalos de potência, o limite será de R$ 250 mil com 5% de juros e 7 anos para pagar.

Microcrédito

As famílias agricultoras de baixa renda, com renda até R$ 50 mil por ano, poderão acessar até R$ 35 mil pelo Pronaf B (Agroamigo ou microcrédito rural), a linha com taxa de juros de 0,5% e desconto de até 40% para quem paga em dia. A ampliação de limite de crédito para as famílias passou de R$ 10 mil para R$ 12 mil e, para as mulheres, de R$ 12 mil para R$ 15 mil.

Uma novidade é a criação de um limite independente para jovens rurais no Pronaf B, no valor de R$ 8 mil. “Dessa forma, a juventude poderá desenvolver projetos produtivos específicos, incentivando a autonomia e a permanência do jovem no campo”, argumentou o governo.

Garantia e cooperativismo

A agricultura familiar também será incluída em três fundos garantidores da União. O governo enviará projeto de lei para apreciação do Congresso para permitir a inclusão dos agricultores familiares e suas cooperativas no Fundo de Garantia de Operações (FGO) para a cobertura das operações contratadas no âmbito do Pronaf.

O FGO é um instrumento financeiro para reduzir riscos para as instituições financeiras e facilitar o acesso ao crédito, especialmente para pequenos produtores que enfrentam dificuldades em oferecer garantias reais. O texto do projeto autoriza o aumento de aporte no fundo por parte da União, bem como explicita os detalhes de como o aporte adicional será implementado nos próximos anos.

No caso das cooperativas da agricultura familiar, elas já poderão contar com a garantia do Fundo de Amparo às Micros e Pequenas Empresas do Sebrae e do Fundo Garantidor para Investimentos do BNDES.

Além da nova cobertura pelos fundos garantidores, as cooperativas também passarão a contar com um programa de fortalecimento, o Coopera Mais Brasil. Para 2024, está previsto o investimento de R$ 55 milhões para o apoio à gestão de 700 cooperativas.

O objetivo principal do governo é fomentar a organização coletiva dos agricultores familiares por meio do fortalecimento das cooperativas, associações e empreendimentos solidários. Entre as principais ações do programa estão o crédito facilitado, o acesso aos fundos garantidores e a assistência técnica para melhoria da gestão das cooperativas e acesso aos mercados.

“O programa irá estruturar e modernizar a gestão dos grupos organizados da produção familiar, estimular a agroindustrialização e impulsionar as práticas de comércio justo e solidário e as redes e arranjos produtivos locais”, explicou o governo.

Acesso à terra

Ainda, o governo disponibilizou recursos para regularização fundiária de imóveis rurais, incluindo todas as etapas do processo, como despesas com serviços de georreferenciamento, tributos, emolumentos e custas cartoriais. O limite de financiamento será de R$ 10 mil, com taxa de juros de 6% e 10 anos para pagamento, com 3 anos de carência.

Durante o evento, Lula também assinou o decreto que institui o Programa Nacional de Florestas Produtivas. O objetivo é recuperar áreas que foram alteradas ou degradadas para fins produtivos, com vistas à adequação e à regularização ambiental da agricultura familiar e à ampliação da capacidade de produção de alimentos saudáveis e de produtos da sociobiodiversidade.

Rio Grande do Sul

Outro decreto assinado altera os limites de aquisição de agricultores familiares e suas organizações no PAA Compra Direta em situações de calamidade, inicialmente para atender o Rio Grande do Sul, e ampliado para outros casos de calamidade. A medida facilita a aquisição para atender demandas emergenciais, como as Cozinhas Solidárias.

Entre as alterações do regulamento estão os limites das modalidades de Compra com Doação e Simultânea e Compra Direta de R$ 15 mil para R$ 30 mil por unidade familiar, por ano, desde que por tempo determinado e para atendimento de situações especiais ou emergenciais, devidamente reconhecidas. No caso de organizações fornecedoras, os limites passarão de R$ 1,5 milhão para R$ 6 milhões.

A medida também faz a suspensão excepcional, até 31 de dezembro de 2024, da aplicação dos limites para a modalidade Compra Direta, nas aquisições de alimentos destinadas ao atendimento das famílias afetadas pela calamidade pública no estado do Rio Grande do Sul.

Agronegócio

Complementando os valores para o setor rural, na tarde de hoje, Lula vai anunciar o Plano Safra 2024/2025 para o agronegócio, com R$ 400 bilhões para o financiamento da agricultura e da pecuária empresarial no país.

Fonte: Agência Brasil

Maceió tem a pior qualidade de vida entre as capitais do Nordeste é 25ª dentre as 27 do Brasil

Ranking considera índices como expectativa de vida, taxas de homicídios, educação superior, entre outros.

Um ranking que avalia a qualidade de vida da população colocou Maceió na 25º posição dentre as 27 capitais do Brasil. O estudo, que mede o bem-estar da população em geral, é baseado no Índice de Progresso Social (IPS). A melhor capital, segundo o estudo, é Brasília (DF), enquanto a pior é Porto Velho (RO). O estudo foi divulgado pelo jornal O Globo.

No ranking, Maceió fica atrás de outras cidades do nordeste como Aracaju (SE),  Teresina (PI), Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Recife (PE). No levantamento, são analisados mais de 300 indicadores, de órgãos oficiais e de institutos de pesquisa, como o DataSUS, Conselho Nacional de Justiça, Mapbiomas, Anatel e CadÚnico.

De acordo com o coordenador do IPS Brasil, Beto Veríssimo, a intenção da pesquisa não é de ranquear os maiores PIBs, e sim medir os melhores resultados de índices importantes como a expectativa de vida, menores taxas de homicídio, acesso a educação superior, poluição, entre outros.

“Para o IPS não interessa quanto o município investe. Queremos saber o resultado, saber se no final do dia as pessoas estão vivendo melhor. Nem sempre a cidade com maior renda tem melhor qualidade de vida”, explica o coordenador.

Confira o ranking IPS Brasil entre as capitais

1º – Brasília (DF) – 71,25
2º – Goiânia (GO) – 70,49
3º – Belo Horizonte (MG) – 69,62
4º – Florianópolis (SC) – 69,56
5º – Curitiba (PR) – 69,36
6º – São Paulo (SP) – 68,79
7º – Cuiabá (MT) – 68,47
8º – Campo Grande (MS) – 68,21
9º – Palmas (TO) – 68,07
10º – Aracaju (SE) – 67,89
11º – Teresina (PI) – 67,37
12º – Vitória (ES) – 67,20
13º – Porto Alegre (RS) – 66,90
14º – Rio de Janeiro (RJ) – 66,41
15º – São Luís (MA) – 65,69
16º – João Pessoa (PB) – 65,25
17º – Natal (RN) – 64,45
18º – Fortaleza (CE) – 64,42
19º – Manaus (AM) – 64,35
20º – Salvador (BA) – 63,80
21º – Recife – 63,73
22º – Boa Vista (RR) – 62,76
23º – Rio Branco (AC) – 62,68
24º – Belém (PA) – 62,51
25º – Maceió (AL) – 62,37
26º – Macapá (AP) – 58,03 27
27º – Porto Velho (RO) – 57,10

Fonte: O Globo

Operação resgata 12 pessoas de trabalho análogo ao escravo no MA

As 12 pessoas resgatadas foram encontradas em fazenda localizada na cidade de São Raimundo das Mangabeiras – (crédito: Divulgação/Polícia Federal)

A Polícia Federal, junto com equipes do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego, resgatou 12 pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão no Maranhão.

De 17 a 26 de junho, os órgãos realizaram fiscalizações em diversas fazendas nas cidades de São Raimundo das Mangabeiras, São Domingos do Azeitão, Pastos Bons e São João Dos Patos, após denúncia da existência de trabalhadores em condições degradantes.

Segundo a Polícia Federal, as 12 pessoas resgatadas foram encontradas em fazenda localizada na cidade de São Raimundo das Mangabeiras.

Nas demais fazendas, apesar de não terem sido localizados trabalhadores em condições degradantes ou precárias, a fiscalização constatou o descumprimento da legislação trabalhista, em especial, normas de segurança e saúde no ambiente de trabalho. Os estabelecimentos foram notificados e alguns autuados por descumprimento das normas trabalhistas.

Fonte: Correio Brasiliense

Pastor líder da Assembleia de Deus é flagrado com “irmã” no motel

Assembleia de Deus de Brasília virou palco de um escândalo após o pastor vice-presidente ser acusado de trair a esposa com uma fiel

A descoberta de uma traição cometida pelo pastor com uma “irmã” de uma igreja evangélica tradicional no Distrito Federal gerou racha entre os fiéis e as lideranças do templo. Revoltados com a situação, os membros expuseram nas redes sociais o “pecado” cometido pelo religioso.

Os personagens do adultério são da Assembleia de Deus de Brasília (Adeb), que tem 29 unidades espalhadas pela capital do país. Em todo o Brasil, são 450 congregações.

A reportagem do Metrópoles apurou que o pastor adúltero se chama Manoel Pereira Xavier, 51 anos, e atualmente é coordenador do Setor 2 da igreja, situado em Ceilândia Sul. Ele teria se envolvido com a esposa de um fiel da igreja e foi pego no flagra com a “irmã”, enquanto os dois saíam de um motel em Ceilândia.

Nas eleições de 2018, Manoel tentou seguir os passos de outro irmão – o mais velho, ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier, 62 anos, preso acusado de encomendar a morte de um adolescente de 16 anos, ao desconfiar de traição. À época, Manoel se candidatou para o cargo de deputado federal, mas não foi eleito.

A igreja comandada pela família Pereira Xavier, e conhecida pela tradição e doutrina rígida, virou centro de um escândalo após vir à tona, no início de junho, a acusação de traição contra o pastor, que é casado há mais de 30 anos.Play Video

Segundo os fiéis, por conta da ligação familiar, as lideranças da Adeb tentavam encobertar o adultério de Manoel. Um dos irmãos dele, o pastor Orcival Pereira Xavier, 68 anos, é o presidente da Adeb.

Rastreador em carro

Conforme exposto em perfil criado no Instagram para expor a traição, Adeb Notícias, um homem, desconfiado das visitas constantes de Manoel à casa da ex-esposa, procurou outro pastor da igreja para reportar a suspeita de traição, em abril.

Ele informou que o “pastor talarico” da assembleia encontrava-se com a mulher dele e que saíam juntos com frequência. Intrigado, o pastor que recebeu a denúncia resolveu contratar um detetive para apurar os fatos.

Talarico é um termo popular brasileiro usado para se referir a uma pessoa que trai ou se envolve com alguém compromissado. É empregado como sinônimo de traidor.

Para surpresa de todos, a suspeita foi confirmada pelo detetive — que, ao monitorar o pastor adúltero, com um rastreador, descobriu que eram frequentes as visitas dele a um motel em Ceilândia, na companhia da “irmã” da igreja.

Certo dia, o rastreador indicou que o carro de Manoel estava no estabelecimento. Alguns membros, então, resolveram se deslocar ao local para averiguar se, de fato, tratava-se do pastor. O veículo dele foi visto saindo do motel. Porém, quando o grupo tentou abordá-lo, o pastor teria saído em disparada.

Fotos, vídeos e dados do rastreador que comprovavam a suspeita de traição foram levados ao pastor presidente Orcival Pereira, que teria minimizado a situação, alegando não ser possível afirmar que Manoel estaria no interior do veículo visto no motel.

De acordo com o perfil que expôs o adultério, a diretoria da igreja convocou reuniões com pastores próximos, na tentativa de convencê-los de que se tratava de “um levante do inimigo e calúnias de pessoas inescrupulosas querendo derrubar” o outro pastor.

“Que os fatos sejam apurados e que, caso seja verdade, o pastor possa ser recuperado, passe pela disciplina, para voltar a ser exemplo aos fiéis”, escreveu o perfil de notícias.

Debandada

Pessoas ouvidas pelas reportagem relataram que muitos dos membros, decepcionados, fizeram uma debandada e saíram da assembleia após tomarem conhecimento do caso e terem visto as provas da traição do pastor.

“Segundo o regimento da igreja, qualquer pessoa que comete esse pecado deve ser no mínimo afastada, mas nada foi feito no caso dele”, afirmou uma fiel que preferiu não se identificar.

Por fim, a página de notícias da assembleia divulgou que, na última terça-feira (26/6), houve uma reunião entre pastores coordenadores de alguns setores para discutir o adultério do pastor Manoel. No entanto, na ocasião, foi dito que o ministro que tinha as provas da traição teria sido ameaçado a não levar o caso adiante.

“Diante das acusações de supostas ameaças, o mínimo que se esperava era a criação de uma comissão isenta, para apurar fatos, buscar ouvir todos os envolvidos, mesmo diante da recusa do causante em levar o caso adiante, buscar entender os fatos que o levaram tomar essa decisão, pois o dano maior já está estabelecido e toda a instituição está em descrédito”, postou o perfil.

Além disso, a reportagem teve acesso ao regimento interno da Convenção dos Ministros Evangélicos das Assembleias de Deus de Brasília e Goiás (Comadebg) que dispõe sobre a aplicação de penalidades nos casos e na forma previstos na Bíblia Sagrada.

“Aplicam-se aos membros as sanções de advertência, suspensão, perda de cargo, mandato ou função e exclusão, nos casos e na forma previstos na Bíblia Sagrada, neste estatuto e no regimento interno da Comadebg. Os casos não solucionados pela Comadebg deverão ser encaminhados à Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil”, define o documento.

Fonte: Metrópoles

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS