Alagoas recebeu mais de R$ 31,8 bilhões do Governo Federal

Os recursos se referem a transferências ao estado, aos municípios e cidadãos

Recursos resultaram em impactos positivos em várias áreas, como saúde, educação e infraestrutura, e beneficiaram centenas de milhares de moradores do estado

om uma população de 3,2 milhões de habitantes e 1,3 milhão de domicílios espalhados em seus 102 municípios, o governo de Alagoas e suas prefeituras municipais receberam, entre janeiro e novembro de 2024, R$ 18,2 bilhões em transferências realizadas pelo Governo Federal.

Somam-se a isso R$ 13,6 bilhões em recursos federais transferidos para os cidadãos alagoanos, via Bolsa Família, Auxílio Gás, Benefício de Prestação Continuada, Seguro- Desemprego e Benefícios Previdenciários ao longo do ano.

Os programas sociais e as políticas públicas retomadas ou lançadas pelo Governo Federal beneficiaram centenas de milhares de moradores de Alagoas em diversas frentes.

SAÚDE – Na saúde, vários programas obtiveram resultados de destaque em Alagoas. O Mais Médicos conta atualmente com 355 médicos e médicas atuando no estado, dos quais 142 são novos profissionais, que passaram a atuar a partir de 2023. Desse total, dez atuam em Distrito Sanitário Indígena.

O programa Brasil Sorridente contabilizava, até outubro, 64 novas equipes de saúde bucal habilitadas a partir de 2023, chegando a 810 no estado. Alagoas conta com 24 Centros de Especialidades Odontológicas. Por meio do Programa Nacional de Redução de Filas de Cirurgias, foram realizadas 5,7 mil cirurgias entre fevereiro e setembro deste ano.

Além disso, até novembro, o Farmácia Popular já havia beneficiado 247,8 mil pessoas no estado, das quais 73,21% são mulheres. Do total, 242,9 mil pessoas retiraram medicamentos gratuitos para diabetes, hipertensão, asma, osteoporose e contraceptivos. Outras 33,6 mil pessoas adquiriram medicamentos com desconto, enquanto 104,6 mil pessoas beneficiárias do Bolsa Família retiraram todos os medicamentos de forma gratuita.

É esse país que queremos entregar de volta para a sociedade brasileira: um país melhor economicamente, socialmente, do ponto de vista industrial, do ponto de vista da respeitabilidade, do ponto de vista da educação. Em 2025 o trabalho continua
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Presidente da República

EDUCAÇÃO – Em Alagoas, os investimentos federais permitiram avanços importantes no campo da educação. Neste ano, até novembro, o Pé-de-Meia já havia beneficiado 96,7 mil estudantes, fruto de um investimento de R$ 129,1 milhões. Já o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) atendeu 780,1 mil estudantes entre janeiro e outubro, em 2,36 mil escolas, com repasse de R$ 108 milhões.

Iniciativas como a Escola em Tempo Integral e o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tiveram adesão do estado e dos 102 municípios alagoanos. O Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) beneficiou, entre janeiro e outubro, 141,2 mil estudantes do estado, por meio de um repasse federal de R$ 19,1 milhões, enquanto o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) beneficiou 545,1 mil estudantes em 2,24 mil escolas alagoanas via repasse de R$ 35,5 milhões — o que permitiu a aquisição de 3,37 milhões de exemplares de livros e materiais didáticos.

Além disso, o Prouni conta com quase 2 mil bolsistas no estado a partir de 2023, dos quais 1,37 mil são pessoas negras (68,7%) e 1,26 mil mulheres (63%). Do total, 1,83 mil bolsas são integrais (91,7%). Somam-se a isso as Bolsas de Pesquisa e Formação do CNPq que asseguraram, até novembro deste ano, por meio de repasses de R$ 18,2 milhões, 880 bolsas para instituições no estado, das quais 49,8% foram ocupadas por mulheres.

INFRAESTRUTURA – O Programa Minha Casa, Minha Vida assegurou 11,36 mil moradias financiadas por meio do FGTS, com valor total de R$ 1,5 bilhão em 66 municípios alagoanos a partir de 2023. Desde o ano passado, foram selecionadas 7,4 mil moradias em 48 novos empreendimentos da Faixa 1 para receber investimento do Governo Federal em 67 municípios.

Já o PAC Seleções contabilizava, em dezembro deste ano, 408 empreendimentos selecionados em 89 municípios do estado, dos quais 122 estão voltados para a Educação – 16 escolas em tempo integral, 53 creches e 53 ônibus escolares. Outros 48 estão destinados ao campo da Saúde: 26 Unidades Básicas de Saúde, 14 Unidades Odontológicas Móveis, três Centros de Atenção Psicossocial e duas maternidades com Centro de Parto Normal (CPN), além de duas policlínicas e um Centro Especializado em Reabilitação.

Nove empreendimentos destinam-se ao abastecimento de famílias em áreas rurais e urbanas, bem como 18 projetos são voltados à Infraestrutura Social Inclusiva, com oito espaços esportivos comunitários, seis CEUs da Cultura, um Centro Comunitário pela Vida e três projetos de recuperação de patrimônio histórico.

Outros projetos visam construir Cidades Sustentáveis e Resilientes: em Alagoas, os investimentos são destinados à aquisição de 197 ônibus, elétricos ou Euro 6, projetos de regularização fundiária, esgotamento sanitário, contenção de encostas e drenagem em áreas com risco de desastre.

“Temos uma missão nesse país. Temos o compromisso de melhorar a vida desse povo e de entregar esse país crescendo. O dado concreto é que o Brasil vive um momento excepcional do ponto de vista do crescimento econômico, do ponto de vista da geração de empregos, do ponto de vista do comércio”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, num breve balanço de meio de gestão, na última sexta-feira, 20 de dezembro, em Brasília (DF).

“É esse país que queremos entregar de volta para a sociedade brasileira: um país melhor economicamente, socialmente, do ponto de vista industrial, do ponto de vista da respeitabilidade, do ponto de vista da educação. Em 2025 o trabalho continua”, completou o presidente, ao lado de ministros e ministras, na confraternização de fim de ano.

Fonte: GOV.BR

Mais de 3.700 animais silvestres mantidos em cativeiro foram resgatados em AL

Dados do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) apontam que, entre janeiro e outubro de 2024, 3.734 animais foram flagrados mantidos em cativeiros ilegais, seja dentro de residências, estabelecimentos, em feiras livres e outros locais.

Destes, 3.709 se trataram de aves de diversas espécies, com destaque para os galos-de-campina, papa-capim e sibite. As ocorrências registradas, em sua maioria, decorrem de denúncias da população, mas também são resultado do trabalho preventivo fiscalizatório.

De acordo com o sargento Rosival Santos, comandante de guarnição no BPA, o combate ao cativeiro ilegal esbarra em uma cultura bastante enraizada na sociedade, que precisa de repressão, mas também de conscientização.

“Ao detectar os alvos, fazemos todos os procedimentos previstos em Lei relativo ao resgate e registro dos casos; mas, em paralelo, sempre buscamos explicar os impactos ambientais desta prática, que muitos enxergam até mesmo como terapia. Falando sobre os prejuízos para as espécies e, consequentemente, para o meio ambiente, destacamos que mantê-las em cativeiro está destruindo aos poucos a nossa fauna”, reforça.

O Artigo 29 da Lei 9.605 prevê que matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida, é crime contra o meio ambiente, com pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa.

Após o resgate por parte do BPA, os animais são entregues ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), localizado em Maceió.

Existe uma forma de criação legal, que precisa de autorização prévia dos órgãos competentes, como o Ibama ou o Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL). Neste caso, é necessário adquirir o animal de criadouros legais e seguir as diretrizes estabelecidas.

Estatísticas

O maior número de ocorrências contabilizadas neste ano foi registrado em Maceió e nos municípios da Região Metropolitana de Rio Largo e Marechal Deodoro. Especificamente na capital alagoana, a maior incidência esteve nos bairros da parte alta da cidade – Benedito Bentes, Cidade Universitária e Tabuleiro do Martins.

Os casos foram registrados, em sua maioria, no turno da tarde e aos fins de semana, e apenas cerca de um terço das ocorrências resultou na identificação dos autores, já que, na maior parte das vezes, com a chegada das equipes policiais em feiras livres de comercialização, os responsáveis abandonam as espécies em local público e se evadem.

Apesar do alto índice registrado em 2024, ele ainda é menor do que o contabilizado nos anos anteriores. Em 2023, foram 844 ocorrências e 4.607 animais resgatados. Já em 2022, os casos somaram 1.976 registros e 12.464 resgates.

“Acreditamos que a diminuição nas estatísticas se dê também em razão do aumento da conscientização e devido às crescentes discussões acerca de atividades que prejudicam o meio ambiente. Mas o trabalho continua, pois muitos casos ainda acontecem e precisam ser combatidos diariamente”, alertou o sargento Rosival.

As situações flagradas pelo BPA geram a confecção de Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs). Em 2024, foram lavrados 358 documentos, sendo 291 deles apenas referentes a crimes contra a fauna.

Como denunciar

A denúncia é uma das principais formas de contribuir com o combate ao crime ambiental de cativeiro de animais silvestres e outras irregularidades. A população pode repassar informações relevantes sobre quaisquer práticas ilegais por meio do 190, disque denúncia 181, ou diretamente com o BPA, no (82) 98833-5879.

Fonte: Gazeta Web

PRF afasta agentes envolvidos no caso de uma jovem baleada na cabeça no RJ

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) afastou os agentes envolvidos na ação que baleou a jovem Juliana Leite Rangel (foto em destaque), de 26 anos, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, na noite dessa terça-feira (24/12). Ela estava a caminho da ceia de Natal com a família quando foi atingida na cabeça. O estado da jovem é gravíssimo.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (25/12), a corporação informou que abriu um procedimento interno para apurar os fatos.

“A PRF lamenta profundamente o episódio. Por determinação da Direção-Geral, a Coordenação-Geral de Direitos Humanos acompanha a situação e presta assistência à família da jovem Juliana”, diz o comunicado. Segundo a corporação, “os agentes foram afastados preventivamente de todas as atividades operacionais”.

A PRF acrescenta ainda na nota que colabora com a Polícia Federal (PF) no fornecimento de informações que auxiliem nas investigações do caso.

“Saíram atirando”, diz pai

Juliana foi baleada na cabeça durante a abordagem da PRF. Ela estava em um carro com a família no momento em que o veículo foi alvo de disparos.

O pai da vítima, Alexandre da Silva Rangel, 53, que dirigia o veículo, disse que, ao ouvir a sirene do carro da polícia, ligou a seta para sinalizar que ia encostar. No entanto, segundo ele, os agentes saíram do veículo atirando.

De acordo com a Prefeitura de Duque de Caxias, a jovem foi levada pela PRF ao Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), e passou por uma cirurgia. Ela segue internada no CTI, entubada e com quadro gravíssimo.

Fonte: Metrópoles

CNJ vai investigar juízes de SC que participaram de banquete financiado por Luciano Hang

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu uma investigação preliminar contra juízes do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) que participaram de um jantar promovido pelo empresário bolsonarista Luciano Hang.

A decisão ocorre após uma reportagem do DCM revelar que o dono da rede de lojas Havan recebeu, em sua casa em Brusque, mais de dez juízes e desembargadores para um jantar de Natal. O evento aconteceu no último dia 16.

Hang, que responde a diversos processos no TJ-SC, pode ser julgado pelos mesmos desembargadores que participaram do jantar. A decisão de abrir a investigação foi do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.

O procedimento está em fase inicial, mas, caso seja constatado indícios de quebra de imparcialidade, os juízes poderão ser condenados à aposentadoria compulsória.

Em nota, o TJ-SC afirmou que “não se manifesta sobre a participação de magistrados em eventos fora do âmbito institucional” e que “o princípio da independência funcional garante aos magistrados a autonomia e a imparcialidade necessárias ao exercício de suas funções.”

Já Hang, por meio de sua assessoria de imprensa, alegou que o jantar foi oferecido durante “uma visita à restauração da Casa Renaux, construída há 115 anos, que estava destruída e faz parte da história da cidade de Brusque e do estado de Santa Catarina.”

Fonte: DCM

Uruguai é o único país latino-americano a não comemorar oficialmente o Natal

O Uruguai segue isolado na América Latina ao não comemorar oficialmente o Natal. Nesta quarta-feira (25), enquanto milhões de pessoas celebram o Natal em todo o mundo, no Uruguai – país localizado em uma América Latina essencialmente católica – os habitantes celebram o Dia da Família. É que em 1919, uma lei que visava separar o Estado da Igreja Católica, baseada no conceito de secularização, retirou todos os feriados religiosos do calendário uruguaio. 

A lista de países que não reconhecem o feriado do Natal ou até proíbem as celebrações costuma vir de regimes autoritários ou nações que adotam oficialmente outras religiões que não o catolicismo. Contudo, o Uruguai é uma exceção em uma região considerada bastante cristã. 

Há exatos 105 anos e em plena democracia, o Uruguai retirou o Natal do calendário oficial, substituindo a data por uma festa dedicada às famílias. No dia 25 de dezembro, as ruas são enfeitadas com guirlandas, os uruguaios se reúnem e o Papai Noel leva presentes para as crianças, que são depositados embaixo do pinheiro. Porém, oficialmente, não se trata do Natal já que a data não aparece mais no calendário.

Neste país vizinho do Brasil e membro do Mercosul, também não há presépios em espaços públicos. Da mesma forma, o dia 6 de janeiro não é o Dia de Reis. Pelo menos para os uruguaios, nesta data é celebrado o Dia das Crianças.

Já no início de março, a Semana Santa dos uruguaios foi substituída pela Semana do Turismo. 

Estado laico

Mas por que esta particularidade? O país é um Estado laico e a explicação remonta há mais de cem anos. Entre os séculos XIX e XX, sob a influência de figuras políticas anticlericais, o Uruguai adotou uma série de medidas seculares. A secularização dos feriados religiosos é uma das muitas ações que o país colocou em prática para separar completamente o Estado da Igreja Católica. 

Por exemplo, o casamento civil passou a ser obrigatório antes do casamento na igreja, os crucifixos foram retirados dos hospitais e a educação religiosa foi abolida da escola pública.

Atualmente, com quase 40% da população formada por não crentes, o Uruguai lidera o ranking dos países menos religiosos da América Latina.

Entretanto, uma tradição persiste. Neste 25 de dezembro, os uruguaios não desejam uns aos outros um feliz dia em família, mas sim um “feliz Natal”.

Fonte: RFI

MP denuncia policiais militares e civis por milícia privada e extorsão em São Paulo

Vítimas, em sua maioria imigrantes sul-americanos sem acesso a crédito, recorreram a agiotas para pagar criminosos

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou, nesta segunda-feira (23), 16 pessoas à Justiça, incluindo agentes das polícias Militar e Civil, por formação de milícia privada, prática de extorsão e lavagem de dinheiro. Os crimes teriam ocorrido contra comerciantes estrangeiros na região do Brás, no centro de São Paulo.  

A denúncia ocorre no âmbito da Operação Aurora, que investigou a formação de uma organização criminosa formada por policiais que vinham “exigindo e recebendo pagamentos periódicos para permitir a atividade das vítimas na região”, de acordo com a denúncia recebida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. 

Parte dessas vítimas é de “imigrantes de países da América do Sul e não possuem acesso a linhas de crédito, se vendo obrigados a procurar agiotas para obter dinheiro e repassar aos criminosos”. Os agiotas, por sua vez, “usavam dos serviços dos mesmos policiais militares para cobrar, de forma violenta, os inadimplentes”. 

Uma das testemunhas relatou que, recentemente, um grupo de pessoas passou a exigir o pagamento de R$ 15 mil por ano e mais R$ 300 por semana para autorizar a sua permanência na região, onde trabalha há seis anos.  

Ao longo das investigações, uma escrivã da Polícia Civil foi flagrada extorquindo e intimidando os comerciantes, “mostrando vínculos profundos com a organização criminosa que ali atua”. 

No último dia 16, a operação cumpriu 15 mandados de prisão preventiva, incluindo a de seis policiais militares, e 20 mandados de busca e apreensão contra cinco pessoas jurídicas e 15 pessoas físicas. Oito empresas e 21 pessoas também tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados. 

Dos 16 denunciados, nove estão presos, sendo cinco policiais. Um militar e uma policial civil estão foragidos. Caso a Justiça aceite a denúncia, os envolvidos se tornarão réus no processo. 

Fonte: Brasil de Fato

Israel mata uma criança por hora em Gaza, diz ONU

A agência da ONU para refugiados da Palestina (Unrwa) disse nesta terça-feira (24) que 14.500 crianças palestinas foram mortas por Israel na Faixa de Gaza, desde outubro do ano passado, significando, em média, um assassinato a cada 60 minutos. 

“Uma criança é morta a cada hora. Esses não são números. Essas são vidas interrompidas. Matar crianças não pode ser justificado. Aqueles que sobrevivem ficam marcados física e emocionalmente”, disse no X a Unrwa, que foi proibida de operar em Israel e em Jerusalém Oriental ocupada pelo parlamento israelense.

“Privados de aprendizado, meninos e meninas em Gaza vasculham os escombros. O tempo está passando para essas crianças. Elas estão perdendo suas vidas, seus futuros e principalmente suas esperanças.”

O número estimado de mortos em ataques aéreos israelenses em Gaza (no início de dezembro deste ano) foi de mais de 45 mil e uma avaliação recente do Escritório de Direitos Humanos da ONU descobriu que 44% das fatalidades que conseguiu verificar eram crianças. Cerca de 1,9 milhão de palestinos em Gaza, aproximadamente 90% da população total do território, foram deslocados muitas vezes. Metade desse número são crianças que perderam suas casas e foram forçadas a fugir de seus bairros.

Segue a matança…

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza anunciou que pelo menos 21 pessoas morreram nas últimas 24 horas no território palestino. O total de mortos durante a guerra subiu para 45.338 pessoas, informou a pasta em um comunicado.

A mesma fonte informou que 107.764 pessoas ficaram feridas em Gaza desde o início do conflito, desencadeado pelo ataque do movimento islamista em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel.

Planos de Israel

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou aos parlamentares nesta segunda-feira (23) que a guerra de Israel em Gaza oferece uma oportunidade para assinar novos acordos de paz com os países árabes e “mudar radicalmente” o Oriente Médio.

“Os países árabes moderados veem Israel como uma potência regional e um possível aliado. Tenho a intenção de aproveitar esta oportunidade ao máximo. Ao lado dos nossos amigos americanos, planejo ampliar os Acordos de Abraão e, assim, mudar ainda mais radicalmente o Oriente Médio”, declarou ao Parlamento, em referência aos acordos que normalizaram as relações entre Israel e alguns Estados árabes durante o primeiro mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

Via Campesina

Delegação internacional da Via Campesina visitou a Cisjordânia em dezembro para expressar solidariedade com o povo palestino frente ao genocídio em Gaza e recolher testemunhos sobre o avanço da invasão e o sistema de apartheid sionista. 

“Não há nada oculto no projeto dos colonos israelenses para acabar com a Palestina: vimos grandes cartazes que conclamavam “não há futuro para a Palestina” por todas as partes”, disse a Via Campesina em comunicado. 

“Refletindo sobre o que a delegação viu com seus próprios olhos, agora está claro que há outros rostos do genocídio na Palestina. Afeta todos os aspectos da vida palestina: o acesso a terra, água e outros recursos naturais, o direito de ir e vir, à educação, saúde e impacta profundamente a capacidade de formar uma vida viável, uma sociedade e um futuro autodeterminado.”

Fonte: Brasil de Fato

PRF atira na cabeça de jovem a caminho de ceia de Natal com a família

Carro em que estava Juliana Leite Rangel e família foi alvo de disparos de policiais; jovem está em estado grave

Na noite desta terça-feira (24), véspera de Natal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma abordagem na BR-040 que terminou com uma jovem de 26 anos baleada na cabeça. Juliana Leite Rangel e sua família viajavam para Itaipu, em Niterói, onde passariam o Natal, quando o veículo foi alvo de disparos em Duque de Caxias, Baixada Fluminense.

Alexandre de Silva Rangel, 53 anos, pai da jovem e condutor do carro, relatou que, ao perceber a aproximação do veículo policial e ouvir a sirene, acionou a seta para encostar, porém os tiros começaram em seguida. “Falei para a minha filha: ‘Abaixam abaixa’. Eu abaixei, meu filho deitou no fundo do carro, mas infelizmente o tiro pegou na minha filha. Eles já desceram do carro perguntando: “Porque você atirou no meu carro?’. Só que nem arma eu tenho! Como é que eu atirei em você?”, disse em entrevista  à TV Globo.

A mão esquerda de Alexandre foi atingida por um disparo, mas ele não sofreu fraturas e teve alta na terça à noite. A prefeitura de Duque de Caxias relatou que Juliana foi encaminhada ao Hospital Adão Pereira Nunes, submetida a uma cirurgia de emergência e segue em estado gravíssimo. 

De acordo com Deyse Rangel, mãe da jovem, o carro também transportava o outro filho do casal e a nora. “A gente viu o carro da polícia e falou: ‘Vamos abrir caminho para eles’. Fizemos isso, mas eles não seguiram. Em vez disso, começaram a disparar. Foi muito tiro, muito tiro”, contou Deyse.https://d-31397608682193162349.ampproject.net/2410292120000/frame.html

Os tiros foram disparados na região próxima a um supermercado Carrefour. Uma perícia foi realizada, e os carros da família e da PRF foram levados para a delegacia. A Polícia Federal investiga o caso. A PRF ainda não se manifestou publicamente até o fechamento desta matéria. 

Fonte: Revista Fórum

Operação resgata 163 chineses de trabalho escravo em obras da BYD na BA

Tanto a montadora chinesa quanto a prestadora de serviços responsável pela construção da planta industrial na Bahia foram responsabilizadas por autoridades

UMA FORÇA-TAREFA encontrou 163 chineses em condições análogas às de escravo trabalhando nas obras da indústria de automóveis BYD em Camaçari (BA). Tanto a Jinjiang, prestadora de serviços para a construção, quanto a empresa foram responsabilizadas pela situação pelos auditores fiscais do trabalho e notificadas na manhã desta segunda (23).

O Grupo Especial de Fiscalização Móvel reuniu 40 servidores públicos do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Defensoria Pública da União e identificou condições degradantes e trabalho forçado. Uma coletiva à imprensa na tarde de hoje foi convocada para comunicar os resultados da operação.

Apesar de a terceirização ser legal no Brasil, a empresa contratante precisa garantir as condições dos trabalhadores quando o serviço for realizado em suas dependências ou em local por ela designado. Por isso, a fiscalização considerou que a BYD é corresponsável.

“A BYD Auto do Brasil reitera seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, em especial no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores. Por isso, está colaborando com os órgãos competentes desde o primeiro momento e decidiu romper o contrato com a construtora Jinjiang”, afirmou Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, em nota à imprensa. Leia aqui a íntegra do posicionamento.

Ela entrevistou os operários com a ajuda de intérpretes e investigou contratos e documentos após a Agência Pública trazer à tona denúncias de degradação e agressões no canteiro de obras.

Em janeiro deste ano, executivos da empresa chinesa visitaram o presidente Lula, no Palácio do Alvorada, confirmando o início das obras da fábrica onde, agora, a força-tarefa encontrou os trabalhadores escravizados. A BYD chegou a entregar a ele por comodato, por um ano, um SUV elétrico para uso da Presidência da República.

No último 2 de dezembro, o ministro-chefe da Casa Civil e ex-governador da Bahia Rui Costa visitou as obras. Destacou a criação de 10 mil vagas de emprego que serão abertas a partir de 2025. “Mais do que dobrar a oferta de emprego em relação ao que existia, no topo da produção da indústria que aqui estava, saltamos não só em quantidade, mas saltamos em qualidade da oferta de emprego”, apontou o ministro.

Contudo, qualidade de emprego era o que faltava aos operários chineses, de acordo com a fiscalização. Contratos analisados pela fiscalização previam jornada de dez horas por dia, seis dias por semana, com possibilidade de extensão, o que levada a uma jornada semanal de 60 a 70 horas – muito maior do que o limite legal no Brasil de 44 horas.

Considerado o trabalho pesado de pedreiros, carpinteiros, armadores, carregadores, soldadores, entre outros, a jornada exaustiva criava um ambiente propício a acidentes de trabalho. Houve pelo menos quatro, inclusive com amputação de membros e perda de movimentos nos dedos.

De acordo com a auditora fiscal do trabalho Liane Durão, coordenadora da operação, um dos operários, que perdeu movimentos, afirmou estar sonolento no momento do acidente. Ele estava trabalhando sob o sol dez horas por dia, durante 25 dias, sem folga, e dormindo mal porque estava em um alojamento precário.

Alojamentos abaixo da linha de dignidade

Um dos alojamentos registrava 31 trabalhadores para um único vaso sanitário, levando os operários a terem que acordar às 4h para enfrentar uma fila e começar o dia. Muitos dormiam sem colchões, outros com produtos tão finos que era como se dormissem sem nada. E como não havia armários, alimentos se misturavam a roupas e pertencentes, criando um ambiente em condições insalubres.

A fiscalização esteve em cinco alojamentos. Um deles estava bom e limpo, com colchões e equipamentos e servia à equipe administrativa. Os outros, reservados aos operários, encontravam-se em condições degradantes. “Com essa comparação, afastamos a justificativa muito usada de que a questão é cultural, pois há trabalhadores que gostam de dormir no chão”, diz Durão.

Notificado a apresentar endereços de todos os alojamentos, o empregador apresentou apenas dois, sendo um deles aquele com boa estrutura de cozinha e de camas. Os alojamentos em que foram encontradas condições degradantes foram omitidos, segundo a fiscalização.

Cozinhas estavam em condições precárias de higiene. O condicionamento dos mantimentos e dos alimentos preparados também desrespeitava normas sanitárias e de saúde pública. A comida era servida em coolers (caixas térmicas), sem condições mínimas de higiene.

Também não havia espaço para descanso dentro da jornada. Nas frentes de trabalho, havia oito banheiros químicos para 600 pessoas e estavam sempre imundos.

Trabalho forçado de operários chineses

Além das condições degradantes, a fiscalização também configurou trabalho forçado, que ocorre quando são impostas condições que impedem que as vítimas se desvinculem de seus patrões e do serviço.

A promessa do contrato de trabalho era de receberem o equivalente a R$ 10 a 15 mil por mês. No Brasil, contudo, eles receberiam de R$ 300 a R$ 1000 para se manterem, como ajuda de custo, mas que depois seria descontada do valor a ser pago. No total, 40% do valor do salário era depositado na China enquanto eles trabalhavam no Brasil. Uma parcela dos 60% restantes, receberiam após completar um ano do serviço e, outra, depois de três meses de concluído o serviço e eles retornarem ao país de origem.

Com isso, apesar das condições degradantes, muitos tinham medo de ir embora porque não queriam perder os 60% restantes. Além disso, teriam que pagar as passagens de volta por contra própria e perderiam um caução, um depósito que realizaram quando estavam na China para firmar contrato para a obra. Ou seja, trabalhariam de graça, na prática. Vale ressaltar que a cobrança de caução e a retenção salarial não estão de acordo com a lei trabalhista chinesa.

“Eles não têm liberdade da escolha de finalizar o contrato de trabalho”, afirma Liane Durão. “Isso é um limitador da vontade do trabalhador de encerrar o seu contrato de trabalho, direito que é garantido por lei”, diz. Tudo isso configura trabalho forçado.

O contrato de um ano também previa cláusula de renovação unilateral (pelo empregador) por mais seis meses, segundo a fiscalização.

Com isso, os trabalhadores do canteiro de obras da BYD ficavam em uma espécie de limbo. Não estavam sobre a proteção nem da legislação trabalhista brasileira, nem da de seu país de origem. Trabalhadores demonstraram o desejo de voltar à China urgentemente.

Apesar de ser uma obra no Brasil, o dinheiro pouco circulava por aqui. Como os trabalhadores receberiam o salário na China, isso limita os gastos e compras que teriam no Brasil, o que não favorece a comunidade em que a fábrica está se instalando. Todo o salário circulava no país asiático.

Eles podiam sair do alojamento apenas para comprar mantimentos, e com a autorização do líder de turma. Portanto, a liberdade era mínima, tal como a interação social e econômica.

Outro elemento que restringia a liberdade de se desvincular do patrão era retenção de documentos. A fiscalização encontrou 107 passaportes de trabalhadores em poder do empregador, apesar de, pelas leis de imigração, não existir necessidade disso ocorrer.

Íntegra dos salários devem ser pagos no Brasil

Os problemas encontrados pela fiscalização começavam na entrada dos trabalhadores no país. Foi declarado que os operários estavam no Brasil para prestar assistência técnica especializada, o que torna desnecessário a comprovação de vínculo empregatício, segundo a resolução 3 do Conselho Nacional de Imigração (CNIG).

Na prática, contudo, eram operários, sem serviço especializado, que seguiam ordens, batiam ponto, tinham chefes, cumpriam ordens. Portanto, deveriam estar com visto de trabalho. Tanto que os brasileiros contratados para as mesmas funções tinham registro convencional de vínculo.

A força-tarefa determinou ao empregador que pague todos os salários e direitos, inclusive os 60% que seriam entregues apenas quando os trabalhadores concluíssem o serviço e voltassem à China. Para os que desejarem retornar agora, o empregador terá que pagar as passagens, como prevê a lei brasileira. Os que desejarem ficar e trabalhar no Brasil podem dar entrada no pedido de visto – o país é signatário de convenção internacional que garante permanência a vítimas de trabalho escravo em seu território.

O Ministério Público do Trabalho vai entrar com uma ação para pagamento de todos os operários resgatados, mas também para a regularização dos demais. A fiscalização identificou escravidão em 163, mas, no total, mais de 500 estavam nas obras. E obrigar a empresa a cumprir a legislação trabalhista brasileira, o que, além de garantir direitos aos estrangeiros que aqui trabalham, também vai fazer com que o dinheiro dos salários circule no país.

Uma audiência na Justiça está marcada para o dia 26, a fim de que seja comprovado tanto os pagamentos quanto à remoção dos trabalhadores para outro lugar com condições.

“Neste momento, o foco do Ministério Público do Trabalho é garantir a saúde, as segurança e os direitos desses 163 trabalhadores”, afirmou Fábio Leal, subprocurador-geral do trabalho do MPT.

Trabalho escravo contemporâneo

A Lei Áurea aboliu a escravidão formal em maio de 1888, o que significou que o Estado brasileiro não mais reconhece que alguém seja dono de outra pessoa. Persistiram, contudo, situações que transformam pessoas em instrumentos descartáveis de trabalho, negando a elas sua liberdade e dignidade.

Desde a década de 1940, a legislação brasileira prevê a punição a esse crime. A essas formas dá-se o nome de trabalho escravo contemporâneo, escravidão contemporânea, condições análogas às de escravo.

De acordo com o artigo 149 do Código Penal, quatro elementos podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado (que envolve cerceamento do direito de ir e vir), servidão por dívida (um cativeiro atrelado a dívidas, muitas vezes fraudulentas), condições degradantes (trabalho que nega a dignidade humana, colocando em risco a saúde e a vida) ou jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao completo esgotamento dado à intensidade da exploração, também colocando em risco sua saúde e vida).

Os mais de 63,5 mil trabalhadores resgatados estavam em fazendas de gado, soja, algodão, café, frutas, erva-mate, batatas, cebola, sisal, na derrubada de mata nativa, na produção de carvão para a siderurgia, na extração de caulim e de minérios, na construção civil, em oficinas de costura, em bordéis, entre outras atividades, como o trabalho doméstico.

No total, a pecuária bovina é a principal atividade econômica flagrada desde 1995. Números detalhados sobre as ações de combate ao trabalho escravo podem ser encontrados no Painel de Informações e Estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil.

Nota da redação: o texto foi alterado às 23h20 para acrescentar o posicionamento da BYD

Fonte: Repórter Brasil

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