Ataque terrorista de Israel deixa 11 mortos e 4 mil feridos no Líbano

O estado genocida de Israel realizou um ataque terrorista no Líbano, que segunda a imprensa internacional deixou 11 mortos e mais de 4 mil pessoas feridas.

O alvo da ação do estado terrorista de Israel seria membros do grupo Hezbollah que atuam no Líbano e que são contrários ao genocídio do povo palestino. Com o ataque, Israel pretende expandir a guerra para outras regiões.

Segundo a imprensa internacional, Israel escondeu material explosivo dentro de um lote de pagers fabricados em Taiwan e importados para o Líbano, de acordo com autoridades americanas e outras informadas sobre a operação. As informações são do jornal americano The New York Times.

Centenas de pagers explodiram ao mesmo tempo em todo o Líbano nesta terça-feira (17), em um ataque que aparentemente teve como alvo membros do Hezbollah. O Ministério da Saúde do Líbano informou que pelo menos 11 pessoas foram mortas, e mais de 4.000 ficaram feridas, com cerca de 400 em estado crítico

Os pagers, que o Hezbollah havia encomendado da empresa Gold Apollo em Taiwan, foram adulterados antes de chegarem ao Líbano. O material explosivo teria sido implantado ao lado da bateria em cada pager. Um interruptor também teria sido embutido, podendo ser acionado remotamente para detonar os explosivos.

Às 15h30 do Líbano (9h30, no horário de Brasília), os pagers receberam uma mensagem que parecia vir da liderança do Hezbollah, segundo o jornal. Em vez disso, a mensagem ativou os explosivos. Os dispositivos foram programados para emitir um bipe por vários segundos antes de explodir, de acordo com três das autoridades.

No início deste ano, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, limitou o uso de celulares pelos membros do grupo, que ele via como cada vez mais vulneráveis à inteligência israelense.

O Hezbollah acusou Israel de orquestrar o ataque, assim como o governo do Líbano. Israel não comentou as explosões.

Redação com Brasil 247

Ministro Múcio defende compra de blindados do estado genocida de Israel

Com a aquisição, o governo brasileiro indiretamente apoia o regime de Benjamin Netanyahu, que está à frente do genocídio na Palestina

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, apresentou ao presidente Lula (PT) uma proposta para destravar a aquisição de obuseiros 155 mm da Elbit Systems, uma empresa israelense. A ideia de Múcio envolve a compra inicial de apenas dois equipamentos como teste, com uma cláusula que permitiria, em caso de aprovação, a compra dos 34 restantes. No entanto, todo o processo de produção dos obuseiros ocorreria em território brasileiro, gerando até 400 empregos diretos e beneficiando empresas locais. 

De acordo com o ministro, o veto à compra por parte de membros do governo, como o assessor especial Celso Amorim, está mais relacionado a questões políticas e ideológicas do que a critérios técnicos. “Com todo respeito, as pessoas que estão contra são por motivos políticos, ideológicos. Eu estou defendendo o Exército e que a gente tenha oportunidade de dotar o Exército Brasileiro de equipamentos mais modernos”, afirmou Múcio em entrevista à Folha de S. Paulo.

A compra, orçada em quase R$ 1 bilhão, enfrenta oposição de setores que consideram inadequado adquirir armamento de um país envolvido no genocídio na Faixa de Gaza. Os opositores alegam que a transação poderia, de certa forma, financiar os ataques israelenses contra os palestinos. 

Múcio, no entanto, minimizou essa preocupação. “A gente está brigando com uma coisa simples, coisa boba. Não estamos fazendo uma compra gigantesca de Israel […]. Precisava provar que foi o dinheiro dos obuseiros que financiou aquela guerra. Dois obuseiros não movimentam absolutamente nada”, destacou. Apesar disso, a assinatura do contrato foi adiada em maio deste ano por decisão de Lula, sem previsão de conclusão, em meio ao agravamento das operações militares israelenses na região.

A proposta de Múcio, que contava com o apoio do Exército para modernizar seu parque de obuseiros — grande parte deles remanescentes da Segunda Guerra Mundial —, ainda aguarda uma solução política. O Exército, desde 2017, busca substituir 36 dessas peças antigas, sendo que a Elbit Systems venceu a concorrência por oferecer o melhor preço e soluções técnicas superiores, além de já possuir subsidiárias no Brasil.

O impasse entre a Defesa e a ala diplomática do governo reflete um dilema interno na administração de Lula, que equilibra a necessidade de modernizar as Forças Armadas com as complexidades das relações internacionais. Para Múcio, a relação diplomática com Israel não deveria ser vista como um obstáculo intransponível. “Eu não acho que isso seja um problema diplomático —a diplomacia está lá, nós ainda temos relações diplomáticas com Israel. Se o presidente [primeiro-ministro Netanyahu] foi desatencioso [ao declarar Lula como persona non grata], o presidente não representa todo mundo de lá. Eu estou admitindo que eu estou com a banda boa [de Israel]”, argumentou o ministro.

Enquanto isso, o Tribunal de Contas da União (TCU) deve analisar nos próximos dias se a legislação brasileira impede que empresas de países em conflito participem de licitações. A decisão pode ser crucial para destravar o processo e reduzir as resistências internas no governo.

Fonte: Brasil 247

Investigação da PF apontou que CACs treinaram integrantes do PCC

Uma investigação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apontou que Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) treinaram integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para que aprendessem a manusear e atirar com armas de fogo com alto poder de destruição. O treinamento tinha como objetivo ataques conhecidos como “novo cangaço” ou “domínio de cidades”. 

Nesse tipo de ação, os criminosos usam violência e armamento pesado para fazer roubos a bancos, caixas eletrônicos, carros-fortes e transportadoras de valores, normalmente acompanhados de muita violência e terror social.

Colecionadores de armas, atiradores e caçadores se tornaram fornecedores de armas e munições para facções criminosas no país, de acordo com operações da PF e do Ministério Público de São Paulo e da Bahia.

Em 2019, o governo de Jair Bolsonaro (PL) flexibilizou as regras dos CACs e permitiu que mais pessoas tivessem acesso a armas por meio dessa modalidade. Com as mudanças, o número de novas armas registradas por ano saltou de 59 mil, em 2018, para 431 mil em 2022 – último ano de mandato do ex-presidente.

Treinamento com fuzil

Um vídeo obtido pelos promotores e delegados mostra quando o investigado Otávio de Magalhães, que tem registro como CAC, explica para dois integrantes do PCC – Elaine Garcia e seu companheiro, Delvane Lacerda (vulgo Pantera) – como usar um fuzil (veja acima).

De acordo com a PF e o MP, Otávio responde por porte irregular de arma de uso restrito e tinha a função de comprar e vender de maneira ilegal armamento e munição para a facção criminosa. Quem é CAC pode comprar armas e munições legalmente, mas não revendê-las.

Na casa de Otávio Magalhães, os investigadores relatam ter encontrado “verdadeiro arsenal bélico, como dezenas de armas de fogo com e sem registro, milhares de munições, acessórios, pólvora, artefatos explosivos de fabricação caseira e acionador, “objetos comumente empregados na prática de roubos na modalidade “domínio de cidade”.

Na terça-feira (10), a PF e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, deflagraram a segunda fase da Operação Baal e prenderam três pessoas ligadas a ataques do “novo cangaço”.

Foram presos:

  • JAKSON OLIVEIRA SANTOS (Dako): integrante do PCC que permaneceu foragido de 2005 até 2024, quando foi preso em outra investigação feita pelo Gaeco de Campinas (SP). Na ocasião, foram apreendidas armas de fogo, acessórios, munições, roupas camufladas e outros objetos usados na prática de crimes violentos (alvo já estava preso e foi cumprido novo mandado de prisão preventiva na cadeia).
  • LAINE SOUZA GARCIA: segundo a investigação, fez o treinamento com o fuzil, e também tinha a função de coordenar o tráfico de drogas, a execução de rivais, e o comércio ilegal de armas de fogo e munição.
  • DIOGO ERNESTO NASCIMENTO SANTOS: segundo a investigação, ele foi preso pelo crime de receptação em Rondonópolis (MT). Obteve a liberdade provisória, mas deixou de cumprir as medidas cautelares judiciais e, por isso, teve novo pedido de prisão preventiva aceito. A apuração indica que, além de exercer papel fundamental no núcleo financeiro da organização criminosa, estava ligado inclusive à prática de execuções.

A GloboNews tentou contato com os alvos citados na investigação, mas, até a última atualização desta reportagem, as defesas não foram encontradas para comentar o assunto.

18 pessoas denunciadas

Desde o começo do ano, 18 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público a partir dessa investigação. Na primeira fase da operação, os investigadores prenderam quatro CACs que forneceram armas e munições para o PCC. Esse núcleo da facção financiou pelo menos quatro “domínios de cidade”: Criciúma (SC) (2020), Guarapuava (PR) (2022), Araçatuba (SP) (2021) e Confresa (MT) (2023).

No ataque em Confresa, foi identificado que um dos acusados morava em São Paulo e integrava o PCC. Os elementos colhidos revelaram que essa e outras ações semelhantes foram financiadas por integrantes da facção, que também atua no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro.

A partir da investigação de Mato Grosso, a PF e os promotores também descobriram outros ataques com financiamento de CACs. Os criminosos também são investigados por diversas execuções em Avelino Lopes (PI) e disputa de ponto de venda de drogas em Osasco, na Grande São Paulo, além de outras relações com o crime organizado na lavagem de dinheiro.

“A aquisição de armas pelo PCC não é novidade. Mas a partir do momento em que os CACs conseguem essa facilidade de ter acesso ao armamento, aquisição de munição e acabam não usando e cedendo para os criminosos, isso facilita as ações de domínio de cidade e novo cangaço”, explica o delegado da PF Jeferson Di Schiavi.

“O grupo também é investigado por diversas execuções em Avelino Lopes (PI) e pela disputa de território para o comércio de drogas em Osasco, na Grande São Paulo. É um grupo que atua em todo país, mas com base em São Paulo e com grupos bem atuantes no Norte e no Nordeste do país”, complementou o promotor de Justiça Eduardo Veloso.

Fonte: G1

Estrelas de Hollywood pedem cessar-fogo em Gaza na premiação do Emmy

Celebridades de Hollywood que atenderam à cerimônia do Emmy neste domingo, em Los Angeles, na Califórnia, usaram broches por um cessar-fogo na Faixa de Gaza, após quase um ano de bombardeios indiscriminados de Israel.

Nicola Coughlan, da série de televisão Bridgerton, lançada pelo Netflix, vestiu o já célebre broche com uma mão laranja e um coração negro no tapete vermelho.

Coughlan já havia exibido um broche por cessar-fogo ao promover a última temporada de sua série, ao declarar: “Sou irlandesa, então é uma perspectiva um tanto distinta. E sinto que, com essa plataforma global, que eu tenho neste momento, posso angariar fundos às organizações assistenciais [a Gaza]”.

Dallas Goldtooth e Devery Jacobs, de Reservation Dogs (Hulu), ambos nativo-americanos, se juntaram aos protestos, assim como a roteirista Brittani Nichols, de Abbott Elementary (ABC).

O broche representa a petição Artists for Ceasefire, que inclui os diretores Alfonso Cuáron e Jordan Peele e atores e atrizes emergentes como Jenna Ortega, Melissa Barrera e Jeremy Allen White.

Em Cannes, foi a vez de Cate Blanchet usar um vestido com as cores palestinas.

Em março, ao vencer o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por Zona de Interesse (The Zone of Interest), que aborda a naturalização do Holocausto nazista, o diretor Jonathan Glazer condenou a “desumanização dos palestinos de Gaza”.

Manifestações na indústria cinematográfica, contudo, continuam tímidas, sob receios de censura e represálias corporativas por parte de produtores e estúdios sionistas.

Em Gaza, são mais de 41 mil mortos e 95 mil feridos desde outubro, além de dois milhões de desabrigados. Entre as fatalidades, cerca de 16.400 são crianças.

O Estado israelense é réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), radicado em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro.

Fonte: Monitor do Oriente

Venezuela desbarata ameaça golpista de mercenários americanos e espanhóis

Venezuela's President Nicolas Maduro waves a flag during a rally to mark the anniversary of late Venezuelan President Hugo Chavez's initial coup attempt in 1992, in Caracas, Venezuela, February 4, 2024. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

A informação foi divulgada pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello. Ele também citou a apreensão de 400 fuzis dos EUA e um suposto plano de atentado contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Espanha e Estados Unidos negam as acusações.

Três americanos, dois espanhóis e um cidadão tcheco foram detidos na Venezuela, acusados de estarem vinculados a um suposto plano para “desestabilizar” e gerar “ações violentas” no país.

O anúncio foi feito neste sábado (14) pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, que relatou a apreensão de 400 fuzis dos Estados Unidos.

“A Espanha nega e rejeita absolutamente qualquer insinuação de estar implicada em uma operação de desestabilização política na Venezuela“, disse à Reuters uma fonte do Ministério das Relações Exteriores espanhol.

“O governo confirmou que os (dois cidadãos espanhóis) detidos não fazem parte do Centro de Inteligência Nacional ou de qualquer organização estatal. A Espanha defende uma solução democrática e pacífica para a situação na Venezuela“.

No sábado à noite, um porta-voz do Departamento de Estado americano classificou como “categoricamente falsas” as acusações de que os EUA estariam envolvidos em um complô para desestabilizar o governo Maduro.

Cabello citou também um suposto plano de atentado contra o presidente Nicolás Maduro e autoridades do Executivo, após as eleições de 28 de julho. Na data, foi proclamada a reeleição de Maduro, em meio a denúncias de fraude pela oposição.

“Foram recentemente detidos dois cidadãos espanhóis em Puerto Ayacucho [Amazonas, sul], José María Basua e Andrés Martínez Adasme”, disse Cabello em uma coletiva de imprensa. Ele também falou sobre um plano para supostamente “gerar violência” e “desestabilizar” o país.

Cabello acrescentou que foram capturados um cidadão tcheco e três americanos, identificados como Wilbert Josep Castañeda, um “militar da ativa” e “chefe” da operação, Estrella David e Aaron Barren Logan.

As prisões ocorrem em meio a fortes tensões diplomáticas entre Caracas e os governos da Espanha e dos Estados Unidos.

O funcionário confirmou que um militar americano foi detido e citou “relatórios não confirmados de outros dois cidadãos americanos detidos na Venezuela“.

Nesta semana, a Venezuela chamou sua embaixadora em Madri para consultas e convocou o embaixador espanhol em Caracas para protestar contra os questionamentos à reeleição de Maduro.

As relações com o país europeu também se complicaram pela decisão do chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, de se reunir em La Moncloa com o opositor venezuelano Edmundo González Urrutia, que é procurado pela justiça de seu país e viajou à Espanha para solicitar asilo.

Cabello vinculou os supostos planos para “atacar” a Venezuela a centros de inteligência da Espanha, dos Estados Unidos e à líder opositora María Corina Machado, além de outros dirigentes.

“Contataram mercenários franceses, mercenários do leste europeu e estão em uma operação para tentar atacar nosso país”, acrescentou.

Segundo ele, todos os detidos estão confessando.

Foram apreendidos “mais de 400 fuzis”, que seriam usados “para atos terroristas aqui na Venezuela, terrorismo promovido por setores políticos”, apontou o ministro.

“Nós, inclusive, sabemos que o governo dos Estados Unidos está vinculado a essa operação”, concluiu.

Fonte: G1

Mulheres denunciam pai de santo por violência sexual em terreiro

O líder religioso Tiago Rodrigues da Silva, de 38 anos, conhecido como Pai Tiago, está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após denúncias de frequentadoras do Instituto Afro-Ameríndio Roça de Catimbó Jurema, localizado na QNN 3, em Ceilândia Norte. Ele é acusado de importunação sexual, violência sexual mediante fraude e ameaça. A defesa de Pai Tiago nega todas as acusações.

Pelo menos duas mulheres procuraram a PCDF na última segunda-feira (9) para registrar queixas contra o líder espiritual. A advogada Patrícia Zapponi, presidente da Rede Internacional de Proteção à Vítima, Laço Branco Brasil, está representando as vítimas e afirma que pode haver outras mulheres e adolescentes que também foram vítimas de violência sexual dentro do terreiro.

O site Metrópoles teve acesso a dois boletins de ocorrência registrados pelas denunciantes. Uma das vítimas, de 27 anos, relatou à polícia que foi induzida por Pai Tiago a manter relações sexuais sob a alegação de que ele havia incorporado uma entidade espiritual chamada Maria do Bagaço. Segundo o relato, o abuso teria ocorrido em abril, quando a jovem procurou o terreiro em busca de ajuda espiritual, enquanto enfrentava problemas no relacionamento com o marido.

Fonte: Portal do Tupiniquim

Crise dos cemitérios públicos de Maceió se agrava

Biólogos pedem intervenção do Ministério da Saúde na crise dos cemitérios em Maceió

O professor José Balbino dos Santos Filho e a bióloga Neirevane Nunes Ferreira de Souza encaminharam uma manifestação ao Ministério da Saúde (MS) em que solicitam uma intervenção imediata para que a Prefeitura de Maceió seja obrigada a resolver a crise nos cemitérios públicos da capital.

A denúncia foi recebida na quarta-feira, segundo resposta do portal Fala.br, onde a queixa foi registrada. O crime da Braskem agravou ainda mais a situação, ao fechar o cemitério de Bebedouro para sepultamentos e superlotar os outros cemitérios públicos da cidade.

A grave crise no sistema funerário de Maceió, denunciam, “coloca em risco a saúde pública e expõe a população a condições extremamente insalubres” além de afetar, diretamente, o direito à dignidade no sepultamento.

Na manifestação, Neirevane e Balbino elencam os principais problemas observados:

1. Superlotação e precariedade nos sepultamentos: Com a falta de vagas nos cemitérios públicos, os sepultamentos têm ocorrido em covas rasas cobertas por areia, onde, em apenas 15 a 20 dias, as tampas dos caixões ficam expostas. Isso compromete a saúde pública e a dignidade dos falecidos.

2. Fila de espera para sepultamento: Devido à superlotação dos cemitérios, famílias estão sendo forçadas a esperar até três dias para sepultar seus entes queridos. Isso agrava o sofrimento emocional das famílias e expõe os corpos ao risco de decomposição em condições inadequadas. O problema da superlotação se tornou mais grave após a interdição do Cemitério Santo Antônio há 4 anos devido ao afundamento do solo provocado pelo crime da Braskem em Maceió, além das famílias perderem seus lares perderam também seus jazigo. Até o momento as famílias que tinham jazigo no Cemitério Santo António de Bebedouro não receberam nenhuma reparação por esse dano.

3.Acúmulo de corpos no IML: A falta de vagas nos cemitérios públicos tem levado ao acúmulo de corpos no Instituto Médico Legal (IML), agravando ainda mais a crise funerária na cidade.

4. Ausência de novos cemitérios públicos: Há mais de 50 anos que Maceió não abre um novo cemitério público, o que contribui para a superlotação dos cemitérios existentes. Em 2023, a Câmara de Vereadores aprovou a construção de um novo cemitério, mas até o momento não há previsão de funcionamento, deixando a população sem alternativas dignas de sepultamento.

5. Problemas sanitários graves: Nos cemitérios superlotados, não há tratamento adequado dos fluidos corporais, o que resulta em mau cheiro decorrente da decomposição dos corpos. Já foi observada a presença de urubus sobrevoando a área de um desses cemitérios, evidenciando o grave problema de saúde pública.

6.Enterro de pessoas falecidas por doenças infecciosas: Indivíduos que faleceram em decorrência de doenças graves e contagiosas, como meningite, estão sendo sepultados nas mesmas condições precárias, colocando em risco os funcionários dos cemitérios e os visitantes, aumentando a exposição a possíveis contaminações.

Resultados esperados

O professor e a bióloga afirmam que a intervenção do Ministério da Saúde deve garantir que a Prefeitura de Maceió tome medidas urgentes para solucionar a crise. Eles consideram essencial que:

• A fila de espera para sepultamentos seja imediatamente zerada.

• A Prefeitura assuma os custos de sepultamentos em cemitérios particulares enquanto um novo cemitério público não é construído.

• A área dos cemitérios públicos existentes seja ampliada para atender à demanda imediata.

“O estado brasileiro não pode permitir que cidadãos continuem sendo sepultados em condições tão indignas, com covas rasas, em uma capital como Maceió. A situação representa uma grave ameaça à saúde pública, exigindo uma ação rápida e eficaz”, escreveram. O Ministério da Saúde tem até este sábado (14) para dar resposta à solicitação.

Fonte: 082 Notícias

Apesar da pressão dos EUA, México promulga decreto que institui reforma no Poder Judiciário

Pressionado pelos Estados Unidos a desistir de uma importante reforma constitucional para o país, o México não recuou. O presidente, Andrés Manuel López Obrador, não só seguiu em frente com a medida como congelou as relações com os EUA, acusando-os de “ingerência inaceitável”.

Aproveitando um grande período de popularidade, no qual conseguiu eleger sua sucessora, Claudia Sheinbaum, e obter a maioria no Congresso da União — órgão legislativo bicameral do México — com seu partido Movimento Regeneração Nacional (Morena), o presidente Andrés Manuel López Obrador (AMLO) conseguiu aprovar uma grande reforma judicial no país.

O grande destaque das mudanças está na criação de eleições para o Judiciário. Com a reforma, todos os juízes do país, desde os tribunais locais à Suprema Corte, deverão ser eleitos pela população em vez de indicados pelo Poder Executivo.

Horas antes da cerimônia do Grito de Independência, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, promulgou um decreto pelo qual serão reformadas, acrescentadas e revogadas diversas disposições da Constituição relativas à reforma do Poder Judiciário.

O documento já foi publicado no Diário Oficial da Federação deste domingo (15).

Acompanhado pela presidente eleita, Claudia Sheinbaum, o presidente mexicano afirmou que com esta reforma o país terá “um autêntico Estado de Direito“.

Na última sexta-feira (13), o Senado mexicano emitiu a declaração de constitucionalidade da reforma do Poder Judiciário, após 23 das 32 legislaturas estaduais terem votado a favor do projeto, que permitirá a eleição por voto popular de juízes, magistrados e ministros federais.

Após o projeto promovido pelo Executivo ter sido aprovado por maioria qualificada de dois terços na Câmara e no Senado, das 24 legislaturas estaduais que enviaram seus decretos ao Senado, apenas Jalisco e Querétaro votaram contra.

Reforma controversa

A reforma é contestada por juízes, magistrados e funcionários do judiciário que estão em greve por tempo indeterminado e anunciaram que denunciarão aos tribunais internacionais uma possível violação do processo legislativo.

O Supremo Tribunal de Justiça aderiu à greve na última semana, mas, na sexta-feira (13), concordou em reiniciar os trabalhos na próxima terça-feira (17), após o feriado nacional do Dia da Independência, nesta segunda-feira (16).

Horas antes da aprovação pelo Senado, um juiz federal concedeu suspensão provisória para impedir a publicação da reforma ao Poder Judiciário no Diário Oficial mexicano; apesar disso, o presidente promulgou a lei no domingo.

Fonte: Sputnik Brasil

Brasil concentra 71,9% das queimadas na América do Sul nas últimas 48h

Nos últimos dois dias, o Brasil concentrou 71,9% de todas as queimadas registradas na América do Sul. De acordo com dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram 7.322 focos de incêndio nas últimas 48 horas até a sexta-feira (13).

Na sequência, aparecem Bolívia com 1.137 focos (11,2%), Peru com 842 (8,3%), Argentina com 433 (4,3%) e Paraguai com 271 (2,7%) focos de queimadas nas últimas 48 horas.

Considerando o acumulado do ano, até a data de ontem, o Brasil registrou 180.137 focos em 2024, 50,6% dos incêndios da América do Sul. O número é 108% maior em relação ao mesmo período de 2023, quando foram anotados 86.256 focos entre janeiro e 13 de setembro.

Entre os estados brasileiros, Mato Grosso lidera o ranking, com 1.379 registros nas últimas 48 horas, seguido por Amazonas, com 1.205, Pará, com 1.001, e Acre, com 513 focos. O município com o maior número de queimadas no período é Cáceres (MT), que teve 237 focos nas últimas 48 horas. Novo Aripuanã (AM) e São Félix do Xingu (PA) vêm logo atrás com 204 e 187 focos de incêndio, respectivamente.

A Amazônia foi a região mais afetada, concentrando 49% das áreas atingidas pelo fogo nas últimas 48 horas. Na sequência, aparecem o Cerrado (30,5%), a Mata Atlântica (13,2%), o Pantanal (5,4%) e a Caatinga (1,9%).

Ações coordenadas para queimadas

A Polícia Federal (PF) aponta que há indícios de que parte dos incêndios florestais no país pode ter ocorrido por meio de ações coordenadas.

A hipótese de ação humana em parte das queimadas que assolam o país também já foi levantada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que determinou medidas para o enfrentamento aos incêndios na Amazônia e no Pantanal.

O uso do fogo para práticas agrícolas no Pantanal e na maior parte da Amazônia está proibido e é crime, com pena de dois a quatro anos de prisão.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, associados a essa prática, os incêndios florestais no Brasil e em outros países da América do Sul são intensificados pela mudança do clima, que causa estiagens prolongadas em biomas como o Pantanal e Amazônia. Em 2024, 58% do território nacional são afetados pela seca. Em cerca de um terço do país, o cenário é de seca severa.

Além das consequências para o meio ambiente, o grande volume de queimadas no país tem pressionado o sistema de saúde e causa preocupação, principalmente envolvendo idosos e crianças com problemas respiratórios. Por causa dos incêndios, cidades em diversas partes do país foram atingidas por nuvens de fumaça, o que prejudica a qualidade do ar.

As orientações para a população nessas regiões são evitar, ao máximo, a exposição ao ar livre e a prática de atividades físicas.

Fonte: Agência Brasil

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