Trabalhadores da Gerdau derrotam jornada 6×1

Os trabalhadores da fábrica Gerdau, em Pindamonhangaba, aprovaram nesta quinta-feira, dia 12 de setembro, a proposta da Campanha Salarial, que vai atender uma antiga reivindicação pelo fim da jornada 6×1. Uma semana atrás os trabalhadores fizeram um protesto cobrando essa medida, hoje a proposta alcançada foi aprovada por unanimidade nas assembleias em todos os turnos da fábrica.

A proposta tem o reajuste de 5% nos salários, que contempla o índice da inflação mais 1,24% de aumento real, aplicado integral na próxima folha de pagamento. O acordo estabelece a migração de todos os funcionários que hoje estão na escala 6×1 para outras jornadas a partir de janeiro e proíbe que empresa volte a utilizar essa escala. Todos os direitos também foram mantidos.

A escala 6×1, na qual o funcionário trabalha seis dias e folga um, é motivo de reclamações do Sindicato dos Metalúrgicos há quatro anos. Segundo o presidente da entidade, André Oliveira, a proposta é uma vitória da categoria.

Hoje cerca de 40% do efetivo está na jornada 6×1. Não há uma jornada determinada para qual todos migrarão. Esse período até dezembro será para a empresa realizar transição, conforme a particularidade de cada setor, para outras jornadas como as escalas 6×2, 5×2 e outras opções de folgas alternadas.

A unidade da Gerdau de Pinda atua no ramo do aço com foco no setor automotivo e emprega hoje cerca de 2.500 funcionários.

Fonte: Sindmetalpinda

AS TORRES DE SETEMBRO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 15 de Setembro de 2024

Na semana que passou, o dia 11/09 é uma data que jamais será esquecida no mundo, pois nesse dia em 2001 os EUA sofriam o maior e mais devastador ataque terrorista de sua história, a derrubada das torres gêmeas, o Word Trade Center, foi atingido por dois aviões, outros dois também participaram do ataque, um atingiu o Pentágono e o outro caiu a caminho da Pensilvânia, os ataques deixaram cerca de 3 mil mortos. Um dia ensolarado deu lugar as cinzas do fogo, do concreto e do aço, formando a maior nuvem fúnebre no céu de Nova York.
Os EUA de caçadores viraram a caça e em qualquer guerra, combate ou ataque, as maiores vítimas são pessoas comuns e inocentes.

Na mesma semana o terrorismo teve seu assento garantido no debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos, Kamalla e Trump foram assistidos por milhões de americanos e nas palavras do Papa Francisco o eleitor americano escolherá o mal menor, as palavras de Francisco é bastante clara e no popular seria o mesmo que dizer; nenhum presta!
No debate uma fala de Trump chamou muito a atenção ao dizer que imigrantes estavam comendo cães e gatos, numa referência aos haitianos que moram na cidade de Springfield, porém Trump foi desmentido na hora. Uma versão tupiniquin sobre essa comilança existe também, mas no lugar dos haitianos estão os venezuelanos. O que acontece lá, acontece aqui também, pricipalmente fakes.

Por falar em terroristas os brazucas foram lembrados essa semana no Congresso Nacional, com uma manobra em que até as torres gêmeas de Brasília se viram envergonhadas. A proposta de anistiar “as senhorinhas com a bíblia na mão” foi pautada para votação na Comissão de Constituição e Justiça, visto por muitos como um atentado à democracia, tudo bem planejado e seu intuito é colocar na rua uma gangue que, entre outras coisas, tentou explodir o aeroporto em Brasília e implodir a Constituição de 1988. Lógico, eu sei que não se compara ao que aconteceu com o Word Trade Center, mas se os “aviões” pilotados pelos “cristãos” de bem e de familia tivessem se chocado nas torres gêmeas do cerrado, com certeza teríamos mais de 3 mil mortes no país e uma ditadura sem fim com direito à enforcamento de brinde para Ministro do do STF
Detalhe: A anistia foi pautada no dia 11/09, quanta coincidência!

Pra finalizar; o processo de cassação do Deputado Glauber Braga do PSOL teve o inicio da sua cassada votada no Conselho de Ética na Camara dos Deputados no dia 11/09, outra coincidência e o relator Paulo Bernado do PSD/BA deixou escapar que na votação da cassação do mandante do assassinato da Vereadora Maríele Franco se absteve. Oi? O mandante de um crime tão brutal é menos grave que uma discussão acalorada da Casa do Povo. Dia após dia fica mais evidente que Osama Bin Laden fez escola e que o dedo de Artur Lira pode tá pilotando esse avião rumo à tentativa de destruição de duas torres fundamentais no parlamento, a primeira é o Glauber e a segunda seria a Sãmia, o terrorismo político tá voando solto e seus alvos são os mais pobres vivos ou mortos.

Depois do dia 11/09/2001 não duvido de mais nada.

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 197

Bets: empresário que doou para Ratinho Jr, levou privatização de loterias no PR

Dono da Pay Brokers, Édson Lenzi, que está foragido na operação que prendeu Deolane Bezerra e apreendeu avião de Gusttavo Lima, é investigado pelo TCE do Paraná em esquema comandado por Ratinho Jr. para privatizar LottoPar

Alvo de mandado de prisão na operação da Polícia de Pernambuco contra um esquema ilegal de plataformas de jogos eletrônicos – os chamados Bets -, o empresário Edson Antônio Lenzi Filho, sócio da Pay Brokers, doou R$ 115 mil para a campanha de Ratinho Jr (PSD) em 2022 e pouco mais de um ano depois levou, como única concorrente, o contrato de privatização da LottoPar, a plataforma de gestão do serviço de loterias do Estado.

Lenzi, que encontra-se foragido, teve a prisão decretada na mesma operação que levou a influenciadora Deolane Bezerra para trás das grades e apreendeu um avião do cantor bolsonarista Gusttavo Lima. Thiago Pressner, ex-sócio da empresa, foi preso no último dia 4.

Segundo a investigação, a Pay Brokers seria operadora de um esquema de lavagem de dinheiro da plataforma Esportes da Sorte, de Darwin Henrique da Silva Filho, que se entregou à polícia juntamente com a esposa, Maria Eduarda Filizola.

Privatização

Pouco mais de um anos depois de Édson Lenzi, o irmão Edgar Lenzi, a esposa dele Daniele Lenzi e o lobista da empresa, Henrique de Oliveira Moreira, doarem R$ 400 mil à campanha de Ratinho Jr, nas eleições ao governo do Paraná em 2022, a Pay Brokers foi anunciada como vitoriosa no processo de privatização da LottoPar, a plataforma de gestão do serviço de loterias do Estado.

A loteria estatal foi criada em 2021, no primeiro mandato de Ratinho, que iniciou uma série de manobras para entregar a empresa à Pay Brokers, única habilitada para a licitação, logo após as eleições.

Os inúmeros indícios de corrupção na privataria levou o processo de concessão por 20 anos a virar alvo do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que detectou ao menos 9 pontos críticos que revelam a licitação foi direcionada por Ratinho para a Pay Brokers.

A investigação, aberta em março de 2023 pela  4ª Inspetoria de Controle Externos do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), aponta, entre outros para a   restrição à competitividade em função de exigências técnicas, a ausência de custos unitários e a vigência do contrato, considerada irregular.

A Pay Brokers foi fundada em fevereiro de 2021, logo após o lançamento da loteria estatal e da divulgação do desejo de Ratinho em privatizá-la.

Henrique de Oliveira Moreira foi nomeado por Ratinho em setembro de 2020 como chefe da Divisão de Coordenação Administrativa da Secretaria de Administração e Previdência (Seap).

Em novembro do ano seguinte, deixou o cargo e em maio de 2022 assumiu o posto de diretor-finaceiro do grupo Pay Brokers, coordenando a ofensiva da empresa para levar a privatização da LottoPar.

Moreira tinha informações e contatos privilegiados no governo, já que chefiou na Seap o grupo que coordenou os trabalhos da privatização da loteria estatal do Paraná.

Fonte: Revista Fórum

Juíza condena cientistas por desmentirem informações falsas

Acredite se quiser: duas cientistas foram condenadas pela Justiça por simplesmente falarem a verdade. As pesquisadoras desmentiram um nutricionista que vendia nas redes soluções falsas contra diabetes. Na sentença, a Juíza premiou a mentira ao justificar que as cientistas submeteram o nutricionista a uma “situação de vergonha e tristeza”

Uma juíza de São Paulo condenou no último dia 4 de setembro duas cientistas por desmentirem um nutricionista que afirmou que diabetes era causado por vermes. Ou seja, as pesquisadoras foram condenadas por simplesmente falarem a verdade.

A juíza Larissa Boni Valieris, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível, condenou a bióloga e especialista em metabolismo de diabetes Ana Bonassa e a farmacêutica Laura Marise. Na sentença, foi exigido que o vídeo fosse apagado sob pena de multa de R$ 100 por dia de descumprimento, e danos morais de R$ 1.000.

Segundo a decisão, elas submeteram o nutricionista a uma situação de “vergonha e tristeza” (sic) por compartilharem o perfil público dele no Instagram. “Verifica-se, pois, a ocorrência do dano moral, haja vista a situação de vergonha e tristeza a que fora submetido o autor, em razão da conduta do réu em publicar, sem autorização, seus dados em vídeo junto a rede social de amplo alcance”, diz trecho da sentença.

O autor da desinformação vendia solução falsa contra diabetes. Segundo Ana e Laura, do canal NuncaVi1Cientista, o perfil vendia “protocolos para desparasitação” como se fosse a cura da doença.

Em julho do ano passado, a dupla publicou um vídeo esclarecendo que a doença não é causada por vermes. “Para alertar nossos seguidores sobre os perigos de abandonar o tratamento comprovado do diabetes para seguir o protocolo sem comprovação ou respaldo científico”, diz Ana Bonassa.

“No começo do nosso vídeo, mostramos o print do perfil público que tinha publicado o vídeo com desinformação, com a foto e as informações que ele mesmo fornecia, e informamos que ele havia nos bloqueado após tentarmos alertar que o que ele divulgava era desinformação e colocava as pessoas em risco”.

DIABETES

Diabetes é um termo genérico para condições que envolvem níveis elevados de açúcar –ou glicose– no sangue. No organismo, a glicose é utilizada como combustível para uso imediato ou pode ficar armazenada, como uma reserva de energia, em forma de gordura.

O seu excesso, porém, pode ser muito prejudicial. O problema ocorre devido a defeitos na secreção ou na ação da insulina, hormônio liberado do pâncreas pelas chamadas células beta, responsável justamente por esse controle glicêmico. Quando o corpo não fabrica insulina suficiente ou não consegue utilizar adequadamente o que produz, as taxas de glicose ficam altas, o que chamamos de hiperglicemia. A principal causa do diabetes varia de acordo com o tipo.

Entre os tipos mais comuns de diabetes estão o 1 e o 2. O primeiro é causado pela perda da capacidade do pâncreas em produzir insulina. Quando o hormônio está em falta, faz com que a glicose não entre nas células e se acumule na corrente sanguínea. O tipo 1, que geralmente aparece na infância ou adolescência, é caracterizado por ser genético e autoimune (o sistema imunológico ataca e destrói as células do pâncreas que produzem insulina).

Já o 2 é frequentemente adquirido com o passar dos anos e pode ser desencadeado por hábitos e estilo de vida. Nesses casos, as células adiposas e musculares não conseguem aproveitar completamente o hormônio liberado pelo pâncreas e a glicose passa a ser utilizada de modo ineficaz. Cerca de 90% das pessoas diagnosticadas com diabetes têm o tipo 2.

Fonte: Pragmatismo Político

MPF pede condenação de 37 ex-agentes da ditadura envolvidos na execução de Marighella

Entre as requisições da ação civil pública estão o cancelamento de aposentadorias e o pagamento de sanções financeiras

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma nova ação civil pública para que 37 ex-agentes da ditadura sejam responsabilizados na esfera cível pela execução de Carlos Marighella, um dos mais destacados opositores do regime militar, em 1969. O MPF pede, entre outras condenações, que os envolvidos no episódio percam aposentadorias, restituam gastos do Estado brasileiro com indenizações concedidas a familiares da vítima e paguem compensações financeiras por danos morais coletivos que a repressão política causou à sociedade. No caso de réus já falecidos, os herdeiros deverão arcar com as reparações. 

Vários dos ex-agentes já figuram em duas ações civis públicas anteriores, que o MPF ajuizou em março e agosto, relacionadas a casos de prisão ilegal, tortura, morte e desaparecimento forçado de outros 34 militantes políticos perseguidos na ditadura. Parte dos envolvidos no assassinato de Marighella também foi alvo de uma denúncia protocolada em maio, com pedidos de condenação penal por homicídio qualificado e falsidade ideológica.

Além da responsabilização pessoal dos ex-agentes e das sanções financeiras, a nova ação busca o cumprimento de diversas medidas de preservação do passado e esclarecimento dos fatos ocorridos na ditadura. Para isso, o MPF quer que o Estado de São Paulo e a União, também réus, sejam obrigados a realizar um ato público de desagravo à memória de Marighella e a incluir informações sobre o caso em espaços de memória dedicados ao período.

Marighella dirigia a Aliança Libertadora Nacional (ALN), organização de resistência armada à ditadura, e era considerado o “inimigo público número 1” do regime militar. Ele foi morto na capital paulista em uma operação arquitetada pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), em 4 de novembro de 1969. Naquela noite, as equipes da unidade armaram uma emboscada para o militante, o surpreenderam desarmado e, ainda que pudessem levá-lo preso, executaram-no.

Um dos réus é o ex-delegado Sérgio Paranhos Fleury, que comandou a operação. Além dele, são citados na ação do MPF os ex-agentes do Dops Adusindo Uribe, Alcides Paranhos Junior, Alfeu Forte, Amador Navarro Parra, Antônio Pereira Gomes, Carlos Alberto Augusto, Clarismundo da Silva Filho, Djalma Oliveira da Silva, Edsel Magnotti, Fabio Lessa de Souza Camargo, Francisco Guimarães do Nascimento, Gumercindo João de Oliveira, Henrique de Castro Perrone Filho, Ivahir Freitas Garcia, Izidoro Tescarollo, João Carlos Tralli, João Ribeiro Carvalho Netto, Joaquim Ferreira da Silva Filho, Luiz Antônio Mariano, Luiz Gonzaga Xavier, Luiz Hena, Luiz Zampolo, Mario Rocco Sobrinho, Natal Tuglia, Orlando Rosante, Oswaldo Machado de Oliveira, Paulo Guilherme de Oliveira Peres, Raul Nogueira de Lima, Roberto Guimarães, Rubens Cardoso de Mello Tucunduva, Rubens Pacheco de Souza, Tokioshy Nakahara, Valmor Trevisan, Walter Francisco e Wanderval Vieira de Souza.

Completa a lista de réus o ex-integrante do Instituto Médico Legal (IML) Abeylard de Queiroz Orsini. Ele foi um dos autores do laudo necroscópico que omitiu as verdadeiras circunstâncias da morte de Marighella para endossar a versão oficial de que o militante havia reagido à prisão. O documento deixou de mencionar sinais da execução sumária, como evidências da curta distância dos tiros e lesões que indicavam a tentativa da vítima de se proteger dos disparos. A prática de forjar laudos era comum no IML de São Paulo, unidade que colaborou ativamente com os órgãos de repressão durante toda a ditadura para encobrir crimes e eximir os agentes de responsabilidade.

Crime contra a humanidade – Os envolvidos no assassinato de Marighella não podem ser beneficiados por prescrição – quando, após um prazo definido, não é mais possível exigir um direito na Justiça – nem anistia, uma vez que o episódio é considerado crime contra a humanidade por ter ocorrido em um contexto de ataque sistemático e generalizado contra a população civil. Além disso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já definiu que demandas indenizatórias relacionadas a violações da ditadura são imunes a prescrições. A Constituição também afasta prazos prescricionais para ações de ressarcimento ao patrimônio público, como é o caso de parte dos pedidos do MPF.

A imprescritibilidade dos atos de violação a direitos humanos foi fixada ainda em duas condenações ao Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). As determinações também proíbem o Judiciário brasileiro de barrar processos com base na Lei da Anistia (Lei nº 6.683/79), que, segundo a Corte, não possui efeitos jurídicos por constituir um instrumento de autoperdão a membros do aparato repressivo. O país submeteu-se voluntariamente à jurisdição da CIDH e, por isso, é obrigado a cumprir as sentenças.

A procuradora da República Ana Letícia Absy, autora da ação do MPF, reitera que o contexto de aprovação da Lei da Anistia anula completamente seu valor, apesar de a norma ainda ser evocada para impedir investigações e condenações. “A lei foi criada apenas para privilegiar e beneficiar os que se encontravam no poder, buscando exatamente atingir o escopo ainda persistente: não haver a punição dos crimes ou ressarcimento dos atos praticados pelos agentes estatais, quando estes saíssem do poder. E até a presente data, infelizmente, está plenamente atingindo seus objetivos”, destacou Absy.

Íntegra da ação

Ação Civil Pública nº 5024174-59.2024.4.03.6100

Consulta processual

Ministério Público Federal (MPF)
Assessoria de Comunicação em São Paulo
Informações à imprensa:
(11) 3269-5469  / 5068 / 5368 / 5947
prsp-ascom@mpf.mp.br

Fonte: MPF

Israel chacina 11 palestinos da mesma família em Gaza

Neste sábado (14), a Defesa Civil de Gaza confirmou a morte de 11 pessoas, incluindo mulheres e crianças, em um bombardeio israelense que atingiu uma casa na Cidade de Gaza.

“Recuperamos os corpos de 11 mártires, incluindo quatro crianças e três mulheres, depois que um avião de guerra israelense bombardeou uma casa de três andares pertencente à família Bustan”, disse o porta-voz Mahmud Basal à AFP.

O ataque ocorreu por volta da 01h local (19h de sexta-feira no Brasil), na área próxima à escola Shujaiya, no bairro de Al Tuffah, no leste da cidade. A casa, que abrigava várias famílias em busca de refúgio, foi atingida sem qualquer aviso prévio.

“Várias famílias encontraram refúgio na casa, que foi alvo de um único míssil sem qualquer aviso prévio”, declarou o porta-voz da Defesa Civil, acrescentando que “as equipes de resgate estão procurando os desaparecidos”.

Até o momento, o Exército israelense não se manifestou sobre o ataque. Além disso, a Defesa Civil da Faixa de Gaza relatou que outros bombardeios israelenses durante a noite resultaram na morte de pelo menos 10 pessoas adicionais.

O conflito atual teve início em 7 de outubro, quando o Hamas atacou o sul de Israel, provocando a morte de 1.205 pessoas, incluindo reféns mortos ou que faleceram em cativeiro, conforme informações oficiais israelenses.

Vale destacar que a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza já causou a morte de mais de 41.182 pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde local.

Fonte: DCM

Juízes federais irão receber R$ 241 mi de auxílio-moradia

O CJF (Conselho da Justiça Federal) julgou na 2ª feira (9.set.2024) procedente o pedido de correção monetária de parcelas de equivalência do auxílio-moradia recebido por juízes federais.

A ação, protocolada pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), deve custar R$ 241 milhões aos cofres públicos. A estimativa é da relatora, ministra Maria Thereza de Assis, que deixou a corte em 2024, e teve seu voto vencido. Ela votou contra o pedido. Ainda não há um cálculo oficial, mas o valor precisa ser definido pelo CJF e deve estar dentro do orçamento da Justiça Federal.

O colegiado aprovou que fosse feita uma correção na PAE (Parcela Autônoma de Equivalência). O benefício foi pago a juízes federais de 1994 a 1999, até ser extinto. Os valores devidos foram quitados, levando em conta a TR (Taxa Referencial).

Em 2022, no entanto, o STF (Supremo Tribunal Federal) teve um novo entendimento sobre o tema e definiu que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o principal índice de inflação, passasse a ser usado na atualização de débitos trabalhistas.

A Ajufe, portanto, pediu um novo cálculo para que a diferença residual em razão da substituição do índice de correção fosse paga.

Em nota, a instituição disse que a decisão não constitui um “benefício”, mas uma “exigência legal” que “não privilegia os magistrados, pois deve ser aplicado a qualquer cidadão que tenha direito ao reconhecimento judicial de correções monetárias devidas pelo Poder Público”.

Fonte: Poder360

21 trabalhadores são resgatados de trabalho análogo à escravidão em Goiás

Um operação resgatou 21 pessoas em condições análogas à escravidão em um canteiro de obras em Serranópolis (GO). Segundo os órgãos responsáveis pela fiscalização, os trabalhadores viviam em condições desumanas, dormindo no chão sobre colchões velhos, sem camas, roupas de cama e em ambientes sujos.

O resgate, realizado de 28 a 31 de agosto, contou com equipes do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PFR).

De acordo com o MTE, os indivíduos, recrutados principalmente nos estados do Ceará e Piauí, estavam alojados em quatro barracos precários nas proximidades do canteiro de obras, a cerca de 400 km de Goiânia. Os trabalhadores não estavam registrados formalmente como empregados.

As equipes de fiscalização também verificaram que, no canteiro de obras, os trabalhadores estavam expostos a riscos como choques elétricos e queda de altura. Algumas irregularidades foram apontadas na obra, como ausência de condições mínimas de segurança no canteiro de obras e falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

A obra foi embargada. Os trabalhadores receberam as verbas rescisórias, totalizando R$ 252 mil, além de R$ 268 mil como indenização por danos morais individuais, que serão pagos em três parcelas mensais. O MTE vai conceder o Seguro-Desemprego de Trabalhador Resgatado, em três parcelas mensais de um salário mínimo cada.

A empresa responsável será atuada pelas infrações trabalhistas e poderá ser incluída na “Lista Suja” do MTE, que relaciona empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão.

Além disso, os responsáveis podem responder criminalmente, conforme o artigo 149 do Código Penal, que trata da redução da condição análoga à de escravo.

Fonte: Metrópoles

Vereador Siderlane Mendonça irá responder por agressão a homem em situação de rua

Fato foi registrado no Benedito Bentes; parlamentar diz que não se arrepende de abordagem

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e a Defensoria Pública de Alagoas repudiaram “veementemente” a atitude do vereador Siderlane Mendonça, que aparece em um vídeo dando um mata-leão em um cidadão no bairro do Benedito Bentes, em Maceió. O fato ocorreu ontem (10).

Segundo a assessoria do parlamentar da base do prefeito JHC, ele teria agido para reprimir um ato de violência contra uma mulher. “O parlamentar testemunhou uma mulher sendo empurrada por um homem, enquanto acompanhava uma ação de limpeza urbana e retirada de barracas irregulares, que estariam funcionando como ponto de consumo drogas, ao lado da Nova Feira Livre do bairro”, explicou-se em nota.

Com o homem agredido pelo vereador, que alegou legítima defesa, havia uma pequena quantidade de droga. Depois que o rapaz se tranquilizou, o edil, que é cabo reformado da Polícia Militar, o orientou a se afastar do local.

Na rede social, uma internauta chamou atenção para o fato de que, aparentemente, não havia droga no local. O homem portava uma marica, um tipo de cachimbo usado por usuários de drogas, que estava vazio. Ela também lembrou que Siderlane é servidor público da PM inativo, conforme consulta ao portal governamental.

Veja:

Reprodução

Consequências

Para o MPAL e a Defensoria, a atuação de Siderlane Mendonça contra uma pessoa em situação de rua foi “ilegal e desrespeitosa”, e deve gerar consequências .

“Tal atividade violou os direitos humanos das vítimas, bem como decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal, além de sentenças já proferidas pelo Poder Judiciário local. Todas as medidas jurídicas cabíveis já estão sendo adotadas pelo MPAL e pela DPE/AL para a devida responsabilização dos envolvidos”, manifestaram-se as instituições por meio de nota conjunta.

Vereador nega agressão

No Instagram, Siderlane nega qualquer tipo de agressão e afirma que o vídeo foi editado para tentar prejudicá-lo. O parlamentar disse ainda que não se arrependeu e que faria tudo de novo.

Assista:https://www.instagram.com/reel/C_v3dXIve62/embed/captioned/?cr=1&v=14&wp=540&rd=https%3A%2F%2F082noticias.com&rp=%2F2024%2F09%2F11%2Fvereador-siderlane-mendonca-ira-responder-por-agressao-a-homem-em-situacao-de-rua%2F#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A1035.300000000745%7D

Nota oficial

No final desta tarde, a assessoria de Siderlane Mendonça encaminhou uma nota ao 082 Notícias que reproduzimos abaixo, na íntegra:

A assessoria de comunicação do vereador Siderlane Mendonça encara o posicionamento da Defensoria Pública do Estado e do Ministério Público do Estado com respeito e naturalidade, pois é atribuição constitucional dessas instituições.

O parlamentar, que é policial militar, afirma que agiu dentro da lei, em legítima defesa de terceiros, visto que um usuário de drogas (que inclusive estava com pequena quantidade de droga) agredia à uma mulher, num espaço que tem sido utilizado para consumo de drogas, prostituição e outros delitos, à vista da população: fato já amplamente denunciado pelo edil.

Aplicou, inclusive, todo o procedimento padrão de abordagem policial, sem uso de arma de fogo e aplicando a proporcionalidade da força apenas para imobilizar e afastar esses agressor, que ainda tentou agredi-lo.

Vale ressaltar que o referido usuário de drogas não é morador de ruas e tem vasta ficha policial.

Além disso, o vereador não foi comunicado oficialmente de quaisquer procedimentos das referidas instituições, para eventuais esclarecimentos e comprovação dos fatos. O que será feito, se houver solicitação formal.

Diante disso, reitera o compromisso de trabalhar pelo povo e defender a sociedade que lhe outorgou dois mandatos de vereador.

Lamenta ainda que, após despontar novamente nas pesquisas eleitorais, adversários políticos tentem criar “fake news” para prejudicá-lo: o que não conseguiram, visto que o povo reconhece a verdade, que sempre prevalece.

Fonte: 082 Noticias

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