O POSTE MIJANDO E O CACHORRO ILUMINANDO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 14 de Julho de 2024

O poste mijando no cachorro é uma expressão que usamos quando queremos dizer que tudo tá errado, fora de rumo, sem lógica alguma.
Essa semana o STF tornou público o inquérito sobre o caso das jóias sauditas presenteadas ao Excrementissimo, onde tudo leva a crer que a alcunha de ladrão de jóias será seu sobrenome na Papuda. Nessa aventura do comando maluco palaciano teve até o advogado da família, Alberto Wassef nos EUA escondido atrás de um poste para não ser reconhecido pelos abobalhados patriotas que tiravam fotos com o inelegível. Não adiantou, o poste mijou no cachorro e ele foi descoberto. Fod…!

Numa entrevista para a CNN Brasil, o filho do futuro ladrão de jóias, usou a audiência do programa e fez um pedido ao Rei da Arábia Saudita, Bin Salman, para que ele pedisse de volta as jóias que ele mesmo deu ao Brasil. Oi? Se isso acontecesse, mas não vai acontecer, estaria o Brasil inaugurando um novo modelo; o amigo oculto entre nações , onde a devolução dos presentes se daria apenas com a apresentação da nota fiscal no balcão das Lojas Brasileiras, simples assim. Outra vez o poste mijando no cachorro.

A ABIN, Agência de Inteligência teve por quatro anos uma concorrente paralela que investigava ilegalmente Ministros, parlamentares e jornalistas, sendo seus passos monitorados em tempo real, um big brother com prêmio surpresa para o Xandão, readshot (tiro na cabeça). Tudo isso estaria sendo planejado por um Policial Federal e um membro do Exército, ambos que teriam a obrigação de salvar vidas, estariam tramando a morte do “careca”. O poste pela terceira vez mijando no cachorro.

E o Lula? Segundo a última pesquisa Quast, a aprovação do Presidente subiu e consequentemente a desaprovação caiu. Nessa pesquisa tem um recorte que chamou muito a atenção e mostra que 51% daqueles que votaram no Inelegível disseram que Lula tem razão ao fazer as críticas à política do Banco Central. Nem os bolsonaristas querem a Selic nas alturas e abraçam Lula nessa batalha. O poste mijando no gado, digo, no cachorro.

Pra finalizar, a votação sobre a Reforma Tributária zerou os impostos sobre a carne na cesta básica do brasileiro, Lula tem conseguido cumprir suas promessas de campanha e o churrasquinho e aquela cerveja geladinha já voltaram a ser realidade na mesa dos mais pobres. Pra quem disse que se o Lula ganhasse nós comeriamos cachorro, se enganaram e o pet continua vivo fazendo o que mais sabe, mijando no poste. Com Lula é assim, tudo dentro da lógica.

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 188

Trump aparece com sangue no rosto e com punho cerrado após suposto tiroteio em comício

Durante um comício na Pensilvânia, o ex-presidente Donald Trump foi retirado às pressas do palco por agentes do Serviço Secreto após barulhos altos serem ouvidos no local. O incidente ocorreu quando sons semelhantes a disparos foram percebidos, levando Trump a se abaixar enquanto era cercado e conduzido rapidamente por agentes para um veículo à espera. Após o ocorrido, a polícia armada assumiu o pódio. A notícia ainda está em desenvolvimento e novos detalhes serão divulgados em breve. A informação foi divulgada pela BBC.

Logo em seguida, Trump apareceu com sangue no rosto e com punho cerrado.

Tiros contra Trump foram tentativa de homicídio, diz FBI; autor foi identificado

Durante uma coletiva de imprensa, o FBI e a polícia de Pittsburg declararam que os tiros dirigidos a Donald Trump foram considerados uma “tentativa de assassinato” e não descartaram a possibilidade de outras pessoas estarem envolvidas.

A corporação também confirmou a identidade do atirador responsável pelos disparos: Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, natural de Bethel Park, Pensilvânia, localizada aproximadamente a 64 km do local do comício, foi identificado. Crooks estava afiliado ao Partido Republicano, o mesmo do ex-presidente Trump. Ele foi neutralizado pelo Serviço Secreto imediatamente após o ataque.

As autoridades enfatizaram a importância de identificar o autor dos disparos e compreender suas motivações prioritariamente. O tenente-coronel George Bivens, do departamento de polícia local, afirmou que as investigações poderão demandar um período prolongado para serem totalmente esclarecidas, podendo se estender por dias, semanas ou até meses.

O republicano foi ferido na orelha durante um comício em Butler, Pensilvânia, onde tiros foram disparados. Duas pessoas morreram, incluindo o atirador, cuja identidade não foi revelada. A situação está sendo investigada como uma possível tentativa de assassinato.

O ex-presidente relatou nas redes sociais que um tiro atravessou a parte superior de sua orelha, descrevendo a sensação de sentir a bala rasgar a pele. Durante o ataque, enquanto discursava ao microfone, Trump foi protegido pelos agentes do Serviço Secreto após ouvir os tiros. Após o incidente, Trump foi retirado do palco com sua orelha sangrando.

Um porta-voz confirmou que o candidato estava em condições estáveis e agradeceu às autoridades policiais e aos socorristas pela resposta rápida ao incidente. Mais tarde, Trump foi examinado em um centro médico local e recebeu alta. O atirador foi morto pelo Serviço Secreto depois de disparar vários tiros de uma posição elevada fora do comício, conforme relatado por Anthony Guglielmi, chefe de comunicações da agência.

Relatos adicionais indicam que o atirador estava em um telhado próximo ao local, segundo informações de fontes policiais à CNN. Richard Goldinger, promotor do condado de Butler, informou que os detalhes adicionais sobre o atirador ainda estão sendo investigados pelo principal detetive do caso.

Fonte: Brasil 247 e DCM

CNJ pede explicações a juízas sobre decisões que negaram aborto legal

“É preciso reforçar que casos como este sequer deveriam ter que passar pelo crivo da Justiça”, diz ministra

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu nesta sexta-feira (12) intimar duas magistradas do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) a prestarem esclarecimentos sobre decisões judiciais que negaram a interrupção da gravidez a uma adolescente de 13 anos que foi estuprada.

Pela legislação penal, a interrupção da gestação é permitida nos casos de gravidez fruto de estupro e só pode ser realizada por médicos com o consentimento da vítima.

A decisão foi tomada pelo corregedor-nacional de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão, a partir de matéria jornalística divulgada pelo site Intercept Brasil.

De acordo com a publicação, o aborto legal foi negado por um hospital de Goiás e em duas decisões judiciais proferidas pela juíza Maria do Socorro de Sousa Afonso e Silva e a desembargadora Doraci Lamar Rosa da Silva Andrade.  A reportagem também informou que a vítima está na 28ª semana de gestação de gestação e tenta interromper a gravidez desde a 18ª semana.

Segundo o corregedor, o caso, se comprovado, aponta para prática de falta funcional com repercussão disciplinar.

“É inequívoca a urgência e a gravidade do caso, em tese, razão pela qual determino intimação da juíza Maria do Socorro de Sousa Afonso e Silva, titular do 1º Juizado da Infância e da Juventude de Goiânia, e a desembargadora Doraci Lamar Rosa da Silva Andrade, do Tribunal de Justiça de Goiás, para que, no prazo de cinco dias, prestem as informações que entenderem pertinentes”, decidiu o corregedor.

Defesa

Procurado pela Agência Brasil, o Tribunal de Justiça de Goiás declarou que não vai se manifestar sobre o caso porque as decisões envolvendo a menor estão em segredo de Justiça. Sobre a intimação das magistradas, o tribunal informou que “todas as providências determinadas pelo CNJ são cumpridas imediatamente”.

Fonte: Agência Brasiç

‘Sofrimento horrível’: Dez meses da guerra contra a infância em Gaza

Dentre as maiores vítimas da agressão israelense em curso contra Gaza está um grupo que, de longe, é o mais indefeso e mais distante de todos os pretextos utilizados por Tel Aviv para sua campanha implacável de morte e devastação — isto é, as crianças.

Philippe Lazzarini, comissário-geral da Agência das Nações Unidas para Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), descreveu bem a ofensiva israelense como “guerra contra as crianças”, ou ainda, “uma guerra contra a infância e o futuro”.

Seu alerta apavorante foi reiterado por um discurso à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em maio, do próprio secretário-geral da instituição, António Guterres. “Se há um inferno na terra, é a vida das crianças de Gaza”, declarou Guterres na ocasião.

Os comentários são abalizados em fatos e estatísticas de partir o coração, com dezenas de milhares de crianças assassinadas por Israel.

Até abril, havia ao menos 1.067.986 crianças em Gaza, ou cerca de 47% da população, conforme dados do Departamento Central de Estatísticas da Palestina. Entre as quais, estima-se 544.776 meninos e 523.210 meninas, menores de 18 anos, com 15% deles abaixo de cinco anos de idade — isto é, ao menos 341,790 crianças pequenas.

Cerca de 16 mil crianças mortas

De volta a março, Lazzarini expôs índices demonstrando que o número de crianças que Israel assassinou em Gaza em pouco mais de quatro meses já era maior do que o total global em quatro anos.

Naquele momento, o número de crianças mortas em Gaza estava em ao menos 12.300 vítimas, excedendo 12.193 crianças mortas em conflitos globais entre 2019 e 2022, de acordo com estimativas da ONU.

Meses atrás, em dezembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reportou que, em média, uma criança palestina era assassinada em Gaza a cada dez minutos, ao incorrer no que descreveu como “os tempos mais sombrios da humanidade”.

Tais estatísticas assombrosas apenas cresceram desde então — assim como projeções cada vez mais sinistras —, à medida que Israel insiste em bombardear tudo e todos, de hospitais a prédios residenciais e campos de refugiados, muitas vezes designados como “zonas seguras”, com milhões de cidadãos deslocados de suas casas.

Até 7 de julho — 275º dia do genocídio em curso —, o exército israelense havia matado ao menos 15.983 crianças palestinas de Gaza, uma média de 58 crianças mortas todos os dias desde 7 de outubro do último ano.

O número de crianças feridas também supera 34 mil vítimas, conforme dados técnicos do Ministério da Saúde de Gaza.

À agência Anadolu, comentou Alexandra Saieh, diretora de política humanitária da ong Save the Children:

As crianças de Gaza sofrem as mais duras penas. Estamos vendo crianças mortas e mutiladas em números sem precedentes; crianças mortas das formas mais horríveis. Desmembradas, queimadas vivas em suas tendas, ou esmagadas pelo colapso de blocos residenciais inteiros. Mortas ainda por doenças absolutamente evitáveis, sem o devido acesso à saúde. Em suma, seu sofrimento é horrível.

1.500 crianças amputadas ou submetidas a outras deficiências

Ao menos 1.500 crianças de Gaza perderam membros ou olhos ou foram submetidas a outras deficiências permanentes devido aos ataques de Israel, de acordo com os dados publicados pelo gabinete de comunicação do governo em Gaza.

Em janeiro, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) reportou que ao menos mil crianças palestinas haviam tido uma ou ambas as pernas amputadas no período de somente quatro meses até então. Isso quer dizer ao menos dez crianças que perderam uma ou ambas as pernas a cada dia.

À medida que Israel também destruiu a infraestrutura de saúde de Gaza e reforçou seu embargo sufocante sobre suprimentos humanitários, diversas organizações de direitos humanos e agências das Nações Unidas corroboraram casos nos quais crianças sofriam cirurgias de amputação e outras sem sequer anestesia.

Vídeos perturbadores desses procedimentos desesperados surgiram nas redes sociais, ressaltando ao mundo o imenso sofrimento imposto às crianças de Gaza.

Em numerosos casos, como apontou Francesca Albanese, relatora especial das Nações Unidas, pacientes infantis recebiam apenas algumas doses de sedativo para atenuar as dores, dado que o tratamento adequado a seus traumas fora inviabilizado pela ofensiva e pelo cerco de Israel. No Twitter (X), destacou Albanese: “Este nível de horror não tem paralelo em nosso tempo de vida”.

Saieh também falou das formas bastante macabras em que as crianças foram mutiladas por implacáveis ataques de Israel, ao sofrer ferimentos definitivos em suas vidas. “Uma criança sem perna não pode fugir a uma suposta zona segura. Uma criança desnutrida, fraca demais sequer para chorar, também não pode fugir”, alertou Saieh.

21 mil crianças desaparecidas, 17 mil órfãs

A Save the Children informou recentemente que ao menos 21 crianças palestinas estão desaparecidas em Gaza, muitas das quais soterradas sob os escombros, sequestradas e detidas pelas forças israelenses ou sepultadas em valas comuns.

Muitas outras crianças “estão perdidas, separadas de sua família, seus entes queridos”, acrescentou Saieh à agência Anadolu.

“Presumimos que cerca de quatro mil estão mortas sob os escombros de suas próprias casas e um número desconhecido está sepultado em covas não-identificadas, ou ainda detidas e desaparecidas na rede carcerária israelense, em localidades não reveladas”, observou.

Conforme o gabinete de imprensa do governo em Gaza, ao menos 3.600 crianças estão desaparecidas sob as ruínas dos milhares de prédios destruídos pelos bombardeios de Israel.

Bombas israelenses deixam crianças de Gaza com mutilações e ferimentos definitivos em suas vidas [Sabaaneh/MEMO]

Até a data de 14 de junho, conforme a mesma fonte, de natureza oficial, ao menos 200 crianças haviam sido “sequestradas” pelas forças ocupantes.

À medida que Israel insiste em derramar morte e destruição sobre Gaza, organizações como Médicos Sem Fronteiras (MSF) se viram forçadas a cunhar um novo acrônimo em inglês para identificar crianças que perderam todos os seus parentes aos bombardeios — WCNSF, ou “criança ferida, sem família sobrevivente”.

O gabinete em Gaza identificou cerca de 17 mil crianças que se tornaram órfãs, com ao menos 3% delas perdendo ambos os pais.

Desnutrição: Dezenas de mortos, dezenas de milhares em risco

Israel é réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), com sede em Haia, mas também é acusado por peritos em direito internacional de impor deliberadamente a fome como arma de guerra.

LEIA: 96% dos palestinos de Gaza enfrentam fome extrema, alerta relatório

Conforme o Ministério da Saúde de Gaza, corroborado por especialistas independentes da ONU, ao menos 34 pessoas, sobretudo crianças, morreram de desnutrição em Gaza desde outubro.

A criança palestina de 6 anos Hikmat Badr morreu devido à desnutrição e à falta de medicamentos, é vista em um hospital enquanto os casos de desnutrição, especialmente em crianças, estão aumentando rapidamente, assim como a propagação de epidemias devido aos ataques israelenses em andamento em Deir al-Balah, Gaza. [Ashraf Amra/Agência Anadolu]

Os especialistas das Nações Unidas advertiram em nota, em 9 de julho:

Com a morte dessas crianças devido à fome … não resta dúvida de que a fome se propagou do norte ao centro e sul de Gaza. Reafirmamos que a campanha deliberada e precisa de fome imposta por Israel contra o povo palestino é uma forma de violência genocida, que resultou em uma crise de fome generalizada por todo o território.

O grupo internacional Human Rights Watch (HRW) confirmou também que as crianças de Gaza estão sucumbindo a “complicações relacionadas à fome”, à medida que Israel usa a fome como arma de guerra.

A UNRWA advertiu que ao menos 50 mil crianças demandam tratamento urgente para desnutrição severa. O gabinete de comunicação em Gaza apontou que ao menos 3.500 crianças estão sob risco de morte devido à desnutrição, sob escassez ainda prevalente de alimentos.

De acordo com as equipes do governo, ao menos 82 mil crianças demonstraram sinais de desnutrição até então — 35% delas com sintomas graves.

Outros 450 menores estão sob risco de desenvolver tumores e doenças respiratórias à medida que os palestinos são forçados a queimar quaisquer insumos disponíveis, entre os quais químicos prejudiciais, para cozinhar o pouco que têm, devido ao impedimento israelense de acesso a produtos básicos e combustível.

Mais de 700 mil crianças deslocadas

Conforme as estimativas da ONU, ao menos 1.9 milhão de pessoas foram deslocadas à força internamente em Gaza, muitas das quais famílias deslocadas de nove a dez vezes. Os dados incluem mais de 700 mil crianças deslocadas à força múltiplas vezes.

Aproximadamente 650 mil crianças perderam suas casas, destruídas por bombardeios israelenses, e 625 mil estão privadas de seu direito básico à educação por mais de nove meses.

Segundo Saieh, da Save the Children, toda e qualquer infraestrutura civil essencial para que as crianças possam prosperar futuramente Gaza foi destruída por Tel Aviv. “Escolas foram destruídas, hospitais foram destruídos, casas foram destruídas — até mesmo os parquinhos foram destruídos. As crianças de Gaza nos dizem, desde cedo, que não têm qualquer esperança em seu futuro”.

Fonte: Monitor do Oriente

Após ataque genocida, forças israelenses deixam dezenas de corpos de palestinos mortos em Gaza

Serviço de Emergência Civil de Gaza disse que as equipes recolheram cerca de 60 corpos de palestinos mortos pelas forças israelenses na última semana na área de Tel Al-Hawa

As forças israelenses se retiraram de alguns bairros da Cidade de Gaza durante a noite, após uma feroz ofensiva militar que durou uma semana, deixando dezenas de mortos e casas e estradas destruídas na maior área urbana do enclave palestino, disseram moradores e serviços de resgate na sexta-feira.

A ofensiva, realizada durante a campanha de Israel para eliminar os militantes do Hamas, ocorreu no momento em que mediadores apoiados pelos Estados Unidos tentavam finalizar um acordo de paz que libertaria os reféns restantes tomados pelos militantes no ataque transfronteiriço em 7 de outubro.

O Serviço de Emergência Civil de Gaza disse que as equipes recolheram cerca de 60 corpos de palestinos mortos pelas forças israelenses na última semana na área de Tel Al-Hawa e nos arredores do bairro de Sabra, na Cidade de Gaza.

Tanto os residentes quanto as equipes de resgate alertaram que, embora os tanques tenham se retirado de algumas áreas, os franco-atiradores e tanques israelenses continuaram a controlar o terreno elevado em alguns locais, e advertiram os moradores para que não tentassem voltar para suas casas nessas áreas.

“Há corpos espalhados pelas ruas, corpos desmembrados, há corpos de famílias inteiras, há também corpos dentro de uma casa de uma família inteira que foi completamente queimada”, disse o porta-voz da Defesa Civil da Faixa de Gaza, Mahmoud Basal, em comentários veiculados pela mídia em Gaza, controlada pelo Hamas.

Os militares israelenses disseram na quinta-feira que suas forças estavam trabalhando para desmantelar as capacidades do Hamas na Cidade de Gaza e que “seguem a lei internacional e tomam as precauções possíveis para mitigar os danos aos civis”.

Os braços armados do Hamas e da Jihad Islâmica disseram que travaram batalhas ferozes contra as forças israelenses, atacando-as com foguetes antitanque e morteiros, matando e ferindo muitas pessoas. Não houve comentário do Exército israelense sobre essas alegações.

Lar de mais de um quarto dos residentes de Gaza antes da guerra, a Cidade de Gaza foi em grande parte arrasada no final de 2023, mas centenas de milhares de palestinos voltaram a morar nas ruínas. Israel mais uma vez ordenou que eles saíssem, embora não esteja claro para onde os moradores podem ir com segurança. Israel controla a maior parte das fronteiras de Gaza e também está atacando o centro e o sul da Faixa de Gaza.

Os mediadores árabes, apoiados pelos Estados Unidos, estão tentando chegar a um acordo de cessar-fogo que libertaria os israelenses mantidos como reféns pelo Hamas em troca de muitos palestinos presos por Israel.

Na sexta-feira, uma autoridade sênior do Hamas culpou Israel pelo fracasso em aproveitar o impulso criado quando a facção islâmica retirou uma exigência fundamental da oferta de cessar-fogo elaborada pelos EUA há uma semana para abrir caminho para um acordo.

“Israel não tomou uma posição clara sobre a proposta do Hamas. Depois de discutir com os mediadores em Doha, no Catar, Israel disse a eles que a delegação voltaria para consultar o governo israelense”, declarou à Reuters a autoridade, que pediu para não ser identificada.

“Há uma tentativa de protelar e perder tempo”, acrescentou.

Não houve comentário imediato de Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na quinta-feira que continua comprometido com a estrutura de cessar-fogo de Gaza que está sendo negociada e acusou o grupo militante palestino Hamas de fazer exigências que contradizem essa estrutura. Netanyahu não afirmou quais eram essas exigências.

Duas fontes egípcias disseram na quinta-feira que as negociações haviam progredido, mas que os acordos de segurança e as garantias de cessar-fogo ainda estavam sendo trabalhados.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro colocou Presidência a serviço do crime

Presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio do Alvorada 05/05/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

Ex-presidente ordenou que seus subordinados espionassem adversários ilegalmente

Pouco tempo depois de o Brasil tomar conhecimento de novos detalhes escabrosos sobre o esquema em que o então presidente da República, Jair Bolsonaro, se apropriou indevidamente de joias que eram da União, os bastidores de outra ação marginal chocam o país.

Dessa vez, vieram à tona as minúcias do esquema criminoso de arapongagem clandestina que Bolsonaro e seus asseclas montaram dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O leitor pode acompanhar esse roteiro no portal ICL Notícias, nas matérias da coluna de Juliana Dal Piva.

Da forma mais despudorada possível, o presidente da República mobilizou servidores públicos para proteção de seus filhos — acusados de cometer crimes –, espionagem de adversários políticos, além da criação e disseminação de informações falsas contra todos aqueles considerados inimigos.

Estava em curso a implantação de um Estado policial nos moldes das ditaduras mais totalitárias. Políticos de oposição (e até mesmo os aliados que não gozavam de confiança), autoridades do Judiciário e até jornalistas eram acompanhados pelos arapongas do governo Bolsonaro, sob a coordenação do chefe da Abin hoje deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Os detalhes sórdidos incluem comentários de que o ministro Alexandre de Moraes mereceria levar um tiro até a surpreendente decisão de Ramagem de gravar uma reunião em que ele, Bolsonaro e Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, discutiram formas de proteger Flávio Bolsonaro da Justiça e a sabotagem a servidores da Receita.

O áudio inacreditável tornou-se uma das provas mais importantes do esquema. Quatro participantes da trama foram presos ontem.

Os investigados devem responder pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio.

Com a divulgação das provas da arapongagem e da apropriação de joias da União, o chefe da quadrilha que cometeu esses (e outros) delitos graves fica cada vez mais perto da punição.

Seu nome: Jair Messias Bolsonaro.

A julgar pelas provas robustas apresentadas pela PF, o homem que os eleitores escolheram para dirigir o país de 2018 a 2022 fez algo inédito em toda a história da República.

Bolsonaro colocou a Presidência a serviço do crime.

Fonte: ICL

Operação destrói 11 pistas de voo clandestinas em terras Yanomami

Mais 11 pistas clandestinas para uso de aeronaves foram inutilizadas por uma equipe de agentes das Forças Armadas, Força Nacional e IBAMA, na região de Campos Novos, em Roraima. 

As pistas foram destruídas em ordem de prioridade, conforme planejamento conjunto com agentes ambientais. A cada 100 metros, foram construídas valas de até dois metros de profundidade, para impedir o pouso de qualquer aeronave nos locais. Ao todo, 23 pistas de pouso foram destruídas somente na região do Território Yanomami.

A ação, realizada entre os dias 3 e 7 de julho, é mais uma etapa da Operação Catrimani II, criada em março deste ano para reprimir e prevenir o garimpo ilegal e outros crimes ambientais, garantir ajuda humanitária, além de proteger a fronteira brasileira de ações ilícitas, como o tráfico de drogas. A Operação é coordenada pela Casa De Governo de Roraima.

Segundo o Comando Militar da Amazônia, desde o início da Operação até essa última terça-feira, 9 de julho, foram realizadas, no Território Yanomami, 3,6 mil abordagens, que resultaram em 50 prisões.  Além das pistas, foram destruídos 171 acampamentos, 34 embarcações, 16 aeronaves, 459 motores e 71 mil litros de combustível. 

Fonte: Agência Nacional

PF diz que Abin atuou ilegalmente em favor de filhos de Bolsonaro

Agência teria sido usada para favorecer Jair Renan e Flávio Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) aponta que a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi utilizada durante o governo de Jair Bolsonaro para favorecer dois filhos do ex-presidente.

Segundo a corporação, agentes que participaram do monitoramento ilegal buscaram informações sobre investigações envolvendo Jair Renan e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A conclusão está no relatório da investigação chamada de Abin Paralela, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a retirada do sigilo do inquérito que apura do caso.

De acordo com a PF, um policial federal que atuava na agência foi designado para espionar Allan Lucena, ex-sócio de Jair Renan em uma empresa de eventos. O filho do ex-presidente é acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro pelo Ministério Público.

No caso de Flávio Bolsonaro, as ações clandestinas de monitoramento ocorreram contra três auditores da Receita Federal responsáveis pela investigação sobre “rachadinha” no gabinete de Flávio quando ele ocupava do cargo de deputado estadual.

Segundo os investigadores, as buscas por informações sobre os auditores foi determinada pelo deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), então diretor da Abin.

Defesa

Pelas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro disse que a divulgação do relatório de investigação foi feita para prejudicar a candidatura de Ramagem à prefeitura do Rio de Janeiro.

“Simplesmente não existia nenhuma relação minha com Abin. Minha defesa atacava questões processuais, portanto, nenhuma utilidade que a Abin pudesse ter. A divulgação desse tipo de documento, às vésperas das eleições, apenas tem o objetivo de prejudicar a candidatura de Delgado Ramagem à prefeitura do Rio de Janeiro”, afirmou o senador.

Agência Brasil tenta contato com os demais citados e está aberta para incluir seu posicionamento no texto.

Fonte: Agência Brasil

Aprovação de Lula sobe também na pesquisa Ipec: presidente é bem avaliado pela maioria da população

Levantamento encomendado pela TV Globo confirma a tendência observada no estudo da Quaest, contratado por banco de investimento

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a avaliação positiva de seu governo estão em alta. Pesquisa Ipec contratada pela TV Globo e divulgada nesta quinta-feira (11) confirma a tendência observada no levantamento Genial/Quaest publicado na quarta (10). 

De acordo com o novo estudo, o governo Lula é avaliado como ótimo e bom por 37% da população — uma alta de 4 pontos percentuais com relação à pesquisa Ipec anterior, de março, quando o índice era de 33%. Já a avaliação de ruim e péssimo caiu: foi de 32% para 31% no levantamento mais recente. A porcentagem daqueles que consideram o governo regular teve queda de 33% para 31%. 

A pesquisa trouxe ainda números sobre a aprovação pessoal de Lula, questionando os entrevistados se eles aprovam ou desaprovam a maneira como o presidente governa. A aprovação foi de 49% no estudo de março para 50% na nova pesquisa. Já a desaprovação caiu de 45% para 44%. Outros 6% não sabem ou não responderam. 

Avaliação do governo Lula

  • Ótimo/Bom: 37% (+4)
  • Regular: 31% (-2)
  • Ruim/Péssimo: 31% (-1)

Maneira de Lula governar

  • Aprovo: 50% (+1)
  • Desaprovo: 44% (-1)

O levantamento Ipec contou com 2 mil entrevistas feitas em 129 municípios brasileiros entre os dias 4 e 8 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. 

Pesquisa Quaest 

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que tanto a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a avaliação positiva de seu governo subiram. 

Segundo o estudo, 54% da população “aprova o trabalho” que o mandatário vem desempenhando — uma alta de 4 pontos percentuais, acima da margem de erro, com relação ao índice registrado pela Genial/Quaest em maio, quando a aprovação de Lula era de 50%. 

Confira a evolução no gráfico: 

Divulgação/Quaest

Já a reprovação do trabalho de Lula fez o caminho contrário e caiu: foi de 47% na pesquisa de maior e, agora, atinge 43% — queda de 4 pontos percentuais. 4% dos entrevistados responderam que não sabem fazer tal avaliação. 

A avaliação positiva do governo também cresceu: era 33% em maio e, agora, marca 36% — alta de três pontos percentuais. Por outro lado, a avaliação negativa do governo caiu 3 pontos — foi de 33% para 30%. 

O levantamento Genial/Quaest contou com 2 mil entrevistas feitas em 120 municípios brasileiros entre os dias 5 e 8 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. 

Veja os números

Aprovação do governo 

  • Positivo: 36% (+3)
  • Regular: 30% (-1)
  • Negativa: 30% (-3)
  • Não sabe: 4% (+1)

Aprovação do presidente Lula

  • Aprovo: 54% (+4)
  • Desaprovo: 43% (-4)
  • Não sei: 4% (+1)

Fonte: Revista Fórum

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