Com privatização, funeral de recém-nascido é 12 mil reais em SP

Uma concessionária que trabalha na administração de cemitérios de Campo Grande, Lajeado, Lapa, Pinheiros e Saudade, em São Paulo, cobrou R$ 12 mil para fazer o funeral de um bebê recém-nascido. O caso foi revelado pela vereadora Silvia Ferraro (PSOL), que considera o valor abusivo.

O Grupo Maya é o responsável pelo caso. Em uma mensagem de WhatsApp com um cliente, um atendente afirmou que o serviço “está saindo a R$ 12 mil, com uma entrada de R$ 2.400”. A parlamentar afirmou que “não deveria custar mais que R$ 600”.

A empresa alegou que houve uma falha no serviço de atendimento e prometeu fazer uma apuração interna sobre o caso. Presidente da SP Regula, entidade que fiscaliza a prestação de serviços públicos feitos por concessionárias, afirmou que o preço é diferente do que manda a tabela de preços máximos da Prefeitura de São Paulo e também disse que vai investigar o episódio.

A gestão de Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo, afirmou que vai tomar providências após a investigação. “Havendo comprovação de irregularidades, a concessionária será punida de acordo com os termos do contrato”, afirmou a prefeitura em nota.

Fonte: DCM

Israel usa fome e sede para exterminar os palestinos

Israel está usando a fome e a sede como arma de extermínio contra a população da Faixa de Gaza, ao impedir a entrada de insumos, incluindo medicamentos, há mais de um ano. Essa política genocida do Estado Sionista de Israel tem sido criticado no mundo inteiro.

Osama Hamdan, membro do gabinete político do governo palestino em Gaza, denunciou que “As forças da ocupação continuam a usar como arma a fome e a sede contra o nosso povo em Gaza, ao privá-lo de comida, água, remédios e cuidados básicos”.

“Por mais de 50 dias, Israel tem impedido a entrada de qualquer assistência àqueles que estão em sítio na região norte, resultando em fome, que continua a devastar nossa gente e nossas famílias, e até mesmo a matar nossas crianças”, acrescentou.

“A fome como arma, como a ocupação vem impondo a nosso povo há mais de um ano, é uma das ferramentas brutais utilizadas para implementar o chamado Plano dos Generais [de expulsão em massa e anexação do território], em sua forma mais bárbara e hedionda, à qual apenas os piores criminosos de guerra poderiam recorrer”, reiterou Hamdan. “Isso prova ao mundo, uma e outra a vez, a verdade sobre a entidade sionista”.

“Devido à falta dos elementos mais básicos para a vida humana”, prosseguiu a denúncia, “mesmo doentes e feridos são deixados nas ruas ou debaixo dos escombros. A ocupação impede que ambulâncias e equipes da defesa civil cheguem até eles, após destruir todos os hospitais e centros de saúde”.

O sofrimento e a tragédia humana enfrentada por nosso povo se agravará e aprofundará ainda mais com a chegada do inverno.

Hamdan enfatizou que “a guerra de genocídio, limpeza étnica, massacres, chacinas, fome e sede, conduzidos pela ocupação por 401 dias consecutivos contra mais de dois milhões de cidadãos palestinos em Gaza, ainda continua”.

“A ocupação está cometendo as formas mais hediondas de assassinato, assédio, tortura, sequestro e deslocamento contra Gaza, ao privar a população dos aspectos básicos para sobrevivência”, concluiu o oficial palestino. “Trata-se de uma agressão sem paralelos na história moderna”.

Redação com Monitor do Oriente

A escala 6×1 “tira a sua humanidade”, diz criador do movimento “Vida Além do Trabalho”

O vereador eleito e criador do movimento VAT (Vida Além do Trabalho), Rick Azevedo (PSOL-RJ), participou nesta segunda-feira (11) do programa “Estúdio i”, da GloboNews, para falar sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1.

“Essa escala tira a sua humanidade”, declarou.

Com 29.364 votos, Rick foi o vereador mais votado do PSOL nas eleições municipais deste ano, sendo o 12º na colocação geral.

“Eu espero que muitos trabalhadores de base cheguem na política porque não tem como as pessoas olharem para uma pauta como essa quando elas não viveram isso na pele”, disse Azevedo. “Agora tem o discurso de alguns deputados falando que a PEC para o fim da escala 6×1 é coisa de preguiçoso, de quem não quer trabalhar. Veja bem: o Congresso vive na escala 3×4, quando trabalha”, disse.

“Eles precisam entender que isso não se trata de querer que sejam punidos. Isso se trata de procurar um equilíbrio entre vida pessoal e profissional”, prosseguiu o vereador recém-eleito.

“Não dá para eles ficarem achando que nós deixaremos que essa lógica de lucro acima da vida de todo mundo vai continuar”, acrescentou.

Fonte: DCM

Pobreza eleva em 3 vezes risco de surgimento de ansiedade e depressão

Um relatório das Nações Unidas aponta que pessoas em situação de pobreza têm três vezes mais chances de desenvolver problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. É o que aponta o relatório “Economia do Burnout: Pobreza e Saúde Mental”. Cerca de 11% da população mundial sofre com algum transtorno mental. 

De acordo com o relator especial da Organização das Nações Unidas e autor do relatório, Olivier De Schutter, esse cenário está relacionado à obsessão pelo crescimento da economia e busca de riqueza, levando as pessoas a se submeterem a jornadas exaustivas de trabalho e condições de trabalho precárias. 

“Quanto mais desigual é uma sociedade, mais as pessoas da classe média temem cair na pobreza e com isso desenvolvem quadros de estresse, depressão e ansiedade”, afirmou o relator.

Jornada de 24 horas por dia 

Segundo o relator, o principal fator de risco é jornada de 24 horas por dia, 7 dias por semana, quando o trabalhador fica disponível sob demanda, e cita como exemplos os trabalhadores de aplicativos e plataformas digitais  

De Schutter afirma que essa lógica “resulta em horários muito variáveis de trabalho, o que torna muito difícil manter um equilíbrio adequado entre a vida familiar e a vida profissional”. A incerteza quanto ao horário de trabalho e quantidade de horas a trabalhar tornam-se grandes motivadores de depressão e ansiedade.

Outro fator gerador de transtornos é a ansiedade climática. Estudos apontam que inundações, secas extremas, temporais destroem as fontes de renda da população, provocando insegurança financeira e ansiedade. 

Ações 

O estudo propõe que os governos adotem medidas que reduzam as desigualdades e inseguranças, como políticas de renda básica universal (valor mínimo a que todos teriam direito para afastar a ameaça da pobreza), apoio a economia social e solidária e alterações do mundo do trabalho. 

O relator informou que organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais e acadêmicos trabalham na apresentação de alternativas ao crescimento econômico em consonância com a erradicação da pobreza, previstas para serem apresentadas em 2025. 

Fonte: Agência Brasil

Sessão especial debateu o combate ao racismo na Assembleia Legislativa

Representantes de diversas entidades do movimento negro e sindical, participaram hoje, 11/11, de uma sessão especial para debater políticas de enfrentamento ao racismo. A sessão solene foi proposta pelo deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT), ocorreu no plenário da Casa de Tavares Bastos.

Para Luciano Santos, presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas, a sessão serviu como momento “para refletir sobre a Consciência Negra e a necessidade de implantação de política reais de combate ao racismo”.

Para o deputado Ronaldo Medeiros “O combate ao racismo é tema central para a construção de uma sociedade mais justa, ainda mais no Brasil, que jamais conseguiu superar os valores e a estrutura de sociedade do período escravocrata”.

Projeto quer acabar com “escala da escravidão”

Escala 6×1 é considerada por muitos trabalhadores como escravista, projeto visa reduzir jornada de trabalho

Um dos assuntos mais comentados na Câmara e nas redes sociais nesta semana foi uma PEC (proposta de emenda à Constituição), ainda não protocolada, que prevê uma revisão na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para abolir a escala de trabalho 6×1, na qual um funcionário precisa trabalhar seis dias durante a semana para ter direito a um dia de folga.

O assunto, que está em primeiro lugar nos Trending Topics do X (antigo Twitter), tem gerado debates entre diferentes grupos de interesse, de políticos a empresários, com parlamentares de direita e bolsonaristas se unindo para barrar o projeto. Até o momento, a PEC conta com somente 71 das 171 assinaturas necessárias para iniciar sua tramitação na Câmara dos Deputados.

A PEC

A PEC, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) em 1º de maio, Dia do Trabalhador, propõe alternativas ao regime 6×1. A psolista defendeu a revisão da jornada de trabalho em suas redes sociais, argumentando que a estrutura atual “não é compatível com a dignidade humana”.

Hilton destacou que a legislação atual limita o tempo de vida pessoal dos trabalhadores, argumentando que “nossa Lei precisa mudar” para equilibrar as demandas de trabalho com qualidade de vida e bem-estar social.

O Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), liderado pelo vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ), tem sido um dos principais impulsionadores da PEC. Azevedo, que se tornou conhecido em 2023 por relatar sua experiência com a jornada exaustiva de balconista de farmácia, reuniu mais de 1,3 milhão de assinaturas em um abaixo-assinado.

Intitulado “Por um Brasil que Vai Além do Trabalho”, o documento exige que os trabalhadores tenham mais tempo para a vida pessoal e o convívio familiar.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ainda não determina, especificamente, como deve funcionar esse modelo de escala. Entretanto, o Art. 67 da CLT estabelece que todo empregado tem direito a um descanso semanal mínimo de 24 horas consecutivas, com preferência para o domingo.

A definição do dia de folga pode ser ajustada de acordo com as necessidades da empresa, sempre que houver um acordo com os sindicatos da categoria, o que permite certa flexibilidade no cumprimento dessa norma.

Bolsnonaristas travam a proposta

Em busca de maior apoio, Hilton, Azevedo e outros deputados têm visitado gabinetes para conversar diretamente com parlamentares e sensibilizá-los sobre a importância da medida.

Entretanto, a direita tem mais força nesse assunto, o que tem dificultado a tramitação da proposta. Parlamentares de direita estão se unindo para barrar a PEC, ao contrário dos deputados de esquerda, que têm mostrado dificuldades para reunir as assinaturas, principalmente devido à resistência de partidos de direita.

A bancada do PSOL, que tem sido o principal defensor da PEC, assinou o documento, enquanto 37 dos 68 deputados do PT, a segunda maior bancada da Câmara. Por outro lado, na maior bancada, composta por 92 parlamentares do PL, apenas um deputado, Fernando Rodolfo (PE), manifestou apoio e assinou a proposta.

A falta de adesão do PT

Em entrevista ao UOL, Rick Azevedo criticou a falta de engajamento do PT, partido do presidente Lula, na discussão sobre a redução da jornada de trabalho.

“Ninguém pode viver tendo apenas um dia de folga. A escala 6×1 é um modelo de escravidão que persiste. Por isso, reafirmo sem medo algum: não tem como falar em vida além do trabalho com apenas um dia de folga”, disse o vereador.

Em seguida, ele cobrou maior mobilização social e posicionamento da esquerda sobre a questão: “Precisamos que o Partido dos Trabalhadores, que está no governo, se pronuncie, pois essa é uma demanda da classe trabalhadora. Nossa PEC está com cerca de 71 assinaturas, algumas novas, mas não sei se já foram atualizadas.”

“Dessas 71 assinaturas, menos da metade da bancada do PT assinou a PEC. Fica complicado quando mais da metade da bancada do PT, além de outros partidos de esquerda, poderia apoiar a proposta. Queremos a assinatura de todos. A PEC tem apoio tanto de esquerda quanto de direita”, declarou.

OS GRINGOS DEGRINGOLARAM

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 10 de Novembro de 2024

Four years later, a fantastic surprise, the world dawned happier, the best of the best was elected to be the new president of the USA, Trump blá blá blá… Vamos aterrissar e falar o bom e velho português, o mundo assistiu nessa semana ao maior vexame eleitoral do mundo com a vitória de um condenado pela justiça americana, colocando- o novamente no posto mais alto país, mesmo diante de tantas evidências de crimes contra a democracia ou quase democracia de um país que não consegue, sequer, punir seus maus políticos, deixando as portas abertas para as tentativas de Golpe, tudo agora chancelado pelo voto direto indireto.

A verdade é que Donald Trump deu o maior passa moleque nas instituições da terra do Tio Sam, fazendo parecer que a maior potência mundial se tornou uma verdadeira república de bananas. Dizer que Trump foi genial, resiliente e que deu a volta por cima é tentar esconder a ineficiência das autoridades de um país, que ao invés de condenar seus detratores, preferem condecora- los. Estados Unidos aprendam com os tupiniquins, aqui cometeu crime, julga, condena e taca uma tatuagem na testa com a escrita de inelegível, simples! O que acontece aqui, não acontece lá my friend.

A eleição americana deste ano mais uma vez desnuda aqui no Brasil, o complexo de vira latas de um bando de falsos patriotas, que comemorou os votos impressos, tão criticados em 2020, como se estivessem na Avenida Paulista festejando uma vitória do seu candidato no pleito verde amarelo.
Torço para não encontrar nenhum desses “patriotas” nas portas dos quartéis novamente, pois se esse fato novamente acontecer, teremos a certeza que o selo de colonizador apenas mudou de mão, saindo das mãos dos portugas para as mãos dos yankes. Oh my God!

Aqui no Brasil muitos parlamentares da Direitinha Golpista usaram suas redes sociais para parabenizar Trump pela vitória e muitos copiaram o inconfundível inglês do professor Joel Santana para meter aquele “the book in the table” vestidos com a bandeira americana sobre os ombros e de fundo a logo sangrenta de Israel. Esse “Brazil” não é para amadores, é para bajuladores e quem pagar mais receberá mais e mais “hugs and kisses”, sorrisos e balançadas de rabo dos “caramelos” sabujos.
Deus salve a América, do Sul primeiro, viu!

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 205

Legado científico de Carl Sagan vai muito além da série de TV “Cosmos”

Naquela que teria sido a 90ª viagem do astrônomo ao redor do Sol, aqui está uma visão do seu legado como cientista, defensor e comunicador.

Em 9 de novembro de 2024, o mundo comemorará o 90º aniversário de Carl Sagan – mas, infelizmente, sem Sagan, que morreu em 1996 aos 62 anos.

A maioria das pessoas se lembra dele como o cocriador e apresentador da série de televisão ” Cosmos”, assistida por centenas de milhões de pessoas em todo mundo nos anos 1980. Outros leram “Contato”, seu romance de ficção científica mais vendido, ou “Os Dragões do Éden”, seu livro de não ficção vencedor do Prêmio Pulitzer. Outros milhões de pessoas o viram popularizar a astronomia no “The Tonight Show” (um dos mais antigos e assistidos programas de entrevista dos EUA).

O que a maioria das pessoas não sabe sobre Sagan, e que foi um pouco obscurecido por sua fama, é o impacto de longo alcance de sua ciência, que ressoa até hoje. Sagan foi um divulgador científico inigualável, um defensor astuto e um escritor prolífico. Mas ele também foi um cientista extraordinário.

Sagan impulsionou a ciência de pelo menos três maneiras importantes. Ele produziu resultados e percepções notáveis descritos em mais de 600 artigos científicos. Ele possibilitou o desenvolvimento de novas disciplinas científicas. E inspirou várias gerações de cientistas. Como astrônomo planetário, acredito que essa combinação de talentos e realizações é rara, e pode ter ocorrido apenas uma vez na minha vida.

Realizações científicas
Na década de 1960, muito pouco se sabia sobre Vênus. Sagan investigou como o efeito estufa em sua atmosfera de dióxido de carbono poderia explicar a temperatura insuportavelmente alta na superfície de Vênus – aproximadamente 870 graus Fahrenheit (465 graus Celsius). Sua pesquisa continua sendo um alerta sobre os perigos das emissões de combustíveis fósseis aqui na Terra.


Carl Sagan apresentou e coescreveu ‘Cosmos’, uma série de TV em 13 partes que foi ao ar nas estações da rede pública de TV americana PBS entre 1980 e 1981. Mickey Adair/Michael Ochs Archives/Hulton Archive via Getty Images

Sagan propôs uma explicação convincente para as mudanças sazonais no brilho de Marte, que haviam sido incorretamente atribuídas à vegetação ou à atividade vulcânica. A poeira soprada pelo vento era responsável pelas variações misteriosas, explicou ele.

Sagan e seus alunos estudaram como as mudanças na refletividade da superfície e da atmosfera da Terra afetam nosso clima. Eles analisaram como a detonação de bombas nucleares poderia injetar tanta fuligem na atmosfera que levaria a um período de anos de resfriamento substancial, um fenômeno conhecido como “inverno nuclear”.

Com uma alcance incomum em astronomia, física, química e biologia, Sagan impulsionou a disciplina nascente da astrobiologia – o estudo da vida no Universo. Com o cientista pesquisador Bishun Khare da Universidade de Cornell, Sagan realizou experimentos laboratoriais pioneiros e demonstrou que determinados ingredientes da química pré-biótica, chamados tolinas, e determinados blocos de construção da vida, conhecidos como aminoácidos, formam-se naturalmente em ambientes de laboratório que imitam ambientes em planetas.


Carl Sagan propôs o envio ao espaço dos ‘Discos de Ouro’, que apresentam os sons da Terra, incluindo saudações faladas em 55 idiomas. NASA via Wikimedia Commons

Ele também modelou o fornecimento de moléculas pré-bióticas para a Terra primitiva por asteroides e cometas e estava profundamente envolvido nos experimentos biológicos a bordo das sondas Viking de Marte. Sagan também especulou sobre a possibilidade de organismos em forma de balão flutuando nas atmosferas de Vênus e Júpiter.

Sua paixão por encontrar vida em lugares fora da Terra foi muito além do Sistema Solar. Ele foi um defensor da busca por inteligência extraterrestre, também conhecida como SETI. Ajudou a financiar e participou de uma busca sistemática por radiofaróis extraterrestres, varrendo 70% do céu com o físico e engenheiro elétrico Paul Horowitz.

Ele propôs e coprojetou as placas e os “Discos de Ouro” agora afixados nas embaixadoras mais distantes da Humanidade, as sondas Pioneer e Voyager. É improvável que os extraterrestres venham a encontrar esses artefatos, mas Sagan queria que as pessoas contemplassem a possibilidade de comunicação com outras civilizações.

Ativismo
A produção científica de Sagan o levou repetidamente a se tornar um eloquente defensor de questões de importância social e científica. Ele testemunhou perante o Congresso sobre os perigos das mudanças climáticas. Foi um ativista antinuclear e se manifestou contra a Iniciativa de Defesa Estratégica, programa armamentista do governo do ex-presidente americano Ronald Reagan também conhecido como “Guerra nas Estrelas”. Ele incentivou colaborações e uma missão espacial conjunta com a União Soviética, em uma tentativa de melhorar as relações entre os EUA e a União Soviética. Ele falou diretamente com membros do Congresso sobre a busca por inteligência extraterrestre e organizou uma petição assinada por dezenas de cientistas proeminentes pedindo apoio para esta busca.

Mas talvez seu presente mais importante para a sociedade tenha sido a promoção da busca da verdade e do pensamento crítico. Ele incentivou as pessoas a ter humildade e disciplina para confrontar suas crenças mais queridas e a confiar em evidências para obter uma visão mais precisa do mundo. Seu livro mais citado, ” O Mundo Assombrado pelos Demônios”, é um recurso precioso para qualquer pessoa que esteja tentando navegar nesta era de desinformação.

Impacto
O impacto de um cientista às vezes pode ser medido pelo número de vezes que seu trabalho acadêmico é citado por outros cientistas. De acordo com a página de Sagan no Google Scholar, seu trabalho continua a acumular mais de 1.000 citações por ano.

De fato, sua taxa de citação atual excede a de muitos membros da Academia Nacional de Ciências dos EUA, que são “eleitos por seus pares por contribuições extraordinárias à pesquisa”, de acordo com o site da academia, e é “uma das maiores honras que um cientista pode receber”.

Sagan foi indicado para ser eleito para a academia durante o ciclo de 1991-1992, mas sua indicação foi contestada na reunião anual; mais de um terço dos membros votou para que ele não fosse eleito, o que impediu sua admissão. Um observador daquela reunião escreveu a Sagan: “É a pior das fragilidades humanas que o mantém de fora: a inveja”. Essa crença foi afirmada por outros presentes. Em minha opinião, o fato de a academia não ter admitido Sagan continua sendo uma mácula duradoura na organização.

Nenhum tipo de ciúme pode diminuir o legado profundo e abrangente de Sagan. Além de suas realizações científicas, Sagan inspirou gerações de cientistas e levou a apreciação da ciência a inúmeros não cientistas. Ele demonstrou o que é possível nos campos da ciência, da comunicação e da defesa. Essas realizações exigiram a busca da verdade, trabalho árduo e autoaperfeiçoamento. No 90º aniversário do nascimento de Sagan, um compromisso renovado com esses valores honraria sua memória.


Por Jean-Luc Margot

Fonte: Terra

Israel bombardeia escola e campo de desabrigados e mata mais 14 palestinos em Gaza

A Defesa Civil da Faixa de Gaza anunciou, neste sábado (9), que dois bombardeios israelenses mataram ao menos 14 pessoas nesta madrugada.

Um dos ataques com mísseis ocorreu na escola Fahad al Sabah, no norte do território. No local, convertido em um centro de acomodação de emergência, cinco pessoas foram mortas, incluindo crianças.

O outro bombardeio foi no sul da Faixa de Gaza, em um campo de tendas para pessoas desabrigadas de Khan Yunis, e deixou nove mortos. O anúncio foi feito por Mahmud Bassal, porta-voz da Defesa Civil palestina.

116 mortos por dia

Também neste sábado (9) o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza atualizou o número de mortos pela ofensiva militar de Israel contra os palestinos, implementada desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Neste período de um ano e um mês, 43.550 pessoas foram assassinadas no território.

Em média, 116 palestinos são mortos pelo exército do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a cada dia.

Entre as vítimas fatais na Faixa de Gaza de novembro do ano passado até abril de 2024, mulheres e crianças são “quase 70%”, segundo o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Risco do conflito escalar

Em um discurso transmitido neste sábado (9) pela televisão estatal, o ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, alertou que “o mundo deve saber que, se a guerra se espalhar, seus efeitos nocivos não se limitarão ao Oriente Médio”.

Além de Gaza, Israel ataca o Líbano desde o último 23 de setembro, sob a justificativa de ofensiva contra o Hezbollah. O Ministério da Saúde Pública libanês contabiliza 2.980 mortes desde então, incluindo 178 paramédicos.

“A insegurança e a instabilidade podem se espalhar para outras regiões, mesmo distantes”, advertiu o ministro iraniano Abbas Araqchi.

Fonte: DCM

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