Bolsonaristas promovem atentado terrorista contra o STF

Veja o que se sabe sobre as explosões na Praça dos Três Poderes

A Praça dos Três Poderes, em Brasília, foi palco de cenas de horror na noite dessa quarta-feira (13/11). Um homem e um carro explodiram, por volta das 19h30, nas proximidades do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) e no estacionamento Anexo IV da Câmara dos Deputados, respectivamente.

Os ministros do Supremo foram retirados às pressas do prédio da Corte, e a Praça dos Três Poderes precisou ser isolada por risco de novas explosões. Os palácios do Planalto, Alvorada e Jaburu tiveram reforço na segurança.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou a perícia no local. Em nota, a Polícia Federal afirmou que um inquérito policial será instaurado para investigar os ataques.

Nesta quinta-feira (14/11), forças de segurança farão uma varredura no Congresso. Não haverá expediente no Senado. Na Câmara, as atividades estão suspensas até as 12h.

Após atentado, o Supremo Tribunal Federal anunciou que irá retomar o uso de grades ao redor da Corte. Os prédios do STF também passarão por uma varredura completa para verificação de eventuais artefatos na madrugada e manhã desta quinta.

O expediente está suspenso até o meio-dia em todos os prédios. A situação será reavaliada ao longo da manhã.

Carro, “homem bomba” e anúncio do ataque

O carro que explodiu, de modelo Kia Shuma, estava carregado com fogos de artifício. O proprietário do automóvel é Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos. Chaveiro de profissão, foi candidato a vereador pelo Partido Liberal (PL), em 2020, por Rio do Sul (SC). Ele é o homem que se explodiu e morreu.

Francisco é conhecido na cidade, e entre amigos e familiares, como Tiu França. Nas redes sociais, ele fez publicações em referência às explosões que ocorreriam nesta quarta.

Com prints de mensagens enviadas para ele mesmo, via WhatsApp, Francisco publicou, no início da noite, o que parece ser um anúncio do que estava por vir. “Vamos jogar??? Polícia Federal, vocês têm 72 horas para desarmar a bomba que está na casa dos comunistas de merda”, diz um dos textos.

Em tom de ameaça, outro print diz: “Cuidado ao abrir gavetas, armários, estantes, depósito de materiais etc.”. E prosseguiu indicando o suposto horário de início das explosões: “Início: 17h48 do dia 13/11/2024. O jogo acaba dia 16/11/2024. Boa sorte!”.

Também nas redes sociais, Francisco explicou o porquê da data escolhida para o ataque: “Eu não gosto do número 13”.

Autoridades cobram rigor na investigação

Autoridades se manifestaram nas redes sociais sobre as explosões na Praça dos Três Poderes ocorridas na noite desta quarta-feira (13/11). As mensagens foram de solidariedade a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parlamentares.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, usou o X (antigo Twitter) para manifestar solidariedade aos ministros e parlamentares. “Repudio com toda a veemência os ataques contra o STF e a Câmara dos Deputados. Manifesto minha solidariedade aos ministros e parlamentares”, afirmou.

O ministro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ainda que a Polícia Federal (PF) vai atuar com “celeridade” no caso.

“A Polícia Federal investigará com rigor e celeridade as explosões no perímetro da Praça dos Três Poderes. Precisamos saber a motivação dos ataques, bem como reestabelecer a paz e a segurança o mais rapidamente possível”, disse Messias.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que investigações sobre as explosões precisam ser feitas com “rigor”. “É essencial conter o avanço do ódio”.

A deputada federal Sâmia Bonfim (PSol) criticou, também no X, o fato de o deputado Sostene Cavalcante (PL-RJ) manter aberta a sessão na Câmara dos Deputados para votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das Igrejas, dispositivo legal que subsidia o funcionamento dos templos.

“Não podemos seguir a votação de algo que altera a Constituição enquanto o caos está instaurado”, disse a deputada. Momentos depois, a sessão foi suspensa.

O ministro do STF Flávio Dino foi o primeiro da Corte a se pronunciar após o as explosões na Praça dos Três Poderes. Por meio do Instagram, ele sustentou a resiliência da Justiça. “A Justiça segue firme e serena. Orgulho de servir ao Brasil na Casa da Constituição: o Supremo Tribunal Federal”, escreveu.

Fonte: Metrópoles

Pastor é preso dois anos após ser denunciado por dopar e estuprar vítima

O pastor de uma igreja evangélica, identificado como Jean Carlos Skiba, foi preso dois anos depois de ser denunciado por dopar e estuprar um jovem de 27 anos, em Ponta Grossa (a cerca de 310 km de Maringá).

De acordo com informações da Polícia Civil e com a decisão judicial, o suspeito aplicou o golpe conhecido como “Boa noite Cinderela”, colocando um remédio contra insônia na bebida do rapaz. Em seguida, ele o levou para seu próprio apartamento, onde ocorreu o abuso.

Após o crime, a vítima foi abandonada desacordada no meio da rua, sem roupas e sem o celular. A investigação apontou que o suspeito era um pastor de uma igreja evangélica da cidade.

  • O caso foi denunciado e investigado em 2022. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa do pastor, a polícia encontrou o celular da vítima, a camisa usada no dia do crime e um frasco de medicamento que teria sido usado para dopar o jovem. Também foram apreendidos o celular do suspeito, que continha pesquisas sobre o uso do remédio para crimes sexuais – o que indica que o crime foi premeditado.

Inicialmente, o pedido de prisão preventiva foi negado pela Justiça por “provas insuficientes”, e o pastor foi absolvido em primeira instância.

“Inconformado, o Ministério Público apresentou recurso, tendo o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná reformado a sentença de primeiro grau e condenado o investigado à pena de oito anos e três meses de prisão em regime fechado”, explica o delegado Derick Moura Jorge.

O mandado de prisão foi expedido no dia 30 de outubro de 2024 e cumprido no dia 5 de novembro. O pastor está preso na Cadeia Pública de Ponta Grossa, condenado por estupro de vulnerável.

  • Embora a condenação do pastor se refira a um caso específico, a polícia investiga se ele pode ter feito mais duas vítimas usando o mesmo método: colocando um medicamento que causa sonolência na bebida. Além disso, ele abordava pessoas desconhecidas e não contava seu nome verdadeiro.

O delegado também acrescentou que o pastor é casado e cometeu o crime em um dia em que a esposa estava viajando.

Até o momento da prisão, o pastor não possuía antecedentes criminais e continuava atuando como líder religioso.

A Polícia Civil reforça o alerta para que as pessoas redobrem os cuidados em festas e eventos, evitando se afastar de suas bebidas e consumindo apenas itens de origem confiável.

Fonte: Maringá Post

Turquia anuncia rompimento total com o estado genocida de Israel

“Cortamos todo o comércio e relações com Israel – ponto final”, declarou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em visita à Arábia Saudita e Azerbaijão

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou nesta quarta-feira que seu país “encerrará todas as relações” com Israel, reafirmando seu apoio aos palestinos em meio à guerra deflagrada na Faixa de Gaza.

A declaração foi dada durante uma entrevista à imprensa, conforme noticiado pela Anadolu, enquanto Erdogan retornava de suas visitas à Arábia Saudita e Azerbaijão.

O líder turco destacou que a nação “não manterá nem desenvolverá relações com Israel”. “Cortamos todo o comércio e relações com Israel. Ponto final. Estamos firmes com a Palestina em sua causa legítima até o fim”, afirmou ele.

A decisão é tomada depois de Ancara ter anunciado em maio passado o bloqueio das relações comerciais com Tel Aviv, devido aos ataques israelenses contra Gaza.

– A Turquia é sem dúvida a nação que reagiu mais duramente às atrocidades israelenses, incluindo medidas concretas como o corte do comércio – acrescentou.

Erdogan alertou ainda que, “enquanto o envio de armas continuar, Israel será ainda mais agressivo” e lembrou que Ancara lançou recentemente uma iniciativa nas Nações Unidas para impor um embargo à venda de armas ao Estado judeu.

Conflito israelense na Faixa de Gaza

Desde o início do conflito israelense na Faixa de Gaza em outubro de 2023, a Turquia tem condenado veementemente as ações de Tel Aviv, acusando o país de assassinatos em massa de civis palestinos. Além disso, tem pedido repetidamente um cessar-fogo e exercido pressão sobre Israel.

Fonte: MSN

Relatório da ONU aponta “crime de extermínio contra a humanidade” de Israel em Gaza

Israel vem “cometendo crimes de guerra e o crime de extermínio contra a humanidade”, afirmaram as Nações Unidas. Veja as descobertas da nova investigação

As Nações Unidas publicaram hoje (11) um documento baseado em investigação minuciosa das práticas de Israel em Gaza que corroboram as denúncias de genocídio contra o povo palestino.

relatório da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental e Israel, submetido à Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2024, aborda graves violações de direitos humanos por parte da ocupação israelense, que se intensificou a partir de 7 de outubro de 2023. O documento foca especialmente no impacto dessas ações sobre civis palestinos e suas instituições, com uma atenção particular às práticas israelenses nas áreas de saúde, detenção e o tratamento de reféns. (Leia o documento na íntegra, traduzido para o português, aqui ou ao final desta reportagem).

“As forças de segurança israelenses deliberadamente mataram, feriram, prenderam, detiveram, maltrataram e torturaram pessoal médico e veículos médicos alvos, constituindo os crimes de guerra de homicídio doloso e maus-tratos e o crime contra a humanidade de extermínio”, concluiu a comissão.

Contexto e Metodologia

A Comissão de Inquérito aplicou rigorosos métodos de investigação, incluindo a coleta de milhares de fontes abertas e entrevistas com vítimas, testemunhas e especialistas. O relatório destaca que o território da Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental continua sob ocupação militar israelense, conforme o Direito Internacional Humanitário, especialmente a Quarta Convenção de Genebra. Apesar dos pedidos formais de informação, o governo israelense se recusou a colaborar com a investigação.

Ataques a Instalações Médicas e Profissionais de Saúde

Entre 7 de outubro de 2023 e julho de 2024, Israel realizou 498 ataques a instalações de saúde na Faixa de Gaza, resultando em 747 mortos e 969 feridos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 110 dessas instalações sofreram impactos diretos. Além de ataques aéreos, as forças de segurança israelenses cercaram hospitais, impediram o acesso de ajuda humanitária e, em alguns casos, emitiram ordens de evacuação que eram impossíveis de serem cumpridas em segurança.

“Enquanto as forças de segurança israelenses emitiram ordens de evacuação para esses hospitais, a Comissão concluiu que as ordens não eram viáveis, não foram emitidas de forma coordenada e não poderiam ser implementadas de forma segura. Elas deram pouco tempo às administrações hospitalares — apenas algumas horas, em alguns casos — para evacuar centenas de pacientes. As forças de segurança israelenses não auxiliaram na evacuação segura dos pacientes. De acordo com várias fontes, evacuações completas não foram possíveis sem colocar em risco a vida dos pacientes”, denuncia o relatório. Ele continua: “no Hospital Awdah e no Hospital Pediátrico Nasr, as forças de segurança israelenses negaram solicitações da equipe médica para facilitar a movimentação de ambulâncias a fim de tornar o processo de evacuação mais tranquilo, resultando em condições inseguras para a evacuação. Os pacientes nesses hospitais, em particular aqueles que estavam em unidades de terapia intensiva e aqueles que estavam gravemente feridos, exigiram cuidados especiais durante a movimentação.”

Relatórios indicam que os ataques visaram hospitais de maneira sistemática, começando no norte de Gaza e se estendendo ao longo do território. A justificativa do governo israelense era que o Hamas estaria utilizando hospitais para fins militares, como bases de comando e controle, o que foi negado pelas autoridades de saúde locais e por testemunhas.

A destruição de hospitais e a morte de 500 profissionais de saúde agravaram ainda mais a situação da já frágil infraestrutura médica de Gaza. Ao final de julho de 2024, apenas 16 dos 36 hospitais da região ainda funcionavam, de forma parcial. O sistema de saúde entrou em colapso devido à falta de medicamentos, combustível, eletricidade, água potável e saneamento, causando um aumento significativo de mortes evitáveis, especialmente entre pacientes com doenças crônicas e mulheres grávidas. Muitos hospitais, como o Shifa e o Nasr, também foram usados como abrigos para civis deslocados, exacerbando a sobrecarga nas instalações.

Interferência na Saúde Reprodutiva e Infantil

O impacto sobre a saúde reprodutiva foi devastador. Mais de 540 mil mulheres em idade reprodutiva foram afetadas pela falta de atendimento adequado. O bombardeio de hospitais especializados, como o Awdah e o Hospital Turco-Palestino, deixou milhares de mulheres sem acesso a serviços essenciais de pré-natal e pós-parto, além de cuidados com recém-nascidos. Alguns desses hospitais também serviam como os únicos centros de oncologia na região, o que interrompeu o tratamento de cerca de 10.000 pacientes com câncer, levando muitos à morte.

As condições para os cuidados infantis também se deterioraram drasticamente. Muitos hospitais pediátricos foram atingidos ou ficaram inacessíveis, forçando crianças a serem tratadas em instalações menores e inadequadas. Casos de desnutrição entre crianças aumentaram significativamente, com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) relatando que cerca de 3.000 crianças estavam em risco de morte devido à fome em julho de 2024. O colapso do sistema de vacinação deixou crianças vulneráveis a doenças como a poliomielite, com o primeiro caso em 25 anos sendo relatado em agosto de 2024.

Detenção Arbitrária e Tortura de Palestinos

O relatório destaca a detenção de mais de 14.000 palestinos, a maioria deles em Gaza e na Cisjordânia. Entre os detidos, estavam médicos, trabalhadores humanitários, jornalistas, crianças e ativistas de direitos humanos.

Relatos de maus-tratos durante as detenções são generalizados, incluindo espancamentos, humilhações sexuais, ameaças de morte e até abusos físicos graves que resultaram em fraturas.

“Vários detentos do sexo masculino relataram que agentes das forças de segurança israelenses espancaram, chutaram, puxaram ou apertaram seus órgãos genitais, muitas vezes enquanto os detentos estavam nus. Em alguns casos, agentes das forças de segurança israelenses usaram objetos como detectores de metais e cassetetes. Um detento que foi mantido na prisão de Negev, de agentes das forças de segurança israelenses, declarou que, em novembro de 2023, membros da unidade Keter do Serviço Prisional de Israel o forçaram a se despir e então ordenaram que ele beijasse a bandeira israelense. Quando ele se recusou, ele foi espancado e seus órgãos genitais foram chutados tão severamente que ele vomitou e perdeu a consciência.”

Alguns detidos foram forçados a servir como escudos humanos para as forças israelenses durante operações militares. No campo de detenção de Sde Teiman, os prisioneiros eram mantidos em condições degradantes, obrigados a usar fraldas, privados de sono e submetidos a tortura física e psicológica. Há também relatos sobre a privação de necessidades básicas, como comida e acesso a saneamento.

“A Comissão também recebeu informações confiáveis sobre estupro e agressão sexual, incluindo o uso de uma sonda elétrica para causar queimaduras no ânus e a inserção de objetos, como paus, cabos de vassoura e vegetais, no ânus.”

Crianças palestinas detidas foram submetidas a tratamentos cruéis semelhantes. Muitos menores relataram ter sido mantidos com adultos e sofrido espancamentos, isolamento e intimidações graves, incluindo ameaças de abuso sexual. Um jovem de 15 anos descreveu seu tempo de detenção como “os piores dias de sua vida”. Diz o relatório: “suas pernas foram algemadas com correntes de metal e suas mãos algemadas com tanta força que sangraram, mas ele não recebeu nenhum atendimento médico. Ele foi repetidamente punido sendo forçado a ficar de pé com as mãos levantadas por horas.”

Mortes em Custódia

Pelo menos 53 prisioneiros palestinos morreram sob custódia israelense entre outubro de 2023 e julho de 2024. As circunstâncias dessas mortes sugerem falta de cuidados médicos e maus-tratos graves, com evidências de que muitos detidos não receberam assistência médica adequada após serem feridos durante a detenção. A falta de transparência em investigações dessas mortes é uma preocupação séria levantada no relatório.

Uso de Hospitais para Fins Militares

Embora Israel tenha alegado que hospitais em Gaza estavam sendo usados por grupos armados como bases militares, o relatório da Comissão afirma que não foram encontradas evidências concretas que sustentassem essas afirmações. Médicos e trabalhadores de saúde entrevistados pela Comissão negaram veementemente o uso de suas instalações para operações militares, e muitos relataram que estavam sendo usados apenas para tratar vítimas e doentes.

“A Comissão entrevistou pessoal médico sênior em hospitais e eles negaram que houvesse qualquer atividade militar, enfatizando que a única função dos hospitais era tratar pacientes”, diz o relatório.

Impacto Humanitário e Coletivo

O relatório conclui que as ações israelenses representam uma política deliberada de destruição da infraestrutura civil em Gaza, com efeitos desastrosos sobre a população palestina. A Comissão considera que essas ações violam o direito internacional humanitário, constituindo crimes de guerra e crimes contra a humanidade, ao privar a população de Gaza de seus direitos mais básicos, como o direito à saúde, à segurança e à vida.

“Os maus-tratos de detidos palestinos pelas autoridades israelenses são o resultado de uma política intencional. Atos de violência física, psicológica, sexual e reprodutiva foram perpetrados para humilhar e degradar os palestinos. (…) As forças de segurança israelenses cometeram esses atos com a intenção de infligir dor e sofrimento, equivalendo à tortura como um crime de guerra e um crime contra a humanidade e constituindo uma violação da Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes. As mortes de detidos como resultado de abuso ou negligência equivalem aos crimes de guerra de homicídio doloso ou assassinato e violações do direito à vida.”

A comissão também conclui:

“Os detidos do sexo masculino foram submetidos a estupro, o que é um crime de guerra e um crime contra a humanidade. Tais atos de violência sexual, causando severo sofrimento físico e mental, também equivalem a tortura”

Fonte: Fepal

PEC do fim da escala 6×1 atinge assinaturas necessárias para ser protocolada; veja quem assinou

Para que o texto fosse protocolado, eram necessários ao menos 171 signatários, 194 deputados já assinaram; veja quais deputados federais demonstraram apoio ao projeto

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho, um de descanso) atingiu o quórum de assinaturas necessário para começar a tramitar na Câmara dos Deputados. O projeto é de autoria da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que formalizou uma iniciativa do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), do vereador eleito carioca Rick Azevedo (PSOL).

O texto conta com 194 assinaturas no sistema interno da Câmara no início da manhã desta quarta-feira, 13. Para que a PEC fosse protocolada, eram necessários ao menos 171 signatários.

A mobilização em torno da proposta ganhou força com a adesão de deputados federais do PT, a sigla mais representativa entre os parlamentares que já assinaram a medida. Entre os signatários do texto, por ora, são 68 os deputados federais petistas.

Também integram as assinaturas outros partidos da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além da autora, todos os outros 13 parlamentares do PSOL da Câmara assinaram a proposta, além de mais 13 deputados federais do PSB.

Com o intenso debate sobre a medida nas redes sociais, a proposta ganhou tração também entre siglas do Centrão. O texto conta com assinaturas de 20 deputados federais do União Brasil, 15 assinaturas do PSD, dez do Progressistas, sete do Republicanos e até o apoio de um parlamentar do PL, o deputado federal Fernando Rodolfo (PL-PE).

O que acontece agora?
Uma vez protocolada, a PEC começará a ser discutida na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara. No colegiado, haverá a designação de um relator para o texto, que poderá modificar o projeto por meio de um substitutivo, além de acatar sugestões de outros deputados federais.

Aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça, a proposta seguirá para a apreciação de uma comissão especial. Somente após esse trâmite, o texto ficará apto a ser pautado no plenário.

A inclusão do texto na ordem do dia de votações, no entanto, não é imediata e, na prática, depende de um acordo entre o colégio de líderes da Casa, formado por líderes das siglas e de blocos parlamentares, como o bloco governista e da oposição. É por isso que, desde já, a deputada federal Erika Hilton sinaliza que irá discutir a medida com líderes parlamentares, como o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-PI).

O quórum exigido para a aprovação de PECs na Câmara é de 308 votos favoráveis entre os 513 deputados federais. Com um aval da Câmara, o texto passa para o Senado, no qual a aprovação em plenário demanda voto favorável de 49 senadores entre os 81 membros da Casa. Em PECs, não há sanção presidencial após aprovação das propostas pelas duas Casas do Legislativo.

Veja a lista dos deputados que assinaram a PEC pelo fim da escala 6×1
Erika Hilton (PSOL-SP) (autora)
Reginete Bispo (PT-RS)
Delegada Adriana Accorsi (PT-GO)
Túlio Gadêlha (Rede-PE)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Fernando Rodolfo (PL-PE)
Orlando Silva (PCdoB-SP)
Talíria Petrone (PSOL-RJ)
Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
Chico Alencar (PSOL-RJ)
Célia Xakriabá (PSOL-MG)
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
Glauber Braga (PSOL-RJ)
Tarcísio Motta (PSOL-RJ)
Jorge Solla (PT-BA)
Saullo Vianna (União Brasil-AM)
Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP)
Douglas Viegas (União Brasil-SP)
Luiza Erundina (PSOL-SP)
Luizianne Lins (PT-CE)
Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)
Meire Serafim (União Brasil-AC)
Duda Salabert (PDT-MG)
Dandara (PT-MG)
Antônia Lúcia (Republicanos-AC)
Stefano Aguiar (PSD-MG)
Rogério Correia (PT-MG)
Ivan Valente (PSOL-SP)
Marcos Tavares (PDT-RJ)
Padre João (PT-MG)
Vicentinho (PT-SP)
Daiana Santos (PCdoB-RS)
Nilto Tatto (PT-SP)
Ana Pimentel (PT-MG)
Guilherme Boulos (PSOL-SP)
Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
Dagoberto Nogueira (PSDB-MS)
Marcon (PT-RS)
André Janones (Avante-MG)
Denise Pessôa (PT-RS)
Carol Dartora (PT-PR)
Célio Studart (PSD-CE)
Natália Bonavides (PT-RN)
Alfredinho (PT-SP)
Kiko Celeguim (PT-SP)
Juliana Cardoso (PT-SP)
Maria Arraes (Solidariedade-PE)
Márcio Jerry (PCdoB-MA)
Patrus Ananias (PT-MG)
Yandra Moura (União Brasil-SE)
Fernando Mineiro (PT-RN)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
João Daniel (PT-SE)
Camila Jara (PT-MS)
Washington Quaquá (PT-RJ)
Luiz Couto (PT-PB)
Dimas Gadelha (PT-RJ)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Tadeu Veneri (PT-PR)
Odair Cunha (PT-MG)
Waldenor Pereira (PT-BA)
Reimont (PT-RJ)
Miguel Ângelo (PT-MG)
Rubens Otoni (PT-GO)
Paulão (PT-AL)
Leonardo Monteiro (PT-MG)
Erika Kokay (PT-DF)
Maria do Rosário (PT-RS)
Alice Portugal (PCdoB-BA)
Benedita da Silva (PT-RJ)
Merlong Solano (PT-PI)
Pedro Campos (PSB-PE)
Paulo Guedes (PT-MG)
Jack Rocha (PT-ES)
Socorro Neri (PP-AC)
Bacelar (PV-BA)
Jilmar Tatto (PT-SP)
Reginaldo Lopes (PT-MG)
Prof. Reginaldo Veras (PV-DF)
Duarte Jr. (PSB-MA)
Welter (PT-PR)
Valmir Assunção (PT-BA)
Carlos Zarattini (PT-SP)
Delegada Katarina (PSD-SE)
Ana Paula Lima (PT-SC)
Thiago de Joaldo (PP-SE)
Pedro Uczai (PT-SC)
Rafael Brito (MDB-AL)
Josenildo (PDT-AP)
Laura Carneiro (PSD-RJ)
José Airton Félix Cirilo (PT-CE)
Rubens Pereira Júnior (PT-MA)
Alexandre Lindenmeyer (PT-RS)
Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ)
Max Lemos (PDT-RJ)
Ruy Carneiro (Podemos-PB)
Joseildo Ramos (PT-BA)
Helder Salomão (PT-ES)
Florentino Neto (PT-PI)
Clodoaldo Magalhães (PV-PE)
Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT)
Bruno Farias (Avante-MG)
Carlos Veras (PT-PE)
Airton Faleiro (PT-PA)
Elisangela Araujo (PT-BA)
Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
Alencar Santana (PT-SP)
Bohn Gass (PT-RS)
Vander Loubet (PT-MS)
Daniel Almeida (PCdoB-BA)
Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ)
Dilvanda Faro (PT-PA)
Moses Rodrigues (União Brasil-CE)
Renildo Calheiros (PCdoB-PE)
Professora Goreth (PDT-AP)
Marx Beltrão (PP-AL)
Rui Falcão (PT-SP)
Idilvan Alencar (PDT-CE)
Dr. Francisco (PT-PI)
Pastor Sargento Isidório (Avante-BA)
José Guimarães (PT-CE)
Domingos Neto (PSD-CE)
Zeca Dirceu (PT-PR)
Elcione Barbalho (MDB-PA)
Geraldo Resende (PSDB-MS)
Daniel Barbosa (PP-AL)
Ivoneide Caetano (PT-BA)
Flávio Nogueira (PT-PI)
Keniston Braga (MDB-PA)
Raimundo Santos (PSD-PA)
Carlos Henrique Gaguim (União Brasil-TO)
Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA)
Tabata Amaral (PSB-SP)
Josias Gomes (PT-BA)
Luciano Amaral (PV-AL)
Weliton Prado (Solidariedade-MG)
Augusto Puppio (MDB-AP)
André Figueiredo (PDT-CE)
Fausto Santos Jr. (União Brasil-AM)
Amom Mandel (Cidadania-AM)
Cleber Verde (MDB-MA)
Felipe Carreras (PSB-PE)
Gerlen Diniz (PP-AC)
Leo Prates (PDT-BA)
Henderson Pinto (MDB-PA)
Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Roberto Duarte (Republicanos-AC)
Delegado Bruno Lima (PP-SP)
Murillo Gouvea (União Brasil-RJ)
Fernanda Pessoa (União Brasil-CE)
Pedro Aihara (PRD-MG)
Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE)
Andreia Siqueira (MDB-PA)
Damião Feliciano (União Brasil-PB)
Renilce Nicodemos (MDB-PA)
Lucas Ramos (PSB-PE)
Eduardo Bismarck (PDT-CE)
Juninho do Pneu (União Brasil-RJ)
Zezinho Barbary (PP-AC)
Luciano Vieira (Republicanos-RJ)
Ricardo Maia (MDB-BA)
Luciano Ducci (PSB-PR)
Duda Ramos (MDB-RR)
Raimundo Costa (Podemos-BA)
Sidney Leite (PSD-AM)
Euclydes Pettersen (Republicanos-MG)
Mauro Benevides Filho (PDT-CE)
Renan Ferreirinha (PSD-RJ)
Coronel Ulysses (União Brasil-AC)
Júnior Ferrari (PSD-PA)
Dr. Zacharias Calil (União Brasil-GO)
Dayany Bittencourt (União Brasil-CE)
Marcelo Crivella (Republicanos-RJ)
Átila Lins (PSD-AM)
Eriberto Medeiros (PSB-PE)
Jonas Donizette (PSB-SP)
Charles Fernandes (PSD-BA)
Gervásio Maia (PSB-PB)
Pompeo de Mattos (PDT-RS)
Pastor Diniz (União Brasil-RR)
Bandeira de Mello (PSB-RJ)
Fausto Pinato (PP-SP)
Dra. Alessandra Haber (MDB-PA)
Guilherme Uchoa (PSB-PE)
Eduardo Velloso (União Brasil-AC)
Afonso Motta (PDT-RS)
Gisela Simona (União Brasil-MT)
Paulo Azi (União Brasil-BA)
Hugo Leal (PSD-RJ)
Nitinho (PSD-SE)
Amanda Gentil (PP-MA)
Heitor Schuch (PSB-RS)
Iza Arruda (MDB-PE)

Fonte: Terra

Braskem, que destruiu parte de Maceió, se beneficiou de R$ 2,27 bilhões em incentivos fiscais

A Braskem, empresa petroquímica brasileira com atuação internacional, liderou o ranking ao declarar que se beneficiou de R$ 2,27 bilhões em incentivos 

Um total de 54,9 mil empresas no Brasil declarou à Receita Federal ter utilizado R$ 97,7 bilhões em incentivos fiscais entre janeiro e agosto de 2024, segundo dados obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo. O levantamento foi realizado por meio da Dirbi (Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária), uma nova ferramenta da Receita que permite monitorar o impacto e a utilização de incentivos tributários no país.

A Braskem, empresa petroquímica brasileira com atuação internacional, liderou o ranking ao declarar que se beneficiou de R$ 2,27 bilhões em incentivos via Reiq (Regime Especial da Indústria Química), um programa de renúncia tributária voltado à indústria química e petroquímica.

Ao jornal, a empresa afirmou que esses incentivos são parte de uma política pública essencial para o setor, ainda que o impacto concentrado na Braskem seja notável. A companhia destacou que estimativas da Receita em 2023 projetavam renúncia potencial de R$ 1,186 bilhão para todas as empresas elegíveis ao Reiq.

No setor de tecnologia e alimentos, o iFood foi o principal beneficiado pelo Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos), criado para apoiar o setor de eventos e, indiretamente, bares e restaurantes durante a pandemia de Covid-19. A plataforma de delivery declarou ter recebido R$ 336,11 milhões em incentivos no período.

O iFood defendeu sua inclusão no Perse, justificando que seu serviço de intermediação entre consumidores e restaurantes é parte do setor de alimentação e eventos, especialmente em um contexto de recuperação econômica.

O Perse, que originalmente foi alvo de discussões para ser encerrado neste ano pela equipe econômica, teve seu incentivo prorrogado pelo Congresso após mobilização do setor. Com a Lei 14.859, de maio de 2024, o Perse agora possui um limite máximo de R$ 15 bilhões em renúncia tributária. Até o momento, as empresas utilizaram R$ 5 bilhões do teto estabelecido, restando R$ 10 bilhões disponíveis para novos benefícios até que o limite seja atingido.

A divulgação dos dados ocorre enquanto o governo discute um pacote de revisão de gastos, liderado pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. A equipe econômica vê o corte de subsídios e benefícios fiscais como uma medida necessária para equilibrar o orçamento, especialmente em um cenário de restrições fiscais.

Fertilizantes, folha de pagamentos e mais – Os dados da Dirbi revelaram também que os incentivos para o setor de adubos e fertilizantes somaram R$ 14,9 bilhões, representando o maior valor entre os diferentes tipos de benefícios concedidos no período.

Além disso, a desoneração da folha de pagamento para empresas de 17 setores, medida prorrogada pelo Congresso, resultou em uma renúncia de R$ 12,26 bilhões entre janeiro e agosto. O custo total da desoneração até o final do ano é estimado entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões, e, segundo determinação do STF, essa renúncia deverá ser compensada por medidas de aumento de arrecadação ou corte de despesas.

Fonte: Infomoney

Haaretz acusa Netanyahu de promover limpeza étnica na Faixa de Gaza

Jornal israelense acusa governo e exército de Tel Aviv de limpeza étnica em Gaza

Um dos principais jornais israelenses, o Haaretz publicou no último domingo (10/11) um editorial afirmando que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, promove uma limpeza étnica contra os palestinos no norte da Faixa de Gaza.

Intitulado “A limpeza étnica de Netanyahu em Gaza está em exibição para todos verem”, o texto opinativo não assinado por nenhum dos autores do periódico fez a acusação após o correspondente militar do Haaretz Yaniv Kubovich realizar uma visita no local.

“O exército israelense está conduzindo uma operação de limpeza étnica no norte da Faixa de Gaza. Os poucos palestinos restantes na área estão sendo evacuados à força, casas e infraestrutura foram destruídas, e estradas largas na área estão sendo construídas e completando a separação das comunidades no norte da Faixa do centro da Cidade de Gaza”, escreve o jornal.

Kubovich, por sua vez, concluiu que “a área parece ter sido atingida por um desastre natural”, quando, na verdade, está sob intensa ofensiva do exército israelense desde 7 de outubro de 2023.

Com acesso completo ao editorial do Haaretz, o jornal Middle East Eye relata que o texto ainda traz a declaração de um oficial sênior das Forças de Defesa Israelenses (FDI, como é chamado o exército do país) sobre sua função na região: “criar um espaço limpo”.

“Estamos movendo a população para sua proteção, a fim de criar liberdade de ação para nossas forças”, acrescentou o oficial identificado como Brigadeiro-General Itzik Cohen, comandante da 162ª Divisão.

O periódico israelense relembra que as forças armadas do país impediram a entrada de ajuda humanitária, como alimentos, água e remédios para o norte de Gaza por diversas semanas no início de outubro passado, culpando diretamente Netanyahu pela situação de fome na região do enclave.

“É importante chamar as coisas pelos seus nomes”, apontando que os comandantes da FDI forçam a retirada de civis palestinos de suas terras porque estão “subordinados às diretrizes da liderança política: o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu”.

“Em vez de falar sobre o ‘Plano dos Generais’ [estratégia que inclui limpeza étnica e assassinato dos palestinos que resistirem] deveríamos falar sobre as Ordens de Netanyahu”, conclui o editorial.

Haaretz vive uma fase de tensões com o governo Netanyahu, em especial após um de seus editores e chefe, Amos Schocken, declarar que Tel Aviv está “lutando contra os combatentes da liberdade palestinos que chama de terroristas”, referindo-se ao Hamas em Gaza.

Após as declarações de Shocken, o jornal publicou um editorial contrariando as afirmações, uma vez que elas fizeram o ministro das Comunicações de Israel, Shlomo Karhi, solicitar uma série de restrições governamentais contra o Haaretz.

Entre as medidas, o chefe da pasta solicitou a não-realização de futuros contratos, não-fornecimento de assinaturas do jornal a funcionários públicos ou mesmo a renovação dos contratos já existentes.

Já os ministérios do Interior, Educação e Assuntos da Diáspora anunciaram que cortariam laços com o jornal após comentários feitos por Schocken. O Haaretz também sofreu ameaças de boicote financeiro pela agência de publicidade do governo israelense (Government Advertising Bureau) e restrição de suas operações pela Procuradoria-Geral do país.

Fonte: Ópera Mundi

Trabalhadores do Hospital Veredas fazem protesto na Fernandes Lima

Os funcionários do Veredas estão com três meses de salários atrasados e sem outros direitos trabalhistas

Funcionários do Hospital Veredas voltaram a paralisar as atividades e realizaram um protesto em frente à unidade de saúde, na Avenida Fernandes Lima, em Maceió, na manhã desta segunda-feira (11). Eles fazem cobranças de pagamento de salários atrasados e de outros direitos trabalhistas. O trânsito ficou lento.

Segundo o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Alagoas (Sateal), essa é a terceira paralisação do ano dos profissionais de saúde, para cobrar os três meses de vencimentos que estão atrasados, o repasse do complemento do piso salarial de enfermagem, o repasse de vale-transporte, e o pagamento do 13º salário de 2022.

Os trabalhadores fecharam parcialmente a Fernandes Lima e colocaram galhos de árvore atravessados. Uma faixa com pedido de intervenção do hospital foi levada para a manifestação. 

Os condutores de veículos que trafegam no sentido Farol/Tabuleiro usam o espaço do lado direito da pista para seguir viagem.

TNH1 fez contato com o Hospital Veredas, que se posicionou por meio de nota. Leia na íntegra:

“A Diretoria Executiva do Hospital Veredas esclarece, aos colaboradores e prestadores desta Entidade, bem como à sociedade alagoana, que tem empreendido esforços para garantir a manutenção da missão institucional desta Unidade Hospitalar diante de todas as dificuldades atravessadas por sua gestão.

Dentre os principais compromissos assumidos pela Direção está a regularização da folha salarial os trabalhadores, para os quais dependemos diretamente de repasses previstos pelos entes Estado e Município, por meio, respectivamente, das Secretarias de Saúde do Estado da Prefeitura de Maceió.

Para isto, já encontrava-se em negociação com a Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, onde já havia sido provisionado, até a próxima quarta-feira (13/11/2024), os pagamentos da folha de pessoal referentes aos meses de agosto e setembro, na ordem de R$ 4.334.984,15 (quatro milhões, trezentos e trinta e quatro mil, novecentos e oitenta e quatro reais e quinze centavos) e, mediante acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o repasse de valores até 18/11/2024, para o pagamento da folha de outubro, no valor de R$ 2.249.670,00 (dois milhões, duzentos e quarenta e nove mil, seiscentos e setenta reais), além de R$ 1.109.321,00 (hum milhão, cento e nove mil, trezentos e vinte e um reais) do piso de Enfermagem referentes aos meses de agosto e setembro.

E, graças a sensibilização da Direção à Gestão Municipal, o crédito ao Hospital

E, graças a sensibilização da Direção à Gestão Municipal, o crédito ao Hospital Veredas será antecipado para esta segunda-feira (11), até as 15h, do qual será efetivada a conclusão do pagamento do 13º salário referente ao ano de 2022, além das folhas salariais dos meses de agosto e setembro, conforme já anunciado às lideranças sindicais das classes de trabalhadores, em reunião realizada nesta data, no Hospital. E os demais pagamentos, já provisionados, ocorrerão a medida que o próximo crédito seja efetivado”.

Fonte: TNH1

Judiciário segue MP e dá até 120 dias de folgas por ano a juízes

Brasília (DF), 21/03/2017 - CNJ -Fachada - Foto, Michael Melo/Metrópoles

Mamata togada é uma verdadeira farra do boi com dinheiro público!

Pelo menos 19 tribunais de Justiça em todo o país já se ajustaram à resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que concede aos magistrados o benefício da chamada licença compensatória, que possibilita a integrantes da categoria tirar o equivalente a uma folga a cada três dias do ano. Instituída pela Resolução 528, de 20 de outubro de 2023, do CNJ, assinada pelo presidente do órgão e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, a licença equipara os direitos e deveres da magistratura aos do Ministério Público.

O benefício é limitado a dez licenças por mês, ou seja, até 120 dias de folga anuais, além dos 60 dias de férias aos quais os magistrados têm direito. Para aqueles que preferem não usufruir das folgas, a licença é convertida em indenização, ficando fora dos descontos do Imposto de Renda e do teto constitucional do funcionalismo público, correspondente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje fixado em R$ 44.008,52.

Não há uma estimativa sobre o custo do benefício para os cofres públicos, mas a conta é alta. Levantamento da ONG Transparência Brasil mostra que a licença compensatória consumiu pelo menos R$ 284 milhões do erário até maio deste ano. Os números, porém, são considerados subestimados devido às diferentes formas com que o pagamento aparece nos contracheques de juízes e desembargadores.

De acordo com levantamento do Congresso em Foco, o benefício já foi incorporado no Distrito Federal e em pelo menos em outros 18 estados. Veja quais são eles:

Outros tribunais podem ter aderido, mas não conseguimos localizar a informação em sua página na internet.

Uma das cortes que incorporaram o benefício mais recentemente é o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), que editou uma resolução sobre o assunto em 19 de julho deste ano sob a justificativa de que a oferta da licença é um instrumento para “aumentar a produtividade” dos magistrados. São contemplados aqueles que exercem funções específicas, como presidentes de turma e de sessões, assim como juízes e desembargadores com acúmulo de acervo processual. As regras, no entanto, variam de acordo com cada tribunal.Publicidade

Como começou o benefício

Em 2020, o CNJ estendeu a então “gratificação por exercício cumulativo” para membros da Justiça Estadual. O ponto de partida para licença foi dado pelas leis federais 13.093 e 13.095, ambas de 2015, que instituíram o benefício para a Justiça Federal. A gratificação correspondia a um terço do salário do magistrado designado para substituição para cada 30 dias de exercício. A natureza da gratificação era remuneratória, isto é, o acréscimo não poderia ultrapassar o teto constitucional.

Em 2023, porém, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) editou a regulamentação da gratificação no MP e mudou o seu formato. Essa mudança se deu com base na Resolução 133, de 21 de junho de 2011, do CNJ, que reconhece “a simetria constitucional entre Magistratura e Ministério Público e equiparação de vantagens”.

Em vez de conceder gratificação de um terço da remuneração, o Ministério Público da União (MPU) decidiu conceder dias de folga. Além disso, de acordo com a Resolução 256, de janeiro de 2023, essas folgas podem ser convertidas em pagamento, com caráter indenizatório, ficando, portanto, fora do teto constitucional. Procurado pela reportagem, o CNMP não respondeu sobre a mudança do caráter remuneratório para indenizatório.

Recorrendo, uma vez mais, à simetria entre magistratura e Ministério Público, o CNJ editou em outubro do ano passado a resolução que garante os mesmos direitos aos magistrados de primeiro e segundo graus no país. A decisão também foi seguida pelo Conselho de Justiça Federal (CJF), que estendeu o benefício aos juízes federais.

Segundo o CNJ, a resolução “configura mero cumprimento do texto constitucional e está em consonância” com o que o Conselho decidiu em 2011. Em relação ao impacto orçamentário, o órgão afirmou ao Congresso em Foco que “caberá a cada tribunal analisar o impacto conforme a realidade local”. O CNJ ainda acrescentou que “não haverá aumento de orçamento de nenhum tribunal, que, caso precise fazer qualquer equiparação, terá que usar o orçamento já existente”.

Tribunais estaduais incorporam a licença

Antes mesmo de o CNJ equiparar o benefício do Ministério Público ao dos magistrados, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul já haviam se antecipado. Em julho de 2023, três meses antes da resolução do Conselho, a Assembleia Legislativa do Paraná votou projeto de lei, encaminhado pelo TJPR, para equiparar os benefícios. No Mato Grosso do Sul, a licença veio em abril de 2023.

Após um mês da decisão do CNJ, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) incorporou o benefício aos magistrados. Também em novembro de 2023, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) regulamentou as licenças compensatórias. Já o TJRJ, o TJPE e o TJBA são alguns dos tribunais que editaram suas resoluções apenas neste ano.

O economista Bruno Carazza, autor do livro O país dos privilégios: os novos e velhos donos do poder, estima que cerca de R$ 20 bilhões em penduricalhos — benefícios adicionais que aumentam os salários dos servidores públicos — ficam fora do teto salarial do funcionalismo público.

Regras para licença

Apesar de cada tribunal estadual editar suas próprias resoluções, tendo em vista o poder de auto-organização do Poder Judiciário, existem algumas semelhanças para as licenças compensatórias. Via de regra, a quantidade de dias de folgas depende da natureza da função exercida, mas é limitada a 10 dias por mês, independentemente se o acúmulo for superior.

É vedado também o crédito para uso nos meses seguintes e não permite o uso da licença quando o magistrado receber remuneração para a função de natureza especial. Em casos que o magistrado não puder usufruir do benefício, ou não solicitar a folga, a licença poderá ser revestida em indenização, respeitada a disponibilidade financeira e orçamentária de cada tribunal e do Poder Judiciário.

As licenças compensatórias se estendem para casos de acúmulo de acervo processual e de função administrativa. A acumulação processual se dá quando um magistrado atua simultaneamente em processos do órgão jurisdicional em que está lotado e também em outros.

Críticas às licenças

A organização Transparência Brasil, que realiza atividades de monitoramento e integridade do poder público, criticou as resoluções do CNJ e CNMP em relatório publicado em dezembro. Para a entidade, “Judiciário e Ministério Público usam o princípio da simetria como pretexto para desvirtuar o caráter remuneratório de um benefício criado em 2015”. “Com isso, promovem dribles no teto constitucional, comprometendo a racionalidade nos gastos públicos e gerando disparidades gritantes com relação a outras categorias do funcionalismo”, acrescenta no documento.

Outro problema identificado pela Transparência Brasil é a ausência de padronização nos sistemas dos tribunais para indicar que se trata de gratificação. Assim, a organização aponta que os impactos provenientes da mudança de “gratificação por exercício cumulativo” para licença compensatória com caráter de indenização, poderão não ser vistos por essa dificuldade no rastreamento.

Mesmo com essas dificuldades, no relatório é apresentada a diferença no impacto orçamentário do Tribunal de Justiça do Paraná, que incorporou a licença antes mesmo do CNJ editar a resolução. Quando ainda era uma gratificação de caráter remuneratório, abaixo do teto dos ministros, a despesa do TJPR com o benefício era de R$ 3,5 milhões mensais para cerca de 912 magistrados.

No primeiro mês em que a licença compensatória foi lançada no contracheque, em setembro de 2023, o valor subiu para R$ 21,3 milhões. Por não estar sujeito ao teto constitucional, o mesmo benefício teve aumento de seis vezes em relação ao valor registrado nos meses anteriores.

Diante da mudança, a Transparência Brasil fez recomendações ao poder público em seu relatório. A entidade sugere que, nos próximos anos, os órgãos do Sistema de Justiça demonstrem a estimativa do custo do benefício nos orçamentos. A organização também sugere ao Congresso a criação de barreiras para impedir que “o princípio da simetria entre Ministério Público e Judiciário seja utilizado para criação de benefícios sem lei autorizativa específica e sem demonstração de impacto orçamentário”.

Congresso em Foco procurou a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) para comentar o benefício. A entidade ainda não encaminhou sua resposta até o momento. Em nota publicada quando o benefício foi estendido aos juízes federais, a Ajufe ressaltou que a medida seguia preceitos constitucionais. “O Conselho da Justiça Federal (CJF), enquanto órgão de controle administrativo e financeiro da Justiça Federal, atuou para cumprir um preceito constitucional reconhecido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a equiparação entre o Ministério Público e a Magistratura. Por isso, conferiu aos magistrados federais, a partir de 23 de outubro de 2023, algo que já era garantido aos membros do Ministério Público desde janeiro de 2023”, escreveu a organização.

A reportagem também entrou em contato com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que congrega as 27 associações regionais de juízes estaduais além de associações da Justiça Trabalhista e Militar, para comentar sobre as críticas ao modelo das licenças compensatórias. Até o momento, não houve resposta. O espaço segue aberto e este texto será atualizado caso haja retorno.

Fonte: Congresso em Foco

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