Explosão em usina da ArcelorMittal assusta moradores no ES

Na tarde de domingo, 17 de novembro, um forte barulho de explosão assustou moradores de Serra e outras cidades da Região Metropolitana de Vitória, no Espírito Santo. O incidente ocorreu na unidade Tubarão da ArcelorMittal, uma indústria de aço situada no Distrito Industrial de Serra. Conforme relatado pela empresa, a causa do estrondo foi um blackout que afetou a Central Termelétrica da usina, resultando em um “barulho intenso”.

Imagens publicadas nas redes sociais mostram chamas saindo das chaminés da indústria logo após o ocorrido. A empresa esclareceu que o fogo foi controlado por um sistema de segurança chamado “bleeder”, responsável pela queima controlada dos gases em caso de falha. Este procedimento garantiu que não houvesse vítimas ou danos ambientais significativos.

O som da explosão foi tão potente que foi ouvido num raio de 30 quilômetros, fazendo com que edifícios tremessem em bairros e municípios próximos. Moradores relataram o impacto nas redes sociais, descrevendo a sensação do chão tremendo em suas casas. Apesar do susto inicial, a ArcelorMittal confirmou que todas as medidas necessárias para garantir a segurança das pessoas e a estabilidade dos processos industriais foram tomadas imediatamente após o incidente.

A unidade Tubarão tem uma longa história na produção de aço, tendo iniciado suas atividades em 1983. É um importante centro de fabricação de placas e bobinas de aço, atendendo mercados na América do Norte, América Latina, Europa e Ásia. Este episódio destaca a importância da manutenção rigorosa e dos protocolos de segurança em grandes indústrias para prevenir acidentes e proteger tanto os trabalhadores quanto as comunidades vizinhas.

Fonte: ABC do ABC

O TERRORISTA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 17 de Novembro de 2024

A semana que passou foi um estouro em todos os sentidos, onde tudo levaria a crer que o assunto mais importante na Terra de Vera Cruz seria a PEC do fim da escala 6×1 encampado pela Deputada Erika Hilton do Psol de São Paulo , mas eis que surge no meio do caminho uma pedra, na verdade, um “tiü”, com trema e tudo, pra melar ou pelo menos ofuscar a vitória da Esquerda em conseguir assinaturas suficientes para debater algo tão relevante para os trabalhadores amarelinhos, pauta que colocou a Direitinha Golpista na defensiva, deixando em lados opostos o deputado Nikolas e o Senador Cleitinho. Quem diria que uma Deputada da bancada LGBT+ seria capaz de “forçar” o Senador Cleitinho a gravar um vídeo defendendo a PEC? Pare o mundo que eu quero descer”(Raul Seixas)

Eis que surge um “tiü”, sim, com trema mesmo, para colocar o Brasil Varonil, novamente, no seleto e repugnante grupo dos paises terroristas. Francisco Wanderley ou Tiü França ficou mundialmente famoso ao tentar explodir a estátua da justiça no STF com bombas de fabricação caseira. O homem conseguiu em poucos minutos fazer o que nenhum parlamentar eleito no Congresso fez; implodir o projeto de anistia aos golpistas do 8 de Janeiro. Tiü França deixou sua contribuição para o país, mesmo não fazendo parte de nenhuma bancada no Parlamento, nem da bancada da bala, do boi, da bíblia e muito menos da bomba.

A pergunta que não quer calar é: Como uma pessoa que era dita pelos parentes como “normal” foi capaz de estampar as capas de todos os jornais do mundo inteiro, desde o Tribuna Independente de Alagoas ao inexpressivo New York Times, com a alcunha de homem bomba? Como? Como?

As Reflexões fez todos os exercícios para tentar decifrar as mensagens deixadas pelo terrorista antes do acontecido no STF e chegou a conclusão mais óbvia de todas, a imersão de cidadãos comuns nas redes bolsonaristas provoca uma divisão entre o mundo real e o fictício. Vimos isso nos acampamentos em frente aos quartéis com pessoas que acreditavam que em 72 horas com orações para pneus e contatos imediatos com alienígenas patrióticos salvariam o país do “comunismo” lulista, esse mundo fantasioso levou centenas de pessoas à Brasília para uma tentativa de golpe de Estado que resultou no encarceramento de centenas de “senhorinhas com a bíblia na mão” e futuros Tiüs Franças.

Tiü França não é o resultado da alucinação política vivida no Brasil nos últimos anos, na verdade ele é o começo, o embrião de um novo modelo de eleitor, uma espécie de talibã tupiniquin que até acredita em Alá, mas depois de 2018 se transformou em um “talibobo” ao acreditar no messias, Jair Messias.
Boom!

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 205

Bombardeios israelenses matam dezenas no Líbano e em Gaza, incluindo porta-voz do Hezbollah

Estado genocida de Israel continua assassinando palestinos e libaneses impunemente

Bombardeios israelenses mataram dezenas de pessoas Na Faixa de Gaza neste domingo (17), informou a Defesa Civil palestina, e também atingiram um edifício no centro de Beirute, capital do Líbano, um ataque que matou o porta-voz do grupo islamista Hezbollah.

Israel assassina em duas frentes desde setembro, intensificando os ataques contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, após quase um ano de confrontos na fronteira, enquanto prossegue com a ofensiva contra o Hamas em Gaza.

Os bombardeios israelenses de domingo em Gaza mataram pelo menos 55 pessoas. O ataque com o maior número de vítimas, que aconteceu durante a madrugada em Beit Lahia, no norte do território, deixou 30 mortos, incluindo mulheres e crianças, e dezenas de pessoas presas sob os escombros, afirmou o porta-voz da Defesa Civil, Mahmud Bassal. 

Outras 26 pessoas morreram em bombardeios no sul – em Rafah e Khan Yunis – e em Nuseirat e Bureij, ambas no centro do território, segundo Bassal

O Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, anunciou neste domingo que o número total de mortos em mais de 13 meses de guerra chegou a 43.846, a maioria civis, segundo dados do movimento islamista que a ONU considera confiáveis.

O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 que desencadeou a guerra provocou as mortes de 1.206 pessoas em Israel, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais israelenses.

– Porta-voz do Hezbollah morre em Beirute –

O porta-voz do Hezbollah, Mohamad Afif, morreu em um bombardeio israelense contra um edifício no centro de Beirute, informou à AFP uma fonte das forças de segurança libanesas.

“O ataque teve como alvo o escritório (do braço sírio no Líbano) do partido Baath. O bombardeio matou o porta-voz de Hezbollah, Mohamad Afif”, disse a fonte.

O secretário-geral do braço libanês do partido Baath, Ali Hijazi, confirmou a morte de Afif, segundo a agência estatal libanesa de notícias NNA.

Vários andares do prédio bombardeado desabaram e as equipes de emergência procuravam as pessoas presas sob os escombros, acrescentou a agência.

O Exército libanês denunciou que outro ataque israelense contra uma de suas posições em Al Mari vitimou dois soldados, o que eleva para 13 o número de militares do país mortos em um mês e meio.

Imagens da AFPTV mostraram nuvens de fumaça nos subúrbios ao sul da capital, onde fica o único aeroporto internacional do Líbano, uma área que já havia sido bombardeada.

As forças israelenses também bombardearam a região sul do Líbano, ao longo do rio Litani, e um bairro na cidade de Tiro, próximo das ruínas incluídas na lista de patrimônio da Unesco.

No leste do Líbano, as autoridades organizaram os funerais para 14 funcionários da Defesa Civil que morreram em um ataque israelense na quinta-feira.

“Não estavam envolvidos com nenhum grupo (armado)… aguardavam apenas para atender os pedidos de ajuda”, disse Ali al-Zein, parente de um dos mortos.

As autoridades libanesas afirmam que quase 3.500 pessoas morreram em ataques desde outubro de 2023, mas a maioria desde setembro.

– Risco de fome em Gaza –

Uma avaliação respaldada pela ONU, divulgada em 9 de novembro, advertiu que a fome é iminente no norte de Gaza, em um cenário de aumento das hostilidades e da quase interrupção da ajuda alimentar.

Israel rejeitou um relatório da Human Rights Watch divulgado esta semana que alega que o deslocamento em larga escala de habitantes de Gaza equivale a um “crime contra a humanidade”, assim como as conclusões de um Comitê Especial da ONU que aponta práticas de guerra “consistentes com as características de genocídio”.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel descreveu como “tendencioso” e “anti-israelense” o relatório do comitê da ONU. 

“O relatório é um exemplo desanimador da transformação da ONU em uma organização utilizada como peão pelos terroristas”, afirma um comunicado do ministério divulgado pelo porta-voz da pasta, Oren Marmorstein.

O Papa Francisco mencionou pela primeira vez acusações de “genocídio” em Gaza e pede uma investigação, em um livro que será publicado na terça-feira e que teve alguns trechos divulgados neste domingo na Itália.

“O que está acontecendo em Gaza, que segundo alguns especialistas pareceria ter as características de um genocídio, deve ser examinado cuidadosamente para determinar se (a situação) corresponde à definição técnica formulada por juristas e organizações internacionais”, afirma o pontífice no novo livro “A esperança nunca decepciona”, que chegará às livrarias de vários países na terça-feira (19).

Em Israel, a polícia anunciou a detenção de três suspeitos depois que sinalizadores foram disparados perto da casa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na cidade de Cesareia, ao sul de Haifa. O chefe de Governo não estava na residência.

Fonte: Redação com AFP

Cineasta e professor anglo-israelense, Haim Breseeth, é libertado depois de campanha internacional

Fundador da Rede Judaica pela Palestina (JPN), o conhecido cineasta e professor anglo-israelense, Haim Breseeth, filho de sobreviventes do Holocausto, participou de um comício em apoio ao povo palestino no dia 1 de novembro, em Londres.

Haim foi preso sob a acusação de “discurso de ódio” (contra o genocídio), depois libertado, mas objeto de uma investigação pela lei anti-terrorismo!

Uma rápida campanha internacional ao redor de um chamado de professores, sindicalistas e intelectuais conseguiu bloquear o arbítrio. Em agradecimento Haim enviou a seguinte mensagem:
“Recebi uma comunicação do Met [polícia de Londres] dizendo que o meu caso é NFA – No Further Action (fechado sem sequência).
Eles foram rápidos!
O que fez isso acontecer tão rapidamente foram mais de 50 milhões de cliques! Sua carta de apoio teve grande influência nesta rápida decisão.
Um milhão de agradecimentos!”

Primeiros signatários no Brasil:

  • Alberto Handfas, professor, Unifesp, presidente da Adunifesp, Seção local do Andes Sindicato Nacional
  • Breno Altman, jornalista
  • Everaldo de Oliveira Andrade, USP, presidente da Associação Nacional de História – Seção SP
  • Jana Silverman, UFABC, Secretária Geral da Adufabc, seção local do Andes Sindicato Nacional
  • José Castilho, professor, Unesp

Fonte: Petista.org.br

Manifestação em Maceió pede o fim da escala de trabalho 6×1

A manifestação reuniu representantes de diversas entidades e movimentos, ontem,15/11, num protesto pelo fim da escala de trabalho 6×1.

Os manifestantes que se posicionaram em frente a Igreja do Livramento, utilizaram de sistema de som, panfletos, faixas e cartazes para denunciar para a população os prejuízos provocados pela escala de trabalho 6×1 e a necessidade de sua revogação.

O ato em Maceió fez parte das manifestações de ruas realizadas nas capitais e diversas cidades do país.

Nas últimas semanas, o tema ganhou força nas redes sociais por iniciativa do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), do vereador eleito do Rio e tiktoker Rick Azevedo (PSOL). No Congresso, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) conseguiu coletar o número de assinaturas necessário para protocolar na Câmara uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala.

O projeto propõe acabar com a jornada de 44 horas de trabalho semanais vigente há 81 anos no País, desde que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi publicada, em 1943. Em vez disso, a ideia é reduzir esse limite para 36 horas semanais.

Manifestantes pedem fim da escala de trabalho 6×1 em protestos pelo País

Manifestantes foram às ruas das capitais neste feriado de 15 de novembro para pedir o fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho, um de descanso). Houve atos em cidades como São Paulo, Rio, Brasília e Belém.

Nas últimas semanas, o tema ganhou força nas redes sociais por iniciativa do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), do vereador eleito do Rio e tiktoker Rick Azevedo (PSOL). No Congresso, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) conseguiu coletar o número de assinaturas necessário para protocolar na Câmara uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala.

O projeto propõe acabar com a jornada de 44 horas de trabalho semanais vigente há 81 anos no País, desde que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi publicada, em 1943. Em vez disso, a ideia é reduzir esse limite para 36 horas semanais.

Ao longo da semana, o VAT convocou atos em São Paulo, Brasília, Fortaleza, Vitória, Porto Alegre, Recife, Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Manaus, entre outras cidades.

Na capital paulista, manifestantes se reuniram na Avenida Paulista, na manhã desta sexta-feira. Eles levavam cartazes com frases como “Quero ver minha filha crescer”, “Não tenho tempo de ir ao médico” e “Menos horas trabalhando, mais saúde mental”. Participaram do ato os deputados pelo PSOL Guilherme Boulos, que concorreu à Prefeitura de São Paulo, Erika Hilton, Sâmia Bonfim e Fernanda Melchionna.

No Rio, a manifestação ocorreu na Cinelândia, e teve a adesão de centrais sindicais. Os participantes também mostravam cartazes contra a realização da reunião da cúpula do G-20, que acontece na cidade.

Fonte: Estadão

Ataques israelenses contra o Líbano deixa pelo menos 43 mortos

Cerca de 43 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no Líbano depois de uma série de ataques israelenses em diversas regiões do país, incluindo dois centros de Defesa Civil, informou nesta sexta-feira (15) o Ministério da Saúde Pública libanês.

O ataque mais mortal relatado pelas autoridades libanesas ocorreu na noite de quinta-feira na província de Baalbek, onde pelo menos 12 pessoas foram mortas, segundo o governador libanês Bachir Khodr.

Segundo o Ministério da Saúde do país árabe, pelo menos uma pessoa ficou ferida no segundo ataque israelense contra um centro de saúde afiliado ao Estado libanês “em menos de duas horas”.

Também na região de Baalbek e segundo a entidade de Saúde, cerca de oito pessoas morreram num ataque israelita contra o bairro Al Shaab, deixando também 29 feridos.

Ao atacarem um posto da Agência de Saúde e Defesa Civil, as forças israelitas mataram seis pessoas, incluindo quatro paramédicos, na cidade de Arab Salim, no sul do Líbano.

Além destes três ataques, o Ministério da Saúde libanês reportou quase dez em diferentes partes do país que deixaram uma série de mortes, elevando o número total de vítimas mortais reportadas pelas autoridades libanesas para 43 nas últimas horas.

A dúzia de ataques incluiu um na cidade de Shamstar, que deixou duas pessoas mortas, enquanto pelo menos três pessoas foram mortas e quatro ficaram feridas em Tamnine al Tahta.

O Ministério também registrou mortes e feridos em outras sete cidades: Sareen al Tahta, Al Bazoorba, Hanawiyya, Aytit, Qana, Al Bayyadh e Shihin.

Com o número de mortos nos últimos bombardeios israelenses, a entidade libanesa de Saúde elevou o número total de mortos para 3.386, enquanto o número de feridos se situou em 14.417 desde o início da agressão israelita contra o Líbano, em Outubro de 2023.

Fonte: Brasil 247

STF rejeita recurso e mantém pena de Collor em 8 anos e 10 meses de prisão

Por 6 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STFformou maioria de votos nesta quinta-feira (14) para rejeitar recursos e manter a condenação do ex-presidente Fernando Collor de Mello a 8 anos e 10 meses de prisão em um desdobramento da Lava Jato.

Os ministros julgaram recursos da defesa de Collor contra decisão tomada em 2023, quando o ex-presidente foi condenado, por 8 votos a 2, por corrupção e lavagem de dinheiro.

Após esta decisão, a defesa pode apresentar novos recursos contra a condenação. Normalmente, o Supremo só determina a execução da pena após o julgamento dos chamados segundos embargos.

Já a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode pedir a execução imediata da pena. O relator do caso pode avaliar se um eventual segundo recurso não é protelatório.

Julgamento presencial

O caso foi levado para análise presencial do STF depois que o ministro André Mendonça tirou o julgamento do plenário virtual.

Collor e os empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos foram condenados pelo recebimento de R$ 20 milhões em propina para viabilizar irregularmente contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia para a construção de bases de distribuição de combustíveis.

O dinheiro teria sido pago para assegurar apoio político para indicação e manutenção de diretores da estatal.

Os advogados afirmaram que houve um erro na contagem de votos que levou a definição do tamanho da pena. Além disso, voltaram a pedir a rejeição da acusação por falta de provas.

Voto do relator

A maioria dos ministros seguiu o voto do relator, Alexandre de Moraes, para manter a pena em 8 anos e 10 meses.

No voto, Moraes afirmou que ” não há nenhuma dúvida” de que o voto médio do plenário foi para fixar a pena de corrupção em 4 anos e 4 meses. “Eu afasto todos os argumentos e nego os embargos [recursos]”, afirmou.

Também votaram pela rejeição dos recursos os ministros Edson Fachin, Flavio Dino, Cármen Lúcia, Roberto Barroso e Luiz Fux.

O ministro Dias Toffoli abriu a divergência e defendeu que a pena imposta para Collor que prevaleceu na maioria dos votos dos colegas foi de 4 anos. A redução de quatro meses de prisão, no entanto, levaria o crime de corrupção a prescrever, o que livraria Collor dessa punição e também da prisão.

O ministro André Mendonça ressaltou que, como houve um empate de 5 votos a 5, a pena a ser cumprida pelo ex-presidente seria a menor, de 4 anos. O ministro Nunes Marques, que ainda não havia votado, também entendeu que a punição seria a menor.

O ministro Cristano Zanin não participou do julgamento.

Fonte: G1

Pesquisa: 86% dos brasileiros apoiam restrição de celular nas escolas

Na Câmara dos Deputados, tramita projeto para limitar uso de aparelhos

Levantamento realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados revela que 86% da população brasileira são favoráveis a algum tipo de restrição ao uso de celular dentro das escolas. Outros 54% são favoráveis à proibição total dos aparelhos e 32% acreditam que o uso do celular deve ser permitido apenas em atividades didáticas e pedagógicas, com autorização dos professores. Aqueles que são contra qualquer proibição somam 14%.

Foram entrevistadas 2.010 pessoas com idade a partir de 16 anos nas 27 unidades da federação (UFs). As entrevistas foram realizadas entre os dias 22 e 27 de outubro deste ano.

Segundo os dados, apesar da menor aderência de qualquer tipo de restrição nessa faixa etária, aqueles entre 16 e 24 anos são os que mais apoiam a proibição: 46% dos entrevistados concordam com a proibição total do uso dos aparelhos, enquanto 43% defendem a utilização parcial dos celulares, somando 89% dos entrevistados. Apesar de apenas 11% dos jovens serem contrários à proibição, 43% deles veem o uso parcial dos celulares em sala de aula como uma alternativa viável.

Entre quem tem mais de 60% anos, 32% são favoráveis à restrição; entre os que têm de 25 a 40 anos, o percentual é de 31%; e 27% dos brasileiros de 41 a 59 anos são favoráveis a algum tipo de restrição. Essa mesma faixa etária tem 58% das pessoas favoráveis à proibição total.

Quando mais alta a renda, mais favoráveis à proibição são os entrevistados, como mostra o estudo ao revelar que 5% da população com renda superior a cinco salários mínimos disseram ser contrários à proposta que impede o uso de celulares nas escolas, contra 17% na população que ganham até um salário mínimo. A medida mais rígida também ganha mais adeptos entre os mais ricos: 67% acreditam que os celulares deveriam ser totalmente proibidos, diante de 54% dos brasileiros em geral.

Tendência

“À medida que avança o debate sobre a imposição de algum tipo de restrição, fica clara a tendência das pessoas de aprovarem a medida. Isso é um sinal claro de que há forte preocupação dos pais, dos próprios alunos e também da população em geral com o tema, caso contrário não teríamos 86% de aprovação a alguma medida. Há uma clara percepção de que algo deve ser feito para evitar o uso excessivo de celulares nas escolas, a fim de preservar o processo de aprendizagem”, afirma o diretor-executivo da Nexus, Marcelo Tokarski.

A psicopedagoga do Instituto Vínculo, Camila Sampaio, é a favor da proibição parcial. Para ela, apenas como recurso pedagógico, se utilizado na escola, o celular pode ser um aliado, desde usado com supervisão do professor. Ela destaca que há aplicativos interessantes que podem complementar os conteúdos escolares, como uso da realidade aumentada e jogos de quiz personalizáveis. Entretanto, ela lembra que o uso excessivo do celular pode causar danos cognitivos e socioemocionais para os estudantes, além de ser prejudicial para o sono, para socialização e interação e até mesmo na habilidade de se comunicar verbalmente com outras pessoas.

“No aspecto cognitivo [o celular] pode causar prejuízos na atenção, memória e habilidade de solucionar problemas. O celular tem estímulos muito atrativos e respostas rápidas, o que faz com que o estudante diminua a capacidade de se concentrar em tarefas mais longas ou com poucos recursos visuais. Também afeta a memória pelo comodismo de não utilizar mais a memória para armazenar informações importantes por confiar demais no que está armazenado no celular. Os estudantes hoje, por terem respostas rápidas e prontas, estão deixando de estimular a criatividade e o pensamento”, ressalta a psicopedagoga.

Projeto de lei

Tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, um projeto de lei para limitar o uso dos celulares nas escolas. O Ministério da Educação chegou a anunciar que estava preparando uma proposta sobre o tema, mas não chegou a ser apresentada. O texto aprovado pela Comissão de Educação da Câmara proíbe o uso para crianças de até 10 anos. A partir dos 11 anos, é permitido para atividades pedagógicas.

No último dia 12, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou projeto de lei que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos em escolas públicas e particulares. A nova lei restringe a utilização de celulares, tablets, relógios inteligentes e similares, exceto em situações que tenham relação com o aprendizado, inclusive para estudantes com deficiência. A proposta restringe o uso até fora das salas de aula, como no recreio e em eventuais horários que os alunos não tiverem aula. O projeto segue para sanção do governador Tarcísio de Freitas, de São Paulo.

A matéria prevê a criação de protocolos de guarda de equipamentos nas redes de ensino e independência das escolas particulares para regularem como aplicarão a medida. Também está prevista responsabilização dos próprios estudantes por danos e extravios, mesmo quando os aparelhos estiverem guardados.

O projeto foi aprovado em regime de urgência, por consenso e sem emendas. Proposto pela deputada da Rede, Marina Helou, teve coautoria de parlamentares da direita e da esquerda e angariou 42 votos. O Projeto de Lei 293/2024 altera a legislação atual, vigente desde 2007. Agora, o alcance das normas foi ampliado, abrangendo a rede particular e as unidades municipais.

Fonte: Agência Brasil

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