Declaração final do G20 exalta combate à fome, taxação de super-ricos e mudanças na governança global

Prioridades brasileiras na presidência do grupo ficaram expressas no documento assinado em consenso pelos líderes presentes à cúpula do Rio de Janeiro. Texto também enfatiza compromissos ambientais, com trabalho decente e defesa dos direitos humanos

Consolidação dos conceitos da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que foi lançada com a adesão confirmada de mais de 80 nações. Reafirmação do papel do G20 como fórum de cooperação com vocação para apoiar países em desenvolvimento e atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Ênfase na transição energética e na premência de ações ambientais. Taxação de grandes fortunas como uma das formas de financiar as mudanças necessárias no cenário internacional. Reforma na governança de instituições multilaterais para dar eficiência aos esforços de paz e garantia de preservação dos direitos humanos.

“Nós nos reunimos no berço da Agenda de Desenvolvimento Sustentável para reafirmar o nosso compromisso de construir um mundo justo e um planeta sustentável, sem deixar ninguém para trás”

Trecho da declaração de líderes do G20

Esses foram alguns dos consensos expressos na declaração final da Cúpula do G20, publicada no início da noite desta segunda-feira, 18 de novembro, no Rio de Janeiro. O documento com 85 pontos inclui as principais prioridades da presidência do Brasil à frente do grupo e reconhece que a desigualdade dentro dos países e entre eles está na raiz da maioria dos desafios globais.

“O mundo requer não apenas ações urgentes, mas medidas socialmente justas, ambientalmente sustentáveis e economicamente sólidas. Por esse motivo, nós trabalhamos em 2024 sob o lema “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável” –, colocando a desigualdade, em todas as suas dimensões, no centro da agenda do G20”, indica um dos trechos.

O texto enfatiza a necessidade de esforços globais para reduzir disparidades de crescimento entre as nações. “Reconhecemos que as crises que enfrentamos não afetam igualmente o mundo, sobrecarregando desproporcionalmente os mais pobres e aqueles que já estão em situação de vulnerabilidade”.

INTEGRIDADE – O documento condena ataques contra civis e à ameaça ou uso da força contra a integridade territorial, a soberania ou a independência política dos Estados. Expressa preocupação com a situação humanitária na Faixa de Gaza e a escalada de violência no Líbano, assim como cobra a necessidade de ampliar a assistência humanitária e a proteção de civis e o cumprimento pleno de resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU). “Destacamos o sofrimento humano e os impactos negativos da guerra. Afirmando o direito palestino à autodeterminação, reiteramos nosso compromisso inabalável com a visão da solução de dois Estados, onde Israel e um Estado palestino vivem lado a lado, em paz, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas, consistentes com o direito internacional e resoluções relevantes da ONU”.

ALIANÇA GLOBAL – O comunicado enaltece os conceitos e potenciais da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada oficialmente nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. com 148 adesões, incluindo 82 países. A iniciativa proposta pelo Brasil na presidência do G20 tem como meta erradicar a fome no mundo até 2030.  “A fome é produto de decisões políticas que perpetuam a exclusão de grande parte da humanidade. O G20 representa 85% dos 110 trilhões de dólares do PIB mundial. Responde por 75% dos 32 trilhões de dólares do comércio de bens e serviços e dois terços dos 8 bilhões de habitantes do planeta. Compete aos que estão aqui em volta desta mesa a inadiável tarefa de acabar com essa chaga que envergonha a humanidade”, afirmou o presidente Lula no lançamento da Aliança.

SUSTENTABILIDADE – O texto de consenso do G20 ainda reforça um compromisso de apoio aos países em desenvolvimento para produção agrícola sustentável, reforça mecanismos de cooperação internacional nas modalidades norte-sul, sul-sul e trilateral e cobra uma mobilização adicional de recursos.

SANEAMENTO – A publicação registra, pela primeira vez na história, a necessidade de mobilização de recursos para saneamento básico e acesso à água potável.  No plano das relações com o mundo do trabalho, o texto faz um chamado à proteção de trabalhadores, incluindo o combate ao trabalho forçado, à escravidão moderna e ao trabalho infantil.

IGUALDADE – Nas relações de gênero, reconhece a contribuição das mulheres para a economia e a necessidade de tornar os sistemas de cuidados mais igualitários. Faz um forte chamado ao combate à misoginia e à violência contra mulheres.

MEIO AMBIENTE – Na seara das mudanças climáticas, destaca a urgência de uma mobilização global, reafirma o G20 com o multilateralismo climático e o Acordo de Paris, reafirmando o princípio das responsabilidades comuns porém diferenciadas. Reforça  ainda a necessidade de implementação dos resultados da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Dubai, principalmente do primeiro Balanço Global do Acordo de Paris (GST-1), e reitera o compromisso de se atingir a neutralidade de carbono até meados do século por meio de contribuições nacionalmente determinadas ambiciosas.

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA – No mesmo tema, o texto reconhece a necessidade reduzir emissões dos gases de efeito estufa e reafirma a urgência de medidas de adaptação, fortalecimento do financiamento público e cooperação internacional para ajudar os países em desenvolvimento em sua ação climática e o apoio aos esforços para triplicar a capacidade de energia renovável e duplicar a média anual global de eficiência energética até 2030.

FINANCIAMENTO –  Uma das medidas para ampliar a disponibilidade financeira citada no documento é a tributação progressiva dos chamados “super-ricos”, outra prioridade levantada pelo Brasil na presidência do G20. “Com total respeito à soberania tributária, nós procuraremos nos envolver cooperativamente para garantir que indivíduos de patrimônio líquido ultra-alto sejam efetivamente tributados”, indica um dos trechos.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – Na Inteligência artificial, exalta a promoção da cooperação internacional com vistas à redução das desigualdades no meio digital, reconhece que a inteligência artificial pode gerar oportunidades econômicas, mas também gera preocupações de ordem ética e riscos aos direitos e ao bem-estar dos cidadãos. Encomenda ao Grupo de Trabalho de Emprego um documento com princípios para o uso confiável e seguro da inteligência artificial no mundo do trabalho e cria uma instância de Alto Nível / Força-Tarefa sobre Governança da Inteligência Artificial.

GOVERNANÇA GLOBAL  Em uma das principais prioridades da presidência brasileira, a declaração reconhece que a reforma da governança global deve decorrer de soluções multilateralmente acordadas. Afirma que as instituições internacionais devem ser reformadas para refletir as realidades políticas, econômicas e sociais do século XXI e se tornarem mais representativas, efetivas e transparentes. “Nós nos comprometemos a reformar o Conselho de Segurança (da ONU) por meio de uma reforma transformadora que o alinhe às realidades e demandas do século XXI, que o torne mais representativo, inclusivo, eficiente, eficaz, democrático e responsável, e mais transparente para toda a comunidade das Nações Unidas, permitindo uma melhor distribuição de responsabilidades entre todos os membros, ao mesmo tempo que melhora a eficácia e a transparência dos seus métodos de trabalho. Reivindicamos uma composição ampliada do Conselho de Segurança que melhore a representação das regiões e grupos sub-representados e não representados, como a África, Ásia-Pacífico e América Latina e Caribe”, indica o documento.

Fonte: Gov.br

Militares bolsonaristas queriam assassinar Lula, Alckmin e Moraes e monitoraram passos de autoridades

PF prendeu policial e quatro ‘kids pretos’ do Exército nesta terça; grupo teria tramado golpe de Estado e assassinato de autoridades para impedir posse de Lula em janeiro de 2023.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STFAlexandre de Moraes tornou pública nesta terça-feira (19) a decisão que autorizou a operação da Polícia Federal que prendeu quatro militares do Exército e um agente da PF.

O grupo é suspeito de tramar um golpe de Estado em 2022 para prender e assassinar Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente eleito, seu vice, Geraldo Alckmin, e o próprio Moraes, que à época presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O documento cita, por exemplo, que os golpistas começaram a monitorar o deslocamento de autoridades ainda em novembro de 2022, após a eleição e antes da posse de Lula.

O monitoramento teve início após uma reunião na casa do ex-ministro da Defesa Walter Souza Braga Netto, que foi candidato a vice de Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais.

“As atividades anteriores ao evento do dia 15 de dezembro de 2022 indicam que esse monitoramento teve início, temporalmente, logo após a reunião realizada na residência de Walter Braga Netto, no dia 12 de novembro de 2022”, diz a PF no documento.

A PF diz que, entre as ideias cogitadas pelo grupo, estava a de envenenar o ministro Alexandre de Moraes.

“Foram consideradas diversas condições de execução do ministro Alexandre de Moraes, inclusive com o uso de artefato explosivo e por envenenamento em evento oficial público. Há uma citação aos riscos da ação, dizendo que os danos colaterais seriam muito altos, que a chance de ‘captura’ seria alta e que a chance de baixa (termo relacionado a morte no contexto militar) seria alto”, afirma trecho.

Para os investigadores, os envolvidos admitiam inclusive a possibilidade de eles morrerem no andamento da suposta operação golpista.

“Ou seja, claramente para os investigados a morte não só do ministro, mas também de toda a equipe de segurança e até mesmo dos militares envolvidos na ação era admissível para cumprimento da missão de ‘neutralizar’ o denominado ‘centro de gravidade’, que seria um fator de obstáculo à consumação do golpe de Estado”, prossegue a PF em trecho citado por Moraes.

O grupo cogitou também “neutralizar” (assassinar) Lula e Geraldo Alckmin, então presidente e vice-presidente eleitos. Mais uma vez a hipótese de envenenamento foi levantada, segundo as investigações.

“Para execução do presidente Lula, o documento descreve, considerando sua vulnerabilidade de saúde e ida frequente a hospitais, a possibilidade de utilização de envenenamento ou uso de químicos para causar um colapso orgânico”, descreve a PF.

Ainda de acordo com os investigadores, para que a tentativa de golpe tivesse êxito, os suspeitos tratavam da necessidade de também assassinar o vice-presidente Geraldo Alckmin, que assumiria a Presidência da República em caso de morte de Lula.

“Já o codinome Joca, por sua vez, é uma referência ao citado vice-presidente Geraldo Alckmin. […] Como, além do presidente, a chapa vencedora é composta, obviamente, pelo vice-presidente, é somente na hipótese de eliminação de Geraldo Alckmin que a chapa vencedora estaria extinta”.

Operação para prender Moraes

Mensagens obtidas pela Polícia Federal em celulares dos militares investigados por articular um golpe de Estado em 2022 indicam que, naquele ano, o grupo chegou a se posicionar nas ruas de Brasília para uma “ação clandestina” – que teria como alvo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Pelo menos seis pessoas participaram do plano no dia 15 de dezembro daquele ano, segundo a PF.

As mensagens indicam que o plano foi abortado, mas não deixam claro o motivo da desistência.

Conversa entre suspeitos de tramar golpe e prisão de autoridades — Foto: PF/Reprodução

‘Gabinete de crise’ pós-golpe

Os militares presos nesta terça planejavam, após esse golpe que seria dado em 15 de dezembro de 2022, criar um “gabinete de crise” ainda no governo Bolsonaro como resposta às mortes de Lula, Alckmin e Moraes.

Investigação da PF aponta que os golpistas previam colocar no comando do grupo de crise:

  • o general Augusto Heleno, então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • e o general Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e candidato a vice na chapa derrotada de Bolsonaro.

“O documento também coloca a necessidade de constituir um gabinete de crise para restabelecer a ‘legalidade e estabilidade institucional'”, diz trecho da decisão de Moraes.

Como o golpe em 15 de dezembro não foi bem-sucedido, a ideia também foi abortada naquele momento.

O plano previa envenenar Lula e Moraes e, em seguida, instituir o “Gabinete Institucional de Gestão da Crise”. Havia, inclusive, uma minuta pronta para a sua criação – documento encontrado com o general Mário Fernandes, preso nesta terça.

Cinco núcleos

Segundo a PF, a organização era dividida em cinco núcleos:

  • ataques virtuais a opositores;
  • ataques às instituições (STF, Tribunal Superior Eleitoral), ao sistema eletrônico de votação e à higidez do processo eleitoral;
  • tentativa de Golpe de Estado e de Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • ataques às vacinas contra a Covid-19 e às medidas sanitárias na pandemia; e
  • uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens, o qual se subdivide em: a) uso de suprimentos de fundos (cartões corporativos) para pagamento de despesas pessoais; b) e inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde para falsificação de cartões de vacina; c) desvio de bens de alto valor patrimonial entregues por autoridades estrangeiras ao ex-presidente Jair Bolsonaro ou agentes públicos a seu serviço, e posterior ocultação com o fim de enriquecimento ilícito”.
  • Fonte: G1

Professores “monitores” de Maceió protestam por direitos na Semed

Diretoras/es da executiva estadual do SINTEAL participaram, na manhã desta 2ª feira (18/11), de um ato de protesto organizado e realizado por profissionais aprovados/as no Processo Seletivo Simplificado (PSS) da Educação de Maceió, em frente à Secretaria Municipal de Educação (Semed). O objetivo da manifestação, pacífica, foi reivindicar da Prefeitura de Maceió e da Semed direitos trabalhistas devidos à categoria, a merecida valorização profissional e melhores condições de trabalho. Durante o protesto, uma comissão de trabalhadores e sindicalistas foi recebida por representantes do Departamento de Recursos Humanos da Semed, e foram acordados os próximos encaminhamentos de luta da categoria.

Protesto e Fala

O ato de luta, protesto e reivindicação – que teve a presença de professores/as, auxiliares de sala, merendeiras e profissionais de atendimento escolar (PAEs)  – foi iniciado às 09h, chamando a atenção de quem passava em frente à  Semed, no centro de Maceió, principalmente por causa das palavras-de-ordem faladas pelos/as trabalhadores/as e pelos discursos de lideranças dos movimento e sindicalistas presentes. Representando o Sinteal, discursaram as companheiras Consuelo Correia (Vice-presidenta) e Girlene Lázaro (da Secretaria de Assuntos Educacionais).

Em sua intervenção, a companheira Girlene Lázaro cobrou a realização da reunião com o RRHHs da Semed (que em seguida haveria) e reforçou para os/as trabalhadoras/es que o SINTEAL iria “continuar ao lado da classe cobrando direitos, porque não estamos cobrando nada que não seja direito, porque décimo-terceiro e férias são direitos do trabalhador. Assim, de forma pacífica, mas firme, vamos continuar cobrando direitos e mostrando para a população que existe dentro da Semed um grande número de trabalhadores e trabalhadoras contratados, que não estão recebendo estes direitos”.

Cobranças

Ainda durante o protesto público em frente à sede da Semed e antes da reunião no Departamento de Recursos Humanos do órgão, uma grande liderança do movimento, o auxiliar de sala Ronyel Rodrigues discursou cobrando, além de melhores condições de trabalho, “o urgente pagamento de auxílio-transporte, a redução da carga horária para vinte e cinco horas semanais, a garantia do terço de férias, o aumento do tempo de contrato com garantia e estabilidade, dentre outras legítimas e urgentes reivindicações”.

Denúncias

Denunciando no protesto a falta de valorização por parte da Prefeitura de Maceió e da Secretaria Municipal de Educação (Semed), os/as profissionais do PSS denunciaram, mais uma vez, de maneira pública, que o contrato de trabalho (de 02 anos; em regime 1 + 1) não dá direito a férias, 13º salário, auxílio ou vale-transporte nem direito à licença-maternidade.

Reunião no RRHH’s

Mais de uma hora depois de iniciado o protesto, uma comissão de trabalhadores/as e sindicalistas foi recebida por representantes do Departamento de Recursos Humanos (RRHHs) da Semed. Logo em seguida, foi liberada a participação de todos/as os/as trabalhadores/as presentes, com a reunião sendo realizada ao auditório Paulo Freire.

Em uma de suas participações na reunião, Consuelo Correia reforçou e apoiou firmemente o sentimento de indignação da categoria pela falta de valorização e de condições de trabalho, traduzidas em um salário miserável de R$ 1.309,00 (com os descontos previdenciário e do auxílio-transporte). “Quando a gente fala numa educação com qualidade social para os filhos da classe trabalhadora, como é que se pode cobrar de trabalhadores e trabalhadoras o bom trabalho na escola, pagando um parco salário como o atual, e não reconhecendo direitos trabalhistas nem garantindo melhores condições de trabalho?”

Consuelo cobrou a urgente valorização dos/as profissionais do PSS, e reforçou a necessidade urgente de mudanças na Lei nº 6.292/2011, de autoria da própria Prefeitura de Maceió, que “dispõe sobre a contratação por prazo determinado, para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público”. “A lei, quando foi pensada e feita, foi para uma emergência, mas já se passaram treze [13] anos e nenhum concurso público foi realizado, nem esses profissionais são valorizados e têm garantidos direitos de trabalho”, disse Consuelo.

Encaminhamentos da reunião

Ao final da reunião, foi constituída uma Comissão formada por trabalhadores/as do PSS, por diretoras/es do Sinteal e representantes da Gestão Municipal (membros do setor de Recursos Humanos da Semed e o próprio secretário municipal de Educação, Victor Braga.

Um dos primeiros objetivos da Comissão é manter contato com a Câmara de Vereadores de Maceió para a realização de uma audiência pública, “no menor prazo de tempo possível”, segundo Consuelo Correia, para que sejam expostos aos vereadores e vereadoras todos os problemas e irregularidades que estão sendo praticados contra os/as profissionais do PSS da Educação em Maceió.

Fonte: Sinteal

Trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em operação na Bahia

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com o Ministério do Trabalho, finalizou uma operação de combate ao trabalho escravo que resultou no resgate de seis trabalhadores em condições análogas à escravidão. A ação, que durou três dias, ocorreu nas cidades de Salvador e Lauro de Freitas e buscou coibir práticas de exploração laboral e garantir os direitos dos trabalhadores.

Durante a operação, as equipes de fiscalização encontraram os trabalhadores submetidos a condições precárias, sem qualquer garantia de direitos trabalhistas ou medidas básicas de segurança e saúde. A ação teve como objetivo principal assegurar a retirada imediata dos trabalhadores dos locais onde estavam sendo explorados, além de realizar os procedimentos necessários para garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas e o acesso à assistência necessária.

Durante a operação, as equipes de fiscalização encontraram os trabalhadores submetidos a condições precárias, sem qualquer garantia de direitos trabalhistas ou medidas básicas de segurança e saúde. A ação teve como objetivo principal assegurar a retirada imediata dos trabalhadores dos locais onde estavam sendo explorados, além de realizar os procedimentos necessários para garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas e o acesso à assistência necessária.

Fonte: Portal do Tupiniquim

Estelionato, abusos e agressões: quem foi Rina, fundador da Bola de Neve que morreu em SP

Apóstolo Rina, ex-surfista e fundador da Igreja evangélica Bola de Neve, morreu após sofrer um acidente de moto na tarde de domingo (17), no interior de São Paulo.

O religioso tinha 52 anos e foi o criador da Igreja Bola de Neve, em 1994. A aliança religiosa nasceu de uma experiência de superação pessoal, quando Rina enfrentou um diagnóstico grave de hepatite no início da década de 1990. Ele descreveu a experiência como “a existência real do inferno”. Após se recuperar, decidiu dedicar sua vida a “pregar a salvação”. Em 1993, começou a organizar reuniões que mais tarde dariam origem à Bola de Neve.

Antes de fundar a Bola de Neve, Rina foi membro da Igreja Renascer, onde liderou o Ministério de Evangelismo e organizava eventos voltados aos jovens.

O nome singular da igreja, que foi estabelecida oficialmente em 1999, no bairro do Brás, em São Paulo, reflete a ideia de algo pequeno que, ao ganhar força, se torna grandioso, como uma bola de neve. Um dos elementos marcantes nos primeiros cultos foi o uso de uma prancha de surfe como púlpito, simbolizando a ligação do líder com o esporte. Além de surfista, ele era escritor, autor de livros sobre religião e autoconhecimento.

Com o passar dos anos, a igreja se expandiu para mais de 560 unidades em 34 países, atraindo fiéis de perfis variados, incluindo celebridades como o surfista Gabriel Medina e João Lucas, genro de Xuxa. Apesar do crescimento, a trajetória de Rina também foi marcada por controvérsias pessoais e institucionais, que o colocaram em evidência de forma negativa.

Agressão e afastamento

Em junho de 2024, Rina foi afastado das funções da igreja após denúncias de agressão contra sua esposa, a pastora Denise Seixas. As acusações incluíam lesão corporal, violência psicológica e ameaças, o que levou à concessão de uma medida protetiva e à apreensão de uma arma que estava em posse do líder religioso. Denise relatou episódios recorrentes de violência física e verbal durante o casamento.

O caso ganhou repercussão quando Nathan Gouvea, filho de Denise de um relacionamento anterior, divulgou um vídeo expondo discussões e acusações contra Rina.

Nathan afirmou ter sido vítima de agressões durante sua infância e adolescência, além de alegar que o padrasto tentou internar sua mãe em uma clínica psiquiátrica contra sua vontade.

Fraude e estelionato

Além dos problemas familiares, Rina enfrentou críticas relacionadas à administração da Bola de Neve. Acusações de fraude em doações destinadas a projetos sociais vieram à tona em uma live transmitida por ex-membros da igreja. Márcio Bieda e Thiago Santana denunciaram que valores arrecadados para ajudar mulheres carentes foram desviados para financiar empreendimentos pessoais ligados à liderança da instituição.

“Recebi várias denúncias de pessoas dizendo que doaram para um instituto que supostamente ajudaria mulheres carentes a se tornarem empreendedoras. Vamos ver no que esse instituto se transformou”, disse Bieda. Segundo ele, o local agora é um salão de alto padrão, sem ligação com atividades sociais.

Morte de Rina

No dia de sua morte, Rina participava de um passeio com o motoclube Pregadores do Asfalto, ligado à Bola de Neve. Ele perdeu o controle da moto na Rodovia Dom Pedro e foi levado ao Hospital de Clínicas da Unicamp com múltiplas fraturas. Apesar dos esforços médicos, não resistiu aos ferimentos.

Diversos líderes religiosos lamentaram sua partida. Luciano Manga, ex-vocalista do Oficina G3, destacou a amizade de longa data com Rina, enquanto Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, ofereceu palavras de conforto à família, reforçando a importância da fé em momentos de dor.

Fonte: DCM

Papa pede investigação sobre genodício em Gaza

O papa Francisco mencionou pela primeira vez as acusações de “genocídio” contra Israel em Gaza e pediu uma investigação, segundo um livro que está prestes a ser publicado e do qual foram divulgados vários trechos neste domingo (17).

“O que está ocorrendo em Gaza, que, segundo alguns especialistas, parece ter as características de um genocídio, deveria ser investigado com atenção para determinar se se enquadra na definição técnica que sustentam juristas e organismos internacionais”, afirmou Francisco. 

Essas declarações são trechos do novo livro do pontífice argentino, “A esperança nunca decepciona”, que será lançado na terça-feira na Itália, Espanha e América do Sul, e que os jornais La Stampa e El País publicaram neste domingo.

O papa frequentemente relembra o extermínio de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, o “genocídio” dos armênios sob o Império Otomano, os tutsis em Ruanda e os cristãos no Oriente Médio.

Francisco lamenta frequentemente as vítimas civis em Gaza, mas esta é a primeira vez que usa publicamente o termo genocídio no contexto das operações militares israelenses no território palestino.

A embaixada israelense junto à Santa Sé reagiu neste domingo em sua conta no X (antigo Twitter), indicando que Israel havia lançado uma ofensiva de “autodefesa” em Gaza em represália pela “massacre genocida de cidadãos israelenses” perpetrado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.

“Qualquer tentativa de chamar essa autodefesa por outro nome equivale a isolar o Estado judeu”, escreveu a representação diplomática.

Pouco depois, Francisco publicou sua própria mensagem no X: “#OremosJuntos pela paz: na atormentada Ucrânia, na Palestina, Israel, Líbano, em Mianmar, no Sudão. A guerra desumaniza e leva à tolerância de crimes inaceitáveis. Que os governantes escutem o clamor dos povos que pedem a paz”.

Um comitê especial da ONU publicou na quinta-feira um relatório no qual considera que os métodos de guerra empregados por Israel “correspondem às características de um genocídio”.

O relatório deste comitê especial da ONU, criado em 1968 e encarregado de investigar as práticas israelenses nos Territórios Palestinos ocupados, será apresentado na segunda-feira na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Os Estados Unidos expressaram sua discordância com a conclusão do comitê.

Fonte: AFP

Esse é o homem acusado de ser o maior serial killer de Alagoas

Lima demonstrava obsessão por jovens mulheres negras

A Polícia Civil de Alagoas investiga Albino Santos de Lima, 42, suspeito de ser o maior assassino em série do estado. Ele confessou o assassinato de 10 pessoas em um período de um ano, além de ser investigado por outros oito homicídios. O caso foi revelado pelo programa Fantástico (TV Globo) no último domingo (17), com reportagem publicada pela Folha de S.Paulo.

Segundo a delegada Tacyane Ribeiro, Lima demonstrava obsessão por jovens mulheres negras, perfil predominante entre suas vítimas. “Sete das dez vítimas têm esse perfil. A gente acredita que ele possa ter sofrido algum tipo de rejeição, e por isso ceifado essas vidas”, afirmou a delegada.

As investigações revelaram detalhes perturbadores sobre o comportamento do suspeito. Lima, ex-segurança penitenciário e filho de um ex-policial militar, utilizava as redes sociais para monitorar suas vítimas e planejar os ataques. “Eu fazia uma investigação por conta própria”, declarou o suspeito em depoimento, indicando que já planejava novos crimes.

Entre os casos que chocaram os investigadores está o assassinato de Ana Beatriz dos Santos, de apenas 13 anos, morta enquanto caminhava com a irmã em Maceió, no dia 8 de agosto, aniversário de sua mãe, Helyzabethe Bezerra Santos. “Foi como se a pessoa tivesse arrancado o pedaço do meu coração”, desabafou a mãe ao Fantástico.

Além de monitorar suas vítimas, Lima mantinha uma lista com nomes de futuros alvos e utilizava um calendário para registrar as datas dos crimes. Após os homicídios, ele visitava os túmulos das vítimas, onde tirava fotos e gravava vídeos com tom de deboche.

A polícia apreendeu a arma usada nos crimes, uma pistola calibre 380, e destacou que nenhuma das vítimas tinha ligação com atividades criminosas, contrariando a alegação de Lima de que assassinava integrantes de facções.

O advogado de Lima, Geoberto Bernardo de Luna, afirmou que usará uma estratégia de defesa baseada na alegação de insanidade. “A cabeça dele é a cabeça de uma pessoa doente, sociopata”, declarou.

O suspeito está preso desde setembro e foi indiciado por homicídio qualificado em três dos casos. As autoridades pretendem reabrir investigações de homicídios anteriores, ocorridos desde 2019, para verificar seu possível envolvimento.

Fonte: Brasil 247

Estado assassino de Israel mata 72 palestinos em Gaza, a maioria mulheres e crianças

Neste domingo, um ataque israelense a um edifício residencial em Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, resultou na morte de pelo menos 72 pessoas e deixou várias outras feridas. O prédio abrigava dezenas de civis deslocados, e entre as vítimas, a maioria eram mulheres e crianças.

Na Cisjordânia ocupada, colonos israelenses realizaram ataques em Beit Furik, a leste de Nablus, incendiando veículos e danificando propriedades palestinas, incluindo estruturas agrícolas e residências.

Enquanto isso, em Tel Aviv, milhares de manifestantes se reuniram pedindo um cessar-fogo imediato e esforços mais consistentes para a libertação de reféns, ressaltando a crescente insatisfação com a escalada do conflito.

A Jihad Islâmica confirmou que dois de seus líderes foram mortos em um ataque israelense em Damasco, na Síria, ampliando ainda mais as tensões na região. Segundo relatos, as operações militares têm se intensificado em diversos territórios, aumentando o número de vítimas e a instabilidade.

A situação na Faixa de Gaza e nas regiões ocupadas da Cisjordânia reflete a complexidade e a gravidade do genocídio promovido pelo Estado sionista de Israel contra o povo palestino. Enquanto esforços internacionais tentam negociar um cessar-fogo, os ataques contínuos ressaltam o desafio de alcançar a paz em meio à escalada de violência.

Redação com MSN

PM mata jovem grávida durante abordagem policial em Minas Gerais

Ao ver o irmão autista sendo espancado, Thainara tentou intervir, mas também foi agredida com socos e chutes pelos policiais.

Na madrugada de sexta-feira (15,) uma operação policial no bairro Vila dos Montes, em Governador Valadares (MG), terminou com a morte de Thainara Vitória Francisco Santos, de 18 anos, grávida de quatro meses. A Polícia Militar realizava buscas por um adolescente suspeito de homicídio cometido horas antes, mas a abordagem resultou em violência contra Thainara e seu irmão, de 15 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo Jucélia dos Santos da Cruz, mãe de Thainara, os policiais chegaram ao apartamento onde a família reside e abordaram seu filho e um amigo que estava no local. Enquanto o amigo foi liberado, o adolescente foi levado para fora do apartamento por ter idade compatível com o suspeito procurado. Jucélia relatou que, por ser autista, seu filho ficou agitado e nervoso com a abordagem policial e, em meio à situação, avançou contra um dos policiais. A reação do jovem motivou uma agressão violenta por parte de quatro agentes.

Ao ver o irmão sendo espancado, Thainara tentou intervir, mas também foi agredida com socos e chutes pelos policiais. Vídeos registrados por vizinhos mostram Jucélia e outros moradores pedindo que a violência cessasse, enquanto alertavam que o adolescente era autista e não tinha envolvimento no crime. Segundo testemunhas, os policiais justificaram as agressões afirmando que o adolescente precisava “parar de resistir”.

Thainara e seu irmão foram detidos sob acusação de resistência e lesão corporal. Testemunhas relataram que, no trajeto até a viatura, a jovem começou a passar mal, apresentando fraqueza e náuseas. Ela foi levada pelos policiais à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Vila Isa, onde, segundo a equipe médica, chegou sem vida. Os médicos também confirmaram que Thainara estava em gestação de quatro meses. A UPA não forneceu detalhes adicionais sobre o atendimento, citando sigilo médico.

Fonte: Mídia Ninja

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