Imagens inéditas de indígenas isolados são feitas em Rondônia e Mato Grosso

Divulgação dos registros busca reforçar a necessidade de proteção territorial contra ameaças à sobrevivência. O monitoramento é feito a partir de expedições

Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) capturou imagens inéditas de povos isolados na Terra Indígena (TI) Massaco, em Rondônia. As atividades de monitoramento também confirmaram a presença de isolados na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Mato Grosso.

Segundo órgão, a divulgação dos registros busca reforçar a necessidade de proteção territorial contra ameaças à sobrevivência indígena. O monitoramento é feito a partir de expedições, sobrevoos e de presença permanente, em parceria com outros órgãos ambientais e de segurança pública, por via terrestre e aérea, por meio das Bases de Proteção Etnoambiental (Bapes).

As Bapes são estruturas físicas permanentes localizadas em pontos estratégicos dos territórios, visando a proteção ambiental, física e social dos povos indígenas isolados e de recente contato. As imagens foram feitas durante expedições de monitoramento no início de 2024, mas só foram divulgadas na quarta-feira (8/01).

Terra Indígena Massaco

A Terra Indígena Massaco está demarcada e regularizada pelo Decreto de 11 de dezembro de 1998, com área de 421.895 hectares, localizada nos municípios de Alta Floresta D’Oeste e São Francisco do Guaporé, no estado de Rondônia. A ocupação deste território é exclusiva do povo indígena isolado de etnia ainda desconhecida.

Entre janeiro e abril de 2024, uma equipe da Base Massaco, formada por oito profissionais especializados na proteção de indígenas isolados e de recente contato, realizou expedições para registrar vestígios e atividades desses grupos. A equipe da Funai percorreu cerca de 65 km em cinco dias para mapear os vestígios deixados pelos isolados e planejar as próximas ações de monitoramento.

Com cerca de 30 anos de atuação com monitoramento de indígenas isolados, o sertanista da Funai Altair Algayer foi quem liderou a expedição. Foi detectada a presença dos indígenas isolados em diversas ocasiões por meio de vestígios, como estrepes (armadilhas pontiagudas) colocados em trilhas e estradas nos limites da TI, além de abrigos temporários, pontos de coleta de mel e outros alimentos e atividades de caça.

Chamou a atenção da equipe a aproximação dos indígenas, cada vez mais frequente, nos extremos dos limites da Terra Indígena, o que os expõe ao contato direto e indireto com não indígenas. Pelo que os agentes observaram, essa aproximação, muitas vezes, é pela necessidade de expandirem sua área de ocupação em busca de recursos para a sobrevivência.

“Outro alerta visto com preocupação é a mudança climática, que altera significativamente o ciclo dos recursos naturais, dos quais este povo depende para sobreviver. Garantir a proteção integral dos recursos naturais deste território é fundamental para a sobrevivência deste povo”, destacou Altair Algayer.

O monitoramento do povo isolado da TI Massaco é feito pela Funai há mais de 35 anos. As expedições ocorrem anualmente. ltair Algayer ressalta que é fundamental para o êxito de uma atividade de monitoramento, como essa expedição na TI Massaco, ter uma equipe que disponha de conhecimento sobre o ambiente da floresta e dos seres que a habitam.

“Uma equipe que tenha conhecimento mínimo e básico sobre o comportamento e dos hábitos do povo isolado, que vão auxiliar na leitura dos vestígios deixados, facilitando a identificação e interpretação dos significados, artefatos, habitações e demais sinais deixados pelos isolados. Uma leitura com boa interpretação leva a equipe a tomar a decisão mais coerente durante a atividade, principalmente, no momento certo de recuar e não continuar e/ou quando se deve avançar, sempre pautado pela premissa de não surpreender e evitar que sua presença represente uma ameaça aos indígenas isolados”, diz o sertanista.

Terra Indígena Kawahiva

A Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo tem um área de 411.844 hectares e é localizada no município de Colniza, no estado do Mato Grosso. O território já teve os limites territoriais declarados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a partir dos estudos de identificação e delimitação feitos pela Funai. No momento, o processo de demarcação encontra-se judicializado.

Com oito dias de atividades, a equipe de monitoramento confirmou a ocupação dos isolados na região e os deslocamentos que realizaram. “Também encontramos sinais de invasão e uma pressão muito forte no entorno do território, evidenciando que a demarcação física da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo é mais do que uma urgência”, alertou o sertanista Jair Candor.

Essa constatação se deu logo nos dois primeiros dias de expedição, momento em que os agentes localizaram um ponto de acampamento não indígena – possivelmente de garimpeiros ou copaibeiros – para duas pessoas. Segundo os agentes da Funai, o acampamento foi encontrado em uma área onde a equipe havia registrado forte ocupação de isolados em expedições anteriores, reforçando a suspeita de que os indígenas se mudaram para outra área da TI.

Durante a missão, foram encontrados sinais claros de presença indígena, como pegadas, vestígios de coleta de mel e utensílios. A equipe também confirmou a presença de crianças e que o grupo indígena segue em boas condições, com evidências de reprodução e formação de novos núcleos familiares, indicando crescimento demográfico.

Antes de encerrar a expedição, os agentes da Funai deixaram ferramentas, como machados e facões, em pontos estratégicos e instalaram câmeras com sensores de movimento para monitorar os indígenas sem interferir na rotina.

Jair Candor explica que como os indígenas isolados que vivem na TI estão em uma área de muita pressão grileira e madeireira, eles já tiveram contato com esse tipo de ferramenta no passado, o que facilita nas atividades cotidianas.

Com o desgaste das ferramentas deles, há o risco de que eles tentem buscar outros utensílios nas fazendas do entorno. Essa tentativa, no entanto, os coloca em grave risco, seja por violência em possível contato com os “brancos” ou pelo contágio de doenças.

O que são povos isolados e de recente contato?

A denominação “povos indígenas isolados” se refere especificamente a grupos indígenas com ausência de relações permanentes com a sociedade ou com pouca frequência de interação, seja com não indígenas ou com outros povos indígenas já contatados.

“Esse ato de vontade de isolamento se relaciona com experiências traumáticas de violência colonial vivenciadas no passado, o que os leva a optar por um estado de autossuficiência social e econômica, quando a situação os leva a suprir de forma autônoma suas necessidades sociais, materiais ou simbólicas, evitando relações sociais que poderiam desencadear tensões ou conflitos interétnicos”, pontua a Funai. 

Já os indígenas de “recente contato” são aqueles que mantêm relações de contato permanente e/ou intermitente com segmentos da sociedade nacional e que, independentemente do tempo de contato, apresentam singularidades e seletividade (autonomia) na incorporação de bens e serviços. 

“São, portanto, grupos que mantêm fortalecidas as suas formas de organização social e suas dinâmicas coletivas próprias e que definem sua relação com o Estado e a sociedade nacional com alto grau de autonomia”, diz a Funai.

Atualmente, a Funai reconhece a presença de 114 registros de povos indígenas isolados no Brasil — a maioria na Amazônia, dos quais 28 estão confirmados. Além disso, são 22 os povos considerados como de recente contato.

Fonte: Correio Braziliense

Hospital Veredas anuncia demissão em massa

Mesmo com intervenção, setores estão fechados, salários não são pagos e 157 demissão já foram feitas

A intervenção no Hospital Veredas, em Maceió, determinada pela Justiça Federal em novembro do ano passado, ainda não produz frutos nem mudou ou amenizou a situação de caos na unidade, que deveria funcionar como suporte ao Hospital Geral do Estado (HGE). O hospital permanece com setores estratégicos fechados para o atendimento pelo SUS, como maternidade e UTI Neonatal, e iniciou o processo de demissão em massa dos trabalhadores de várias categorias, como a enfermagem.

Em reunião realizada nesta segunda-feira, 13, com sindicatos que representam os profissionais, como o Sateal (enfermagem), a direção do hospital informou que não tem data para reabrir os setores, não há recursos para compra de insumos e que deve demitir 289 funcionários para ajustar a folha de pagamento à realidade financeira da instituição.

De acordo com uma nota divulgada nesta segunda-feira, 13, pelo Sateal, dos 270 leitos disponíveis, apenas dois estão ocupados com pacientes. “Todos os serviços estão fechados, o hospital está parado. Os funcionários aguardam em casa o retorno das atividades”, diz o texto.

Segundo o presidente do Sateal, Mário Jorge, a direção do Hospital Veredas já demitiu 157 profissionais de todas as categorias. Essas pessoas estão deixando as atividades sem fazer o exame demissional, como determina a legislação trabalhista, e terão de recorrer à justiça para receber o que é de direito.

Além dos demitidos, o hospital não tem pago salários em dia e nem paga o complemento do piso salarial da enfermagem, cujos recursos são repassado pela União.

O Sateal encaminhou as informações ao Ministério Público do Trabalho para que sejam adotadas as providências cabíveis e vai realizar com os profissionais do hospital uma assembleia na próxima quarta-feira, às 10 horas, para tomada de decisão.

Mário Jorge avalia que a situação é crítica, pela questão financeira e demissões, mas também pela ameaça real de fechamento do hospital. Segundo ele, o principal reflexo para o caos administrativo e financeiro implantado no Hospital Veredas, é a superlotação de pacientes nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que não foram preparadas para funcionar como hospital e não conseguem dar respostas à demanda.

No final do mês de novembro, a Justiça Federal homologou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com órgãos públicos estabelecendo intervenção judicial provisória no Hospital Veredas. A decisão judicial destacou na época a relevância da intervenção como alternativa para solucionar os problemas estruturais e administrativos que comprometem o funcionamento do hospital.

O documento previa medidas para garantir a continuidade dos serviços de saúde e a reestruturação administrativa da unidade, o que não aconteceu, como:
● Manutenção dos serviços de saúde: Adotar providências emergenciais para garantir a continuidade da assistência médica, priorizando urgências e emergências, conforme a contratualização vigente com o município de Maceió.

● Diagnóstico institucional: Elaborar, no prazo de 30 dias, um plano detalhado sobre a real condição administrativa, financeira, patrimonial e estrutural do hospital. Uma auditoria independente também deve ser contratada para avaliar a gestão anterior.

● Pagamento de salários atrasados: Regularizar, com prioridade, os vencimentos e encargos trabalhistas de colaboradores ativos, além de assegurar o pagamento de salários futuros.

● Reestruturação da administração: Criar um plano emergencial de recuperação administrativa e financeira, observando rigorosamente as normas do TAC homologado.

Fonte: Maceió Não Para

Governo Lula sanciona lei que restringe uso de celular em escolas

Medida vai entrar em vigor neste ano letivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (13) o Projeto de Lei 104/2015, que restringe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis, sobretudo telefones celulares, nas salas de aula de escolas públicas e privadas do ensino básico em todo o país. Um decreto do presidente, que sairá em até 30 dias, vai regulamentar a nova legislação, para que passe valer para o início do ano letivo, em fevereiro. O projeto de lei foi aprovado no fim do ano passado pelo Congresso Nacional.  

“Essa sanção aqui significa o reconhecimento do trabalho de todas as pessoas sérias que cuidam da educação, de todas as pessoas que querem cuidar das crianças e adolescentes desse país”, afirmou o presidente, que fez questão de elogiar o trabalho dos parlamentares que aprovaram a medida.

“Imagina uma professora dando aula e, quando ela olha para os alunos, está cada um olhando para o celular, um tá na China, outro tá na Suécia, outro tá no Japão, outro está em outro estado conversando com gente que não tem nada a ver com a aula que ela está recebendo. A gente precisa voltar a permitir que o humanismo não seja trocado por algoritmo”, enfatizou Lula ao comentar sobre a nova lei.

Países como França, Espanha, Grécia, Dinamarca, Itália e Holanda já adotam legislações que restringem uso de celular em escolas. Apoiado pelo governo federal e por especialistas, o projeto alcançou um amplo consenso no Legislativo, unindo governistas e oposicionistas.

“Não dá para um aluno estar na sala de aula, no Tiktok, na rede social, quando o professor está dando aula. Toda vez que um aluno recebe uma notificação, é como se ele saísse da sala de aula. Toda vez que ele recebe uma notificação quando ele está numa roda de conversa, é como se a gente perdesse a atenção dele”, afirmou o secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, que é deputado federal licenciado e autor do projeto na Câmara. Ele classificou o projeto como uma das principais vitórias do século na educação brasileira.

O que diz a lei

De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, a lei restringe o uso em sala de aula e nos intervalos, para fins pessoais, mas há exceções, como o uso para finalidade pedagógica, sob supervisão dos professores, ou em casos de pessoas que necessitem de apoio do aparelho para acessibilidade tecnológica ou por alguma necessidade de saúde.  

“Nós não somos contra acesso a tecnologias, até porque não há mais retorno no mundo de hoje. Mas nós queremos que essa tecnologia, essa ferramenta, seja utilizada de forma adequada e, principalmente, nas faixas [etárias] importantes da vida das crianças e adolescentes”, afirmou o ministro, que alertou sobre o uso cada vez mais precoce e prolongado do celular por crianças.

“Estamos fazendo uma ação na escola, mas é importante conscientizar os pais de limitar e controlar o uso desses aparelhos fora de sala de aula, fora da escola”, acrescentou Camilo Santana.

O ministro pediu engajamento das famílias e das comunidades escolares para fazer valer a nova lei.

A secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, que coordena a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), afirmou que o colegiado vai publicar orientação para as redes públicas e privadas. “O Conselho Nacional de Educação vai fazer uma resolução que oriente as redes, as escolas, de como fazer isso sem parecer uma opressão”, disse. O MEC também deve publicar guias com orientações para as escolas de todo o país.

Fonte: Agência Brasil

Médicos de todo o mundo exigem que Israel liberte Kamal Adwan, diretor do hospital

Profissionais médicos e usuários de mídia social estão se unindo ao Dr. Hussam Abu Safiya de Gaza e apelando à comunidade internacional

Trabalhadores da saúde e usuários de mídia social de todo o mundo estão exigindo a libertação imediata do Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do hospital Kamal Adwan no norte de Gaza, que está atualmente detido pelo exército israelense.

Médicos, profissionais médicos e civis comuns foram às mídias sociais esta semana para compartilhar seu apoio a Abu Safiya, usando a hashtag “FreeDrHussamAbuSafiyeh”, bem como amplificando as demandas de que Israel pare de atacar os hospitais de Gaza em sua guerra contra o enclave sitiado que começou em outubro de 2023.

Além da hashtag de tendência, uma petição foi iniciada na plataforma Change.org.

A petição é endereçada à presidência norte-americana e apela à “comunidade internacional, particularmente os Estados Unidos, para usar sua influência e autoridade para forçar Israel a libertar imediatamente o Dr. Abu Safiya e outros profissionais médicos e pacientes detidos em Kamal Adwan”.

“A assistência médica não é um crime. Atacar deliberadamente hospitais, equipes médicas e pacientes é”, diz a declaração da petição.

Quase 2.000 pessoas assinaram a petição, citando leis internacionais que proíbem ataques deliberados ou intencionais a instalações e pessoal médico, bem como a feridos e doentes.

A família de Abu Safiya também apelou à comunidade internacional para tomar medidas pela libertação do médico.

Profissionais médicos compartilharam imagens on-line com mensagens escritas à mão dizendo #FreeDrHussamAbuSafiya para chamar mais atenção para a causa.

Forças israelenses detiveram Abu Safiya após invadirem o hospital Kamal Adwan. Durante o ataque israelense, vários departamentos pegaram fogo, matando e ferindo profissionais médicos e pacientes palestinos, de acordo com Munir al-Bursh, diretor-geral do Ministério da Saúde palestino em Gaza.

No ataque, as forças israelenses disseram que mataram pelo menos 20 palestinos.

De acordo com relatos, Abu Safiya está atualmente detido na notória prisão israelense de Sde Teiman, onde abusos, incluindo tortura, assassinatos e estupros, são frequentes, disseram detentos recentemente libertados.

Bursh disse que as forças israelenses espancaram violentamente Abu Safiya antes de prendê-lo.

Desde a notícia de que Abu Safiya foi detido em Sde Teiman, muitas pessoas online pediram responsabilização e uma explicação das autoridades israelenses.

O hospital Kamal Adwan, que era o último em funcionamento no norte de Gaza, agora está fora de serviço após ataques israelenses contínuos.

Abu Safiya ganhou destaque durante a guerra israelense em Gaza por meio de seus apelos por melhores cuidados de saúde para todos os palestinos e suas atualizações regulares do enclave devastado pela guerra.

Ele também foi elogiado por se recusar a negligenciar os pacientes no hospital Kamal Adwan, mesmo quando Israel o invadiu e removeu à força os profissionais de saúde de lá.

A última fotografia tirada dele antes de ser detido por Israel mostra Abu Safiya em seu traje médico caminhando sozinho em direção a dois tanques israelenses com escombros completamente ao seu redor. Essa imagem se tornou viral desde então.

Todos os funcionários médicos restantes, pacientes e seus parentes foram retirados do hospital sob a mira de uma arma, forçados a se despir até ficarem só de roupa íntima e transferidos para um local desconhecido.

Na época do ataque, havia 350 pessoas no hospital, incluindo 180 profissionais médicos e 75 feridos, de acordo com o Government Media Office, sediado em Gaza.

Um relatório do Ministério da Saúde palestino em junho disse que mais de 500 profissionais médicos foram mortos desde o início da guerra.

Fonte: Monitor do Oriente

Menores são agora metade da população de Gaza, dizimada em 6% por Israel

Com redução da população, tendência é de que o número de crianças exterminadas aumente exponencialmente.

Ao final de 2024, a Presidente do Escritório Central de Estatísticas da Palestina (PCBS), Dra. Ola Awad, divulgou um panorama alarmante sobre a situação do povo palestino, destacando as consequências catastróficas da agressão genocida “israelense” desde 7 de outubro de 2023. Este período representou uma das fases mais violentas da história do genocídio “israelense” contra o povo palestino.

Mais de 45 mil mortos e impacto demográfico na Faixa de Gaza

Desde o início da ofensiva israelense, mais de 45.000 palestinos foram mortos, dos quais 98% estavam na Faixa de Gaza. Entre as vítimas, 17.581 eram crianças e 12.048 mulheres. Ademais, há cerca de 11.000 desaparecidos. Esses números configuram a maior perda de vidas em um único período na história do conflito. Levando em consideração que os desaparecidos (quase todos sob escombros) já estão mortos, o número total de palestinos dizimados por “israel” ultrapassa os 56.000.

A população da Faixa de Gaza sofreu uma redução de 6%, totalizando 2,1 milhões de pessoas ao final de 2024, com mais de 100.000 pessoas deixando o território desde o início da ofensiva. Do total de habitantes que permanecem na Faixa de Gaza, mais de um milhão são menores de 18 anos, representando 47% da população local.

Isso significa que quase metade da população atual da Faixa de Gaza é composta por menores de idade. A perspectiva de que o genocídio mude de qualidade, sendo ainda mais criminoso, ao atingir majoritariamente crianças e adolescentes, é assombrosa. A tendência, se a máquina de extermínio de “israel” não for parada, é a de que o número de crianças exterminadas aumente exponencialmente.

Até o final de 2024, a porcentagem de indivíduos com idades entre 0 e 4 anos alcançou 14% da população total na Palestina, sendo 13% na Cisjordânia e 15% na Faixa de Gaza. Já a porcentagem de indivíduos com menos de 15 anos chegou a 37%, com 35% na Cisjordânia e 40% na Faixa de Gaza. O percentual de indivíduos com menos de 30 anos na Palestina alcançou 65% da população total, sendo 63% na Cisjordânia e 68% na Faixa de Gaza. Por fim, o de indivíduos com 65 anos ou mais atingiu 4%.

Condições humanitárias: saúde e segurança alimentar em colapso

A agressão também levou a um colapso dos serviços de saúde, colocando cerca de 60.000 mulheres grávidas em situação de risco devido à falta de atendimento. Em Gaza, 96% da população enfrenta altos níveis de insegurança alimentar, sendo que 22% vivem em condições catastróficas. Cerca de 3.500 crianças estão à beira da morte por desnutrição, e 36 já morreram devido à fome.

A educação também foi severamente impactada. Desde outubro de 2023, 77 escolas públicas foram completamente destruídas em Gaza, enquanto outras 191 foram bombardeadas ou vandalizadas. No total, mais de 11.796 estudantes palestinos perderam a vida, 11.714 em Gaza e 82 na Cisjordânia. Entre professores e administradores escolares, 466 foram mortos, a maioria em Gaza.

Isso significa que, sendo quase metade da população da Faixa de Gaza atualmente, e cujas condições biológicas os deixam mais vulneráveis que os que já são adultos, os menores de idade terão poucas possibilidades de se desenvolverem, inclusive do ponto de vista físico.

Em diversas ocasiões, o presidente da Fepal, Ualid Rabah, denunciou que o plano de “israel” é acabar com o futuro da Palestina, isto é, dizimar principalmente as novas gerações, para concretizar de modo efetivo o seu objetivo histórico de limpeza étnica. “É um plano para impedir que a sociedade palestina tenha a possibilidade de se reproduzir biologicamente. É um genocídio de novo tipo jamais visto na história da humanidade”, declarou em uma entrevista recente.

Economia em colapso

A economia palestina sofreu um colapso sem precedentes. Em Gaza, o PIB contraiu-se em mais de 85%, e na Cisjordânia, a queda foi de 22%. A taxa de desemprego atingiu 80% em Gaza e 35% na Cisjordânia, levando a uma média nacional de 51%.

População palestina global

Ao final de 2024, estima-se que 14,9 milhões de palestinos vivam ao redor do mundo, com 5,5 milhões na Palestina histórica e 7,6 milhões na diáspora, principalmente em países árabes (6,4 milhões).

Perspectivas sombrias

Os dados apresentados pela Dra. Ola Awad ilustram uma crise humanitária de proporções alarmantes, com impactos profundos na demografia, educação, saúde e economia palestina. O apelo é por uma intervenção internacional urgente para cessar a violência e prestar assistência às vítimas do genocídio cometido pelo exército “israelense”.

Fonte: Fepal

Líder religioso é condenado a 40 anos de prisão por crimes sexuais contra fiéis em SC

Após denúncia do Ministério Público de Santa Catarina, sentença determina o cumprimento da pena em regime inicial fechado após a prática de crimes como violação sexual mediante fraude, estupro e importunação sexual contra dez vítimas.

Foi condenado a 40 anos, dez meses e 24 dias de reclusão um homem que, enquanto era líder religioso em Criciúma, praticou crimes sexuais contra ao menos dez mulheres. Após uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o réu foi condenado pela Justiça pela prática dos crimes de violação sexual mediante fraude, estupro e importunação sexual. 

Conforme a 13ª Promotoria de Justiça de Criciúma, responsável pela ação penal, entre os anos de 2010 e 2024, o réu manteve uma casa religiosa onde, aproveitando-se do fato de ser visto como um “pai espiritual” e por ter influência nos frequentadores do local, que se dirigiam a ele à procura de curas milagrosas, dizia incorporar entidades que necessitavam “possuir” as vítimas por meio de atos libidinosos para que alcançassem suas preces espirituais.  

Conforme o Promotor de Justiça Fernando Rodrigues de Menezes Júnior, ao menos dez vítimas foram abusadas pelo líder religioso entre 2015 e 2023, muitas delas mais de uma vez. Os crimes foram praticados quando as mulheres, em situação de vulnerabilidade psíquica, procuravam o líder para aconselhamentos e rituais religiosos.  

Durante as sessões, o réu dizia estar incorporando entidades e, mediante fraude, se aproveitava para tocar, beijar, acariciar e estuprar as vítimas alegando que somente dessa maneira suas vidas prosperariam.  

O homem, que estava preso preventivamente, teve negado o direito de recorrer em liberdade. O processo corre em segredo de justiça. 

Fonte: MP/SC

Chuvas fortes provocam alagamentos em Arapiraca e São Miguel

Nos últimos dias, Arapiraca, uma das principais cidades do agreste alagoano, tem enfrentado um desafio meteorológico significativo. Entre a sexta-feira, dia 10, e o domingo, dia 12, a cidade registrou um volume de chuvas superior a 127 milímetros. Essa precipitação exacerbada é resultado da interação entre a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e as elevadas temperaturas que têm acometido a região.

Os dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alertam que apenas na sexta-feira, a cidade já havia superado a média climatológica para todo o mês de janeiro, que é de 40 milímetros, anotando um acumulado de 55 milímetros até aquele horário. No entanto, esse foi apenas o prelúdio de um fim de semana de chuvas intensas.

De acordo com o relatório da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, conduzido pelo engenheiro-agrônomo João Batista, somente na sexta-feira, a precipitação alcançou expressivos 72,5 milímetros. Para intensificar a situação, durante a noite de sábado e a madrugada de domingo, mais 55 milímetros foram registrados, somando, portanto, 127,5 milímetros nesses dois dias.

Esse volátil cenário meteorológico projeta uma quantidade de chuva que atinge níveis alarmantes, ultrapassando de longe a média histórica dos últimos 53 anos para janeiro, tradicionalmente fixada em 36 milímetros.

Com a previsão de continuidade do tempo instável até a terça-feira, dia 14, a Prefeitura de Arapiraca intensificou os esforços para mitigar os efeitos das fortes chuvas. Ações como a limpeza de bueiros, monitoramento constante do clima e orientação à população têm sido implementadas. A população é instada a se manter alerta e, em casos de emergência, a contatar a Defesa Civil pelo número 199. Com as medidas preventivas em curso, espera-se minimizar o impacto das chuvas torrenciais no município.

Fortes chuvas causam alagamentos e invadem casas em São Miguel dos Campos

Um forte temporal atingiu o município de São Miguel dos Campos na noite deste domingo (12), causando alagamentos em diversas ruas invadindo casas, principalmente na região alta da cidade.

A intensidade das chuvas, que superou as expectativas dos meteorologistas, surpreendeu a população e está provocando muitos transtornos.

Vídeos e fotos compartilhados nas redes sociais mostram a força da água que invadiu ruas e residências, deixando moradores ilhados e com prejuízos materiais. Também foram registradas situações de veículos que caíram em buracos pela falta de sinalização nos trechos em obras de saneamento.

Em pelo menos dois pontos da cidade ocorreu o afundamento do calçamento e asfaltos.

Apesar do alerta dado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh) na sexta-feira, 10, sobre a possibilidade de chuvas intensas neste final de semana, o volume de água superou as previsões.

A previsão é de que as chuvas continuem até a próxima terça-feira (14), o que preocupa as autoridades e a população. A Defesa Civil do município ainda não se pronunciou sobre as providências que estão sendo tomadas nos casos registrados.

Fontes: Repórter Maceió e Alagoas Web

Polícia prende chefe dos criminosos que atacaram o assentamento do MST no interior de SP

Segundo a Polícia Civil, o homem foi reconhecido pelas vítimas, por testemunhas e confessou o crime. Agora, a polícia faz buscas pelas outras pessoas que participaram do ataque.

A Polícia Civil informou que prendeu, neste sábado (11), um homem acusado de ter participado do ataque a um assentamento do MST em Tremembé, no interior de São Paulo. Duas pessoas foram mortas e seis ficaram feridas.

Em entrevista coletiva, Marcos Ricardo Parra, o delegado seccional de Taubaté, informou que o homem preso tem 41 anos e é apontado como a pessoa que chefiou o ataque. No boletim de ocorrência, o suspeito foi identificado como Antônio Martins dos Santos Filho, conhecido na região pelo apelido “Nero do piseiro”.

Segundo o delegado, os policiais conseguiram chegar até o homem, pois, no momento da invasão, os criminosos não cobriram o rosto. Com isso, o suspeito, que já era conhecido na comunidade, foi identificado por vítimas que estão hospitalizadas e também por testemunhas que presenciaram o crime.

Ainda segundo Parra, o homem foi detido e na delegacia confessou para os policiais que ele participou do ataque no assentamento. Agora, comparsas são procurados por participação no crime. Não há uma estimativa de quantas pessoas cometeram o ataque.

Fonte: G1

Governador Rafael Fonteles anuncia tarifa zero no metrô do Piauí

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), anunciou a implementação de tarifa zero no metrô de Teresina, em uma medida que busca ampliar o acesso ao transporte público na capital. O anúncio foi feito em parceria com a Caixa Econômica Federal, que destinará R$ 527 milhões para a expansão do sistema de transporte.

A iniciativa ocorre em meio a comparações com outros estados, como São Paulo, onde o governador Tarcísio de Freitas autorizou recentemente um aumento de 18% nas tarifas do metrô. A medida no Piauí visa fortalecer a mobilidade urbana e oferecer alternativas acessíveis para a população.

O investimento também faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prioriza melhorias na infraestrutura de transporte em todo o estado. O recurso será aplicado na ampliação da rede metroviária e no aprimoramento dos serviços.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS