Acidente de ônibus na Serra da Barriga deixa 18 pessoas mortas e dezenas de feridas

Um ônibus escolar com 48 pessoas, que estava a caminho do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, despencou de uma altura de 400 metros após capotar em uma ribanceira neste domingo (24); mais de 20 feridos foram socorridos.

Subiu para 18 o número de mortos no acidente na Serra da Barriga, em União dos Palmares, neste domingo (24). O governo confirmou a morte de um menina de 4 anos, que foi socorrida e levada para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, após um ônibus escolar com 48 pessoas capotar em uma ribanceira de 400 metros. O veículo apresentou uma falha mecânica e o motorista perdeu o controle da direção, segundo testemunhas.

  • Equipes do Corpo de Bombeiros fazem uma varredura no local desde a madrugada desta segunda-feira (25) para ajudar na investigação do acidente. Segundo o comandante, Coronel Sérgio Verçosa, não há informações sobre pessoas desaparecidas. A Prefeitura de União dos Palmares informou que o ônibus é terceirizado e que o veículo passou, recentemente, por vistoria e estava regular. A Polícia Civil vai investigar as causas do acidente.

A informação da morte da criança foi confirmada pela Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) por meio de nota. De acordo com o órgão, esse número ainda pode aumentar (confira a nota na íntegra ao final do texto). Não há informação sobre a identidade das vítimas.

A Secretaria de Estado da Comunicação disse que 29 pessoas foram encaminhadas para o Hospital Regional da Mata, em União dos Palmares. Não há informação sobre o que aconteceu com um dos feridos.

O grupo estava a caminho do Parque Memorial Quilombo dos Palmares para participar da programação em comemoração ao Dia da Consciência Negra, de acordo com alguns sobreviventes e familiares de vítimas. Uma das atividades era apreciar o pôr do sol do alto da Serra.

O ônibus despencou de uma altura de 400 metros. O veículo abriu uma clareira e deixou um rastro por onde passou até parar em uma região de mata. O local dificultou o trabalho de resgate, que começou a tarde e só terminou de madrugada. Pessoas que moram na região desceram antes mesmo dos bombeiros chegarem, para ajudar as vítimas.

Todos os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) em Maceió e devem ser reconhecidos por parentes.

Nota da Secom

A Secretaria de Comunicação (Secom) informa à imprensa que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) atualizou o número de óbitos em decorrência do acidente com um ônibus, ocorrido neste domingo (24), em União dos Palmares. Conforme atualização realizada às 8h desta segunda-feira (25), pela pasta da saúde estadual, o número de mortes subiu para 18, mas, infelizmente, pode sofrer alterações ao longo do dia, com a retomada das operações de resgate no local da tragédia. A 18ª morte é de uma criança, de 4 anos, que estava internada no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.

Fonte: G1

Ofensiva contra o direito das mulheres

Seguem na pauta do Congresso Nacional projetos que atacam o aborto legal

Passadas as eleições municipais, já era de se esperar a retomada do Projeto de Lei (PL 1904), que restringe o direito de aborto legal após as 22 semanas e criminaliza pacientes e profissionais. Um PL que aprofunda o abismo entre a necessidade de garantia de políticas de proteção e saúde das mulheres e crianças, com o que é realmente ofertado no nosso Estado, e criminaliza e vitimiza ainda mais quem necessita de serviços de segurança e de saúde. 

Mas no Congresso resgatou-se também um Projeto de Emenda Constitucional (PEC 164/2012) de Eduardo Cunha, que prevê incluir na Constituição Federal a “inviolabilidade do direito à vida desde a concepção”. Traduzindo: essa proposta inviabilizaria todos os casos de aborto previstos em lei no Brasil hoje! Todas as possibilidades de aborto legal permitidas (violência/estupro, anencefalia e risco de vida da gestante) seriam criminalizados, assim como as pesquisas com célula tronco seriam descontinuadas, e as fertilizações in vitro não seriam permitidas.

A PEC 164 representa um ataque ainda mais profundo aos direitos das mulheres do que o próprio PL 1904. 

Ao mesmo tempo se expôs a ausência de justificativas – além do fundamentalismo da gestão da prefeitura de São Paulo- pelo fechamento do serviço de referência de aborto legal do Hospital e Maternidade e escola Vila nova Cachoeirinha em SP, decidida pelo prefeito Ricardo Nunes, reeleito! 

Nos debates eleitorais a desculpa utilizada pelo prefeito era que a decisão de fechar o serviço ao aborto legal foi para dar vazão à fila de cirurgias de endometriose, esta desculpa não se sustenta mais. A fila foi zerada no município e o serviço ainda não foi reaberto. 

Tivemos notícia de inquérito aberto esse mês de novembro pelo Ministério Público Federal contra o CREMESP (conselho regional de medicina de São Paulo), devido a perseguição dos profissionais médicos desse serviço. 

Essas mudanças na legislação e na oferta de serviços não são baseados na avaliação da realidade em que as mulheres e meninas da classe trabalhadora vivem.

Em 2023, o Brasil registrou um estupro a cada seis minutos — o maior número da série histórica do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que acompanha esses dados desde 2011. Das 83.988 vítimas, o maior percentual foram meninas (88,2%), negras (52,2%) e com no máximo 13 anos (61,6%). A maioria dessas vítimas é estuprada por familiares ou conhecidos (84,7%) dentro de suas próprias casas (61,7%). 

A cada ano, milhares dessas meninas engravidam no Brasil. Em 2021, foram registrados 17.456 nascidos vivos de meninas de até 14 anos, e, em 2023, dados preliminares indicam que esse número também foi alarmante, com 13.909 nascidos vivos. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que as complicações durante a gravidez e o parto são a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 19 anos em todo o mundo. No Brasil, dados indicam que, entre 2018 e 2023, uma menina ou adolescente (10-19 anos) morreu a cada semana devido a complicações relacionadas à gestação.

O avanço da extrema direita nos resultados eleitorais desse ano acirra os defensores de projetos no legislativo e mudanças na saúde pública que significam retrocessos e se tornam um maior risco de aprofundamento desse cenário horripilante.

Para o enfrentar esta ofensiva, devem seguir iniciativas, como a da Frente em Defesa das/os trabalhadoras/es dos direitos reprodutivos, que no último dia 4 de novembro realizou debate em torno do lançamento do documentário “Incompatível com a vida”.  Há também a chamada de audiência pública pela Dep Fed Sâmia Bonfim (PSOL) que acontecerá no próximo dia 28 de novembro na Câmara de Sp com o tema “Violação ao direto de aborto legal na cidade de Sp”. A luta prosseguirá!

O PL 1904, foi alvo de protestos com massivas manifestações de mulheres e jovens. Sigamos mobilizadas e atentas: só nas ruas podemos derrotar esta ofensiva do Congresso Nacional contra o direito ao aborto. Abaixo o PL 1904, abaixo a PEC 164!

Por Juliana Salles

Fonte: O Trabalho

OS GOLPISTAS

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 24 de Novembro de 2024

Calma aí, …34, 35 , 36 , 37, pronto.
37 indiciados pela tentativa de Golpe de Estado e Organização Criminosa que tinha como objetivo, segundo PF, matar o Lula, Alckmin e o Alexandre de Morais.
Se isso tivesse acontecido, Lula não teria conseguido trazer o mundo ao Rio de Janeiro para o G20, que teve como bandeira principal o combate à fome, algo que Lula viveu na pele desde a infância no Nordeste. Foi um sucesso e Lula caminha, sem pestanejar, para seus 120 anos. Vida longa ao Barba.

Essa semana, Bolsonaro e mais 36 pessoas tiveram seus nomes ligados a um Golpe de Estado, dentre os “patriotas” estão 25 milicos. Depois da derrota nas eleições de 2022, um plano começou a ser traçado para que o “presidiário” nao subisse a rampa, uma tropa de militares mais o Comandante palaciano se uniram diante de uma missão; roubar, matar e destruir, pois o ladrão(de jóias) só vem para isso mesmo( João. 10; 10).

Esse Golpe, que tá sendo chamado de narrativa pelos bolsonaristas, teve uma participação muito honrosa(ironia) do Ajudante de Ordens do Inelegível, Mauro Cid, que fez um Acordo de Delação para falar toda a verdade(Conhecereis a verdade e a verdade e vos libertará. Joao. 8;32) e sem medo algum daqueles que pretendiam matar um Presidente da República, entregou todo o plano. Veja que Mauro Cid é o homem mais corajoso do Brasil e por conta própria, num belo dia de sol resolveu desafiar toda a quadrilha, que ele conviveu por 4 anos, para abraçar o Xandão e chama- lo de amigão do peito, mas para os acusados a PF tá procurando chifre em cabeça de cavalo, essa, até o momento foi a única saída que a Direitinha Golpista arrumou para manter vivos seus zumbis nas redes sociais. Tomara que não voltem para a frente dos quartéis, na verdade, até torço pra isso acontecer de novo.

O Brasil Varonil não pode e nem deve anistiar os envolvidos nessa trama, pois se isso acontecer, muito em breve teremos um novo 1964, um novo Rio Centro, um novo Marighella emboscado e morto, um novo Lamarca assassinado, uma nova Marielle fuzilada, tudo isso sob o manto desgraçado das Forças Armadas e bem armadas, viu!

Por falar em zumbis, preciso falar de um que é o oposto desses das redes sociais, que não se curva diante das mortes dos seus semelhantes, que não ignora a dor daqueles que são escravizados pela narrativa de que o negro uma “raça” inferior, que não mede esforços pra manter o maior quilombo das Américas que está localizado na Serra da Barriga no município de União dos Palmares em Alagoas.
Zumbi dos Palmares é o maior exemplo de resistência que temos em nossas veias, mesmo depois da delação(X9) de Antonio Soares, Zumbi e o Quilombo conseguiu sobreviver e está vivo até hoje, diferentemente do finado Domingos Jorge Velho.
Parabéns Zumbi pelo 369° ano de vida nesse último 20 de Novembro.
Essa é uma narrativa verdadeira.

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 206

Banheiro de JHC custa R$ 19,5 mil por mês ao contribuinte de Maceió

Maceió paga R$ 19,5 mil por mês de aluguel de banheiro com 6,5 m2

A prefeitura de Maceió acaba de anunciar uma novidade que pode ajudar a tirar muitos maceioenses do ‘aperto’: a instalação de 69 banheiros autolimpantes, equipamento que chega com forte apelo de modernidade, podendo se tornar em mais um ponto instagramável da capital alagoana.

Além de toda a tecnologia prometida (veja abaixo), os equipamentos certamente chamarão a atenção por serem “os mais caros da história” – pelo menos em Alagoas.

Cada banheiro, que mede 1,6 m por 4,1 m, o equivalente a 6,56 m2 terá um aluguel diário de R$ 650.

Por mês, o custo será de R$ 19,5 mil ou quase R$ 3 mil por metro quadrado (R$ 2,92 mil). Com o valor de apenas um metro de banheiro dá para alugar apartamentos inteiros e mobiliados até em áreas nobres da cidade. O valor mensal por banheiro, de quase R$ 20 mil, seria suficiente para construir um banheiro.

Ao longo de um ano, período de duração do contrato, cada banheiro vai custar R$ 237.250, dinheiro que daria para comprar casas ou apartamentos em muitos bairros de Maceió. Todo o contrato deve custar aos cofres públicos mais de R$ 10,6 milhões por ano (considerando o total de 16.398 diárias previstas).

O contrato

A Prefeitura de Maceió anunciou a instalação de 69 módulos sanitários autolimpantes através de sua assessoria de imprensa. O contrato foi feito por meio da Ata de Registro de Preços nº 318/2024, vinculada ao Pregão Eletrônico nº 060/2024, que teve apenas uma empresa concorrente, a CLEANSE MOBILIÁRIO URBANO LTDA, CNPJ/MF Nº. 45.792.279.0001/21.

O contrato prevê a locação, instalação, operação e manutenção dos módulos por 1 ano, podendo ser prorrogado por mais 1 ano, caso comprovada a vantajosidade.

Resumo da Ata de Registro de Preços nº 318/2024

1. Objeto : Locação, instalação, operação e manutenção de 69 módulos sanitários autolimpantes.

2. Custo Médio por Diária: R$ 650,00.

3. Quantidade Total de Diárias:16.398 diárias previstas.

4. Valor Total do Contrato: R$ 10.658.700,00.

5. Vigência do Contrato: 1 ano, prorrogável por mais 1 ano.

– Contratada: Cleanse Mobiliário Urbano Ltda, responsável pelo fornecimento, instalação, manutenção, insumos e monitoramento.

– Contratante: Prefeitura de Maceió, responsável por definir os locais de instalação, fornecer apoio logístico e realizar os pagamentos.

Fonte: Gazeta Web

6 soldados israelenses cometem suicídio e milhares recebem tratamento de saúde mental

Pelo menos seis soldados israelenses tiraram suas próprias vidas nos últimos meses, revelou o diário israelense Yedioth Ahronoth na sexta-feira, citando grave sofrimento psicológico causado por guerras prolongadas na Faixa de Gaza e no sul do Líbano como a causa principal, relata a Agência Anadolu.

A reportagem sugere que o número real de suicídios pode ser maior, já que o exército israelense ainda não divulgou números oficiais, apesar da promessa de divulgá-los até o final do ano.

O relatório destaca uma crise de saúde mental mais ampla dentro do exército israelense. Milhares de soldados buscaram ajuda em clínicas de saúde mental militar ou psicólogos de campo, com aproximadamente um terço dos afetados apresentando sintomas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

De acordo com a investigação, o número de soldados sofrendo traumas psicológicos pode exceder aqueles com ferimentos físicos da guerra.

O diário cita especialistas dizendo que a extensão total desta crise de saúde mental ficará clara quando as operações militares forem concluídas e as tropas retornarem à vida normal.

Em março, Lucian Tatsa-Laur, chefe do departamento de saúde mental do exército israelense, disse ao Haaretz que aproximadamente 1.700 soldados receberam tratamento psicológico.

Vários relatórios surgiram desde então indicando que milhares de tropas estão sofrendo de problemas de saúde mental devido a mobilizações prolongadas em Gaza e no sul do Líbano.

A tensão regional aumentou devido à ofensiva brutal de Israel na Faixa de Gaza, que matou mais de 44.000 pessoas, a maioria mulheres e crianças, desde um ataque do Hamas no ano passado.

O segundo ano do genocídio em Gaza atraiu crescente condenação internacional, com figuras e instituições rotulando os ataques e o bloqueio de entregas de ajuda como uma tentativa deliberada de destruir uma população.

Israel também enfrenta um caso de genocídio no Tribunal Internacional de Justiça por sua guerra mortal em Gaza.

Em um movimento histórico, o Tribunal Penal Internacional anunciou na quinta-feira que havia emitido mandados de prisão para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra em Territórios Palestinos, incluindo Gaza.

O conflito se espalhou para o Líbano, com Israel lançando ataques mortais em todo o país em uma escalada de um ano de guerra transfronteiriça entre Israel e o Hezbollah desde o início da guerra de Gaza.

Fonte: Monitor Oriental

PF persegue ativistas pró-Palestina no Brasil, denuncia Thiago Ávila

Polícia Federal reteve internacionalista Thiago Ávila por cerca de uma hora e fez interrogatório sobre detalhes de sua viagem, como locais de visita, nomes, contatos e endereços de vítimas dos bombardeios

O ativista brasileiro pela causa palestina Thiago Ávila foi detido sem maiores explicações pela Polícia Federal (PF), na manhã deste sábado (23/10), no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, enquanto regressava de uma viagem ao Líbano, país alvo de bombardeios de Israel, além da Faixa de Gaza.

Ávila, que também é internacionalista e uma das principais vozes no Brasil contra o genocídio perpetrado pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no enclave palestino, foi detido pela PF para prestar esclarecimentos sobre sua viagem ao Oriente Médio, que começou no último domingo (17/11).

O ativista viajou à região em conflito, segundo registros gravados em suas redes sociais, com o objetivo de mobilizar solidariedade à Gaza e ao Líbano, além de reunir e espalhar informações contra-hegemônicas.

Nos vídeos gravados na capital Beirute, Ávila reportou drones e aviões caça de Tel Aviv no espaço aéreo do país. “O lugar que jantamos ontem já não existe mais. A principal pessoa que eu iria entrevistar hoje foi assassinada. Estamos falando de uma situação muito crítica. Tudo aqui é critico”, declarou.

O comunicador denunciou “o projeto racista e supremacista que é o sionismo que comete genocídio e limpeza étnica” contra os povos da região.

“É muito difícil lidar com a situação. A escalada de violência gera milhares de mortos, as violações de direitos humanos são terríveis, bombardeiam hospitais, atacam civis de todas as formas, usam armas e bombas proibidas, que causam falência de órgãos”, explicou ao andar sobre os escombros na capital libanesa.

Em abril passado, Ávila viajou para a região com a Flotilha da Liberdade, embarcações que saíram de Istambul, na Turquia, com 5.500 toneladas de ajuda humanitária para a população palestina em Gaza, mas que foram repetidamente atrasada por bloqueios administrativos de Israel e seus aliados, como Alemanha e Estados Unidos.

Leia na íntegra a entrevista de Thiago Ávila com Opera Mundi

Opera Mundi: Você pode contar sobre sua viagem ao Líbano? Com quais objetivos você viajou até a região de conflito e quanto tempo durou sua passagem por lá?

Thiago Ávila: Durante a última semana estive no Líbano documentando as violações cometidas por Israel contra o povo libanês. Estive nas regiões de Beirute mais afetadas com os bombardeios, nos campos de refugiados, nos abrigos estabelecidos nos últimos dois meses, presenciei bombardeios e violações que desejo que as pessoas nunca precisem ver (mas que é importante que saibam que existe). Viajei com essa missão de mobilizar a solidariedade da comunidade brasileira com o povo libanês, mostrando a realidade do que está acontecendo.

Quais os principais destaques e acontecimentos da sua viagem?

Todo momento em uma situação de ataque e bombardeio é marcante. Porém o desespero das famílias após perderem parentes, a constante vigilância dos drones sobre nós sem sabermos se vão jogar uma bomba a qualquer momento, a situação de pessoas que escaparam com vida e chegam nos abrigos sem ter mais para onde voltar e a situação de palestinos nos campos de refugiados precarizados e com poucos direitos sociais foram o que mais me marcou durante essa viagem.

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Agora falando especificamente sobre sua detenção pela PF no aeroporto de Guarulhos. Pode detalhar como ocorreu?

A situação com a Polícia Federal na minha chegada ao Brasil, infelizmente, não é algo incomum. Nos últimos 400 dias, praticamente toda viagem internacional que fiz alguma autoridade migratória me reteve para interrogatório aprofundado, normalmente diretamente ligado a questões da causa palestina e tentando obter informações ou me intimidar. No entanto, essa preocupa por ser a primeira vez que ocorreu em território brasileiro, em um contexto de outras perseguições que ativistas e figuras de destaque pró-Palestina tem sofrido no Brasil.

Meu voo chegou antes de 5 horas da manhã em Guarulhos e, quando fui passar na imigração, meu passaporte foi o único que não funcionou na máquina de leitura eletrônica. Fui levado a um guichê para registro manual mas, quando cheguei lá, não me fizeram nenhuma pergunta e agentes da Polícia Federal me conduziram a uma salinha onde começaram a fazer um interrogatório.

Quais foram as explicações que a PF deu para te deter naquele momento?

Não foi dada nenhuma justificativa. Disseram que se tratava de um procedimento “aleatório”. Isso me causou estranheza, pois, mesmo sem ninguém ter sequer perguntado meu nome em momento algum, os agentes me chamavam pelo nome desde o início da abordagem. Sabemos que aeroportos internacionais possuem práticas de segurança que muitas vezes abordam pessoas, mas esse tipo de situação tem acontecido com muita frequência comigo em aeroportos pelo mundo, sempre muito direcionado à questão Palestina.

Após quanto tempo e como você conseguiu sair da detenção da PF?

Eu não consigo saber exatamente quanto tempo passou, mas acredito que foi algo em torno de uma hora. Eu insistia que tinha um voo para casa em Brasília e que não queria perdê-lo. Os agentes pediam informações detalhadas sobre locais no Líbano que eu tinha visitado, se eu tinha presenciado bombardeios, se tinha tido contato com vítimas, familiares de vítimas, pedindo nomes e endereços. Me recusei a passar essas informações, pois Israel está assassinando as pessoas todos os dias em todo o Líbano e não aceitaria colocar ninguém mais em risco.

Quando os agentes insistiam nas perguntas, eu insistia que era cidadão brasileiro, que tinha meus direitos políticos, que tudo que eu estava disposto a compartilhar estava publicamente em minhas redes sociais. Quando insistiam de forma mais veemente, respondia que lamentava que a Polícia Federal, com tantas coisas graves (como bolsonaristas e seus planos de assassinar o presidente Lula) ainda dedicavam tempo a constranger e tentar intimidar internacionalistas e defensores da causa palestina. Insisti que, a não ser que eles tivessem alguma suspeita de ilícita e fossem me autuar por algo, deveriam me liberar para pegar meu voo e, enfim, me liberaram.

Quando voltei à área pública do aeroporto, seguidoras minhas que estavam no mesmo voo que eu e acompanharam a situação me falaram que outros agentes estavam naquele salão falando uns com os outros que o “Thiago chegou” quando eu entrei na fila do passaporte eletrônico.

Acredita que a PF está aplicando uma política contrária a pessoas ligadas à causa Palestina, enquanto não tem aplicado o mesmo a israelenses? Lembramos o caso do palestino deportado no mesmo aeroporto em junho passado.

A situação que passei hoje nem se compara com outras violações muito mais graves que eu mesmo já passei, mas acredito que é parte do mesmo contexto de perseguição que jornalistas como Breno Altman sofrem com o lawfare sionista, que acadêmicos como Reginaldo Nasser e Bruno Huberman sofrem na PUC, que 5 estudantes da USP sofrem da reitoria, que a diplomata Claudia Assaf sofre pelos lobistas sionistas e tantos outros casos de perseguição.

Nada disso deve nos intimidar, ao contrário. Devem reforçar em nós o desejo de mobilizar mais e mais para que se detenha o genocídio e que o Brasil também fique livre da influência do sionismo. O fundamental é não esquecermos a verdadeira prioridade: que o mundo se levante contra o que Israel está fazendo na Palestina, no Líbano e tenta fazer em todas as partes do mundo em seu projeto de dominação. Hoje foi um incidente de pequena relevância em comparação com a barbárie cometida nos últimos 414 dias pela entidade sionista.

PF já deportou palestino no Aeroporto de Guarulhos

Em outras ocasiões, a PF também agiu com política restritivas a pessoas ligadas à causa ou à própria Palestina, como recordou Ávila.

Em junho passado, Muslim M. A. Abuumar Rajaa, de 37 anos, que atua como professor universitário e diretor do Centro de Pesquisa e Diálogo da Ásia e do Oriente Médio (OMEC), desembarcou em São Paulo por meio do Aeroporto de Guarulhos. No entanto, foi surpreendido pela Polícia Federal quando foi questionado sobre sua opinião relativa ao genocídio de Israel promovido na Faixa de Gaza e a resistência palestina.

Muslim tinha acabado de renovar seu visto na Embaixada do Brasil na Malásia para ficar três meses no território brasileiro e não possuía irregularidades na documentação. Contudo, acusaram-no de fazer parte da resistência palestina e cooperar especialmente com o Hamas, retendo-o por três dias no aeroporto.

Conforme apuração de Opera Mundi, as ordens de detenção executadas pela autoridade policial haviam partido diretamente da chefia de Inteligência da Polícia Federal, em Brasília, que possui laços com o Instituto para Operações Especiais e de Inteligência de Israel (Mossad).

Posteriormente, a Justiça Federal de São Paulo autorizou a repatriação de Muslim. Assim, ele sua esposa grávida de sete meses, seu filho de seis anos e sua sogra, de 69, foram obrigados a embarcar num voo do mesmo dia às 20h15 em direção a Doha, capital do Catar. Após a escala, a família retornou à Malásia, de onde partiram anteriormente.

Na decisão, a juíza plantonista Millena Marjorie Fonseca da Cunha considerou que as informações prestadas pela PF para impedir a entrada do palestino tinham “fundamentação legal”. A magistrada afirmou não haver “nada que permita concluir que autoridade impetrada teria agido ‘por motivo de raça, religião, nacionalidade, pertinência a grupo social ou opinião política”.

“Decisão judicial entendeu legítimos os motivos de impedimento, conforme acordos e convenções internacionais, e autorizou repatriar”, confirmou a PF em nota, apesar das perguntas feitas a Muslim serem evidentemente de motivação política.

Após o entendimento da magistrada, a defesa de Muslim informou a Opera Mundi ter juntado um pedido de reconsideração, mas revelou que a juíza se recusou a analisá-lo em plantão judicial. Também foi enviado um agravo de instrumento ao tribunal competente. No entanto, o desembargador “só analisou o pedido liminar às 23h10”, horas após Muslim e sua família terem embarcado no voo em direção ao Catar.

Fonte: Ópera Mundi

Diretor e PMs são afastados de colégio militar após vídeo com crianças cantando palavras de ódio

Vídeo que mostra estudantes de 11 e 12 anos cantando palavras de puro ódio foi um dos mais visualizados nas redes nas últimas horas. Após a repercussão do caso, diretor do colégio militar e PMs foram afastados

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), determinou o afastamento do diretor do Colégio Militar Euclides Bezerra Gerais, após um vídeo publicado nas redes sociais mostrar estudantes participando de uma marcha e cantando palavras de ódio. A medida também vale para os demais PMs envolvidos das atividades escolares. O afastamento foi publicado no Diário Oficial do Estado, na noite desta quinta-feira (21).

O colégio atende crianças e adolescentes do 6º ao 9º (que têm entre 11 e 15 anos de idade). Nas imagens os alunos aparecem cantando versos que fazem referência a atos violentos: ‘Se eu não te matar, eu vou te prender’. O momento foi guiado por um policial militar que puxou o canto, enquanto os estudantes repetiam.

TRECHOS DA MÚSICA:

“Tu vai lembrar de mim
Sou taticano maldito
E vou pegar você
E se eu não te matar
Eu vou te prender
Vou invadir sua mente
Não vou deixar tu dormir
E nas infiltrações você vai lembrar de mim”

Em nota, a PM-TO disse que “A Polícia Militar do Estado do Tocantins reafirma seu compromisso em promover a segurança, a cidadania e a formação de valores éticos e morais […] Nos colégios militares, nosso principal objetivo é oferecer um ambiente educacional voltado para a construção de cidadãos íntegros, fundamentados em princípios de respeito, solidariedade e disciplina”.

Comunidade internacional condena novo veto dos EUA a cessar-fogo em Gaza

Diversos membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) lamentaram abertamente nesta quarta-feira (20) um novo veto dos Estados Unidos a uma resolução por cessar-fogo na Faixa de Gaza, reportou a agência Anadolu.

A resolução previa cessar-fogo imediato, ações para libertação dos reféns e prisioneiros e medidas para combate à fome que assola a população palestina.

A medida, submetida pelos dez membros eletivos do Conselho — Argélia, Equador, Malta, Guiana, Moçambique, Coreia do Sul, Serra Leoa, Eslovênia e Suíça —, recebeu 14 votos a favor, com objeção apenas dos Estados Unidos.

Fu Cong, enviado da China na assembleia, destacou decepção com o resultado e acusou Washington de “frustrar as esperanças dos palestinos por sua sobrevivência, ao levá-los ainda mais às trevas e ao desespero”.

O emissário chinês reiterou que as ações “não escaparão o duro julgamento da história” e questionou de forma frontal: “Vidas palestinas não significam nada? Quantos mais terão de morrer para que acordem de seu suposto sono?”

Ao indicar anuência às reivindicações por reformas nas estruturas de governança global, Fu argumentou que os reiterados vetos americanos “reduziram a autoridade do Conselho do Segurança e da lei internacional ao nível mais baixo da história”.

“Instamos Washington a assumir com seriedade suas responsabilidades como membros permanentes deste Conselho”, reiterou Fu. “Os Estados Unidos precisam deixar de serem passivos ou evasivos”.

Amar Bendjama, emissário da Argélia, advertiu: “A mensagem de hoje é clara à ocupação israelense: Continuem com seu genocídio, continuem com sua punição coletiva, insistam em sua agressão contra os palestinos com total impunidade”.

“Enquanto a maioria absoluta do mundo permanece em solidariedade ao povo palestino, outros persistem em serem indiferentes à dor”, acrescentou.

Nicolas de Riviera, enviado da França, lamentou “profundamente” o veto, ao alertar para a deterioração, dia após dia, das condições em Gaza. “A lei humanitária internacional está sendo pisoteada”, observou, ao sugerir um cessar-fogo.

Vassily Nebenzia, embaixador russo, negou surpresa sobre o veto: “Por meses, os Estados Unidos vêm obstruindo, ficando no caminho deste Conselho, para tratar da catástrofe em Gaza, e favorece um dos lados por objetivos próprios, às custas das vidas palestinas”.

Nebenzia pareceu aludir a um recente veto do Kremlin sobre a guerra no Sudão, ao insistir que a posição de Washington é “inadmissível” e rechaçar “sermões sobre hipocrisia dos Estados Unidos, pois hipocrisia é o que nos mostram dia após dia”.

Ao emissário adjunto americano ao fórum, Robert Wood, apregoou Nebenzia: “O senhor, hoje, mostrou ser responsável por dezenas de milhares de civis mortos, pelas proibições aos refugiados e pelo sofrimento dos reféns e dos palestinos detidos ilegalmente”.

Barbara Woodward, do Reino Unido, que preside o Conselho de Segurança em novembro, ecoou pesar; contudo, sem maiores comentários: “A lei humanitária internacional tem de ser respeitada por todos os lados”.

Para Carolyn Rodrigues-Birkett, diplomata da Guiana, o veto reforça planos de extermínio, de modo que “a aniquilação do povo palestino é uma enorme mancha para a consciência coletiva de toda a humanidade”.

Rodrigues-Birkett ressoou apelos de países emergentes, ao advertir que o foro permanece “paralisado por um veto” e reiterar: “A contiguidade da miséria não pode e não deve ser o destino derradeiro do povo palestino”.

“Houve consenso e flexibilidade neste Conselho”, reportou Rodrigues-Birkett. “Portanto, estamos desapontados que o texto não foi aprovado. Nossos esforços coletivos, contudo, para dar fim às hostilidades, não acabam aqui”.

Fora do Conselho — apesar de parte interessada e direitos adquiridos no plenário da ONU —, Majed Bamya, enviado da Autoridade Palestina no órgão, notou “falta de justificativa” para que Washington persistisse no veto.

“Israel sempre alegará que supostas condições não foram cumpridas, pois seus objetivos demandam a continuidade da guerra, para anexar nossas terras e exterminar nosso povo palestino”, enfatizou Bamya.

“Quase catorze meses se passaram e ainda debatemos se um genocídio deveria acabar”, criticou Bamya. “Não existe justificativa alguma para vetar uma resolução, mais uma vez, que interrompa este processo”.

Para o diplomata palestino, aprovar a medida é fundamental para “salvar vidas — todas as vidas”, como um primeiro passo de resolução do conflito.

Sobre alegações da delegação de Washington, como pretexto ao veto, contrapôs Bamya: “Esta resolução não representa uma mensagem perigosa [a favor dos grupos palestinos]. Este veto é que é uma mensagem perigosa a Israel, para que siga com seus planos”.

Bamya concluiu ao caracterizar o veto como apoio à guerra, para “matar, mutilar, destruir e aterrorizar toda uma nação”. Então, concluiu: “Quando basta?”

Os Estados Unidos vetaram outras três resoluções de cessar-fogo, a favor de Israel, em 13 meses, apesar de votações expressivas da comunidade internacional. O primeiro veto se deu em outubro de 2023; então dezembro e fevereiro.

Em maio, sob pressão interna em plena campanha eleitoral, a Casa Branca do presidente de Joe Biden se absteve de um dos votos, ao permitir a aprovação da medida. Todavia, nas semanas seguintes, alegou que a moção seria “não-vinculativa”.

Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza desde outubro de 2023, quando militantes do grupo Hamas cruzaram a fronteira e capturaram cerca de 200 colonos e soldados. Um ano depois, supostos resgates por operações militares não chegam a dois dígitos.

Segundo analistas, o premiê israelense Benjamin Netanyahu obstrui qualquer acordo em causa própria, sob receios de colapso de seu governo de extrema-direita e eventual prisão por corrupção, nos três processos em curso em seu próprio país.

Netanyahu tem ainda um mandado de prisão solicitado pela promotoria do Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, junto de seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant.

Em Gaza, são 43.900 mortos e 104 mil feridos, além de dois milhões de desabrigados sob cerco absoluto — sem comida, água ou medicamentos.

O Estado israelense é também réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), também em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro.

Fonte: Monitor do Oriente

BRK é autuada por ligação clandestina de esgoto

Segundo a Prefeitura, despejo ilegal de águas servidas era feito na rede de drenagem pluvial, que deságua no mar

A Operação Línguas Sujas, realizada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), identificou uma grave irregularidade na Avenida Dr. José Sampaio Luz, no bairro da Ponta Verde, em Maceió.

Conforme a Seminfra, desta vez, a responsável pela ligação clandestina de esgoto diretamente na rede de drenagem pluvial foi a concessionária de saneamento da região, BRK Ambiental.

A irregularidade foi confirmada pelas equipes da operação por meio do uso de um robô de inspeção e testes com corante. De acordo com as análises técnicas, a ligação clandestina já opera há pelo menos 15 anos, despejando esgoto diretamente na rede de drenagem pluvial, que tem como destino final o mar. Essa prática coloca em risco não apenas a saúde da população local, mas também a de turistas que frequentam a região, além de causar danos significativos ao meio ambiente.

Diante da flagrante irregularidade, a Semurb emitiu autos de infração contra a concessionária BRK Ambiental, responsabilizando-a pelo lançamento de esgoto na rede de drenagem. Além disso, a Seminfra realizou o fechamento imediato da ligação clandestina, a fim de interromper o despejo irregular.

O lançamento de esgoto na rede de drenagem pluvial é proibido pelo Código Municipal de Meio Ambiente e configura crime ambiental, de acordo com a Lei Nº 4.548/96. A prática contribui para a contaminação das águas marinhas e ameaça a biodiversidade local, prejudicando a balneabilidade das praias, um dos maiores atrativos turísticos de Maceió.

Fonte: Tribuna Hoje

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