Nas últimas 24 horas, mais de 376.000 deslocados retornaram ao norte de Gaza, segundo o escritório de Assuntos Humanitários da ONU (Ocha). Após 15 meses de bombardeios intensos, o norte da Faixa de Gaza está completamente devastado, tornando ainda mais difícil o retorno dos palestinos.
Milhares de pessoas estão retornando ao norte do enclave e às suas casas. “Mulheres grávidas ou que amamentam, idosos, pessoas com deficiência, doentes crônicos ou que necessitam de ajuda médica urgente, além de menores desacompanhados, fazem parte dos grupos vulneráveis entre os deslocados que enfrentam essa difícil jornada a pé”, afirmou o escritório de Assuntos Humanitários da ONU (Ocha). No local, o cenário é de desolação.
“Estamos falando de 42 milhões de toneladas de escombros que precisam ser removidos. Para isso, é necessário equipamento especializado. Também há um grande risco de encontrar munições não detonadas, restos de explosivos”, explica Clémence Lagouardat, responsável pelas operações em Gaza para a ONG Oxfam, em entrevista a RFI.
No meio das ruínas, a gestão da água potável também é particularmente delicada: “Por enquanto, há alguns pontos de água funcionando”, continua ela. “E as ONGs estão tentando estabelecer caminhões-tanque e pontos de distribuição em vários locais para que as pessoas tenham acesso à água potável. Mas, neste momento, a rede não está funcionando. Ela foi muito destruída.”
Trégua
O acordo por um cessar-fogo na Faixa de Gaza entrou em vigor em 19 de janeiro, permitindo também a libertação de reféns e prisioneiros dos dois lados.
Imagens de segunda-feira mostram diversos habitantes de Gaza, entre homens, mulheres e crianças, caminhando, carregados de malas ou empurrando carroças, pela estrada costeira para o norte do território palestino.
Longas filas de veículos se formaram em Nuseirat, em virtude da previsão da abertura da passagem para os automóveis, o que deve acelerar ainda mais esse enorme movimento de retorno.
O movimento islamista palestino se comprometeu, na noite de domingo, libertar três reféns nesta quinta-feira, incluindo Arbel Yehud, uma civil de 29 anos, e Agam Berger, de 20 anos, sequestrada enquanto cumpria serviço militar perto de Gaza. E mais três no sábado.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, indicou que o Hamas entregou “uma lista com as condições de todos os reféns”.
O governo israelense disse na segunda-feira que oito dos reféns que poderiam ser libertados nas próximas semanas estão mortos, de acordo com o documento recebido do movimento islamista, que “coincide com o dos serviços de inteligência israelenses”, disse um porta-voz do governo.
Na segunda-feira à noite, a Jihad Islâmica, grupo armado aliado ao Hamas, divulgou um vídeo de um minuto no qual aparece Arbel Yehud, visivelmente abalada, pedindo a Netanyahu que faço todo o possível para libertar os reféns.
Troca de prisioneiros
A guerra em Gaza começou com o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou 1.210 mortos do lado israelense, em sua maioria civis, segundo uma contagem baseada em dados oficiais.
Um total de 251 pessoas foram sequestradas naquele dia. Delas, 87 seguem presas, das quais 34 morreram, segundo o Exército.
A ofensiva lançada em represália por Israel na sitiada Faixa de Gaza deixou pelo menos 47.317 mortos, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do Hamas.
Nesta primeira fase está prevista a negociação das modalidades da segunda, que deve permitir a libertação dos últimos reféns, antes da última etapa, que deve iniciar o processo de reconstrução de Gaza e a devolução dos corpos dos reféns que morreram em cativeiro.
A presença dominante de uma única tradição religiosa nas escolas públicas representa um risco significativo ao princípio do Estado laico
A polêmica sobre a prática dos “intervalos bíblicos” nas escolas públicas , que começou em Pernambuco durante o segundo semestre de 2024 tem gerado debates intensos sobre a liberdade religiosa, a laicidade do Estado e o bem-estar dos estudantes em todo o Brasil. Esses encontros, organizados espontaneamente por alunos durante os intervalos das aulas, envolvem a leitura da Bíblia e a entoação de hinos religiosos. Enquanto alguns defendem os benefícios emocionais e sociais dessas reuniões, outros expressam preocupações quanto à possível violação do princípio da laicidade nas instituições de ensino públicas.
Em dezembro de 2024, a Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe) promoveu audiências públicas para discutir o tema. O deputado Adalto Santos (PP), presidente da Comissão de Saúde, destacou os benefícios emocionais e acadêmicos dos intervalos bíblicos, afirmando que “ao fazer uma pausa reflexiva e espiritual, o indivíduo se constitui mais equilibrado emocionalmente e capaz de lidar com os desafios da vida com maior clareza e serenidade”. Ele anunciou a intenção de formular um projeto de lei para garantir o direito a esses intervalos nas escolas estaduais.
Por outro lado, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um procedimento administrativo para fiscalizar a prática, após receber denúncias sobre possíveis excessos, como o uso de som alto, a participação de docentes e a presença de pessoas externas à comunidade escolar. O promotor Salomão Ismail Filho esclareceu que a orientação do órgão é fiscalizar possíveis abusos, não proibir os encontros religiosos. Ele enfatizou que “o Estado é neutro e, dentro desta neutralidade, devemos buscar a harmonização entre todas as partes envolvidas”.
A polêmica intensificou-se após o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) provocar o MPPE a averiguar algumas situações relacionadas aos intervalos bíblicos. Entre as preocupações estavam o uso de espaços públicos escolares para a realização de cultos evangélicos e a participação de pessoas que não são alunos nos atos. Em resposta, parlamentares da bancada evangélica criticaram a atuação do sindicato e defenderam a liberdade religiosa dos estudantes. O deputado estadual Renato Antunes (PL-PE) lamentou os questionamentos relacionados à realização desses eventos, afirmando que “deveriam estar preocupados com a violência nas escolas, com a falta de merenda escolar e de ar condicionado, mas estão alarmados porque tem crente lendo a Bíblia”.
A Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco destacou o respeito à laicidade do Estado, à diversidade e à pluralidade, afirmando que os intervalos bíblicos são organizados pelos próprios alunos “sem prejuízo ao calendário escolar”. A pasta ressaltou que as escolas da rede estadual seguem as orientações pedagógicas estabelecidas no Currículo de Pernambuco, fortalecendo a escola pública como espaço de valorização e promoção da diversidade religiosa.
A discussão sobre os intervalos bíblicos nas escolas públicas de Pernambuco reflete a complexidade de equilibrar a liberdade religiosa com o princípio da laicidade do Estado. Enquanto defensores argumentam que essas práticas promovem o bem-estar emocional e a formação integral dos estudantes, críticos alertam para a necessidade de garantir que o ambiente escolar permaneça neutro em termos religiosos, respeitando a diversidade de crenças e assegurando que não haja proselitismo ou coerção. O desafio reside em encontrar um equilíbrio que respeite os direitos individuais dos alunos à liberdade de expressão religiosa, ao mesmo tempo em que se mantém a imparcialidade religiosa das instituições públicas de ensino.
Uma suposta proibição dos chamados “intervalos bíblicos” nas escolas de Pernambuco (momentos destinados à leitura ou atividades relacionadas à Bíblia durante os intervalos de aulas) foi denunciada nas mídias sociais do ex-deputado federal e ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes (PE) Anderson Ferreira, evangélico da Assembleia de Deus, presidente estadual do Partido Liberal (PL) no estado. A afirmação gerou debates controversos e declarações de outros políticos e entidades sobre liberdade religiosa e laicidade no ambiente escolar.
Como surgiu esse movimento
O movimento estudantil cristão tem raízes antigas, remontando ao século XIX, quando estudantes de igrejas evangélicas da Europa e da América do Norte começaram a se organizar. Nos Estados Unidos, as Associações Cristãs de Moços (YMCA) e de Moças serviram de base para a criação de um movimento ecumênico internacional, pautado na autonomia e na autogestão. Além de promover encontros para oração e estudos bíblicos em escolas e universidades, essas iniciativas também articularam ações solidárias e esforços pela paz.
Em 1895, a articulação global ganhou força com a fundação da Federação Mundial do Movimento Estudantil Cristão (FUMEC), na Suécia. O evento reuniu representantes de dez países e contou com a liderança do metodista norte-americano John R. Mott e do luterano sueco Karl Fries. Durante as duas guerras mundiais, a organização se destacou no apoio a refugiados e na mediação de processos de reconciliação entre cristãos divididos por conflitos nacionalistas. Em 1948, a FUMEC também participou da criação do Conselho Mundial de Igrejas, mantendo laços estreitos com a entidade até hoje.
Atualmente, no século XXI, a FUMEC atua em 90 países, reunindo mais de dois milhões de membros de diversas denominações cristãs – evangélicas, católicas e ortodoxas. O movimento tem como missão capacitar jovens líderes para que possam conectar sua fé à realidade social e se comprometer com a justiça, sem perder o entusiasmo pelos estudos acadêmicos.
A presença do movimento no Brasil
No Brasil, o movimento estudantil cristão teve início em 1926 com a criação da União de Estudantes para o Trabalho de Cristo (UTEC), voltada para estudantes secundaristas de escolas evangélicas. Originalmente focada no recrutamento e treinamento de missionários, a organização ampliou seu escopo na década de 1930, após contato com a FUMEC, dando origem à União Cristã de Estudantes do Brasil (UCEB). Já em 1940, foi criado o Movimento de Cristãos Acadêmicos do Brasil (MCAB), voltado para universitários, que posteriormente se fundiu com a UCEB.
A UCEB desempenhou um papel fundamental na releitura das Escrituras e na difusão da teologia da libertação entre evangélicos. No entanto, a repressão da ditadura militar, instaurada em 1964, levou à sua extinção. Mesmo assim, muitos de seus membros continuaram ativos no movimento ecumênico brasileiro.
Outra importante iniciativa cristã estudantil no país é a Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB), fundada em 1957. Com o objetivo de disseminar o Evangelho nas universidades e escolas secundárias, a organização incentiva a formação de grupos liderados pelos próprios estudantes. No ensino médio, a Aliança Bíblica de Secundaristas (ABS), promovida pela ABUB, mantém essa tradição, organizando encontros bíblicos nos intervalos das aulas para fomentar o compartilhamento da fé e a convivência entre jovens cristãos.
Ameaça ao estado laico
A presença dominante de uma única tradição religiosa nas escolas públicas representa um risco significativo ao princípio do Estado laico, que garante a liberdade de crença e a neutralidade do poder público em relação às religiões. Quando uma determinada doutrina passa a influenciar diretamente o ambiente escolar, cria-se um espaço onde estudantes de diferentes crenças – ou mesmo aqueles sem religião – podem se sentir excluídos ou pressionados a aderir a determinada visão de mundo. Esse desequilíbrio fere os fundamentos democráticos e o direito constitucional à liberdade religiosa.
Além disso, a hegemonia religiosa nas instituições de ensino pode resultar na imposição de valores e práticas que nem sempre refletem a diversidade cultural e espiritual da sociedade. O currículo escolar deve ser pautado por conhecimentos científicos e pluralidade de ideias, garantindo um espaço de aprendizado acessível a todos. Quando conceitos religiosos específicos são apresentados como verdades absolutas dentro da escola, há um risco de desqualificação de perspectivas científicas e filosóficas divergentes, limitando o desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos.
Outro problema é o impacto da hegemonia religiosa no respeito à diversidade e na promoção da tolerância. Escolas devem ser ambientes de convivência harmoniosa entre diferentes crenças e visões de mundo. No entanto, quando há favorecimento de uma religião em detrimento de outras, podem surgir episódios de discriminação contra estudantes que não compartilham da mesma fé. Essa situação tende a alimentar a intolerância e reforçar estereótipos prejudiciais, afastando a escola de seu papel essencial de formar cidadãos críticos e respeitosos das diferenças.
Por fim, a manutenção do Estado laico não significa a exclusão da religião do ambiente social, mas sim a garantia de que nenhuma crença tenha privilégio sobre outras dentro de instituições públicas. O ensino religioso deve ser facultativo e pluralista, respeitando todas as tradições e dando espaço para o debate inter-religioso e filosófico. Somente assim será possível preservar o caráter democrático da educação pública, assegurando que as escolas sejam locais de aprendizado, reflexão e respeito à diversidade.
Aumento foi de um ponto percentual e era esperado pela Faria Lima. Brasil tem o segundo maior juro real do mundo com a decisão
Veja a nota da CUT:
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) condena veementemente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de aumentar mais uma vez a taxa básica de juros (taxa Selic) dos atuais 12,25% para 13,25% ao ano. Não há outra palavra para caracterizar mais este absurdo do que frustração, pois esperávamos que sob o comando de Gabriel Galípolo houvesse uma reversão neste processo.
Desde o final de dezembro que rentistas, agiotas e seus asseclas no parlamento e nos meios de comunicação pressionam por aumentos sucessivos da taxa Selic. E o fazem em interesse próprio. Falam da inflação dos preços de bens e serviços, mas nenhuma palavra é dita sobre a inflação da dívida bruta do Brasil, que deverá aumentar em torno de R$ 50 bilhões, consumindo mais de dois terços das economias feitas com os cortes nas despesas feitas pelo governo com seu pacote fiscal.
A CUT defende e considera essencial combater o aumento dos preços; entretanto, apenas parte da elevação dos preços tem a ver com o crescimento da demanda. Mais gente está comprando porque houve um crescimento do emprego e das oportunidades de trabalho. Os programas sociais retornaram o que tem possibilitado a um número maior de famílias se inserir no mercado de consumo, especialmente de alimentos e bens de primeira necessidade.
A maior parte da inflação tem origem em outros fatores, tão ou mais relevantes, como a omissão ou fraca atuação do Banco Central no controle do câmbio. A desvalorização do real gera inflação, pois os produtores e comerciantes compensam suas perdas aumentando os preços. Aumentar ainda mais os juros prejudica o Governo, que vai gastar mais com os juros de sua dívida aumentada, e prejudica o país e a classe trabalhadora, que sofrerá com menor crescimento e mais desemprego.
Aumentar a taxa Selic significa conter o crescimento econômico e a geração de emprego e renda, que tem crescido desde que Luiz Inácio Lula da Silva retornou à Presidência da República. As insistentes declarações do Presidente Lula pela redução da taxa básica de juros, uma das mais altas do mundo, sempre contaram com o imediato apoio da CUT por ser um posicionamento importante para os interesses da classe trabalhadora. Era grande nossa esperança de que a designação de Galípolo para o BC pusesse um fim aos aumentos da taxa básica de juros. Este novo aumento da taxa Selic vai aumentar as despesas do governo com os juros da dívida, vai consumir as economias do pacote fiscal e novas pressões por mais reformas vão ganhar força este ano.
A reconstrução do Brasil, gerando empregos, trabalho e renda não pode se submeter a interesses de banqueiros, especuladores e agiotas, os maiores favorecidos por mais este revoltante aumento da taxa Selic. Reafirmamos a necessidade de interromper medidas de favorecimento aos rentistas que prejudicam a reconstrução do Brasil; a necessidade de iniciativas que reduzam e controlem os preços, que aumentem a produção e reduzam as taxas de juros. Seguindo esse compromisso histórico, a CUT e suas entidades filiadas seguirão vigilantes e atuantes na luta pela redução da taxa básica de juros para que o povo brasileiro tenha trabalho decente e comida no prato.
Se é importante para a economia do país, é uma luta da CUT.
Medida está prevista em lei sancionada pelo presidente Lula
Com o início do ano letivo e a volta gradual das atividades em instituições de ensino públicas e privadas, as escolas ainda aguardam o detalhamento da Lei 15.100/2025, que proibiu o uso dos celulares durante as aulas, recreio ou intervalos de todo o ensino básico, desde o dia 13 de janeiro de 2025. O Ministério da Educação (MEC) informou que vai regulamentar a lei com instruções mais detalhadas, mas, até esta segunda-feira (27), as normas não foram divulgadas.
No Distrito Federal, por exemplo, a rede pública de ensino proíbe o uso dos equipamentos eletrônicos apenas dentro da sala de aula, conforme a Lei Distrital 4.131/2008. Para ampliar a proibição, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal informou que aguarda a regulamentação do MEC. “Somente após essa etapa será possível analisar detalhadamente a nova legislação e implementar as novas diretrizes estabelecidas pelo governo federal”, informou por meio de nota.
A volta às aulas na rede pública de todo o país, nesta segunda-feira, tem motivado iniciativas pelas próprias secretarias estaduais, como é caso do estado do Pará. “A gente está fazendo uma discussão agora, neste início de ano letivo, dos procedimentos, de como fazer para regulamentar. Para a gente também é importante, porque a gente sabe que o Ministério da Educação está trabalhando numa regulação, um apoio em relação à aplicabilidade, às formas, e a gente também estará acompanhando esse trabalhando junto com o MEC”, afirmou o secretário de Educação do Pará, Rossieli Soares.
Segundo o secretário, esta semana, os esforços estão concentrados no acolhimento dos estudantes da rede pública, mas, nas próximas semanas, o tema deverá ser debatido com a comunidade escolar, para que haja uma orientação. “Não vamos ter um informe de uma orientação única dentro do estado do Pará. Haverá uma regra geral de não poder ter o telefone, mas a forma de funcionamento a gente vai deixar as escolas determinarem junto com a comunidade, o formato, como por exemplo, vai guardar na mochila, vai guardar em cima da mesa, em um lugar exposto são eles que vão ditar”, explicou.
Na rede particular, a aplicação das novas regras ainda gera dúvidas. Para o estudante do ensino médio Théo Teixeira, 16 anos, as aulas este ano iniciaram-se em 13 de janeiro, na mesma data em que a nova lei foi sancionada e, por enquanto, ele entende que o uso do aparelho nos intervalos ainda é permitido. “Os professores já nos avisaram que vão implantar a lei aqui na escola, mas ainda não divulgaram como vai ser. Por enquanto a gente pode assistir à aula com o celular guardado, sem desligar. Se usar, eles chamam a atenção, mas não tiram a gente de sala de aula”, disse.
A gestora de laboratório de análises clínicas Larissa Lima, mãe do estudante, avalia que a mudança gerada pela nova lei permitirá que crianças e adolescentes estejam totalmente dedicados ao aprendizado no ambiente escolar e, consequentemente, tenham um melhor desempenho. “Sempre fui a favor da proibição, mas as escolas alegavam serem impedidas de determinar a mudança sem um consenso entre os responsáveis pelos estudantes”, lembrou.
De acordo com Socorro Silva, secretária-geral da escola particular, em Belém, no Pará, desde a volta às aulas, a unidade de ensino determinou que os celulares são permitidos, mas devem permanecer desligados dentro da mochila. Esse foi o procedimento adotado, porque parte do material didático adotado pela instituição é eletrônico, sendo necessário, muitas vezes, o uso pedagógico da ferramenta. “Tanto os estudantes, quanto familiares têm sido orientados dessa forma”, disse.
A lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, muda isso, mas flexibiliza o uso de equipamentos eletrônicos para fins pedagógicos ou didáticos, com orientação dos profissionais de educação. E também considera exceções casos em que os aparelhos garantam acessibilidade, inclusão, direitos fundamentais ou atendam às condições de saúde dos estudantes.
Assim como no DF, estados como o Ceará possuem lei estadual regulando o tema. Também há cidades como o Rio de Janeiro, onde um decreto municipal proibiu o celular em sala de aula desde 2023. Mas estados e municípios possuem especificidades diferentes da lei federal.
O MEC foi consultado sobre a data em que a regulamentação do tema deverá ser divulgada e até o momento da publicação da matéria não houve resposta.
Steibel destacou ao WW que o custo menor para o funcionamento da ferramenta chinesa torna a indústria bilionária “questionável”.
“Sabe aquela coisa que valia ouro? Agora vale ouro de tolo. O modelo de negócios está em cheque com o surgimento da DeepSeek.”, enfatizou Steibel.
“A Nvidia ou a AMD tinham pouquíssimos clientes e o mercado quentíssimo. Isso faz a empresa se tornar a mais importante do mundo. Mas, o que acontece quando um time de ‘Série B’ ganha um campeonato? Você fica se perguntando se aquele time de ‘Série A’ merece aqueles bilhões, e o dinheiro das ações é muito honesto, ele vai achar que tem dúvidas e aí ele tira dinheiro [para colocar em outro].
A nova IA é uma ferramenta “open source”, ou seja, tem códigos abertos para que desenvolvedores vejam e realizem adaptações para suas necessidades. Isso, para o diretor, é um fator que alimenta o ecossistema e abre espaço para o surgimento de “outros DeepSeeks”.
A pulga que foi colocada atrás da orelha do mercado é se os investimentos bilionários feitos nos últimos anos precisarão ser mantidos, ou se eles poderão ser substituídos por cifras menores – mas que obtenham o mesmo resultado.
Como resultado, a Nvidia perdeu mais de US$ 588 bilhões em valor de mercado, puxando para baixo o índice Nasdaq, que reúne as empresas de tecnologia listadas nos EUA. O desempenho da fabricante de chips pesou também na performance das “7 magníficas” – que juntam Amazon, Alphabet, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla.
Solicitação faz parte de reclamação disciplinar contra o desembargador do TJAL
O desembargador Fernando Tourinho de Omena Souza, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, terá de prestar informações sobre a nomeação do filho dele como assessor especial na gestão do prefeito João Henrique Caldas, o JHC. Fernando Tourinho Lisboa Souza ocupava cargo de comissão “especial II” vinculado à Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas e Patrimônio (Semge) e no último dia 23 foi nomeado assessor especial II na Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) de Maceió.
O esclarecimento é uma solicitação do ministro Mauro Campbell Marques, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada no dia 24 deste mês, e faz parte da reclamação disciplinar (nº 0000111-37.2025.2.00.0000) contra o desembargador, acusado de beneficiar intencionalmente o prefeito JHC para conseguir favores pessoais, como a nomeação do filho em questão.
O ministro Marques diz que a questão não está “bem esclarecida sobremaneira quanto ao vínculo que ele (filho do desembargador) mantém com o serviço público municipal, ausente, neste sentido, a indicação de qual cargo ou função que exerce, o grau de escolaridade exigido, o órgão de sua lotação e o tipo de vínculo que mantém (isto é, se é puramente comissionado, ou se é efetivo e pertence ao quadro funcional do município)”. Fernando Tourinho tem dez dias para prestar as informações pertinentes.
A reclamação disciplinar foi encaminhado ao CNJ, no dia 8 de janeiro, pela autora advogada Adriana Mangabeira Wanderley. Ela acusou o desembargador de favorecer o prefeito no caso da liberação da “faixa Verde” na orla de Maceió. A faixa na pista destinada a pedestres na Avenida Sílvio Vianna foi amplamente atacada por setores da economia que anunciaram prejuízos diversos com a medida.
O Tribunal de Justiça havia suspendido, em dezembro, através de decisão liminar, todas as mudanças no trânsito naquela avenida da Ponta Verde e determinado autorização para que motoristas continuassem a estacionar na orla. Fernando Tourinho, em plantão judicial, anulou a decisão, manteve a intervenção no trânsito e autorizou a ampliação da faixa verde na orla.
A advogada também cita que o desembargador Fernando Tourinho suspendeu, num feriado, a decisão de 1º grau que bloqueava R$1,08 bilhão das contas bancárias da Braskem, determinado pelo juiz José Cavalcanti Manso Neto, da 16ª Vara Cível da Capital. A empresa recorreu e conseguiu decisão favorável com o desembargador no plantão judiciário. O dinheiro bloqueado seria para garantir o pagamento das indenizações relativas a danos materiais e imateriais sofridos pelo Estado e moradores de bairros afetados. A ação levantou suspeitas quanto à transparência e à celeridade do processo e beneficiou a Prefeitura de Maceió.
Adriana Mangabeiras apontou na representação possíveis infrações disciplinares no âmbito do Tribunal de Justiça de Alagoas. Contudo, na resposta apresentada pelo magistrado no último dia 23, em vez de responder aos questionamentos levantados, Fernando Tourinho desviou o foco e acusou a advogada de perseguição pessoal. O desembargador reclamou do volume de reclamações feitas pela advogada ao CNJ, mas não apresentou esclarecimentos objetivos sobre os fatos apontados.
Palestinos deslocados pelo conflito começam a voltar a seus lugares de origem no norte de Gaza. Desbloqueio das vias ocorreu após acordo entre Israel e Hamas para a liberação de mais quatro reféns até dia 31 de janeiro.
O desbloqueio das vias para o norte de Gaza foi anunciado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em uma publicação no X no domingo (26) e ocorre após o Hamas concordar em liberar a refém israelense Arbel Yehud, além de outras duas cativas até sexta-feira (31).
Em imagens feitas pela agência de notícias Reuters, foi possível observar um grande número de palestinos andando a pé, ou transportados por meio de carros, caminhões e carroças sobrecarregados com colchões, alimentos e as tendas que serviram como abrigo por mais de um ano.
O deslocamento formou um “corredor humano” de dezenas de milhares de palestinos, que andavam pela orla de Wadi Gaza, próximo a uma praia. Veja no vídeo acima e em fotos mais abaixo.
Apesar da paisagem marcada por escombros, o retorno à região está sendo comemorado pelas famílias, que se abraçam e tiram selfies. Segundo testemunhas da Reuters, os primeiros palestinos chegaram à Cidade de Gaza, no norte, nas primeiras horas da manhã desta segunda.
Após aguardarem por dois dias à frente dos bloqueios nas estradas, um primeiro ponto de travessia foi aberto por volta das 7h no horário local (2h no horário de Brasília), e outro ponto foi aberto duas horas depois, às 9h no horário local.
A liberação das vias ocorreu após novo progresso nas negociações entre Israel e Hamas no âmbito do cessar-fogo no conflito, quando acordaram na libertação de mais seis reféns israelenses até sábado (1º). Antes do novo entendimento, ambos os lados se acusavam de violar a trégua, e Netanyahu se recusava a abrir os pontos de travessia.
A medida, intermediada pelo Catar e por mediadores egípcios, permitirá que cerca de 650 mil palestinos da faixa central e sul da Faixa de Gaza retornem para suas casas no norte do enclave. No entanto, a maioria das residências estão em escombros pelos 15 meses de ofensiva aérea e terrestre de Israel.
Mais de 47 mil palestinos foram mortos durante a guerra, a maioria deles mulheres e crianças, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.
Milhares de pessoas saíram às ruas de Bruxelas no domingo, exigindo um cessar-fogo permanente em Gaza, bem como sanções contra Israel por parte do governo belga e da União Europeia.
Milhares de pessoas marcharam pelas ruas de Bruxelas no domingo, apelando a um cessar-fogo permanente em Gaza apelando para que governo belga e a União Europeia (UE) sancionem Israel.
Os manifestantes exigiram a proteção da população palestiniana, a libertação de pessoas detidas politicamente e o acesso a ajuda internacional para as pessoas em Gaza que enfrentam atualmente uma emergência humanitária.
Nas redes sociais, os organizadores também apelaram para que o governo belga impusesse um embargo militar internacional abrangente contra Israel, que apoiasse o processo em curso no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) sobre a conduta de Israel durante a guerra com o Hamas e que pressionasse a UE a suspender o seu Acordo de Associação com Israel com base nas violações dos direitos humanos.
A polícia belga disse ter contado com a participação de cerca de 7 mil pessoas na marcha organizada por dezenas de ONG belgas, incluindo a 11.11.11 e a Amnistia Internacional da Bélgica.
Os participantes na manifestação entoaram slogans como “Palestina livre, livre!” e “Parem, parem o genocídio!” enquanto marchavam pela capital belga.
Muitos dos manifestantes eram vistos com cartazes com os seus nomes próprios – o que, segundo eles, serve para dar um rosto ao número de mortos em Gaza. Segundo as autoridades sanitárias locais, mais de 46 mil palestinianos, a maioria dos quais civis, foram mortos durante os 15 meses de guerra. Cerca de 1,9 milhões dos 2,2 milhões de habitantes de Gaza foram deslocados.
Os manifestantes afirmaram que o cessar-fogo, que entrou em vigor na semana passada, ofereceu um alívio aos palestinianos em Gaza, mas que o acordo ainda não garante o fim do conflito na região. Os manifestantes apelaram para que a UE e os seus Estados-Membros resolvessem a situação em Gaza.
Wies de Graeve, diretor da secção flamenga da Amnistia Internacional na Bélgica, afirmou “O cessar-fogo foi uma boa notícia para as famílias dos reféns e também para as famílias dos palestinianos que foram arbitrariamente detidos em Israel”.
No entanto, de Graeve afirmou que as condições de vida em Gaza continuam a pôr em perigo os palestinianos. É importante que se mantenha e estabeleça um embargo global de armas contra Israel e que o Governo belga e a UE apoiem plenamente o Tribunal Penal Internacional na investigação do conflito.
“Senão olharmos para isto num contexto mais amplo do fim da ocupação e do sistema de apartheid cometido contra os palestinianos, nunca veremos uma solução real que respeite os direitos humanos de todos na região.“
Apesar do cessar-fogo recentemente anunciado, as condições de vida em Gaza continuam a ser terríveis. A guerra atrasou o desenvolvimento de Gaza em 69 anos, de acordo com uma avaliação efetuada por um relatório apoiado pela ONU.
O programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento afirmou que a economia palestiniana poderia ser colocada numa via de recuperação para se alinhar com os seus objetivos de desenvolvimento anteriores à guerra na próxima década, mas isso exigiria um plano global de recuperação e reconstrução que combinasse a ajuda humanitária e o investimento estratégico na recuperação e reconstrução.
Milhares de palestinianos foram impedidos de regressar às suas casas no norte de Gaza por Israel no domingo, que acusou o Hamas de violar o frágil cessar-fogo ao alterar a ordem dos reféns que tinha libertado. As autoridades sanitárias locais afirmaram que as forças israelitas dispararam contra a multidão, matando duas pessoas e ferindo nove.
Israel afirmou que a sua guerra em Gaza era essencial para combater o Hamas e que os seus ataques e bloqueio se destinavam a atingir o grupo militante e não os civis.
A ofensiva começou após o ataque transfronteiriço do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, que causou a morte de cerca de 1200 pessoas e levou mais de 200 outras como reféns para Gaza.
Intensificação da violência na Cisjordânia
Enquanto os palestinianos regressavam às suas casas em Gaza, nos termos do acordo de cessar-fogo há muito esperado, as forças israelitas lançaram uma grande operação na cidade de Jenin, na Cisjordânia.
Os palestinianos encaram estas operações e a expansão dos colonatos como formas de cimentar o controlo israelita sobre a Cisjordânia, onde três milhões de palestinianos vivem sob o domínio militar israelita, que parece não ter fim.
O presidente da Câmara de Jenin, Mohammad Jarrar, descreveu à CNN a escala e a intensidade da operação israelita como “de longe a mais dura e preocupante” dos últimos meses. O presidente da câmara de Jenin, Mohammad Jarrar, declarou à CNN que a escala da operação israelita é “de longe a mais dura e preocupante” dos últimos meses.
A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos afirmou que se Israel levar a cabo a ameaça de encerrar a sua sede em Jerusalém Oriental, os efeitos serão sentidos de forma aguda e imediata por dezenas de milhares de palestinianos.
A agência, conhecida como UNRWA, gere 12 instalações que prestam serviços públicos essenciais em Jerusalém Oriental, incluindo escolas com pelo menos 1200 crianças e clínicas gratuitas que servem mais de 70 mil pessoas.
Israel afirma que a agência se deixou infiltrar pelo Hamas, alegações negadas pela ONU.
A violência ocorre no momento em que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, enfrenta a pressão interna dos seus aliados de extrema-direita, depois de ter concordado com a trégua e a troca de reféns com o grupo militante Hamas.
De acordo com o Times of Israel, a ordem foi utilizada no ano passado contra 17 indivíduos e 16 entidades, incluindo colonos que, segundo os EUA, atacaram violentamente os palestinianos e os expulsaram ilegalmente das suas terras.
Netanyahu terá abordado a questão com Trump antes da sua tomada de posse.
Mais de meio milhão de colonos israelitas vivem na Cisjordânia ocupada, que foi capturada por Israel à Jordânia na guerra de 1967. Estes colonatos são considerados ilegais ao abrigo do direito internacional.
As tropas israelitas e os colonos terão matado pelo menos 851 palestinianos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental ocupada desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.
Crise do PIX foi a gota d’água. Sanha arrecadatória do ministro Fernando Haddad abriu espaço para a crise e fake news da direita, assustando a população
A pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27), sobre a atuação do presidente Lula mostra que o seu trabalho é reprovado por 49% dos eleitores brasileiros e aprovado por 47%. 4% não souberam responder.
É a primeira vez que a desaprovação supera a aprovação desde o início das pesquisas Quaest, iniciadas em fevereiro de 2023.
Em relação à pesquisa divulgada em dezembro de 2024, a aprovação do trabalho do presidente caiu 5 pontos, de 52% para 47%, enquanto a reprovação, que era de 47%, agora é de 49%. Lula perdeu popularidade no Nordeste e na faixa da baixa renda.
Veja os números:
Aprova: 47% (eram 52% em dezembro);
Desaprova: 49% (eram 47%);
Não sabe/não respondeu: 4% (eram 2%).
Fonte: Quaest/Genial – Reprodução/g1
A enquete perguntou também a avaliação dos entrevistados sobre o governo Lula de uma forma geral. Para 31%, a avaliação do governo é positiva (eram 33%), para 37% é negativa (eram 31%), e para 28% é regular (eram 34%). Não souberam ou não responderam somam 4%.
Veja os números:
Positiva: 31% (eram 33%);
Negativa: 37% (eram 31%);
Regular: 28% (eram 34%);
Não sabem/Não responderam: 4% (eram 2%).
Os pesquisadores quiseram saber se os entrevistados acreditam se o Brasil está indo na direção certa ou errada. 50% responderam que está indo na direção errada e 39% que está indo na direção certa. 11% não sabem ou não responderam. Em relação aos objetivos anunciados por Lula, 65% afirmaram que o presidente não tem conseguido fazer aquilo que prometeu e 30% disseram que tem conseguido fazer aquilo que prometeu. 5% não sabem ou não responderam.
Fonte: Quaest/Genial – Reprodução/g1
Na avaliação da economia, 39% dos entrevistados consideram que a situação piorou nos últimos 12 meses. A avaliação positiva da economia vem recuando desde outubro, passando de 33% para 27% em dezembro e 25% na pesquisa atual. Além disso, 83% dos entrevistados relataram alta no preço dos alimentos no último mês.
Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, o que explica a alta na reprovação de Lula é a percepção dos eleitores de que a condução da economia do país não vai bem. “Primeiro, Lula não consegue cumprir suas promessas. Esse percentual sempre foi alto, mas chegou ao seu maior patamar em janeiro: 65%. Ou seja, mais do que gerar esperança, o atual governo produz frustração na população”, afirma Nunes.
Os entrevistados também responderam se, na opinião deles, o governo acertou ou errou mais diante da polêmica envolvendo a notícia falsa de que o PIX seria taxado. 66% disseram que o governo errou mais, 19% que acertou mais e 5% que acertou e errou igual. 10% não souberam ou não responderam.
A medida anunciada pelo Ministério da Fazenda em relação ao PIX, de passar a obrigar todas as instituições financeiras a informar à Receita Federal qualquer movimentação maior do que R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas, visando maior arrecadação, assustou a população. Políticos de direita se aproveitaram da confusão e da sanha arrecadatória de Haddad e espalharam que haveria uma taxação do PIX. O governo tentou desmentir a taxação mas acabou recuando da medida.
Os entrevistados também apontaram para o levantamento da Quaest quais são os principais problemas do Brasil hoje.
Violência: 26% (eram 20% em dezembro);
Questões sociais: 23% (eram 18%);
Economia: 21% (eram 21%);
Saúde: 14% (eram 15%);
Corrupção: 8% (eram 9%);
Educação: 8% (eram 8%).
O levantamento da Quaest foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado entre os dias 23 e 26 de janeiro. Foram entrevistados 4,5 mil eleitores em todo o Brasil. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos.
Regiões
Segundo a Quaest, a maior aprovação do trabalho de Lula segue na região Nordeste, onde 60% dos eleitores aprovam o trabalho do presidente e 37% reprovam. Por outro lado, considerando a pesquisa divulgada em dezembro, onde 67% aprovavam o presidente e 32% reprovavam, o maior crescimento de rejeição do trabalho do presidente também aconteceu na região Nordeste. A margem de erro para este recorte é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.
Fonte: Quaest/Genial – Reprodução/g1
Na Região Sudeste, a reprovação de Lula é de 53%, mesmo número das duas pesquisas anteriores, e a aprovação, 42% (eram 44% em dezembro). A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
No Centro-Oeste/Norte, a reprovação está em 49%(eram 50%) e a aprovação manteve os 48% da pesquisa anterior. A margem de erro é de 5 pontos percentuais. No Sul, a desaprovação de Lula é de 59% (eram 52%) e a aprovação, de 39% (eram 46% em dezembro). A margem de erro para esta região é de 6 pontos percentuais para mais ou para menos.
Gênero
A aprovação de Lula entre as mulheres é de 49% (eram 54% em outubro) e reprovado por 47% (eram 44%). Entre os homens, 52% reprovam Lula (eram 50% na pesquisa anterior) e 45% aprovam o trabalho do presidente (eram 49%). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos tanto entre homens quando entre mulheres.
Idade
Entre os eleitores de 16 a 34 anos, o trabalho de Lula é desaprovado por 52% (eram 50% em dezembro), e é aprovado por 45% (eram 48%). A reprovação entre os eleitores de 35 a 59 anos é de 52% (eram 46% na pesquisa passada), a aprovação é de 46% (eram 52%). 52% dos eleitores de 60 anos ou mais aprovam o trabalho de Lula e 40% reprovam (eram 57% e 40%, respectivamente, em dezembro).
Renda
Lula é aprovado por 56% dos eleitores entrevistados que têm renda familiar de até dois salários mínimos (eram 63%) e é reprovado por 39% (eram 34%). O presidente é reprovado por 54% dos que ganham mais de 2 salários mínimos até 5 salários-mínimos (eram 50% em dezembro) e é aprovado por 45% (eram 48%). Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, a reprovação é de 59% e a aprovação, 39%, mesmos valores apresentados na pesquisa de dezembro.
A margem de erro deste recorte é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos entre os que ganham até 2 salários mínimos e entre os que ganham mais de 5 salários mínimos, e de 2 pontos percentuais para os que ganham de 2 a 5 salários mínimos.
Escolaridade
Entrevistados que declararam ter o Ensino Fundamental, o trabalho do presidente é aprovado por 57% (eram 60%) e reprovado por 37% (eram 38%). Para os que declararam ter o Ensino Médio, 54% disseram reprovar o trabalho de Lula (eram 48%) e 43% disseram aprovar (eram 50%). Já entre os que disseram ter o Ensino Superior, a reprovação está em 59% (eram 58%) e a aprovação é de 40% (eram 41%). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para quem tem até o Ensino Fundamental e o Ensino Médio completo ou incompleto e de 3 pontos para quem tem Ensino Superior incompleto ou mais.
Religião
No eleitorado católico, a aprovação do presidente é de 52% (eram 56%) e a reprovação é de 45% (eram 42%). Entre os evangélicos, a reprovação é de 58% (eram 56%) e a aprovação é de 37% (eram 42%). A margem de erro é de 2 pontos entre os católicos e de 3 pontos entre os evangélicos.
Raça
A aprovação de Lula entre os que se declaram pretos é de 54% (eram 59%) e a reprovação é de 42% (eram 39%). Entre os pardos, a aprovação é de 51% (eram 55%) e a reprovação, a 45% (eram 43% na pesquisa anterior). Já entre os brancos, a reprovação é de 60% (eram 52%) e a aprovação, 39% (eram 46%).