iFood recebe multa de R$ 10 milhões e terá que registrar os entregadores

O iFood foi condenado a pagar multa de R$ 10 milhões e terá que reconhecer o vínculo empregatício dos entregradores registrados no app, conforme anunciou a Justiça do Trabalho de São Paulo na quinta-feira (5). A decisão é resultado de uma ação aberta contra o delivery em 2021 pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Na última semana, desembargadores da 14ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo (TRT2) analisaram um recurso contra a decisão que negava o reconhecimento do vínculo, proferida pela juíza Shirley Aparecida de Souza Lobo Escobar. A votação terminou favorável ao recurso com o placar de 2 a 1.

Relator do processo, o desembargador do TRT2, Ricardo Nini Ballarini, apontou a existência de vínculo empregatício, alegando que os trabalhadores não possuem autonomia para definir o valor dos fretes nem a ordem das entregas. O magistrado ordenou o registro formal dos entregadores com pena de multa de R$ 5 mil por infração.

Além disso, Ballarini condenou o iFood a pagar multa de R$ 10 milhões, voto que foi acompanhado pelo desembargador Davi Furtado Meirelles. Por sua vez, o desembargador Fernando Álvaro Pinheiro votou contra, questionando a competência da Justiça do Trabalho para julgar o caso.Empresa vai recorrer da decisão

app de delivery informou que irá contestar a decisão que impõe vínculo por hora trabalhada dada pelo TRT2. Segundo a empresa, a determinação causa insegurança jurídica e inviabiliza o setor, além de prejudicar a competitividade, afetar as discussões sobre a regulamentação do trabalho por app e contrariar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

“É fundamental avançar na construção de um marco regulatório que considere as características únicas do trabalho autônomo e sem vínculo dos entregadores, com proteção social para estes trabalhadores, equilíbrio para o ecossistema e segurança jurídica para as empresas”, disse o iFood, em nota.

A empresa também comentou que a decisão impactará 380 mil estabelecimentos e 360 mil entregadores que atuam na plataforma, se mantida. A ação inclui, ainda, a Rapiddo Agência de Serviços de Entrega Rápida S/A, do mesmo grupo, como ré.

Fonte: MSN

Botafogo é campeão brasileiro!

O Botafogo vence o São Paulo por 2 a 1, termina com 77 pontos e garante a conquista do Brasileirão de 2024.

Botafogo venceu o São Paulo por 2 a 1, no Nilton Santos, nesta quarta-feira (4), e se consagrou campeão brasileiro, encerrando um jejum de 29 anos. Apesar de um começo devagar, Savarino abriu o placar para o Glorioso, William Gomes empatou para o Tricolor, mas Gregore marcou nos minutos finais para confirmar o título nacional e explodir o estádio alvinegro. Agora, sem tempo de comemorar, o a delegação embarca para Doha, onde vai disputar a Copa Intercontinental na próxima semana.

Como foi a partida?

Apesar de um início devagar e com o São Paulo oferecendo mais perigo, o Botafogo preferiu não se expor muito nos minutos iniciais. Com uma zaga improvisada e com a vantagem do placar, a equipe de Artur Jorge manteve os pés no chão para armar as jogadas até chegar ao gol de Jandrei. Mas, como de costume, o time guardou as emoções para o final. Nesse caso, para o final do primeiro tempo. Savarino recebeu passe de Igor Jesus, depois de uma roubada de bola de Marlon Freitas, cortou para o meio e bateu por cima do goleiro tricolor. Catarse absoluta no Nilton Santos, que já comemorava o gol do Fluminense sobre o Palmeiras minutos antes. O venezuelano chegou ao seu 14º gol com a camisa alvinegra e ultrapassou Júnior Santos como o jogador com mais participações em gols pelo Botafogo na temporada (14 gols e 12 assistências). A partir daí, o Botafogo foi absoluto e dominou completamente a partida até o fim da primeira etapa.

O segundo tempo começou sem muitas emoções. Com a vantagem no placar e a certeza do título, a equipe de Artur Jorge não precisou ser expor muito. Porém, aos 17 minutos, o São Paulo aproveitou a oportunidade depois de um vacilo de Marlon Freitas que perdeu a bola para William Gomes aproveitar a saída do John e chutar no canto para empatar a partida. A festa do Nilton Santos esfriou, dando lugar a um silêncio apreensivo. Para retomar o controle do jogo e a condição física, Artur Jorge fez suas primeiras mudanças: Savarino e Marlon Freitas saíram – muito aplaudidos – para a entrada de Matheus Martins e Allan. Na reta final, ambas as equipes tiraram o pé e nã sofreram grandes riscos. Igor Jesus e Almada saíram para a entrada de Tiquinho Soares e Tchê Tchê, festejados pela torcida. Zubeldía também mexeu: Marcos Antônio e André Silva saíram e deram lugar a Rodriguinho e João Moreira. Em clima festiva, Artur Jorge deu sua última cartada. O lateral-direito Rafael, que se despede hoje dos gramados, entrou nos minutos finais, no lugar de Luiz Henrique, antes de pendurar as chuteiras. No último minuto, Gregore, expulso na final da Libertadores, marcou o gol da vitória, ao som de ‘é campeão!’ e incendiar o Nilton Santos.

Apito final e comoção generalizada na casa do Alvinegro. Três anos depois de subir da Série B, o Botafogo se torna campeão da Libertadores e do Brasileirão em um período de uma semana. E parece escrito nas estrelas que a consagração do título tenha vindo junto à torcida e no aniversário de 82 anos do Botafogo de Futebol e Regatas.

O que vem por aí?

Apesar do fim do Campeonato Brasileiro. O Botafogo ainda tem mais um torneio para disputar. Após a conquista do título, o Glorioso embarca neste domingo (8), para Doha, no Catar, para jogar a Copa Intercontinental, na próxima quarta-feira (11), contra o Pachuca, do México. A bola rola a partir das 14h (de Brasília). Já o Sâo Paulo entra de férias e retorna no dia 19 de janeiro, pelo Paulistão.

Fonte: Lance!

Bashar Al-Assad é deposto na Síria após 24 anos à frente do governo

O Aeroporto Internacional de Damasco suspendeu suas operações e todo o seu pessoal foi desalojado. A Al Jazeera também relatou que o Exército sírio abandonou o centro da cidade

A situação na Síria se agrava com novas informações sobre avanços de grupos militantes e mudanças políticas em meio ao conflito. Em meio a esses desdobramentos, surgem rumores sobre a saída do presidente Bashar al-Assad do país, que governou a Síria por 24 anos.

De acordo com fontes consultadas pela agência de notícias Reuters e outros meios internacionais, o presidente sírio teria deixado Damasco ainda neste sábado (7), mas até o momento, não há confirmação oficial sobre essa informação.

Na manhã deste domingo, o primeiro-ministro sírio confirmou a queda de Assad. Mohammad Ghazi al-Jalali afirmou ainda que está pronto para cooperar “com qualquer governo que os sírios escolham” e que não deixaria o país. “Caros sírios, estou em casa e não pretendo deixar o país, exceto por meios pacíficos”.

Meios locais, como a Al Jazeera, confirmaram a presença dos militantes na capital síria desde a madrugada deste domingo (8), que assumiram o controle da prisão de Saydnaya, uma das maiores do país, e libertaram todos os presos.

Continua após o anúncio

O Aeroporto Internacional de Damasco suspendeu suas operações e todo o seu pessoal foi desalojado. A Al Jazeera também relatou que o Exército sírio abandonou o centro da cidade, enquanto grupos armados opositores ocuparam o prédio da televisão nacional do país.

No dia 27 de novembro, combatentes da Hayat Tahrir al-Sham (organização considerada terrorista, proibida na Rússia e em vários outros países) lançaram, juntamente com vários grupos armados da oposição síria, uma ofensiva em grande escala contra o exército do país nas províncias sírias de Aleppo e Idlib. Ações na região retornaram pela primeira vez desde 2016.

Também na semana passada, em 30 de novembro, os radicais tomaram o controle da cidade de Aleppo, incluindo o aeroporto internacional e a base aérea de Kuwayris, algo que não acontecia desde a eclosão do conflito armado na Síria, em março de 2011, em que as forças governamentais enfrentam grupos armados de oposição e organizações terroristas.

Fonte: Ópera Mundi

EMPATIA?

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 08 de Dezembro de 2024

Uma criança que chora, uma mãe desesperada, um pai inerte, um celular ligado, uma vítima, uma cena que rodou o mundo e que dividiu opiniões. Essa semana aconteceu o inexplicável, o impensável, a falta de empatia de uma pessoa mexeu com a sociedade, chegando até gerar discursos inflamados no Congresso Nacional, alguns Deputados e Senadores aplaudiram aquela atitude, enquanto outros ficaram perplexos ao ver um vôo de uma pessoa estampar as páginas dos principais jornais do mundo, fazendo as redes fervilharem. A vítima ficou famosa, mas anda com medo, a família viu a cena e nunca poderia imaginar o desfecho. Pois é parece até que a Reflexão está falando da “Diva do avião”, mas a cena que rodou o planeta foi a do policial jogando um jovem de uma ponte com o mundo todo assistindo um vôo em queda livre, brutal, sanguinária, produzida e dirigida por alguém que usou uma câmera do celular pra flagrar algo de extrema relevância e revolta. Assento na janela do avião é só diversão na net, mas ver a polícia do Tarcísio de Freitas jogar um brasileirinho da ponte é inadmissível.

O bolsonarismo “moderado” do Governador de São Paulo conseguiu em uma semana chancelar de vez o modus operandi de Derrite, Secretário de Segurança e juntos celebraram a carnificina nas ruas que cruzam a Ipiranga e a Avenida São João sem nenhum pudor, sem nenhuma punição. Tarcísio na frente das câmeras diz que vai punir e agir no rigor da lei com todos os “policias” que cometem crimes, mas nos porões do Palácio dos Bandeirantes ele e Derrite cunham medalhas para os futuros condecorados da desonra.
São tantos “casos isolados” de violência policial que se formos fazer um grupo de zap não sobraria vaga. Como diz os Racionais num trecho da música Diário de Um Detento: Servindo o Estado um PM bom, passa fome, metido a Charles Bronson, parece que o paulista ou paulistano, sempre me confundo, errou no voto mais vez e continuam vendo seus conterrâneos sendo mortos pelos próprios.

Deixemos o voto errado de lado e vamos falar do voto certo. Lula, depois de quase 30 anos conseguiu fechar o Acordo Mercosul e União Europeia, Luiz Inácio entrou com 4 países e a União Europeia com 27 países e o Acordo de décadas teve os 10 dedos, digo, 9 dedos do Lula na sua confecção, desfazendo os pontos mal costurados em 2019. Com Lula à frente do Brasil os números impressionam, PIB nas alturas, desemprego nas “baixuras”, a pobreza e a extrema pobreza sendo jogadas no rio embaixo da ponte pra nunca mais voltar, mesmo com o Tal Mercado tentando represar os avanços sociais e econômicos, o Brasil Varonil tem mostrado que sua economia está sólida e os “jornaleiros” a serviço da elite, choram, espeneiam, fazem cara feia e postam nas redes o “caos” pra tentar convencer o Lula a ceder um assento na janela, mas o “divo” nordestino não empatia com canalhas.
Engula o choro e se quiser privilégio, vá pra Marinha!

Reflexões Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 208

Custo da cesta básica aumenta em todas as capitais, aponta Dieese

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Em novembro, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média 53,05%
do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos. Em outubro, 51,72%

O preço da cesta básica subiu pelo segundo mês consecutivo nas capitais brasileiras. Segundo estudo mensal divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico), em novembro, houve aumento no custo dos produtos básicos que compõem a cesta em todas as 17 capitais pesquisadas, com destaque para altas mensais registradas em Recife (+5,47%), Goiânia (+4,64%), Brasília (+4,39%) e João Pessoa (+4,30%).

Em São Paulo, capital em que a cesta tem o valor mais alto do país, R$ 828, houve aumento de 2,80% entre outubro e novembro. Na sequência vem Florianópolis (R$ 799,00 e aumento de 0,34%) e Porto Alegre (R$ 780,00, alta de 0,83%) no ranking das cestas mais caras. 

Na comparação anual entre novembro de 2023 e 2024, o Dieese também identificou aumento no valor da cesta nas 17 capitais pesquisadas, com destaques para as variações de Campo Grande (14,47%), Goiânia (12,19%), Brasília (11,19%) e São Paulo (10,56%).

Em todas as bases de comparação, pesaram o aumento de preços de produtos básicos como carne bovina, óleo de soja, café, batata, tomate, feijão e pão francês. 

Com base na cesta mais cara, o Dieese estima o salário mínimo deveria ser de R$ 6.959,31 em novembro de 2024 – 4,93 vezes o mínimo atual, de R$ 1.412,00 – para cumprir a determinação constitucional de que o salário base seja o suficiente para que o trabalhador arque com suas despesas básicas com alimentação, moradia, lazer e previdência. 

“Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em novembro de 2024, 53,05% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos, e, em outubro, 51,72%. Em novembro de 2023, o percentual ficou em 52,82%”.

Fonte: Hora do Povo

A serviço das operadoras, Anatel libera mudança de preço durante vigência de planos de celular, internet e TV por assinatura

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu anular algumas das regras de direitos dos consumidores, aprovadas em 2023, atendendo a pedidos das operadoras.

Um dos pontos anulados é a proibição da prestadora de serviços de telecomunicações –como planos de celular, internet e TV por assinatura– alterar características da oferta durante o seu período de vigência. Com isso, o preço do plano, por exemplo, poderá ser modificado no meio do contrato. (veja as principais mudanças mais abaixo)

As novas regras entram em vigor em setembro de 2025.

As mudanças, aprovadas na quinta-feira (5), se referem a artigos do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC).

Por maioria, o Conselho Diretor da Anatel aprovou o voto apresentado pelo conselheiro Alexandre Freire, que discordou do relator, Raphael Garcia. O relator havia votado por rejeitar os pedidos de anulação.

As novas regras mudam os seguintes pontos:

  • alteração da oferta
  • migração automática
  • suspensão por inadimplência
  • data de reajuste

Alteração da oferta

O trecho do regulamento vedava que as operadoras mudassem as características da oferta, como preço, acesso e fruição, durante o período de vigência do plano.

Para Freire, o Código de Defesa do Consumidor já trata do assunto ao limitar a modificação dos contratos a alterações unilaterais. Ou seja, a operadora não pode mudar os termos da oferta sem que o consumidor aceite as alterações.

Já a norma da Anatel vedava completamente qualquer alteração. Para Freire, esse trecho deve ser anulado porque proíbe alterações de “cláusulas contratuais para beneficiar o consumidor”.

“Eventualmente, será necessário alterar cláusulas contratuais para beneficiar o consumidor, como a inclusão de itens que ela precise, sem que necessite mudar sua oferta. Isso evita que o consumidor seja compelido, por exemplo, a aceitar uma oferta pior do que aquela oferta atual por falta de um item essencial em determinado momento”, justificou.

O coordenador do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Idec, Luã Cruz, destaca que há um desequilíbrio na relação entre operadoras e consumidores.

“Muitas pessoas não sabem dizer como é que funciona de fato a sua própria oferta. E essa alteração durante a própria vigência do contrato pode confundir o consumidor e até gerar custos inesperados”, declarou.

Para o especialista, é preciso mais transparência para as ofertas. “A gente defende, e sempre defendeu, que toda mudança deve ser precedida de uma análise mais transparente e permitir que o consumidor opte pela continuidade ou rescisão do contrato sem penalidade.”

Migração automática

O regulamento aprovado em 2023 permitia a migração automática para um novo plano, caso o consumidor não manifestasse adesão a uma nova oferta antes da extinção do plano contratado.

A migração automática, contudo, deveria ser feita para um plano que fosse de igual ou menor valor, sem prazo de permanência.

Esse trecho foi anulado pela Anatel. Segundo Freire, a norma é nula porque “permite a migração automática do consumidor sem permitir que a nova oferta seja compatível com suas necessidades. Embora o critério de igual ou menor valor seja econômico, ele pode não refletir a qualidade e utilidade do serviço para o consumidor.”

Mas a migração automática segue sendo possível. Para isso, o consumidor precisa ter concordado previamente, por meio da assinatura do contrato.

Freire também determinou que o grupo de acompanhamento do regulamento faça alterações no manual operacional.

“[Alterações] Tais como: empregar soluções das ciências comportamentais para incremento do bem-estar do consumidor, a fim de estimulá-lo a ter uma postura ativa perante o seu contrato, para não correr o risco de sofrer uma rescisão indesejada”, disse.

O coordenador do Idec afirma que a mudança pode abrir espaço para práticas abusivas. “As operadas podem migrar os consumidores para planos mais caros ou com características que atendam menos suas necessidades sem uma consulta adequada”, afirmou.

Suspensão por inadimplência

O regulamento proibia a cobrança da assinatura ou qualquer outro valor durante o período de suspensão parcial dos serviços de telecomunicações por inadimplência, ou seja, nos primeiros 30 dias.

  • 🔍 Funcionava assim: se o consumidor não pagasse o seu plano de celular, a operadora deveria manter o recebimento de chamadas e de mensagens de texto pelo prazo de 30 dias contados a partir do início da suspensão. Além disso, o consumidor não deveria ser cobrado pelos serviços prestados durante a suspensão.

Esse trecho do regulamento foi anulado completamente. Para Freire, cujo voto prevaleceu, a medida viola a Lei Geral de Telecomunicações e “interfere nos modelos de negócios das operadoras”.

“Proibir a cobrança impõe a prestação gratuita de serviços, como recebimento de chamadas e mensagens [por] 30 dias e acesso a serviços de emergência”, declarou.

Para o Idec, os consumidores perderem direitos com a anulação desse trecho, uma vez que os serviços de telecomunicações são essenciais.

“Quem são os consumidores que frequentemente são suspensos por falta de pagamento? É quem não tem dinheiro, são os mais pobres. Aqui, vemos uma penalização dos consumidores hiper vulneráveis”, afirmou Cruz.

Data de reajuste

Outra mudança foi o marco da data de contratação do plano como “data-base” para o reajuste. Antes, o regulamento usava a data em que o cliente contratou o plano como referência. Dessa forma, o reajuste só poderia ser feito 12 meses após a data-base.

Agora, com a alteração no texto, o reajuste não fica restrito à data de contratação do plano. Ou seja, a operadora poderá definir a data-base do plano no contrato.

“Essa nova abordagem torna mais difícil para o consumidor acompanhar e planejar os custos do contrato, especialmente se as datas de reajuste forem aplicadas de maneira generalizada e descoordenada”, afirmou Cruz.

Para o coordenado do Idec, a mudança não permite clareza ao consumidor, que pode ter dificuldade para entender quando os reajustes serão aplicados.

Ao anular o trecho, Freire determinou que o grupo de implantação do RGC inclua no manual operacional do regulamento “rotinas que permitam ao consumidor internalizar adequadamente a data-base do contrato, de modo a poder avaliar adequadamente se deve ou não contratar determinado produto de telecomunicações”.

Fonte: G1

Depois de matar quatro médicos, Israel expulsa doentes e trabalhadores de hospital em Gaza

Quatro médicos foram mortos no Hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa de Gaza, na sexta-feira (6), após forças israelenses invadirem o complexo, matando e ferindo dezenas de pessoas nas áreas ao redor, disseram testemunhas à CNN.

As tropas de Israel também obrigaram trabalhadores da saúde e pacientes a deixar a instalação e destruíram suprimentos médicos essenciais, de acordo com um comunicado do Dr. Hussam Abu Saifya, diretor do hospital.

Nas primeiras horas de sexta-feira, o Exército israelense enviou dois mensageiros à paisana para o hospital, que usaram um megafone para pedir que as pessoas se retirassem do local, acrescentou Abu Saifya. O exército deteve um “grande número” de jovens durante o ataque de duas horas, incluindo trabalhadores da saúde e palestinos que haviam buscado refúgio, disse Abu Saifya.

Drones israelenses dispararam uma “barragem de fogo intenso e direto”, enquanto veículos militares cercavam a instalação, recordou Abu Saifya, antes de agrupar pacientes, pessoas deslocadas e trabalhadores da saúde no pátio e forçá-los a seguir para um posto de controle mais ao sul, em direção à Cidade de Gaza.

“Inicialmente, houve uma série de ataques aéreos nos lados norte e oeste do hospital, acompanhados por fogo intenso e direto”, disse Abu Saifya em um comunicado. “Eles se aproximaram de mim e me ordenaram a retirar todos os pacientes, pessoas deslocadas e a equipe médica, reunindo todos no pátio do hospital e levando-os à força para o posto de controle.”Play Video

Membros de uma delegação médica indonésia – a única equipe realizando cirurgias no Kamal Adwan – estavam entre os forçados a deixar o local e não foram autorizados a retornar, segundo Abu Saifya.

O ataque de sexta-feira foi o segundo desse tipo realizado pelo exército israelense desde que as forças iniciaram uma incursão renovada em três cidades no norte de Gaza no início de outubro, destruindo ruas inteiras, gerando fome severa e impedindo as equipes de emergência de resgatar as pessoas feridas pelo ataque.

Mais de 3.700 palestinos foram mortos lá, de acordo com o Escritório de Mídia do Governo de Gaza (GMO). Outras 10 mil pessoas ficaram feridas, informou o GMO na segunda-feira (2).

Horas depois, as Forças de Defesa de Israel (IDF) se retiraram de uma das últimas instalações funcionais no norte de Gaza. Funcionários e pacientes do hospital saíram do local para encontrar centenas de corpos e pessoas feridas nas ruas ao redor, acrescentou Abu Saifya.

Uma foto postada por Abu Saifya nas redes sociais mostrou pelo menos 17 corpos, deitados no pátio do hospital. Outras 20 pessoas ficaram feridas e “necessitando de cuidados urgentes”, disse ele. O exército israelense danificou gravemente os geradores de oxigênio durante a noite, informou Abu Saifya à CNN, dizendo que agora há apenas dois cirurgiões “inexperientes” disponíveis para administrar cuidados essenciais no hospital.

Pelo menos 30 pessoas foram mortas pelos bombardeios israelenses em casas ao redor do Kamal Adwan durante a noite, de acordo com o Dr. Munir Al Bursh, diretor-geral do Ministério da Saúde de Gaza.

Na quinta-feira (5), um drone israelense atingiu e matou um menino de 16 anos em um ataque separado, enquanto ele estava entrando no departamento de raios-X do hospital em uma cadeira de rodas, disse Abu Saifya à CNN.

CNN entrou em contato com o exército israelense para comentar sobre as alegações de Abu Saifya.

Pelo menos 1.050 trabalhadores da saúde foram mortos desde que Israel iniciou sua guerra em Gaza após os ataques de 7 de outubro de 2023, liderados pelo Hamas, de acordo com o Ministério da Saúde em Ramallah. O exército israelense iniciou uma incursão renovada em três cidades no norte de Gaza em 5 de outubro deste ano, alegando que está visando a presença renovada do Hamas na área.

Fonte: CNN Brasil

JHC vai gastar R$ 1 milhão para restaurar sede da OAB Alagoas

A prefeitura de Maceió vai reformar e restaurar a sede histórica da OAB em Alagoas, conforme publicação de ontem do Diário Oficial do Município de Maceió.

A obra terá o custo R$ 1 milhão e deve durar 12 meses, segundo convênio assinado ontem entre prefeitura e OAB/Alagoas.

O prédio, para quem não lembra, fica no Centro e abrigou a primeira Faculdade de Direito de Alagoas.

Em tempo: 

O blog recebeu a informação de que os recursos são provenientes  de uma emenda do senador Rodrigo Cunha.

AGÊNCIA DE LICITAÇÕES, CONTRATOS E CONVÊNIOS DE MACEIÓ – ALICC SÚMULA DO TERMO DE CONVÊNIO DE N°. 042/2024. / PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº. 12100.110009/2024. ANO XXIX – Maceió/AL, Sexta-Feira, 06 de Dezembro de 2024 – Nº 7063a – Edição Extraordinária www.diariomunicipal.com.br/maceio 2 

DAS PARTES: O MUNICÍPIO DE MACEIÓ, através da INSTITUTO DE PESQUISA E PLANEJAMENTO URBANO DE MACEIÓ – IPLAN e a ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – SECCIONAL ALAGOAS. 

DO OBJETO: O presente Convênio tem por objeto a Reforma/Restauro da Sede Histórica da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Alagoas, conforme detalhado no Plano de Trabalho.

DO VALOR: O Valor do presente Convênio é de R$ 1.000.000,00 (Hum milhão de reais). 

DA VIGÊNCIA: 12(doze) meses 

DA DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA: PROGRAMA: 09.001.15.127.0044.3076 – CONSTRUIR E REVISAR OS PLANOS DE ORDENAMENTO URBANO. 

ELEMENTO DE DESPESA: 33.90.39 – OUTROS SERVIÇOS DE TERCEIROS- PESSOA JURÍDICA. FONTE DE RECURSOS: 1.5.00.000001. 

DATA DA CELEBRAÇÃO: 06 de Dezembro de 2024. 

Maceió/AL, 06 de Dezembro de 2024. 

ANA CRISTINA DE AZEVEDO BARREIROS SILVA 

Diretoria Técnica de Gestão de Contratos, Convênios e Atas/ALICC Matrícula nº. 966115-8 

Fonte: Cada Minuto

Em decisão contra os trabalhadores, STF forma maioria para validar contrato de trabalho intermitente

O entulho foi criado na reforma trabalhista de 2017, durante o governo do golpista Michel Temer. O trabalho intermitente é uma modalidade de vínculo em que os períodos em que os trabalhadores prestam os serviços não são contínuos.

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (6) para validar o chamado contrato de trabalho intermitente.

Criado a partir da reforma trabalhista de 2017, esse contrato é uma modalidade de vínculo em que os períodos em que os trabalhadores prestam os serviços (horas, dias, meses) não são contínuos.

Na prática, as jornadas de trabalho se alternam com os de inatividade, sem uma frequência definida previamente, como no caso do contrato de trabalho regular. É usado em setores da economia que têm demanda de trabalhadores variável ao longo dos meses, por exemplo.

Quem atua neste modelo de jornada é remunerado por hora de trabalho, que não pode ser menor do que o valor horário do salário mínimo. O contrato deve ser celebrado por escrito, e o empregador convoca com antecedência o empregado quando é necessária sua atuação.

Prevalece o voto do ministro Nunes Marques, que abriu divergência em relação ao relator e considerou que as regras são compatíveis com a Constituição (veja mais detalhes abaixo). Seguem esta linha os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Gilmar Mendes. O julgamento está previsto para terminar na próxima sexta-feira (13).

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Especialista explica como funciona modalidade de trabalho intermitente

Ações

Os processos foram apresentados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), por federações de trabalhadores de postos de combustível e de operadores de telemarketing.

As entidades sindicais sustentaram que a criação de regimes flexíveis de trabalho violam princípios constitucionais, como o da dignidade humana e do valor social do trabalho.

Plenário virtual

O tema começou a ser analisado pelo tribunal em ambiente virtual em 2022. O relator, ministro Edson Fachin, votou para invalidar as regras que viabilizaram a criação do trabalho intermitente e estabeleceram o funcionamento da modalidade.

“Ante a ausência de fixação de horas mínimas de trabalho e de rendimentos mínimos, ainda que estimados, é preciso reconhecer que a figura do contrato intermitente, tal como disciplinado pela legislação, não protege suficientemente os direitos fundamentais sociais trabalhistas”, afirmou o ministro.

A ministra Rosa Weber acompanhou Fachin nestes pontos. Os ministros Alexandre de Moraes e Nunes Marques divergiram do relator.

O ministro André Mendonça chegou a pedir destaque, para que o caso fosse a julgamento presencial. Mas, posteriormente, o pedido foi cancelado e o tema voltou ao ambiente eletrônico.

Divergência

A corrente divergente do ministro Nunes Marques alcançou maioria nesta sexta-feira. O ministro entendeu que a modalidade é um “instrumento jurídico válido a fim de abrir novas possibilidades ao trabalhador”.

“A nova modalidade de contratação tem as vantagens de promover jornadas mais flexíveis aos empregados que queiram menos tempo de trabalho e de reduzir custos das empresas, ante a diminuição do quadro de empregados fixos em tempo integral”, afirmou.

“Ressalte-se, ainda, que o trabalho intermitente não é causa necessária de redução da renda. Ao contrário, trabalhadores mais experientes podem negociar salários maiores por seus serviços mais qualificados, bem como ter mais ofertas e oportunidades de trabalho”, completou Nunes Marques.

Redação com G1

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