Briga na cúpula da Bola de Neve expõe como é realizado o esquema de arrecadação das igrejas

A situação ganha contornos ainda mais complexos quando se observa a gestão das doações feitas pelos fiéis da Bola de Neve

A pastora Denise Seixas, viúva do apóstolo Rina e ex-integrante da liderança da Igreja Bola de Neve, encaminhou uma comunicação oficial ao Ministério Público do Estado de São Paulo, após identificar indícios de irregularidades envolvendo Everton Cesar Ribeiro, ex-diretor financeiro da denominação e proprietário da empresa SIAF Solutions. A empresa é responsável por fornecer o sistema de gestão financeira para as igrejas da Bola de Neve, uma das maiores denominações evangélicas, presente em mais de 30 países. A informação foi inicialmente divulgada pelo portDe acordo com a defesa de Denise, há suspeitas de desvio de recursos financeiros, com a acusação de que Everton, eal UOL.

m colaboração com outros membros do conselho da igreja, teria tentado assumir o controle administrativo da instituição. Em resposta, Everton rebateu as alegações, negando qualquer envolvimento com práticas irregulares. Ele, inclusive, detalhou o funcionamento do sistema usado para a arrecadação de doações nas centenas de igrejas da Bola de Neve, esclarecendo como as transações financeiras são monitoradas e gerenciadas.Play Video

A acusação central é de que Everton retirou documentos e um computador da sede da igreja e, em seguida, se recusou a justificar contratos com empresas que têm vínculos com ele ou sua família. Segundo a defesa da pastora, isso dificultou a transparência financeira da organização religiosa. Em entrevista, o advogado de Everton, Aristides Zacarelli Neto, afirmou que até o momento não foi recebida qualquer notificação sobre o processo judicial e que o computador mencionado por Denise seria, na verdade, um notebook pessoal, que nunca foi requisitado formalmente pela pastora.

A situação ganha contornos ainda mais complexos quando se observa a gestão das doações feitas pelos fiéis da Bola de Neve. A defesa de Denise alega que a SIAF Solutions retinha entre 3% e 5% de cada doação feita via maquininhas de cartão, valores estes que seriam cobrados sem transparência. No entanto, Everton negou essa acusação, afirmando que a taxa praticada pela SIAF é inferior às de outras empresas do ramo, sendo administrada pelas bandeiras de cartões e instituições bancárias, e que seria impossível reter tais valores de forma pessoal.

O conselho da igreja, em nota oficial, esclareceu que, quando surgiram as primeiras denúncias contra a SIAF, foi aberto um processo interno de sindicância, sem que houvesse evidências de irregularidades. Os representantes da Bola de Neve também afirmaram que a remuneração dos serviços prestados pela SIAF é referente à operação e manutenção do software utilizado desde 2018, e que essa contratação seguiu um processo de licitação interna. Denise, no entanto, contesta essa versão, alegando que o procedimento licitatório nunca ocorreu e que ela, enquanto vice-presidente da igreja, desconhecia a contratação da empresa.

Além disso, o advogado de Everton explicou que a remuneração das maquininhas de cartão é paga pela empresa Granito Meios de Pagamento, e não pela Bola de Neve. A Granito, segundo Everton, repassa uma pequena comissão para a SIAF, mas o percentual é bem abaixo dos 3% a 5% mencionados pela defesa da pastora. A SIAF, de acordo com Everton, oferece um software que integra e centraliza a gestão das arrecadações das igrejas, facilitando o monitoramento dos recursos.

Fonte: Brasil 247

Microsoft fornece inteligência artificial para “israel” matar palestinos

Empresa se junta a Google e Amazon no apoio ao genocídio de crianças e mulheres em Gaza

Por Yuval Abraham*

A Microsoft tem uma “pegada em todas as principais infraestruturas militares” em Israel, e as vendas dos serviços de nuvem e inteligência artificial da empresa para o exército israelense dispararam desde o início de seu ataque a Gaza, de acordo com registros comerciais vazados do Ministério da Defesa de Israel e arquivos da subsidiária israelense da Microsoft.

Os documentos revelam que dezenas de unidades do exército israelense compraram serviços da plataforma de computação em nuvem da Microsoft, Azure, nos últimos meses — incluindo unidades nas forças aéreas, terrestres e navais, bem como o esquadrão de inteligência de elite, Unidade 8200. A Microsoft também forneceu aos militares amplo acesso ao modelo de linguagem GPT-4 da OpenAI, o mecanismo por trás do ChatGPT, graças à estreita parceria entre as duas empresas.

Essas revelações são o produto de uma investigação da +972 Magazine e Local Call em colaboração com o The Guardian. Baseia-se em parte em documentos obtidos pelo Drop Site News, que publicou sua própria reportagem. A investigação mostra como o exército israelense aumentou sua dependência de gigantes da tecnologia civil após 7 de outubro e ocorre em meio a protestos crescentes de funcionários de empresas de nuvem que temem que a tecnologia desenvolvida por eles tenha ajudado Israel a cometer crimes de guerra.

Unidades do Exército que revelaram estar usando serviços fornecidos pelo Azure incluem a Unidade Ofek da Força Aérea, que é responsável por gerenciar grandes bancos de dados de alvos potenciais para ataques aéreos letais (conhecidos como “banco de alvos”); a Unidade Matspen, que é responsável pelo desenvolvimento de sistemas de suporte operacional e de combate; a Unidade Sapir, que mantém a infraestrutura de TIC na Diretoria de Inteligência Militar; e até mesmo o Corpo do Advogado-Geral Militar, que é encarregado de processar palestinos e soldados infratores nos territórios ocupados.

De acordo com um documento, conforme revelado hoje pelo The Guardian, a Unidade 81, o braço tecnológico da Divisão de Operações Especiais da Diretoria de Inteligência Militar que fabrica equipamentos de vigilância para a comunidade de inteligência israelense, também recebe serviços de nuvem e suporte do Azure.

Os documentos também indicam que o sistema “Rolling Stone”, que o exército usa para gerenciar o registro populacional e o movimento de palestinos na Cisjordânia e Gaza, é mantido pelo Microsoft Azure. O Azure também é usado em uma unidade altamente classificada dentro do Gabinete do Primeiro-Ministro israelense, onde funcionários da Microsoft com autorização de segurança são obrigados a assinar e supervisionar o fornecimento de serviços em nuvem.

De acordo com os documentos, os serviços de IA que o Ministério da Defesa comprou da Microsoft incluem tradução (cerca de metade do consumo médio mensal durante o primeiro ano da guerra), o modelo GPT-4 da OpenAI (cerca de um quarto do consumo), uma ferramenta de conversão de fala para texto e uma ferramenta de análise automática de documentos. Em outubro de 2023, o consumo mensal do exército de serviços de IA fornecidos pelo Azure aumentou sete vezes em comparação ao mês anterior à guerra; em março de 2024, era 64 vezes maior.

Embora os documentos não especifiquem como as diferentes unidades do exército usam essas ferramentas de armazenamento em nuvem e IA, eles indicam que cerca de um terço das compras foram destinadas a sistemas “air-gapped” que são isolados da internet e redes públicas, fortalecendo a possibilidade de que as ferramentas tenham sido usadas para fins operacionais — como combate e inteligência — em oposição a funções simplesmente logísticas ou burocráticas. De fato, duas fontes na Unidade 8200 confirmaram que a Diretoria de Inteligência Militar comprou serviços de armazenamento e IA da Microsoft Azure para atividades de coleta de inteligência, e três outras fontes na unidade confirmaram que serviços semelhantes foram comprados da plataforma de computação em nuvem da Amazon, AWS.

Os documentos mostram ainda que o pessoal da Microsoft trabalha em estreita colaboração com unidades do exército israelense para desenvolver produtos e sistemas. Dezenas de unidades compraram “serviços de engenharia estendidos” da Microsoft, nos quais, de acordo com o site da empresa, “os especialistas da Microsoft se tornam parte integrante da equipe [do cliente]”.

Os documentos descrevem, por exemplo, que nos últimos anos a Diretoria de Inteligência Militar comprou reuniões privadas de desenvolvimento e workshops profissionais, que os especialistas da Microsoft deram aos soldados a um custo de milhões de dólares. Somente entre outubro de 2023 e junho de 2024, o Ministério da Defesa israelense gastou US$ 10 milhões para comprar 19.000 horas de suporte de engenharia da Microsoft.

Um oficial de inteligência que serviu em uma função tecnológica na Unidade 8200 nos últimos anos e trabalhou diretamente com funcionários do Microsoft Azure antes de 7 de outubro para desenvolver um sistema de vigilância usado para monitorar palestinos, disse ao +972 e Local Call que os desenvolvedores da empresa ficaram tão envolvidos que ele se referiu a eles como “pessoas que já estão trabalhando com a unidade”, como se fossem soldados.

A fonte acrescentou que, durante a fase de desenvolvimento, a equipe do Microsoft Azure compareceu a reuniões em uma base do exército para examinar a possibilidade de construir o sistema de vigilância sobre a infraestrutura de nuvem da empresa. “A ideia era que essa coisa fosse gerenciada no Azure, porque [usa] muitos dados”, disse ele.

Sete fontes do Ministério da Defesa israelense, do exército e da indústria de armas confirmaram que, desde 7 de outubro, o exército se tornou cada vez mais dependente dos serviços que compra de provedores de nuvem civis para atividades operacionais em Gaza. De acordo com fontes do exército, o espaço de armazenamento e o poder de processamento fornecidos pelas empresas de nuvem permitem que os soldados façam uso de quantidades muito maiores de informações de inteligência — e por períodos mais longos — do que poderiam manter em seus próprios servidores internos.

A Microsoft não respondeu a uma solicitação de comentário.

O “mundo maravilhoso dos provedores de nuvem”

Em 2021, o governo israelense publicou uma licitação de US$ 1,2 bilhão para o Projeto Nimbus, projetado para transferir os sistemas de informação de ministérios governamentais e órgãos de segurança para os servidores de nuvem pública das empresas vencedoras e obter acesso aos seus serviços avançados. A Microsoft foi uma das várias empresas que apresentaram uma proposta para a licitação, mas no final perdeu para a Amazon e o Google.

Apesar da derrota da Microsoft na licitação do Nimbus, o Ministério da Defesa continuou a comprar serviços da gigante da nuvem. Em particular, os documentos afirmam que a Microsoft mantém laços profundos com o Ministério da Defesa de Israel por meio do gerenciamento de projetos relacionados aos seus “sistemas especiais e complexos”, incluindo “cargas de trabalho sensíveis” com as quais nenhuma outra empresa de nuvem lida.

Em agosto de 2023, podemos revelar, o exército israelense começou a comprar o mais recente modelo de linguagem da OpenAI, o GPT-4. Esta ferramenta, à qual os militares adquirem acesso por meio da plataforma Azure em vez de diretamente da OpenAI, é capaz de analisar bilhões de informações, aprender com casos anteriores e responder a instruções faladas e escritas.

Após o início da guerra, o exército aumentou drasticamente suas aquisições do mecanismo GPT-4: desde outubro de 2023, seu consumo foi 20 vezes maior do que durante o período pré-guerra. A partir dos documentos, é impossível saber se os militares usaram GPT-4 em sistemas classificados com air-gapped ou aqueles que podem se conectar à internet.

A OpenAI não respondeu a perguntas sobre seu conhecimento de como o exército israelense usa seus produtos. Um porta-voz da empresa simplesmente disse: “A OpenAI não tem uma parceria com as FDI [Forças de Defesa de Israel].”

Nos últimos anos, a Microsoft teria investido cerca de US$ 13 bilhões na OpenAI. Em maio, um artigo no site da Microsoft declarou que as ferramentas da OpenAI têm o potencial de “mudar o paradigma” para agências de segurança e inteligência e melhorar sua precisão e eficiência. “É uma ferramenta poderosa para analisar fotografias de satélite e mapas de campo, traduzir fala e texto, oferecer interpretação e criar espaços virtuais para treinamento”, observou o artigo.

Antes de 2024, os termos da OpenAI incluíam uma cláusula proibindo o uso de seus serviços para atividades “militares e de guerra”. Mas em janeiro de 2024, enquanto o exército israelense aumentava sua dependência do GPT-4 enquanto atacava a Faixa de Gaza, a empresa silenciosamente removeu essa cláusula de seu site e expandiu suas parcerias com militares e agências nacionais de inteligência.

Em outubro, a OpenAI declarou publicamente que examinaria a cooperação com agências de segurança nos Estados Unidos e “países aliados”, acreditando que “as democracias devem continuar a assumir a liderança no desenvolvimento de IA, guiadas por valores como liberdade, justiça e respeito pelos direitos humanos”. A OpenAI também anunciou que cooperará com a Anduril, uma empresa que fabrica drones baseados em IA, enquanto foi relatado no ano passado que a Microsoft forneceu seu modelo à CIA para a análise de documentos ultrassecretos em um sistema interno fechado.

As revelações nesses documentos correspondem às declarações da Coronel Racheli Dembinsky, comandante da Unidade de Sistemas de Informação e Computação do Exército israelense (“Mamram”), que fornece processamento de dados para todo o exército. Em uma conferência perto de Tel Aviv em julho passado, como +972 e Local Call revelaram anteriormente, Dembinsky disse que as capacidades operacionais do exército foram “atualizadas” durante a guerra atual em Gaza graças ao “mundo maravilhoso de provedores de nuvem” que permitiram “eficácia operacional muito significativa”.

Isso, disse Dembinsky, foi graças à “louca riqueza de serviços, big data e IA” que os provedores de nuvem oferecem — enquanto os logotipos do Microsoft Azure, Google Cloud Platform (GCP) e Amazon Web Services (AWS) apareciam na tela atrás dela.

Em sua palestra de julho, Dembinsky explicou que o exército começou a trabalhar mais intensamente com as empresas de nuvem devido às demandas da guerra. Com o início da invasão terrestre de Gaza no final de outubro de 2023, os sistemas do exército foram sobrecarregados e “os recursos foram esgotados”. Essa escassez de espaço de armazenamento e poder de processamento, disse Dembinsky, levou a uma decisão no exército de “ir para fora, para o mundo civil”, onde era possível comprar ferramentas de IA e poder de computação “sem um teto de vidro”.

Os documentos vazados mostram que o uso médio mensal das instalações de armazenamento em nuvem do Azure pelos militares israelenses nos primeiros seis meses da guerra foi 60% maior do que nos quatro meses anteriores.

Em agosto, o porta-voz das FDI enfatizou para +972 e Local Call que “as informações confidenciais das FDI não são transferidas para provedores civis e permanecem nas redes segregadas das FDI” — embora nossa investigação na época tenha mostrado que o exército israelense havia de fato armazenado algumas informações de inteligência coletadas por meio da vigilância em massa da população de Gaza em servidores gerenciados pela AWS da Amazon.

Desta vez, o exército de Israel e o Ministério da Defesa se recusaram a comentar.

Fonte: Fepal

Cientista erradica o vírus do papiloma humano (HPV) em 29 pacientes

Avanço foi possível por meio da terapia fotodinâmica

A pesquisadora Eva Ramón Gallegos, do Instituto Politécnico Nacional do México (IPN), alcançou um marco importante na ciência ao eliminar totalmente o Vírus do Papiloma Humano (HPV) em um grupo de 29 pacientes.

Esse avanço foi possível por meio da terapia fotodinâmica, uma abordagem não invasiva que tem demonstrado grande potencial na prevenção de tumores malignos, uma das principais causas de mortalidade entre as mulheres mexicanas.

Especialistas da Escola Nacional de Ciências Biológicas destacaram que Eva Ramón Gallegos dedicou duas décadas ao estudo dos efeitos dessa terapia. Durante sua pesquisa, o tratamento foi aplicado a 420 pacientes nas regiões de Oaxaca e Veracruz, além das 29 mulheres atendidas na Cidade do México.

Os resultados preliminares obtidos nas regiões de Oaxaca e Veracruz foram promissores, e os efeitos positivos também foram observados nas pacientes da Cidade do México. Esses achados indicam que a terapia fotodinâmica pode ser uma opção eficaz para ampliar a cobertura do tratamento.

De acordo com a pesquisadora, além de combater o HPV, que é o principal fator relacionado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, essa terapia também mostrou eficácia na remoção de lesões pré-malignas em estágios iniciais da doença. Os dados revelaram que o HPV foi eliminado em 100% das pacientes que não apresentavam lesões pré-malignas, em 64,3% daquelas com o vírus e lesões, e em 57,2% das mulheres com lesões, mas sem a presença do vírus.

Fonte: CFF

CAI FORA LATINOS

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 26 de Janeiro de 2025

“Eu sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior”(Belchior)

O sonho americano terminou com pouso e desembarque em Manaus com dezenas de brasileirinhos deportados, acorrentados e algemados.
Latinos americanos são americanos, mas da linha do Equador para baixo e são alvos perfeitos da nova gestão de Donald Trump, que tomou posse como o novo Presidente dos americanos da parte cima do globo. Para Trump, extraditar é preciso e os brazuquinhas são “passageiros” dos vôos que são desovados aqui como criminosos, os mesmos que um dia acreditaram que os EUA precisavam deles. O mais importante fato é que muitos desses fugitivos do “comunismo” verde amarelo, voltam ao Brasil em seu melhor momento, onde o país tem a menor taxa de desemprego dos últimos anos, inflação controlada, PIB em alta, renda média em ascendência, por isso esses fujões podem ficar tranquilos, pois o Lula garantirá empregos para todos, perto dos parentes importantes ou não e em breve com dinheiro no banco.
Detalhe: Sem a necessidade grilhões nos tutanos e falar americanês.

A posse do Trump foi muito parecido com aquelas excursões de bairro, onde alugavam-se um ônibus Mercedes-Benz O 370 , ano 1984 sem banheiro, cobravam-se mil cruzeiros com direito a cerveja, churrasco e banho numa bica, era confusão na certa. Já nos EUA teve parlamentar com convite fake para posse, teve penetra que não conseguiu penetrar, teve fila na neve e por ali mesmo ficou, não teve foto, não teve encontro com o novo Presidente, não teve vídeo, não teve nada, mas diferente da excursão, o passeio não foi nada barato, o ônibus criou asas, o dinheiro usado, foi público e no final não teve confusão, na verdade, teve foi festança com mais de 20 parlamentares da Direitinha Golpista, dançando, bebendo, comendo na terra do Tio Sam às custas dos cofres públicos.

Sem nada a ver com tudo isso, o Brasil mostra sua força e o filme “Ainda Estou Aqui ” teve 3 indicações para o Oscar. Depois do Globo De Ouro para Fernanda Torres, o país pode ganhar seu 1° prêmio no evento mais importante do cinema. O filme tem sido aclamado pelo público, pois conta a história do desaparecimento e assassinato do deputado federal Rubens Paiva e a luta de Eunice Paiva em plena Ditadura para descobrir o paradeiro do seu marido.
Em tempos em que bilionários assumem cargos públicos nos EUA e seus gestos de agradecimento são iguais ao de Adolf Hitler na Alemanha, todo cuidado é pouco e a sétima arte pode ajudar a impedir a ascensão de novos nazistas terrestres e virtuais com seus tanques nas ruas e nas redes.
Ainda estamos aqui pra continuar combatendo esse mal.

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 215

Governo Lula determina retirada de algemas e tratamento digno a deportados dos EUA

O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou a retirada de algemas de brasileiros que foram deportados dos Estados Unidos e que estavam a bordo de uma aeronave norte-americana que pousou em Manaus na noite desta sexta-feira (24).

“Na manhã deste sábado (25), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, informou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre uma tentativa de autoridades dos Estados Unidos de manter cidadãos brasileiros algemados durante o voo de deportação para o Brasil”, informou o Ministério da Justiça.

Em nota, acrescentou que o ministério tomou conhecimento da situação dos brasileiros pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues. O voo, que tinha como destino o Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, precisou fazer um pouso de emergência em Manaus devido a problemas técnicos.

Algemas retiradas

“Por orientação de Lewandowski, a Polícia Federal recepcionou os brasileiros e determinou a autoridades e representantes do governo norte-americano a imediata retirada das algemas”, reforçou o comunicado. “O ministro destacou ao presidente o flagrante desrespeito aos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros”, acrescenta a nota.

Enfatiza que, ao tomar conhecimento da situação, Lula determinou que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse mobilizada para transportar os brasileiros até o destino final, “de modo a garantir que possam completar a viagem com dignidade e segurança.”

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública enfatiza que a dignidade da pessoa humana é um princípio basilar da Constituição Federal e um dos pilares do Estado Democrático de Direito, configurando valores inegociáveis”, concluiu a pasta no comunicado.

Também em nota, a Polícia Federal confirmou que os 88 brasileiros que estavam a bordo da aeronave norte-americana com outros deportados dos Estados Unidos chegaram a Manaus algemados.

“Os brasileiros que chegaram algemados foram recebidos e imediatamente liberados das algemas pela Polícia Federal, na garantia da soberania brasileira em território nacional e dos protocolos de segurança em nosso país. A Polícia Federal proibiu que os brasileiros fossem novamente detidos pelas autoridades americanas.”

“Os passageiros foram acolhidos e acomodados na área restrita do aeroporto. No local, receberam bebida, comida, colchões e foram disponibilizados banheiros com chuveiros”, detalha a nota.

Por determinação da Presidência da República, uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) transportará os brasileiros para o Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, na tarde deste sábado.

Os brasileiros serão acompanhados e protegidos pelos militares da FAB e policiais federais brasileiros.

FAB

A FAB informou que uma aeronave KC-30 foi destacada, após solicitação do governo federal, para prestar apoio aéreo a passageiros deportados oriundos dos Estados Unidos que aguardam o término do traslado em Manaus.

A aeronave, segundo a FAB, decolou da Base Aérea de Brasília às 13h, com pouso previsto para 14h30 no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. “O tempo de solo em Manaus dependerá de trâmites diversos a serem realizados pelos órgãos competentes”.

De acordo com o comunicado, a FAB vai disponibilizar profissionais de saúde para realizar o acompanhamento dos passageiros deportados – durante o trajeto até o destino final, o Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte.

Entenda

As operações de deportação em massa de imigrantes ilegais tiveram início poucos dias após o início do mandato do presidente norte-americano Donald Trump. Na noite da última quinta-feira (23), 538 pessoas foram detidas e centenas foram deportadas em operação anunciada pela Casa Branca.

“A administração Trump deteve 538 imigrantes ilegais criminosos”, anunciou a porta-voz Karoline Leavitt, acrescentando que centenas foram deportados em aviões do Exército norte-americano. “A maior operação de deportação em massa da história está em curso”, disse.

Ao longo da campanha presidencial, Trump prometeu conter a imigração ilegal no país, cenário classificado por ele como “emergência nacional”. Logo em seu primeiro dia na Presidência dos EUA, o republicano assinou ordens executivas destinadas a impedir a entrada de imigrantes nos Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

Bancada ruralista é contra isenção de tarifas para a baratear importação de alimentos

A proposta do governo de reduzir a tarifa de importação de alimentos para zero enfrenta forte resistência da bancada ruralista no Congresso Nacional. Após o anúncio do Ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), de que a medida está em estudo, integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) iniciaram discussões sobre o tema em grupos de WhatsApp, conforme informações da CNN Brasil.

A bancada argumenta que a isenção da tarifa pode prejudicar pequenos produtores brasileiros, aumentando a concorrência com o mercado externo, sem garantir um impacto significativo na redução de preços nos supermercados.

Um exemplo destacado é o setor cafeeiro, no qual o Brasil possui 330 mil produtores, sendo 280 mil pequenos cafeicultores, dos quais 78% têm propriedades com menos de 20 hectares.

Os representantes do agronegócio também criticam a concorrência de países que subsidiam suas produções, como ocorre em algumas nações europeias. Para os parlamentares, a prática representa uma “concorrência desleal.”

“Se as condições e custos de produção são semelhantes mundo afora, como pode um produto importado ser mais barato do que o nosso? É sinal que pagamos muitos impostos para produzir ou que os de fora têm subsídios”, declarou o deputado Zé Vitor (PL-MG).

Além disso, os parlamentares afirmam que não foram consultados pelo governo para debater a proposta, mesmo com a bancada disponível para colaborar. Eles também refutam o argumento de que o Brasil não tem oferta suficiente de alimentos.

“O descontrole na inflação é que prejudica as famílias, não o produtor rural, não o produtor de alimentos. Medidas sem debate e planejamento dificilmente alcançam os resultados esperados”, ressaltou o deputado.

Fonte: DCM

Crianças morrem de frio em Gaza, apesar do “cessar-fogo” de Israel

Conflito, inverno rigoroso e falta de ajuda humanitária agravam crise na Faixa de Gaza

Pelo menos sete crianças palestinas morreram de frio na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo entre Israel e o movimento Hamas, vigente desde 19 de janeiro. A informação foi divulgada pela Al Jazeera, com base em dados da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA). O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, já havia alertado para a gravidade da situação na região devido à combinação do inverno rigoroso e à redução no fornecimento de ajuda humanitária.

Segundo o Conselho Norueguês para Refugiados (NRC), aproximadamente um milhão de palestinos na Faixa de Gaza não possuem proteção adequada contra o frio. Até o final de novembro, apenas 285 mil pessoas deslocadas receberam materiais básicos para abrigo, enquanto cerca de 945 mil ainda necessitam de assistência. “A ajuda humanitária chegou a níveis críticos, colocando em risco a sobrevivência de milhares de famílias expostas ao inverno”, afirmou um porta-voz do NRC, em relatório divulgado recentemente.

A retomada parcial do fornecimento de suprimentos humanitários foi viabilizada após um acordo mediado por Catar, Egito e Estados Unidos. No dia 15 de janeiro, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, anunciou que as negociações garantiram um cessar-fogo entre Israel e Hamas, além da liberação de reféns na região. O pacto entrou em vigor em 19 de janeiro, permitindo algum alívio na circulação de ajuda humanitária.

A crise humanitária em Gaza

A situação humanitária na Faixa de Gaza é descrita como catastrófica por organizações internacionais. Com uma infraestrutura devastada após meses de conflito e o inverno rigoroso, a população enfrenta a falta de abrigo adequado, escassez de alimentos e suprimentos médicos. Philippe Lazzarini, da UNRWA, destacou que o sofrimento humano é imenso e que a comunidade internacional precisa agir com urgência. “Sem uma resposta robusta e coordenada, a situação só irá piorar”, declarou Lazzarini.

A comunidade internacional tem enfrentado desafios para levar assistência à região, em grande parte devido às restrições impostas pelo bloqueio israelense, agravado pelas ações de grupos armados locais. A UNRWA e outras agências humanitárias apelam para um esforço conjunto, destacando que a situação na Faixa de Gaza não é apenas uma crise humanitária, mas também uma questão de direitos humanos.

Cessar-fogo e desafios futuros

Embora o cessar-fogo tenha permitido avanços na entrada de ajuda, analistas apontam que uma solução de longo prazo dependerá de negociações mais amplas envolvendo as partes do conflito. Enquanto isso, milhões de palestinos continuam vivendo em condições extremas, com crianças sendo as principais vítimas da falta de abrigo e segurança.

A crise atual reforça a necessidade de uma solução política para o conflito israelense-palestino, além de um compromisso internacional com a proteção de populações vulneráveis em zonas de guerra. Como destacou a Al Jazeera, o papel de mediadores internacionais como o Catar tem sido crucial, mas insuficiente para mitigar a profundidade da tragédia humanitária em Gaza.

Fonte: Brasil 247

‘Emendas PIX’: ONG de Maceió recebe R$ 26 milhões de políticos do DF

Deputados e senadores da bancada do Distrito Federal (DF) destinaram duas emendas parlamentares, que somam R$ 26,6 milhões, ao Instituto Econacional de Desenvolvimento, uma ONG com sede no centro de Maceió, em Alagoas, localizada a 1,5 mil quilômetros de Brasília. 

O empenho das verbas foi formalizado no dia 19 de dezembro, mas o vínculo da organização com a Prefeitura de Maceió e a ausência de estrutura no DF têm gerado questionamentos, como revelou a coluna Paulo Capelli, do Metrópoles.

O endereço da ONG funciona, na verdade, como o Centro de Atendimento e Cuidados ao Servidor Público (CACs), inaugurado em setembro de 2023 pela Prefeitura de Maceió. 

O espaço oferece serviços como pilates, fisioterapia motora, psicologia, nutrição, reeducação financeira e educação física voltados para servidores públicos municipais e seus dependentes, incluindo crianças autistas. A inauguração contou com a presença do prefeito João Henrique Caldas (PL), conhecido como JHC, que destacou o local como um “equipamento público de qualidade”.

A verba destinada ao Instituto Econacional visa implementar dois projetos no Distrito Federal voltados para mulheres. O primeiro, com emenda de R$ 15 milhões, pretende capacitar 6 mil mulheres para aumentar sua empregabilidade e autonomia econômica no mercado de trabalho. Já o segundo, de R$ 11,6 milhões, tem como objetivo capacitar 12 mil mulheres empreendedoras para fortalecer negócios já existentes, reduzir desigualdades sociais e digitais e fomentar a economia criativa.

Entretanto, as atividades da Econacional no DF permanecem obscuras. O diretor-administrativo da ONG e funcionário do CACs Éverson Pontes, afirmou que a instituição foi contratada pela prefeitura para gerir o centro em Maceió, mas não soube explicar quais projetos serão realizados no DF nem se há estrutura ou equipe na região. Ele indicou o presidente da ONG, Ramalho Souza Alves, como a pessoa responsável por responder às perguntas, mas Alves não retornou o contato.

Além disso, um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) publicado em janeiro apontou que o site da ONG “não possui informações a respeito da transparência da execução de recursos públicos recebidos”. Nas redes sociais da Econacional, todas as postagens fazem referência ao CACs em Maceió, e não há menção a outros projetos ou atuação em Brasília.

Questionado sobre a escolha da ONG, o deputado Rafael Prudente (MDB), líder da bancada do DF, afirmou que foi baseada no “histórico de serviços prestados ao DF”, mas não detalhou quais seriam esses serviços. Ele defendeu que os projetos buscam capacitar mulheres e promover sua inclusão no mercado de trabalho e no empreendedorismo, beneficiando milhares de pessoas no Distrito Federal.

A destinação de recursos para uma ONG vinculada à Prefeitura de Maceió, sem comprovação de atividades no DF, segue levantando dúvidas sobre a aplicação dos valores e o impacto dos projetos. O espaço para esclarecimentos segue aberto.

Fonte: Cada Minuto

Certidão de óbito de Rubens Paiva é corrigida para atribuir morte à ditadura

Resolução do CNJ obrigou a revisão de atestados de 434 mortos e desaparecidos durante a ditadura militar. Novo texto diz que morte foi “não natural, violenta” e causada pelo Estado brasileiro.

A certidão de óbito do ex-deputado federal Rubens Paiva foi corrigida nesta quinta-feira (23/01), passando a informar que sua morte foi “não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população identificada como dissidente política do regime ditatorial instaurado em 1964”.

Rubens Paiva foi dado como desaparecido em 20 de janeiro de 1971, e sua história foi amplamente divulgada com a publicação do livro Ainda estou aqui, escrito por seu filho, Marcelo Rubens Paiva. A obra foi adaptada pelo longa-metragem homônimo dirigido por Walter Salles, que agora concorre ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional, e sua protagonista, Fernanda Torres, ao de Melhor Atriz.

Da versão anterior do documento, de 1996, constava apenas o status de desaparecido. A nova emissão foi conquistada graças a anos de luta judicial de sua viúva, Eunice Paiva, que buscava um reconhecimento oficial da participação do Estado brasileiro na morte do ex-parlamentar.

Paiva foi torturado e morto nas dependências do Destacamento de Operações Internas (DOI). A retificação do documento aconteceu na mesma data em que Paiva teria morrido, além de coincidir com o dia em que o filme Ainda estou aqui foi oficialmente indicado ao Oscar.

Em 2014, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro denunciou cinco militares pela morte de Rubens Paiva, acusando-os de crimes como homicídio doloso qualificado e ocultação de cadáver. O processo permaneceu parado até 2021, quando foi enviado ao STF, e agora aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Resolução do CNJ obrigou mudança

O novo trecho foi estabelecido por uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), publicada em 16 de dezembro de 2024, que obriga a atualização ou a produção da certidão de óbito de 434 mortos e desaparecidos durante a ditadura militar.

Desse total, 202 certidões de óbito de vítimas da ditadura serão corrigidas. Em muitos casos, o óbito era registrado como “natural” ou decorrente de suicídio. Os cartórios também deverão produzir o atestado para 232 desaparecidos políticos que nunca tiveram confirmação oficial de sua morte.

Essa revisão atende recomendações da Comissão Nacional da Verdade (CNV), acatadas pelo CNJ e pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. A entrega dos novos documentos aos familiares será feita pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), em evento oficial.

O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, declarou que a medida representa “um acerto de contas legítimo com o passado”

Fonte: DW

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