Treze policiais são afastados por ter jogado um homem do viaduto em SP

Segundo fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP), dois sargentos e onze cabos e soldados estão sendo ouvidos sobre o caso e ficarão afastados das ruas até o fim das investigações. Eles pertencem 24° Batalhão da PM, localizado em Diadema, na Grande SP.

A Corregedoria da Polícia Militar afastou das ruas treze policiais envolvidos direta ou indiretamente no episódio em que um agente jogou um homem dentro de um rio na região de Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo. 

Coisas para fazer perto de São Paulo

O caso aconteceu na madrugada desta segunda-feira (2) e gerou enorme repercussão entre as autoridades paulistas.

Segundo fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP), dois sargentos e onze cabos e soldados estão sendo ouvidos sobre o caso e ficarão afastados das ruas até o fim das investigações.

Eles pertencem 24° Batalhão da PM, localizado na cidade de Diadema, na Grande SP, e ficarão cumprindo expediente na Corregedoria pelo tempo que o comando julgar necessário.

Coisas para fazer perto de São Paulo

Segundo as apurações iniciais, durante uma abordagem, os policiais deram ordem de parada a duas pessoas que trafegava em uma moto. Os rapazes fugiram e os PMs, então, iniciaram uma perseguição que terminou com a captura da dupla e um deles jogado no rio por um dos policiais.

A Corregedoria apurou até o momento que um dos homens parados chegou a ser levado para a delegacia. Ele é, neste momento, a principal testemunha da investigação.

Aos investigadores, essa testemunha afirmou que o homem jogado da ponte está vivo.

Os integrantes da Corregedoria estão atrás dele, tentando localizá-lo para ouvi-lo oficialmente.

Na abordagem, todos os PMs usavam câmeras corporais e se gravaram. Essas imagens serão usadas pelos investigadores para entender os detalhes da ocorrência.

Por enquanto, não houve pedido de prisão para nenhum dos policiais envolvidos.

Repercussão

O governador Tarcísio de Freitas e o secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite — Foto: Rogério Cassimiro/Secom/GESP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse, em uma rede social, que o policial militar que “atira pelas costas” ou “chega ao absurdo de jogar uma pessoa da ponte” não está à altura de usar farda. Disse ainda que o caso será investigado e “rigorosamente” punido.

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PL), também criticou a ação do policial militar. “Anos de legado da PM não podem ser manchados por condutas antiprofissionais. Policial não atira pelas costas em um furto sem ameaça à vida e não arremessa ninguém pelo muro. Pelos bons policiais que não devem carregar fardo de irresponsabilidade de alguns, haverá severa punição”, escreveu.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa – principal representante do Ministério Público paulista, também emitiu uma nota pública de repúdio à cena, e disse que as imagens são “estarrecedoras e absolutamente inadmissíveis”.

Ele afirmou que já designou que o Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (GAESP) integre as investigações a fim de “punir exemplarmente” os policiais envolvidos na abordagem.

“Estarrecedoras e absolutamente inadmissíveis! Não há outra forma de classificar as imagens do momento no qual um policial militar atira um homem do alto de uma ponte, nesta segunda-feira. Pelo registro divulgado pela imprensa, fica evidente que o suspeito já estava dominado pelos agentes de segurança, que tinham o dever funcional de conduzi-lo, intacto, a um distrito policial para que a ocorrência fosse lavrada”, disse Paulo Sérgio de Oliveira e Costa.

E acrescentou:

“Somente dentro dos limites da lei se faz segurança pública, nunca fora deles. Assim, esta Procuradoria-Geral de Justiça determinará, ainda nesta terça-feira (3/12), que o Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (GAESP) associe-se ao promotor natural do caso para que o MPSP envide todos os esforços no sentido de punir exemplarmente, ao fim da persecução penal, os responsáveis por uma intervenção policial que está muito longe de tranquilizar a população.”

Flagrante

O flagrante do policial militar jogando um homem do alto de uma ponte foi revelado nesta segunda (3) pelo g1 e pela TV Globo.

Pelas imagens, é possível ver um policial levantando uma moto que está no chão. Um segundo e um terceiro policial se aproximam. Depois, o primeiro PM encosta a moto perto da ponte. Um quarto policial chega segurando o homem pela camiseta azul, que seria o motociclista abordado. Ele se aproxima da beirada da ponte e joga o homem no rio.

De a acordo com informações da Polícia Militar, os agentes seriam do 24º BPM de Diadema, na Grande São Paulo, e teriam perseguido a moto até a Zona Sul de São Paulo, na Cidade Ademar.

O agente que arremessou o homem é da Rondas Ostensivas com Apoio de Motos (Rocam). A vítima não morreu, mas não há informações sobre o seu estado de saúde.

O ouvidor das polícias, Cláudio Silva, afirmou à TV Globo que vai pedir o afastamento imediato dos oficiais envolvidos no caso. “Tanto do policial que pratica o ato quanto dos outros, que estavam ali e de certa forma não atuaram para que aquilo não ocorresse, ou não informaram as autoridades que aquele policial tinha feito aquele ato.”

“É algo muito grave e sem qualquer fundamento, nenhuma legalidade. É mais um daqueles e daquelas que ainda acham que a injustiça vai prevalecer. Há uma crença hoje na polícia de São Paulo de que os policiais poderão praticar qualquer atrocidade ou anormalidade por serem policiais e isso vai ficar por isso mesmo”, afirma o ouvidor.

“A gente precisa mudar essa perspectiva porque senão os casos graves vão continuar ocorrendo e, talvez, a tendência seja até piorar”, finaliza.

O que diz a SSP

Policial militar joga suspeito dentro de um rio na Zona Sul de São Paulo durante abordagem a madrugada desta desta segunda-feira (2). — Foto: Reprodução

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “a Polícia Militar repudia veementemente a conduta ilegal adotada pelos agentes públicos no vídeo mostrado”.

Segundo a SSP, “assim que tomou conhecimento das imagens, a PM instaurou um inquérito policial militar (IPM) para apurar os fatos e responsabilizar os policiais envolvidos nessa ação inaceitável”.

“Todos os policiais que estavam em serviço na área identificada foram convocados e já estão sendo ouvidos. A instituição reitera seu compromisso com a legalidade, sem tolerar qualquer desvio de conduta”, finaliza o comunicado.

A Corregedoria da PM apura as circunstâncias do caso e, até a última atualização desta reportagem, ninguém foi afastado.

Fonte: Macajuba Acontece

Moraes manda prender radialista que o provocou

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a prisão do radialista Roque Saldanha (foto em destaque). Na última terça-feira (26/11), o homem, que chegou a ser preso por tentativa de golpe de Estado nos atos do 8 de Janeiro, postou um vídeo nas redes sociais em que mostra a tornozeleira eletrônica quebrada.

No vídeo, Saldanha também provoca Moraes dizendo que o ministro “não é homem” e que deveria “enfiar a tornozeleira no cu”.

O processo de Saldanha tramita em segredo de Justiça, mas a reportagem apurou que o mandado de prisão foi expedido na segunda-feira (25/11), antes da divulgação do vídeo.

Prisão

Saldanha foi preso em janeiro de 2023 acusado de articular atos criminosos. Nas redes sociais, de acordo com o processo, ele publicava convocações e incentivos a “atos violentos e atentatórios ao Estado Democrático” e aos ministro do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Morador de Governador Valadares (MG), ele foi solto em 24 de janeiro do ano passado, mas com a tornozeleira eletrônica.Play Video

No vídeo em que confronta Moraes, ele afirma que a tornozeleira estava “cozinhando” a perna dele. Saldanha diz que o ministro “sabia disso e todo dia ficava com essas palhaçadas pedindo documento”.

“Tu deveria era criar vergonha na cara e aprender a virar homem, rapaz. […] O senhor é safado. […] Estado de direito é o cu do senhor. O senhor pega essa tornozeleira, abre seu cu e enfia dentro, rapaz”, completou o radialista.

Violação de medidas cautelares

Em 24 de novembro, o Supremo identificou que, em várias datas, Saldanha violou as medidas cautelares impostas. Além de sair do perímetro delimitado pelo STF, o suspeito teria deixado a bateria da tornozeleira acabar.

Por isso, Moraes pediu a prisão preventiva de Saldanha. O pedido teria sido o estopim para o radialista gravar e publicar o referido vídeo.

Fonte: Metrópoles

PM mata motociclista com um tiro ao se recusar a pagar corrida de R$ 7

Um motociclista de aplicativo foi assassinado por um policial militar ao fim de uma corrida, neste domingo (1º), em Camaragibe, no Grande Recife. O policial, identificado como Venilson Cândido da Silva, 50 anos, teria se recusado a pagar o valor de R$ 7 pela corrida, o que gerou conflito com o motociclista. Thiago Fernandes da Silva, 23, morreu no local.

Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento do crime. No registro, é possível ver o PM atirando na vítima em meio à discussão. Minutos depois do disparo, Venislson tentou fugir, mas foi localizado em um ônibus nas proximidades.

O agente foi espancado por populares, que usaram capacetes de moto para a agressão, até ser socorrido pela Polícia Militar. A Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que o PM foi levado até um hospital, mas não especificou a unidade, nem o estado de saúde do criminoso. 

O caso é investigado pela 10ª Delegacia de Homicídios de Pernambuco. A Polícia Militar local (PMPE) iniciou um processo administrativo interno, que pode resultar na expulsão do policial da corporação.

Fonte: O Dia

Em Alagoas, menos de 18% da população tem saneamento básico

Alagoas conta com três empresas privadas no setor de prestação de serviços de água e de esgoto para atender a população, além da Casal que ainda é responsável pelos serviços de saneamento em 77 municípios. Apesar da quantidade de concessionárias, os números sobre saneamento básico ainda estão longe do ideal.

O estado ainda trava uma luta para conseguir levar os serviços de água e esgotamento sanitário para os mais 3,3 milhões de habitantes que vivem no estado. Deste total, mais de 2,6 milhões de pessoas não são atendidas com coleta de esgoto.
Faltam ainda passos largos para universalizar o saneamento básico. Pelo menos é o que apontam os dados presentes no Painel Saneamento Brasil. Segundo os números 74,1% da população alagoana é abastecida com água potável e somente 17,9% conta com coleta de esgoto.

Além disso, apenas 20,5% do esgoto produzido é tratado – índice inferior à média nacional de 51,2%. O estado do nordeste brasileiro ainda enfrenta dificuldades em controlar as perdas na distribuição, no qual, 46,9% do recurso hídrico é perdido antes de chegar nas residências.

Conforme o estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil “Avanços do Novo Marco Legal do Saneamento Básico”, relatório que tem como intuito acompanhar o estágio de implantação e os potenciais ganhos socioeconômicos suscitados pela Novo Marco, nos últimos três anos (período de vigência do Novo Marco Legal do Saneamento) ocorreram processos licitatórios significativos no setor de saneamento.

Sendo assim, Alagoas tem alinhado entre as prioridades na agenda pública a universalização do saneamento. O acesso pleno aos serviços básicos impactará positivamente na melhoria da qualidade de vida dos habitantes e, resultará em significativos ganhos econômicos para a localidade.

Entre as capitais, Maceió avança lentamente para cumprir com as metas de universalização do saneamento básico do marco legal aprovado em 2020, que propõe que até 2033, 99% da população brasileira tenha acesso a água potável e 90% com coleta e tratamento de esgotos.

A capital Maceió tem 71% da população sem acesso a esgoto. Conforme o Instituto Trata Brasil, o investimento da capital alagoana é o 7º menor do Nordeste, estando acima apenas dos valores aplicados em saneamento básico em João Pessoa (PB) de R$ 46,05 habitante/ano e São Luís (MA) de R$ 48,83. Em Fortaleza (CE) a média de investimento é R$ 125,27, em Recife (PE) R$ 116,60, em Salvador (BA) 97,67, Teresina (PI) R$163,08, Natal (RN) 217,44 e Aracaju (SE) 147,40.

No Ranking de 2023, Maceió ocupava a posição nº 93 entre os 100 municípios com a situação de saneamento básico analisada. Este ano, a cidade aparece no ranking em 89º lugar, uma variação positiva de quatro lugares em relação ao ranking anterior, porém um crescimento acanhado.

Segundo os dados do Ranking do Saneamento 2024,  Maceió apresentou melhor desempenho em oferta de água potável aos habitantes, com 86,91% da população sendo atendida. Já no indicador de atendimento de esgoto, apenas 28,10% da população tinha acesso. Segundo o Ranking 2024, apenas 31,9% dos esgotos da cidade recebem tratamento.

Empresa diz que dados mostram avanço na capital

A BRK atende os 13 municípios da Região Metropolitana de Maceió, dez dos quais com concessão compartilhada com a Casal. Segundo a BRK, foi em 2024, pela primeira vez, após cinco anos consecutivos, que a capital alagoana apresentou um avanço no ranking de saneamento dos municípios brasileiros, subindo quatro posições.

A cobertura da rede de esgotamento sanitário também deve atingir 90% da população até 2037, pelo menos essa é a previsão contratual.

Os dados, divulgados pelo Trata Brasil, em março deste ano, são referentes a 2022 – período em que a concessionária havia completado cerca de um ano de atuação na Região Metropolitana de Maceió.

Para a BRK, o resultado reflete os investimentos significativos feitos pela empresa na infraestrutura de saneamento básico. A BRK atende mais de 1 milhão de pessoas na Região Metropolitana de Maceió.

A meta da companhia, que tem uma concessão de 35 anos, é universalizar o serviço de água até 2027, reduzindo as perdas para no máximo 25% em 20 anos.

Ainda conforme a BRK, em 2020, apenas 27% da Região Metropolitana de Maceió tinha acesso aos serviços de coleta e tratamento de esgoto.

Fonte: Tribuna Hoje

Greve na PepsiCo por fim da escala 6×1 é encerrada com acordo sobre folga aos sábados

Os funcionários da fábrica da PepsiCo em Itaquera, na zona leste de São Paulo, aceitaram a proposta da empresa para o fim da paralisação que teve início no domingo (24). O acordo foi feito em um audiência realizada nesta segunda-feira (2), no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região).

O Stilasp (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Laticínios e Alimentação de São Paulo) aceitou uma escala de trabalho com um sábado livre por mês. As horas serão compensadas nos outros dias, e a jornada de trabalho passará a ser acrescida de 20 minutos.

O acordo também prevê que os dias de greve não sejam descontados e que sejam concedidos 45 dias estabilidade aos trabalhadores. Nesse período, só é permitida demissões por justa causa.

Para a planta de Sorocaba, uma outra audiência realizada nesta segunda (2) perante o TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região) adiou para quarta-feira (4) a apresentação de um novo acordo para a fábrica do interior. O sindicato quer que uma proposta idêntica à de Itaquera seja apresentada.

No início da greve, os funcionários pediam o fim da escala 6×1, com descanso apenas aos domingos, e a adoção da escala 5×2, com folgas também aos sábados. A empresa fez uma contraproposta, sugerindo uma jornada de 12 horas de trabalho por dois sábados seguidos para que os funcionários pudessem ter uma folga no sábado seguinte, o que foi negado.

Uma “clausula de paz” que previa o retorno das atividades na planta de Itaquera foi proposta na terça-feira (26), mas também foi recusada pelos trabalhadores. Contudo, conforme a ata da audiência, 60% dos trabalhadores já haviam retornado ao trabalho até esta segunda (2). Segundo o Stilasp, cerca de 600 funcionários estiveram em greve na unidade de Itaquera, e 700, em Sorocaba.

O QUE DIZ A PEPSICO

Em nota, a empresa reafirmou a legalidade da escala 6×1 e disse que o novo acordo passará a vigorar em 1º de janeiro de 2025. Para a PepsiCo, a resolução é “fruto do diálogo e do processo de negociação conduzido pela companhia em busca de um equilíbrio entre todas as partes envolvidas”. Além disso, ela “reafirma o seu compromisso e respeito com as pessoas, sempre baseada em relações éticas e responsáveis, que orientam as suas decisões.”

Fonte: MSN

Israel assassina 14 palestinos no norte de Gaza e ordena evacuações no sul

Ataques militares israelenses mataram pelo menos 14 palestinos em toda a Faixa de Gaza nesta terça-feira, a maioria deles na cidade de Beit Lahiya, no extremo norte, disseram os médicos, enquanto o Exército de Israel emitia novas ordens de retirada no sul do pequeno enclave.

Os médicos disseram que oito pessoas foram mortas em uma série de ataques em Beit Lahiya, enquanto outras quatro foram mortas em outros locais da Cidade de Gaza.

Mais tarde, um ataque aéreo israelense matou duas pessoas e feriu outras em Jabalia, o maior dos oito campos de refugiados históricos de Gaza, no norte da Faixa de Gaza, segundo os médicos.

O Exército israelense tem operado em Jabalia e também nas cidades de Beit Lahiya e Beit Hanoun desde outubro. Suas forças mataram centenas de militantes nos três locais desde o início da operação, segundo o Exército.

O Hamas, o grupo militante palestino que tem governado Gaza, e o braço armado da Jihad Islâmica disseram que seus combatentes mataram vários soldados israelenses em emboscadas durante o mesmo período.

Os palestinos acusaram o Exército israelense de tentar expulsar a população do extremo norte de Gaza com retiradas forçadas e bombardeios para criar uma zona de amortecimento. O Exército nega isso e diz que voltou para lá para evitar que os combatentes do Hamas se reagrupassem em uma área da qual já os havia retirado anteriormente.

O Serviço Civil de Emergência da Palestina disse que suas operações em Jabalia, Beit Lahiya e Beit Hanoun foram interrompidas por quase quatro semanas devido aos ataques israelenses contra suas equipes e à escassez de combustível.

Na terça-feira, o governo disse que 13 dos 27 veículos no centro e no sul da Faixa de Gaza também estavam fora de operação devido à falta de combustível. Segundo a organização, 88 membros do Serviço de Emergência Civil foram mortos, 304 feridos e 21 detidos por Israel desde o início da guerra.

Fonte: Brasil 247

Vídeo vergonhoso da Marinha atacando civis causa onda de revolta

A divulgação de um vídeo institucional pela Marinha do Brasil no último domingo (1º) gerou uma onda de críticas nas redes sociais. A peça, com duração de 1 minuto e 16 segundos, contrapõe cenas de militares em treinamento árduo e missões a momentos de lazer de civis, acompanhada da provocação: “Privilégios? Vem para a Marinha.” A mensagem veio à tona poucos dias após o anúncio do pacote de ajuste fiscal do governo Lula, que incluiu mudanças nos benefícios previdenciários das Forças Armadas.

As críticas apontam para a insinuação de que somente os militares trabalham, ignorando a realidade de outras profissões igualmente exigentes e mal remuneradas, como garis, agricultores e operários. “Para a Marinha, não existe classe trabalhadora. Os civis são um bando de turistas no Brasil, enquanto eles fazem tudo”, escreveu o professor universitário Piero Leirner, no X.

Já João Amoêdo, fundador do partido Novo, disse que a Marinha deveria apagar o vídeo e pedir desculpas o quanto antes aos “brasileiros que trabalham muito para pagar todas as contas públicas, inclusive a realização desse vídeo.”

“Esse vídeo da Marinha para pressionar o governo contra cortes de privilégios e valorizar a instituição tem para mim o efeito contrário. Deveriam exclui-lo o quanto antes e pedir desculpas aos brasileiros que trabalham muito para pagar todas as contas públicas, inclusive da realização desse vídeo”, afirmou Amoêdo

O pacote do governo Lula prevê mudanças como o estabelecimento de uma idade mínima de 55 anos para a aposentadoria de militares, o fim da chamada “morte ficta” — que permite pensão para famílias de militares expulsos — e a implementação de uma contribuição fixa para o Fundo de Saúde. As alterações, segundo a equipe econômica, podem gerar economia de R$ 1 bilhão por ano, promovendo maior equilíbrio fiscal e justiça social.

Anistia

O vídeo também reacendeu o debate sobre o comportamento das Forças Armadas diante das reformas e sua relação com a democracia. Após o indiciamento de 25 militares pela Polícia Federal (PF), acusados de envolvimento em uma tentativa de golpe em 2022, a postura da Marinha, em especial, tem sido alvo de questionamentos. Enquanto os comandantes do Exército e da Aeronáutica rejeitaram apoiar o plano golpista na época, a Marinha teria mantido tanques “prontos para ação”, conforme relatório da PF.

O vídeo parece ser mais do que uma peça de recrutamento: é uma provocação política. Uma força que flerta com a subversão da Constituição deveria agir com mais humildade“, afirmou o colunista Leonardo Sakamoto, do UOL.

A exibição do material ocorre em um momento em que lideranças militares buscam anistia para integrantes das Forças Armadas indiciados pelos atos de 2022. O tema da anistia já vinha ganhando espaço nos bastidores políticos, mas a divulgação do vídeo trouxe novamente à tona a necessidade de revisões legislativas que garantam que militares permaneçam distantes da política.

Críticos afirmam que é hora de acabar com privilégios, punir golpistas e reforçar o papel constitucional das Forças Armadas, que deveria ser proteger a nação, e não defender benefícios corporativos ou sustentar ideais antidemocráticos.

Fonte: DCM

PM executa homem negro com 11 tiros nas costas em São Paulo

Um homem de 26 anos foi morto com tiros nas costas disparados por um policial militar de folga em frente a um mercado no Jardim Prudência, na zona sul de São Paulo. O caso ocorreu por volta das 22h40 do dia 3 de novembro.

Imagens de câmeras de segurança mostram toda a ação. O caso foi divulgado inicialmente pelo G1 e confirmado pela reportagem.

O homem morto foi identificado como Gabriel Renan da Silva Soares, 26. Ele foi atingido pelo PM Vinicius de Lima Britto, 24. Em depoimento, o agente disse que agiu em legítima defesa.
Policial (de preto, na porta do mercado) atira em Gabriel Renan da Silva Soares (de casaco vermelho)

A imagem mostra uma cena noturna em uma área externa, capturada por uma câmera de segurança. Há várias pessoas visíveis, algumas usando capas de chuva, e um motociclista ao lado de uma moto. Segundos antes de ser baleado, Soares havia furtado produtos de limpeza de uma das gôndolas do mercado Oxxo na avenida Cupecê, 1.677.

As imagens das câmeras mostram quando Soares entrou no mercado e passou pelo policial, que estava no caixa -como o agente estava de folga, ele não estava fardado. O jovem foi até os fundos do estabelecimento e pegou quatro pacotes de sabão para lavar roupa.

Ele então tentou fugir correndo pela entrada da loja, mas escorregou em um papelão na saída. O PM, que estava de costas se virou para Soares, que estava na calçada, e atirou diversas vezes sem dar chance de defesa.

Soares morreu no local. Em sua carteira foram encontrados um cartão do SUS e uma nota de um dólar.

Procurada, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) disse em nota que o PM está afastado das atividades operacionais. “O caso segue sob investigação pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As imagens mencionadas foram captadas, juntadas aos autos e estão sendo analisadas para auxiliar na apuração dos fatos”.

Ainda de acordo com a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), familiares do jovem morto foram ouvidos e diligências estão em andamento para identificar a testemunha que esbarrou em Soares durante sua fuga do estabelecimento comercial, momentos antes de ser alvejado.

No âmbito administrativo, a Polícia Militar acompanha as investigações que, caso encontrem irregularidades na conduta, podem resultar na exclusão de Britto. A reportagem não localizou a defesa do policial.

Segundo o boletim de ocorrência, o PM fazia compras no mercado quando presenciou o furto no local. Em seu depoimento, Britto disse ter atirado porque Soares teria afirmado estar armado e colocado a mão por baixo da blusa. Por isso, ele afirmou que agiu em legítima defesa ao atirar.

Durante perícia no local foram achados 11 ferimentos pelo corpo de Soares. Eles são listados no BO: três no tórax, dois no dedo anelar da mão esquerda, um no antebraço esquerdo, um na região auricular direita, três no antebraço direito e um no rosto.

Outros clientes estavam no estabelecimento naquele momento, que continuou funcionando apesar do corpo. Um funcionário prestou depoimento e reforçou a versão apresentada no boletim de ocorrência de que Soares afirmou estar armado antes de ser atingido.

De acordo com o mesmo funcionário, Soares teria ido ao mercado mais cedo naquela data e furtado caixas de café e bolachas. Os furtos por ele, ainda de acordo com o depoimento, seriam comuns na unidade.

“Ele tinha 11 perfurações no corpo, sendo perfurações na cabeça, no tórax, na mão, nos braços, que não condizia com nada disso que ele [policial] estava falando”, disse Fatima Taddeo, tia de Soares.

Advogada, ela pediu no processo que as imagens das câmeras do interior e exterior da loja fossem anexadas ao processo, o que ocorreu. “Essas imagens apareceram mostrando que realmente o depoimento dele foi falso, porque para gente já não fazia sentido uma legítima defesa com 11 tiros”, acrescentou.

Para ela, a versão de legítima defesa não condiz com o furto, crime praticado sem violência ou grave ameaça. Ela disse que o sobrinho era usuário de drogas.

“Até o dia em que ele foi sepultado ainda tinha essa narrativa de que ele era um suspeito de tentar roubar e foi morto por um policial herói, o policial herói que salvou a sociedade desse elemento”, disse Fatima.

“E está bem claro que não, que [o policial] se acha com o poder de julgar, condenar e executar e fica por isso mesmo. A gente não pode aceitar que a vida dele [Gabriel] valia três embalagens de produto de limpeza.”

Fonte: Jornal de Brasília

Ex-ministro da Defesa de Israel acusa governo Netanyahu de cometer crimes de guerra em Gaza

Moshe Yaalon, que antes pertenceu ao partido Likud e renunciou ao cargo ministerial por divergências com o premiê, afirmou que exército israelense está ‘limpando território dos árabes’

O ex-ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, acusou o exército israelense liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de cometer crimes de guerra e limpeza étnica na Faixa de Gaza. Uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano The New York Times neste domingo (01/12) tratou a situação como “uma rara crítica de um membro do establishment de segurança em tempos de guerra”.

“O caminho que eles estão nos arrastando é ocupar, anexar e limpar etnicamente. Olhe para a faixa norte”, disse Yaalon em entrevista ao canal privado DemocratTV. Questionado sobre a avaliação do uso do termo “limpeza étnica”, respondeu que “não há mais Beit Lahia, não há mais Beit Hanoun, o exército intervém em Jabalia e, na realidade, estão basicamente limpando o território dos árabes”.

O norte de Gaza, onde incluem as áreas mencionadas por Yaalon, tem sido uma das regiões mais atingidas pelas forças israelenses desde 7 de outubro de 2023. Mais de 44 mil palestinos foram massacrados e mais de 1,9 milhão foram deslocados partir da intensificação das operações militares coordenadas por Tel Aviv no enclave.

Moshe Yaalon, de 74 anos, atuou como chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses durante a segunda intifada, e como ministro da Defesa de Netanyahu na guerra de 2014 em Gaza. Em 2016, decidiu pela renúncia devido a divergências com o premiê e, desde então, tornou-se um crítico da autoridade israelense. 

Os comentários de Yaalon provocaram reações condenatórias dos aliados de Netanyahu. O ministro da Segurança Nacional de extrema direita, Itamar Ben Gvir, afirmou ser uma “vergonha” para Israel “ter tido uma figura (como Yaalon) como chefe do Exército e ministro da Defesa”.

O partido Likud de Netanyahu, ao qual Yaalon pertenceu, criticou seus “comentários vazios e desonestos”, chamando-os de “um prêmio para o Tribunal Penal Internacional e para os inimigos de Israel”.

A declaração foi em referência aos mandados de prisão emitidos pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Netanyahu e seu ex-ministro da Defesa Yoav Gallant, por cometimento de crimes de guerra e contra a humanidade em Gaza.

De acordo com o NYT, as declarações de Yaalon foram “surpreendentes”, uma vez que elas ocorrem em um momento que “israelenses de todo o espectro político se uniram em sua oposição à emissão de mandados pelo TPI para Netanyahu e Gallant”.

Fonte: Ópera Mundi

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