Reino Unido deportou mais de 600 brasileiros em voos ‘secretos’

Mais de 600 brasileiros foram deportados do Reino Unido em 3 voos realizados entre agosto e setembro de 2024. Segundo o jornal The Guardian, 109 crianças estavam entre os repatriados. O veículo descreveu as operações como “secretas” e afirmou que o número representa um recorde de deportações para uma única nacionalidade.

Os voos ocorreram em um intervalo de menos de 2 meses, com origem no Reino Unido e destinos no Brasil não especificados:

9 de agosto: 205 brasileiros deportados, incluindo 43 crianças;

23 de agosto: 206 pessoas, sendo 30 crianças;

27 de setembro: 218 deportados, entre eles 36 crianças.

Ao Poder360, o Itamaraty negou que os retornos tenham sido deportações, afirmando que ocorreram de forma voluntária, por meio do Programa de Retorno Voluntário (Voluntary Returns Service – VRS). Segundo o órgão, o programa oferece passagens aéreas e apoio financeiro aos migrantes que desejam retornar a seus países de origem, facilitando sua reintegração em suas cidades natais.

Já o governo britânico declarou ao Guardian que as ações fazem parte de um reforço nas políticas de combate à migração irregular.

Fonte: Poder 360

LULA CONTRA O MERCADO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 01 de Dezembro de 2024

O tão esperado corte de gastos do Governo chegou, mas o anúncio do Ministro da Economia, Haddad , deixou o tal “mercado” com o punhal verde e amarelo bastante afiado e sem titubear os “jênios” partiram para o golpe fazendo o dólar chegar na casa dos 6 reais. Não só de golpe de Estado vive o Brasil, mas, volta e meia, marcham em direção de novas intentonas, guerriando as classes menos favorecidas.
Nesse contexto, Lula conseguiu dar um “passa moleque”, um drible em todos aqueles que esperavam cortes nos benefícios que envolvem os mais vulnerável da sociedade, no entanto a Faria Lima, os milicos e a mídia se rebelaram, sinal que Luíz Inácio acertou.

Ainda falando sobre as medidas apresentadas, o Governo deixou claro que os benefícios da classe militar não é intocável e pensões absurdas podem estar com os dias contados, uma delas se refere aquelas em que o milico é expulso da corporação, por qualquer motivo, vou repetir; por qualquer motivo, homicídio, tráfico de drogas, etc…; e essa pensão vitalícia é deixada para a família, uma ajudinha conhecida como morte ficta, isso mesmo, morte fictícia, ou seja, morreu para o trabalho, mas continua vivo para a pensão bancada pelos civis.
O Brasil Varonil não é para amadores e nas Forças Armadas pode matar, enforcar, envenenar e se tiver “sorte” será expulso com direito ao “seguro desemprego” eterno.
Braço e a mão amiga do Estado dando aquela força.

Por falar em milico, a tentativa de Golpe tem novos capítulos e a “narrativa” vai mostrando que a caserna pretendia a morte, não ficta, de milhares de brasileiros. Os Militares que tramavam o Golpe chegaram à aventar em conversas pelo zap a criação de campos de concentração ao estilo de Auchiwits, ou seja brasileirinhos, desafetos dos golpistas, seriam tratados como prisioneiros e a fornalha seria apenas um atalho para o churrasco preferido dos nazistas, carne humana e nesse caso, ela seria bem passada, muito bem passada, torrada pra ser mais claro.
“ARBEIT MACHT FREI” seria o lema no portão do campo que é nos dias hoje comparado à falácia da meritocracia. Selva!

Pra finalizar, uma votação na CCJ na Câmara dos Deputados teve a aprovação de uma PEC que não permitirá o aborto em nenhuma situação, nem mesmo aquelas já previstas em lei. A bancada evangélica votou em peso e se esse projeto, lá na frente virar lei, as mulheres vítimas de estupro terão que dar a luz à criança, isso só pra exemplificar um dos pontos dessa macabra articulação daqueles se se intitulam pró vida, mas, na verdade são os mesmo que lêem e praticam a cartilha do Adolf.
“Ouremos”!

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 207

Bolsonaristas querem votar PEC que privatiza praias esta semana

Proposta quase foi à votação em maio, mas havia sido deixada de lado por conta da repercussão negativa; governo Lula é contra

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2022, conhecida como PEC da Privatização das Praias, está prestes a retornar à pauta do Senado nesta semana. Após ter sido engavetada em maio deste ano devido à péssima repercussão pública, a proposta será votada na próxima quarta-feira (4), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados em 2022, a PEC voltou ao Senado sob a relatoria de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O texto propõe novas diretrizes para a propriedade e gestão dos terrenos de Marinha, possibilitando a venda de faixas de areia para entes privados. Em resumo, a medida facilitaria a privatização das praias.

Em resposta às críticas à PEC, Flávio Bolsonaro incluiu, em seu último parecer, a ressalva de que as praias são “bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido”. Apesar disso, a proposta mantém a possibilidade de que terrenos da Marinha sejam vendidos a pessoas ou empresas que já ocupem as áreas. Na prática, isso significaria que a faixa de areia poderia deixar de ser compartilhada, ficando restrita ao uso do novo proprietário, como um hotel ou resort. Assim, apenas pessoas autorizadas pelo dono poderiam usufruir do espaço.

O governo Lula já manifestou oposição ao projeto. “O governo é contrário a qualquer programa de privatização das praias públicas, que cerceiam o povo brasileiro de poder frequentar essas praias. Do jeito que está a proposta, o governo é contrário a ela”, afirmou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em junho.

Otto Alencar (PSD-BA), líder do governo no Senado, reforçou o posicionamento contrário e revelou que não foi informado pelo presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre o retorno da PEC à pauta. “Vou conversar com ele [Alcolumbre]. A princípio, não tem acordo. A posição do governo é contra a aprovação”, declarou.

Caso a CCJ, de fato, vote e aprove proposta, ela seguirá depois para análise do plenário do Senado. 

Privatização das praias: entenda 

O Senado Federal está prestes a votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2022, que transfere a propriedade dos terrenos do litoral brasileiro da União para estados, municípios e proprietários privados. O texto tem como relator o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

De acordo com a Constituição, o litoral brasileiro pertence à Marinha, ou seja, à União. A PEC propõe, justamente, a transferência, mediante pagamento, das praias aos seus ocupantes particulares e, gratuitamente, quando ocupados por estados ou municípios.

Com origem na Câmara dos Deputados, a proposta revoga o inciso VII do caput do artigo 20 da Constituição Federal e o parágrafo 3º do artigo 49 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).

Com a retomada da pauta,  políticos e organizações ambientais se manifestaram contra a proposta, que representa um perigo ambiental.

O Observatório do Clima ressaltou que a PEC é mais um projeto do Pacote de Destruição que avança no Congresso Nacional. “Isso põe em risco todo o nosso litoral, a segurança nacional, a economia das comunidades costeiras e nossa adaptação às mudanças climáticas. Pressione os senadores a votarem contra”, pontuou a organização.

Já o Grupo de Trabalho para Uso e Conservação Marinha, da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional emitiu uma nota em que afirma que a proposta representa uma “grave ameaça ambiental às praias, ilhas, margens de rios, lagoas e mangues brasileiros e um aval para a indústria imobiliária degradar, além de expulsar comunidades tradicionais de seus territórios”.

Fonte: Revista Fórum

Genocídio sem fim: ataques de Israel deixam 32 palestinos mortos na Faixa de Gaza

Pelo menos 32 palestinos foram mortos em ataques militares israelenses que aconteceram em Gaza durante a madrugada deste sábado (30), segundo médicos que conversaram com a Reuters.

Uma das ofensivas atingiu um veículo próximo a uma reunião de palestinos que recebiam ajuda em Khan Younis, que fica no sul da Faixa de Gaza. A WAFA informou que três funcionários da World Central Kitchen, uma agência humanitária não governamental sediada nos EUA, também foram mortos durante a explosão.

De acordo com moradores e uma fonte do Hamas, o veículo atingido perto da multidão pertencia à equipe de segurança responsável por supervisionar a entrega de carregamentos de ajuda em Gaza.

O outro ataque, que deixou pelo menos 7 mortos entre as 32 vítimas totais, foi a uma casa no centro da Cidade de Gaza, de acordo com uma declaração da Defesa Civil de Gaza.

O departamento também informou que um de seus oficiais foi morto em ataques em Jabalia, no norte de Gaza, elevando o número total de trabalhadores da defesa civil mortos para 88 desde o início da guerra.

O exército israelense disse que matou um palestino acusado de envolvimento no ataque feito pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 e está investigando as alegações de que o indivíduo era funcionário do grupo de ajuda World Central Kitchen.

Fonte: Brasil 247

Alagoanos denunciam genocídio de Israel contra o povo palestino

Participando do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, ativistas alagoanos denunciaram o genocídio praticado pelo estado sionista de Israel, na tarde do dia 29 de novembro, no Calçadão do Comércio de Maceió.

Segurando cartazes com fotos de palestinos assassinados por Israel, os manifestantes denunciaram o massacre em Gaza, onde mais de 34 mil pessoas foram mortas, sendo a maioria mulheres e crianças.

A ato em Maceió se somou as numerosas manifestações mundo afora contra o genocídio de Israel em Gaza, pelo cessar-fogo imediato e a retirada de Israel do Líbano.

Esta semana, o Tribunal Penal Internacional emitiu uma ordem de prisão contra Benjamin Netanyhau e seu ministro da Defesa Yoav  Gallant por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Também emitiu mandado contra Mohamed Deif, comandante do Hamas. As ordens de prisão, todavia, dependem de sua execução pelas polícias dos 124 países do TPI, entre os quais não estão os EUA, por exemplo. Mas para o governo de Israel esta é uma derrota simbólica e moral.

Israel bombardeia funcionários de ONG que transportavam alimento a palestinos em Gaza

Três membros da World Central Kitchen foram assassinados neste sábado (30/11); em abril, forças israelenses também mataram sete trabalhadores do mesmo grupo

elo menos três trabalhadores humanitários da World Central Kitchen (WCK) foram assassinados em ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza neste sábado (30/11). O Exército de Israel teve como alvo o veículo da organização internacional, que transportava suprimentos de alimentos ao longo da estrada Salah al-Din em Khan Younis, no sul do enclave.

De acordo com a emissora catari Al Jazeera, algumas pessoas se locomoveram para tentar ajudar as vítimas. No entanto, outro míssil foi lançado logo em seguida, ferindo dois socorristas. 

“O veículo transportava arroz e outros suprimentos de comida”, relatou uma testemunha ocular ao portal Middle East Eye.

Em abril, sete trabalhadores da WCK também foram assassinados pelas forças israelenses. O incidente ocorrido em Deir Al-Balah, centro de Gaza, foi classificado como um “ataque direcionado” e, logo, condenado pela comunidade internacional. De acordo com a organização, os membros vitimados vinham da Austrália, Palestina, Polônia e Reino Unido. Um deles tinha dupla cidadania dos Estados Unidos e do Canadá.

Na ocasião, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu descreveu o ataque aéreo como “não intencional” e “trágico”.

“Essas coisas acontecem em tempos de guerra”, disse Netanyahu.

De acordo com os relatos da Al Jazeera neste sábado, as forças israelenses, além de atacarem palestinos e organizações de ajuda humanitária, têm alvejado também “cozinhas comunitárias” que tentam evitar o agravamento da fome em Gaza.

Após a morte de seus funcionários, a WCK declarou a suspensão de suas operações na Faixa de Gaza. A organização afirmou que “não tinha conhecimento de que qualquer indivíduo no veículo tivesse alegado ligações com o ataque do Hamas em 7 de outubro”, assim como foi alegado por Israel após o cometimento dos assassinatos.

Fonte: Ópera Mundi

Botafogo faz história e é campeão da Libertadores

Equipe alvinegra teve jogador expulso no primeiro minuto, mas encontrou forças para superar o Galo por 3 a 1 em jogo eletrizante na capital argentina

Após ter um jogador expulso com menos de um minuto de jogo, o Botafogo conseguiu uma vitória histórica contra o Atlético-MG neste sábado (30) e foi campeão da Copa Libertadores, em jogo no Mâs Monumental, em Buenos Aires. Os jogadores Luiz Henrique, Alex Telles (de pênalti) e Júnior Santos marcaram para o Fogão. Vargas descontou para a equipe mineira aos dois minutos do segundo tempo.

Com 30 segundos de jogo, o meio-campista Gregore, do Botafogo, foi expulso da partida após levantar demais o pé e bater com a trava da chuteira na cabeça do jogador Fausto Vera.

Com a vitória, o Botafogo garantiu a última vaga no Mundial de Clubes, que será disputado entre 15 de junho e 13 de julho do ano que vem nos Estados Unidos. Também vai concorrer ao título da Recopa Sul-Americana com o Racing, que conquistou a Copa Sul-Americana. O jogo foi marcado para os dias 19 e 26 de fevereiro.

Fonte: Brasil 247

CNJ afasta juiz citado pela PF em inquérito de tentativa de golpe de Estado

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta quinta-feira (28) o afastamento cautelar do juiz federal Sandro Nunes Vieira, magistrado citado no relatório da Polícia Federal (PF) que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e 36 acusados pela tentativa de golpe de Estado em 2022.

Vieira foi juiz auxiliar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão que organiza das eleições, entre 2019 e agosto de 2022. Atualmente, ele está lotado na primeira instância da Justiça Federal em Paranaguá (PR).

A decisão foi tomada pelo corregedor-nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, após receber um ofício do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), comunicando a citação do nome do magistrado nas investigações. Sandro Nunes Vieira não chegou a ser investigado no inquérito do golpe.

De acordo com a PF, o juiz teria participado no relatório encomendado pelo PL ao Instituto Voto Legal (IVL), após o resultado do segundo turno das eleições, para alegar supostas fraudes nas urnas eletrônicas.

As suspeitas foram encontradas em mensagens no celular de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e de Marcelo Câmara, então assessor do ex-presidente.

Em uma conversa que faz parte do inquérito, os ex-assessores de Bolsonaro comentaram que o juiz teria dito que não queria ter seu nome citado no caso. 

No entanto, no dia 19 de novembro de 2022, o presidente do partido, Valdemar de Costa Neto, disse, em uma entrevista ao site de notícias Poder 360, que teria conversado com Sandro Vieira sobre as supostas irregularidades nas urnas eletrônicas.

“Eu conversei com um ex-diretor do TSE, que é um juiz de Direito, o Sandro, e ele me falou, ele tava lá seis meses atrás. Ele me disse, é um homem honesto”, afirmou Valdemar.

Diante da análise das conversas, a PF concluiu que o juiz prestou assessoria ao PL na representação enviada ao TSE para atacar as urnas eletrônicas.

“Os elementos probatórios identificados pela investigação demonstram que Sandro Nunes Vieira atuou de forma ilegal e clandestina ao assessorar o Partido Liberal na representação eleitoral contra as urnas eletrônicas”, afirmam os investigadores.

Representação

No dia 22 de novembro de 2022, após Bolsonaro perder o segundo turno para Lula, o PL entrou com uma representação no TSE para anular votos de cerca de 280 mil urnas eletrônicas usadas no segundo turno das eleições. 

Em seguida, o TSE multou o partido em R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé. Na decisão, o tribunal entendeu que a legenda não incluiu na representação supostas irregularidades no primeiro turno, que levou Bolsonaro para a disputa com Lula. As urnas são utilizadas nos dois turnos. 

Outro lado

Agência Brasil entrou em contato com o gabinete do juiz Sandro Vieira e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) informou que vai cumprir as determinações do CNJ e que também abriu um procedimento administrativo contra o magistrado.

A Justiça Federal no Paraná declarou que não vai emitir nota sobre o caso.  

Fonte: Agência Brasil

PM preso por ligação com o PCC era chefe da segurança de Tarcísio de Freitas

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira (26) um policial militar e um policial civil de São Paulo, suspeitos de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado por meio de fintechs. Um dos detidos, o capitão da PM Diogo Costa Cangerana, atuava na Casa Militar do Palácio dos Bandeirantes e era responsável pela segurança do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele acompanhou o governador em viagens e recebeu prêmios em reconhecimento pelos serviços prestados.

O outro agente preso foi o policial civil Cyllas Salerno Elia Júnior, que atuava no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) até dezembro de 2022, quando pediu afastamento não remunerado por dois anos. Ambos foram presos no câmbio da Operação Dólar Tai-Pei, deflagrada para investigar as empresas que oferecem serviços financeiros digitais. 

Os suspeitos movimentaram perto de 6 bilhões de reais em transações ao longo dos últimos cinco anos – R$ 800 milhões apenas em 2024. A operação contou com cerca de 200 agentes, que executaram 16 mandados de prisão preventiva e 41 ordens de busca e apreensão, conforme determinação da Justiça Federal.

Cyllas foi citado na delação de Antonio Vinicius Gritzbach, morto no Aeroporto de Guarulhos no dia 8 de novembro.  Gritzbach havia denunciado o agente à Corregedoria da Polícia Civil cerca de uma semana antes de ser executado. Cyllas é dono do 2 GO Bank, e suspeito de ter relação com integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), de acordo com a polícia.

A PF investiga se a instituição faria parte de um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As fintechs, aponta a corporação, atuariam na venda de moeda estrangeira em espécie, sem autorização do Banco Central, inclusive usando empresas “laranjas” para abrir contas bancárias para movimentar os recursos.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (27), Tarcísio minimizou a prisão do capitão Diogo Costa Cangerana. Para ele, ter na sua na equipe de segurança um suspeito de ligação com uma facção criminosa é um fato isolado. “O que você tem são atos isolados de pessoas que desviam conduta, como tem em qualquer outra organização”, justificou. Apesar de prometer punição rigorosa contra o acusado, o governador justificou que “toda instituição tem suas maçãs podres”. 

As declarações foram feitas após a participação do chefe do Palácio dos Bandeirantes na inauguração do novo prédio de uma escola estadual em Mogi Guaçu (SP). 

Embora Cangerana ocupasse, segundo o próprio governo, o cargo de “Chefe de Equipe da Divisão de Segurança de Dignitários do Departamento de Segurança Institucional”, Tarcísio negou que o policial exercesse a função de chefe de sua segurança e acrescentou que ele foi desligado da Casa Militar em setembro. Na ocasião, Cangerana foi transferido para o 13.º Batalhão da PM, responsável pelo patrulhamento da Cracolândia.

“Ele prestava serviço na Casa Militar, estava lá há 14 anos e foi mandado embora”, afirmou o governador. “Trabalhou durante 14 anos (na Casa Militar), com vários governadores. Quando eu cheguei, ele foi embora. Nós tiramos ele em setembro deste ano. Se a gente soubesse de alguma coisa, obviamente ele teria saído há muito mais tempo”, alegou Tarcísio.

Por ter cargo considerado de confiança pelo governador enquanto atuava na Casa Militar, o capitão Diogo recebia gratificações. As investigações apontam sua participação na abertura de contas nessas instituições financeiras.

Apesar de Tarcísio tratar o caso de forma irrelevante e se esforçar para se distanciar da figura do homem apontado como um dos articuladores do esquema financeiro criminoso, Cangerana foi visto ao lado do governador em diversas agendas públicas. 

Em publicações no perfil oficial do governo no Instagram, ele aparece acompanhando Tarcísio em um ato de campanha com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) no Mercado Municipal de São Paulo, em agosto. Em uma viagem a Balneário Camboriú (SC) para a Conferência Política de Ação Conservadora (CPAC) Brasil, organizada pela extrema direita brasileira, o acusado também estava presente.

Fonte: Hora do Povo

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