Estado genocida de Israel assassina mais 20 palestinos em Gaza

Entre os alvos dos ataques estava uma escola que abrigava desabrigados de Gaza

Tropas israelenses mataram pelo menos 20 palestinos, a maioria deles no norte da Faixa de Gaza, em ataques aéreos neste domingo e outros ataques contra alvos que incluíram uma escola com desabrigados de Gaza, disseram médicos e moradores.

Eles disseram que pelo menos 11 pessoas foram mortas em três ataques aéreos israelenses separados em casas da Cidade de Gaza. Os outros foram mortos nas cidades de Beit Lahiya, Beit Hanoun e no campo de Jabalia.

Moradores disseram que grupos de casas foram bombardeados e alguns incendiados nas três cidades. O exército israelense está operando nas cidades há mais de dois meses.

Em Beit Hanoun, as forças israelenses cercaram famílias abrigadas na escola Khalil Aweida antes de invadi-la e ordenar que seguissem em direção à Cidade de Gaza, disseram médicos e moradores.

Médicos disseram que várias pessoas foram mortas e feridas durante o ataque à escola, enquanto o exército deteve muitos homens. O número de mortos não ficou imediatamente claro.

Não houve comentários imediatos do exército israelense.

Palestinos acusam Israel de realizar limpeza étnica para despovoar as áreas na borda norte para criar uma zona de amortecimento. Israel nega e diz que a campanha tem como alvo militantes do Hamas e visa impedi-los de se reagruparem.

A guerra começou quando o grupo militante palestino Hamas invadiu Israel em 7 de outubro de 2023, matando 1.200 pessoas, a maioria civis, e levando mais de 250 reféns de volta para Gaza, de acordo com autoridades israelenses.

Israel então lançou uma ofensiva aérea, marítima e terrestre que matou quase 45.000 pessoas, a maioria civis, de acordo com autoridades na Faixa de Gaza controlada pelo Hamas, deslocou quase toda a população e deixou grande parte do enclave em ruínas.

Uma tentativa do Egito, Catar e Estados Unidos de chegar a uma trégua ganhou força nas últimas semanas, mas não houve notícias de avanço.

Fonte: Brasil 247

Tóquio adota escala 4×3 e desbanca cultura de ‘trabalho à exaustão’

A redução da jornada de trabalho, que especialistas veem como positiva, pretende servir de estímulo ao aumento da produtividade e combater mudanças demográficas prejudiciais à economia do país

Japão é, hoje, a quarta maior economia do mundo em PIB nominal. Até o fim de 2023, antes de passar por mais uma queda abrupta de crescimento (com uma redução avistada de 0,4% no PIB), o país ocupava a terceira posição — que agora é da Alemanha. 

A mudança no cenário de crescimento japonês está associada a fatores socioeconômicos específicos, como a transição gradual da sua demografia, com o aumento do envelhecimento populacional e a queda das taxas de natalidade, e as consequências derivadas no mercado de trabalho, que já foi considerado um dos mais rigorosos do mundo.

Até 1987, os trabalhadores no Japão tinham uma jornada média de trabalho de 46 horas por semana, uma das mais altas entre os países desenvolvidos. A maioria das pequenas empresas determinava uma semana de seis dias trabalhados — a escala conhecida como 6×1, em que há apenas um dia de descanso semanal. https://97da78d0b8d0c781c10ba6ba76d2625c.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-40/html/container.html?n=0

Mas uma percepção tem sido progressivamente desfeita na cultura de trabalho do país: a de que muitas horas trabalhadas são sinônimo de mais produtividade. https://d-163496063905627030.ampproject.net/2410292120000/frame.html

De acordo com índices econômicos para as 7 maiores economias do mundo (G7), a produtividade média do trabalho no Japão tem alcançado os piores índices, desde a década de 1970, em vista de horas de trabalho mais longas

Apesar disso, ao longo das últimas décadas, o país tem avistado uma diminuição considerável de sua jornada de trabalho — já em 2019, de acordo com dados da OCDE, os trabalhadores japoneses atingiram o marco de 1.644 horas trabalhadas, um número menor do que aquele avistado em países europeus, como Espanha e Itália. Nos EUA, a média foi de 1.779 horas. 

Escala 4×3

A mais recente mudança no panorama de trabalho japonês foi a adoção, que deve ocorrer em Tóquio a partir de abril de 2025, de uma nova escala de trabalho de quatro dias, com três folgas semanais (a escala 4×3). 

A nova política foca na melhoria dos índices de produtividade do trabalho e no combate a problemas socioeconômicos que têm sido um empecilho no crescimento do país — especialmente as baixas taxas de natalidade, o rápido envelhecimento populacional as discrepâncias na divisão de responsabilidades entre homens e mulheres.

A escala 4×3 já tem sido testada em diversos países, sobretudo os da União Europeia. Após 2020, com as mudanças drásticas causadas pela pandemia de COVID-19, adaptações na carga e no formato do trabalho (como a escala híbrida, que intercala o trabalho presencial e o home-office) têm gerado resultados positivos no bem-estar e na felicidade do trabalhador, fatores essenciais à produtividade, em países como Noruega, Dinamarca e Áustria.

“Embora contrarie a lógica convencional, evidências sugerem que, quanto menos horas trabalhadas, maior é a produtividade por hora”, afirma Ângelo Vieira Jr., professor e especialista em Inovação. “Trabalhar quatro dias por semana promove maior foco, melhor gerenciamento do tempo e, consequentemente, redução de atividades improdutivas”. 

Além da possibilidade de três dias de folga por semana, o governo de Tóquio ainda quer instituir outras medidas de ajuste entre vida e trabalho, que permitam uma melhor divisão de responsabilidades entre homens e mulheres e um equilíbrio entre carreira e maternidade — a fim de estimular o aumento da fecundidade.

Uma dessas medidas é a opção de trocar parte do salário por uma jornada de trabalho mais curta, oferecida a pessoas com filhos que frequentam a escola primária, até a terceira série.

Para a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, a revisão e a flexibilização do trabalho devem beneficiar sobretudo as mulheres, para que “não tenham de sacrificar suas carreiras devido a eventos da vida”, como o parto e a criação dos filhos, afirmou em entrevista ao Japan Times.

Em 2022, de acordo com dados do Banco Mundial, a taxa de nascimentos por mulher no Japão era de 1,26 filho, e uma em cada 10 pessoas tinha 80 anos ou mais — posicionando-o como o segundo país com a população mais velha do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“No Japão, muitas mulheres e famílias optam por abrir mão da maternidade para focar na vida profissional, pois o trabalho doméstico e de cuidadoras é muito intenso e as impede de progredir nas suas carreiras e ter independência financeira”, aponta Thais Requito, especialista em produtividade sustentável e futuro do trabalho. “Isso faz com que a população envelheça e haja menos nascimentos. O benefício de reduzir a carga de trabalho é dividir de forma mais igualitária as responsabilidades do trabalho doméstico. Com a divisão de tarefas, mais mulheres optariam por ter filhos.”

Burnout: trabalho à exaustão

No Japão, o termo “karoshi” designa um fenômeno que passou a ser comum a partir de 1987, quando o governo japonês começou a registrar formalmente as mortes associadas à exaustão por jornadas de trabalho excessivas. O termo se refere a um cansaço crônico e por vezes fatal, que pode ser traduzido, de maneira mais simples, como “morrer de tanto trabalhar”.

Hoje, o Conselho Nacional de Defesa para vítimas de Karoshi oferece compensações às famílias japonesas afetadas por essa espécie mais grave de burnout. Em 2015, de acordo com o Ministério do Trabalho japonês, os pedidos de indenização de mortes por exaustão atingiram o marco recorde de 2.310 por ano.

“O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em casos de burnout, atrás apenas do Japão. Essa condição apresenta sinais e sintomas preocupantes, e os impactos das questões de saúde mental nos negócios são evidentes”, prossegue ela. “Por exemplo, dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) apontam que problemas relacionados à saúde mental impactam em 4,7% do PIB nacional, ou cerca de R$ 397 bilhões por ano. Esse impacto inclui perda de produtividade, aumento de licenças médicas, rotatividade de funcionários, perda de talentos e redução da vantagem competitiva das empresas”. 

No Brasil, uma emenda constitucional em trâmite, apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), quer reduzir a jornada de trabalho legal no país de seis para cinco dias por semana (de 44 horas para 36 horas semanais). A PEC recebeu mais de 2 milhões de assinaturas em abaixo-assinado de apoio.

“Já houve, no Brasil, um piloto da semana de quatro dias, e muitas empresas aderiram, o que gerou dados bastante interessantes”, diz Requito. “Os resultados apontam para um aumento significativo na produtividade, redução dos níveis de estresse, melhora da cultura organizacional e até na criatividade dos trabalhadores. Esses dados são especialmente relevantes diante do cenário alarmante de burnout, a síndrome de esgotamento profissional reconhecida pela OMS como um fenômeno ocupacional”. 

“Enquanto discutimos a escala 6×1 e se as pessoas merecem dois dias de folga, vemos países que já estão à frente, considerando a felicidade, os resultados e o futuro, ao invés de simplesmente aumentar a carga horária de trabalho”, nota Ângelo Vieira Jr. “Isso mostra uma reflexão sobre as pessoas e suas necessidades, o que é uma questão importante dentro do processo capitalista”. 

Fonte: Revista Fórum

Após alta, Lula fala sobre sua recuperação: “estou vivo, inteiro e com mais vontade de trabalhar”

Lula passou por uma cirurgia para conter um sangramento no cérebro e apresentou uma recuperação considerada excelente pela equipe médica

Após seis dias internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu alta neste domingo (15). Ele passou por uma cirurgia para conter um sangramento no cérebro e apresentou uma recuperação considerada excelente pela equipe médica.

Em coletiva de imprensa realizada no hospital, Lula falou sobre o episódio e sua saúde. O presidente permanecerá em São Paulo nos próximos dias, despachando da capital, e deverá realizar novos exames na próxima quinta-feira.

Durante sua fala, Lula agradeceu aos profissionais que o atenderam e lembrou de momentos marcantes relacionados à sua saúde ao longo dos anos:

“Deus cuidou de mim quando tive câncer, em 2012, cuidou de mim quando sobrevoei a cidade do México por cinco horas, Deus cuidou de mim quando tomei um tombo no banheiro. Eu não estava cortando a unha do pé, era da mão, eu estava sentado, meu bumbum escorregou e eu bati a cabeça na hidromassagem. Outra vez eu recuperei”, relatou o presidente.

Lula também descreveu o que levou à descoberta do sangramento: “Voltei para o Brasil e estava bem no sábado. No domingo, comecei a sentir uma leve dor de cabeça, que aumentou, mas achei que era por causa do sol. Disse aos médicos que estava com os olhos vermelhos, muito sono e passo lento. A equipe médica ficou assustada e mandou que eu fosse para São Paulo imediatamente”.

O presidente afirmou que ficou preocupado com o diagnóstico inicial, mas que confia plenamente na equipe que o tratou: “Graças a Deus, à Janja, aos enfermeiros, aos médicos que cuidaram de mim, estou inteiro”.

Lula ressaltou que sua rotina precisará de ajustes nos próximos dias: “Estou voltando para casa tranquilo, curado, mas preciso me cuidar. Não posso fazer esteira rápido ou musculação por um período, mas posso voltar a trabalhar normalmente. Vou tentar obedecer de forma muito disciplinada os médicos”.

Apesar da gravidade do quadro, ele destacou que nunca perde o otimismo: “Nunca penso que vou morrer, mas tenho medo. Só fui entender a gravidade do que ocorreu após a cirurgia. Estou tranquilo, me sinto bem. Temos que viver até 120 anos. Sou um cara muito disciplinado e tenho um compromisso imenso com o país”.

A alta de Lula ocorre em um momento importante, após semanas de intensa atividade internacional. Ele mencionou a satisfação de ter conseguido concluir a assinatura do acordo do Mercosul antes de retornar ao Brasil. Agora, o presidente planeja retomar suas atividades, mas com maior atenção à saúde.

Fonte: Brasil 247

O INDESTRUTÍVEL

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 15 de Dezembro de 2024

Os clones voltam a atacar! Mais uma vez um clone do Lula aparece caminhando no hospital para salvar o Brasil, tudo isso depois daquele outro Lula que não subiu a rampa, pois também era outro clone, que era irmão daquele que viajou o mundo para reconstruir a imagem do país, outrora, maculada pelo governo anterior.
Parece piada, mas não é, a Direitinha Golpista que faz orações pra pneu, que entra em contato com extraterrestres usando a lanterna de um celular, que crê que o Messias é um ex Capitão indisciplinado do Exercito, acredita também que o Lula internado e caminhando no Sírio Libanês é um clone. Jezuizzz!

Deixando de lado os terraplanistas quadrúpedesj, ou seja, os clones de burros, vamos aos fatos; Lula mais uma vez enganou a morte e sua resiliência tem causado inveja até mesmo ao ator Robert Downey Jr,( Homem de Ferro) o Presidente que venceu um câncer, falo do câncer mesmo e não do Bolsonaro, apesar de tê-lo vencido também, venceu a Ditadura, os porões das injustas prisões, ganhando a fama de “amostradinho” e aos 79 anos tem dito ao mundo que está firme e forte.
Aos urubus de plantão faço saber que o Pernambucano é teimoso, cabeça dura com um crânio forjado nas terras nordestinas e que jamais usará um clone para substitui-lo, pois pessoas como ele são únicos, sem cópias e sem moldes. Vida longa ao Barba!

Um “clone” do General Braga Neto foi preso ontem por tentativa de Golpe de Estado, esse clone tentou atrapalhar as investigações em conluio com outros clones envolvidos na trama, que tinha como um dos objetivos matar o clone do Lula, não, na verdade eles pretendiam mesmo era matar o Lula, o original. Depois dessa prisão a caserna “azulzinha viagreira” deve tá se entupindo com as próteses penianas recheadas de leite condensado, pois os milicos já perceberam que a brincadeira tá acabando e que o “imbroxavel” já brochou, que o “imorrivel” ta morrendo de medo de morrer em uma jaula e que o “incomivel” vai ser comido dentro das quatro linhas das regras do sistema prisional.
De uma coisa eu não tenho dúvida; todos esses golpistas são clones, cópias perfeitas dos originais de 64, contudo torço para que a fórmula usada para anistiar à geração passada tenha sido jogada fora, para que nunca mais tenhamos clones desse naipe nas Forças Armadas.

Pra finalizar; os parabéns vão para Dilmãe que completou mais um ano de vida e que nunca abaixou a cabeça para os clones de farda, nem para os torturadores da Ditadura, nem para parlamentares do Golpe do Impeachment e muito menos para os invejosos que não a suportam como Presidenta do Banco dos Brics.
Dilma Roussef: “nós voltaremos”. Beijinho no ombro

Reflexões Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 209

Governador do PT cede ao lobby dos agrotóxicos no Ceará

Elmano de Freitas promete liberar uso de produtos químicos via drone, prática que ele ajudou a proibir

Coautor da primeira lei estadual do Brasil que proíbe a aplicação aérea de agrotóxicos, o governador do Ceará Elmano de Freitas (PT) cedeu ao lobby do agronegócio. Na última sexta-feira (6), ele surpreendeu sua base ao afirmar que apoia a liberação de drones para a pulverização de lavouras.

Ex-advogado popular do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Freitas prometeu sancionar a medida ainda este ano, mobilizando os deputados da base governista para votar projetos que estavam parados na Assembleia Legislativa.

No anúncio da decisão, o governador afirmou que foi convencido pela segurança prometida pela tecnologia. Em tese, o drone é mais preciso e garantiria maior proteção ao trabalhador, ao meio ambiente e às comunidades do entorno. Mas dados inéditos obtidos pela Repórter Brasil contestam essa teoria.

Apenas neste ano, 214 comunidades denunciaram contaminações por agrotóxicos aplicados por drone no Maranhão. Os casos correspondem a 94% de todas as denúncias envolvendo pesticidas coletadas pela Fetaema (Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão), pela Rama (Rede de Agroecologia do Maranhão) e pelo Laboratório de Extensão, Pesquisa e Ensino de Geografia da Universidade Federal do Maranhão.

“São gestantes que passaram mal, pessoas com coceira, náusea, feridas. Trabalhador rural que perdeu a roça, que teve de correr pra não tomar banho de veneno”, afirma Ariana Gomes da Silva, secretária Executiva da Rama.

Os relatos representam um número recorde no acompanhamento das organizações do Maranhão e revelam que os operadores de drone podem estar ignorando as normas de segurança. Essa é uma das preocupações de especialistas que monitoram as contaminações pelo país: a tendência de alguns setores do agronegócio em “desafiar” as normas.

Drones pulverizam agrotóxicos no Ceará

É o que está acontecendo no Ceará, onde moradores de comunidades próximas às lavouras já flagraram drones pulverizando agrotóxicos. As aplicações, que violam a lei estadual, ocorrem à noite para dificultar a fiscalização.

As denúncias apontam para uma das maiores exportadoras de frutas do Brasil, a Agrícola Famosa. Segundo a lista “Maiores empresas do Agro Forbes”, a receita da empresa era de R$ 880 milhões em 2022. Seu principal mercado é a Europa.

Vídeos com drones que estariam sobrevoando a fazenda foram encaminhados de modo anônimo ao gabinete do deputado estadual Renato Roseno (Psol), principal autor da lei, e repassados à Polícia Ambiental do estado.

Quando os policiais bateram na porta da fazenda em Limoeiro do Norte, em outubro de 2023, o coordenador técnico responsável pelos agrotóxicos negou o uso do drone.

A polícia inspecionou a área, mas não achou o equipamento. “Eles são facilmente desmontáveis, cabem na caçamba de uma picape, não são rastreados, é fácil esconder”, comenta o deputado autor das denúncias.

Procurada pela reportagem, a Agrícola Famosa afirmou que “nenhuma irregularidade foi constatada no local e não houve lavratura de auto de infração”. A empresa declarou que não usa drones no Ceará. Leia a manifestação na íntegra.

Outro flagrante em vídeo mostra um drone em operação à noite que estaria borrifando agrotóxicos em uma plantação de bananas da Imperial Agroindústria, próximo a residências. A empresa foi procurada, mas não retornou. A Polícia Ambiental foi questionada se averiguou a denúncia, também encaminhada pelo gabinete do deputado, mas ainda não respondeu. O espaço segue aberto.

A equipe da Repórter Brasil viveu na pele as consequências da violação da lei ao investigar essas mesmas denúncias na região. Ao dirigir em estrada entre duas grandes produtoras de bananas, no horário indicado pelos denunciantes, um forte odor de produto químico invadiu o carro.

Os efeitos foram imediatos: tontura, mal-estar e enjoo. Intoxicada, a equipe teve de ir para o hospital às pressas. Não foi possível avistar o drone, mas a experiência confirmou as denúncias dos moradores — além dos riscos do uso do equipamento.

É neste contexto de pressão do setor privado que o governador petista anunciou sua guinada de posição. Freitas foi procurado por telefone e e-mail, mas não retornou. O espaço segue aberto.

Pesquisadores e ativistas se manifestaram

A declaração do governador acendeu um alerta entre pesquisadores e ativistas que consideram a lei cearense um marco. Entre mais de dez organizações que já emitiram notas em apoio à manutenção da lei estão a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva).

“Mesmo em condições ‘ideais’, ainda não há acúmulo científico suficiente sobre o uso de drones para garantir proteção das comunidades e rios do entorno”, afirma o pesquisador Fernando Carneiro, da Fiocruz no Ceará.

A falta de pesquisas sobre o uso de drones na agricultura foi o principal motivo para a União Europeia proibir a prática. Por alguns anos, a França autorizou o uso experimental para lavouras com alto declive. Mas o grupo criado pelo governo chegou à conclusão de que ainda não há evidências para garantir a segurança e o país voltou à proibição.

Estudos iniciais na China e Estados Unidos, onde a prática é autorizada, indicam a dificuldade em se obter a prometida precisão. Para atingir o “alvo”, o operador do drone precisa ter controle sobre a velocidade do vento, a altura do drone e o ângulo dos jatos de onde sai o químico. Em experimento financiado pela Chinese Society of Agricultural Engineering, pesquisadores encontraram cenário em que até 55% do volume aplicado pelo drone se dissipou para o entorno.

No cenário nacional, o aumento de casos no Maranhão mostra que “há pessoas não qualificadas operando os drones e causando contaminações”, avalia o pesquisador da Fiocruz.

Lei contra pulverização aérea é marco ambiental

A lei contra pulverização aérea é um tema especialmente sensível no Ceará. Em 2010, um líder rural que denunciava a contaminação por agrotóxicos aplicados de avião foi assassinado com 26 tiros em um crime sob encomenda.

José Maria Filho era líder de um movimento que levara a Câmara Municipal de Limoeiro do Norte a proibir a prática. Um mês depois do crime, a lei foi alterada e os aviões agrícolas voltaram a circular.

Oito anos depois do crime, quando a lei estadual foi aprovada, os deputados deram a ela o nome popular de “Lei Zé Maria do Tomé”. Na sua morte nasceu ainda o Movimento 21, grupo de ativistas, cientistas, médicos, advogados e padres que continuam monitorando e denunciando as contaminações.

Entre os muitos que seguem os passos do mártir, está a sua filha, Marcia Xavier. Ela é diretora do Ceresta (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador e Saúde Ambiental), premiado neste ano pelo Ministério da Saúde por oferecer um dos melhores monitoramentos da saúde de trabalhadores e comunidades rurais do país.

“Me preocupo porque, para operar um drone, basta fazer um curso à distância”, afirma, lembrando que a atual regulação permite aplicações a apenas 20 metros de comunidades ou escolas.

“É uma decepção ver o governador, que esteve aqui com a gente e se comprometeu contra a pulverização aérea, negando sua própria história”, critica Reginaldo Ferreira de Araújo, ativista do Movimento 21. “Mas não vamos desistir, vamos lotar a galeria da Assembléia Legislativa nos dias da votação. Nosso compromisso com Zé Maria é firme”.

Fonte: ICL

Moradores protestam contra a BRK e denunciam falta de água na Chã de Bebedouro

Um grande engarrafamento se formou na tarde deste sábado (14), na Avenida Jorge Montenegro, após moradores da Chã de Bebedouro bloquear um trecho da via em protesto por falta de água na região.

Os moradores fizeram um ato de tomar banho no meio da rua, aproveitando a água de um carro-pipa, conforme os manifestantes, a água não chega às torneiras das casa há uma semana.

A privatização da água em Maceió tem gerado reclamações e protestos da população. Muitos moradores dizem que preferiam o serviço da Casal: “essa BRK só fez aumenta o preço e o serviço é ruim demais”, reclamou um morador.

Até o fim do plantão deste sábado do Portal Tribuna Hoje, a BRK não havia se posicionado sobre o caso.

Fonte: Redação com Tribuna Hoje

Nos EUA, duas mil pessoas morrem por semana por não ter como pagar para ter acesso à saúde

Durante décadas, grupos de consumidores têm denunciado a “violência silenciosa”, provocada pela ganância ilimitada e negligência criminosa dos planos de saúde estadunidenses, mas os casos não ganhavam mídia por lá. O caso do assassinato do CEO da empresa UnitedHealthCare Brian Thompson por Luigi Mangione, de 26 anos, chamou a atenção para a crise na saúde que o país enfrenta há anos.

Em um artigo publicado no portal de notícias americano “Commons Dreams”, intitulado ‘The ‘Silent Violence’ of Corporate Greed and Power’, ou “A ‘violência silenciosa’ da ganância e do poder corporativo”, o especialista em direito do consumidor e político Ralph Nader traçou uma análise desse cenário.https://ced4757e21321ac00ae34becf4d52b70.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-40/html/container.html?n=0

“Sabem que as histórias um dia cairão no esquecimento, bastando que fiquem em silêncio ou murmurem arrependimentos genéricos, prometendo melhorias vagas em seus produtos e serviços”, escreve ele. “Por trás desses números estão pessoas reais, com famílias, amigos e colegas de trabalho — chocados, indignados ou desolados com perdas de vidas evitáveis e danos preveníveis.”https://ced4757e21321ac00ae34becf4d52b70.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-40/html/container.html?n=0

Segundo Nader, em média, dois mil americanos morrem semanalmente porque não têm como pagar por um seguro de saúde que cubra diagnósticos e tratamentos imediatos. Isso equivale a 100 mil mortes por ano por falta de acesso à saúde. As seguradoras de saúde também contribuem para isso ao usar algoritmos que negam ou atrasam tratamentos necessários, sem revisar adequadamente os registros médicos ou consultar os profissionais de saúde.https://d-38082781672949700006.ampproject.net/2410292120000/frame.html

Nos últimos dois meses, os consumidores têm sido bombardeados com uma enxurrada de anúncios televisivos de grandes seguradoras, como Aetna, Cigna e Humana, promovendo seus planos Medicare (dis) Advantage para beneficiários idosos. Os anúncios tentam apresentar essas empresas como instituições de caridade, quando, na verdade, elas só querem lucrar. De fato, a negação de benefícios é mais frequente nesses planos do que no próprio Medicare, o sistema de saúde público não universal dos EUA. Além disso, esses planos forçam os pacientes a se limitarem a redes restritas de médicos e hospitais e os submetem a um uso excessivo e prejudicial de “autorizações prévias”.

A expressão significa que um membro da empresa, geralmente distante, decide se o paciente tem direito ao reembolso de um tratamento específico. Como resultado, médicos enfrentam uma carga burocrática pesada, as empresas acumulam lucros imensos e os pacientes recebem tratamentos ruins e ineficientes.

Em outubro do ano passado, a NBC lançou uma reportagem intitulada “Negar, negar, negar: Ao recusar pedidos, os planos Medicare Advantage prejudicam hospitais rurais e pacientes”. Escrita pela jornalista Gretchen Morgenson, a matéria expôs mais uma consequência mortal dos planos Medicare (des)Vantagem, agora afetando os hospitais rurais nos Estados Unidos.

“Essas empresas estão tão enraizadas que se tornaram amplamente imunes a denúncias. Manipulam o sistema para restringir tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde. A indústria da saúde pratica cerca de 360 bilhões de dólares em fraudes e abusos de cobrança informatizada todos os anos”, diz Nader.

Outras mortes

Mortes por outros motivos aumentam a cada ano, em vez de diminuírem. Um estudo de 2016, realizado por médicos da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, revelou que pelo menos 5 mil pessoas morrem por semana em hospitais nos Estados Unidos devido a “problemas evitáveis”. 

Este é apenas um exemplo de muitos estudos sobre infecções hospitalares, uso excessivo de antibióticos, práticas inadequadas e o que é chamado de “erro médico” – incluindo prescrições equivocadas, “acidentes”, falta de qualificação e escassez de pessoal. Contudo, não houve nenhuma mobilização significativa por parte das autoridades governamentais ou dos executivos do setor para enfrentar essa tragédia, que resulta em pelo menos 250 mil mortes anuais.

Fonte: Revista Fórum

Israel assassina último ortopedista do norte de Gaza

O último ortopedista remanescente no norte de Gaza, dr. Said Joudah, foi assassinado por um ataque direto conduzido por um drone israelense na madrugada desta sexta-feira (13), confirmou o Hospital al-Awda.

O ataque se soma ao padrão de crimes de Israel contra infraestrutura e trabalhadores de saúde no enclave palestino, em particular nos últimos 70 dias de operações da ocupação no norte, com intuito declarado de esvaziar a área — isto é, limpeza étnica.

Segundo informações do Ministério da Saúde, o dr. Joudah foi baleado na cabeça — o que indica dolo —, enquanto estava a caminho de al-Awda após deixar o centro médico Kamal Adwan, para tratar pacientes.

O dr. Joudah já havia sido ferido há cerca de duas semanas, mas manteve o tratamento de pacientes diante da crise.

Estima-se que, com a morte do dr. Joudah, as fatalidades no setor de saúde sob as ações de Israel chegaram a 1.057 vítimas, no período de 14 meses.

O Ministério da Saúde reportou que as baixas na Faixa de Gaza, sob genocídio israelense, alcançaram os índices de 44.835 mortos e 106.356 feridos, desde outubro de 2023.

Fonte: Monitor do Oriente

Parlamento sul-coreano aprova impeachment do presidente Yoon Suk Yeol por tentativa de lei marcial

Presidente enfrenta suspensão após decisão polêmica que abalou a democracia do país

O Parlamento da Coreia do Sul, liderado pela oposição, votou neste sábado, 14 de dezembro de 2024, pelo impeachment do presidente Yoon Suk Yeol, em resposta à tentativa polêmica do mandatário de impor lei marcial no início do mês. A decisão foi reportada pela agência Reuters e marca um momento de profunda crise política no país, que já havia testemunhado a destituição de um presidente conservador em 2017, Park Geun-hye.

A moção de impeachment contou com o apoio de 204 parlamentares, incluindo alguns membros do partido governista, o Poder do Povo, superando a maioria de dois terços necessária na Assembleia Nacional, composta por 300 assentos. Com a aprovação, o primeiro-ministro Han Duck-soo assume o papel de presidente interino, enquanto a Corte Constitucional tem até seis meses para decidir se Yoon será definitivamente removido do cargo. Caso isso ocorra, o país realizará eleições presidenciais antecipadas.

Tentativa de lei marcial e suas consequências

O estopim para o processo de impeachment foi a decisão de Yoon Suk Yeol, no último dia 3 de dezembro, de conceder poderes emergenciais ao Exército com o objetivo de enfrentar o que ele chamou de “forças antiestatais” e oposição política obstrucionista. A medida provocou indignação generalizada e foi amplamente considerada uma ameaça à democracia sul-coreana, levando à mobilização da sociedade civil e ao repúdio de diversos setores políticos.

Após o anúncio da medida, Yoon pediu desculpas à população, mas, ao mesmo tempo, defendeu sua decisão como necessária para “proteger a democracia”. A resistência em renunciar antes da votação intensificou o debate sobre sua conduta.

Crise política recorrente

Yoon é o segundo presidente conservador consecutivo a enfrentar um impeachment na Coreia do Sul, o que levanta questões sobre a estabilidade política do país. Em 2017, Park Geun-hye foi destituída por um escândalo de corrupção que abalou sua administração. Analistas destacam que o atual processo reflete um clima de polarização e tensão crescente, com a oposição ganhando força para desafiar o Executivo.

A oposição controla 192 assentos no Parlamento, o que foi decisivo para a aprovação do impeachment. “Essa tentativa de lei marcial foi uma violação direta dos princípios democráticos que juramos proteger”, declarou um dos líderes da oposição, citado pela Reuters.

Ainda assim, aliados de Yoon argumentam que a decisão foi precipitada. “Não podemos ignorar o contexto em que o presidente tomou essas medidas”, disse um parlamentar do partido governista.

O que está por vir

Com a suspensão de Yoon, os próximos meses serão cruciais para a definição do futuro político da Coreia do Sul. A decisão final da Corte Constitucional será acompanhada de perto por uma nação já dividida entre apoiadores e críticos do presidente. Enquanto isso, Han Duck-soo assume a presidência interina com o desafio de restaurar a estabilidade política e institucional.

A crise atual coloca em evidência a necessidade de reformas no sistema político sul-coreano para evitar a recorrência de episódios como este, que fragilizam a imagem do país como uma democracia consolidada no cenário internacional.

Fonte: Brasil 247

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